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Endocrinologia

No documento Revista (páginas 135-148)

32ª SEMANA CIENTÍFICA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

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nenhum dos nãomelanomas (p=0,249). A correlação entre a intensidade de captação de MIBI e o Breslow nos melanomas foi de 0,712. A mediana de Breslow foi 7,6 nas lesões com captação visualizada no SPECT e 0,3 nas não visualizadas (p=0,005). Conclusão: A mediana de Breslow foi estatisticamente maior nas lesões visualizadas ao SPECT. Observamos uma forte correlação entre o Breslow e intensidade da captação de MIBI. O MIBI pode ser um exame complementar na avaliação diagnóstica e do prognóstico do melanoma.

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MAPA; Spacelabs). Resultados: Foram incluídos 116 pacientes (61% mulheres; 72% brancos). A idade média foi 61,6±8,7 anos (15,2±8,2 anos de duração do DM). O diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) foi observado em 88% dos pacientes incluídos e 12% eram tratados somente com medidas não farmacológicas enquanto que 76% recebiam tratamento medicamentoso. A média da PA no consultório foi de 137±18/79±12 mmHg, o IMC médio foi 30,9±4,5 kg/m2 e a HbA1c foi 8,5±2%. A média de passos diária foi de 6566±5634 e a mediana de 5477 (660-51865). Foi encontrada uma correlação inversa entre a média diária de passos e a PA sistólica das 24 horas (r=-0,284; P=0,008) e a PA sistólica diurna (r=-0,305; P=0,004). Os pacientes com maior nível de AF usual (>5477 passos/dia) apresentaram menores níveis de PA sistólica diurna (127±10 vs. 134±15;

P=0,010) Na análise multivariada, a média de passos diária permaneceu associada com a PA sistólica diurna mesmo após ajuste para fatores de confusão. Conclusão: Nesta amostra de pacientes com DM tipo 2, a AF usual está associada de forma independente a menores valores de PA sistólica diurna.

CONTRASTING EFFECTS OF PREEXISTING HYPERGLYCAEMIA AND INCREASED BODY SIZE ON HOSPITAL MORTALITY IN CRITICALLY ILL PATIENTS: A PROSPECTIVE STUDY

Amanda Rodrigues Fabbrin, Manoella Freitas Santos, Marina Verçoza Viana, Rafael Barberena Moraes, Fernando Gerchman

Background: Glycemic control and body size may influence survival in patients. Aims: Analyze the role of glycemic control and body size in the survival of patients admitted to an intensive care unit (ICU). Methods: A prospective cohort study (n=199, ≥18 years) of patients admitted to ICU. History, antropometrics, HbA1c, plasma C-reactive protein and lactate levels were collected on admission at ICU. The APACHE II score was determined. Patients were followed through hospital discharge (16 [8-28] days; median [P25-75]). Cox regression models incorporating cubic spline with four knots were used as exploratory data analysis for visual assessment of the functional relationship between BMI, HbA1c and mortality while adjusting for APACHE II. Results: The overall hospital mortality was 43.2% (n=86). BMI was higher in survivors than in non survivors (27.2±7.3 vs 24.7±5 kg/m2 P=0.031). The risk of hospital mortality increased in normal/low BMI and decreased in those with obesity.

There was no difference between median HbA1c of survivors and non survivors (5.7% [5.3%-6.3%] vs 5.8% [5.2- 6.5]; P=0.729). The risk of hospital mortality significantly increases with HbA1c higher than 9.3% compared to those with lower levels (HR=1.74; 95% CI 1.49-2.80). By Cox’s proportional hazard model adjusted by APACHE II and HBA1c levels, the risk of hospital mortality progressively decreased with increasing BMI levels (BMI<20 vs 20- 23.9, P= 0.032; BMI <20 vs 24-34.9, P=0.010; BMI <20 vs ≥35 kg/m2, P=0.032). Conclusions: Patients with increased BMI have an advantageous effect against mortality in critical illness and only those with significant hyperglycemia before admission at ICU have an increased risk for hospital mortality.

DESCONHECIMENTO DAS RECOMENDAÇÕES DE LIBERAÇÃO DA TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR ESTIMADA NOS LAUDOS E DOSAGEM DA EXCREÇÃO DE ALBUMINA URINÁRIA NOS LABORATÓRIOS SUL-BRASILEIROS

Amanda Veiga Cheuiche, Ariana Aguiar Soares, Joiza Lins Camargo, Alexandre Sauer da Silva, Sandra Pinho Silveiro

Introdução: O rastreamento da nefropatia diabética, principal causa de insuficiência renal terminal, deve ser realizado anualmente com a avaliação da excreção urinária de albumina (EUA) e estimativa da taxa de filtração glomerular (TFGe) com equações que empregam a creatinina sérica. A equação recomendada é a Modification of Diet in Renal Disease (MDRD) e o cálculo deve ser registrado no laudo quando da solicitação da creatinina.

Objetivo: Avaliar a disponibilidade da EUA e TFGe nos laboratórios do estado do Rio Grande do Sul (RS). Materiais e Métodos: Aplicação de questionário avaliando a disponibilidade da EUA, da eTFG (MDRD) e o número de dosagens diárias de creatinina e EUA nos laboratórios registrados no Conselho Regional de Farmácia do RS.

Segundo o cálculo de tamanho de amostra (proporção estimada de 85%, P<0,05), seria necessária a avaliação de 196 laboratórios. Aprovação Comitê de Ética: nº 100129. Resultados: 237 laboratórios responderam o questionário: 74 (31%) na região noroeste, 50 (21%) na metropolitana, 32 (13,5%) na centro-oriental, 27 (11%) na nordeste, 22 (9%) na sudoeste, 19 (8%) da centro-ocidental e 13 (5,5%) da sudeste. O número de dosagens de creatinina sérica variou de 1-860/dia, com mediana de 15 dosagens. O cálculo da TFGe com a equação MDRD foi reportada por apenas 26 laboratórios (11%) e a EUA esteve disponível em apenas 34 (14%), sendo que 56%

dos laboratórios realizavam 1-2 dosagens de EUA/dia. Conclusão: A taxa de avaliação da função renal é inaceitavelmente baixa nos laboratórios do nosso estado, indicando a necessidade urgente de educar tanto médicos quanto laboratórios e pacientes sobre a importância da disponibilização dessas ferramentas para otimizar a detecção da doença renal.

COMPARAÇÃO ENTRE O MÉTODO DE JAFFE E O MÉTODO ENZIMÁTICO DE MEDIDA DA CREATININA SÉRICA PARA ESTIMAR A TAXA DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR NO DIABETE MELITO

Amanda Veiga Cheuiche, Ariana Aguiar Soares, Leticia Schwerz Weinert, Sandra Pinho Silveiro, Joiza Lins Camargo, Eduardo Guimarães Camargo

Introdução: A estimativa da taxa de filtração glomerular (TFG) com equações que incluem a creatinina sérica é a forma mais adequada de rastrear doença renal. O método enzimático para medir a creatinina, embora de maior

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custo, tende a ser superior ao de Jaffe, mais comumente empregado, e em pacientes com diabete melito (DM), parece sofrer menos interferência. Objetivo: Avaliar a influência de dois métodos calibrados de medida da creatinina sérica (Jaffe vs. Enzimático) sobre a estimativa da TFG. Pacientes e Métodos: A creatinina sérica foi medida com método de Jaffe e enzimático, ambos da Roche®, rastreáveis à espectrometria de massa por diluição isotópica. A TFG foi medida pela injeção do 51Cr-EDTA (TFG51Cr) e estimada pela equação Chronic Kidney Disease Epidemiology (TFG-CKDEPI). Foram incluídos indivíduos saudáveis e com DM2 com TFG >60 ml/min/1,73 m². Foi realizada concordância segundo Bland&Altman. Aprovado Comitê de Ética: 06436. Resultados: Foram avaliados 123 adultos (70 hígidos e 53 com DM tipo 2), 67 mulheres (54,5%), 102 brancos (83%), com idade de 49±16 anos. Não foi encontrada diferença significativa nos valores de creatinina entre o método de Jaffe e enzimático (respectivamente 0,87±0,2 vs. 0,85±0,22 mg/dl, P=0,241). A TFG (ml/min/1,73 m2) por equação, tanto com creatinina Jaffe (95±22) como com creatinina enzimática (96±22), foi significativamente mais baixa do que a TFG medida com 51Cr-EDTA (111±27, P <0,001), porém sem diferença entre as equações. No subgrupo de pacientes com DM2, foram encontrados resultados semelhantes, sem diferença entre os métodos. Conclusões: A TFG estimada por equação, independente do método de medida da creatinina, subestima acentuadamente a TFG medida. Nos pacientes diabéticos, o método enzimático também não se mostrou superior.

ASSOCIAÇÃO ENTRE O POLIMORFISMO RS1990760 (G/A) NO GENE IFIH1 E PROTEÇÃO PARA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1

Ana Paula Bouças, Leticia de Almeida Brondani, Jakeline Rheinheimer, Taís Silveira Assmann, Cristiane Bauermann Leitao, Luis Henrique Santos Canani, Daisy Crispim Moreira

Introdução: O gene IFIH1 codifica uma helicase que se liga ao RNA fita dupla gerado durante a replicação viral e que está envolvida na resposta imunológica a viroses, induzindo apoptose das células infectadas. Como a destruição autoimune das células-beta pancreáticas pode ser desencadeada por viroses, o gene IFIH1 é um gene candidato para o diabetes mellitus tipo 1 (DM1). Objetivo: Avaliar a associação entre o polimorfismo rs1990760 (G/A) no gene IFIH1 e o DM1 ou suas características clínicas e laboratoriais. Materiais e métodos: Foram estudados 527 pacientes com DM1 (casos) e 469 indivíduos não-diabéticos doadores de banco de sangue (controles). A genotipagem do polimorfismo foi realizada pela técnica de discriminação alélica por PCR em tempo real usando-se sondas TaqMan. Resultados: As frequências genotípicas do polimorfismo estão em equilíbrio de Hardy-Weinberg nas duas amostras (p>0,05). Não foram observadas diferenças significativas nas frequências alélicas e genotípicas entre casos e controles (p=0,294 e p=0,114, respectivamente). Entretanto, a frequência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) foi menor em pacientes diabéticos com o genótipo T/T do que em pacientes com os genótipos C/T e T/T (16,7 vs. 33,8 vs. 44,0 %, respectivamente; p<0,00001). A associação do genótipo T/T com proteção para HAS foi confirmada após ajuste para idade, sexo e etnia (RC=0,35; IC95% 0,14-0,85;

p=0,021). Os níveis de pressão sistólica e diastólica também foram menores em pacientes diabéticos com o genótipo T/T do que em pacientes com outros genótipos (p=0,001 e p<0,0001, respectivamente). Conclusões: O presente estudo não demonstrou associação entre o polimorfismo rs1990760 e o DM1; entretanto, nossos dados sugerem que pacientes com o genótipo T/T apresentam uma diminuição de 65% no risco de HAS. Apoio financeiro: CNPq, FAPERGS, FIPE-HCPA.

VALIDAÇÃO DE GENES NORMALIZADORES EM CÉLULAS HUMANAS EM CULTURA PRIMÁRIA DE TIREOIDE TRATADAS COM PROGESTERONA E ESTRADIOL

Ana Paula Santin, Aline Francielle Damo Souza, Beatriz Maria de Azevedo Assis Brasil, Ilma Simoni Brum da Silva, Tania Weber Furlanetto

A escolha de um ou mais genes de referência para normalizar dados de expressão gênica obtidos pela técnica de PCR quantitativativo em tempo real é um passo crucial na análise dos resultados de um gene alvo, uma vez que o gene de referência serve para compensar para vários fatores interferentes nessa técnica. Sabe-se que os hormônios sexuais femininos influenciam o crescimento e diferenciação de células foliculares da tireoide. O objetivo deste estudo foi avaliar 4 candidatos a genes de referência em células humana da tiróide em cultura primária, tratadas com progesterona e estradiol. O tecido tireoidiano foi obtido de pacientes submetidos a tireoidectomia total e as células tireoidianas foram isoladas por meio de digestão com colagenase e cultivadas in vitro em condições fisiológicas. β-actina, gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase (GAPDH), β2-microglobulina (B2M) e proteína ligadora de TATAbox (TBP) foram avaliados como candidatos a gene de referência em células da tireoide tratados com estradiol e progesterona, e seus respectivos inibidores. O software Normfinder foi utilizado para avaliar a estabilidade dos genes identificados. β-actina apresentou uma maior estabilidade nos grupos analisados, quando comparados com TBP, B2M e GAPDH. Assim, sugere-se que a β-actina seja utilizada como gene de referência em estudos que avaliem expressão gênica em células tireoideanas tratadas com estradiol e progesterona.

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DISRUPTION OF BLOOD PRESSURE CIRCADIAN RHYTHM MAY BE A PRECOCIOUS FINDING IN ABNORMAL BLOOD PRESSURE HOMEOSTASIS RELATED WITH ABNORMAL GLUCOSE METABOLISM Bárbara Limberger Nedel, Vanessa Piccoli, Amanda Rodrigues Fabbrin, Manoella Freitas Santos, Alessandra Locatelli Smith, Rafaela Brugalli Zandavalli, Luis Henrique Santos Canani, Fernando Gerchman, Rosa Maria Levandovski, Maria Paz Loayza Hidalgo

Background and aims: Blood pressure (BP) behavior along the day may be implicated in the development of vascular complications of prediabetes (PDM) and diabetes (DM). Determination of abnormal patterns of BP circadian rhythm using 24-h ambulatory BP monitoring (ABPM) might help to clarify this relationship. Materials and methods: In a cross sectional study, we analyzed circadian variations of BP of 72 subjects (age 53.2±12.5 years, females 76.0%) with normal glucose tolerance (NGT; n=18), prediabetes (PDM; n=33) and diabetes (DM; n=21).

Data was fitted to a sinusoidal curve of 24 hours BP measured by ABPM, obtaining its acrophase which was compared among groups using the Rayleigh test which also quantifies the existence of a tendency in the group.

The grouping of the acrophases for each group and each variable was calculated by means of the Rayleigh Z test for circular statistics. Results: Systolic BP (SBP) in subjects with NGT and PDM presented a phase advance in the rhythm of acrophase compared to those with DM. NGT and PDM SBP acrophase was at midnight whereas DM acrophase was during midday. In addition to that, the acrophase statistically differed between NGT and PDM (n=24hr; r> 0.98) and between NGT and DM (n=24hr days; r> 0.98) subjects. No differences were seen in the acrophase between PDM and DM (n=24hr; r> 0.98) subjects. In contrast, a phase advanced in the rhythm of diastolic blood pressure (DBP) acrophase was found in subjects with DM compared to those with NGT and PDM.

Conclusion: Disruption of circadian rhythm of blood pressure might be involved in the development of abnormalities of BP homeostasis and may berelated to the development of vascular complications of early abnormalities of glucose metabolism, namely PDM.

ASSOCIAÇÃO DE POLIMORFISMOS NOS GENES DA UCP1, 2 E 3 COM O DIABETES MELLITUS TIPO 2:

ESTUDO DE CASO-CONTROLE E META-ANÁLISE

Bianca Marmontel de Souza, Leticia de Almeida Brondani, Ana Paula Bouças, Denise Alves Sortica, Jorge Luiz Gross, Luis Henrique Santos Canani, Cristiane Bauermann Leitao, Daisy Crispim Moreira

Introdução: As proteínas desacopladoras (UCPs) apresentam papéis importantes na redução da formação de espécies reativas de oxigênio pela mitocôndria, regulação da secreção de insulina pelas células-beta pancreáticas e regulação do metabolismo dos ácidos graxos; mecanismos que estão diretamente associados com a patogênese do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Dessa forma, o objetivo deste estudo de caso-controle e meta-análise foi avaliar se cinco polimorfismos nos genes UCP 1 a 3 (-3826A/G UCP1, -866G/A, Ala55Val e Ins/Del UCP2 e -55C/T UCP3) estão associados com suscetibilidade ao DM2. Métodos: Para o estudo de caso-controle foram genotipados 981 pacientes com DM2 (casos) e 534 indivíduos não-diabéticos (controles). Adicionalmente, foi realizada uma revisão sistemática da literatura e meta-análise dos polimorfismos estudados em pacientes com DM2 e indivíduos não-diabéticos. A associação entre polimorfismo e doença foi medida através da estimativa de odds ratio (OR) nos seguintes modelos genéticos: contraste de alelos; aditivo; recessivo; dominante e codominante. Resultados: No estudo de caso-controle, as frequências genotípicas e alélicas dos polimorfismos estudados não diferiram significativamente entre pacientes com DM2 e indivíduos não-diabéticos (p>0,05). A partir da revisão sistemática, foram selecionados 22 estudos para a realização da meta-análise. Foi observada associação entre o polimorfismo - 55C/T (UCP3) e DM2 nos seguintes modelos genéticos: contraste de alelo (OR=1,19, IC95% 1,04-1,36), aditivo (OR=1,32, IC95% 1,01-1,72) e dominante (OR=1,18, IC95% 1,02-1,37). Conclusão: No estudo de caso-controle não foi observada associação de nenhum dos polimorfismos estudados com DM2. A meta-análise mostrou que o polimorfismo -55C/T no gene UCP3é um fator de risco para o DM2. Apoio financeiro: FIPE-HCPA, FAPERGS, CNPQ.

EXPRESSÃO RENAL DA ECTO-NUCLEOTIDA PIROPHOSFTASE / FOSPHODIESTERASE 1 (ENPP1) DE ACORDO COM O POLIMORFISMO K121Q

Denise Alves Sortica, Guilherme Pozzueco Zaffari, Camila Pocharski Barbosa, Daisy Crispim Moreira, Luís Henrique Santos Canani

Introdução: A ENPP1 é um das cinco proteínas de membrana celular que contêm um sítio ativo extracelular que catalisa a liberação de nucleosídeo-5-fosfatases dos nucleotídeos e seus produtos. Esta proteína é expressa em vários tecidos, incluindo rins, e, em níveis aumentados, inibe a atividade tirosina-quinase do receptor da insulina, causando resistência à insulina (RI). O alelo Q do polimorfismo K121Q (rs1044498) no gene ENNP1 está associado com RI e nefropatia diabética em diferentes populações. Objetivo: Avaliar se a expressão da ENPP1 no tecido renal humano difere entre os diferentes genótipos do polimorfismo K121Q. Metodologia: Foram coletadas biópsias renais e de sangue periférico de 75 indivíduos que sofreram nefrectomia radical terapêutica. A genotipagem do polimorfismo K121Q foi feita por PCR em tempo real usando-se sondas TaqMan MGB. A quantificação do cDNA da ENPP1 foi feita em 21 indivíduos (8 K/K, 7 K/Q e 6 Q/Q), usando-se o método da curva padrão relativa e reagentes TaqMan Gene Expression (Applied Biosystems). As médias de expressão do cDNA da ENPP1, em unidades arbitrárias (UA), foram corrigidas pela expressão do cDNA da β-actina e são mostradas como mediana (valores mínimo-máximo). As médias da expressão foram comparadas através do teste T de Student após logaritimização. Valores de p <0,05 foram considerados significantes. O projeto foi aprovado pelo CEP.

Resultados: Foram incluídos 21 indivíduos (44,8% de homens, idade média: 57,82 ± 14,77). A expressão gênica

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da ENPP1 no tecido renal foi 10,1 (1,1 – 22,1) UA na presença do alelo Q (K/Q + Q/Q) e 21,2 (1,3 - 132,5) UA no genótipo K/K (p= 0,070). Conclusão: Estes dados parciais sugerem que o polimorfismo K121Q não está associado a mudanças de expressão do gene ENPP1 no rim. Apoio Financeiro: FIPE-HCPA, FAPERGS, CNPq.

RESPOSTA AO TRATAMENTO INICIAL COMO PREDITOR DE DOENÇA PERSISTENTE EM CARCINOMA DIFERENCIADO DE TIREÓIDE: ANÁLISE DE COORTE DE 575 PACIENTES

Denise de Borba Antunes, Rafael Selbach Scheffel, José Miguel Silva Dora, Ana Luiza Silva Maia

Introdução: A identificação de fatores que auxiliem na diferenciação dos pacientes de baixo/alto risco para doença persistente de são de extrema importância para o manejo adequado do carcinoma diferenciado de tireóide (CDT).

Objetivos: Avaliar fatores prognósticos em uma coorte de pacientes com CDT. Métodos: Foram incluídos 575 pacientes com diagnóstico de CDT. O protocolo de tratamento consiste em tireoidectomia total, dose radioiodo e terapia com levotiroxina. Doença persistente foi definida como presença de doença clínica/radiológica e/ou tireoglobulina estimulada >1ng/mL durante o seguimento. Estes mesmos critérios foram utilizados para definir resposta ao tratamento inicial. Foi realizada regressão de Poisson. Resultados e conclusões: A média de idade no diagnóstico foi de 45,2±15,2 e 84,1% (n=483) dos pacientes apresentava carcinoma papilar. Considerando o estágio TNM, 255 (44,3%) pacientes apresentavam estágio I, 44 (7,7%) estágio II, 40 estágio (7,0%) III e 72 (12,5%) estágio IV. Após mediana de seguimento de 55 meses, 138 pacientes (42,6%) apresentavam doença persistente, sendo que apenas 7 (4,5%) daqueles que apresentaram resposta ao tratamento inicial apresentavam doença persistente no seguimento. As variáveis identificadas como preditoras para doença persistente foram sexo masculino (RR 1,72; IC95% 1,27-2,33), tipo histológico folicular (RR 1,65; IC95% 1,02-2,68), metástases em cadeia linfonodal lateral (RR 2,52; IC95% 1,58-4,01) e metástases à distância (RR 1,55; IC95% 1,14-2,12).

Ausência de resposta ao tratamento inicial foi a variável com maior RR (16,82; IC95% 7,93-35,67) para presença de doença persistente. Com base nestes dados, podemos concluir que a resposta ao tratamento inicial mostrou-se como principal fator prognóstico para doença persistente.

EFEITO AGUDO DO EXERCÍCIO FÍSICO AERÓBICO E RESISTIDO SOBRE A REATIVIDADE VASCULAR E LIBERAÇÃO DE CÉLULAS PROGENITORAS ENDOTELIAIS DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 1

Eliandra da Silveira de Lima, Gustavo Waclawovsky, Leticia Renck Bimbi, Laiana Schneider, Lucinara Dadda Dias, Franciele Ramos Figueira, Daniel Umpierre de Moraes, Ana Paula Alegretti, Nance Beyer Nardi, Ursula da Silveira Matte, Ticiana da Costa Rodrigues, Melissa Medeiros Markoski, Jorge Pinto Ribeiro, Beatriz D'Agord Schaan

Introdução: O aumento da liberação de células progenitoras endoteliais (CPE) pode estar associado à melhora da função vascular induzida pelo exercício em indivíduos saudáveis. Pouco se sabe sobre o efeito do exercício sobre esses parâmetros em pacientes com diabete melito tipo 1 (DM1). Objetivo: Avaliar o efeito agudo do exercício físico aeróbico (AER) e do exercício físico resistido (RES) sobre a reatividade vascular (RV) e liberação de CPE de pacientes com DM1. Metodologia: Cinco pacientes com DM1 (27±4 anos de idade) realizaram, aleatoriamente, em dias diferentes, 40 min de exercício AER (60% VO2pico) e 40 min de exercício RES (60% de 1RM; 4x12 repetições; 90 segundos de intervalo). Pletismografia de oclusão venosa foi utilizada para avaliar a hiperemia reativa do antebraço (HRA) antes e após as sessões. Sangue venoso foi coletado antes e 10 minutos após as sessões para separação das células mononucleares (Ficoll-Hipaque). As CPE foram avaliadas por citometria de fluxo (CD34+/KDR+) e quantificação das unidades formadoras de colônias (CFU-Hill). Resultados: A HRA aumentou após o exercício AER (25,9±3,2 vs 31,0±2,3ml/100ml/min, P<0,001) e RES (19,9±2,0 vs 26,4±1,3ml/100ml/min; P<0,001). Não houve alteração no número de CPE (citometria) pós o exercício AER, porém, houve redução após o exercício RES (6,00±1,46% vs 1,93±1,71%; P=0,045). Não houve diferença no número de colônias de CPE após as sessões de exercício. Conclusão: Uma única sessão de exercício AE aumenta a RV e não altera as CPE em pacientes com DM1. Uma única sessão de exercício RES também aumenta a RV, porém resulta em redução das CPE circulantes em pacientes com DM1. Estas respostas agudas divergentes podem contribuir para os efeitos benéficos a longo prazo da associação de exercícios AE e RES nestes pacientes.

DIFERENÇAS NA EXPRESSÃO DA LEPTINA E DE SEU RECEPTOR NOS DIFERENTES COMPARTIMENTOS DO TECIDO ADIPOSO EM MULHERES SUBMETIDAS A LAPAROSCOPIA

Fabrício Nicolao Mattei, Sheila Bünecker Lecke, Andrea Prestes Nácul, Debora Martinho Morsch, Poli Mara Spritzer INTRODUÇÃO: Alguns estudos têm apontado uma possível diferença na contribuição dos diferentes compartimentos do tecido adiposo (TA) na produção das adipocinas e na resposta à insulina, sendo o TA subcutâneo o mais relacionado. A leptina tem sido associada com o IMC, o controle glicêmico e outras respostas à insulina. O receptor da leptina (r-leptina) e sua expressão tem sido associados aos efeitos desta adipocina nos diferentes tecidos. OBJETIVO: determinar a expressão gênica da leptina e do r-leptina no TA subcutâneo e no TA visceral em pacientes submetidas a videolaparoscopia, com pelve normal. MÉTODOS: foram selecionadas 19 pacientes submetidas a videolaparoscopia por infertilidade ou para realização de ligadura tubária. Foram obtidas amostras de TA subcutâneo e visceral abdominal durante este procedimento, e as expressões gênicas da leptina e do r-leptina foram determinadas através de RT-PCR em tempo real. Foi também realizada avaliação clínica e laboratorial. RESULTADOS: A média de idade das participantes foi de 33 anos (±6), com IMC de 25 (±4). A

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