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Clínica Médica

No documento Revista HCPA (páginas 52-60)

PELAGRA EM PACIENTE ALCOOLISTA E DES- NUTRIDO - RELADO DE CASO

ROBERTO GUIDOTTI TONIETTO; CAMILA JANKE LOPES; RODRIGO FAGUNDES; RODRIGO PASQUA;

MICHELE EIDT; THAIS COSTA

Introdução: pelagra é a síndrome clínica caracterizada por manifestações cutâneas, neuropsiquiátricas, gastro- intestinais e, não raramente, morte devido à deficiência de niacina integrada a condições associadas de agravos à saúde. É subdiagnosticada, especialmente em grupos vulneráveis, como alcoolistas, sem teto e desnutri- dos.Objetivo: reconhecimento do perfil social, com- portamental e manifestações clínicas, além do manejo inicial dos pacientes portadores de pelagra. Material e

métodos: relato de caso de paciente masculino, 75 anos, alcoolista de 1 litro de cachaça/dia há 30 anos, tabagista de 20 cigarros/dia há 60 anos, que chega à emergência do HSL-PUCRS em estado de consumo sistêmico, quadro demencial, incontinência fecal e urinária, estigmas de hepatopatia crônica, diarréia aquosa e lesões tipo hiperpigmentação cutânea, espes- samento e descamação negra de áreas expostas ao sol – região cervical, membros superiores e inferiores - ca- racterísticas de pelagra de longa data. Apresentava quadro clínico, laboratorial e radiológico de pneumonia em ambos os lobos inferiores.Resultados: apesar de reposição multivitamínica, suporte nutricional e antibi- oticoterapia, desfecho de óbito do paciente dois dias após a internação, decorrente de infecção respiratória em paciente com pelagra, desnutrição severa e imuno- depressão.Conclusão: o diagnóstico de pelagra requer alto índice de suspeição clínica. Níveis de niacina sérica e niconinamida urinária mostram-se inconfiá- veis. Correção nutricional e tratamento de condições associadas devem ser realizados prontamente. A morta- lidade é alta, levando-se em conta as comorbidades e o perfil usual do paciente com pelagra.

ASSOCIAÇÃO ENTRE OBESIDADE CENTRAL E DISFUNÇÃO ERÉTIL EM PACIENTES SUBMETI- DOS À CINEANGIOCORONARIOGRAFIA.

MÁRCIO SEVERO GARCIA; ISADORA FREGONESE ANTUNES, ANA LUISA ZACHARIAS, NATAN KATZ, PAULO PELLIN, VANESSA ZEN, CHARLES EDISON RIEDNER, ERNANI LUIZ RHODEN, SANDRA COSTA FUCHS

Introdução e Objetivo:A associação entre a disfunção erétil (DE) e obesidade central tem sido enfatizada.

Essa associação com a presença de coronariopatia torna importante sua aferição em pacientes essa doen- ça, o que apresentamos nessa análise, utilizando índi- ces antropométricos de obesidade central. Méto- dos:Realizou-se estudo transversal, entre agosto de 2006 e junho de 2008, incluindo homens submetidos à cinecoronariografia, selecionando os com idade ≥ 40 anos, sem diagnóstico de hepatopatia, neoplasia ou doença renal, que não foram submetidos à revasculari- zação miocárdica, cirurgias abdominais, ortopédicas ou pélvicas e sem tratamento para DE. Avaliou-se DE pelo Índice Internacional de Função Erétil (IIEF).

Aferiram-se peso (kg), altura (m2), circunferências (cm) da cintura, quadril, abdominal máxima e o diâme- tro abdominal sagital (DAS). Calcularam-se IMC (pe- so/kg2) e índice cintura-quadril. Em regressão logística, avaliou-se o efeito dessas variáveis de obesidade cen- tral como preditoras de DE, ajustando-o para IMC e idade. O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA. Resultados:Dos 167 pacientes, 111 (66,9%) apresentavam DE, sendo leve em 52 (31,3%), moderada em 20 (12%) e grave em 39 (23,5%). Obesidade (IMC>30 kg/m2) foi verificada em 48 (28,9%) e sobrepeso em 31 (18,7%). A taxa de

obesidade central variou conforme o parâmetro utiliza- do para defini-la: 48,2% para DAS >24,5 cm, 94%

para índice cintura-quadril>0,91, 19,3% para circunfe- rência abdominal máxima >109 cm e 52 (31,3%) para circunferência da cintura >102 cm. Houve associação de circunferência abdominal máxima (p=0,02) e DAS (p=0,002) com a presença de DE, sendo que DAS associou-se à gravidade da DE (p=0,02). Em regressão logística, detectou-se OR de 2,9 (IC 95%: 1,5-5,6) para DAS >24,5 cm como preditor independente de DE.

Conclusão:Associação independente entre obesidade central e DE foi confirmada em pacientes com corona- riopatia. Houve associação do DAS com gravidade da DE.

IMPACTO NA MORTALIDADE APÓS ADOÇÃO DE CRITÉRIOS CLÍNICOS PARA AS HOSPITALI- ZAÇÕES NA ENFERMARIA DE UM HOSPITAL DE NÍVEL TERCIÁRIO

RAFAELA KOMOROWSKI DAL MOLIN; ADRIANA STRIEBEL, ALICE DE GALLO MORAES, FLÁVIA KESSLER BORGES

Introdução: A mortalidade hospitalar é um indicador de desempenho tradicional. Diferenças nas taxas de mortalidade intra-hospitalares podem ser atribuídas a diversos fatores, entre eles a ocorrência de instabilida- de clínica aguda. Objetivo: Comparar as taxas de mortalidade intra-hospitalares antes e após a adoção de critérios clínicos de gravidade que contra-indicam transferência da Emergência à Enfermaria do Serviço de Medicina Interna do HNSC, nos meses de janeiro a março, nos anos de 2003 a 2008. Metodologia: Estudo ecológico que analisou diferenças na mortalidade con- siderando critérios clínicos de elegibilidade (como taqui/bradicardia, dispnéia e/ou dor torácica, hipoten- são, alteração de sensório aguda, convulsões, ta- qui/bradpnéia) para internação em enfermaria. Obtive- ram-se os dados através do sistema de estatística in- formatizado do HNSC. A análise foi feita com o pro- grama Epi Info 6.0 utilizando qui-quadrado e uma variável categórica, com p < 0,005 como significativo.

Resultados: Verificaram-se as seguintes taxas de mor- talidade intra-hospitalares antes da adoção dos critérios clínicos: 12,1% em 2003 (RR 0,71; IC 95% 0,57-0,88;

p=0); 13,3% em 2004 (RR 0,65; IC 95% 0,52-0,82; p <

0,0001); 11,3% em 2005 (RR 0,74; IC 95% 0,6-0,92;

p=0); 13,8% em 2006 (RR 0,65; IC 95% 0,51-0,81; p <

0,0001); 11,9% em 2007 (RR 0,71; IC 95% 0,57-0,88;

p=0); e 6,7% em 2008 (RR 0,73; IC 95% 0,59-0,91;

p=0), após a adoção dos critérios, conferindo redução de risco absoluta de 4,8% e uma média de proteção para óbito de 27%. Conclusão: O presente estudo detém certas limitações em sua análise, carecendo de alguns dados que podem ser relevantes, pois analisou uma população, e não indivíduos separadamente. No entanto, vem corroborar a hipótese de que a adoção de determinados critérios clínicos de gravidade pode ter um impacto significativo na mortalidade intra-

hospitalar, repercutindo não só nas questões de gestão e custos hospitalares, como também na qualidade da assistência ao paciente.

PREVALÊNCIA DE SÍFILIS EM PACIENTES HIV+

ATENDIDOS NO AMBULATÓRIO DE HIV/SIDA RAFAEL ADOLF; LUCAS BRANDOLT FARIAS; LUCI- ANO WERLE LUNARDI; EDUARDO SPRINZ

Introdução A infecção pela sífilis é uma DST comum em nosso meio e compartilha com o HIV vias de transmissão semelhantes. Além disso, a infecção pelo treponema predispõe os indivíduos a uma maior proba- bilidade de tanto se infectar, quanto de transmitir o HIV. Objetivo Avaliar a prevalência de sífilis em paci- entes HIV+ e identificar fatores associados como sexo e categorias de exposição. Métodos e Materiais A pesquisa foi baseada na coorte SOBRHIV (South Bra- zilian HIV cohort), a qual é composta por pacientes acompanhados no ambulatório de HIV/SIDA do Hos- pital de Clínicas de Porto Alegre desde dezembro de 1989. O método diagnóstico de sífilis foi feito através do exame sorológico não treponêmico comprovado com treponêmico. O teste estatístico utilizado foi o Qui quadrado de Pearson. Resultados Dos 2262 indivíduos com HIV estudados, encontrou-se 1624 (72%) pacien- tes com registro de FTA-ABS. A prevalência de sífilis foi de 26% (422), sendo que 84% dos infectados são homens. A categoria de exposição com maior freqüên- cia de sífilis foi de indivíduos que têm relações sexuais com o mesmo sexo (65%), seguido por pacientes hete- rossexuais e usuários de drogas (19% e 10%, respecti- vamente). Na categoria de exposição sexo com mesmo sexo, 46% são contaminados por sífilis. Já na categoria heterossexual apenas 12% são infectados. Compara- ções de associação demonstraram diferença estatisti- camente significativa na categoria de sexo com mesmo sexo e na de heterossexuais (ambos com p< 0,001).

Conclusões As taxas de co-infecção encontradas de- monstram a necessidade de investigar a presença de HIV nos pacientes com diagnóstico de sífilis. Com relação às categorias de exposição, observa-se que a associação com a infecção pelo treponema é mais sig- nificativa com a categoria sexo com mesmo sexo.

PREVALÊNCIA DE INFECÇÃO PELO HCV EM PACINTES HIV POSITIVO ACOMPANHADOS NO AMULATÓRIO DE HIV/SIDA DO HOSITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE.

LUCAS BRANDOLT FARIAS; RAFAEL ADOLF, LUCI- ANO LUNARDI, EDUARDO SPRINZ.

INTRODUÇÀO O HIV e o HCV compartilham algu- mas vias de transmissão e, sendo assim, é freqüente realizar-se o diagnostico de co-infecção em um mesmo indivíduo. A forma de transmissão mais eficiente do vírus da hepatite C é a exposição percutânea, justifi-

cando a alta prevalência em usuários de drogas. Já através de relações sexuais, o HCV possui uma taxa de transmissão muito menor que o HIV. OBJETIVO Avaliar a prevalência de infecção por HCV em pacien- tes com HIV atendidos ambulatorialmente no HCPA e identificar possíveis fatores associados, como sexo e categoria de exposição. MÉTODOS E MATERIAIS Foram estudados 2262 pacientes HIV+ acompanhados no ambulatório de HIV/SIDA do Hospital de Clínicas de Porto Alegre a partir do banco de dados da coorte SOBRHIV (South Brasilian HIV Coorte). O método diagnóstico do HCV foi feito através da detecção do anticorpo Anti-HCV no exame sorológico. RESUL- TADOS Foram encontrados 1869 (82,6%) pacientes HIV+ com descrição de sorologia para HCV, sendo que a prevalência de Anti-HCV positivo foi de 28,7%

(538 pacientes). Dentre os pacientes com Anti-HCV positivo, 72,1% são homens. As categorias de exposi- ção com maior freqüência de co-infecção por HIV/HCV são usuários de drogas injetáveis (39%), seguido de heterossexuais (20,6%) e sexo com o mes- mo sexo (19,3%). 87,5% dos usuários de drogas injetá- veis com HIV apresentam Anti-HCV+, em contraponto aos grupos heterossexuais e de sexo com mesmo sexo, que apresentam taxa de apenas 16%. CONCLUSÕES Os dados de prevalência de HCV em pacientes HIV+

de nosso meio são semelhantes aos encontrados na literatura norte-americana (30%). O fato de 87,5% dos usuários de drogas injetáveis serem infectados com HCV evidencia a importância desta via de transmissão para a disseminação deste vírus.

PREVALÊNCIA DE INFECÇÃO POR CLAMÍDIA EM PACIENTES HIV POSITIVO ACOMPANHA- DOS NO AMBULATÓRIO DE HIV/SIDA DO HOS- PITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE.

LUCAS BRANDOLT FARIAS; RAFAEL ADOLF, LUCI- ANO LUNARDI, EDUARDO SPRINZ.

INTRODUÇÃO A infecção pela clamídia é uma DST freqüentemente subdiagnosticada em nosso meio e que compartilha com o HIV semelhantes vias de transmis- são. OBJETIVO Avaliar a prevalência de infecção por clamídia em pacientes HIV+ atendidos ambulatorial- mente e identificar possíveis fatores associados, como sexo e categorias de exposição. MÉTODOS E MATE- RIAIS Foram estudados 2262 pacientes HIV+ acom- panhados no ambulatório de HIV/SIDA do Hospital de Clínicas de Porto Alegre a partir do banco de dados da coorte SOBRHIV (South Brasilian HIV Coorte). O método diagnóstico de infecção por clamídia foi feito através de sorologia para clamídia. RESULTADOS Dos 2262 indivíduos com HIV estudados, foram en- contrados 804 (35%) pacientes com registro de IgG positivo, sendo que a prevalência de clamídia foi de 47,6% (383 pacientes). Dentre estes pacientes infecta- dos com clamídia, 56,6% são homens. A categoria de exposição com maior prevalência de clamídia foi de indivíduos heterossexuais (41,7%), seguido por pacien-

tes da categoria sexo com mesmo sexo e promíscuos (34,9% e 8,09% respectivamente). Na categoria de exposição sexo com mesmo sexo, 57,5% são contami- nados por clamídia. Já no grupo heterossexual, 45%

são infectados. CONCLUSÕES A quantidade de paci- entes encontrados na coorte SOBRHIV com exames descritos para clamídia demonstra o quanto essa pato- logia é subdiagnosticada nos pacientes com infecção pelo HIV. A taxa de co-infecção encontrada evidencia a orientação de investigar infecção por HIV em indiví- duos com sorologia positiva para clamídia.

SONO ALFA-DELTA É UM ACHADO EM PESSO- AS COM SONO LEVE?

TIAGO CATALDO BREITENBACH; ALEXANDRA NOGUEIRA MELLO LOPES; ALÍCIA DORNELES DOR- NELLES; EMILYN MARTINS MATIAS; FABIANA MO- RAIS MIGLIAVACA; SIMONE KONZEN RITTER; NEU- SA SICCA DA ROCHA; DENIS MARTINEZ.

Introdução: O padrão de sono alfa-delta (SAD) é um achado da polissonografia (PSG), consistindo de ondas alfa, típicas da vigília, superpostas às ondas delta do sono profundo. Associa-se a quadros de fibromialgia, síndrome de fadiga crônica e à sensação de sono leve.

Não se encontra, porém, quantificação dessa associa- ção na literatura. Objetivos: Correlacionar presença de sono alfa-delta com o escore obtido com perguntas sobre sono leve e duração do sono. Métodos: Analisa- ram-se 1488 PSGs. Mediu-se a quantidade de intrusão de ondas alfa durante o sono delta, em escala arbitrária, de 0 a 5, na qual 1 representa em torno de 20% das ondas delta com intrusão alfa e 5 indica 100% das ondas com esse padrão. Utilizou-se a pergunta respon- dida pela manhã: -durante a noite você sentiu sono leve?-, em uma escala de 0 a 10, sendo considerado sono leve escores acima de 7. Mediu-se a diferença entre o tempo de sono objetivo da PSG e a estimativa subjetiva de tempo dormindo pelo paciente (DIFsono).

Resultados e Conclusões: Encontraram-se 531 casos de sono leve (SLE). As escalas de depressão e ansiedade do NIH-PROMIS, o uso de medicação e diversas vari- áveis polissonográficas mostraram diferenças signifi- cantes entre SLE e os demais casos. Regressão logísti- ca para prever SLE, controlando-se para variáveis como escalas PROMIS, medicação e medidas da PSG mostrou efeito significante apenas de sono alfa-delta e da DIFsono. Quando SAD>2, a razão de chance para SLE foi 2,1 (p2 horas foi 2,2 (p2 subestimaram em 53 min. o tempo dormindo, enquanto nos demais a DIF- sono foi de 25 min (p

AUMENTO DE HIF-1 SINALIZA DANO HIPÓXI- CO CEREBRAL EM CAMUNDONGO SUBMETI- DOS A HIPÓXIA INTERMITENTE ISOCÁPNICA GABRIELA PASQUALIM; DENIS MARTINEZ, URSULA DA SILVEIRA MATTE, CAROLINA URIBE, AMANDA

COSTA, PAULO RICARDO OPPERMANN THOMÉ, PAULO ROBERTO STEFANI SANCHES

INTRODUÇÃO: A apnéia do sono causa hipoxemia e termina com um despertar. A síndrome da apnéia- hipopnéia obstrutiva do sono (SAHOS) exige a ocor- rência de sintomas como sonolência e distúrbios de memória, pensamento, comunicação e aprendizado, associados a índice de apnéias e hipopnéias (I- AH)>5/hora de sono. Modelos animais de hipóxia intermitente (HI) simulam apnéias do sono e alteram a expressão de genes controladores de reações inflamató- rias. O fator HIF-1a (Hypoxia-inducible factor 1 alpha) participa da ativação de promotores e genes durante a hipóxia crônica. OBJETIVO: Identificar o efeito da HI sobre a expressão de HIF-1a. MATERIAIS E MÉTO- DOS: Camundongos CF1 foram submetidos ao modelo de HI isocápnica 8 horas por dia, por 35 dias. As gaio- las recebiam N2/CO2 durante 45 segundos até alcançar 9% de O2, retornando a 21% por 45 segundos, o que corresponde a um índice de apnéias e hipopnéias de 40 por hora. Como controle, camundongos CF1 foram mantidos em gaiolas semelhantes, ventiladas com ar ambiente. Após 35 dias de tratamento os animais foram sacrificados e os cérebros coletados e armazenados a - 80°C. Extraiu-se RNA da parte anterior dos cérebros utilizando-se o protocolo de TRIzol. O RNA foi con- vertido em cDNA utilizando-se SuperScript II RT; em seguida, realizou-se PCR para HF-1. Como controle interno da reação utilizou-se GAPDH (Glyceraldehyde 3-phosphate dehydrogenase). RESULTADOS: Resul- tados semi-quantitativos demonstram uma expressão maior de HIF-1a nos animais tratados em comparação com os controles. Conclusão: A HI isocápnica por 8 horas diárias, durante 35 dias, parece aumentar a ex- pressão de HIF-1a. Parece existir correlação entre os níveis de expressão de HIF-1 e a HI, demonstrando a capacidade de manipulação experimental em promover dano cerebral.

IDEAÇÃO SUICIDA E ACHADOS POLISSONO- GRÁFICOS EM PACIENTES COM INSÔNIA.

ALEXANDRA NOGUEIRA MELLO LOPES; ALÍCIA DORNELES DORNELLES; TIAGO CATALDO BREI- TENBACH; FABIANA MORAIS MIGLIAVACCA; SI- MONE KONZEN RITTER; EMILYN MARTINS; NEUSA SICCA DA ROCHA; DENIS MARTINEZ

Introdução: Existe descrição bem conhecida do padrão de sono em indivíduos com depressão. A maior ameaça na depressão é o suicídio e por isso seria importante identificar padrão na polissonografia (PSG) que indi- casse especificamente esse risco. Objetivos: Correla- cionar achados da PSG com escore de pergunta sobre ideação suicida em questionário auto- aplicado.Métodos: Analisaram-se 1595 PSGs de paci- entes com queixa de insônia. Utilizou-se a pergunta: na última semana, o quanto você tem sofrido por pensa- mentos de acabar com sua vida, que pode ser respondi-

da como - nem um pouco-, -um pouco-, - moderadamente-, -muito- e -muitíssimo-, em uma escala de 0 a 4, para avaliar ideação suicida. Conside- rou-se risco de suicídio as respostas -muito- e - muitíssimo-. Utilizaram-se 11 perguntas do questioná- rio do NIH-PROMIS para avaliar depressão.Resultados e Conclusões: No grupo total de pacientes, havia 53 casos de risco de suicídio (RSU) pelo critério utilizado neste estudo. A escala de depressão do NIH-PROMIS foi significantemente maior no grupo RSU (29±8 vs.

11±9; p

FUSOS DO SONO E USO DE SEDATIVOS EM PACIENTES COM INSÔNIA.

SIMONE KONZEN RITTER; TIAGO CATALDO BREI- TENBACH; ALEXANDRA NOGUEIRA MELLO LOPES;

ALÍCIA DORNELES DORNELLES; EMILYN MARTINS MATIAS; FABIANA MORAIS MIGLIAVACA; NEUSA SICCA DA ROCHA; DENIS MARTINEZ

Introdução: Os fusos do sono são grafoelementos do EEG com freqüência entre 12 e 16 Hz, padrão crescen- do-decrescendo. O aumento do número de fusos por minuto quando o indivíduo recebe doses, mesmo pe- quenas, de benzodiazepínicos foi descrito repetidamen- te na literatura desde 1976. Nosso grupo descreveu correlação entre o escore PROMIS de ansiedade e a taxa de fusos, mas esta correlação pode ser confundida pelo fato de que indivíduos ansiosos recebem benzodi- azepínicos. Objetivos: Correlacionar o número de fusos do sono na PSG com escore de questionário de ansiedade, controlando para uso de sedativos. Méto- dos: Fusos do sono foram identificados visualmente nas derivações centrais do EEG como surtos de ativi- dade entre 12-16 Hz e expressos como número de fusos (NF) por minuto de estágio 2. Considerou-se anormal NF>5. Analisaram-se 1493 PSGs de pacien- tes: grupo SED, 494 casos usando sedativos; grupo CONT, 999 casos. Utilizaram-se 13 perguntas do ques- tionário de ansiedade do NIH-PROMIS. Resultados e Conclusões: No grupo total de pacientes, a correlação entre o escore do PROMIS e o número de fusos foi significante (r= 0,142; p< 0,001). Controlando-se para o uso de medicação sedativa, a correlação foi menor (r= 0,124; p < 0,001). A maior razão de chance foi 2,1 observada para NF>5 por minuto no grupo SED e 1,8 para NF>9 nos casos com escore de ansiedade elevado (ambos p5, controlando-se para escalas PROMIS, medicação e medidas da PSG mostrou efeito signifi- cante apenas de SED.

NEFROPATIA INDUZIDA POR CONTRASTE EM PACIENTES SUBMETIDOS A CINEANGIOCO- RONARIOGRAFIA: INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO

TACIANA CAPPELLETTI; RENATO J KIST M; CÍNTIA ROEHRIG; CYNTHIA KEITEL S; MAIARA I MUSS- KOPF; NILTON BRANDÃO S.

Introdução: Nefropatia induzida por contraste (NIC) é a piora da função renal subseqüente à exposição a radiocontrastes, excluídas outras causas. Diabetes melito e insuficiência renal crônica parecem ser os principais fatores de risco para desenvolver NIC. Con- sidera-se a incidência de NIC 3,3%, apesar de varia- ções entre estudos. Objetivos: Avaliar a incidência de NIC nos pacientes submetidos à cineangiocoronario- grafia no serviço de Cardiologia Intervencionista do Hospital São Francisco, bem como definir o perfil de risco dos pacientes para esta complicação e o perfil de uso de profilaxia. Materiais e Métodos: Estudo obser- vacional prospectivo, com pacientes submetidos à cineangiocoronariografia diagnóstica e terapêutica no Hospital São Francisco. A coleta dos dados foi através de entrevista, revisão de prontuário e dosagem de crea- tinina 24, 48 e 72h após procedimento contrastado. O desfecho primário foi NIC, definida como um aumento da creatinina sérica > 25% do valor basal. Calculou-se o risco de NIC através do escore de risco validado por Mehran et al. Resultados: A incidência de NIC foi 12,6% (IC95%: 7,4% - 19,7%, n=136). A classificação do perfil de risco para NIC foi: baixo (55,1%), mode- rado (29,7%), alto (11,9%), e muito alto (3,4%). Alto risco de NIC (p 1,5 mg/dL (p

NEUTROPENIA FEBRIL E DESFECHOS CLÍNI- COS EM TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS EM UM CENTRO DE REFE- RÊNCIA DO SUL DO BRASIL.

BRUNO ISMAIL SPLITT; PAULA STOLL; CAROLINE MIOTTO MENEGAT COLA; LEILA BELTRAMI MO- REIRA

Introdução: O transplante de células-tronco hemato- poéticas (TCTH) é uma terapia que beneficia muitos pacientes com câncer, porém está associada a alto risco de infecções e mortalidade. O tipo e fase do TCTH modificam o risco de complicações. Objetivos: Des- crever pacientes adultos transplantados no HCPA entre janeiro/2006 a maio/2008. Comparar a incidência de neutropenia febril (NF), doença do enxerto contra hospedeiro (DECH), admissão na CTI, mortalidade e tempo de internação entre os grupos submetidos a TCTH autólogo (auto), alogênico relacionado (alo R) e não relacionado (NR). Materiais e Métodos: Pacientes transplantados foram acompanhados prospectivamente através da análise de prontuário e estratificados de acordo com o tipo de transplante. Utilizou-se estatística descritiva, teste de qui-quadrado (variáveis categóri- cas) e análise de variância (contínuas). Resultados e Conclusão: Foram avaliados 97 pacientes, 71,1%

submetidos a TCTH auto, 18,6% a alo R e 10,3%, alo NR. A principal doença de base no grupo auto foi mieloma múltiplo (58%), em alo R leucemia linfocítica aguda, aplasia de medula e mielodisplasia (22,2%

cada) e em alo NR, leucemia mielóide crônica (30%).

A idade e duração da neutropenia nos grupos auto, alo R e NR foram em média 49, 35 e 31 anos (p. 50%,

p=0,24). Embora não tenha ocorrido diferença na inci- dência de NF, pacientes submetidos a TCTH alo R e NR apresentaram maior tempo de internação, admissão na CTI e óbito.

FUSOS DO SONO EM PACIENTES COM INSÔNIA E TRANSTORNO DE ANSIEDADE.

EMILYN MARTINS MATIAS; ALÍCIA DORNELES DORNELLES; SIMONE KONZEN RITTER; FABIANA MIGLIAVACA; TIAGO CATALDO BREITENBACH;

ALEXANDRA NOGUEIRA MELLO LOPES; NEUSA SICCA DA ROCHA; DENIS MARTINEZ

Introdução: A descrição do padrão de sono na depres- são é amplamente aceita. Entretanto, é menos comum a menção de achados característicos de ansiedade na polissonografia (PSG) em casos de insônia. Os fusos do sono são grafoelementos do EEG com freqüência entre 12 e 16 Hz, padrão crescendo-decrescendo com duração de 0,5 a 2 segundos. Existem relatos, em anais de congressos e em livros, de aumento na taxa de fusos no transtorno de ansiedade. Não se encontrou, porém, na base MEDLINE, referência a deste fenômeno. Obje- tivos: Correlacionar o número de fusos do sono na PSG com escore de questionário de ansiedade em pacientes com insônia. Métodos: Fusos do sono foram identifi- cados visualmente nas derivações centrais do EEG como surtos de atividade entre 12-16 Hz e expressos como número de fusos por minuto de estágio 2. Anali- saram-se 1943 PSGs de pacientes com queixa de insô- nia e índice de apnéias e hipopnéias < 10. Utilizaram- se 13 perguntas do questionário de ansiedade do NIH- PROMIS. Resultados e Conclusões: No grupo total de pacientes, a correlação entre o escore do PROMIS e o número de fusos foi significante (r= 0,174; p< 0,001).

Analisando-se apenas os 361 pacientes que apresenta- ram dificuldade de iniciar o sono (DIS; latência ao estágio 1 > 30 minutos), característica comum no transtorno de ansiedade, a correlação foi maior (r=

0,197; p < 0,001). No grupo com DIS, não se observou correlação significante de despertares longos (DL) durante o sono – característica mais associada à de- pressão – com a escala de ansiedade (p= 0,32). Nos 1943 casos, a correlação de DL com ansiedade é fraca (r= 0,05; p= 0,02). Estes resultados sugerem que o número de fusos do sono é um achado polissonográfico associado ao transtorno de ansiedade.

CALCIFILAXIA MIMETIZANDO VASCULITE CUTÂNEA

ÂNGELA MASSIGNAN; PENÉLOPE ESTHER PALOMI- NOS; ELISSANDRA ARLINDO; PRISCILLA MARTI- NELLI; JAIRO GUARIENTI; DENIS MALTZ GRUTCKI;

YASSER MUSTAFA; BRIELE KAISERMAN; CHARLES KOHEM; CLAITON BRENOL; RICARDO MACHADO XAVIER; JOÃO CARLOS TAVARES BRENOL

Introdução: A calcifilaxia é uma síndrome caracteriza- da pela calcificação da camada média de pequenos vasos, resultando em vasculopatia, trombose, isquemia e necrose de tecidos. Ocorre principalmente em pacien- tes com insuficiência renal crônica, submetidos à he- modiálise. Causa lesões de pele, que podem ser con- fundidas com vasculite. Objetivo: Relato de um caso.

Material e Método: Revisão da literatura em língua inglesa (Medline e Bireme) com as palavras-chave

“calciphylaxis and vasculitis” e “calciphylaxis”. Resul- tados: E.N.J, agricultora de 32 anos, em hemodiálise por doença renal terminal de etiologia desconhecida, interna para investigar artralgias, emagrecimento e lesões cutâneas com aparência de livedo reticular gros- seiro e nódulos dolorosos. Investigação para vasculite sistêmica, síndrome antifosfolipídica e doenças do tecido conjuntivo foi negativa. Biópsia cutânea revelou depósitos de cálcio em paredes de vênulas e justavas- culares, sem vasculite. Ecografia de vias urinárias mostrou calcificações corticais renais, compatível com nefrocalcinose. Ambas as artérias renais apresentavam calcificações em camada média (mediocalcinose). Este achado também estava presente no tronco celíaco e outras artérias: hepática, esplênica. Após diagnóstico de calcifilaxia, intensificou-se a hemodiálise e foi ad- ministrado hidróxido de alumínio, com melhora subse- qüente das artralgias e lesões de pele. Conclusão: A calcifilaxia deve ser considerada no diagnóstico dife- rencial de vasculite e a biópsia da área afetada confir- ma sua presença. Na calcifilaxia, ocorre depósito de cálcio na parede do vaso e hiperplasia da camada ínti- ma, enquanto na vasculite há intenso infiltrado infla- matório vascular. A diferenciação dessas duas evita o equívoco tratamento com imunossupressores e corti- cóides.

TELEMEDICINA NO SÉCULO XXI

ALINE RODRIGUES DA SILVA NAGATOMI; DANIEL PAULO STRACK; ANE PAULA CANEVESE; CAROLI- NE MACHADO MELLO; CRISTIANE COMPARIN; FE- LIPE BRUM DREWS; FRANCIELE DARSIE DAHMER;

JULIANA TRINDADE AMARAL; PRISCILLA GUEIRAL FERREIRA; THAIS HOFMANNN CACHAFEIRO; TANIA FERREIRA CESTARI

INTRODUÇÃO: a Telemedicina é definida como o uso de recursos de telecomunicação para transferir informações médicas e engloba diagnóstico, tratamento e educação, utilizando recursos de telefonia fixa ou móvel, radiofreqüência, informática e a rede mundial de computadores. OBJETIVO: Realizar uma revisão da literatura sobre a evolução da telemedicina no século XXI. MATERIAIS E MÉTODOS: Foi realizada uma busca através da base de dados MEDLINE, utilizando o descritor telemedicine. Foram selecionados 15 arti- gos escritos em língua inglesa, publicados entre 2003 e 2008. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Houve um crescimento considerável na atividade científica rela- cionada à Telemedicina, com aumento constante de

No documento Revista HCPA (páginas 52-60)