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Fisioterapia e Terapia Ocupacional

No documento Revista HCPA (páginas 180-185)

MONITORIZAÇÃO DO PACIENTE PÓS-

NEUROCIRURGIA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

TATIANE GOMES DE ARAÚJO; FABIANA ZERBIERI MARTINS; GABRIELA LEITE KOCHENBORGER; DAI- ANE PERSICO; FERNANDA OLIVEIRA RODRIGUES;

SUE HELEN BARRETO MARQUES; VANUZIA SARI As neurocirurgias são procedimentos complexos asso- ciados a altas taxas de morbimortalidade. Pacientes no pós-operatório imediato de neurocirurgia podem apre- sentar inúmeras complicações, necessitando de monito- rização intensiva para prevenir danos e agravos. Este trabalho tem como objetivo relatar a vivência multipro- fissional em terapia intensiva na monitorização a paci- entes neurocirúrgicos. O desenvolvimento deste estudo ocorreu por meio da observação dos métodos de moni- torização utilizados em 34 pacientes no pós-operatório de neurocirurgia internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital público de grande porte da cidade de Porto Alegre-RS, durante três meses, aliado a uma revisão de literatura sobre o assunto, onde foram consultadas bases de dados como Lilacs, Scielo e Bireme, além de informações de livros científicos. O paciente neurocirúrgico necessita de monitorização contínua da função cerebral sendo necessário ao profis- sional intensivista monitorar o funcionamento hemodi- nâmico e neurológico por métodos invasivos e não invasivos. A verificação da pressão arterial, do nível de consciência, da pressão intracraniana (PIC), respostas pupilares e função motora devem ser a cada hora. A cateterização arterial e venosa e a PIC são métodos de monitorização invasiva frequentemente utilizados no pós-operatório de neurocirurgia, devido à complexida- de deste procedimento; esses métodos apresentam indicações, contra-indicações e complicações específi- cas que necessitam de conhecimento adequado da equipe multiprofissional intensivista para seu manejo.

Os avanços nos cuidados a pacientes neurocirúrgicos têm aumentado a sobrevida desses indivíduos e reduzi- do complicações quando aliados a uma adequada mo- nitorização em Terapia Intensiva.

PROGNÓSTICO DE PACIENTES PÓS-PARADA CARDIORESPIRATÓRIA INTERNADOS EM UNI- DADE DE TERAPIA INTENSIVA

TATIANE GOMES DE ARAÚJO; FABIANA ZERBIERI MARTINS; GABRIELA LEITE KOCHENBORGER;

CRISTINA RODRIGUES CORRÊA; ROBERTA KONRA- TH; PAULA DE CESARO

A Parada Cardiorespiratória (PCR) constitui-se em um estado de grave hipoperfusão cerebral. Os pacientes que sobrevivem a uma reanimação cardiorrespiratória (RCR) estão sob grande risco de morte. O período que segue a reversão de uma PCR pode envolver uma gama de apresentações, incluindo pacientes que recuperam a consciência imediatamente até quadros de choque de difícil manuseio em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Os sobreviventes podem apresentar recuperação da consciência e estabilidade hemodinâmica, mas, geralmente, apresentam hipotensão e choque num período inicial que varia de 12 a 24 horas após a PCR.

Nessa fase inicial, cerca de metade dos pacientes mor- re. O objetivo deste estudo foi avaliar o prognóstico de pacientes adultos pós-PCR internados na UTI de um hospital público de grande porte localizado em Porto Alegre/RS. Para este estudo foram analisados os pron- tuários de pacientes que sofreram PCR e foram transfe- ridos para a UTI do hospital, durante um período de dois meses e meio. Os pacientes pós-PCR foram estra- tificados pelo prognóstico, ou seja, alta ou óbito da UTI. Foram pesquisados 14 pacientes (09 mulheres) que chegaram na UTI em pós-PCR. Destes, 07 vieram a óbito na UTI, 03 permanecem internados na UTI, 04 tiveram alta da UTI sendo que dentre esses, 01 morreu na enfermaria em menos de 24 horas de alta da UTI, 01 permanece internado na enfermaria e somente 02 obti- veram alta hospitalar. Até o presente momento, metade dos pacientes que sobreviveram à RCP foram à óbito na UTI; sendo assim, o prognóstico desses pacientes foi desfavorável neste estudo apesar dos recursos venti- latórios, hemodinâmicos e farmacológicos disponibili- zados. A PCR é uma situação dramática, responsável por morbimortalidade elevada, mesmo em situações de atendimento ideal.

CAPACIDADE FUNCIONAL DE IDOSAS HÍGI- DAS ATIVAS E SEDENTÁRIAS

PRISCILA CARINE CRUZ DE ARAÚJO; PAULA REGI- NA BECKENKAMP; DANIEL STEFFENS; JULIANA FRACESCHETTE; DANNUEY MACHADO CARDOSO;

ISABELLA MARTINS DE ALBUQUERQUE; DULCIANE NUNES PAIVA; SÉRGIO SALDANHA MENNA- BARRETO

Introdução: Os idosos compreendem a parcela da po- pulação que mais cresce no mundo, sendo o envelhe- cimento acompanhado de adaptações fisiológicas do organismo, resultando em decréscimos físicos e do desempenho cardiorrespiratório. O Teste de Caminha-

da de Seis Minutos (TC6m) é um teste submáximo utilizado para a avaliação da capacidade funcional do indivíduo. Objetivo: O objetivo desse estudo, de deli- neamento transversal, foi comparar a distância percor- rida no TC6m por idosas ativas e sedentárias e correla- cioná-la com as variáveis antropométricas (peso, altu- ra, IMC), fisiológicas (PAS, PAD, FC, SpO2, FR), espirométricas (CVF, VEF1, VEF1/CVF, PFE, FEF25- 75%) e com a idade. Materiais e métodos: Foram ava- liadas 64 idosas hígidas, sendo 33 do Grupo Ativo (GA) e 31 do Grupo Sedentário (GS). Análise estatísti- ca: Foi utilizado Teste t de Student não pareado bi- caudal e o Coeficiente de Correlação de Pearson (p <

0,05). Resultados: A comparação entre os grupos evi- denciou que, as idosas ativas percorreram maior dis- tância no TC6m (516,61 ± 68,31 m vs 429,45 ± 54,23 m; p= 0,00), assim como apresentaram melhor SpO2 (97,85 ± 0,80 % vs 96,90 ± 1,33 %; p= 0,001). De- monstraram menor FR (16,24 ± 3,44 irpm vs 18,00 ± 3,00 irpm; p= 0,034). A distância percorrida no TC6m pelas 64 idosas correlacionou-se com a idade (p=

0,039; r= -0,26), peso (p= 0,003; r= -0,37), IMC (p=

0,048; r= -0,30), FR (p= 0,025; r= -0,28) e CVF (p = 0,040; r= +0,25). Conclusões: As idosas ativas apre- sentaram maior capacidade funcional traduzida pela maior distância percorrida no TC6m, indicando uma possível influência da prática regular de exercícios sobre o condicionamento físico na terceira idade.

AVALIAÇÃO FUNCIONAL DE UM GRUPO DE CONVIVÊNCIA DE IDOSOS DE UM CENTRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DE PORTO ALE- GRE

GUSTAVO NUNES PEREIRA; CRISTINA GAVIOLLI;

GABRIELA TOMEDI LEITES; CAROLINE HELENA LAZZAROTTO DE LIMA; FLÁVIA FRANZ

Introdução: A avaliação funcional do idoso é de extre- ma importância, tendo em vista que, a fisioterapia gerontológica tem como objetivo principal à indepen- dência do idoso minimizando as conseqüências das alterações fisiológicas e patológicas do envelhecimen- to. Objetivo: Descrever o perfil, a funcionalidade e o risco de quedas de um grupo de convivência de idosos, em uma comunidade periférica de Porto Alegre. Mate- riais e métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo em de prontuários em um centro de extensão universi- tária. Resultados: Foram revisados prontuários de 17 pacientes, onde 88% são do gênero feminino, com idade média de 67 anos, 23% são analfabetos e ne- nhum estudou mais de oito anos. Nenhum dos idosos apresentou alterações significativas quanta à dispnéia, segundo escala de Borg modificada, após teste da ca- minhada dos seis minutos. Segundo o teste de Timed Up and Go 29% mostraram-se com baixo risco de quedas e 71% risco moderado. Segundo o Functional Reach, que afere grau de flexibilidade a fim de identi- ficar o risco de quedas, 17% apresentou baixo risco, 59% moderado e 24% alto. Conclusão: Esse grupo de

idosos apresenta grau moderado para o risco de quedas e apresenta-se sem alterações funcionais que impeçam a realização de suas atividades. A avaliação funcional do idoso é um importante instrumento avaliativo vi- sando prevenção de agravos decorrentes do processo senil e necessário para nortear a intervenção fisiotera- pêutica.

COMPARAÇÃO DE PROTOCOLOS CINESIOTE- RAPÊUTICOS DE REABILITAÇÃO EM ATLETAS COM DIAGNÓSTICO DE OSTEÍTE PÚBICA GUSTAVO NUNES PEREIRA; VIVIANE BORTOLUZZI FRASSON

Introdução: A osteíte púbica é descrita como uma sín- drome inflamatória, que acomete a sínfise pubiana, estruturas musculares e tendíneas adjacentes. O trata- mento da osteíte púbica ainda é controverso, embora atualmente o tratamento conservador seja preconizado.

Objetivo: Revisar e comparar os protocolos cinesiote- rapêuticos utilizados no tratamento da osteíte púbica.

Metodologia: A busca de referências foi realizada no banco de dados da PUBMED/MEDLINE, foram sele- cionados artigos em inglês e com período delimitado nos últimos oito anos. Resultados: Foram encontrados 16 artigos, 10 foram utilizados para a revisão. Apenas três artigos descreveram protocolos cinesioterapêuticos de reabilitação, todos utilizaram atletas do gênero mas- culino, incluindo 59, 27 e 44 pacientes. Os protocolos priorizaram isometrias para estabilização articular, exercícios resistidos, alongamentos e apenas um deles utilizou simulação de gestos funcionais. Um dos estu- dos, afirmou que após 2 anos do término do tratamen- to, 100% dos atletas estavam atuando e 81% destes apresentavam-se assintomáticos. Outro afirma que após quatro meses, em seu protocolo avançado 79%

dos atletas atingiram resultado excelente, que signifi- cava desaparecimento completo de dor a palpação muscular, movimentos resistidos pelo examinador e a atividades físicas intensas. No grupo conservador, apenas 14% apresentavam este resultado. O terceiro estudo não quantificou os dados de melhora clínica.

Conclusões: Ainda são muito escassos os trabalhos que demonstram a importância de protocolos de tratamento conservador em atletas com osteíte púbica, faltam estudos clínicos randomizados, com alto nível de evi- dência. Os artigos não apresentam consenso entre os protocolos de tratamento e os dados relatados são de baixa significância.

FISIOTERAPIA EM UM GRUPO DE MÃES

CAROLINE HELENA LAZZAROTTO DE LIMA; GA- BRIELA TOMEDI LEITES; FLÁVIA FRANZ

Introdução: No decorrer do ciclo gravídico-puerperal o fisioterapeuta pode auxiliar a mulher a adaptar-se às mudanças físicas próprias do período, sendo a ativida-

de em grupo um dos recursos usados por este profis- sional, que ao atuar de forma interdisciplinar, visa ações educativas e terapêuticas. Objetivo: Descrever as atividades realizadas pelo fisioterapeuta em um grupo de mães (gestantes e puérperas), com o intuito de sub- sidiar futuras ações na área materno-infantil na Unida- de de Alojamento Conjunto de um hospital universitá- rio de Porto Alegre. Materiais e Métodos: Estudo des- critivo do tipo revisão de literatura. Resultados: A atuação deste profissional em um grupo interdisciplinar almeja a prevenção, reabilitação e promoção da saúde.

O fisioterapeuta pode exercer funções de coordenação do grupo e de escuta. Especificamente, aborda temas relacionados às alterações físicas do processo gravídi- co-puerperal que incluem analgesia, estímulo a prática de atividade física adequada, preparo para o parto, relaxamento, reeducação postural, posições para a amamentação, avaliação e orientações quanto ao de- senvolvimento neuropsicomotor do bebê. Conclusão:

A participação do fisioterapeuta neste tipo de atividade é relevante, pois contribui para um atendimento inte- gral a estas mulheres e seus filhos, ajudando-a a lidar com uma nova realidade, que envolve transformações físicas e emocionais fortalecendo o vínculo entre a mãe e o bebê.

RELAÇÃO ENTRE ALTERAÇÕES POSTURAIS EM CRIANÇAS PRATICANTES DE NATAÇÃO DO ESTILO CRAWL E PEITO

GABRIELA BACKES VIER; PRISCILLA MOLITERNI HAUBERT; MANOELA HEINRICHS

A postura é adquirida e desenvolvida desde o início do desenvolver da criança, através de um constante pro- cesso de adaptação do corpo às diversas atividades e situações do cotidiano. Essas adaptações também ocor- rem no desenvolvimento da prática de natação, em que variadas atitudes são impostas ao corpo. Este estudo tem como objetivo comparar as alterações posturais existentes em atletas de natação, entre 10 e 12 anos, praticantes dos estilos crawl e peito. Foram avaliadas 22 crianças, utilizando uma avaliação postural estática e subjetiva, nas vistas anterior, lateral e posterior. As alterações posturais observadas foram: rotação e incli- nação cervical, rotação interna e protusão de ombro, hiperlordose lombar, anteversão pélvica e escoliose.

Não houve diferença significativa entre as alterações posturais encontradas, referentes aos dois estilos de nado. Para análise dos dados, empregou-se o teste Exato de Fisher para amostras independentes, com nível de significância de p < 0,05. Porém, analisando a porcentagem de ocorrência das alterações, houve acen- tuações em cada modalidade, podendo ser relacionadas com a técnica do nado e o gesto motor desenvolvido.

Conclui-se que o nado crawl e peito podem estar rela- cionados a diferentes alterações posturais, de acordo com suas características, além do tempo de treinamen- to e os fatores predisponentes de cada atleta. É impor- tante então, o acompanhamento do desportista, princi-

palmente quando se encontra ainda na fase de cresci- mento, de forma a avaliar os gestos esportivos envolvi- dos no tipo de nado praticado, para assim verificar possíveis alterações, de forma a prevenir possíveis deformidades ou lesões. Sugerimos a realização de mais estudos para melhores conclusões.

A FISIOTERAPIA EM MASTECTOMIA ONCOLÓ- GICA

GABRIELA TOMEDI LEITES; CAROLINE HELENA LAZZAROTTO DE LIMA; GUSTAVO NUNES PEREIRA;

FLÁVIA FRANZ

Introdução: A fisioterapia desempenha importante papel na prevenção de agravos e reabilitação de mulhe- res submetidas à mastectomia oncológica. OBJETIVO:

Descrever a abordagem fisioterapêutica nas co- morbidades advindas do tratamento de mulheres sub- metidas à mastectomia em um hospital. Materiais e métodos: Por meio de uma análise observacional, qua- litativa foram descritas as principais atividades desen- volvidas pelo fisioterapeuta em mastectomia oncológi- ca. Resultados: A atuação do fisioterapeuta inicia no pré-operatório para conhecer as alterações pré- existentes e identificar fatores de risco de complicações do PO. No PO imediato as pacientes são avaliadas através da perimetria para aferir linfedema precoce, goniometria para amplitude de movimento, teste de sensibilidade para identificar alterações neurológicas, escala análogo visual para os sintomas álgicos e altera- ções na dinâmica respiratória. Orienta-se quanto aos cuidados com membro superior em exercícios até 90 graus antes da retirada dos pontos, gradativo retorno as AVD´s, reeducação postural, cinesioterapia ativo assis- tida de baixa ADM, prevenção de linfedema e exercí- cios ventilatórios. No PO tardio realiza-se a re- avaliação e são dadas orientações específicas segundo a sintomatologia apresentada, adaptação de órteses, prescrição de exercícios domiciliares e encaminhamen- to para atendimento individual ou em grupo. Nos am- bulatórios as complicações são abordadas com cinesio- terapia geral, cinesioterapia para radioterapia, trata- mento de linfedema e dor. A reavaliação ocorre a cada 10 sessões. Conclusão: O atendimento de fisioterapia em pacientes submetidas à mastectomia oncológica no hospital oferece um protocolo de atendimento especia- lizado que leva ao retorno das AVD´s e a melhora da qualidade de vida.

A FISIOTERAPIA NA CIRURGIA BARIÁTRICA GABRIELA TOMEDI LEITES; CAROLINE HELENA LAZZAROTTO DE LIMA, CAROLINA BOEIRA VAR- GAS, LEANDRO GIACOMETTI DA SILVA, CLÁUDIO CORÁ MOTTIN

Introdução: A abordagem fisioterapêutica na cirurgia bariátrica objetiva prevenir e tratar complicações pul- monares, vasculares e osteomusculares. Aliados a

promoção da higiene pulmonar, melhora da mecânica respiratória, otimização da ventilação alveolar, diminu- ição da dor e incentivo a atividades físicas. Objetivo:

Descrever a atuação do fisioterapeuta em cirurgia bari- átrica num centro especializado. Métodos: Por meio de uma análise observacional, qualitativa foram descritas as atividades do fisioterapeuta em cirurgia bariátrica.

Resultados: A atuação do fisioterapeuta inicia no pré- operatório através de orientações. No 1º PO incentiva- se a sedestação, inspirações profundas associadas à movimentação ativa dos membros superiores, padrão ventilatório diafragmático e estímulo de tosse-Huffing.

Exercícios metabólicos de membros inferiores. Após alta da UTI cirúrgica inicia-se a deambulação, manten- do de 2 em 2 horas os exercícios respiratórios. Se ne- cessário acrescenta-se a pressão expiratória positiva através de máscara de EPAP ou ventilação não invasi- va, além de um feedback visual com a inspirometria de incentivo. Para a correção da posição antálgica adqui- rida e da dor muscular realiza-se alongamentos, rela- xamento e técnicas manuais. Em torno do 15º dia ini- cia-se o condicionamento cardiorespiratório com o cicloergômetro ou esteira rolante com duração de no máximo 10 sessões. A prescrição da carga do exercício baseia-se na FC máxima obtida no teste de esforço.

Alguns cuidados como o monitoramento da PA e da glicemia são importantes para garantir a segurança.

Conclusão: A fisioterapia do paciente submetido à cirurgia bariátrica oferece um protocolo de atendimen- to especializado promovendo a melhora a qualidade de vida do indivíduo e a diminuição dos riscos das com- plicações.

PARALISIA CEREBRAL VERSUS PLASTICIDADE CEREBRAL E TEMPO DE ATENDIMENTO FISIO- TERAPÊUTICO

LUCAS COELHO JOB; VERENA GUIMARÃES, ELIAS BARROS FEIJÓ

INTRODUÇÃO Neuroplasticidade(NP) é a capacida- de do cérebro de adaptar-se e formar novas arboriza- ções dendríticas(AD), excluir vias não usadas, rearran- jar e potencializar sinapses. O cérebro não faz mitoses após a neurogênese, apenas rearranjo sináptico resul- tando em NP.Não são encontradas muitas literaturas sobre este tema. Para haver rearranjo sináptico e novas AD, os neurônio pré e pós-sináptico devem se ativar juntos, ativando receptores NMDA, aumentando o influxo de cálcio na célula e receptores AMPc. Na ativação fora de sincronia, tal evento não ocorre. Defi- nindo a NP como atividade-dependente. A NP do mapa cortical não é um acontecimento único, mas um estado contínuo normal do sistema por toda vida. A criança possuí uma capacidade de NP 50% maior que a do adulto. A formação de novas vias só é possível após reforço inicial de conexões pré-existentes. As mudan- ças plásticas possíveis são definidas por conexões existentes, que são os resultados do desenvolvimento neural geneticamente controlado e diferente entre indi-

víduos. O reforço de conexões existentes vem de influ- ências ambientais, do input aferente e da demanda eferente. OBJETIVOS O objetivo do estudo foi veri- ficar como a NP forma-se; questionando a atual abor- dagem Fisioterapêutica na Paralisia Cerebral. MATE- RAIS E MÉTODOS Realizamos uma revisão na literatura, comparando com experiências profissionais.

CONCLUSÃO A NP depende de estímulos competi- tivos, sempre haverá um vencedor e um perdedor. Por exemplo: o tratamento convencional dura em média 1 hora e o paciente tem 23 horas para reforçar o TP a- normal. Os óssos, músculos e o sistema cárdio- cardiorrespiratório necessitam de sobre- carga para melhorar e com o SNC não é diferente, 1 hora de tera- pia é pouco para conseguir resultados positivos perma- nentes.

FATORES QUE LEVAM AO DECLÍNIO DA FOR- ÇA MUSCULAR AO AVANÇAR DA IDADE LUCAS COELHO JOB; VERENA GUIMARÃES, ELIAS BARROS FEIJÓ

OBJETIVO Este estudo tem como objetivo avaliar na literatura já existente, como a força muscular se desen- volve ao longo da vida do ser humano. INTRODU- ÇÃO Força Muscular(FM) é a capacidade do sistema neuromuscular de vencer uma resistência, envolvendo fatores mecânicos e fisiológicos que determinam a força. O envelhecimento está associado a uma perda progressiva da FM. Essa perda pode ser causada por muitos fatores como: perda seletiva de fibras muscula- res tipo II, apoptose dos grandes motoneurônios, dimi- nuição do número e da função das mitocôndrias, au- mento na rigidez do colágeno, má sobreposição dos filamentos de actina e miosina, monal de menor taxa na Metabolização dos hormônios sexuais, do cresci- mento e fatores de crescimento, que na puberdade estão elevados. Dos 20 aos 30 anos de idade ocorre o maior desenvolvimento da FM, nessa faixa etária ob- tém-se os melhores resultados no âmbito esportivo.

Mesmo com o treinamento físico o declínio de força é inevitável, como se pode observar em atletas Marster.

O treinamento consegue reduzir a sarcopenia e seus afeitos adversos, mas diferente do que se pensava o Treinamento de Força mostra-se mais eficiente para idosos se comparado com o Treinamento de Resistên- cia. MATERIAIS E MÉTODOS Foi realizada uma pesquisa bibliográfica para verificar os fatores do de- clínio da FM e uma coleta de dados na federação inter- nacional de atletismo e comparação resultados no pro- grama SPSS for windows(10.0) CONCLUSÃO Não há clareza sobre o porque a força declina com a idade, mas ela sofre uma depressão durante todo o desenvol- vimento da vida do ser humano. Não podemos afirmar se é o fator hormonal, causa auto-imune, o desuso, apoptose das fibras musculares, enrijecimento dos tendões, o principal fator desencadeante do declínio da força muscular.

EFEITOS DA HEMODIÁLISE NA FUNÇÃO PUL- MONAR, FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA, EQUILÍBRIO E COORDENAÇÃO EM PACIENTES PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA

CAROLINA CASTRO DE TOLEDO; KAREN DE CAS- TRO SIMIONI, MARIANE BORBA MONTEIRO, DR.

SÉRGIO SALDANHA MENNA BARRETO

OBJETIVO: avaliar os efeitos da hemodiálise (HD) na capacidade pulmonar, força muscular respiratória, equilíbrio e coordenação em pacientes portadores de insuficiência renal crônica (IRC). METODOLOGIA:

foi realizado um estudo observacional e quantitativo. A amostragem foi não probabilística intencional com 20 pacientes portadores de IRC, de ambos os sexos, com idade entre 20 e 70 anos, que realizem tratamento he- modialítico no setor de Nefrologia do Hospital de Clí- nicas de Porto Alegre. Imediatamente antes e após a sessão de HD os pacientes foram avaliados através de uma entrevista para coleta de dados pessoais, relacio- nados à doença de base e a HD. Também foram aplica- dos os seguintes instrumentos: Escala de Equilíbrio Funcional de Berg, teste de função pulmonar (espiro- metria), teste de força muscular respiratória (FMR - manovacuometria) e periférica (escala de 0 a 5 graus) e teste de coordenação motora (índex-nariz e calcanhar- joelho). RESULTADOS: Foram avaliados 20 pacien- tes, sendo 8 mulheres (40%) e 12 homens (60%). Não houve diferença significativa nos valores de pressão inspiratória máxima (PImáx) e pressão expiratória máxima (PEmáx) quando comparados antes e após a sessão de HD. Esse mesmo achado foi observado para a função pulmonar, testes de coordenação, força mus- cular periférica e esforço percebido. CONCLUSÃO: A sessão de HD não altera a função pulmonar, FMR, equilíbrio, coordenação e força muscular periférica, no momento imediato do seu término.

QUALIDADE DE VIDA EM CRIANÇAS COM DO- ENÇA PULMONAR CRÔNICA

GABRIELA ASSONI GRECHI; CAMILA WOHLGEMU- TH SCHAAN; DANIELE RUZZANTE RECH; JANICE LUISA LUKRAFKA; JOYCE MICHELE SILVA; AN- DRÉA OLIVEIRA PASSUELO; LAÍS CRISTINA RIZZO;

MICHELE HAGI FRANTZESKI

INTRODUÇÃO: Cada vez mais tem sido reconhecida a importância da avaliação global do indivíduo, dos seus sentimentos e da sua capacidade de executar suas funções nas suas atividades diárias. As doenças crôni- cas causam alterações na capacidade física e função pulmonar, geram ansiedade, estresse, podendo levar ao isolamento social e emocional, ainda mais sendo uma criança, dependente principalmente de seus responsá- veis. OBJETIVOS: Avaliar a qualidade de vida (QV) de crianças com doença pulmonar crônica (DPC) e a percepção de pais sobre a mesma. MATERIAS E MÉ-

TODOS: Estudo transversal. Para avaliar a QV das crianças e a percepção dos pais foi utilizado o questio- nário genérico para pacientes pediátricos, PEDSQL versão 4.0, que contém quatro domínios (saúde, senti- mentos, convívio e escola). A pontuação varia de zero a quatro, sendo que os somatórios mais elevados indi- cam uma pior QV. RESULTADOS: Foram avaliadas 9 crianças com DPC com idade entre 5 e 18 anos e 6 pais de crianças com DPC. Na percepção das crianças quan- to a sua QV, 2 crianças tiveram escore total menor que 20, 5 crianças tiveram entre 20 e 40 e 2 crianças maior que 40 . O domínio saúde obteve a maior pontuação total com 86 pontos. Na percepção dos pais, 2 pais tiveram escore total menor que 20, 1 pai teve entre 20 e 40 e 3 pais tiveram maior que 40. O domínio saúde também foi o que obteve maior pontuação na percep- ção dos pais, com 71 pontos. CONCLUSÃO: Foram observados prejuízos na QV das crianças com doença crônica e na percepção de seus pais. O domínio saúde foi o aspecto que apresentou maior prejuízo na QV destes pacientes.

ANÁLISE DO TESTE DA CAMINHADA DOS 6´ E DO DUPLO PRODUTO EM PROPOSTA HIDRO- CINESIOTERAPÊUTICA DE REABILITAÇÃO CARDÍACA FASE III A CURTO PRAZO EM PACI- ENTES PÓS-IAM_ ESTUDO DE CASO

GRACIELI NADALON DEPONTI; PATRÍCIA RUPPEN- THAL GOULARTE GOMES, VIVIANE ACUNHA BAR- BOSA

INTRODUÇÃO: Reabilitação Cardíaca (RC) é um programa interdisciplinar que visa melhorar as condi- ções físicas, mentais e sociais em pacientes cardiopa- tas. Hidrocinesioterapia é um meio diferenciado e agradável para proporcionar tais ganhos, por provocar diversas alterações fisiológicas.OBJETIVO:Avaliar os efeitos da Reabilitação Cardíaca fase III aquática a curto prazo em pacientes pós Infarto Agudo do Mio- cárdio através de hidrocinesioterapia em piscina aque- cida.METODOLOGIA: Estudo de caso descritivo, constituído por 2 indivíduos, idades 68 e 59 anos, fase III pós-IAM. Avaliação: Anamnese, Exame Físico, Teste da Caminhada dos 6 minutos (TC6´) e das Habi- lidades Aquáticas. Treinamento: 6 etapas, monitoradas através de freqüencímetro cardíaco e aferindo-se a pressão arterial e freqüência respiratória no início e ao final de cada sessão. Foi aplicado na piscina aquecida do CEFD-UFSM, constou de exercícios de alongamen- to, aquecimento, respiratórios, aeróbicos, desaqueci- mento e relaxamento, realizados 2 vezes por semana, 7 semanas, com tempo de 90 minutos cada atendimen- to.RESULTADOS: No TC 6\\\' a distância prevista percorrida aumentou 17,4% no indivíduo A, e 21% no indivíduo B. O Duplo Produto (DP) em A variou de 6600 a 8840 mmHg bpm. A diferença do DP inicial pré e pós-treinamento determinou uma diminuição de 660 mmHg bpm. Em B o DP variou de 8600 a 12610 m- mHg bpm. A diferença do DP inicial pré e pós-

No documento Revista HCPA (páginas 180-185)