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ESTRATIFICAÇÃO DO INDICE DE MASSA CORPORAL QUANTO AO GÊNERO EM PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA ANDRÉ TOMAZI BRIDI; BIANCA FONTANA; LUIZ CARLOS PORCELLO MARRONE; ELSON ROMEU FARIAS; RAFAEL SABIN GIL; ANDERSON BANDEIRA

Introdução: O índice de massa corporal (IMC) é um preditor de risco para doenças cardiovasculares. Os valores considerados normais são 20.0-24.99 para ambos os sexos. Valores de 25.0-29.9 são considerados sobrepeso, e valores maiores ou iguais a 30.0 são considerados obesidade. Valores inferiores a 20.0 são considerados desnutrição. Objetivo: Verificar se os praticantes de atividade física em academia de ginástica possuem IMC dentro da faixa de normalidade. Material e Métodos: Foi realizado estudo transversal em que foram estudadas fichas de registro de 248 praticantes de atividade física de uma academia de ginástica de Porto Alegre. O IMC foi estratificado conforme o gênero. Utilizou-se o programa Epi-info2002. Resultados: De 248 praticantes de atividade física, 145(58.5%) eram do sexo feminino e 103(41.5%) do sexo masculino. Das mulheres, 20(13,8%) tiveram IMC menor que 20; em 95(65.6%) o IMC ficou entre 20 e 24.9; em 24(16.5%) o IMC ficou entre 25 e 29.9 e 6(4.1%) tiveram IMC acima de 30.

Nos homens, nenhum teve IMC inferior a 20; em 46(44.6%) o IMC esteve entre 20 e 24.9; 49(47.6%) tiveram IMC entre 25 e 29.9 e 8(7.8%) apresentaram IMC acima de 30. Conclusão: Entre os praticantes de atividade física, a maioria das mulheres apresentou um IMC dentro da normalidade, enquanto que entre os homens, a maioria apresentou IMC na faixa de sobrepeso.

AVC ISQUÊMICO EM HOMEM DE 42 ANOS SEM COMORBIDADES CLÍNICAS: RELATO DE CASO

ANA CAROLINA PEÇANHA ANTONIO; BRUNA KÖCHE; ANELISE RITTER; ROBERTA FRANZ; ANDREA HEINEN; JULIANA PASSAGLIA; CIBELE DA SILVA; SILVANA DAL PONTE; DENISE MANICA; JOSÉ LUIZ MÖLLER FLORES SOARES

Introdução: Pacientes jovens (15 a 45 anos) perfazem 4 a 12% dos AVCs isquêmicos em centros terciários e cerca de 40% dos casos permanecem sem etiologia definida apesar de extensa investigação. Objetivo: Relatar caso clínico de AVC aparentemente criptogênico em paciente masculino de 42 anos. História Clínica: Paciente masculino, 42 anos, trabalhador braçal, previamente hígido, compareceu ao serviço de emergência referindo amaurose bilateral súbita associada a cefaléia frontoparietal de forte intensidade, com início abrupto e 2 dias de evolução. Apresentava exame físico e neurológico inalterado, afebril, normotenso, perfil glicolipídico sem particularidades; negava tabagismo. Séries sangüíneas e VSG sem alterações. TC de crânio sem contraste descartou foco hemorrágico, mostrando múltiplas lesões hipodensas em região occipital. Ecocardiografia transesofágica demonstrou forâmen oval patente (FOP) com aneurisma de septo atrial (ASA) e ecodoppler de carótidas sugeriu resistência importante ao fluxo na artéria vertebral direita. Angiorressonância magnética cranioencefálica confirmou a suspeita de dissecção de artéria vertebral esquerda. Foi iniciada anticoagulação oral com varfarina e paciente recebe alta apresentando moderada distorção visual em hemicampo inferior bilateralmente, sem outros sinais focais, com plano de repetição de exame de imagem em 3-6 meses para verificação de patência arterial. Discussão: O diagnóstico de dissecção arterial em jovens apresentando sintomas cerebrais isquêmicos requer alto nível de suspeição clínica, especialmente quando o evento cursa com dor. Sua incidência tem aumentado em função da disponibilidade de exames acurados e pouco invasivos. A literatura não é conclusiva quanto às suas causas. Existe associação discutível entre AVC criptogênico em jovens e FOP e ASA, cujo manejo clínico também se baseia em anticoagulação.

Em aproximadamente 75% dos casos há boa recuperação funcional após a dissecção, com taxa de recorrência de 1% ao ano.

O HIPERPARATIREOIDISMO SECUNDÁRIO ESTÁ ASSOCIADO A UM AUMENTO DE MORTALIDADE EM PACIENTES RESIDENTES EM INSTITUIÇÕES GERIÁTRICAS EM PORTO ALEGRE.

MELISSA ORLANDIN PREMAOR; ROSANA SCALCO; MARÍLIA DA SILVA; CÉSAR LUIZ GONÇALVES DIOGO; PEDRO EDUARDO FROEHLICH; TANIA WEBER FURLANETTO

Nas últimas décadas houve um aumento da expectativa de vida no Brasil, gerando um crescimento na população de idosos institucionalizados, portadores de múltiplas doenças, dentre elas insuficiência renal crônica, hipovitaminose D e hiperparatireoidismo. O hiperaratireoidismo quer seja primário ou secundário, já foi descrito como um fator associado à mortalidade em idosos institucionalizados em outros países. O objetivo de nosso estudo é avaliar a associação entre hiperparatireoidismo primário ou secundário com a mortalidade total em pacientes idosos institucionalizados em nosso meio. Nós avaliamos 102 moradores de duas instituições geriátricas de Porto Alegre entre dezembro de 2005 a abril de 2006. Neste período 10 residentes faleceram. A idade média dos participantes do estudo foi 77,8 ± 9 anos, 59,4 % eram do sexo feminino e 57, 8% apresentavam hiperparatireoidismo, sendo que destes 0,98 foram diagnosticados como hiperparatireoidismo primário. Os pacientes com hiperparatireoidismo apresentaram um risco relativo de 2,7 (1,1-5,8) p=0,016 para mortalidade de qualquer causa independente da função renal, idade, sexo e imobilização. Embora exista uma forte associação entre aumento do hormônio da paratireóide e aumento da mortalidade em um curto período de tempo, faz-se necessário o desenvolvimento de mais estudos para o melhor entendimento dos mecanismos implicados neste fenômeno.

EFETIVIDADE DA VACINA CONTRA INFLUENZA EM IDOSOS EM PORTO ALEGRE NO ANO DE 2004

WELLINGTON CÉSAR DE SOUZA; LUISE PRASS; MILENA P. ABEGG; MINIRANA B. GOMES; HONÓRIO S. MENEZES Introdução: A influenza em idosos está associada com aumento de morbimortalidade, representada por pneumonia, hospitalização e morte. Mudanças climáticas, umidade e estilo de vida são fatores associados à ocorrência de influenza. Objetivos: Investigar a efetividade da vacina contra influenza em idosos vacinados/não vacinados comparando a ocorrência de gripe, hospitalização por doença respiratória, cardiovascular, isquemia, descompensação metabólica, e/ou morte. Materiais e Métodos: O estudo foi uma coorte prospectiva, com a coleta dos dados de 6 meses após a vacinação. A análise estatística foi realizada através do teste qui- quadrado e do teste exato de Fischer, com significância de 0,05. Foram analisados 291 idosos, onde 204 foram vacinados contra a gripe de abril de 2004, na Unidade de Saúde Jardim Leopoldina em Porto Alegre. Os episódios de gripe foram caracterizados clinicamente. Resultados: Dos 291 sujeitos com 60 anos ou mais foram vacinados 205 (70,4%). O acompanhamento dos mesmos mostrou efeito protetor da vacina contra gripe em 80% (p=0,0001) e 90% (p=0,001) contra hospitalização quando comparados com os idosos não vacinados. Conclusões: A vacinação contra influenza reduziu o risco de gripe e hospitalização. Este estudo reafirma os benefícios da vacina contra influenza aplicada em idosos e a necessidade de manter a vacinação anual em idosos.

ANÁLISE DA ASSOCIAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA E DA PRESSÃO ARTERIAL DIASTÓLICA COM A MORTALIDADE EM IDOSOS LONGEVOS ¿ UM ESTUDO DE COORTE COM SEGUIMENTO DE 6 (SEIS) ANOS

MARIA HELENA WERLE; FLÁVIO D. FUCHS, EMÍLIO H. MORIGUCHI

No Rio Grande do Sul a transição demográfica começou mais cedo em relação aos demais estados brasileiros e tornou-se mais evidente nas últimas décadas, caracterizando-se pelo rápido aumento absoluto e relativo das populações adulta e idosa. A principal causa de morte no Rio Grande do Sul é o infarto agudo do miocárdio. Em segundo lugar aparecem as doenças cerebrovasculares seguidas das doenças crônicas das vias aéreas inferiores e das demais doenças cardíacas. Uma vez que Veranópolis apresenta uma expectativa de vida média de 75,6, superior à regional e à nacional, o estudo de sua população poderia proporcionar importantes informações relacionadas à longevidade.Novos fatores de risco para aterosclerose têm recentemente sido propostos com o objetivo de comparar o valor preditivo de biomarcadores lipídicos e não lipídicos no desenvolvimento de doença arterial periférica sintomática em adultos de 40 a 84 anos. As Doenças Cérebro Vasculares (DCVs) são responsáveis por um terço de todas as mortes no planeta levando a um aumento na proporção mundial de doenças. Com o objetivo de realizar importantes reduções das DCVs, a combinação de estratégias baseadas na população e em alto-risco são necessárias. Analisar a associação entre fatores de risco cardiovascular e mortalidade em idosos longevos (idade ≥ 80 anos), após 6 (seis) anos de seguimento.Trata-se de um estudo de coorte, em que serão avaliadas a pressão arterial, intensidade da atividade física, sexo, idade, variáveis antropométricas, perfil lipídico, fatores do estilo de vida, associação entre co-morbidades e morbidades cardiovasculares prévias na linha de base (fatores em estudo) e a mortalidade (desfecho clínico). O projeto está em andamento e os dados estão sendo coletados, não existindo resultados até o presente momento.

ESTUDO PRELIMINAR DE DEMANDA DO AMBULATÓRIO DE DOENÇAS DO TRABALHO DO HCPA

EDER GASSEN; DAMÁSIO MACEDO TRINDADE; DVORA JOVELEVITHS; ÁLVARO ROBERTO CRESPO MERLO; ROBSON MARTINS PEREIRA; MARIA CARLOTA BORBA BRUM; CARLOS NUNES TIETBOHEL FILHO; TIAGO FARRET GEMELLI Introdução: O HCPA possui um dos poucos ambulatórios de Medicina do Trabalho especializados no atendimento de Doenças Ocupacionais e Profissionais no estado. Este ambulatório atende e realiza a investigação, tratamento e acompanhamento de pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde. Objetivos: Com o intuito de melhor conhecer os pacientes encaminhados pelas Unidades Básicas de Sáude e Interconsultas para esse ambulatório e poder aperfeiçoar ainda mais o atendimento aos mesmos, foi realizado um estudo da demanda de usuários. Materiais e Métodos: Foi realizado um estudo transversal das características dos pacientes atendidos em todas as Primeiras Consultas e Interconsultas, através de questionário preenchido pelo médico assistente, abrangendo 5 meses no período de 21/02/2006 à 13/07/2006. Resultados e Conclusão: Foram realizadas 185 consultas no período, com o seguinte perfil: cerca de 41% dos pacientes eram procedentes da cidade de Porto Alegre, o sexo mais prevalente foi o feminino (63%), 71% dos pacientes possuíam 1º grau completo ou grau de instrução inferior, 51% dos pacientes tinham vínculo empregatício e destes, cerca de 77% eram trabalhadores de indústrias manufatureiras, o grupo mais freqüente de diagnósticos foi de patologias osteomusculares (65%), e

PREVALÊNCIA DE INFECÇÕES POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS EM PACIENTES INTERNADOS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

LARISSA GUSSATSCHENKO; LISIANE VIEIRA DOS SANTOS; KARINA AMADORI STRONSCHEIN; CÁSSIA NESPOLO Introdução: O ambiente hospitalar tem íntima relação com a ocorrência de infecções bacterianas, por proporcionar focos de contato e de transmissão destes agentes. Uma das maiores preocupações com pacientes internados e infectados é o risco da disseminação de microorganismos resistentes aos medicamentos antimicrobianos. Objetivos: Este trabalho teve por objetivo levantar dados sobre a prevalência de Staphylococcus aureus e fomentar considerações sobre as ações de prevenção e controle de infecção hospitalar, visando embasar essa reflexão com informações representativas da realidade atual. Materiais e Métodos:

Este estudo utilizou o banco de dados do Setor de Controle de Infecções (SIC) de um grande hospital privado na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Resultados e Conclusões: O SIC da Instituição registrou no ano de 2005 um percentual de 25%

de pacientes acometidos por infecção hospitalar devido ao Staphylococcus aureus, dentre todos os casos registrados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A alta prevalência encontrada faz com que o conhecimento sobre este agente patogênico seja fundamental para o controle de alguns fatores de risco no ambiente hospitalar, direcionando as ações relacionadas especialmente neste local onde a pré-disposição a microorganismos resistentes aparece como ponto vital na redução dos índices de morbidade e mortalidade dos pacientes na UTI. Constatamos a necessidade de aprimorar a forma com que os dados são coletados na Instituição, remetendo à necessidade de outras pesquisas para padronização da metodologia, evitando que haja imprecisão nos dados fornecidos. O registro e acompanhamento da prevalência e da resistência microbianas poderão ser utilizados para dimensionar e consolidar o trabalho do SIC.

SEGUIMENTO DOS PACIENTES TRATADOS NO CENTRO DE DISLIPIDEMIA E ALTO RISCO DO HCPA: MELHORA DO PERFIL LIPÍDICO COMBINADA A ATENDIMENTO ESPECIALIZADO E FACILIDADE DE ACESSO À MEDICAÇÃO

TAIANE LUZ DA SILVEIRA; ADRIANA TAVARES STÜRMER; BIANCA GUBIANI FERREIRA; ELIAS DAL MORO MAITO; DANIEL FITERMAN MOLINARI; ANDRY FITERMAN COSTA; PAULO DORNELES PICON

Em 2004, foi implantado no HCPA o Centro de Dislipidemia e Alto Risco (CDA) vinculado à Secretaria Estadual da Saúde/RS. O CDA objetiva a adequação do tratamento de pacientes dislipidêmicos através da implementação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde para dislipidemia. A avaliação consiste de anamnese e exame físico completos e exames complementares, que são registrados em ficha clínica específica. Para os pacientes que preenchem os critérios do Protocolo do MS são abertos processos de solicitação de medicamentos hipolipemiantes e encaminhados para a SES para sua dispensação.

De dezembro de 2004 a junho de 2006 foram atendidos 165 pacientes com o seguinte perfil: 60% recebiam até 3 salários mínimos;

52,7% já estavam em uso de hipolipemiantes; 78,2% eram hipertensos; 39,4% eram diabéticos; 38,2% eram cardiopatas isquêmicos. O perfil lipídico (média / desvio padrão) apresentado na primeira avaliação laboratorial foi: colesterol total (234,8 / 57,0); HDL (49,0 / 12,7); triglicerídeos (272,0 / 468,6); LDL (139,4 / 47,1). Comparando os valores basais com os finais encontramos as seguintes diferenças: (diferença / IC 95%): colesterol total (29,5 / 18,8 a 40,3); HDL (-3,5 / -4,9 a -2,1);

triglicerídeos (55,4 / 24,2 a 86,6); LDL (20,4 / 10,3 a 30,5). No presente momento, 38% dos pacientes estão recebendo o medicamento pela SES. Os resultados demonstram que o atendimento especializado associado a aumento de acesso à medicação leva a melhora no perfil lipídico, embora, ainda não se tenha atingido os valores alvos para população estudada.

ANÁLISE COLABORATIVA DA RESPOSTA DO HIV AO TRATAMENTO ANTI-RETROVIRAL POTENTE (TARV) EM PAÍSES DE MÉDIA E BAIXA RENDA

LEONARDO DA SILVA MARQUES; JULIANA FERNANDEZ FERNANDES, MONICA BAUMGARDT BAY, EDUARDO SPRINZ, MARCELO JEFFMAN

Introdução: Ao contrário dos países industrializados, existe pouca informação sobre a resposta ao tratamento da infecção pelo HIV nos países em desenvolvimento. O objetivo deste estudo é avaliar a influência da terapia anti-retroviral (TARV) nesta população e seus potenciais benefícios. Objetivos: comparar os desfechos mortalidade e marcadores de doença entre os países de cenário desfavorável e os países ricos. Materiais e métodos: Pacientes em acompanhamento no ambulatório de HIV/AIDS do HCPA são inseridos na Coorte SOBRHIV. Para este estudo, foram incluídos indivíduos que iniciaram TARV e estudados desfechos de mortalidade e marcadores da doença tais como contagem de linfócitos CD4 e carga viral do HIV. Este projeto é uma extensão do ART – CC (Antiretroviral Therapy Cohort Collaboration), desenvolvido nos países de alta renda e recebe o nome de ART – LINC (Antiretroviral Therapy in Low Income Countries). Resultados: Nosso centro incluiu 496 indivíduos de um total de 4810 do estudo na fase inicial. Quando comparado aos países desenvolvidos, a colaboração ART-LINC teve uma mortalidade maior nos primeiros

6 meses de acompanhamento (HR = 4,31 IC95% 1,57-11,81), diferença que desaparece após 1 ano (HR=1,48 0,73-3,01). A média de aumento de células CD4 foi de 106 e 76% tiveram carga viral menor que 500 cópias no período. Esses dados foram publicados na revista The Lancet Conclusões: A mortalidade inicial nos países com cenário desfavorável é maior quando comparados aos países ricos, principalmente nos primeiros 6 meses; no entanto, após 1 ano de TARV, a mortalidade entre indivíduos em TARV nos países industrializados e em desenvolvimento é a mesma. Os resultados da análise inicial dão suporte total para o acesso universal ao tratamento anti-HIV, independente da localidade e condições sócio-econômicas, pois os resultados assemelham-se aos dos países desenvolvidos, principalmente após o primeiro ano.

QUALIDADE DA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO NO HCPA EM 2005 GABRIEL MARQUES DOS ANJOS; LEONARDO REIS DE SOUZA; FLÁVIA KESSLER BORGES; ANDRÉA BIOLO; CARISI ANNE POLANCZYK; RENATO SELLIGMAN

Introdução: O Hospital de Clínicas de Porto Alegre iniciou o desenvolvimento de protocolos assistenciais e a constante busca de informações quanto à implantação dessas orientações passou a ser essencial para assegurar a efetividade das mesmas.

Objetivos: Este estudo objetiva avaliar a eficiência dos cuidados prestados aos pacientes através de uma análise da aderência aos protocolos na prática clínica. Busca fornecer dados para posterior otimização dos recursos e estabelecer um padrão assistencial baseado nas melhores evidências. Metodologia: Entre janeiro e junho de 2005, o prontuário eletrônico de todos os pacientes com diagnóstico de acidente vascular cerebral que internaram no HCPA foram revisados em busca das condutas sugeridas pela diretriz hopitalar vigente na ocasião. Resultados: Um total de 55 pacientes foram selecionados, dos quais 10,9% evoluíram para óbito. A prevalência de uso das medicações ou condutas sugeridas foi de 75,5% para uso de AAS nas primeiras 24 horas; 100% para realização de tomografia computadorizada de crânio na chegada, sendo que 30,2% a repetiram em 48 horas; 100% dos pacientes tiveram controle da pressão arterial; 89,1% realizaram ECG; 74,5% realizaram ecocardiografia; 60,4% realizaram glicemia capilar seriada; 79,2% receberam alta hospitalar com AAS; 9,1% dos pacientes tiveram seus níveis de colesterol avaliados e nenhum paciente selecionado recebeu trombolítico. Conclusão: Este estudo demonstra as condutas realizadas para pacientes com AVC, nos permitindo uma estimativa da eficiência do protocolo de acidente vascular cerebral aplicado no hospital. A constante avaliação crítica e atualização das diretrizes médicas são essenciais para melhorar os desfechos clínicos e para que mais pacientes se beneficiem das melhores práticas médicas.

PROTOCOLO ASSISTENCIAL NO ATENDIMENTO À HEMORRAGIA DIGESTIVA NO HCPA

GABRIEL MARQUES DOS ANJOS; LEONARDO REIS DE SOUZA; FLÁVIA KESSLER BORGES; CARISI ANNE POLANCZYK;

RENATO SELLIGMAN

Introdução: O protocolo assistencial de hemorragia digestiva do HCPA vem auxiliando a otimização do tratamento dos pacientes atendidos na instituição. A constante coleta de informações sobre seu uso, a atualização e a difusão de suas recomendações devem ser periodicamente avaliadas para manutenção de sua qualidade. Objetivo: Avaliar o impacto das recomendações do protocolo de hemorragia digestiva (HD) na prática clinica. Metodologia: Revisão do prontuário eletrônico de todos pacientes atendidos com diagnóstico de hemorragia digestiva nos meses de janeiro a abril de 2006. Através de busca no aplicativo eletrônico, todos casos que tiveram alta com diagnóstico de HD alta foram revisados, sendo excluídos casos que não internaram por este motivo ou não foram provenientes do serviço de emergência. Resultados: Entre os 41 pacientes incluídos no estudo, 36,6% apresentavam hipertensão porta e 31,7% apresentavam úlcera péptica; 56,1% apresentaram-se com instabilidade hemodinâmica; 92,7% receberam reposição volêmica e 65,9% receberam concentrado de hemácias; 85,4% inibidor da bomba de prótons ou inibidor H2; o hemograma foi solicitado para 97,6%, o TP para 82,9% e o KTTP para 53,7%. Óbito de 5 pacientes, sendo 3 por hipertensão porta. Entre os 15 pacientes que apresentavam hipertensão porta, 93,3% realizaram endoscopia de urgência. Todos tiveram hemograma solicitado; 40% colheram KTTP e 73,3% colheram TP. Além disso, 80% desses pacientes fizeram uso de terlipressina. Evoluíram para óbito 20% dos pacientes. Conclusão: A coleta destes dados permite uma avaliação sobre a adequação ao protocolo de hemorragia digestiva no HCPA e fornece informações para futuro controle de qualidade sobre as informações contidas na diretriz. Esses dados também reforçam a necessidade da promoção contínua e renovação dos protocolos para que seus objetivos continuem sendo alcançados.