lidade aos serviços; resolutividade e infra-estrutura dos serviços; respeitabilidade com o usuário. Os resultados mostram que, de forma global, ambos os serviços obti- veram uma avaliação satisfatória por parte dos seus usuários, embora a infra-estrutura e a equipe apresen- tem fragilidades. Conclui-se que satisfação do usuário se constitui em um importante indicador para avaliação de serviços, desde que seja levado em consideração variáveis que influenciam nas respostas dos clientes como seu nível educacional e situação sócio- econômica.
A CONSULTA DE ENFERMAGEM NOS TRANS- TORNOS ALIMENTARES: A VISÃO DE UM A- CADÊMICO
ROBERTO OPITZ GOMES;
Introdução: A consulta de enfermagem é privativa do enfermeiro e hoje está inserida no Hospital de Clínicas em diversos setores e áreas do conhecimento. A con- sulta de enfermagem oferece ao enfermeiro a possibili- dade de comprometer-se com o paciente, ajudá-lo, conhecê-lo e estabelecer um vínculo duradouro. O pé diabético é uma das complicações crônicas que atin- gem os pacientes diabéticos. O diabético muitas vezes só se dá conta da lesão quando se encontra em estágio avançado e quase sempre leva a uma infecção e ampu- tação, porém muitas vezes essas são preveníveis. Obje- tivo: Mostrar que a consulta de enfermagem pode pre- venir o pé diabético. Materiais e métodos: O estudo tem como proposta uma abordagem quantitativa, 12 pacientes escolhidos aos acaso, com idade entre 25 e 65 anos, de ambos os sexos com história de diabetes e úlcera nos pés, encaminhados para a agenda de enfer- magem do pé diabético. Foram acompanhados por 4 consultas. Resultados e conclusões: Da amostra, dez pacientes não devolveram pé diabéticos e um foi en- caminhado a emergência do hospital de clínicas por possível infecção. 83,3% relataram melhora das com- plicações da diabetes e 67 % seguiram plenamente todos as orientações nas consultas de enfermagem e não demostraram alterações nos em ambos os pés. A consulta de enfermagem reduziu o numero de casos de pacientes com ulceras no pés. Muitos médicos encami- nham os pacientes para a enfermagem, por que acredi- tam que as orientações de enfermagem nas consultas são positivas. A consulta de enfermagem é eficaz na prevenção do pé diabético. Muitos pacientes iram ga- nhar alta da agenda do pé diabético e seram encami- nhados para outra agenda de diabetes.
necessário que os profissionais de saúde compreendam a realidade socioeconômica e cultural dessas famílias, buscando estratégias para maximizar os resultados das ações de educação para a saúde.
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA NA UBS SANTA CECÍLIA
ILVA INÊS RIGO; ALMEIDA, A.S ; SOUSA, D.K ; RO- CHA, J.Z.; RIGO, I.I.; MOREIRA, S.M.; KAISER, D.E;
SAFFI, M.A.L.
Introdução A vigilância epidemiológica objetiva dis- ponibilizar informações atualizadas com relação à ocorrência de doenças e agravos e seus fatores condi- cionantes em uma área geográfica delimitada. O pre- sente estudo apresentará as notificações realizadas na UBS Santa Cecília entre janeiro de 2005 e setembro de 2007, através da análise das fichas de notificação com- pulsória enviadas à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre nesse período. Resultados e Discussão O número de notificações de rubéola e a comparação com os anos anteriores evidenciam o surto que ocorreu em Porto Alegre. A média etária das pes- soas afetadas foi de 23 anos, 4 casos em homens e 3 em mulheres, todos brancos. A varicela ocorreu pre- dominantemente em crianças, representando 13 dos 21 casos. Os meses de maior notificação foram agosto e setembro dos anos analisados, com 12 ocorrências. A varicela é uma doença sazonal, de maior ocorrência no final do inverno e início da primavera, explicando a freqüência maior nesses meses. Cinco das 7 notifica- ções de hepatites virais ocorreram em homens. A hepa- tite C tem alta incidência em Porto Alegre, com alter- nância dos tipos A e B na segunda posição. Todos os casos de tuberculose e HIV ocorreram em homens, não sendo relatada co-infecção. Os casos de doença de Chagas ocorreram em 2005, nos meses de março e abril, relativos ao surto de doença de Chagas ocorrido pela contaminação de caldo de cana com fezes de tria- tomíneos no litoral de Santa Catarina. Os homens de- ram origem a 40 das 63 notificações. A faixa etária predominante foi de pessoas maiores de 18 anos. Con- siderações Finais Na área de abrangência da UBS Santa Cecília, há necessidade de ações profiláticas direcionadas aos homens adultos, pois esta foi a popu- lação mais exposta às infecções no período estudado.
VACINAÇÃO CONTRA A RUBÉOLA: UMA EX- PERIÊNCIA EM PROTEÇÃO
ILVA INÊS RIGO; ALMEIDA, A.S; SOUSA, D.K; RO- CHA, J.Z.; RIGO, I.I.; MOREIRA, S.M.; KAISER, D.E;
SAFFI, M.A.L.
INTRODUÇÃO A Rubéola é uma doença exantemá- tica aguda, causada pelo vírus da família Togaviridae, que apresenta alta contagiosidade, acometendo princi- palmente crianças. A importância epidemiológica está relacionada ao risco de infecção em gestantes e na
ocorrência da Síndrome da Rubéola Congênita e suas complicações. Os achados clínicos incluem: febre baixa, tosse, coriza, conjuntivite, dores generalizadas, linfoadenopatia e exantema maculopapular. A confir- mação é feita por sorologia. A única medida eficaz de prevenção da Rubéola é a vacinação. O estado do Rio Grande do Sul vinha mantendo a doença em níveis de eliminação (METODOLOGIA O estudo relata a ex- periência de cobertura vacinal contra a rubéola em sala de vacinas e por visitação às unidades que formam profissionais da saúde na UFRGS em setembro de 2007. RESULTADOS O total da população imunizada pelos profissionais de enfermagem da UBS foi de 1282 sujeitos. O calendário vacinal preconiza a vacinação em homens de até 39 anos e mulheres até 49 anos.
Frente ao surto de Rubéola no estado, as pessoas que não foram imunizadas ou não tiveram a doença foram vacinadas, independente da idade. A faixa etária pre- dominante foi 19 a 29 anos. Atuou-se na aplicação do imunobiológico e na educação para a saúde. CONSI- DERAÇÕES FINAIS As várias iniciativas em se imunizar crianças, adolescentes e adultos contra a rubéola têm sido importantes no controle da doença.
Mesmo que muitos dos sujeitos potencialmente alvo de vacinação já estejam imunizados, a ocorrência do surto em 2007 exige ações específicas para evitar que o mesmo se repita.
O CUIDADO A PESSOAS PORTADORAS DE PERDAS FUNCIONAIS E DEPENDÊNCIA NO AMBIENTE DOMICILIAR
PÂMELA BATISTA DE ALMEIDA; MARIA DE LOUR- DES DENARDIN BUDÓ; MARIA DENISE SCHIMITH;
SILVANA CRUZ DA SILVA; FERNANDA CARLISE MATTIONI; MARIANE ROSSATO; DANIELE TRINDA- DE VIEIRA.
A partir dos resultados de um projeto de pesquisa e da vivência de acadêmicos de enfermagem nas aulas prá- ticas numa Unidade de Saúde da Família (USF), identi- ficou-se a necessidade de viabilizar um projeto de extensão que proporcionasse cuidados em saúde atra- vés da visita domiciliar. O projeto de extensão realiza- se em USF, em Santa Maria-RS, e embasou-se em referenciais sobre promoção de saúde, cuidado, cultura, visita domiciliar e clínica ampliada, temas que dizem respeito à efetivação dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde. Objetivo: prestar cuidado domiciliar às famílias com portadores de perdas fun- cionais e dependência, possibilitando ao acadêmico de enfermagem vivenciar esta realidade praticando o cuidado centrado na busca da autonomia do sujeito.
Metodologia de trabalho: visitas domiciliares semanais em famílias da área de abrangência da USF, utilizando os instrumentos de genograma e ecomapa, por meio das etapas: planejamento, execução, registro de dados e avaliação de processos, realizadas a partir da necessi- dade de acompanhamento, identificados pela equipe de saúde da unidade. Trata-se de importante instrumento
de cuidado, pois possibilita a realização desse no ambi- ente de vida do usuário. Igualmente, integra o cuidador familiar na sua realização, relevando o contexto famili- ar, a cultura, valores e condições sócio-econômicas, imprescindível para o planejamento e efetividade do cuidado. A partir da realização deste projeto percebeu- se a necessidade de reorganizar a assistência domicili- ar, tornando-a um acompanhamento mais efetivo e integral. Além disso, possibilitou uma integração dos saberes profissional e popular garantindo uma assistên- cia eficaz na melhora de qualidade de vida das famílias assistidas pelo projeto.
PERFIL DE MORBIDADE HOSPITALAR DA PO- PULAÇÃO IDOSA NO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA
SÉRGIO ARTHUR FERNANDES DA SILVA; GISELA CATAUDI FLORES; ZULMIRA NEWLANDS BORGES;
RAFAELA ANDOLHE
Introdução: A segunda metade do século XX marca a
“transição demográfica”, caracterizada pelo envelhe- cimento da população, fenômeno que ocorreu inicial- mente nos países desenvolvidos e expandiu-se para outros países. Objetivo: Apresentar o perfil de morbi- dade hospitalar da população idosa no município de Santa Maria, utilizando dados do banco de dados do SUS, e compará-lo com as taxas do conjunto dos mu- nicípios da 4ª CRS e do RS. Metodologia: Tomando por base as taxas de internação no município de Santa Maria em 2007, foram definidas as cinco principais causas de internação e foi construída uma série históri- ca do período de 2004 a 2007. Resultados: A principal causa de internação tanto no município, como na regi- ão como no RS foi CA de cólon, que apresenta aumen- to progressivo nos últimos quatro anos; em segundo lugar vem às internações por outras doenças isquêmi- cas do coração, onde chama a atenção o fato de as taxas de internação na região e em Santa Maria serem bem menores que no RS. A terceira principal causa de internação é pneumonia, em que a taxa de internação em Santa Maria é bem menor que na região e RS; a quarta principal causa de internação é colelitíase e colecistite, onde a taxa de internação é menor no muni- cípio de Santa Maria em relação à região e RS. Final- mente, como quinta causa de internação está AVC não especificado se hemorrágico ou isquêmico, em que também as taxas de internação em Santa Maria são bem menores do que na região e RS. Conclusão: A relevância deste trabalho relaciona-se ao fato de que conhecer o perfil de morbidade dos idosos oportuniza executar a gestão do SUS, de acordo coma realidade social, indicando as ações e estratégias a serem desen- volvidas no sentido de diminuir as taxas de internação desse grupo social.
QUALIDADE DE VIDA E MARCADORES BIO- QUÍMICOS NA SÍNDROME METABÓLICA: EFEI- TO DA MODIFICAÇÃO DO ESTILO DE VIDA.
ANDREA RIBEIRO MIRANDOLA; MIRÂNDOLA A, BREIGEIRON MK, CORTIVO ND, BRASIL C; GODINHO T, ANTUNES MT, FEOLI AMP, MACAGNAN FE.
INTRODUÇÃO: A síndrome metabólica (SM) está associada à deposição de gordura visceral e à resistên- cia à insulina, além de outros fatores de risco cardio- vascular, os quais, quando associados, aumentam a mortalidade para causas cardiovasculares. OBJETIVO:
Avaliar o efeito da prática regular de exercício físico associada à modificação dos hábitos alimentares sobre alguns marcadores bioquímicos e a qualidade de vida de voluntários com SM. MATERIAIS E MÉTODOS:
Foram selecionados 25 voluntários com diagnóstico de SM e distribuídos em dois grupos: IN (n=10; 5 mulhe- res) com intervenção nutricional; e INE (n=15; 11 mulheres) com intervenção nutricional associada à prática de exercício físico regular. Ao longo de três meses, os voluntários foram submetidos à intervenção nutricional quinzenal, protocolo de exercício físico três vezes/semana e, no início e final do programa, à apli- cação do questionário SF-36. Os dados, antes e após o programa, foram analisados pelo teste t de Student (P O FLUXO DE CONTRA-REFERÊNCIA NO ATEN- DIMENTO DE ENFERMAGEM PARA DIABÉTI- COS: UM DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO
ANDREIA BARCELLOS TEIXEIRA; ARLETE SPENCER VANZIN; LOURDES HELENA SANTOS DA SILVA INTRODUÇÃO: Nos últimos anos houve grande a- vanço no tratamento medicamentoso do diabetes melli- tus (DM). Porém, o esquema terapêutico não se limita somente ao uso da medicação. É neste aspecto que se torna fundamental a ação do Enfermeiro, na detecção precoce dos suscetíveis, no estabelecimento do vínculo entre portadores e unidades básicas, assim como na continuidade do atendimento, elementos imprescindí- veis para o sucesso do tratamento reduzindo, conse- qüentemente, o número de internações. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a natureza crônica, a gravidade das complicações e os meios ne- cessários para controlá-las tornam o DM uma doença muito onerosa para o indivíduo, sua família e também para o sistema de saúde. Além dos custos diretos, há implicações como incapacidade, absenteísmo, diminui- ção de renda, aumento de aposentadorias e desempre- go. OBJETIVO: Realizar diagnóstico sobre o funcio- namento do fluxo de referência e contra-referência no atendimento de enfermagem aos diabéticos em Porto Alegre. MATERIAL E MÉTODOS: Estão sendo en- trevistados os diabéticos tipo 1 e 2, internados nas unidades clínicas do HCPA, residentes em Porto Ale- gre, usuários do SUS, totalizando 96 clientes. O ins- trumento possui três etapas: informações sobre o aten- dimento de enfermagem recebido anteriormente à internação, o conhecimento do paciente sobre a doença e informações sobre retorno aos serviços da comunida- de após alta (dados coletados através de contato telefô-
nico). RESULTADOS E CONCLUSÕES: Até o mo- mento foram entrevistados 50 clientes. Observa-se que apesar de saberem do diagnóstico há algum tempo, ainda faltam informações sobre a doença. A maioria utiliza o posto de saúde apenas para buscar a medica- ção e não estão inseridos em programas de saúde, co- mo preconiza a legislação.
SAÚDE SEXUAL E MARCADORES BIOQUÍMI- COS NA SÍNDROME METABÓLICA: EFEITO DA MODIFICAÇÃO DO ESTILO DE VIDA
NEILA DAL CORTIVO; CORTIVO ND, BREIGEIRON MK, MIRÂNDOLA A, BRASIL C., GODINHO T, ANTU- NES MT, FEOLI AMP, MACAGNAN FE.
INTRODUÇÃO: A síndrome metabólica (SM) está associada à deposição de gordura visceral e à resistên- cia à insulina, além de outros fatores de risco cardio- vascular, os quais, quando associados, aumentam a mortalidade para causas cardiovasculares. OBJETIVO:
Avaliar o efeito da prática regular de exercício físico associada à modificação dos hábitos alimentares sobre alguns marcadores bioquímicos e a saúde sexual de voluntários com SM. MATERIAIS E MÉTODOS:
Foram selecionadas 16 voluntárias com diagnóstico de SM e distribuídas em dois grupos: IN (n=5) com inter- venção nutricional; e INE (n=11) com intervenção nutricional associada à prática de exercício físico regu- lar. Ao longo de três meses, as voluntárias foram sub- metidas à intervenção nutricional quinzenal, protocolo de exercício físico três vezes/semana e, no início e final do programa, à aplicação do questionário de saú- de sexual para mulheres (Arizona Sexual Experience Scale - ASEX), onde o maior escore indica maior dis- função sexual. Os dados, antes e após o programa, foram analisados pelo teste t de Student (P
PROJETO: EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM ADO- LESCENTES DO COLÉGIO DE APLICAÇÃO - CAP/UFRGS, PORTO ALEGRE - RS
BARBARA CRISTINA LIMA DE BORBA; ARLETE SPENCER VANZIN
Introdução: Este projeto tem por finalidade orientar jovens estudantes das 8ªs séries do Colégio de Aplica- ção da UFRGS, ENTRE 13 e 15 anos sobre temas relacionados à adolescência. Objetivo Geral: Propiciar um espaço de interação, convivência e construção do conhecimento sobre os diversos elementos que com- põem a saúde.Objetivos Específicos: Incentivar o reconhecimento, tomada de consciência e ação dos adolescentes como agentes transformadores da socie- dade; Acolher e promover a reflexão e a aprendizagem coletiva sobre temáticas de interesse do grupo; Reco- nhecer e identificar os sintomas dos problemas de saúde mais comuns na adolescência. Metas e Estraté- gias: Realizar 03 encontros com duração de 3h cada
com os adolescentes. Atingir 100% dos adolescentes.
Sensibilização do corpo docente e discente através de convite aberto. Implantação de 05 grupos de até 15 adolescentes para os encontros em sala de aula do Colégio de Aplicação. Recursos Humanos: Enfermei- ra Educadora e grupo de adolescentes. Recursos Insti- tucionais: Sala de aula do Colégio de Aplicação. Re- cursos Materiais: computadores com acesso à inter- net, impressora, rádio, televisor, câmera fotográfica, DVD, revistas, livros, jornais, folhas em branco, papel colorido, canetinha colorida, lápis de cor, tesouras, cola. Resultados e discussão: Pretendo através de encontros semanais com os adolescentes construir um ambiente onde sejam disponibilizados o conhecimento e a orientação, a partir do meu conhecimento adquirido na graduação de enfermagem e agora mais especifica- mente na Especialização em Saúde Pública. Vejo meu papel como enfermeira/educadora fundamental nesta construção, pois estarei disponibilizando através das informações sobre saúde e o vínculo estabelecido com os adolescentes condições para que se efetive a inclu- são social destes jovens enquanto seres participantes e atuantes na sociedade em que vivem.
ESTRESSE E MARCADORES BIOQUÍMICOS NA SÍNDROME METABÓLICA: EFEITO DA MODIFI- CAÇÃO DO ESTILO DE VIDA
CAROLINA BORBA BRASIL; BREIGEIRON MK, MI- RÂNDOLA A, CORTIVO ND, GODINHO T, ANTUNES MT, FEOLI AMP, MACAGNAN FE.
INTRODUÇÃO: A síndrome metabólica (SM) está associada à deposição de gordura visceral e à resistên- cia à insulina, além de outros fatores de risco cardio- vascular, os quais, quando associados, aumentam a mortalidade para causas cardiovasculares. OBJETIVO:
Avaliar o efeito da prática regular de exercício físico associada à modificação dos hábitos alimentares sobre alguns marcadores bioquímicos e sintomas de estresse de voluntários com SM. MATERIAIS E MÉTODOS:
Foram selecionados 25 voluntários com diagnóstico de SM e distribuídos em dois grupos: IN (n=10; 5 mulhe- res) com intervenção nutricional; e INE (n=15; 11 mulheres) com intervenção nutricional associada à prática de exercício físico regular. Ao longo de três meses, os voluntários foram submetidos à intervenção nutricional quinzenal, protocolo de exercício físico três vezes/semana e, no início e final do programa, à apli- cação do questionário de sintomas de estresse (QSE), onde o maior escore indica maior sintomatologia de estresse. Os dados, antes e após o programa, foram analisados pelo teste t de Student
FATORES QUE CONTRIBUEM PARA ADESÃO DE IDOSOS À CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA INFLUENZA
DAYANE DOS SANTOS REIS; CAROLINA BALTAR DAY; CAROLINA BULHÕES WEISSHEIMER
O aumento da população em situação de envelheci- mento tem se tornado um importante campo de estudo para o desenvolvimento de novas práticas que visem a melhora da qualidade de vida deste grupo. Para assegu- rar esta melhoria, é necessária maior atenção aos cui- dados com as doenças que oferecem riscos para o ado- ecimento de pessoas idosas, entre elas a pneumonia e a gripe, identificadas como as principais causas de inter- nação hospitalar e óbito no Rio Grande do Sul. Com o intuito de modificar esse perfil, a OMS adotou, em 1999, um programa específico de imunização para idosos, o combate ao vírus influenza, como forma de prevenir as doenças respiratórias causadas por este vírus e suas complicações. O objetivo deste estudo foi identificar fatores que podem influenciar na decisão dos idosos para aderir à campanha anti-influenza. Foi um estudo com abordagem qualitativa. A coleta de dados ocorreu com acesso aos bancos de dados LI- LACS, SCIELO e na Biblioteca da Escola de Enfer- magem. Os dados foram organizados e analisados de acordo com o modelo de Gil (2002). Através da pes- quisa, concluímos que os fatores motivadores da ade- são de idosos à campanha de imunização contra a in- fluenza incluem a qualidade da informação vinculada pela mídia e pelo sistema de saúde público, com a presença do profissional de saúde para orientação e a influência de familiares que compreendam a importân- cia e os benefícios da vacina. Propomos, assim, que a atuação de programas de saúde da família em comuni- dades carentes pode favorecer o entendimento daqueles que não freqüentam a unidade básica, assim como a participação mais ampla de profissionais de saúde nas campanhas publicitárias poderia desmistificar o ato de vacinação, acarretando em maior adesão.
O USO DA INFORMAÇÃO COMO INSTRUMEN- TO DE PRÁTICA AVALIATIVA DAS AÇÕES NA ATENÇÃO BÁSICA EM SAÚDE
JULIANA MACIEL PINTO; TATIANA ENGEL GE- RHARDT
Este trabalho emergiu de parte dos resultados do proje- to “Fluxos e utilização de serviços de saúde: mobilida- de e necessidades em saúde de usuários e novos desa- fios para a integralidade em saúde pública”, que entre seus objetivos secundários buscou caracterizar a rede de serviços de saúde de Atenção Básica (AB) e a sua utilização, ambas a partir de dados coletados do Siste- ma de Informação e Informática do SUS (DATASUS), confrontando-os com normas e portarias existentes para avaliá-los (PT. 1.101/GM, NOAS e PDR/RS). O presente estudo busca analisar o uso da informação, proveniente de Sistemas de Informação em Saúde (SIS), como instrumento de prática avaliativa das ações na AB em saúde, utilizando abordagem qualitativa. Os dados coletados serão provenientes de entrevistas se- mi-abertas, realizadas com gestores municipais de saúde de 13 municípios da metade sul do Rio Grande do Sul. Será realizada análise temática dos dados, com
auxílio do software de categorização de dados qualita- tivos NVivo. Os resultados do referido projeto de pes- quisa evidenciam que a descentralização e a regionali- zação da AB em saúde ainda não estão implementadas.
Certos municípios ofertaram quantidades de consultas de AB que excedem os parâmetros assistenciais, indi- cando a possibilidade de oferta de consultas a outros municípios do estudo que apresentaram déficit de ofer- ta nos mesmos atendimentos. Entretanto, problemas nas notificações das informações podem constitur vieses nas interpretações destes resultados. Este último fator instigou a pesquisadora a desvelar as atitudes dos gestores municipais frente à existência das tecnologias de informação disponíveis para a avaliação e planeja- mento na AB em saúde. Estudos que abordam o uso de SIS no nível local são minoria entre estes, portanto, acredita-se que os resultados obtidos contribuirão para o contínuo aprimoramento dos SIS já existentes no Brasil e na reflexão acerca da importância de uma cultura de utilização dos SIS para o planejamento local.
REGISTRO DE ANOMALIAS CRÂNIO-FACIAIS DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALE- GRE
MARINA NARDINO LUQUE; TÊMIS M. FÉLIX; SO- LANGER G. PERRONE; MARCUS V. COLLARES Introdução: Anomalias crânio-faciais constituem um grupo diverso e complexo de anomalias congênitas com alta prevalência ao nascimento. No HCPA, o atendimento de anomalias crânio-faciais vem sendo realizado por uma equipe multidisciplinar há mais de 10 anos. Objetivo: Com o intuito de melhorar o aten- dimento destes pacientes está sendo desenvolvido um projeto que visa implantar um registro de anomalias crânio- faciais. Material e Métodos: A inclusão do paciente no registro será realizada de forma retrospec- tiva para os casos que já foram atendidos no ambulató- rio e prospectiva para os casos novos. O registro con- tem informações de dados de identificação, história pré-natal e perinatal, história familiar com ênfase em consangüinidade e presença de casos semelhantes na família e diagnóstico da patologia. Resultados: Até o momento foram registrados 536 pacientes. Destes 300 eram do sexo masculino e 236 do sexo feminino. A maioria foi procedente da região metropolitana do RS (54,76%), seguida da capital (30,65%), do interior (14,4%) e de outros estados (0,2%). Dos 536 pacientes registrados até o momento, 178 tiveram seus dados completamente revisados. Destes, 112 apresentavam FL/P não sindrômica, 19 FP não sindrômica, 12 FL/P sindrômica, 12 FP sindrômica, sendo 5 Sequência de Pierre-Robin. Os demais apresentaram síndrome de cranioestenose (6), fenda facial (3), anomalias de ore- lhas (4), displasia fronto nasal (2), sd de Treacher- Collins (3), holoprosencefalia (1) e outros (4). Conclu- são: 85,41% dos pacientes eram procedentes da capital e região metropolitana o que reflete a atual política de saúde. Dos casos amplamente revisados até o momen-