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Enfermagem Obstétrica

No documento Revista HCPA (páginas 119-124)

ATUAÇÃO MULTIPROFISSIOAL: A IMPORTÂN- CIA DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO EM GRU- PO DE PUÉRPERAS

LIDIANE BERNARDY; CÁSSIA LUÍSE BOETCHER, HELOISA BELLO

Introdução: O puerpério é um período de grandes mudanças tanto no âmbito físico como psíquico da vida da mulher e que exige atenção e ações interdisci- plinares. Assim, a enfermagem, juntamente com uma equipe multiprofissional, pode realizar atividades de promoção e de prevenção da saúde, através de traba- lhos em grupos. Objetivo: Descrever a importância da atuação do enfermeiro junto a equipe multiprofissional em um grupo de puérperas no Alojamento Conjunto de um hospital universitário de Porto Alegre. Metodolo- gia: Trata-se de um estudo descritivo do tipo revisão de literatura. Resultados: No grupo o enfermeiro irá atuar juntamente com uma equipe multiprofissional de forma interdiscilinar com intuito de melhor atender às dife- rentes demandas de cada participante. Especificamente, seu papel é de cunho assistencial e educativo, orientan- do as mulheres sobre o aleitamento materno, o plane- jamento familiar, os cuidados com o recém-nascido e os cuidados com a puérpera (higiene, infecção e ali- mentação). Cabe ressaltar que o enfermeiro, por estar mais presente na assistência à puérpera, contribui de forma importante para o estreitamento entre o binômio mãe⁄bebê. O potencial de um grupo emerge da possibi- lidade das puérperas em situações semelhantes com- partilharem experiências comuns, aflorando seus sen- timentos. Conclusão: A atividade de grupo é uma estratégia importante para a promoção da saúde da puérpera e do recém-nascido, assim, o enfermeiro possui importante papel de educador e facilitador de um processo de desenvolvimento de pessoas, inclusive o seu, através da prática da atenção integral e humani- zada a essa população.

ORIENTAÇÕES PARA ACOMPANHANTES DAS PARTURIENTES

MARIA LÚCIA KUNRATH CUNHA; MARIA LUZIA CHOLLOPETZ DA CUNHA

A atual proposta de Humanização que vem sendo im- plantada pelo Ministério da Saúde estimula diversas medidas para resgatar o parto e nascimento como fe- nômenos fisiológicos naturais, através de menores intervenções cirúrgicas e farmacológicas. Buscando a participação ativa das mulheres no parto, incentivam-se medidas não-farmacológicas para o alívio da dor das parturientes. Entre essas medidas encontra-se o direito garantido pela Lei nº 11.108 de 07 de abril de 2005 do Congresso Nacional, que permite um acompanhante para as grávidas durante o pré-parto e parto. Nesse

contexto o acompanhante precisa ser orientado, forne- cendo maior confiança e segurança à parturiente. Ob- jetivo: elaboração de folder informativo destinado aos acompanhantes a partir da revisão da literatura sobre os métodos não-farmacológicos, auxiliando na orientação desses durante o trabalho de parto e parto. Metodolo- gia: realizou-se uma pesquisa bibliográfica sobre os métodos não farmacológicos mais utilizados para o alívio da dor das parturientes no pré-parto. Após reali- zou-se um projeto de desenvolvimento de um folder com orientações mais relevantes sobre esses métodos, visando orientar os acompanhantes e as parturientes.

Resultados: foram evidenciadas orientações aos a- companhantes referentes aos métodos não farmacoló- gicos, constando informações sobre o uso da bola suí- ça, de exercícios respiratórios e de relaxamento, banho de chuveiro, deambulação e massagens nas parturien- tes. Conclusões: O acompanhante durante o trabalho de parto fornece à gestante benefícios emocionais, auxílio para o conforto físico no alívio da dor, no rela- xamento e por isso deve ser inserido no contexto dos cuidados a parturiente. A Enfermagem é responsável pela assistência e pela educação da parturiente e seu acompanhante.

A IMPORTÂNCIA DO ALOJAMENTO CONJUTO E O PAPEL DA EQUIPE DE ENFERMAGEM

CRISTIANE ATHANASIO KOLBE; CAROLINE LEMES POZZA, DEYSE BORGES, GRACIELA STROPPER DE OLIVEIRA

Com o nascimento de uma criança as relações familia- res são modificadas, surge uma nova organização fami- liar: de casal para pais e filhos. A mulher não é a única a sofrer mudanças, mas o homem também precisa adaptar-se a nova condição. Uma prática concreta e recomendável neste período de transição, e adaptação é o alojamento conjunto (AC). Analisaremos a participa- ção da equipe de enfermagem e a importância do AC.

No AC o recém nascido permanece 24 horas por dia ao lado da mãe. Isto colabora para a integração mãe-filho fortalecendo o vínculo maior e necessário para o de- senvolvimento da criança, e contribui também com a promoção da educação em saúde. O enfermeiro, por conhecer as alterações que ocorrem no pós-parto, de- sempenha seu papel auxiliando a família a compreen- der com tranqüilidade e confiança esta nova fase. A equipe de saúde orienta as mães a respeito dos cuida- dos com a sua saúde no puerpério, do comportamento normal do recém-nascido, da importância da amamen- tação e sua prática correta, e dos demais cuidados para depois da alta. A assistência de enfermagem facilita a adaptação da mulher às alterações físicas e emocionais e possibilita o desenvolvimento de habilidades que proporcionem segurança nos cuidados com o recém nascido. A enfermeira deve seguir um plano educativo de forma sistemática e gradual, aproveitando cada contato com a puérpera para desenvolvê-lo O AC é um espaço de ensino e de aprendizagem. A presença do

recém-nascido ao lado do leito materno permite que as orientações dadas pela enfermagem sejam pontuadas enquanto a mãe as executa, fazendo com que os profis- sionais percebam do seu trabalho e comprometam-se ainda mais com as ações de educação, promoção e proteção da saúde, e a família assimile de forma con- creta o que lhes foi orientado.

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DO PAI NO TRABALHO DE PARTO

JANAÍNA KETTENHUBER; CELSO LEONEL SILVEI- RA; ETIANE DE OLIVEIRA FREITAS; FRANCINE CAS- SOL PRESTES; GRACIELA GONSALVES BORBA Atualmente com novas formações nas estruturas das famílias, percebe-se um maior envolvimento do pai em todo processo gravídico-puerperal, especialmente do momento do parto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a presença de acompanhante no parto, que pode ser escolhido pela mulher. No nosso estudo enfocaremos o acompanhante pai nesse momen- to, para isso realizamos uma pesquisa bibliográfica não-sistemática nas bases de dados SCIELO e BDENF.

Para Espírito Santo e Bonilha (2001) o novo pai é um homem que procura se preparar emocionalmente para assumir, tanto quanto a mulher, um papel ativo nos cuidados e criação de filhos e filhas. Durante o parto a presença do pai é garantia de segurança e tranqüilidade para a parturiente além de ser o momento de estabele- cer vínculo pai e filho. O envolvimento e uma partici- pação ativa dos pais devem ser estimulados precoce- mente, já que produz reflexos positivos nos diversos âmbitos da assistência (MAZZIERI e HOGA, 2006). A participação do pai durante o trabalho de parto pode se tornar tranqüilizante para a mulher, já que é a garantia que ela não estará sozinha no ambiente hospitalar, além de poder auxiliar na deambulação, ser suporte de en- frentamento dos desconfortos provocados pela dor, atuando como encorajador e incentivador (ESPÍRITO SANTO e BONILHA, 2000). Hoje, ainda não é uma prática rotineira a autorização da participação do pai no trabalho de parto no Brasil, já em países desenvolvi- dos, a maioria dos homens participam desse processo.

(PAULA, 1999). Em hospitais da rede pública é mais raro ainda pais participarem desse momento, por isso a necessidade da conscientização da população e da busca de mudanças nas estruturas constitucionais dos hospitais assim como a promoção da prática junto aos profissionais envolvidos.

O PAPEL DO ENFERMEIRO RESIDENTE NA U- NIDADE DE ALOJAMENTO CONJUNTO

CÁSSIA LUÍSE BOETTCHER; LIDIANE BERNARDY;

HELOISA BELLO

Introdução: O enfermeiro no Alojamento Conjunto atua de maneira a favorecer e auxiliar a mulher nos ajustes fisiológicos e psicológicos do pré e pós-parto,

respeitando as individualidades de cada mulher, respei- tando as diferentes culturas e crenças, atuando de ma- neira eqüalitária e humanizada. Objetivo: Discorrer sobre a atuação do enfermeiro residente em uma uni- dade de Alojamento Conjunto de um Hospital Univer- sitário de Porto Alegre. Metodologia: Por meio de uma análise observacional, qualitativa foram descritas as principais atividades desenvolvidas pelo enfermeiro residente. Resultados: As enfermeiras residentes atuam na Unidade desde setembro de 2007. Entre suas ações destacam-se: a atenção à gestante de risco internada, assistência de enfermagem à puérpera e ao recém- nascido. Desenvolvem atividades assistenciais, educa- cionais e de pesquisa. O enfermeiro por estar em conta- to constante com a mulher e o bebê tem a possibilidade de atentar às principais demandas que esta clientela específica necessita podendo desta maneira planejar suas ações em saúde de maneira a prestar uma assis- tência efetiva e de qualidade. Conclusão: O enfermeiro residente possui um olhar diferenciado acerca das ações de saúde, visando a promoção, a recuperação e a prevenção de agravos baseados nos princípios do Sis- tema Único de Saúde (SUS) tais como, a integralidade, a equidade e a humanização na atenção à mulher e ao recém-nascido.

GESTAÇÃO, PARTO E PUERPÉRIO: EDUCAÇÃO EM SAÚDE AS PACIENTES DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO.

PRISCILA ARRUDA DA SILVA; VÂNIA DO AMARAL LEIVAS; ELOÍSA DA FONSECA RODRIGUES; RUSSI- LENE DA SILVA LOPES; MARLISE CAPA VERDE DE ALMEIDA

O presente estudo advém da disciplina de práticas de Saúde da Mulher, disciplina do sexto semestre do curso de Enfermagem e obstetrícia e do interesse dos acadê- micos em aprofundar seus conhecimentos em relação aos principais cuidados da mulher durante a gestação, parto e puerpério. Teve como objetivo preparar um material educativo para as mães internadas na materni- dade de um Hospital Universitário do extremo sul do País. Para tanto, realizou-se um levantamento biblio- gráfico dos cuidados prioritários relacionados á gesta- ção, parto e puerpério, com base nas dúvidas mais freqüentes relatadas pelas mães ou evidenciadas pelos acadêmicos ao prestarem o cuidado durante os está- gios. De posse desses dados dividiu-se em três eixos temáticos, sendo eles: cuidados na gestação; cuidados com o recém-nascido e cuidados no puerpério. A me- todologia utilizada teve como recurso o multimídia, na qual se acreditava que ilustraria melhor a temática. Foi confeccionado o material em PowerPoint do conteúdo a ser abordado e este, além de escrito, foi também utilizado figuras para ilustração, pois se esperava um público alvo de diferentes níveis sócio-culturais, opor- tunizando assim um fácil aprendizado para todos os participantes. O local utilizado para a abordagem edu- cativa com as mães, foi em uma das enfermarias da

unidade, sendo explicado o objetivo do trabalho e apresentado aos participantes, sendo estes quatro puér- peras e duas gestantes. Esse trabalho suscitou aos par- ticipantes muitas dúvidas e ao mesmo tempo permitiu a troca de experiências entre os acadêmicos e os partici- pantes. Conclui-se que essa experiência gerou subsí- dios para a disciplina sobre a importância do processo educativo para melhorar a qualidade de vida dos clien- tes e assim dignificando o saber da profissão.

UMA REFLEXÃO ACERCA DOS BENEFÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO DO HOMEM NO SEU PROCESSO GRAVÍDICO

ROSA LADI LISBÔA; PATRÍCIA DA SILVA SOUZA;

LÚCIA BEATRIZ RESSEL; GRACIELA DUTRA SEH- NEM

Sabe-se da importância da responsabilização do ho- mem e da mulher pelo filho gerado. No entanto, perce- be-se a falta de atenção aos pais, constatada pela au- sência de programas e serviços destinados a este públi- co. Diante de tal fato, buscou-se desenvolver uma reflexão acerca dos benefícios da participação do ho- mem no seu processo gravídico. A metodologia deste trabalho constitui-se em uma revisão de literatura cien- tífica utilizando uma busca bibliográfica eletrônica no site da biblioteca virtual em saúde Bireme. Realizou-se tal levantamento, primeiramente, através do descritor

“paternidade”, selecionou-se então a biblioteca eletrô- nica Scielo (Scientific Electronic Library Online) a qual apresentou sessenta e sete artigos. Refinou-se com o descritor “gestação”, surgindo cinco artigos, dos quais apenas três atenderam a proposta do trabalho. De acordo com a literatura, quando a participação do ho- mem é efetiva criam-se situações de bem-estar para todos os envolvidos, de modo a se estabelecerem rela- ções mais igualitárias. Salienta-se ainda, como vanta- gem da participação do homem, a melhora na qualida- de de vida do casal, possibilitando relações menos conflituosas, tendo em vista que pais mais envolvidos emocionalmente são, muitas vezes, mais dispostos a reagir adequadamente às necessidades de apoio e com- preensão de suas esposas. Dessa forma, a participação masculina deve ser estimulada, sobretudo, pelas suas parceiras para que haja um melhor envolvimento pa- terno. O envolvimento do pai na gestação é compreen- dido não apenas em acompanhar consultas e exames, mas também pela sua participação em atividades rela- tivas à gestação, preparativos da chegada do bebê e apoio emocional proporcionado à mulher.

MULHERES HISTERECTOMIZADAS FRENTE A SUA SEXUALIDADE

SIMONE RAQUEL DE SOUZA TEIXEIRA; LUCIANA CAMPELLO

Com o objetivo de conhecer o sentimento das mulheres histerectomizadas frente a sua sexualidade, após ter me

submetido à histerectomia aos 33 anos e ser questiona- da em relação aos mitos que envolvem este tema, sobre possíveis alterações na vida sexual dessas mulheres após a histerectomia, realizaram-se um estudo descriti- vo com abordagem quantitativa no período de abril a junho de 2006, envolvendo 30 mulheres com idade entre 30 e 50 anos, pertencentes à comunidade de Ar- roio dos Ratos, submetidas à histerectomia entre seis meses a cinco anos. Os dados foram analisados através de estatística descritiva. Após o diagnóstico da histe- rectomia 73% relataram à dificuldade nas informações, pois, era informado sobre a Histerectomia que seriam submetidas e não o que é este procedimento. O senti- mento de preservação da vida foi imperativo para 100% delas. Em relação a modificações na prática sexual 53% das mulheres relatam que a diminuição na freqüência das relações foi mais em função dos sinto- mas antes da cirurgia do que por modificação da libido, sendo que estas referem ter uma prática sexual satisfa- tória antes da doença, apenas 10% dessas pacientes relataram piora, mas, as mesmas já haviam menciona- do dificuldade antes, usando-a como um álibi. Diante do diagnóstico de uma doença que pode ser fatal, a valorização da vida é maior que a importância de um órgão. Cabe a nós Enfermeiro (a) na consulta de en- fermagem realizada a Saúde da Mulher, esclarecer as dúvidas sobre está cirurgia que assombra um grande número de mulheres. Passado o risco é que elas come- çaram a analisar novamente sua sexualidade. A satisfa- ção sexual e os mitos que envolvem a retirada do útero são mais relacionados por aquelas mulheres que encon- travam dificuldades em vivenciar uma sexualidade plena antes da patologia.

AS PERCEPÇÕES DAS NUTRIZES INFLUENCI- ANDO NO PROCESSO DE AMAMENTAÇÃO CELSO LEONEL SILVEIRA; JANAÍNA KETTENHU- BER; ETIANE DE OLIVEIRA FREITAS; GRACIELA GONSALVES BORBA; FRANCINE CASSOL PRESTES;

MICHELE RADDATZ

As evidências científicas de que a amamentação é a melhor forma de alimentar a criança pequena se acu- mulam a cada ano, sendo recomendado sua implemen- tação através de políticas públicas. De acordo com Rezende (2002), o ato de amamentar é influenciado pelas experiências da nutriz com relação à amamenta- ção. Experiência esta que é construída por sua vivên- cia, além da compreensão e prática que uma determi- nada comunidade na qual ela está inserida possui a respeito deste ato. O objetivo deste estudo é demons- trar a importância de se levar em consideração à per- cepção da nutriz sobre o ato de amamentar. Essa refle- xão teórica teve como referência o estudo e discussão de artigos sobre a importância da amamentação, abor- dados na disciplina “enfermagem no cuidado à mulher, ao adolescente e à criança do curso de Enfermagem”.

Com o intuito de ajudar a nutriz, é importante conhecer os aspectos envolvidos, que condicionam o ato de

amamentar. Rezende (2002), afirma ainda que ter aces- so ao conhecimento sobre os benefícios da amamenta- ção não é suficiente muitas vezes para o sucesso desta prática. Os profissionais que por meio de uma compre- ensão empática, ver esta mãe como uma pessoa, nas suas dificuldades e problemas, estarão promovendo uma atitude favorável ao aleitamento. Pois de acordo com King (1994), o sucesso da amamentação depende do bem-estar da mulher, de como se sente a respeito de si própria e de sua situação de vida. Os profissionais de saúde podem criar uma relação interpessoal efetiva, mostrando-se interessado em conhecer as experiências desta nutriz, evitando assim usarmos técnicas impesso- ais de incentivo ao aleitamento materno. Ratificamos assim a importância do profissional de saúde estabele- cer um diálogo com as mães para ajudá-las a obterem sucesso na amamentação natural.

EXPERIÊCIAS DE MÃES SOBRE O ALOJAMEN- TO CONJUNTO OBSTÉTRICO: IMPLICAÇÕES PARA O CUIDADO DE ENFERMAGEM

SIMONE ARGELIA GEMERASCA SEVERO; MARIENE JAEGER RIFFEL

Trata-se de estudo qualitativo que tem por objetivo conhecer a experiência de mulheres que permaneceram com seus filhos em Sistema de Alojamento Conjunto Obstétrico em relação aos cuidados de enfermagem recebidos. Participaram deste estudo 5 mulheres que tiveram bebês no Hospital de Clínicas de Porto Alegre - HCPA. Os dados foram coletados por meio de entre- vistas semi-estruturadas. Para a análise dos dados foi utilizada a proposta de Minayo (2004). A partir da análise surgiram três categorias descritivas: Experiên- cias de mulheres sobre o cuidado de enfermagem rece- bido, Aleitamento no Alojamento Conjunto Obstétrico e Vantagens e desvantagens relacionadas ao Alojamen- to Conjunto Obstétrico. A permanência em Alojamento Conjunto Obstétrico com seus filhos é considerada muito positiva para estas mulheres, principalmente pelo favorecimento da criação do vínculo entre os dois, mas também pela aprendizagem em relação ao cuidado de seu filho e ao aleitamento materno. A presença do companheiro ou de outro familiar foi considerada fator facilitador para o aleitamento além de fonte de apoio e segurança para as mulheres. As desvantagens citadas sobre o Alojamento Conjunto Obstétrico relacionam-se a pouca ventilação, acomodações inadequadas para o acompanhante e a quantidade de mulheres e recém- nascidos em uma mesma enfermaria. Os cuidados de enfermagem recebidos e as orientações em relação a si e seu filho foram consideradas importantes para aquisi- ção ou manutenção da confiança quanto às práticas de cuidado experenciadas em um momento tão marcante de suas vidas: A maternidade e o recebimento de um novo ser humano ao mundo.

UM OLHAR DETALHADO SOBRE A SEPSE NE- ONATAL

DAIANE DA ROSA MONTEIRO; MARIA LUZIA CHOL- LOPETZ DA CUNHA

Introdução: A sepse neonatal é um assunto relevante quando se fala em cuidado ao recém-nascido, pois esta continua sendo a principal causa de mortalidade em nosso meio (ALVES FILHO, 2006). A sepse neonatal pode ser dividida em sepse precoce que ocorre nos primeiros seis dias de vida, relacionada diretamente a fatores maternos gestacionais e periparto, sendo o comprometimento multissistêmico, e o germe, quando identificável, é do trato genital materno e sepse tardia que ocorre após os seis dias de vida e é relacionada a germes hospitalares (MIURA; SILVEIRA; PROCIA- NOY, 1999). A incidência de sepse em neonatos é maior do que em outro período etário e varia entre as maternidades, tornando esse assunto de extrema impor- tância. Apesar dos progressos na área, a mortalidade neonatal permanece em torno de 15% a 50%, depen- dendo da qualidade do atendimento (ALVES FILHO, 2006). Objetivo: Identificar os fatores de risco, preven- ção e tratamento para a sepse neonatal e promover ao profissional da saúde um maior conhecimento sobre o tema. Materiais e métodos: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, sendo o embasamento teórico focado na revisão de livros e artigos de sites de pesquisa eletrôni- ca (Scielo, Lilacs) que abordam o assunto. Resultados e Conclusões: Tanto fatores maternos quanto ambien- tes estão relacionados com a etiologia da sepse neona- tal, sendo necessário o diagnóstico precoce para o tratamento e melhora da morbimortalidade. É essencial que se tenha uma equipe qualificada e ciente dos fato- res que podem desencadear a sepse neonatal para que o atendimento seja eficaz. Portanto, a avaliação do pré- natal e período neonatal torna a assistência mais efeti- va, reduzindo o risco de mortalidade relacionada a sepse.

PERCEPÇÕES ACERCA DO CUIDADO A MU- LHERES EM SITUAÇÃO DE ABORTO PROVO- CADO

SIBELE SCHAUN; ALINE STRASBURG, LUCIANO VASCONCELOS

Introdução: segundo a OMS, abortamento significa o término da gravidez antes de 20 semanas de gestação ou com peso fetal inferior a 500g. o abortamento indu- zido voluntariamente pela mulher é considerado uma importante questão de saúde pública e este é um assun- to tratado mundialmente, sobretudo nos países onde o aborto provocado é considerado crime, como é o caso do Brasil.Durante a formação acadêmica é possível vivenciar diversos profissionais de enfermagem no exercício de suas funções, assim, nos chamou atenção algumas práticas vivenciadas em unidades que presta- vam serviços também a mulheres em situação de abor- to provocado, com a disposição de um atendimento diferenciado, em relação a outras mulheres que chega- vam para dar a luz a seus bebês, saudáveis ou não e

aquelas que eram internadas por apresentarem um quadro de abortamento.Objetivos: proporcionar uma reflexão sobre a condição enquanto profissional e ser humano, bem como uma reflexão de valores, na inten- ção de uma prestação de cuidado mais humanizada, sem discriminações e preconceitos, independente ao posicionamento favorável ou contrário a prática do aborto. Metodologia: trata-se de uma pesquisa qualita- tiva, realizada com membros da equipe de enfermagem das unidades Obstetrícia e Maternidade do Hospital universitário da Furg/Rio Grande.Resultados e conclu- sões: cabe ao profissional da equipe de enfermagem participar da construção de um ambiente onde haja estimulo ao diálogo e a reflexão, inclusive solicitando apoio de profissionais como psicólogos e assistentes sociais, possibilitando assim, a exteriorização de sen- timentos a respeito do aborto provocado, buscando favorecer assim tanto o lado do apoio emocional dos profissionais quanto ao cuidado dispensado as mulhe- res nesta situação, fazendo-se cumprir o juramento da profissão: “dedicando a vida profissional a serviço da humanidade, respeitando a dignidade e os direitos da pessoa humana”

FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS RELACIO- NADOS AO TABAGISMO NA GESTAÇÃO

GIORDANA DE CÁSSIA PINHEIRO DA MOTTA; ISA- BEL CRISTINA ECHER

Introdução O tabagismo é um problema de saúde pú- blica, sendo a principal causa de morte evitável no mundo. Apesar dos conhecidos malefícios para a mãe e o bebê, é grande o número de gestantes que fumam ou são expostas ao fumo passivo. Objetivo Identificar fatores sociodemográficos relacionados ao tabagismo na gestação. Metodologia Estudo descritivo, transver- sal, realizado com 267 puérperas entre fevereiro e maio de 2008. A coleta de dados ocorreu na Unidade de Internação Obstétrica do HCPA por meio de três ins- trumentos distintos (fumantes, fumantes em abstinên- cia e não fumantes), preenchidos pelas participantes.

Foi realizada análise descritiva e aplicou-se os testes qui-quadrado e análise de variância. O projeto foi a- provado pela COMPESQ/EEUFRGS e pelo GPPG/HCPA. Resultados Identificou-se que 55,4%

eram não fumantes, 25,5% fumantes em abstinência e 19,1% fumantes, estando 51,3% na faixa etária de 18 a 25 anos. O tabagismo, em 77,8% das puérperas, ini- ciou-se entre 10 e 18 anos e observou-se uma tendência ao fumo entre as mulheres com menor escolaridade. O número de mulheres com mais de um filho mostrou-se maior entre as fumantes (78,4%) em relação aos outros grupos (p=0,002). As mulheres eram mais propensas a parar antes da gestação quando o companheiro não fumava (78,1%) (p=0,007). Há uma diferença expres- siva em relação às médias de cigarros consumidos por dia no início da gestação entre as que conseguiram parar de fumar (5,73 cigarros) e as que continuaram fumando (10,42 cigarros). Conclusões Os resultados

permitem identificar que são vários os fatores que influenciam no tabagismo e na sua cessação em gestan- tes. Portanto, intervenções no pré-natal devem ir ao encontro das necessidades das mulheres, considerando suas características sociodemográficas.

MORTE MATERNA: PERFIL DAS MULHERES E CAUSAS DAS MORTES

VANESSA FAVERO; NEIVA IOLANDA DE OLIVEIRA BERNI

A importância do estudo dá-se por ser a mortalidade materna reconhecida como um bom indicador da reali- dade social e econômica de um país e da qualidade de vida de sua população. Trata-se de um estudo com abordagem quantitativa, de caráter transversal. Tem como objetivos conhecer o perfil das mulheres em idade fértil, que morreram por complicações do ciclo gravídico-puerperal e identificar as causa de mortali- dade materna em Porto Alegre. A população do estudo foram mulheres de 10 a 49 anos residentes em Porto Alegre, cujo óbito ocorreu no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006 e teve como causa básica as complicações da gestação, parto e puerpério. A coleta dos dados foi realizada no banco de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade da Secretaria Muni- cipal de Saúde. Para a análise dos dados utilizou-se o

“software Microsoft Excel”, no qual os mesmos foram analisados com índices freqüenciais absolutos e relati- vos e apresentados sob a forma de tabelas analíticas.

No período em estudo, ocorreram 20 óbitos maternos por causas obstétricas diretas e indiretas: 35% na faixa etária de 30-39 anos; 70% de raça/cor branca ; 50%

solteiras; 25% estudaram de 4 a 7 anos; 50% possuíam um vínculo empregatício; 80% eram usuárias do Sis- tema Único de Saúde e 55% realizaram o acompanha- mento pré-natal. As síndromes hipertensivas foram a primeira causa de morte materna (25%), seguida pelas doenças do aparelho circulatório (20%). As causas obstétricas diretas, que são plenamente evitáveis, tive- ram uma maior freqüência (60%), evidenciando o problema da saúde pública, sócio-econômico e educa- cional que a mulher, em idade reprodutiva, ainda en- frenta. A saúde da mulher continua sendo tema de interesse oportuno, pertinente e de debate, ainda que pese-nos ter que discutir, procurar caminhos e soluções para enfrentar o insistente problema da morbimortali- dade associada ao mais fisiológico processo de repro- dução: o ciclo gravídico-puerperal.

DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GES- TAÇÃO

EVELINE FRANCO DA SILVA; JULIANA LUZARDO RIGOL CHACHAMOVICH

Os distúrbios hipertensivos são importantes causas de morte materna no Brasil. Acredita-se que o pré-natal é

No documento Revista HCPA (páginas 119-124)