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VARIAÇÃO BIOLÓGICA DO ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO (PSA) NO PROGRAMA DE RASTREAMENTO PARA DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE PRÓSTATA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

LEONARDO VOGLINO WINKELMANN; CLEBER BRENNER; EDUARDO TERRA LUCAS; FRANCISCO BISCHOFF; JULIO ESPINEL; MARCOS DIAS FERREIRA; WALTER JOSÉ KOFF

INTRODUÇÃO: O câncer de próstata (CaP) é o câncer masculino mais freqüente e a segunda causa mais comum de morte por câncer entre os homens. A dosagem sérica do antígeno prostático específico (PSA) e o toque retal (TR) têm sido recomendados amplamente como parte dos programas de detecção precoce do CaP. OBJETIVOS: Avaliar a cinética e os parâmetros de variabilidade do PSA, assim como seu percentual de redução. METODOLOGIA: Em 6 anos, avaliaram-se 1305 pacientes do Programa de Rastreamento do Câncer de Próstata do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Destes, 181 foram estratificados de acordo com aferições, idade, PSA e aspecto ao TR. Calcularam-se os coeficientes de variabilidade percentuais e a análise de variância (ANOVA) foi utilizada na estratificação dos coeficientes de variabilidade. RESULTADOS: A média de idade foi 61,6 anos.

O TR foi suspeito em 9,8%. Na primeira aferição, 71,7% dos pacientes tiveram PSA abaixo de 2,5 ng/ml; 13,6%, entre 2,6-4 ng/ml;

10,2%, entre 4,1-10 ng/ml e 4,4%, acima de 10 ng/ml. A cinética do PSA foi avaliada em 35,9% dos pacientes que apresentaram uma segunda coleta (PSA2) e em 24,1% dos que apresentavam uma terceira coleta (PSA3). Houve redução no intervalo PSA1- PSA2 em 64,6% dos pacientes e aumento em 63,5% dos pacientes no intervalo PSA2-PSA3. A análise de variabilidade do PSA demonstrou um coeficiente de variabilidade percentual (CVP) médio de 30,2% e mediana de 16,9% entre PSA1-PSA2. O CVP foi de 14% (PSA10ng/ml). Abaixo de 50 anos, o CVP médio foi de 14% e em maiores de 70 anos, 32%. CONCLUSÃO: Cerca de 60%

dos pacientes apresentaram redução entre 15 e 30% dos valores de PSA em uma segunda aferição. Há uma maior variabilidade do PSA quanto maior a faixa etária, o nível de PSA e a alteração no TR.

ESTENOSE URETRAL COMO CAUSA DE RETENÇÃO URINÁRIA EM PÓS-MENOPÁUSICAS

LEONARDO VOGLINO WINKELMANN; KARIN MARISE JAEGER-ANZOLCH; MARCOS MOTTIN; DIEGO BALDISSERA INTRODUÇÃO – A estenose uretral pode ser causada por diversos fatores, dentre os quais se destacam o trauma e a inflamação.

Clinicamente, se manifesta como dificuldade miccional, associada ou não à ardência e infecções urinárias. Seu diagnóstico nem sempre é lembrado, sobretudo em mulheres, cuja sintomatologia pode ser facilmente confundida com outras condições clínicas.

OBJETIVOS – Lembrar o diagnóstico, especialmente em mulheres pós-menopáusicas, seus aspectos clínicos e evolução pós- tratamento. PACIENTES E MÉTODOS – Foram analisados 5 casos de retenção urinária em mulheres pós-menopáusicas, cujo diagnóstico final foi de estenose uretral. RESULTADOS – A idade variou de 62 a 96 anos. Todas apresentaram retenção urinária durante a internação por outra situação clínica. Nenhuma havia sido submetida à manipulação uretral prévia, exceto cateterismo intermitente devido à retenção. Todas apresentavam evidências de vaginite atrófica importante. O tempo entre a menopausa e o surgimento do quadro variou entre 12 e 50 anos. Quatro referiam sintomas urinários prévios num período que variou de 4 a 40 anos. Três apresentavam infecções do trato urinário de repetição. Nenhuma utilizava terapêutica hormonal tópica ou sistêmica.

Nenhuma respondeu isoladamente ao uso de colinérgicos e alfa-bloqueadores, só obtendo micção espontânea após tratamento da estenose, que ocorreu após 6 horas a 2 dias da intervenção. Somente uma paciente, diabética, necessitou cateterismo intermitente permanente por apresentar resíduo pós-miccional elevado. CONCLUSÕES – A estenose uretral deve ser lembrada em toda mulher pós-menopáusica que desenvolve retenção urinária não responsiva ao tratamento clínico convencional. Seu tratamento costuma ser simples e a evolução muito satisfatória, na maioria das pacientes.

PAPILOMAVÍRUS HUMANO DO TRATO URINÁRIO EM MULHERES COMO PRIMEIRO SINAL DA INFECÇÃO LEONARDO VOGLINO WINKELMANN; KARIN MARISE JAEGER ANZOLCH; MARCOS MOTTIN; DIEGO BALDISSERA

INTRODUÇÃO – O Papilomavírus Humano (HPV) causa uma infecção altamente prevalente na população sexualmente ativa, cujo sítio mais comum é o aparelho reprodutor. O aparelho urinário pode ser acometido, mas usualmente ocorre por contaminação secundária. OBJETIVOS – Lembrar o diagnóstico e aspectos clínicos e terapêuticos relacionados ao acometimento do trato urinário, relatando 7 casos em que o diagnóstico de HPV ocorreu somente após investigação urológica, tendo sido insuspeitos ao exame ginecológico de rotina. PACIENTES E MÉTODOS – Sete mulheres com diagnóstico de HPV do trato urinário, sem história da doença genital, foram analisadas retrospectivamente. Todas tinham realizado exames ginecológicos com intervalos não superiores há 12 meses. Os diagnósticos foram realizados por cistoscopia com biópsias da bexiga e uretra, onde o anátomo- patológico inferiu infecção por HPV (coilocitose, papilomatose, acantose e hiperceratose). Duas pacientes apresentaram comprometimento vesical e uretral. Houve confirmação por captura híbrida em 5 destas pacientes, sendo 3 do tipo II, 1 do tipo I e 1 dos tipos I e II. RESULTADOS – A idade variou de 24 a 47 anos. Das 7 paciente tratadas, 4 apresentaram sintomas urinários com uroculturas negativas e 5 apresentavam microhematúria. Três destas pacientes apresentaram lesões vulvares (papilomatose e/ou lesões condilomatosas). Todas foram tratadas com cauterização ou exérese das lesões com ou sem adição de Imiquimod ou Podofilotoxina. Das 7 pacientes, 4 apresentaram remissão total. CONCLUSÃO – O HPV urinário, embora infreqüente, deve ser lembrado em toda a mulher com vida sexual ativa, sobretudo naquelas com sintomas urinários e uroculturas negativas e/ou microhematúria, mesmo quando exames ginecológicos prévios não tenham sido diagnósticos.

SLINGS SINTÉTICOS TRANS-OBTURADORES PARA TRATAMENTO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA FEMININA

LEONARDO VOGLINO WINKELMANN; KARIN MARISE JAEGER ANZOLCH; CARLOS DANIEL DE OLIVEIRA JAEGER;

ALEXANDRE GORZIZA; MARCOS MOTTIN; DIEGO BALDISSERA

INTRODUÇÃO: A incontinência urinária é uma doença de alta prevalência no sexo feminino e é causa reconhecida de baixa qualidade de vida. O tipo mais comum, o de esforço, quando moderado ou grave, geralmente requer tratamento cirúrgico. Os slings sintéticos têm tornado-se uma alternativa atraente por serem de rápida execução e com incisões mínimas. Recentemente, a abordagem trans-obturadora tem sido referida como uma técnica com menores índices de complicações e excelentes resultados.

OBJETIVO: Relatar a experiência inicial com o uso de dois tipos de slings sintéticos trans-obturadores. MATERIAL E MÉTODOS:

16 mulheres com diagnóstico de incontinência urinária de graus moderado ou grave foram tratadas com slings trans-obturadores dos tipos Monarc (AMS) ou Safyre (Promedom) e foram acompanhadas por um período que variou de 4 a 27 meses.

RESULTADOS: Entre as 16 pacientes operadas, 12 apresentaram cura da incontinência, sem novos episódios, e as outras quatro melhoraram significativamente, apresentando mínimo gotejamento aos grandes esforços. O tempo médio de hospitalização foi de 24 horas. Uma paciente apresentou erosão da mucosa vaginal no pós-operatório, necessitando ressecção de pequeno segmento da tela extrusa três meses depois, o que não interferiu na continência posterior. Em nossa casuística, não houve caso de lesão de órgãos ou estruturas adjacentes. CONCLUSÕES: O sling sintético trans-obturador é uma técnica rápida, aparentemente segura e minimamente invasiva, com resultados muito satisfatórios a curto e médio prazo. Um tempo maior de seguimento será importante na avaliação da sua eficácia a longo prazo. Uma possível diferença entre as duas marcas de Slings será avaliada quando houver um número maior de pacientes operados.

VARIABILIDADE DO ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO EM INTERVALO DE 30 DIAS: A CINÉTICA É COMPARÁVEL AOS INTERVALOS ANUAIS?

LEONARDO VOGLINO WINKELMANN; LUCAS BURTTET; GUILHERME RIBEIRO; PEDRO PICCININI; ALEXANDRE LEAL;

JULIO ESPINEL; MARCOS DIAS FERREIRA; WALTER JOSÉ KOFF

INTRODUÇÃO – Sabe-se que mais de 60% dos pacientes apresentam redução entre 15 e 30% dos valores de antígeno prostático específico (PSA) em uma segunda aferição dentro de um intervalo anual de aferição em programas de detecção precoce de câncer prostático (CaP). OBJETIVOS – Verificar a variabilidade do PSA em intervalo de 30 dias e identificar se as variações em intervalos curtos são comparáveis àquelas observadas em intervalos anuais. METODOLOGIA – Foi conduzido estudo prospectivo com 481 pacientes rastreados durante um programa anual de detecção precoce de CaP. Destes, 86 foram submetidos a duas coletas de PSA com intervalo de 30 dias e estratificados por faixas de idade, faixas de PSA e aspecto ao exame digital retal da próstata.

Foram calculados os coeficientes de variabilidade percentuais. A análise de variância (ANOVA) foi utilizada quando os coeficientes de variabilidade foram estratificados. RESULTADOS – A média de idade foi de 67 anos, sendo que aproximadamente 28%

apresentavam toque retal suspeito. Houve redução do PSA em 21% dos pacientes, porém não foi estatisticamente significativa. A análise de variabilidade do PSA demonstrou um coeficiente de variabilidade percentual (CVP) médio de 21% com uma mediana de 13% entre o primeiro (PSA1) e o segundo PSA (PSA2). Quando PSA10ng/ml, a média alcançou até 28%. Quando a idade foi menor que 60 anos, a mediana do CVP foi de 7%; quando maior que 70 anos: 14%. CONCLUSÃO – Há uma maior variabilidade do PSA quanto maior a faixa de PSA, mas não nos pacientes com toque retal suspeito ou com maior faixa etária. As variações

obtidas não são comparáveis àquelas do intervalo anual descritas na literatura. A obtenção de nova dosagem de PSA em intervalo de 30 dias não demonstrou ser útil na decisão de biópsia prostática.

ASSOCIAÇÃO DA PORCENTAGEM LIVRE DO ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO COM O DIAGNÓSTICO DE CÂNCER DE PRÓSTATA EM PROGRAMA DE RASTREAMENTO DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

ALEXANDRE LEAL; LEONARDO WINKELMANN; LUCAS MEDEIROS BURTTET; GUILHERME RIBEIRO; PEDRO PICCININI;

JULIO ESPINEL; MARCOS DIAS FERREIRA; WALTER JOSÉ KOFF

INTRODUÇÃO: Vários estudos mostram associação entre a baixa porcentagem de PSA livre (%PSAL) e o diagnóstico de Câncer de Próstata (CaP). Há poucos estudos brasileiros avaliando a magnitude dessa associação na população local. A identificação de um ponto de corte da %PSAL com boa acurácia para diagnóstico de CaP auxiliaria na decisão de quando realizar biópsia prostática. OBJETIVOS: Verificar a associação entre a %PSAL e o diagnóstico de CaP e definir o melhor ponto de corte de %PSAL para predizer CaP na nossa população. METODOLOGIA: Estudo retrospectivo em 757 pacientes rastreados durante um programa de detecção de CaP e submetidos a coleta de PSA livre e total (PSAT), sendo que 48 foram biopsiados. Foram calculadas medidas de associação e feita análise de desempenho para o cálculo dos valores preditivos. O melhor valor de ponto de corte de PSAT e

%PSAL foi obtido a partir da curva ROC. RESULTADOS: A média de idade na amostra foi de 67 anos. Conforme esperado, houve associação de baixa %PSAL com diagnóstico de CaP e o melhor valor de ponto de corte a partir da curva ROC foi 0,2. De acordo com este ponto de corte, observou-se, para %PSAL como método de detecção de CaP, sensibilidade (S) 91,7%, especificidade (E) 52,8%, valor preditivo positivo (VPP) 39,3%, valor preditivo negativo (VPN) 95%, e acurácia (A) 62,5%. Para PSAT, usando como melhor ponto de corte 4,5ng/dL, observamos S 91%, E 56%, VPP 40,7%, VPN 95,2% e A 64,6%.CONCLUSÃO: Há uma associação inversa entre a %PSAL e o diagnóstico de CaP. A %PSAL pode ajudar na decisão de quando realizar a biópsia prostática, especialmente quando for menor que 0,2. Entretanto, é necessário estudarmos um número maior de pacientes para que seja possível demonstrar vantagem da %PSAL sobre o PSAT como método de rastreamento de CaP.

O USO DE BIÓPSIAS SEXTANTES ESTENDIDAS E O AUMENTO DA CONCORDÂNCIA ENTRE BIÓPSIA E ANATOMOPATOLÓGICO EM CÂNCER DE PRÓSTATA.

DIEGO BALDISSERA ; WILTON CÉSAR ECKERT; ALEXANDRE GORZIZA; GUILHERME RIBEIRO; GUSTAVO MORELLATO;

WALTER JOSÉ KOFF

INTRODUÇÃO: Segundo a literatura, de 24 a 36% das neoplasias prostáticas não são diagnosticadas numa biópsia sextante. Com isso necessita-se de novas biópsias para o diagnóstico tumoral. OBJETIVOS: Avaliar se o uso de biópsias sextantes estendidas melhorou a concordância entre os escores de Gleason da biópsia prostática e anatomopatológico da peça cirúrgica.

METODOLOGIA: Revisou-se 568 prontuários de pacientes submetidos, no HCPA, à prostatovesiculectomia entre janeiro de 1995 até julho de 2005. A estatística foi feita pelo software SPSS Versão 11.0. As estimativos foram calculadas por curvas ROC.

RESULTADOS: Houve significância estatística para primeira biópsia já positiva e bilateralidade como fatores relacionados com maior probabilidade de neoplasia não confinada à próstata (Χ²= 5,24 e P = 0,02) e (Χ² = 10,4 e P=0,003), respectivamente.

Conflitantemente com o uso de biópsias sextantes estendidas, a partir de 2001, aumentou a chance amostral na primeira biópsia conseguindo diagnosticar tumores menores já na primeira biópsia. Já a taxa de detecção de neoplasia amostrando a zona periférica lateral em pacientes com biópsias estendidas chegou até 40%. Isso parece ser um fator importante na amostra, pois a partir de 2001, o percentual de doenças confinadas ao órgão diagnosticado na primeira biópsia aumentou de maneira significativa mostrando que a biópsia sextante estendida melhorou o desempenho diagnóstico por biópsia e que pode ter havido uma migração de estágio neste período. CONCLUSÃO: Com os resultados do estudo, acredita-se que após 2001 com a adaptação da classificação de Gleason e biópsias sextantes estendidas, gerou-se resultados mais confiáveis nas biópsias, aumentando, assim, a concordância entre os escores de Gleason da biópsia e da cirurgia.

ESTENOSE URETERAL SECUNDÁRIA À ALCOOLIZAÇÃO DO PLEXO HIPOGÁSTRICO EM PACIENTE COM CISTITE INTERSTICIAL

DIEGO BALDISSERA ; ALBERTO DA COSTA STEIN; MARCOS ANDRÉ SONAGLI; LEONARDO VOGLINO WINKELMANN;

WILTON CÉSAR ECKERT; WALTER JOSÉ KOFF

INTRODUÇÃO: A cistite é uma doença incurável de etiologia desconhecida, porém existem inúmeras formas de tratá-la.

Complicações danosas e irreversíveis podem ocorrer após determinados tratamentos. OBJETIVO: Avaliar a indicação de alcoolização do plexo hipogástrico (APH) para tratamento de cistite intersticial, não responsiva ao tratamento padrão, e estimar a freqüência de complicações desse procedimento. METODOLOGIA: A partir do relato de um caso de estenose de ureter secundário a APH para tratamento de cistite intersticial não responsiva a tratamento convencional, revisou-se a literatura médica.

RESULTADOS: A cistite intersticial, assim como outras causas de dor pélvica crônica, poderia bloquear as vias sensitivas que partem das vísceras pélvicas. Uma técnica descrita no final do século XIX previa a secção cirúrgica de fibras do plexo hipogástrico (PH) para tratamento da dispareunia. A técnica de alcoolização consiste em destruição da via sensitiva pélvica através da instilação de solução alcoólica hipertônica. Possui importantes complicações imediatas, tais como: comprometimento dos vasos sacrais médios, da veia cava inferior, dos ramos pélvicos da aorta abdominal e do ureter. Com o avanço da medicina e o advento de tratamentos farmacológicos, esta forma de tratamento, nos anos noventa, foi desconsiderada. Atualmente, alguns poucos autores defendem técnicas de secção do PH por laparoscopia pré-sacral. CONCLUSÃO: Existem diferentes formas de tratar a cistite intersticial. O tratamento cirúrgico é considerado em casos não responsivos às demais formas, já que apresenta importante limitação funcional. Temos, ainda, técnicas cirúrgicas com bons resultados e baixos índices de complicações. Contudo, a APH é uma forma de tratar casos graves de cistite intersticial.

PIELOPLASTIA LAPAROSCÓPICA: PADRÃO OURO NO TRATAMENTO DE OBSTRUÇÕES DA JUNÇÃO URETEROPÉLVICA?

DIEGO BALDISSERA ; GUILHERME AUGUSTO STORER; ALBERTO DA COSTA STEIN; BERNARDO DA SILVA MOREIRA;

WILTON CÉSAR ECKERT; WALTER JOSÉ KOFF

INTRODUÇÃO: Sabe-se que técnicas minimamente invasivas são preferíveis em procedimentos cirúrgicos. Essa classe de procedimento está ocupando o lugar das clássicas “cirurgias abertas”. O treinamento do cirurgião e sua experiência são os mais influentes fatores de escolha entre pieloplastia aberta e laparoscópica. OBJETIVO: Este estudo visa à avaliação da indicação da pieloplastia laparoscópica (PL) como tratamento de primeira linha em pacientes com obstrução da junção ureteropélvica (OJUP).

METODOLOGIA: Utilizou-se de ferramentas de busca especializada na internet (PubMed e PeriodicosCapes) para revisão da literatura. RESULTADOS: Em pacientes com endopielotomia falha no passado há uma performance positiva em torno de 90% da PL em OJUP. Observou-se que a PL possui menores morbimortalidade, taxa de complicações no peri-operatório, índice de sangramento trans-operatório, tempo de hospitalização e necessidade analgésica pós-operatória. Alguns ensaios mostram equivalência de tempo operatório com procedimento aberto. A demosntração de vasos cruzantes é um importante fator de determinação do curso e manejo das OJUP. Há melhor beneficio pela PL quando possuir altos graus de hidronefrose associado à OJUP no momento do diagnóstico. Em casos de calculose renal associada a OJUP está indicada a realização de pielolitotomia simultânea à pieloplastia, com resultados convincentes da associação. Igualmente, em tumor de adrenal em conjunto a OJUP o procedimento laparoscópico pode ser aventado para a correção simultânea dos dois complicantes. CONCLUSÃO: Com os dados obtidos, pode-se inferir, seguramente, na pieloplastia laparoscópica podendo ser considerada o “PADRÃO OURO” na abordagem e tratamento das obstruções da junção ureteropélvica

BUSCA DAS CAUSAS DE MICROHEMATÚRIA PERSISTENTE APÓS INVESTIGAÇÃO INICIAL PADRÃO

DIEGO BALDISSERA ; ALBERTO DA COSTA STEIN; BERNARDO DA SILVA MOREIRA; WILTON CÉSAR ECKERT; JOEY EDINHO WEBERS; WALTER JOSÉ KOFF

INTRODUÇÃO: A definição de hematúria é presença de 3 ou mais hemácias na análise sedimentoscópica urinária em duas ou mais amostras de urina. Usualmente, a hematúria microscópica é um achado acidental de uma rotina de exames OBJETIVO:

Revisar as últimas recomendações publicadas na literatura internacional a respeito da investigação de hematúria microscópica assintomática por exames de imagem. METODOLOGIA: Revisão da literatura especializada, como PubMed e Periódicos Capes.

RESULTADOS: Segundo a revisão inicia-se a investigação com um minucioso exame físico e anamnese. Após identificação de possíveis fatores etiológicos exames de imagem tornam-se necessários. Protocolos de investigação antigos recomendam iniciar a investigação com ultrassom (US) abdominal associado à cistoscopia (CC). A CC é um bom exame para avaliar lesão vesical. O US é eficaz em identificar massas císticas, mas menos sensível para massas sólidas < 3cm. Advoga-se, usar exames mais sofisticados em casos persistentes sem definição de causa. Como a Urografia Intravenosa (UIV), porém com limitada sensibilidade na detecção de massas renais < 3cm e não distinguir entre massas sólidas e cistos. A Tomografia Computadorizada helicoidal (TCH) ganha espaço como exame ótimo na detecção e caracterização de massas sólidas, além de cálculos renais e infecções renais e peri-renais. A sensibilidade da TCH é de 94-98% no diagnóstico de cálculos urinários, comparado com 52-59% da UIV e 19% para US. Diversos trabalhos têm demonstrado nos últimos anos a alta sensibilidade e especifidade da TCH para causas de hemetúria. CONCLUSÃO: A TCH e a UIV mostram ser exames importantes na investigação de hematúria persistente após investigação inicial padrão. Além de ter relativo baixo custo, técnica simples e mínimas co-morbidades

REDUÇÃO ESPONTÂNEA SIGNIFICATIVA DO ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO: É RELEVANTE CLINICAMENTE NA DECISÃO DE NÃO INDICAR BIÓPSIA?

EDUARDO TERRA LUCAS; CLEBER BRENNER; LEONARDO WINKELMANN; JULIO DE OLIVEIRA ESPINEL; TIAGO FERREIRA VIEGAS; WALTER JÓSE KOFF

INTRODUÇÃO: OS programas de detecção precoce do CaP se sustentam essencialmente na dosagem do PSA em combinação com o toque retal (TR). O PSA é um marcador sérico não específico de câncer, ou seja, ele pode apresentar-se elevado em outras doenças prostáticas, como observado em até 75% dos pacientes indicados para biópsia trans-retal da próstata. Neste estudo, avaliamos qual a validade de se repetir a dosagem de PSA em pacientes que retornam à consulta com um PSA previamente elevado. OBJETIVO: Determinar qual a relevância clínica da redução do PSA e sua utilidade como método de aumento da especificidade da utilização do PSA. MATERIAL E MÉTODOS: Foram analisados retrospectivamente os dados referentes ao comportamento cinético do PSA em um grupo de 39 pacientes com PSA>4,0 ng/ml na primeira de duas aferições em um programa anual de rastreamento. Foram verificados o percentual de redução do PSA e o resultado da biópsia prostática após a segunda aferição. Foram aplicadas as análises comparativas de variabilidade, com uso do coeficiente de variabilidade percentual (CVP), e avaliadas as medidas de desempenho deste método como teste diagnóstico. RESULTADOS: Houve redução significativa do PSA em 30,8% dos pacientes, com o CVP indicando redução do PSA próximo de 15%. Naqueles em que houve redução, o CaP foi encontrado em 25% enquanto nos que não reduziram: em 25,9% (p=0,951). Na avaliação das medidas de desempenho do teste de PSA, considerando a análise da redução espontânea, observou-se uma sensibilidade de 70%, especificidade de 31%, alto valor preditivo negativo (75%), baixo valor preditivo positivo (25,9%) e baixa acurácia (41%). CONCLUSÃO: A possível redução espontânea significativa de um PSA que se apresente inicialmente elevado não torna o valor desta segunda aferição clinicamente relevante como método de aumento da especificidade do PSA.

O \"PARADOXO\" DA TESTOSTERONA: HÁ EVIDÊNCIAS DE CORRELAÇÃO INVERSA COM O ANTÍGENO PROSTÁTICO ESPECÍFICO E CÂNCER DE PRÓSTATA EM PROGRAMAS DE RASTREAMENTO?

LUCAS MEDEIROS BURTTET; LEONARDO WINKELMANN; GUILHERME RIBEIRO; PEDRO PICCININI; ALEXANDRE LEAL;

JULIO ESPINEL; MARCOS DIAS FERREIRA; WALTER JOSÉ KOFF

Introdução: Estudos sugerem que possa existir uma relação inversa entre níveis séricos de testosterona total (TT) e de antígeno prostático específico (PSA). A associação poderia ser um fator de risco adicional para o Câncer de Próstata (CaP) em pacientes com níveis androgênicos baixos. A existência e o significado clínico do paradoxo são controversos na literatura. Objetivos: Verificar qual a associação entre os níveis de PSA e de TT em pacientes rastreados para CaP assim como identificar se há alguma associação com o desfecho anátomo-patológico ou capacidade preditiva na detecção da doença. Metodologia: Estudo