SÍNDROME URÊMICA: IDENTIFICAÇÃO PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM DE SINAIS E SIN- TOMAS E PRINCIPAIS DIAGNÓSTICOS DE EN- FERMAGEM
CRISLAINE PIRES PADILHA;
INTRODUÇÃO: A insuficiência renal crônica é uma deterioração progressiva, irreversível, da função renal, na qual a capacidade do organismo de manter o equilí- brio metabólico e hidroeletrolítico falha, resultando em uremia. OBJETIVO: Identificar os principais sinais e sintomas da síndrome urêmica e conseqüentemente listar os principais Diagnósticos de Enfermagem. ME- TODOLOGIA: O presente estudo é uma pesquisa bibliográfica. RESULTADOS: A síndrome urêmica causa um desequilíbrio em vários sistemas de nosso organismo. Portanto iremos apresentar os principais sinais e sintomas referentes a cada sistema/órgão atin- gido. Nos rins observamos: noctúria, ocasionalmente poliúria, geralmente oligúria , edema periférico, hiper- potassemia, acidose metabólica, hipocalcemia, hiper- fosfatemia, hipermagnesemia. No sistema cardiovascu- lar: hipertensão arterial sistêmica, pericardite, insufici- ência cardíaca congestiva. No sistema hematológico:
anemia, coagulopatia. No sistema gastrintestinal: ano- rexia, náuseas/vômitos (geralmente pela manhã), he- morragia, soluços, gosto ruim na boca (hálito urêmico).
No sistema neurológico: fadiga, insônia, asterixe, con- fusão e coma, neuropatia periférica (pés e punhos caí- dos). No sistema muscular: osteodistrofia renal, miopa- tia proximal. No sistema endócrino: intolerância a carboidratos, infertilidade, amenorréia, impotência, hiperuricemia, dislipidemia. CONCLUSÃO: Conclui- se que é de suma importância a identificação dos prin- cipais sinais e sintomas da síndrome urêmica pela equipe de enfermagem e a realização de um plano assistencial baseado nos principais diagnósticos de enfermagem de acordo com as necessidades individu- ais de cada paciente proporcionando assim uma assis- tência adequada.
VALIDAÇÃO DA CORRESPONDÊNCIA ENTRE CUIDADOS PRESCRITOS PARA PACIENTES ORTOPÉDICOS E A CLASSIFICAÇÃO DAS IN- TERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NIC
JAQUELINE DRAWANZ PEREIRA; LUCIANA NABIN- GER MENNA BARRETO; MIRIAM DE ABREU ALMEI- DA
Introdução: A metodologia utilizada na organização e no cuidado realizado durante a rotina profissional dos enfermeiros é o Processo de Enfermagem (PE). No Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), o PE é realizado em 5 etapas, sendo que a da prescrição de cuidados não segue uma classificação padronizada.
Objetivo: Validar o mapeamento realizado em projeto anterior, onde foram identificados os cuidados de en- fermagem prescritos para pacientes ortopédicos subme- tidos a Artroplastia Total de Quadril ou Joelho, refe- rente aos diagnósticos de enfermagem Déficit no Auto- Cuidado: banho e/ou higiene, Mobilidade Física Pre- judicada e Risco para Infecção às intervenções conti- das na NIC. Método: A validação foi realizada por enfermeiras de alguns estados brasileiros segundo a Técnica Delphi. Essa técnica possibilita obter consenso
de grupo acerca de um determinado fenômeno e prevê que sejam realizadas quantas rodadas forem necessá- rias até a obtenção de consenso entre os juízes. Para o estudo em questão, estabeleceu-se o índice de 70% de concordância para as respostas. Resultados e Conclu- são: Ao término da pesquisa é possível afirmar que este objetivo foi alcançado, visto que dos 52 cuidados de enfermagem mapeados apenas uma não atingiu 70%
de concordância entre os juízes.
PACIENTES EM CUIDADO PALIATIVO: SENTI- MENTOS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM
KAREN SCHEIN DA SILVA; MARIA HENRIQUETA LUCE KRUSE; ELISABETH PAULA RENCK; GISLENE PONTALTI; ROSMARI WITTMANN VIEIRA
Cuidados paliativos (CP) são os cuidados em fim de vida que representam alternativa contemporânea à ritualização da morte. Têm como meta proporcionar aos pacientes fora de possibilidades terapêuticas (FTP) e suas famílias maior qualidade de vida por meio da prevenção e alívio das necessidades físicas, psicossoci- ais e espirituais. O movimento dos CP iniciou na déca- da de 60, na Inglaterra e, atualmente, está disseminado em vários países, despertando a atenção para o sofri- mento dos doentes incuráveis e suas famílias. Os cui- dados iniciam quando a cura deixa de ser o objetivo final, sendo realizado por uma equipe multidisciplinar que procura aliviar a dor e outros sintomas, sem acele- rar ou antecipar a morte, mas qualificar a vida. Tendo em vista as referências, na literatura, sobre o sofrimen- to psíquico, da equipe de enfermagem, ao cuidar de pacientes FTP objetivou-se conhecer os sentimentos e necessidades dos membros da equipe de enfermagem ao vivenciarem a experiência de cuidar de um paciente em processo de morrer. Trata-se de um estudo descriti- vo e exploratório, com abordagem qualitativa, que utilizou o grupo focal para a coleta de dados. Para a obtenção do material de análise foram realizados qua- tro encontros com um grupo constituído por enfermei- ros e técnicos de enfermagem, de um hospital escola, da região metropolitana de Porto Alegre - RS. Os re- sultados mostram que esses profissionais não sentem- se preparados para cuidar desses pacientes, pelo des- gaste emocional e acreditam que isso se deve a uma carência na estrutura curricular em lidar com a morte e o luto. Além disso, é citada a dificuldade de realizar o tamponamento do corpo, pois o consideram brutal. Há referências a influência da religiosidade, da cultura e das vivências pessoais no cuidar desses pacientes.
VIVÊNCIAS DE UMA PACIENTE EM UM CON- TEXTO DE CONDIÇÕES CRÔNICAS
MICHELE PETTER CARDOSO; CRISTIANE TOBIAS ALCAY; DÉBORA MELINI GONÇALVES DE GONÇ- ALVES; JOCIELE GHENO
A doença crônica é definida como um problema de saúde com incapacidades ou sintomas associados que exigem tratamento a longo prazo. Essa condição crôni- ca, além de implicar em um curso de doença longo, tornando seu tratamento muito difícil para os portado- res, pode ser incurável. Os regimes terapêuticos exi- gem uma adesão persistente do paciente como uma forma de diminuir os riscos de desenvolver complica- ções e de acelerar o processo da doença. O objetivo deste trabalho é descrever um estudo de caso da paci- ente M. A. M. portadora de doenças crônicas atendida em consulta de enfermagem no Ambulatório na zona 12 do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e, assim, definir diagnósticos de enfermagem e propor um plano de cuidados de enfermagem que visam melhorar sua qualidade de vida. Na metodologia, utiliza-se o estudo de caso denominado História de Vida na qual se realiza entrevista semi-estruturada com a pessoa estudada e revisão de documentos ou prontuários que também representam uma fonte de informações. M. A. M., 74 anos, feminino, preta, procedente de Tapes, solteira e sem filhos, apresenta os diagnósticos médicos de hiper- tensão arterial sistêmica, diabetes mellitus do tipo 2 e dislipidemia. De acordo com a análise dos dados da paciente, foram definidos os diagnósticos de enferma- gem, como controle ineficaz do regime terapêutico, risco de integridade da pele prejudicada e risco de quedas, e desenvolveu-se o plano de cuidados. A doen- ça crônica exige adaptações ou mudanças no estilo de vida dos seus portadores. A principal causa que com- promete o progresso do tratamento é a falta de adesão do paciente. Sendo assim, percebe-se que o acompa- nhamento dos pacientes e que a execução do plano de cuidados são extremamente importantes, pois garantem a prevenção e a promoção da saúde.
FIBROSE CÍSTICA: MANUAL PARA ORIENTA- ÇÕES DE PACIENTES ADULTOS E FAMILIARES CAROLINA CAON OLIVEIRA; MARIA LUIZA MA- CHADO LUDWIG
O presente trabalho teve como objetivo elaborar e qualificar um manual de orientações para pacientes e familiares que contemplasse cuidados relevantes à manutenção da saúde e prevenção de complicações decorrentes da Fibrose Cística. Trata-se de um projeto de desenvolvimento de caráter exploratório descritivo, onde foi elaborado um material piloto e distribuído a uma amostra intencional de 18 sujeitos com o objetivo de qualificá-lo. Como resultado foi elaborado um ma- nual educativo intitulado Fibrose Cística: manual de orientações para pacientes adultos e familiares. A Fi- brose Cística, também conhecida como Mucoviscidose, é uma doença genética autossômica recessiva, crônica e degenerativa, com manifestações sistêmicas, e que compromete principalmente os sistemas respiratório, digestivo e reprodutivo. Ocorre por uma disfunção das glândulas exócrinas. Por ser uma doença progressiva, e o regime de tratamento árduo, o apoio profissional se
faz de fundamental importância para que o paciente atinja a gestão do seu autocuidado. Nesse contexto, um manual educativo pode desempenhar um papel interes- sante no reforço de orientações e condutas e esclare- cendo dúvidas. Este projeto foi bem aceito tanto por profissionais da equipe multidisciplinar, quanto por pacientes e familiares, o que deixou sua relevância evidente na continuidade do tratamento da Fibrose Cística fora do âmbito hospitalar.
FATORES PRECIPITANTES DE DESCOMPENSA- ÇÃO DA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA: ESTUDO MULTICÊNTRICO EMBRACE
LUIS JOECI JACQUES DE MACEDO JUNIOR; MELLO AMFS, ALITI G , LINHARES JCC, SAUER J , CASTRO RA, RABELO ER.
Introdução: A incapacidade dos pacientes (pctes) de identificar sinais/sintomas de congestão e o desconhe- cimento das medidas farmacológicas e não- farmacológicas são fatores precipitantes que podem estar envolvidos na descompensação da insuficiência cardíaca (IC). Objetivos: Identificar os fatores precipi- tantes de descompensação da IC, relacionando-os com o conhecimento dos pctes sobre a síndrome e com o reconhecimento precoce de sinais/sintomas de conges- tão. Métodos e Pacientes: Estudo transversal com pctes internados em três centros brasileiros (2 RS e 1 PE) incluídos por IC descompensada, classe funcional III e IV (New York Heart Association), de qualquer etiolo- gia, fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) ≤ 45, idade ≥ 18 anos e ambos os sexos. Resultados:
Incluíram-se 355 pctes com idade média 60±15 anos, homens (63%), etiologia isquêmica (36%), seguida pela hipertensiva (34%) e FEVE de 29 ± 8%. A má adesão (63%) foi à causa mais freqüente de descom- pensação, seguida por arritmia (18%) e infecção (16%). Os principais sinais/sintomas apresentados no momento da internação foram falta de ar (87%), cansa- ço (71%) e edema (62%). A mediana do tempo de início dos sintomas antes da procura por atendimento hospitalar foi de 14 (4-30) dias; 86,5% relacionaram os sintomas à IC descompensada. O uso irregular dos fármacos prescritos na semana anterior à internação foi de 31,5%. Conclusão: O principal fator precipitante foi à má adesão. O pouco conhecimento sobre as medidas não-farmacológicas somado ao uso irregular das medi- cações refletiu a má adesão ao tratamento. A maioria dos pctes sabiam estar com IC descompensada, porém, não conseguiram identificar precocemente os si- nais/sintomas. Estratégias de educação em saúde de- vem ser implementadas e avaliadas sistematicamente.
EVOLUÇÃO DE PACIENTES COM DÉFICIT NO AUTOCUIDADO: BANHO E/OU HIGIENE A PAR- TIR DA CLASSIFICAÇÃO DOS RESULTADOS DE ENFERMAGEM NOC
LUCIANA NABINGER MENNA BARRETO; JAQUELINE DRAWANZ PEREIRA; MIRIAM DE ABREU ALMEIDA;
DEBORAH HEIN SEGANFREDO
Introdução: Os Sistemas de Classificação consistem em terminologias padronizadas empregadas nas etapas de diagnóstico, intervenções e resultados do Processo de Enfermagem (PE). A Classificação dos Resultados de Enfermagem (NOC) possibilita monitorar a melho- ra, a piora ou a estagnação do estado do paciente du- rante um período de cuidado. Objetivo: Monitorar a evolução de pacientes ortopédicos hospitalizados com Déficit no Autocuidado: banho e/ou higiene. Método:
Trata-se de um estudo descritivo, transversal e quanti- tativo, realizado em um hospital universitário com pacientes adultos submetidos à Artroplastia Total de Quadril. Indicadores da NOC selecionados por enfer- meiros peritos, em uma primeira etapa da pesquisa Resultados de Enfermagem no Cuidado Corporal em Pacientes Ortopédicos – Viabilidade da Nursing Out- comes Classification em um hospital universitário foram aplicados na monitorização da evolução de paci- entes ortopédicos hospitalizados. O banho dos pacien- tes foi observado no primeiro e terceiro dia de pós- operatório a fim de verificar se houve melhora, piora ou estagnação da sua independência nas situações propostas. Para a coleta de dados utilizou-se instru- mento contendo escala Likert do menos ao mais dese- jável. Para análise dos dados utilizou-se estatística descritiva. Projeto aprovado pela Comissão de Pesqui- sa da Escola de Enfermagem da UFRGS e pelo Comitê de Ética em Pesquisa do hospital. Resultados: Na ob- servação do banho de 25 pacientes foi verificada me- lhora significativa da primeira para a segunda coleta.
Considerações finais: Espera-se, com essa pesquisa, contribuir com os estudos para a futura implantação da NOC no PE informatizado da instituição.
SÍNDROME DO DÉFICIT DO AUTOCUIDADO EM PACIENTE CRÍTICO COM PANCREATITE AGU- DA
MIRIAM DE ABREU ALMEIDA; ISIS MARQUES SE- VERO; ELIZA SCHUCK CASTANHO; GILDA MARIA BALDISSERA BEN; LILLIAN OSTERKAMP; MARCO AURELIO LUMERZ SAFFI; SOLANGE HECKLER; VA- LERIA DE SA SOTTO MAIOR
INTRODUÇÃO: Trata-se de uma proposta do Grupo de Trabalho dos Diagnósticos de Enfermagem (GTDE) de um hospital universitário. O diagnóstico de enfer- magem (DE) está definido como um julgamento clíni- co sobre as respostas do indivíduo, da família ou da comunidade a problemas de saúde/processos vitais reais ou potenciais. [...] e constitui a base para a sele- ção das intervenções de enfermagem, para o alcance dos resultados pelos quais a enfermeira é responsável (NANDA, 2008). OBJETIVO: apresentar o DE “Sín- drome do Déficit do Autocuidado” em paciente crítico com distúrbio pancreático. METODOLOGIA: Estudo
de caso desenvolvido por enfermeiros do Serviço de Terapia Intensiva Adulto da referida instituição. RE- SULTADOS: Paciente JH, 30 anos, masculino, inter- nado por pancreatite aguda. No CTI internou confuso, agitado e evoluiu para uma piora do estado geral sendo iniciado o diagnóstico de enfermagem Síndrome do Déficit do Autocuidado relacionado à atividade neu- romuscular prejudicada. Elaborou-se uma prescrição de enfermagem para este paciente, procurando satisfa- zer suas necessidades de cuidados. CONCLUSÕES:
Estudos como estes são importantes para revisão do Processo de Enfermagem e para a qualificação da as- sistência de ao paciente. Com o estudo de caso foi revisado aprofundadamente um dos diagnósticos de enfermagem mais utilizados no Serviço, propondo-se sua futura validação, uma vez que este DE não consta na atual lista da North American Nursing Diagnosis Association (NANDA). O paciente foi tratado, salien- tando que seus aspectos psíquicos, sociais e familiares também devem ser valorizados no processo de sistema- tização da assistência de enfermagem, inclusive na avaliação das condutas de enfermagem.
MOMENTO DE ESCUTA PARA OS FAMILIARES DOS PACIENTES DO NÚCLEO DE CUIDADOS PALIATIVOS DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE: EXPERIÊNCIA VIVENCIADA PELA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
GISLENE PONTALTI; ADRIANE GONÇALVES SAL- LE,MARIA DA GRAÇA FARACO GROSSINI, TÂNIA MARIA MASSUTTI
Introdução: A família é um dos pilares básicos para o cuidado do paciente em cuidados paliativos. A atenção à família requer uma abordagem multidisciplinar (en- fermeiro, psicólogo, assistente social e médico) voltada à melhora da qualidade de vida dos pacientes e seus respectivos familiares. A equipe do núcleo de cuidados paliativos de um hospital de ensino público, criou um espaço denominado momento de escuta para ouvir e apoiar as necessidades psico-sociais dos familiares.
Objetivo: oportunizar um momento de escuta e troca de experiências entre os participantes, minimizando a angustia dos familiares frente à situação vivenciada.
Metodologia: baseada na teoria dos grupos de auto- ajuda. Resultados: os encontros se desenvolveram com participação ativa dos integrantes, que descreveram os mesmos como momentos de acolhimento e de suporte emocional, potencializando seus próprios recursos para o enfrentamento da iminência da morte. Neste sentido o momento de escuta cumpre com seu propósito escu- tar e apoiar os familiares na manifestação de seus sen- timentos de impotência, culpa, desamparo e frustração frente à situação vivenciada. Conclusão: Os encontros do momento de escuta vêm se constituindo como um espaço de acolhimento, oportunizando aos familiares o compartilhamento da experiência vivida em seu pro- cesso de enlutamento, e de suporte emocional nas diferentes etapas de adaptação à enfermidade terminal,
prevenindo-se a claudicação (exaustão) dos cuidadores, e apoio para que exerçam adequadamente seu papel de manto protetor (palio) do paciente internado no NCP AVALIAÇÃO E MENSURAÇÃO DA DOR ZILMARA VIEIRA MARTINS; ANE ISABEL LINDEN
INTRODUÇÃO: Entender a dor requer a convergência de diversos saberes. Cuidar da dor alheia talvez seja um dos grandes desafios da enfermagem. Para Pedroso e Celich (2006), ter a capacidade de compreender a experiência do outro, como ele vivencia; é estar atento para manter vivo o seu papel de cuidador, centrando a ação no ser humano, respeitando sua singularidade e seu modo de existir. A adoção da mensuração da dor como quinto sinal vital converte-se em mudanças para melhorar o futuro dos indivíduos, das instituições de saúde e da sociedade. Vários instrumentos são utiliza- dos para enquadrar o sofrimento humano em padrões objetivos. Todavia, a avaliação da dor é mais ampla e abrangente do que a simples mensuração. Para enten- der a totalidade da dor, todas as suas interfaces devem ser avaliadas. OBJETIVOS: O estudo investigou a adequação e a sistemática na avaliação da dor, na uni- dade de internação adulto II do Hospital de Pronto Socorro Deputado Nelson Marchezan e propôs melho- rias. MATERIAL E MÉTODO: O estudo do tipo descri- tivo teve enfoque quantitativo. A coleta de dados foi realizada através de um formulário semi-estruturado, no primeiro semestre de 2008. Os sujeitos da pesquisa foram os profissionais da enfermagem. Os dados foram analisados por estatística descritiva. RESULTADOS:
Verificou-se que os profissionais reconhecem diversos sinais característicos de dor; demonstram disposição em avaliar o sintoma e compreendem a importância da avaliação da dor. CONCLUSÕES: A avaliação da dor apresenta grande variação entre os profissionais. Esta variação não é algo incomum, pois a dor é subjetiva e reveste-se de questões pessoais do profissional, que podem influir na sua forma de agir. Confirma-se a necessidade de sensibilizar e capacitar os profissionais, assim como a adoção da educação continuada, a fim de aprimorar o cuidado aos indivíduos com dor.
NÚCLEO DE CUIDADOS PALIATIVOS
ROSMARI WITTMANN VIEIRA; TANIA MARIA MAS- SUTTI
Introdução: O Núcleo de Cuidados Paliativos (NCP) implantado em Novembro de 2007 no Hospital de Clínicas de Porto Alegre dispõe de seis leitos, e tem como finalidade proporcionar a pacientes oncológicos, Fora de Possibilidades Terapêuticas (FPT) e suas famí- lias, uma melhor qualidade de vida. Tem como foco o tratamento dos sinais e sintomas e não a cura. Alguns de seus diferenciais são: atendimento prestado por uma equipe multiprofissional, presença de familiar 24 horas
por dia, paciente como o centro das decisões, flexibili- dade das rotinas, capacitação do cuidados para alta, o paciente fica vinculado ao NCP para futuras interna- ções, recebendo ligações telefônicas semanais para acompanhamento domiciliar, entre outros. Objetivo:
Este trabalho tem como objetivo demonstrar e analisar os dados dos óbitos, das altas e das re-internações dos pacientes que internaram no NCP. Materiais e Méto- dos: Foram levantados, junto ao banco de dados do NCP, informações referentes ao perfil dos pacientes atendidos, no período de 05/11/07 a 01/07/08. Resulta- dos e Conclusão: No período avaliado tivemos um total de 86 pacientes internados. Dentre estes pacientes 51 faleceram na primeira internação e 10, receberam alta.
Destes 10 pacientes que receberam alta, 6 faleceram na segunda internação, 3 faleceram na terceira internação, 0 faleceram na quarta internação e 1 faleceu na quinta internação. Diante destes dados podemos inferir que os pacientes tem sido considerados FPT tardiamente.
Acreditamos que a criação do NCP está lentamente gerando uma mudança neste comportamento e que cada vez mais equipes médicas se envolverão com este processo, beneficiando inúmeros pacientes e suas famí- lias por evitar medidas invasivas que prolongam o sofrimento dos pacientes e afastam seus familiares.
O CUIDADO HUMANIZADO NA VISÃO DOS ENFERMEIROS DO SERVIÇO DE ATENDIMEN- TO PRÉ-HOSPITALAR DE URGENCIA
RITA DE CÁSSIA GONÇALVES DA SILVA; VANDER- LEI CARRARO
O estudo refere-se à visão dos enfermeiros do serviço de atendimento móvel de urgência da região metropoli- tana de Porto Alegre, RS, Brasil, sobre o cuidado hu- manizado, atualmente preconizado pelo Ministério da Saúde, através do HumanizaSUS, e por instituições privadas, bem como pelos cursos de graduação em enfermagem. Neste contexto, considerando-se a impor- tância da humanização no processo do cuidar, o perfil dos usuários e acreditando ser o enfermeiro o respon- sável por essas ações, decidiu-se fazer este estudo a fim de oferecer subsídios para a melhoria da qualidade dos cuidados e bem-estar da equipe de enfermagem, à partir de uma pesquisa qualitativa exploratória descri- tiva, realizada com sete enfermeiros, através de uma entrevista semi-estruturada, cuja a análise foi feita utilizando a técnica de Análise de Conteúdo e respei- tando todos os aspectos éticos. Com isso, acredita-se que o cuidado humanizado no serviço de emergência, dentro das condições de trabalho que o profissional tem de enfrentar, existe e tem muita importância para eles, todavia, está longe de ser o ideal, seja por fatores externos ou internos adversos e o compromisso em manter o serviço funcionante acima de qualquer coisa, retardam seu desenvolvimento. Assim, é importante que se resgate a concepção de cuidado humano, em contraste com a realidade no setor, visando a melhoria
do processo de prestação de cuidados dentro do serviço pré-hospitalar
SR: AVALIAÇÃO INICIAL E ESCALA DE AL- DRETE E KROULIK
DEISE SIMÃO ARREGINO; ANGÉLICA ALMEIDA;
CAROLINA MORAES; DANIELA OLIVEIRA; ERLITA GABIN; TÂNIA FERREIRA; SOLANGE GUIMARÃES INTRODUÇÃO - A Sala de Recuperação Pós- Anestésica (SRPA), é a área continua ao bloco cirúrgi- co designada para observação e cuidados intensivos aos pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos- anestésicos. OBJETIVOS - Este trabalho teve como objetivo implementar a escala de Aldrete e Kroulik (AK), modificada a partir da avaliação inicial da en- fermeira aos pacientes pós-operatório imediato. MA- TERIAL E MÉTODOS - Pesquisa bibliográfica por meio de artigos de livros onde foram selecionados os conteúdos referentes a SRPA, a avaliação do paciente na admissão no pós-operatório, escalas e critérios. Os dados foram selecionados e descritos sob a forma de quadros sinópticos. A analise dos dados foi realizado mediante os conceitos ,valores e sistemas de pontua- ção. RESULTADOS - Á escala de Aldrete modifica- da é um parâmetro utilizado para auxiliar o enfermeiro a avaliar o paciente pós-anestésico cirúrgico na SRPA.
A implementação de novos critérios com base no co- nhecimento cientifico fornecera um melhor entendi- mento durante a avaliação do paciente pós-anestésico cirúrgico. CONCLUSÃO - Concluímos que, a imple- mentação desses novos critérios na AK vem para faci- litar e melhorar a avaliação e monitorização dos sinais vitais e do bem estar do cliente padronizando seu aten- dimento proporcionando maiores subsídios para en- fermeiro e sua equipe atuarem no pronto restabeleci- mento do período pós–anestésico.
PROFILAXIA DA TROMBOSE VENOSA PRO- FUNDA: ESTUDO REALIZADO NO CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA DE DOIS HOSPITAIS DO RIO GRANDE DO SUL
LISNÉIA FABIANI BOCK; FABIANE SOARES DE SOU- ZA; GILMARA TERESINHA STEIN; ALEXANDRA CURTIS ELIZALDE
Este estudo descritivo com delineamento transversal teve como objetivo verificar a profilaxia para trombose venosa profunda (TVP) nos Centros de Terapia Inten- siva (CTI) de dois hospitais do Rio Grande do Sul e identificar quais métodos profiláticos utilizados. Utili- zou-se para o estudo um questionário, sendo aplicado em 164 prontuários de pacientes internados no CTI no período de 01 de janeiro a 28 de fevereiro de 2007. Os dados foram armazenados em banco de dados eletrôni- co, submetidos à tabulação em planilhas eletrônicas e ao tratamento estatístico. Os resultados revelaram que 13,6% dos pacientes não receberam profilaxia, a hepa-
rina não fracionada 5000 UI de 12/12 horas foi à profi- laxia mais utilizada e não foi verificada profilaxia quanto à deambulação precoce, compressão pneumáti- ca intermitente, uso de anticoagulante e trombolíticos.
Conclui-se que o presente estudo mostrou uma situação melhor em relação ao uso da profilaxia quando compa- rados com outros estudos. A enfermagem deve estar atenta aos cuidados profiláticos e principalmente na detecção precoce da doença.
IMPLEMENTAÇÃO DO MÉTODO DA RODA EM UMA UNIDADE DE INTERNAÇÃO CIRÚRGICA DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
MICHELLI CRISTINA SILVA DE ASSIS; ALDEMIR PEDRO BECKER, MARY JANE GUSMÃO, CLAUDIA DA SILVA MARQUES, MARA REGINA FERREIRA GOUVEA, FABIANA BONEMANN FEHRENBACH O método da roda tem sido descrito como uma forma horizontal de levantar os nós críticos do processo de trabalho (PT), e representa uma reconstrução dos mo- dos de fazer gestão e constituição de sujeitos com capacidade crítica de análise, intervenção e modifica- ção. Objetivos: implantar uma nova proposta de educa- ção em serviço utilizando a metodologia da roda entre a equipe de enfermagem da unidade de internação (UI) cirúrgica 8º sul. Métodos: relato de experiência das rodadas de conversa, encontros de 1 hora, com todos os trabalhadores de enfermagem da UI e outros serviços, como higienização, nutrição e administrativo. Nessas rodadas são levantados os nós críticos do PT e discuti- dos os encaminhamentos pelos próprios trabalhadores.
Contamos com apoio pedagógico da Escola Técnica de Enfermagem. Resultados: observamos que os nós críti- cos levantados motivou os trabalhadores de forma mais intensa a cumprir as combinações, à medida que repre- sentantes do grupo são responsáveis pelo encaminha- mento dos nós críticos. Por exemplo, estabeleceu-se combinações para manter a UI organizada, implemen- tou-se manter compressas e álcool 70% no quarto dos pacientes, visando a redução dos índices de infecção.
Estes representantes realizaram um fórum multidisci- plinar (setor de higienização e governança, administra- tivo, nutrição e enfermagem), integrando os turnos de trabalho do 8ºsul. O fórum permitiu o debate e resolu- ção de dúvidas sobre o descarte correto do lixo segun- do as normas da ANVISA. Conclusões: as rodadas de conversa no 8º sul foram pertinentes à medida que o próprio grupo levantou as dificuldades do seu PT e encontrou meios factíveis para sua resolução. Preten- demos dar continuidade a esse método inovador de educação em serviço, em virtude dos resultados positi- vos encontrados.
CONHECENDO O CÂNCER COLORRETAL: RE- VISÃO DE LITERATURA
DAIANE DA ROSA MONTEIRO; DAIANY BORGUETTI VALER; MARIA ISABEL PINTO COELHO GORINI