ADENOCARCINOMA GIGANTE DE CÓLON AS- CENDENTE: RELATO DE CASO
ROBERTO BERTEAUX ROBALDO; CLÉBER DARIO PINTO KRUEL; CLÉBER P. KRUEL FILHO; DANIEL NAVARINI; RODRIGO BLAYA; LAURA MOSCHETTI;
TIAGO BORTOLINI; PABLO CAMBESES SOUZA; JO- NATAS DA FONSECA CONTERNO; ALEXANDRE TAKAYOSHI ISHIZAKI; JOSÉ LUIS BOLZAN ROSSIG- NOLO FILHO; RODRIGO GHINATO DAOUD; SAMUEL CONRAD; RAFAEL SANTANA MELO; SABRINA KA- HLER; DANIEL SIDNEI SCHIER
O Câncer Colorretal é o quarto tumor mais freqüente no mundo e aumenta em incidência anualmente no Brasil. Acomete principalmente pacientes acima de 50 anos, associado a fatores genéticos e ambientais. O Adenocarcinoma é o tipo presente em mais de 90% dos casos e seu prognóstico depende da diferenciação e disseminação da lesão. Manifesta-se de forma insidiosa ou aguda e é diagnosticado/estadiado por exames de imagem. O tratamento de escolha é cirúrgico e a adju- vância é indicada, apesar de alterar pouco a mortalida- de. O seguimento é necessário devido à taxa de recor- rência de até 50%. Neste relato, paciente masculino, 84 anos, ex-tabagista, ex-etilista, encaminhado a hospital terciário por volumosa massa abdominal palpável à direita, CEA: 351,8 U e tomografia (TC) diagnósticos, em junho deste ano. Há 6 meses com hábito intestinal alterado, melena/hematoquezia, dor abdominal e ema- grecimento de 10kg. TC abdominal: lesão expansiva em flanco direito com 12 cm de diâmetro, continuidade com bordo hepático, se estendendo até a fossa ilíaca e alças de intestino delgado, sem lesões metastáticas.
Realizada hemicolectomia direita com retirada de mas- sa de 14 cm, invadindo parede abdominal em flexura hepática do cólon, e linfonodomegalias justa-tumorais com reconstrução do trânsito intestinal. Anátomo-
patológico: adenocarcinoma pouco diferenciado, ulce- rado, infiltrando toda parede intestinal, com áreas de necrose. Limites cirúrgicos livres, sem metástases nos 17 linfonodos isolados. Estadiamento final:
T4N0M0/Dukes B. Evoluiu bem no pós-operatório, com notável melhora do quadro sintomático e normali- zação do hábito intestinal. O paciente recebeu alta hospitalar com plano de acompanhamento e tratamento adjuvante com quimioterapia com bom prognóstico apesar da imensa lesão.
PERSPECTIVAS DO TRATAMENTO CIRÚRGICO PARA OBESIDADE E DIABETES MELLITUS TIPO 2.
RICARDO FILIPE ROMANI; HALLEY MAKINO YA- MAGUCHI, FELIPE BRUM DREWS
Introdução. Obesidade está associada com um aumen- to no risco desenvolvimento de resistência insulínica e Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2). O desenvolvimento de DM2 pode ser prevenido em indivíduos obesos com capacidade de perder peso. Perda de peso pode ser alcançada através de medicações, dieta e exercício e cirurgia. Há evidências que o DM2 pode ser amenizado ou resolvido em pacientes obesos que se submeteram a cirurgia bariátrica ou metabólica. Objetivo. Avaliar as cirurgias bariátrica e metabólica como alternativas para o tratamento de obesidade e DM2 quanto a desfechos metabólicos e resultados cirúrgicos. Métodos. Revisão sistemática da literatura, realizada em bases de dados eletrônicas (Medline/PubMed, Ovid, Science Direct), com busca por periódicos relacionados ao tema, que tivessem a mensuração dos desfechos de interesse e relatos com base em tais variáveis, com uma amostra representativa de alguma população definida e publica- ção realizada nos últimos cinco anos. Resultados.
Foram incluídos 15 estudos, sendo 12 estudos de coor- te. Os estudos mensuraram a perda de peso no acom- panhamento pós-cirúrgico, Índice de Massa Corporal, circunferência da cintura, níveis séricos de triglicerí- deos e colesterol, pressão arterial sistêmica e redução dos níveis gilcêmicos séricos. Todos os estudos mos- traram melhora estatisticamente significativa dos pa- râmetros avaliados, especialmente na cura e/ou preven- ção do DM2 e co-morbidades associadas. As taxas de complicações cirúrgicas foram baixas ou nulas. Con- clusões. As cirurgias bariátrica e metabólica mostram ser efetivas e seguras, podendo ser consideradas uma opção de tratamento potencialmente curativo do DM2 relacionado à obesidade.
SOBREVIDA A LONGO PRAZO DOS PACIENTES COM CÂNCER DE ESÔFAGO TRATADOS NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE MARCELO DE FIGUEIREDO; CLEBER DARIO PINTO KRUEL; CARLOS CAUDURO SCHIRMER; RICHARD RICACHENEVSKY GURSKI; ANDRÉ RICARDO PE- REIRA DA ROSA; MARIANA BLANCK ZÍLIO; ALICE
FISCHER; RAFAEL SANTANA MELO; RICARDO FILI- PE ROMANI
Introdução: A sobrevida em longo prazo de pacientes com câncer de esôfago é baixa, ou seja, aproximada- mente 10 a 20% em cinco anos. É fundamental, para os locais que se dedicam a tratar tais pacientes, determinar suas taxas de sobrevida e, dessa forma, avaliar a quali- dade do tratamento prestada. Objetivo: Avaliar a so- brevida a longo prazo de pacientes com câncer de esôfago submetidos à esofagectomia em um grande centro. Material e Métodos: Foram estudados 144 pacientes consecutivos submetidos à esofagectomia por câncer de esôfago, entre os anos de 1988 e 2008. Re- sultados: Independentemente do tipo histológico e do estadiamento patológico, foi demonstrado que a possi- bilidade acumulada de sobrevida nos pacientes com câncer de esôfago é de aproximadamente 70% em um ano, 50% em dois anos, 45% em três anos, 35% em quatro anos e 30% em cinco anos, com sobrevida me- diana de 33 meses. Conclusão: As taxas de sobrevida encontradas são compatíveis com àquelas publicadas em estudos de grandes centros de referência no trata- mento do câncer de esôfago, particularmente em rela- ção a pacientes submetidos à esofagectomia.
ASSOCIAÇÃO ENTRE PREVALÊNCIA DE COM- PLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS PRECOCES E ESTÁGIO PATOLÓGICO EM PACIENTES COM CÂNCER DE ESÔFAGO SUBMETIDOS À ESO- FAGECTOMIA
MARCELO DE FIGUEIREDO; CLEBER DARIO PINTO KRUEL; CARLOS CAUDURO SCHIRMER; RICHARD RICACHENEVSKY GURSKI; ANDRÉ RICARDO PE- REIRA DA ROSA; MARIANA BLANCK ZÍLIO; RICAR- DO FILIPE ROMANI; ALICE FISCHER; RAFAEL SAN- TANA MELO
Introdução: A esofagectomia é um procedimento com elevada morbi-mortalidade. A identificação de uma possível associação entre estágio patológico e compli- cações pós-operatórias pode ajudar a prever complica- ções cirúrgicas. Objetivos: Avaliar o papel do estágio patológico do câncer de esôfago e sua relação com a incidência de complicações pós-operatórias precoces em pacientes submetidos à esofagectomia. Material e Métodos: Foram estudados 188 pacientes consecutivos submetidos à esofagectomia, entre os anos de 1988 e 2008, sendo analisada a associação entre as complica- ções pós-operatórias precoces e o estágio patológico.
Resultados: A incidência de complicações pós- operatórias precoces nos pacientes que se encontravam nos Estádios I, II, III e IV foi, respectivamente, 66,7%, 68,1%, 78,4% e 83,3% (p>0,005), ou seja, não houve diferença estatisticamente significativa entre complica- ções pós-operatórias precoces e o estádio patológico.
Conclusão: Nos pacientes com câncer de esôfago, o estágio da doença não interfere na incidência de com- plicações precoces após a esofagectomia
TRANSPLANTE DE PÂNCREAS ISOLADO NO HOSPITAL SÃO LUCAS DA PUCRS: ANÁLISE DE PACIENTES E ENXERTOS
HENRIQUE LUIZ OLIANI JÚNIOR; RAFAEL D. CASTI- LHOS, ABRAÃO KUPSKE, TOMAS ADAM, CHRISTIAN DREBES, SALVADOR GULLO NETO
Introdução: O Transplante Pâncreas Isolado (TxPI) vem crescendo nos últimos anos como alternativa de tratamento para os pacientes portadores de Diabetes Mellitus (DM) insulino-dependentes complicados (não-urêmicos, múltiplas complicações secundárias, hiperlábeis). No entanto, suas indicações permanecem controversas e seus resultados, no Brasil, desconheci- dos. Objetivo: Avaliar a sobrevida de pacientes e enxertos no transplante de pâncreas isolado realizado em um único centro transplantador. Métodos: Reali- zamos um estudo de coorte contemporâneo, incluindo todos os pacientes transplantados de pâncreas isolado, desde o início do programa em 2003. Além dos dados demográficos, foram avaliadas suas indicações, as complicações, os esquemas imunossupressores e a sobrevida de pacientes e enxertos através da curva de Kaplan-Meyer. Resultados: Entre fevereiro de 2003 e maio de 2007, foram realizados 15 transplantes de pâncreas isolado. A sobrevida dos pacientes ao final do primeiro ano foi de 100%, enquanto a sobrevida de enxertos atingiu 75% da amostra. Conclusão: Os resultados obtidos nessa fase inicial do programa são comparáveis aos grandes centros transplantadores de pâncreas e superiores aos dados apresentados ultima- mente pelo IPTR (International Pancreas Transplant Registry).
COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS PRECO- CES EM PACIENTES COM CÂNCER DE ESÔFA- GO TRATADOS POR ESOFAGECTOMIA TRANS- TORÁCICA E ESOFAGECTOMIA TRANSIATAL ALICE FISCHER; CLEBER DARIO PINTO KRUEL, CARLOS CAUDURO SCHIRMER, RICHARD RICA- CHENEVSKY GURSKI, ANDRÉ RICARDO PEREIRA DA ROSA, RICARDO FILIPE ROMANI, RAFAEL SAN- TANA MELO, MARIANA BLANCK ZILIO, MARCELO DE FIGUEIREDO
Introdução: A esofagectomia é um procedimento com elevada morbi-mortalidade, sendo fundamental que o cirurgião conheça as suas principais complicações não só para preveni-las como também para intervir preco- cemente no seu curso clínico. Objetivo: O objetivo deste estudo foi identificar as complicações pós- operatórias precoces mais freqüentes nos pacientes submetidos à esofagectomia transtorácica ou transiatal por câncer de esôfago. Método: Foi analisada a inci- dência de complicações pós-operatórias relacionadas ao procedimento cirúrgico e ocorridas durante a inter- nação hospitalar nos pacientes com câncer de esôfago submetidos à esofagectomia transtorácica ou transiatal
entre os anos de 1988 e 2008, num hospital terciário do município de Porto Alegre. Resultados: No período analisado, ocorreram 84 esofagectomias por via trans- torácica e 98 esofagectomias por via transiatal, todas com gastroplastia cervical. As principais complicações pós-operatórias precoces na esofagectomia transtoráci- ca foram: fístula cervical (15%), infecção respiratória simples (27,5%), infecção de ferida operatória (5%), atelectasia (5%) e infecção respiratória complicada (5%). Na esofagectomia transiatal foram: fístula cervi- cal (45%), infecção respiratória simples (36,3%), in- fecção de ferida operatória (11,3%), pneumotórax (7,5%), infecção respiratória complicada (6,3%) e sepse abdominal ou abscesso abdominal (6,3%). A mortalidade pós-operatória da esofagectomia transtorá- cica foi de 23,8% e da esofagectomia transiatal foi de 14,3%. Conclusão: As principais complicações encon- tradas podem ser diagnosticadas e tratadas precoce- mente, contribuindo para diminuir a elevada morbi- mortalidade associada a esse procedimento. Foi obser- vada maior mortalidade pós-operatória na esofagecto- mia por via transtorácica quando comparada à via transiatal.
INFLUÊNCIA DO TIPO DE ANASTOMOSE NA INCIDÊNCIA DE FÍSTULA CERVICAL E DE ES- TENOSE NAS ESOFAGECTOMIAS POR CÂNCER DE ESÔFAGO
ALICE FISCHER; CLEBER DARIO PINTO KRUEL, CARLOS CAUDURO SCHIRMER, RICHARD RICA- CHENEVSKY GURSKI, ANDRÉ RICARDO PEREIRA DA ROSA, MARIANA BLANCK ZILIO, MARCELO DE FIGUEIREDO, RICARDO FILIPE ROMANI, RAFAEL SANTANA MELO
Introdução: A fístula da anastomose cervical é uma complicação importante na evolução do paciente sub- metido à esofagectomia. Desta forma, a identificação dos fatores de risco a ela associados se faz necessária.
Objetivo: Comparar a incidência de fístula cervical e de estenose em pacientes submetidos à esofagectomia com anastomose cervical primária ou retardada. Méto- do: Foi comparada a ocorrência de fístula cervical em 188 pacientes consecutivos submetidos à esofagecto- mia por câncer de esôfago em um hospital terciário no município de Porto Alegre, entre os anos de 1988 e 2008. Resultados: No período analisado, ocorreram 84 esofagectomias por via transtorácica e 98 esofagecto- mias por via transiatal, ambas com levantamento gás- trico cervical, e 6 esofagectomias por via transiatal com esofagocoloplastia. A anastomose cervical primá- ria foi realizada em 67 pacientes (35,6%) e a anasto- mose cervical retardada, em 60 (31,9%). Nos demais casos (32,4%) não foi possível determinar o tipo de anastomose realizado. Entre os pacientes com anasto- mose cervical primária, 25 (37,3%) evoluíram com fístula cervical e 22 (39,3%) com estenose tardia. Por sua vez, entre os pacientes com anastomose retardada, 18 pacientes (30%) evoluíram com fístula e 19 (30%)
com estenose tardia. Da mesma forma, entre os 43 pacientes que desenvolveram fístula cervical, 25 (56,8%) foram submetidos à anastomose primária e 18 (40,9%) à anastomose retardada. Conclusão: A preva- lência de fístula cervical e de estenose tardia é elevada entre os pacientes com câncer de esôfago submetidos à esofagectomia. Ainda não foi possível determinar se a anastomose cervical retardada pode diminuir o número de fístulas e, conseqüentemente, de estenoses tardias.
RELAÇÃO CARCINOMA EPIDERMÓI-
DE/ADENOCARCINOMA DE ESÔFAGO NOS ÚLTIMOS 20 ANOS NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE
ALICE FISCHER; CLEBER DARIO PINTO KRUEL, CARLOS CAUDURO SCHIRMER, RICHARD RICA- CHENEVSKY GURSKI, ANDRÉ RICARDO PEREIRA DA ROSA, RICARDO FILIPE ROMANI, RAFAEL SAN- TANA MELO, MARIANA BLANCK ZILIO, MARCELO DE FIGUEIREDO
Introdução: O câncer de esôfago é a sexta causa de morte por câncer no mundo e o Rio Grande do Sul tem a mais alta taxa de incidência do Brasil. Nas últimas décadas, foi observado um aumento da incidência do adenocarcinoma de esôfago nos países ocidentais, em comparação ao carcinoma epidermóide. Objetivo:
Verificar a relação carcinoma epidermói- de/adenocarcinoma nos pacientes submetidos à esofa- gectomia por câncer de esôfago nos últimos 20 anos.
Método: Foi avaliado o tipo histológico dos pacientes internados por câncer de esôfago e submetidos à esofa- gectomia em um hospital terciário do município de Porto Alegre, entre os anos de 1988 e 2008. Resulta- dos: Das 188 esofagectomias realizadas, 86 correram na primeira década e 102 correram na segunda década.
Entre os anos de 1988 e 1998, 83,7% dos pacientes eram homens (72 homens e 14 mulheres) e a média de idade foi de 58,7 ± 9,8 anos. Entre os anos de 1999 e 2008, 76,4% dos pacientes eram homens (78 homens e 24 mulheres) e a média de idade dos pacientes foi de 59,8 ± 10,1 anos. Quanto ao tipo histológico, na pri- meira década 85 pacientes tratados apresentaram carci- noma epidermóide (98,8%), 1 paciente com outro tipo de neoplasia (1,2%) e nenhum paciente com adenocar- cinoma. Já na segunda década, foram 74 pacientes com carcinoma epidermóide e 28 com adenocarcinoma (72,5% e 27,4%, respectivamente). Conclusão: Os resultados deste estudo mostram o aumento do número de mulheres com câncer de esôfago e da incidência de adenocarcinoma nos últimos 10 anos, de acordo com a tendência em países ocidentais.