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CUIDADOS DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E IDENTIFICAÇÃO DO PÉ DIABÉTICO ALINE PATRICIA BRIETZKE; RAQUEL YURIKA TANAKA; BEATRIZ FERREIRA WALDMAN

Introdução O pé diabético é uma das complicações mais comuns em alguns pacientes com Diabetes Melitus (DM). Sabe-se que já temos cerca de 7 milhões de pessoas com DM, podendo chegar aos 11 milhões em 2010. Frente a esta realidade com a alta prevalência de DM, verifica-se a necessidade dos cuidadores em conhecer como se dá o processo da doença com o que diz respeito às complicações vasculares, sensoriais e o imunocomprometimento que resulta nas lesões em membros inferiores, principalmente nos pés, denominado pé diabético. O pé diabético é uma das complicações mais comuns em alguns pacientes com DM. De acordo com Carvalho (2004), é responsável por 40 a 70 % de todas as amputações de membros inferiores. Em torno de 10% dos pacientes com DM desenvolvem pé diabético. A falta de medidas preventivas adequadas e a desinformação levam muitas dessas pessoas à amputação dos membros. (BRASIL, 2006) Objetivos Procurar na literatura subsídios dos métodos que o profissional enfermeiro dispõe para identificar os pacientes em risco e avaliar os pés para que se possa identificar precocemente os indivíduos propensos a desenvolver esta complicação. Materiais e Métodos A metodologia utilizada se caracterizou por uma pesquisa bibliográfica. Conclusão O pé diabético é um problema de saúde pública, pois representa altos custos para a comunidade. Observa-se um grande desgaste emocional e psicológico. Envolve, muitas vezes, a perda da função ocupacional com repercussões financeiras na família. Sabe-se que esta complicação do DM pode ser prevenida e evitada pelas ações de prevenção e promoção de saúde, através da identificação do pés e da educação dos indivíduos. A educação do paciente quanto aos próprios cuidados deve ser estimulada pelo profissional Enfermeiro e individualizada.

DIREITOS REPRODUTIVOS: POLÍTICAS DE ATENÇÃO À SAÚDE DA MULHER

FABIANA ZERBIERI MARTINS; CHARLINE SZARESKI, KELIN CRISTIANE BOCK HUMMES

A autonomia de mulheres e homens sobre sua fecundidade é uma questão de cidadania. A inserção da mulher no mercado de trabalho, acentuada apartir da Revolução Industrial e da Segunda Guerra Mundial, trouxe aos serviços de saúde a necessidade de ações para o controle de natalidade buscando uma nova perspectiva para a condição feminina na sociedade. Destes fatores resultaram a revolução sexual, a anticoncepção, as políticas públicas direcionadas aos direitos femininos, a luta de movimentos sociais pelo fim da cultura masculinizante e do preconceito com as mulheres. O objetivo deste trabalho foi realizar uma reflexão através de artigos de periódicos e textos relativos aos direitos reprodutivos, considerando o enfoque a Saúde da Mulher nas ações desenvolvidas durante as aulas do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. No novo modelo de saúde vigente é imprescindível salientar a assistência integral a saúde da mulher, a qual envolve transformações das práticas de cuidado, baseadas no livre acesso e a eqüidade nos atendimentos de saúde. No Brasil, podemos destacar o Programa de Assistência Integral a Saúde das Mulheres (PAISM), como uma ação que trabalhou uma política com vários programas como assistência ao pré-natal, o parto humanizado, a licença maternidade, as campanhas de prevenção contra o câncer feminino, entre outros. Neste sentido, as ações em saúde devem conter estratégias que visem promover a autonomia feminina e fortalecer os direitos da mulher sobre seus próprios corpos, sua sexualidade e reprodução. Desta forma, a Enfermagem surge como promotora de ações educativas, preventivas e curativas, juntamente com os programas assistenciais que buscam fortalecer o papel da mulher na sociedade e combater situações de violência de gênero.

FALANDO SOBRE A ADOLESCÊNCIA POR MEIO DE ATIVIDADES LÚDICAS E EDUCATIVAS: A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM FABIANA ZERBIERI MARTINS; JONES DA ROCHA ROSSI, CAROLINE SISSY TRONCO, TANISE MARTINS DOS SANTOS, DARIELLI GRINDI RESTA

A adolescência é um momento de grandes mudanças no desenvolvimento do ser humano. Neste período, surgem inúmeras dúvidas, que afetam, direta ou indiretamente, a saúde dos adolescentes, e evidenciam a necessidade de ações voltadas a suprir esta demanda. Este relato consistiu em experiências desenvolvidas por acadêmicos do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, com crianças e adolescentes de uma ONG na periferia do município de Santa Maria. Foram programadas oficinas que viabilizaram a participação dos adolescentes, através da escrita, com suas dúvidas relacionadas ao processo de adolescer. Num segundo momento, realizou-se atividades lúdico-educativas atendendo as temáticas levantadas pelos adolescentes. Nossa participação ocorreu utilizando cartazes ilustrativos e figuras, elucidando noções sobre o sistema reprodutor masculino e feminino, sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis, métodos anticoncepcionais, mudanças biopsicossocias na adolescência e a relação dos jovens com as drogas. Todas as temáticas foram trabalhadas tendo como base o processo de adolescer como um conjunto indissociável de acontecimentos de cunho social, cultural, ambiental e econômico de cada contexto,

fazendo com que essa fase tenha uma característica particular para cada um. Podemos relatar que, estes adolescentes, são jovens no início da puberdade com medos, desejos, anseios, esperanças e curiosidades, apresentando-se como uma clientela carente de atenção em saúde. Compreendemos que foi um momento rico em aprendizado, onde destacamos a necessidade da enfermagem em desenvolver atividades promotoras do bem-estar. Entendemos ainda, que o trabalho coletivo com a abordagem das necessidades de cada participante, como este, é um espaço a ser legitimado nas ações em saúde.

A EDUCAÇÃO EM SAÚDE PRATICADA EM CONSULTAS DE ENFERMAGEM: PERCEPÇÕES DE UMA ACADÊMICA DE ENFERMAGEM EM CONSULTA AMBULATORIAL NO CAMPO DA SAÚDE DO TRABALHADOR NO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE

GILDA MARIA DE CARVALHO ABIB

As práticas de educação em saúde vêm sendo exercidas por profissionais da área a fim de proporcionar aos indivíduos critérios para escolher entre as alternativas possíveis e tomar decisões mais saudáveis para seu próprio bem-estar. O trabalho relata as percepções de uma acadêmica da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, relacionadas às práticas de educação em saúde realizadas nas consultas de enfermagem. Ele trata especificamente das experiências obtidas através de estágio no ambulatório do Hospital de Clínicas de Porto Alegre no campo da saúde do trabalhador. O método baseou-se em observações no campo de estágio e na busca de referências bibliográficas. Teve por objetivo demonstrar as percepções da acadêmica relacionadas à educação em saúde. E também, demonstrar a importância da educação em saúde praticada em consultas de enfermagem e a forma como a mesma é abordada. De acordo com Candeias (1997) entende-se por educação em saúde quaisquer combinações de experiências de aprendizagem delineadas com vistas a facilitar ações voluntárias conducentes à saúde. O trabalho mostra que no campo das consultas de enfermagem na área da saúde do trabalhador, as práticas educativas têm uma grande relevância no que diz respeito à promoção da saúde do usuário do serviço de uma forma individual. Ele é importante, pois demonstra a educação em saúde que é praticada quando o usuário busca atendimento já com o problema caracterizado, ou seja, nesse contexto há uma educação em saúde que tem por objetivo principal a promoção do autocuidado e da adesão ao tratamento.

CUIDANDO DE MULHERES NEGRAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA: UM ESTUDO SOBRE A CASA DE APOIO MARIA MULHER PRISCILA DE OLIVEIRA DA SILVA; KAREN SCHEIN DA SILVA; RÚBIA GUIMARÃES RIBEIRO; CÁSSIA LUÍSE BOETTCHER;

BEATRIZ CALDEIRA MEDRONHA; ANA LÚCIA BONILHA

INTRODUÇÃO. O movimento negro surge com o objetivo de resgatar a história da população negra e combater o racismo. As estatísticas relacionadas a raça e as mulheres ilustram a discriminação racial e de gênero. O movimento feminista passa, então, a preocupar-se com o binômio gênero-cor e começa a discutir a especificidade da saúde da mulher especialmente da mulher negra.

A violência surge nas pautas como uma manifestação de relação de força-dominância que acontece nas relações sociais assimétricas e a violência de gênero é conceituada como qualquer ação que possa resultar num dano psicológico, físico ou sexual à mulher. Hoje, Maria Mulher é uma das instituições que luta pelas causas das mulheres negras em situação de violência doméstica. A casa de apoio é referência na Vila Cruzeiro do Sul, em Porto Alegre-RS, e trabalha com as mulheres a desconstrução de mitos e crenças com relação à saúde através de oficinas, assistência social e terapêutica psicológica, com o objetivo de reinclusão social. OBJETIVO. Mostrar o trabalho da Maria Mulher enfatizando a importância desse tipo de atendimento como estratégia de saúde. METODOLOGIA. Os dados foram colhidos através de visita a instituição onde foi realizada uma entrevista com a coordenadora. Foram utilizadas, também, informações obtidas na “home-page” da casa de apoio bem como referencial teórico relacionado a temática. RESULTADOS. O contato com a casa nos proporcionou o conhecimento de uma realidade de pobreza, violência e de vulnerabilidade social. Dessa forma, a enfermagem precisa estar preparada para detectar situações de violência e deve obter as informações necessárias para orientar essas mulheres a procurar serviços especializados no atendimento dessas situações e orientá-las a mudar este padrão cultural de violência.

CUIDADOS DESENVOLVIDOS PELA ENFERMAGEM NA ARTRITE REUMATÓIDE RAQUEL YURIKA TANAKA ; ALINE PATRÍCIA BRIETZKE; BEATRIZ FERREIRA WALDMAN

Introdução A Artrite Reumatóide (AR) é uma doença auto-imune de etiologia desconhecida, sendo caracterizada por poliartrite periférica, que leva a deformidade e a destruição das articulações em virtude da lesão óssea e da cartilagem. A doença afeta duas vezes as mulheres em relação aos homens e verifica-se o aumento da incidência com a idade (LAURINDO et al, 2002). Atinge 1,2 milhões de brasileiros. (ISTOÉ, 2006). Foi realizado um estudo de caso com a paciente M. A. S. A, portadora de AR, por se tratar de uma doença de curso crônico, a qual causa limitações funcionais à medida que evolui nos períodos de exacerbação e exige uma readaptação nos hábitos de vida. Objetivos Ampliar os conhecimentos acerca da fisiopatologia da AR, as implicações que esta doença causa em vários aspectos da vida do paciente trazendo mudanças na própria percepção, vida social, função ocupacional e o estado financeiro, levando a uma aposentadoria precoce. Materiais e Métodos Caracterizou-se como um estudo qualitativo observacional exploratório buscando-se aprofundar conhecimentos acerca de um caso clínico específico, cujo cliente é portador de artrite reumatóide. Após a coleta e análise dos dados formularam-se diagnósticos e intervenções de Enfermagem baseados na literatura. Conclusão Isso tudo tem repercussões na auto imagem do individuo podendo provocar isolamento social e depressão. O profissional enfermeiro deve ter conhecimento no papel da família no cuidado destes indivíduos e auxiliá-los a lidar com a AR e a desenvolver cuidados adequados.

AIDS: JOVEM, FEMININA E POBRE

LAURA LEISMANN DE OLIVEIRA; ALINE DE OLIVEIRA PINTO; DAIANE RIGO DA SILVEIRA; DÉBORA SCHIMITT PORTO;

GRAZIELA BARRES DO CANTO; DORA LÚCIA L. CORREA DE OLIVEIRA

O trabalho tem por objetivo apresentar uma análise crítica sobre a problemática da feminização da epidemia de AIDS, abordando os seus principais aspectos, com base na literatura. A motivação para a realização deste trabalho se originou no reconhecimento

por parte das autoras da importância do fenômeno como um problema local de saúde pública, durante uma conversa informal entre as autoras, alunas do 6º semestre do curso de graduação em enfermagem das UFRGS, e uma enfermeira que trabalha com mulheres HIV positivas no Serviço de Assistência Especializada em DST/AIDS do Centro de Saúde Cruzeiro do Sul. Este local é um posto de referência para atendimento a esta população, onde é oferecido atendimento médico, de enfermagem e psicológico, e a enfermeira citada coordena um grupo de apoio e adesão ao tratamento da AIDS. Vários fatores estão ligados à feminização da epidemia da AIDS no Brasil, entre eles questões biológicas, sociais, econômicos e culturais, estes últimos relacionados ao contexto em que as mulheres estão inseridas. Além disto contribuem também para a vulnerabilidade feminina ao HIV/AIDS, aspectos relativos aos padrões dominantes de comportamento sexual, às diferenças de poder nas relações heterossexuais e ao acesso à informação e aos serviços de saúde, entre outros. Pobreza, baixa escolaridade e exclusão social são características recorrentes do contingente feminino contaminado pelo vírus HIV no Brasil. Para que o cuidado de enfermagem seja prestado de forma eficaz é necessário compreender os princípios da vulnerabilidade para entender aspectos relevantes a esta epidemia, fornecendo subsídios para desenvolver intervenções capazes de impactar positivamente nessa realidade.

A CONSULTA DE ENFERMAGEM NO PROGRAMA PRÁ-NENÊ MARGERY BOHRER ZANETELLO

INTRODUÇÃO: A promoção de saúde da criança ocorre por meio de um adequado acompanhamento do seu crescimento e desenvolvimento, nos aspectos físicos, emocionais e sociais. A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre implantou o Programa de Vigilância da Saúde das Crianças no Primeiro Ano de Vida (Prá-Nenê) , facilitando o acesso da criança ao serviço de saúde e contribuindo para a sua qualidade de vida e da família. OBJETIVO: Relatar o envolvimento do enfermeiro no Programa Prá-Nenê através das consultas de enfermagem e visitas domiciliares. METODOLOGIA: A partir da Declaração de Nascidos Vivos é enviada às Unidades de Saúde a Relação de Nascimentos por Unidade de Saúde, com o perfil de risco da criança e seu endereço. As visitas domiciliares são realizadas para contato com as crianças que não procuraram o serviço para a primeira consulta, busca de faltosos e acompanhamento das crianças de risco. As consultas,médicas ou de enfermagem são mensais ou de acordo com a necessidade. Considera-se acompanhada a criança que tiver 4 consultas no 1º semestre e 3 consultas no 2º semestre. Na 1ª consulta é preenchida a Ficha de Avaliação do Primeiro Atendimento que inclui o bebê no Programa e permite à equipe estabelecer um plano de ação, sendo reavaliado aos 6 meses e por último aos 12 meses.A continuidade do acompanhamento se dá conforme estratégias estabelecidas na Unidade. A consulta de enfermagem abrange o acolhimento da criança e família, revisão das alterações ocorridas no período, avaliação do desenvolvimento de acordo com a faixa etária, supervisão do esquema vacinal, educação em saúde e encaminhamento a outros profissionais quando necessário. RESULTADOS:

O programa foi implantado em dezembro de 2004 e até julho de 2006, 210 crianças foram inscritas. CONSIDERAÇÕES: A enfermeira como integrante da equipe multidisciplinar tem papel fundamental no acompanhamento das condições de saúde da criança e na manutenção do Programa Prá-Nenê.

APRENDIZADO NO CENTRO DE SAÚDE IAPI

LUIZIANE PAULO SILVEIRA; ALINE DO AMARAL ZILS; ALINE ROSA MARTINS; CRISTAL SALAZAR; CRISTIANE TOBIAS ALCAY; ESTEVÃO FINGER DA COSTA; LUIS JOECI JACQUES DE MACEDO JÚNIOR; MICHELE PETTER CARDOSO; TALITA OLIVEIRA CARDOSO

Este trabalho descreve as atividades desenvolvidas durante o estágio realizado por um grupo de 9 alunos no Centro de Saúde IAPI, localizado no Distrito Noroeste do município de Porto Alegre. Tendo como objetivo associar os conteúdos teóricos com a prática da equipe de enfermagem e familiarizar-se com o Sistema Único de Saúde. Utilizamos, para a construção desse trabalho, as informações obtidas em bancos de dados disponíveis na internet, as anotações das impressões do grupo diante do contato com esse serviço, o Relatório de Gestão do CS IAPI, além de uma breve revisão de literatura. Desenvolvemos práticas de enfermagem nas áreas de Atenção Básica do CS IAPI, principalmente no Serviço de Imunizações, durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso. No estágio, também observamos alguns serviços especializados e visitamos o Sanatório Partenon, a Casa de Apoio Viva Maria e a Gerência Distrital Noroeste, Humaitá, Navegantes e Ilhas. Isso proporcionou definir o perfil da população pertencente à área de atuação desse Centro de Saúde, mediante o conhecimento dos programas, bem como dos grupos oferecidos a essa comunidade. Este aprendizado favoreceu o entendimento da complexidade dos serviços de saúde em relação à forma de acesso e à implementação dos princípios e diretrizes do SUS. Desse modo, é necessário ressaltar que uma vivência não possibilita apenas a aplicação dos procedimentos técnicos, mas também do acolhimento, da ética, do trabalho em equipe e da educação em saúde.

IDOSOS VACINADOS E NÃO VACINADOS CONTRA A INFLUENZA: MORBIDADE RELATADA E ASPECTOS SOCIODEMOGRÁFICOS, PORTO ALEGRE, 2004.

ANDRÉ LUIS MACHADO BUENO; MARIA APARECIDA MÜLLER VILARINO; MARTA JÚLIA MARQUES LOPES; MARIA REGINA VARNIERI BRITO

Trata-se de estudo epidemiológico transversal descritivo com uma população de 1130 idosos acima de 60 anos, vacinados e não vacinados contra influenza, em Porto Alegre/ 2004. Objetivou relacionar a vacinação contra influenza e as internações hospitalares por todas as causas no período de 3 meses após a vacinação; comparar aspectos sociodemográficos. Os resultados mostram que os idosos vacinados tem entre 70 e 80 anos, predominantemente; maioria mulheres; com planos de saúde; renda mais elevada;

realizam atividades físicas e não são fumantes. Os não vacinados tem entre 60 e 65 anos predominantemente; maioria homens;

menor renda; a maioria não realiza atividades físicas e são fumantes. A razão de risco sugere que a vacinação pode ter um efeito protetor de 0,3 vezes em relação às internações hospitalares. Os não vacinados apresentaram risco de 3,3 vezes mais internações hospitalares. Pode-se sugerir a associação entre a vacinação e a prevenção das internações hospitalares por todas as causas.

Constata-se a necessidade de informar a população, profissionais e gestores de saúde sobre a efetividade e o impacto da vacinação na prevenção de complicações da influenza.

A MORBIDADE POR CAUSAS EXTERNASEM UMA REGIÃO DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE.

ANDRÉ LUIS MACHADO BUENO; MARTA JULIA MARQUES LOPES

Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo da morbidade por Causas Externas da região Lomba do Pinheiro e Partenon do município de Porto Alegre. A morbidade descrita corresponde a demanda dos 14 Serviços de Atenção Básica sediados nessa região. A justificativa do estudo baseia-se nos altos índices de morbi-mortalidade por Causas Externas no território nacional. As taxas elevadas de agravos referentes a esses tipos de causas tem levado sofrimento as vítimas e familiares, além de onerar os cofres públicos com gastos de tratamentos. Os dados pesquisados são originários dos 1594 registros de agravos da base de dados do Observatório de Causas Externas no período de 2002 a 2005. Esses registros foram descritos e apresentados através dos programas SPSS e MAP INFO. Entre os resultados destaca-se os agravos ocorridos em ambiente domiciliar e via pública com (53%) e (25,3%) dos registros respectivamente. Os acidentes domésticos perfizeram (33,2%) do total de dados, enquanto que a violência interpessoal respondeu por (9,7%) dos casos. A análise segundo o sexo e por faixa etária indicaram vulnerabilidades geracionais e de gênero, sugerindo a necessidade de implementação de medidas promocionais de educação e prevenção desses agravos a partir dos serviços da rede de Atenção Básica.

A MORBIDADE POR CAUSAS EXTERNAS ENTRE JOVENS EM UMA REGIÃO DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE/RS MARTA COCCO; MARCELE PERETTO; MARTA JULIA MARQUES LOPES

Este estudo está inserido no “Observatório de Causas Externas” desenvolvido junto a Rede Básica de Saúde, do município de Porto Alegre. As Causas Externas de morbimortalidade estão incluídas no CID 10, caracterizam-se em acidentais/intencionais.

Evidencia-se o crescimento mundial da morbidade e mortalidade por Causas Externas nas últimas décadas. Na população brasileira os acidentes e as violências, têm ocasionado forte impacto nos indicadores, e um problema de saúde pública de grande magnitude e transcendência. A vulnerabilidade a esses agravos é evidenciada entre os jovens. O estudo objetiva conhecer a morbidade por Causas Externas entre adolescentes na faixa etária dos 10 aos 19 anos, considerando a demanda dos serviços de saúde de uma região do município de Porto Alegre de 2002 a 2005. Trata-se de um estudo híbrido que articula bases teóricas e coleta de dados de várias origens, integrando quantificações e dados qualitativos. O instrumento de registro dos atendimentos que alimenta o banco de dados do Observatório e as entrevistas semi-estruturadas em casos sentinelas, são as fontes de dados. Os dados são analisados pela distribuição e caracterização dos eventos e dos índices freqüências absolutos e relativos. Para interpretação dos dados discursivos, optou-se pela análise de conteúdo do tipo temático. Nesse período foram registrados 443 agravos sendo que, destes, 284 para o sexo masculino e 159 para o feminino; os mais freqüentes são os acidentes seguidos das violências. Entre os acidentes estão principalmente os domésticos, de esporte e lazer e trânsito, as violências centram-se nas interpessoais e na violência sexual. Os locais das ocorrências são os domicílios e a via pública. Preliminarmente, esses dados sugerem vulnerabilidade geracional e de sexo para esses eventos.

DIA DA SAÚDE: AÇÕES DE ENFERMAGEM

MELISSA DE AZEVEDO; DAISY ZANCHI DE ABREU BOTENE, ARLETE SPENCER VANZIN.

As macrocampanhas são recursos para promoção da saúde, gerando situações de ensino e aprendizagem envolvendo docentes alunos com participação ativa da população. O Evento, realizado na cidade de Dois Irmãos, junho/2005, foi elaborado por acadêmicas da Enfermagem/UFRGS, contando com a participação de 25 monitores de diferentes cursos de graduação e o Corpo de Bombeiros da cidade. Objetivo: promover a qualidade de vida da população da cidade, através o processo de enfermagem e de oficinas de educação e saúde. Resultados: 70,93% do sexo feminino; 21,98% faixa etária de 50-59 anos; 96,9% residentes de Dois Irmãos. Perfil Social: 98,71% cor branca; 60,77% casados; 60,77% Ensino Fundamental Incompleto; 21,98% aposentados. Dados Objetivos: 33,19% de hipertensos; 9,48% de hiperglicemia; 36,92 de hipercolesterolemia; 60,22% entre sobrepeso e obesidade mórbida. Estilo de Vida: 40,62% fayiam atividade física de 2 a 5 X/semana; 62,5% tem como atividade física de preferência a caminhada; 92,52% não fumam; 98,31% não ingerem bebidas alcoólicas; 54,21% vida sexual inativa; 28,97% tem a dança como atividade de lazer. Dados Epidemiológicos: 62,61% de prevalência de mortes na família por problemas cardiovasculares. O principal problema de saúde identificado foi a Hipertensão Arterial Sistêmica em 25% dos homens e 28,91% das mulheres. 99,14%

dos participantes avaliaram o Evento como excelente e muito bom. Foram desenvolvidas 1775 Ações de Saúde, divididas entre atividades e informações de saúde. Estando certas de que a atuação do enfermeiro é de vital importância, recomendamos o aumento ou a introdução da consulta de enfermagem em postos de Saúde, hospitais, clínicas particulares, consultórios privados e em atividades desta natureza.

BENEFÍCIOS DA ERGONOMIA NA PREVENÇÃO DA DOR CRÔNICA EUNICE FABIANI HILLESHEIN; VERA CATARINA PORTELLA

A ergonomia representa uma alternativa importante na prevenção de doenças músculo esqueléticas e conseqüentemente da dor crônica, que causam absenteísmo e geram afastamento do trabalho por incapacidade física. Logo, além de proporcionar maior segurança na saúde e qualidade de vida do trabalhador, este recurso possui papel importante quando relacionado à manutenção de condições adequadas de trabalho e aumento da produtividade, com repercussões no contexto social e econômico. Este estudo caracterizou-se como pesquisa bibliográfica onde se realizou uma análise das leituras sobre o tema, com o objetivo de evidenciar a importância da ergonomia como recurso estratégico de qualidade de vida no trabalho e sugerir que com esta técnica as empresas poderão ter diminuição de custos, maior eficácia da produção e obterão maiores lucros, sem contar os ganhos sociais, já que haverá a redução significativa das despesas públicas e da seguridade social. Carvalho, (2004), apresenta algumas medidas ergonômicas simples que podem evitar problemas futuros. Entre estas, pode-se citar: modernização de máquinas e equipamentos – ajustadas conforme a necessidade do usuário; controle do ritmo das tarefas; racionalização, simplificação e diversificação do trabalho; adequação dos trabalhadores de acordo com as características e potencialidades individuais; promoção de períodos de descanso e de ginástica laboral no meio da jornada de trabalho, de modo que os músculos e tendões descansem; monitorização da saúde do trabalhador por meio de exames periódicos, com o objetivo de detectar no início, possíveis lesões e adequar a postura. Sendo assim demonstra–se a importância das técnicas ergonômicas na prevenção da dor crônica.