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Clínica Médica

No documento Revista (páginas 121-132)

AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA E SEGURANÇA DA SOLUÇÃO ORAL DE PARACETAMOL, MALEATO DE CLORFENIRAMINA E CLORIDRATO DE FENILEFRINA NA REDUÇÃO DOS SINTOMAS DA GRIPE E RESFRIADO COMUM: ENSAIO CLÍNICO DUPLO-CEGO

Alícia Dorneles Dornelles, Marisa Boff da Costa, Luis Felipe Carissimi Schmidt, Ana Carolina Brambatti Lamaison, Carlos Schüler Nin, Paulo Dornelles Picon

Introdução: Infecções de vias aéreas superiores são frequentes na população, e seu tratamento envolve principalmente o uso de fármacos sintomáticos. Comumente utilizam-se paracetamol, clorfeniramina (antihistaminico, reduz sintomas irritativos da mucosa) e fenilefrina (vasoconstritor, descongestionante nasal).

Objetivo: Avaliar eficácia e segurança de solução oral contendo paracetamol, maleato de clorfeniramina e cloridrato de fenilefrina na redução de sintomas da gripe e do resfriado comum. Métodos: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Foram acompanhados 215 pacientes, com idade entre 12 e 60 anos, com sintomas de Resfriado Comum ou Síndrome Gripal de início entre 6 e 48 horas. Os pacientes foram randomizados para receber o medicamento ativo ou placebo, em intervalos de 6 horas, por 48 horas. Foi fornecido paracetamol de resgate como co-intervenção para todos os participantes. Os sujeitos de pesquisa receberam um diário contendo questionários de sintomas para ser preenchido a cada dose durante 48 horas. As visitas de seguimento foram realizadas 24 horas e 48 horas após randomização. A análise de eficácia consistiu na medida dos escores dos sintomas e uso do medicamento resgate. A segurança foi avaliada através da incidência de eventos adversos, tolerância clínica e laboratorial. Resultados: Análise de Variância demonstrou redução discreta, mas estatisticamente significava, do escore de sintomas no grupo ativo após o uso do medicamento. Houve ainda tendência à diferença na análise do escore dos sintomas do diário do paciente. Uso de paracetamol de resgate foi menos no grupo ativo. Conclusão: O medicamento é eficaz e seguro na dose proposta, não havendo relato de eventos adversos graves, causando apenas sonolência leve no grupo ativo.

SERVIÇO DE INFORMAÇÕES SOBRE ERROS INATOS DO METABOLISMO (SIEM- 0800.5102858): DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DE 10 ANOS DE FUNCIONAMENTO

Ana Carolina Monteiro da Rocha, Thayane Martins Dornelles, Nathalia Longoni, Silvani Herber, Carolina Fischinger Moura de Souza, Cristina Brinckmann Oliveira Netto, Maria Teresa Vieira Sanseverino, Roberto Giugliani, Lilia Farret Refosco, Celio Luiz Rafaelli

O SIEM é um serviço telefônico gratuito, que presta informações para médicos e profissionais da saúde envolvidos no diagnóstico e manejo de pacientes com erros inatos do metabolismo (EIM) em suspeita ou já diagnosticado.

Considerando que, no seu conjunto os EIM são patologias freqüentes, mas pouco conhecidas em nosso meio, o diagnóstico e manejo adequado são fundamentais para a saúde e o prognóstico dos afetados. Entre Outubro de 2001 a Março de 2012 foram realizados 2077 registros, sendo que, em 54,5% das vezes o contato foi realizado por pediatras/neonatologistas ou neuropediatras. Em 72% dos registros as ligações foram provenientes das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Em 89,4% dos registros o profissional procurava apoio para diagnóstico e manejo inicial do caso, sem uma condição estabelecida. O follow up foi realizado em 1347 (70%) casos, tendo sido encontrado 212 (15,7%) confirmações de EIM. Contudo, 326 (24,2%) foram inconclusivos e em 293 (21,8%) o seguimento do paciente foi perdido pelo consulente. As principais patologias detectadas foram: aminoacidopatias (20,8%), acidemias orgânicas (18,4%), e distúrbios do metabolismo energético (17,6%). Os resultados demonstram que ainda há uma dificuldade na conclusão diagnóstica visto que há poucos centros especializados em diagnóstico genético laboratorial no Brasil. Acreditamos na importância do SIEM em promover uma forma de investigação racional evoluindo para a possibilidade de detecção e manejo de EIM.

RC 3095: AVALIAÇÃO FARMACOCINÉTICA DE ANTAGONISTA DA BOMBESINA/FATOR DE LIBERAÇÃO DA GASTRINA

Andrea Ruschel Trasel, Gabriel Marques dos Anjos, Bruna Pellini Ferreira, Rafaela Pirolli, Vera Lorentz de Oliveira Freitas, Luise Meurer, Teresa Dalla Costa, Gilberto Schwartsmann

INTRODUÇÃO: Em vista dos poucos avanços observados no tratamento para tumores sólidos avançados do adulto, faz-se necessário o estudo de novos agentes. O RC-3095, antagonista da bombesina/fator de liberação da gastrina, representa uma nova abordagem no tratamento do câncer. Sabendo-se que a análise farmacocinética é essencial no desenvolvimento de novas drogas, este estudo visa caracterizar as informações referentes à mesma.

OBJETIVOS: Avaliar a farmacocinética do uso do RC-3095 através de sua administração endovenosa em participantes de estudo de fase I com tumores sólidos refratários. METODOLOGIA: Avaliaram-se pacientes com tumores sólidos avançados e refratários à terapia convencional através de exame imunohistoquímico para

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expressão do receptor de GRP. Pacientes com expressão moderada à alta foram incluídos no estudo e iniciaram o tratamento com infusão semanal endovenosa de RC-3095. Para avaliação de farmacocinética, foram coletadas 11 amostras de sangue no primeiro dia do ciclo 1, e uma amostra antes dos ciclos subseqüentes. Essas foram centrifugadas por 5 minutos a 3000 rpm. O plasma foi armazenado em um freezer de -80°C. A avaliação farmacocinética está em andamento através da validação de sua mensuração por espectofotometria.

CONCLUSÕES: A caracterização dos dados farmacocinéticos de uma droga é ponto essencial para o desenvolvimento de novos tratamentos, influenciando diretamente o regime de administração, doses e potencial uso em associação com novas drogas.A complexidade de análise e validação de um método para mensuração sérica do RC 3095 tem permitido à equipe extensa revisão da literatura e aquisição de experiência quanto ao desenvolvimento de fármacos anticâncer, já que informações referentes ao uso prévio deste fármaco inexistem na literatura.

IMPACTO DA ANTIBIOTICOTERAPIA EMPÍRICA INADEQUADA NA MORTALIDADE DE PACIENTES COM PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA

Caio Flavio de Bastiani Mello, Adriano Nunes Kochi, Thiago Costa Lisboa, Loriane Rita Konkewicz, Caroline Deutschendorf, Fabiano Marcio Nagel, Rodrigo Pires dos Santos, Renato Seligman

Introdução: O tratamento antimicrobiano inicial nos pacientes com pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) deve oferecer cobertura para os principais patógenos, pois a inadequação esta associada a piores desfechos.

O impacto da antibioticoterapia empírica inadequada ainda não foi especificamenle avaliada no nosso meio.

Objetivo: Estimar o impacto da antibioticoterapia empírica inadequada na mortalidade em pacientes com PAV.

Pacientes e métodos: Estudo de coorte prospectivo, em que foram incluídos 369 pacientes com diagnóstico de PAV entre maio de 2006 e dezembro de 2010. Resultados: Dos 369 pacientes, 75 (20,3%) foram excluídos por possuírem exame bacteriológico negativo. De 294 casos analisados, 177 (60,2%) pacientes que receberam terapia inicial adequada, com 94 (53,1%) casos evoluindo para óbito. 117 (39,8%) receberam antibioticoterapia empírica inadequada para PAV, apresentando 75 (64,1%) casos de óbito (RR 1,58; IC95% 0,95-2,62). Não houve associação significativa entre a mortalidade e o tratamento empírico inicial inadequado após análise multivariada (RR 1,454; IC95% 0,870-2,432; p = 0,154), com inclusão das variáveis APACHE, idade e presença de germes multirresistentes. Conclusão: A antibioticoterapia empírica inadequada não se associou de maneira significativa com mortalidade em pacientes com PAV na amostra estudada. Análise com maior numero de pacientes pode ser necessária para melhor estimativa deste efeito.

DESFECHOS DE PACIENTES COM SUSPEITA CLÍNICA DE PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA E CULTURA QUANTITATIVA NEGATIVA NO ASPIRADO TRAQUEAL

Caio Flavio de Bastiani Mello, Adriano Nunes Kochi, Thiago Costa Lisboa, Loriane Rita Konkewicz, Caroline Deutschendorf, Fabiano Marcio Nagel, Rodrigo Pires dos Santos, Renato Seligman

Introdução: O diagnóstico da pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) é sugestivo na presença de infiltrado novo no raio-x de tórax, associado a outras alterações clinicas, como febre, escarro purulento, leucocitose e redução na oxigenação. Amostras de: secreção do trato respiratório inferior sempre devem ser coletadas antes do tratamento. A cultura negativa em paciente intubado faz questionar o diagnóstico de PAV, além de sugerir outro agente etiológico não-bacteriano. Objetivo: Avaliar os desfechos clínicos de pacientes com suspeita clínica de PAV e cultura negativa. Pacientes e métodos: Estudo de coorte prospectivo, com 369 pacientes com suspeita clínica de PAV no CTI de um hospital terciário universitário entre maio de 2006 e dezembro de 2010.

Resultados: Dos 369 pacientes, 67 (18,1%) apresentaram cultura negativa. com 34 óbitos (50,7%), contra 172 óbitos (57,0%) dos outros 302 pacientes. A presença de cultura negativa não se associou a menor mortalidade tanto em análise univariada (RR 0,719; IC95% 0,458-1,323; p = 0,355), quanto em análise multivariada (RR 0,989: IC95% 0,554-1,765; p = 0,969), controlada para idade, APACHE II e presença de germes multirresistentes. Também não houve redução significativa no tempo de CTI (media 22,73 vs 31,48 dias; p = 0,310) ou no tempo de ventilação mecânica desses pacientes (média 12,16 vs 14,01 dias: p = 0,899). Conclusão:

Pacientes que tiveram suspeita clínica de PAV e obtiveram cultura negativa não apresentaram desfecho diferenciados daqueles que apresentaram crescimento bacteriano. É necessário analisar posteriormente a taxa de pacientes com antibioticoterapia novas nas 72 horas precedentes à coleta, bem como o tempo de antibiótico realizado.

O IMPACTO DO DESCALONAMENTO EM DESFECHOS CLÍNICOS NA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA

Caio Flavio de Bastiani Mello, Adriano Nunes Kochi, Thiago Costa Lisboa, Loriane Rita Konkewicz, Caroline Deutschendorf, Fabiano Marcio Nagel, Rodrigo Pires dos Santos, Renato Seligman

Introdução: A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) apresenta grande magnitude na morbimortalidade de pacientes críticos. Seu tratamento deve ser imediato e adequado, com antibioticoterapia empírica inicial de amplo espectro. O descalonamento visa adequar esse espectro antimicrobiano após resultado de culturas. Objetivo: Avaliar o impacto clínico do descalonamento em pacientes com PAV. Pacientes e métodos:

Estudo de coorte prospectivo, com análise de 369 pacientes com diagnóstico de PAV no período entre maio de

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2006 e dezembro de 2010. Resultados: De 369 casos, 127 (34,4%) pacientes descalonaram e 242 (65,6%) mantiveram o tratamento inalterado ou escalonaram. No grupo que descalonou, 63 (49,6%) pacientes foram à obito, contra 143 (59,1%) do outro grupo (RR 0,681; IC95% 0,44-1,05; p = 0,82). Na análise multivariada, incluindo APACHE II, idade e multirresistência, também não ocorreu redução significativa de mortalidade (RR 0,695; IC95% 0,44-1.08; p = 0,112). O descalonamento reduziu o tempo de internação em CTI na análise univariada (média 26,6 vs 34,3 dias; p = 0,005), porém não manteve tal associação após análise multivariada (p

= 0,940). Não houve redução do tempo de ventilação mecânica após diagnóstico de PAV (média 15,8 vs 12,5 dias; p = 0,689). Conclusão: O descalonamento não reduziu significativamente a mortalidade, o tempo de CTI ou de ventilação mecânica. Da mesma forma, também demonstrou ser uma estratégia segura e atrativa, ao não piorar desfechos clínicos.

ANÁLISE DESCRITIVA DOS GERMES CAUSADORES DE PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

Caio Flavio de Bastiani Mello, Adriano Nunes Kochi, Thiago Costa Lisboa, Loriane Rita Konkewicz, Caroline Deutschendorf, Fabiano Marcio Nagel, Rodrigo Pires dos Santos, Renato Seligman

Introdução: Os germes responsáveis pela pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) diferem de acordo com a população de pacientes críticos, do tipo de CTI e do hospital estudados. A PAV é comumente causada por bacilos gram-negativos aeróbicos, mas a participação de cocos gram-positivos, como o S. aureus, vem crescendo progressivamente, especialmente aqueles resistentes à meticilina/oxacinina. Objetivos: Descrever os germes causadores de PAV mais comuns em nosso meio, analisando suas taxas de multirresistência (MR) e letalidade.

Pacientes e métodos: Análise descriliva de 369 casos de PAV ocorridas no período entre maio de 2006 e dezembro de 2010. Resultados: De 369 casos, foram analisados os germe mais prevalentes, conforme tabela:

1) Acinetobacter 87 (23,6%) 67 (77,0%) 45 (51,7%) 2) S. Aures 64 (17,3%) 49 (16,6%) 32 (50,0%) 3) Pseudomonas 63 (17,0% ) 29 (46,0%) 38 (60,3%) 4) Klebsiella 49 (13,2%) 32 (65,3%) 30 (61,2%) 5) Enterobacter 39 (10,6%) 13 (33,3%) 23 (59,0%) 6) Stenotrophomonas 24 (6,5% ) 11 (45,8%) 16 (66,7%)

7) E.Coli 12 (3,2%) 04 (33,3%) 08 (66,7%)

8) Serratia 12 (3,2%) 0 (0%) 06 (50,0%)

9) Haemophilus 11 (3,0% ) 01 (9,1%) 02 (18,2%)

Conclusão: Conhecer a flora local e seu o perfil de sensibilidade são fundamentais para o tratamento empírico inicial adequado para a PAV.

A REPERCUSSÃO CLÍNICA DE GERMES MULTIRRESISTENTES EM PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA

Caio Flavio de Bastiani Mello, Adriano Nunes Kochi, Thiago Costa Lisboa, Loriane Rita Konkewicz, Caroline Deutschendorf, Fabiano Marcio Nagel, Rodrigo Pires dos Santos, Renato Seligman

Introdução: A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) é a causa mais frequente de infecção adquirida no CTI. A sua etiologia varia de acordo com a população de pacientes, do hospital e do tipo de CTI estudados. A PAV causada por germes multirresistentes (GMR) tem crescido dramaticamente na última década e está associada à maior morbimortalidade. Objetivo: Estimar o impacto de GMR em desfechos clínicos na PAV. Pacientes e métodos: Estudo de coorte prospectivo com 369 pacientes que apresentaram PAV no CTI de um hospital terciário no período entre maio de 2006 e dezembro de 2010. Resultados: Dos 369 casos, 164 (44,4%) apresentaram PAV causadas por GMR, contra 205 (55,5%) causada por outros germes. Ao analisar a mortalidade, houve 100 óbitos (61,0%) no grupo GMR, contra 106 mortes (51,7%) do grupo de outros germes (RR 1,459; IC95% 0,962-2,213;

p = 0,094). Houve aumento do tempo de CTI para o grupo GMR (média de 43 vs 23,7 dias, p = 0,005), mas sem significância após análise multivariada (p = 0,306). Também não houve aumento significativo no tempo de ventilação mecânica após o diagnóstico de PVA na análise multivariada (média de 14,96 vs 13,05 dias, p = 0,716). Conclusão: A PAV por GMR não se associou estatisticamente à maior mortalidade, a maior número de dias em CTI ou em ventilação mecânica após seu diagnóstico, quando corrigido para outras variáveis clinicamente relevantes.

A PRESENÇA DE COCOS GRAM POSITIVOS NO ASPIRADO TRAQUEAL PODE PREDIZER CONFIAVELMENTE A PRESENÇA DE STAPHYLOCOCCUS AUREUS COMO AGENTE ETIOLÓGICO EM PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA?

Caio Flavio de Bastiani Mello, Adriano Nunes Kochi, Thiago Costa Lisboa, Loriane Rita Konkewicz, Caroline Deutschendorf, Fabiano Marcio Nagel, Rodrigo Pires dos Santos, Renato Seligman

Introdução: A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) esta associada à morbimonalidade e aumento de custos. A coloração de Gram no aspirado traqueal pode ser usado para direcionar o tratamento antimicrobiano inicial. Diversos estudos tentaram determinar seu valor no diagnóstico etiológico da PAV, com resultados

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conflitantes. Objetivos: Avaliar a acurácia da coloração de Gram em pacientes com suspeita de PAV para predizer a existência de Staphylococcus aureus na cultura. Pacientes metódos: Estudo de coorte prospectivo, com análise de 390 colorações de Gram e cultura de aspirado traqueal ou lavado broncoalveolar de pacientes com suspeita de PAV entre maio de 2006 e dezembro de 2010. Resultados: De 390 culturas, 73 apresentaram crescimento de S.

aureus. Com a presença de cocos Gram positivos no exame bacteriológico, o risco relativo para presença de S.

aureus foi de 18,26 (IC95% 8,06-45,92), apresentando uma sensibilidade(S) de 91,8% e uma especificidade(E) de 74,4%. Os valores preditivo positivo(VPP) e negativo(VPN) foram de 45,3% e 97,5%, respectivamente. Na análise de diferentes padrões de apresentação de cocos Gram positivos, a presença de aglomerados mostrou significativa associação com S. aureus (RR 18,45; IC 95% 10,64-33,21; S 69,8%; E 96,2%; VPP 80,9%; VPN 93,3%), enquanto a presença de cocos gram positivos em cadeia não apresentou essa associação (RR 1,18; IC 95% 0,44-2,93; S 21,4%; E 81,5%; VPP 8,2%; VPN 93%). Conclusão: A presença de cocos Gram positivos no exame bacteriológico de pacientes com suspeita clínica de PAV apresentou boa sensibilidade para detecção de S.

aureus. A ausência de cocos gram positivos virtualmente exclui a presença da bactéria, servindo de importante ferramenta para guiar a terapia antimicrobiana inicial no manejo da PAV.

SÍNDROME METABÓLICA E EXPOSIÇÃO A RISCO QUÍMICO OCUPACIONAL

Carine Luíze Panke, Morgana Padilha, Marcos Fabio Pinto Bandeira, Dvora Joveleviths Knijnik

Introdução: A prevalência da Síndrome Metabólica (SM) aumentou devido à epidemia de obesidade e diabetes tipo 2. O risco químico ocupacional pode ser um dos fatores relacionados a esta síndrome e, portanto, o tratamento proposto para SM pode ser pouco eficaz naqueles com exposição química. Objetivo: Comparar, por critérios clínico-laboratoriais da SM, dois grupos de trabalhadores expostos ou não a produto químico. Métodos: A população foi composta de 99 trabalhadores (53 expostos e 46 não-expostos), a fim de verificar riscos de desenvolver SM. O primeiro grupo foi selecionado numa empresa com exposição química e o outro de forma aleatória, sendo incluídos os sem exposição. Os participantes, todos do sexo masculino, foram entrevistados e avaliados com exame físico como, por exemplo, para aferição de circunferência abdominal e pressão arterial.

Resultados: Ocorreu diferença significativa entre os dois grupos em relação aos triglicerídeos (37,3% do grupo exposto vs. 21,7% do não-exposto). Não houve diferença estatística quanto ao índice de massa corporal, porém o sobrepeso parece mais presente no grupo não-exposto e pode haver uma tendência à obesidade grau I no mesmo grupo. Analisou-se tempo de exposição a risco químico dentro do grupo exposto e as variáveis que compõem os critérios diagnósticos para SM e foi encontrada associação entre tempo de exposição e triglicerídeos (p<0,001).

Excluindo-se a idade como fator de confusão, os expostos tinham triglicerídeos mais elevados e o maior tempo de exposição era proporcional a este aumento. Conclusão: Concluiu-se que o maior tempo de exposição pode alterar os níveis de triglicerídeos e repercutir na fisiopatologia da SM de origem química.

SÍNDROMES CLÍNICAS IDENTIFICADAS NA PRIMEIRA CONSULTA EM PACIENTES ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE PRONTO-ATENDIMENTO EM MEDICINA INTERNA (PMI) DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA) - ESTUDO IMACS

Claudine Felden, Roberta Cristina Petry, Pedro Schuch Schulz, Vanessa Hax, Juliano Ce Coelho, Leonardo Martins Pires, Andre Luis Ferreira da Silva, Carisi Anne Polanczyk, Sandra Wajnberg

Introdução: Escassas são as informações sobre as principais causas de procura ao atendimento de urgência por pacientes de baixo risco. Objetivo: Identificar as principais síndromes clínicas que motivaram pacientes de baixo risco a buscar atendimento médico no departamento de emergência de um hospital terciário. Métodos: Estudo transversal. Um total de 1110 pacientes atendidos no PMI entre janeiro e junho de 2011 tiveram seus registros eletrônicos revisados. Foram obtidas informações referentes ao primeiro atendimento. Os dados foram registrados e analisados através dos softwares estatísticos Epi-Info v 3.5.2 ePASW v18. Resultados: Entre os atendimentos revisados, 59,5% referiam-se a queixas novas, 14,9% a queixas crônicas e 19,2% a retornos da emergência para reavaliação. Entre as síndromes clínicas mais freqüentes, destacam-se: sintomas respiratórios (16,4%), dores abdominais (14,9%), sintomas urinários baixos (11,9%), dores lombares (8,5%), cefaléias (7,9%), queixas dermatológicas (6%), diarréias (6%), queixas osteomusculares (5,4%), dores torácicas (4,7%) e sintomas constitucionais (4,5%); 4,7% dos pacientesreferiam-se assintomáticos. Conclusão: Um significativo número de pacientes buscou atendimento por queixas crônicas e não urgentes, com predomínio de queixas respiratórias, abdominais e urinárias. Dados como os apresentados podem auxiliar o planejamento da atenção primária e secundária, evitando a procura desnecessária ao departamento de emergência.

ANÁLISE DAS ECOGRAFIAS DOPPLER REALIZADAS EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO EM PORTO ALEGRE POR QUEIXA DE DOR E EDEMA DE MEMBROS INFERIORES

Eliza Porciuncula Justo, Fabio Bonalume, Regis Augusto Reis Trindade, Antonio Carlos Maciel, Carolina Stedile, Luciano Folador, Nazly Marcela Serrano Vargas

INTRODUÇÃO: A Trombose Venosa Profunda(TVP) é uma doença bastante prevalente nas emergências de hospitais. O diagnóstico deve ser precoce e a ecografia com doppler de membros inferiores serve como exame fundamental para confirmá-lo. No entanto, sintomas como dor e edema de membros inferiores, queixa principal da maioria dos pacientes suspeitos, não são específicos na construção diagnóstica. OBJETIVO: Determinar a

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prevalência de TVP, de acordo com a confirmação ecográfica, nos pacientes que chegam à emergência de um hospital universitário do sul do Brasil com esses sintomas, assim como, a diferença de incidência entre homens e mulheres em diferentes idades. MATERIAIS E MÉTODOS: Estudo transversal retrospectivo analisando o prontuário eletrônico de pacientes com suspeita de TVP na emergência do hospital e investigados com ecografia com doppler de membros inferiores, no período de dois meses de 2012. Foram coletados dados de idade, sexo e incidência da doença nesses pacientes. RESULTADOS E CONCLUSÕES: Foram analisados 28 pacientes que realizaram ecografia com doppler na emergência por queixa de dor e edema de membro inferior, no período referido. Destes,16 (57%) eram do sexo feminino e 12 (43%) do sexo masculino. A variação da idade foi entre 20 e 82 anos,se aproximando mais da maior faixa etária. O exame detectou trombose em 6 (22%) pacientes.

ANÁLISE DE INCIDENTALOMAS DE SUPRA-RENAL EM EXAMES DE IMAGEM DE UM HOSPITAL DE NÍVEL TERCIÁRIO DO SUL DO BRASIL

Eliza Porciuncula Justo, Fabio Bonalume, Regis Augusto Reis Trindade, Antonio Carlos Maciel, Angela Faistauer, Roberta Wolffenbuttel Argenti, Felipe Veras Arsego

INTRODUÇÃO:Massas da supra-renal detectadas de forma acidental em exames radiológicos são chamadas incidentalomas. Lesões de adrenal encontradas casualmente em exames radiológicos ocorrem em pacientes investigados por diversas patologias abdominais ou até torácicas. OBJETIVO: Estimar a prevalência de incidentalomas de adrenal em pacientes submetidos à tomografia computadorizada (TC) de abdômen, assim como as características dos pacientes e das lesões encontradas em um hospital geral brasileiro. MÉTODO: Estudo transversal retrospectivo,que avaliou alteração incidental em adrenal em tomografia computadorizada de abdômen de pacientes do hospital no período de um mês. O estudo demonstra o perfil dos pacientes (sexo,idade) e as características das lesões encontradas (nodular,difuso) nos casos de incidentalomas. RESULTADOS:Constatou-se 26 incidentalomas em 454 pacientes, correspondendo a uma prevalência de 5,73%. Em relação às características da lesão identificaram-se 27% de lesões difusas e 73% de lesões nodulares. A prevalência não se alterou com o sexo e aumentou com a idade. CONCLUSÃO: Nódulos foram mais prevalentes do que lesão difusa nas adrenais alteradas nos exames.A prevalência no sexo masculino foi ligeiramente maior que no sexo feminino. Exames tomográficos de tórax e abdômen devem ser cuidadosamente investigados para incidentalomas,u m achado não tão incomum.

CORRELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E DEPRESSÃO EM AMOSTRA DE PACIENTES EM AMBULATÓRIO DE DISLIPIDEMIA E ALTO RISCO

Erika Biegelmeyer, Mauren Matiazo Pinhatti, Jessica Oliboni Scapineli, Rafael Machoseki, Gustavo Luis Agostini, Luis Fernando Silva Belloli, Vanessa da Silva Neves, Marília Martins de Castro, Emilio Hideyuki Moriguchi, Andry Fiterman Costa, Paulo Dornelles Picon

Introdução: A obesidade tornou-se um problema de saúde pública nos últimos anos. Trata-se de uma doença sistêmica, que atua como condição para o desenvolvimento de múltiplas outras comorbidades. Destacam-se entre essas, os acometimentos psicossociais – como baixa auto-estima, ansiedade e depressão. É de preocupação médica a crescente prevalência da obesidade, assim como à de depressão. Objetivo: Estabelecer a relação entre obesidade e depressão nos pacientes em acompanhamento no ambulatório de Dislipidemia e Alto Risco do Serviço de Medicina Interna do HCPA. Materiais e métodos: Foram analisados os dados da primeira e última consulta de 124 pacientes, que acompanham atendimento periódico no ambulatório de Dislipidemia e Alto Risco.

Selecionaram-se os índices de massa corporal (IMC), representando a incidência de obesidade, e os resultados do questionário GDS-15 (Geriatric Depression Scale), para avaliar a depressão. O GDS é composto por 15 perguntas; sugere depressão moderada entre 6 e 9 pontos e depressão grave a partir de 10 pontos. Para correlação dos dados, foi aplicado o teste de Kruskal-Wallis. Resultados: Entre os 124 pacientes, 75 não apresentavam depressão e tinham uma média do IMC de 28,56. Para a depressão moderada, eram 34 pacientes, e IMC de ±30,81. Na depressão grave, havia 15 pacientes, com IMC de ±32,77. Houve correlação estatisticamente significativa (p<0,025) entre obesidade e depressão na amostra estudada e observou-se um aumento do IMC nos pacientes com sintomas depressivos, bem como a gravidade destes. Conclusão: Estes dados apontam para a necessidade do clínico estar qualificado para diagnosticar e melhor conduzir o tratamento destes pacientes.

ANÁLISE DAS PUNÇÕES HEPÁTICAS REALIZADAS EM HOSPITAL DE NÍVEL TERCIÁRIO DO BRASIL EM UM PERÍODO DE 2 MESES

Fábio Bonalume, Felipe Véras Arsego, Luciano Folador, Carolina Stedile, Régis Augusto Reis Trindade, Eliza Porciuncula Justo, Antonio Carlos Maciel

INTRODUÇÃO: O Fígado é o órgão abdominal mais freqüentemente submetido a biópsia. Os motivos mais comuns são confirmação de processos metastáticos, diagnóstico de lesões focais cujo aspecto nos exames de imagem é inconclusivo, diagnóstico e avaliação da evolução de doenças difusas e diagnóstico de complicações de transplante hepático. Mesmo nos casos em que o diagnóstico da doença hepática pode ser feito por sorologia, a biópsia fornece informações valiosas a respeito do estadiamento, prognóstico e tratamento. Muitas vezes, há pouca correlação entre sintomas, níveis enzimáticos e alterações histológicas. OBJETIVOS: Determinar a epidemiologia, a

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