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DIAGNÓSTICO CLÍNICO E POSITIVIDADE DOS TESTES CUTÂNEOS EM RINITE ALÉRGICA: EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA)

LAURA PRATES VITÓRIA; OTÁVIO PILTCHER; JULIANA CATUCCI BOZA; DENISE MANICA; LARISSA ENEAS

Introdução: O diagnóstico de Rinite Alérgica baseia-se na história, exame físico e em exames diagnósticos complementares, dentre eles, testes cutâneos. Objetivos: Verificar a prevalência de testes cutâneos positivos em pacientes com diagnóstico clínico de rinite alérgica, além de correlacionar os escores clínicos com os testes cutâneos. Material e Métodos: Estudo transversal incluindo 145 pacientes do Ambulatório de Rinites do HCPA. Avaliação através de Escore de Sinais e Sintomas reconhecido (Mion, 1998), dividindo os pacientes em 3 grupos: grupo I, escore de 1 a 6; grupo II, 7 a 12; grupo III, 13 a 24. Os testes cutâneos foram realizados em 112 pacientes (77,2% da amostra). Foram considerados testes cutâneos positivos aqueles com 3 cruzes ou mais.

Os dados foram analisados pelo SPSS 12.0 for Windows. Resultados: A prevalência de testes cutâneos positivos na amostra de pacientes que realizaram os testes foi de 36,6%; nos grupos I, II e III foi de 22,2%, 33,9%, 51,6% respectivamente evidenciando associação linear significativa (0,031). Conclusão: Houve associação de linearidade quanto à positividade dos testes cutâneos e Escore de Sinais e Sintomas, sugerindo a relação entre diagnóstico clínico de Rinite Alérgica e gravidade dos sintomas com positividade dos testes cutâneos. Quanto mais importante a apresentação clínica, pode haver maior positividade dos testes cutâneos.

USO DE MEDICAÇÃO VERSUS TESTE CUTÂNEO NA RINITE ALÉRGICA: EXPERIÊNCIA DO SERVIÇO DE OTORRINOLARINGOLOGIA DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (HCPA)

JULIANA CATUCCI BOZA; DENISE MANICA; LAURA VITÓRIA; LARISSA ENÉAS; OTÁVIO PILTCHER

Introdução: O diagnóstico de rinite alérgica baseia-se na história de sinais e sintomas alérgicos e testes diagnósticos. Os testes cutâneos são muito utilizados para diagnóstico de alergia, uma vez que representam uma reação mediada por IgE. Algumas medicações utilizadas no tratamento da rinite alérgica alteram os resultados dos testes, como é o caso dos anti histamínicos e há controvérsias na literatura quanto aos corticóides inalatórios. Objetivo: Verificar a relação entre os resultados dos testes cutâneos e o uso de anti histamínico e/ ou corticóide inalatório em pacientes com diagnóstico clínico de rinite alérgica atendidos no Ambulatório de Rinites do HCPA. Material e Métodos: Estudo transversal incluindo 51 pacientes. Os testes cutâneos foram realizados em todos os pacientes. Os dados quanto à medicação (anti histamínicos e / ou corticóide inalatório) foram consideradas por um período de 10 dias entre a cessação do uso e a realização do teste cutâneo. Foram considerados testes cutâneos positivos aqueles com 3 cruzes ou mais. Resultados e Conclusões: Dos 51 pacientes estudados, 19 estavam em uso de corticóide inalatório (37,5%), 3 usaram anti histamínico (5,8%), 2 utilizaram as duas medicações (3,9%) e 27 não estavam fazendo uso de medicação (52,9%). Entre os 19 pacientes que tiveram teste cutâneo positivo, 9 (47,4%) estavam em uso de corticóide, 1 (5,2%) em uso de anti histamínico, 1 (5,2%) com as 2 medicações e 8 (42,1%) não estavam em uso de medicação. Dos pacientes que usaram medicação 45,8% tiveram testes cutâneos positivos, em comparação com 30,8% dos que não usaram medicação, porém esta diferença não foi estatisticamente significativa (p=0,69). Contudo, a prevalência maior de testes cutâneos positivos em quem estava em uso de medicação sugere uma maior gravidade da doença nesse grupo. Um estudo posterior com um número de pacientes maior poderá confirmar ou descartar tal hipótese.

IMPACTO DO MANEJO CLÍNICO NA EVOLUÇÃO DOS SINTOMAS NA DOENÇA DE MÉNIÈRE

SHEILA SCHOLL LEMOS; BIANCA FERREIRA GUBIANI, JOEL LAVINSKY, RAQUEL NERI LAGO, MICHELLE LAVINSKY WOLFF, LUIZ LAVINSKY

Introdução e Objetivo: A evidência disponível na literatura acerca da efetividade dos diversos tratamentos clinicos é extremamente frágil. A maior parte da evidência advém de estudos observacionais e o resultado favorável do tratamento clínico varia de 60 – 80%. Nosso objetivo foi avaliar a evolução dos sintomas dos pacientes com Doença de Ménière (DM), manejados clinicamente em um ano de acompanhamento. Material e Métodos: Realizamos uma coorte dos pacientes em acompanhamento no ambulatório de DM do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Os pacientes incluídos deveriam ter sido submetidos a um protocolo padronizado (anamnese, exame físico e complementar) completo de investigação diagnóstica (1a consulta) e no mínimo outra consulta de acompanhamento ambulatorial, na qual o paciente responderia a um questionário sobre a percepção pessoal da evolução dos sintomas (vertigem, zumbido, hipoacusia, plenitude aural e bem estar global). A terapêutica utilizada foi padronizada de acordo com a hipótese etiológica. Foram excluídos os pacientes em que não houve confirmação diagnóstica através do protocolo de investigação, com alta ambulatorial e os submetidos a tratamento cirúrgico. Resultados: Foram incluídos 42 pacientes, sendo 73.8% do sexo feminino com média de idade de 51.03 anos. O tratamento clínico propiciou evolução favorável no bem estar global em 71.4% dos pacientes. De acordo com a percepção do próprio paciente, a melhora foi mais pronunciada em relação à vertigem (64.9%), seguida do zumbido (40.5%), plenitude aural (35.3%) e hipoacusia (9.8%). A maior proporção dos pacientes utilizou somente uma medicação (42.9%), porém a melhor resposta foi encontrada nos pacientes em que foram prescritos dois medicamentos (77.5%). Conclusões: O tratamento clínico pareceu ser efetivo para a maioria dos pacientes, especialmente para a redução das crises de vertigem.

PREVALÊNCIA DE TRANSTORNOS DEPRESSIVOS E DE ANSIEDADE EM PACIENTES COM ZUMBIDO CRÔNICO:

RESULTADOS PRELIMINARES

THAÍS HOFMANN CACHAFEIRO; LETÍCIA PETERSEN SCHMIDT ROSITO; DANIEL ROCKENBACH; EDUARDO ANTÔNIO DALBERTO; GUILHERME FELÍCIO CAMPOS; CELSO DALL¿IGNA

Introdução: O zumbido é um sintoma muito comum na população mundial, embora somente 5 % dos pacientes tenha queixa de incômodo. Teorias apontam que a depressão possa ser o fator causal ou apenas contribuinte para o incômodo provocado pelo zumbido. Nosso objetivo é determinar a prevalência do diagnóstico de depressão, ansiedade e somatização em pacientes com zumbido crônico. Métodos: Nós utilizamos o PIME-MD para o diagnóstico de depressão, transtornos de ansiedade e somatização no pacientes com zumbido por mais de três meses de qualquer etiologia Resultados: 44 pacientes com queixas de zumbido foram estudados. 31 (70,5%) eram do gênero feminino. A média de idade foi de 55,41 ± 12,3 anos. Em 63,6 % do total da amostra estudada diagnosticou-se algum transtorno mental. O diagnóstico de depressão foi encontrado em 47,73% dos pacientes.

Depressão ou transtornos de ansiedade, associados ou não, foram observados em 56,82%. Conclusão: Nossos resultados, embora preliminares, apontam para uma alta prevalência de depressão e de transtorno de ansiedade, bem como da associação entre estas doenças, em pacientes com zumbido incômodo e crônico.

ANÁLISE COMPARATIVA DA ANGIOGÊNESE, EM COLESTEATOMAS ADQUIRIDOS, ENTRE PACIENTES PEDIÁTRICOS E ADULTOS

CRISTINA DE CARVALHO DORNELLES; LUÍSE MEURER; SADY SELAIMEN DA COSTA; SABRINA LIMA ALVES; LETÍCIA PETERSEN SCHMIDT ROSITO; CHENIA BLESSMANN GARCIA; ANDREIA ARGENTA; ANDREI ROBERTO DA SILVA

O colesteatoma é constituído de matriz, perimatriz e conteúdo cístico. Alguns autores afirmam que, em crianças, seu comportamento clínico é mais agressivo do que em adultos. Objetivos: Comparar angiogênese de colesteatomas entre crianças e adultos. Delineamento: estudo transversal comparativo e contemporâneo. Delineamento: estudo transversal comparativo e contemporâneo. Metodologia: Foram analisados 34 colesteatomas, sendo 16 de pacientes pediátricos. Avaliamos número médio de vasos sangüíneos na perimatriz, número médio de camadas celulares na matriz, espessura e grau histológico de inflamação da perimatriz. A análise estatística foi realizada com o programa SPSS 10.0, utilizando o teste de Mann-Whitney e o coeficiente de Spearman. O número médio de vasos sanguíneos na perimatriz foi de 2 (0 a 12). O número de camadas celulares na matriz foi de 8,2±4,2. A perimatriz apresentou uma mediana de 560 micrômetros (5 a 159), mínimo=zero e máximo=490. O grau histológico de inflamação foi considerado moderado ou acentuado em 60%. Ao aplicarmos o coeficiente de Spearman entre o número médio de vasos sanguíneos na perimatriz com o grau de inflamação, com a espessura da perimatriz, com a média de camadas celulares da matriz e com a idade dos pacientes encontramos correlações, significativas, com magnitudes de moderadas a grandes (rs=0,5 e P<0,0001), exceto com a idade. Conclusão: Nós encontramos correlação entre o número médio de camadas celulares na matriz, o grau histológico de inflamação, a espessura da perimatriz e o número médio de vasos sangüíneos, isso sugere uma correlação da perimatriz com a angiogênese em colesteatomas adquiridos.

COMPARAÇÃO HISTOLÓGICA PELAS VIAS DE FORMAÇÃO DOS COLESTEATOMAS ADQUIRIDOS

CRISTINA DE CARVALHO DORNELLES; LETÍCIA PETERSEN SCHMIDT ROSITO; SADY SELAIMEN DA COSTA; LUÍSE MEURER; SABRINA LIMA ALVES; CHENIA BLESMANN GARCIA; ANDRÉIA ARGENTA; ANDREI ROBERTO DA SILVA

Colesteatoma é uma lesão cística da orelha média. Em torno de 90% dos casos de colesteatoma são destrutivos ao sistema timpanossicular e estruturas do osso temporal. Há pouca informação sobre o efeito das vias de formação na constituição histológica dos colesteatomas. Objetivo: Comparar os componentes histológicos, entre as vias de formação, em colesteatomas adquiridos. Delineamento: Estudo transversal comparativo e comtemporâneo. Métodos: Analisaram-se colesteatomas, coletados em cirurgias otológicas, fixados em formol 10% e corados em Hematoxilina-Eosina (HE) e em Picrossírios. A leitura foi “cega” no ImageProPlus. Foram avaliados o número médio de camadas celulares e hiperplasia na matriz; espessura, epitélio delimitante, fibrose, inflamação e granuloma na perimatriz. Estatística foi realizada com o SPSS, utilizando-se os coeficientes de Pearson e de Spearman, testes t e de qui-quadrado. Resultados: Dentre os 68 colesteatomas estudados, 29 eram epitimpânicos, 23 mesotimpânicos e 16 ambas as vias. A espessura da perimatriz foi de 79 (31 a 227) sem apresentar diferença entre as vias (P=0,488). O número de camadas celulares do epitélio escamoso estratificado variou de 0 a 23 (7,47 ± 3,77). Quando analisamos o grau de inflamação na perimatriz, 55% da amostra foi classificada como moderada à acentuada. Ao aplicarmos o coeficiente de correlação de Spearman entre o grau de inflamação e a espessura da perimatriz encontramos correlações, significativas, com magnitude forte. Ao utilizarmos o coeficiente de Pearson com o número médio de camadas celulares da matriz e a idade do paciente, não foi encontrada correlação. Quando estratificado por via de formação, hiperplasia na matriz, epitélio delimitante, fibrose e granuloma apresentaram distribuição semelhantes nos grupos. Conclusão: Não foram identificadas diferenças morfológicas entre as diferentes vias de formação dos colesteatomas adquiridos.

PERFIL DOS PACIENTES DO AMBULATÓRIO DE OTORRINOLARINGOLOGIA E FISSURA PALATINA DO HCPA

DANIELA PRETO DA SILVA; CHENIA BLESSMANN; LUCIA HELENA KLUWE CARVALHAL; LISIANE SEGATO KRUSE;

MARCUS VINICIUS MARTINS COLLARES; SADY SELAIMEN DA COSTA

Introdução: As fissuras labiopalatinas são malformações congênitas prevalentes. A associação destas entidades com doenças otológicas é bem conhecida, sendo a otite média com efusão (OME) a alteração mais prevalente. A principal razão para a ocorrência da OME parece ser a disfunção tubária crônica. Objetivos: Descrever a população de pacientes atendidos no Ambulatório de Otorrinolaringologia e Fissura Palatina do HCPA desde agosto de 2001 até junho de 2006. Métodos: Incluímos pacientes com fissuras lábio-palatinas encaminhados pelo Serviço de Cirurgia Plástica Craniomaxilofacial do HCPA para o Ambulatório de Otorrinolaringologia. A avaliação consistiu em história e anamnese dirigida, além de exame físico otorrinolaringológico. Relatamos as freqüências das alterações encontradas, utilizando o SPSS for Windows 10.0. Resultados:

Foram avaliados 325 pacientes entre zero e 58 anos. Destes, 53,5 % são do sexo masculino. De todos os pacientes, 69,8 % foram encaminhados sem apresentarem qualquer queixa otorrinolaringológica. Ao exame das orelhas, 72,6% das otoscopias estavam alteradas, sendo a principal alteração otológica a efusão da orelha média (44,9%). Conclusão: Os pacientes com fissuras labiopalatinas possuem uma alta freqüência de alteralções otológicas e, portanto, devem ser avaliados precocemente, mesmo na ausência de queixas.

INFLUÊNCIA DO DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO NA EVOLUÇÃO CLÍNICA NA DOENÇA DE MÉNIÈRE

BIANCA GUBIANI FERREIRA; JOEL LAVINSKY; SHEILA LEMOS; RAQUEL LAGO; MICHELLE LAVINSKY WOLFF; LUIZ LAVINSKY

Introdução: A Doença de Ménière (DM) é a síndrome da hidropsia endolinfática, caracterizada por vertigem, zumbido, hipoacusia e plenitude aural. Quando secundária a uma doença de base, chama-se síndrome de Ménière e, quando idiopática, Doença de Ménière. Entre as principais etiologias estão: o distúrbio no metabolismo dos carboidratos, a dislipidemia, a auto-imunidade e o hipotireoidismo, entre outras. Objetivos: Avaliar a influência do diagnóstico etiológico na evolução dos principais sintomas da DM.

Material e Métodos: Foi realizada uma coorte dos pacientes do ambulatório de DM no Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Foram incluídos pacientes com protocolo padronizado completo de investigação diagnóstica e etiológica e com pelo menos uma consulta de acompanhamento. Resultados: Foram avaliados 26 pacientes (média de idade de 52,4 anos; 76,9% do sexo feminino); 57.7% apresentavam dois ou mais diagnósticos etiológicos prováveis, sendo que 73,1% dos pacientes apresentavam distúrbio do metabolismo dos carboidratos, 30,7%, tireoideopatia, 23,1%, auto-imunidade, 34,6%, dislipidemia e 11,5% dos pacientes não possuíam diagnósticos etiológicos definidos. A evolução favorável da DM foi referida por 69,2% dos pacientes. A avaliação da vertigem evidenciou resolução/melhora em 63,2% dos pacientes com alteração do metabolismo dos carboidratos. A hipoacusia foi referida como pior/inalterada em 100% dos dislipidêmicos.Conclusão: A evolução clínica da sintomatologia dos pacientes com DM é dependente da doença de base associada e do manejo adequado dessa etiologia.

COMPARAÇÃO DOS GAP AÉREO-ÓSSEO EM PACIENTES SUBMETIDOS À TIMPANOPLASTIA

MARIA ELISA LUCE BRAGA; PRICILA SLEIFER; LUCIANA FICK SILVEIRA NETTO; CRISTINA DORNELLES; CHENIA BLESSMANN GARCIA; ANDRÉIA ARGENTA; CASSIANA BURTET

INTRODUÇÃO: A otite média crônica não-colesteatomatosa manifesta-se clinicamente através da existência de uma perfuração na membrana timpânica, crises de supuração e perda auditiva. O tratamento desta patologia é essencialmente cirúrgico, sendo o paciente submetido a timpanoplastia. Esse método cirúrgico tem por finalidade ressecar as lesões irreversíveis osteomucosas das cavidades do ouvido médio e, ao mesmo tempo, recuperar, dentro do possível, perdas auditivas associadas. OBJETIVO: verificar as alterações nos limiares audiológicos após cirurgia de timpanoplastia. METODOS: Neste estudo de coorte prospectivo foram comparados os valores dos GAP aéreo-ósseos pré e pós-operatórios de 38 pacientes submetidos a timpanoplastia, acompanhados no Ambulatório de Otite Média Crônica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, entre agosto de 2000 e junho de 2005.

RESULTADOS: após a timpanoplastia observou-se diminuição dos GAP, aproximadamente 8,5 dBNa, nas freqüências de 500 a 3000Hz. CONCLUSÃO: Foram encontradas diferença estatística e clinicamente significativas na comparação dos GAP pré e pós operatórios nas cirurgias de timpanoplastia.

CISTO DUCTAL SUBGLÓTICO OBSTRUTIVO APÓS ENTUBAÇÃO PROLONGADA EM NEONATO PREMATURO: RELATO DE CASO

FERNANDO BARCELLOS DO AMARAL; MARIANA SMITH; MARIANA LETTI; ANTÔNIO FEIJÓ; GABRIEL KUHL

INTRODUÇÃO: Os cistos de laringe podem ser congênitos ou adquiridos e surgir em qualquer porção desse órgão. Os cistos ductais subglóticos (CDS)são raros, mas em geral estão relacionados à entubação endotraqueal. Casos raros estão descritos em sua maioria em neonatos prematuros com entubação prolongadas e a maioria dos casos é de cistos não obstrutivos, achados ocasionais de exames endoscópicos. RELATO DE CASO: Paciente masculino com histórico de prematuridade (26 semanas) e entubação em UTI neonatal por 62 dias. Sem sintomas respiratórios pós-alta, até iniciar com estridor aos 6 meses durante quadro de infecção viral das vias aéreas, que apresentou piora gradual, sem resposta a uso de corticóide inalatório, nasal e sistêmico.

Avaliado aos 8 meses com estridor bifásico e sinais de obstrução respiratória (retração de fúrcula e intercostal), realizada endoscopia sob anestesia geral que demonstrou a presença de 4 cistos subglóticos de retenção sendo um obstrutivo. Realizada punção aspirativa sem intercorrências. O paciente teve boa evolução com resolução do ruído respiratório. DISCUSSÃO E CONCLUSÃO: As publicações sobre CDS são todas relatos ou série de casos. Há apenas um relato dessa condição sem histórico de entubação, sendo que mais de 80% dos casos descritos são em neonatos prematuros com entubação prolongada no período neonatal. Entretanto Bauman e Benjamin, em uma série de 15 casos, encontraram que a maioria dos CDS eram pequenos, assintomáticos e que não requeriram tratamento. Coloca-se em discussão o quanto os CDS são raros ou deixam de ser diagnosticados. Assim, se um paciente com histórico de entubação apresentar estridor, a hipótese diagnóstica de CDS deve ser formulada e uma endoscopia sob anestesia geral deve ser realizada para definição diagnóstica.

TIPAGEM DO HPV EM PORTADORES DE PAPILOMATOSE RESPIRATÓRIA RECORRENTE JUVENIL

FERNANDO BARCELLOS DO AMARAL; MARIANA LETTI, MARIANA SMITH, GABRIEL KUHL, LUCIANO PERCIVAL KRUG INTRODUÇÃO: A papilomatose respiratória recorrente de início juvenil (PRRJ) é uma doença rara, mas muitas vezes devastadora.

A PRR tem como fator etiológico a infecção da mucosa da árvore respiratória pelo papilomavírus humano (HPV), basicamente pelos subtipos 6 e 11. OBJETIVOS: Determinar a prevalência de cada subtipo de HPV na população em tratamento para PRRJ em nosso serviço de otorrinolaringologia e comparar a evolução clínica dos diferentes grupos virais. MATERIAIS E MÉTODOS: Foram selecionados os pacientes com diagnóstico de PRR antes dos doze anos. Durante a microcirurgia de laringe uma amostra do tecido papilomatoso foi coletada e encaminhada para laboratório para tipagem do HPV por PCR. Os pais consentiram com a coleta das amostras. Os dados sobre a evolução clínica da PRRJ foram coletados do banco de dados do ambulatório de PRR.

RESULTADOS E CONCLUSÃO: Trinta e três pacientes com PRRJ tiveram suas amostras de papiloma tipadas. Desses, catorze (42,4%) foram tipados como HPV 11 e dezenove (57,6%) como HPV 6. Dezoito pacientes foram traqueostomizados em algum momento da doença, sendo onze com HPV 11 (61,1%) e sete com HPV 6 (38,9%). Dentro do grupo de pacientes tipados com HPV 11, a média de idade ao diagnóstico foi de 50,6 meses, enquanto entre os pacientes tipados com HPV 6, essa média foi de 52

meses. A idade ao diagnóstico foi semelhante entre os grupos, mas a necessidade de traqueostomia foi maior no grupo com HPV 11. Este é um dado que pode sugerir maior agressividade da doença com HPV 11, porém é preciso avaliar melhor o momento sua indicação para não gerar um viés na análise dessa variável. Concluindo, os portadores de PRRJ no nosso meio têm contaminação por HPV 6 e HPV 11 e não há um dado conclusivo sobre agressividade diferentes entre estes grupos.

COMPARAÇÃO DOS ACHADOS OTOSCÓPICOS E DOS LIMIARES AUDITIVOS EM PACIENTES COM OTITE MÉDIA CRÔNICA

LUCIANA FICK SILVEIRA NETTO; MARIA ELISA LUCE BRAGA; CRISTINA DORNELLES; PRICILA SLEIFER; LETÍCIA PETERSEN SCHMIDT ROSITO; ANDRÉIA ARGENTA; CHENIA BLESSMANN GARCIA; CASSIANA BURTET DE ABREU;

ANDREI ROBERTO DA SILVA; TOBIAS GARCIA TORRES; SADY SELAIMEN DA COSTA

Introdução: As otites médias crônicas acarretam danos no mecanismo de condução sonora da orelha média, conseqüentemente, há o aparecimento de perda auditiva, que se acredita variar de acordo com o tipo e grau de alterações das estruturas da orelha média. Objetivo: verificar o impacto da otite média crônica sobre a audição; relacionando o tamanho do gap aéreo-ósseo aos diferentes achados otoscópicos. Métodos: estudo transversal contemporâneo, incluindo 110 orelhas com diagnóstico de otite média crônica colesteatomatosa ou não-colesteatomatosa. Foram comparados os valores dos gap aéreo-ósseos nas freqüências de 500 a 4000 Hz com os achados otoscópicos, divididos em quatro grupos: otite média crônica não-colesteatomatosa sem dano ossicular, otite média crônica não-colesteatomatosa com dano ossicular, colesteatoma mesotimpânico e colesteatoma epitimpânico. Resultados: Observou-se valores maiores dos gap nas freqüências de 500 e 1000 Hz, em todos os grupos; porém, esta diferença foi significativa apenas em 500 Hz entre os grupos com otite média crônica não-colesteatomatosa com e sem dano de cadeia ossicular; e em 1000 hz entre os grupos otite média crônica não-colesteatomatosa sem dano na cadeia ossicular e colesteatoma mesotimpânico. Não foi encontrada correlação significativa entre o número de quadrantes da membrana timpânica perfurados e o valor dos gap. Conclusão: Baseados em nossos achados poderíamos inferir que as otites médias crônicas colesteatomatosa e não-colesteatomatosa seriam responsáveis por alterações audiológicas semelhantes no que diz respeito a tamanho dos gap aéreo-ósseos, e que nesses quadros já estabelecidos, um aumento no número de quadrantes perfurados não resultaria em um incremento significativo da perda auditiva.

LARINGITES ATÍPICAS E ENTUBAÇÃO ENDOTRAQUEAL PRÉVIA: COMBINAÇÃO PERIGOSA MARIANA MICHELIN LETTI; CÍNTIA PESSIN; FERNANDO AMARAL; MARIANA SMITH; GABRIEL KUHL

Introdução:Laringites são processos infecciosos agudos causados principalmente pelo vírus Influenza I que geram síndrome clínica de crupe(disfonia, tosse ladrante, estridor inspiratório),são mais comuns em meninos, caracteristicamente surgem entre 6 meses e 4 anos de vida(pico: 2 anos)e resolvem em 3 dias.Algumas crianças apresentam quadros atípicos de laringite,nessas pode ser interessante avaliar a integridade anatômica da laringe.Em até 8% dos pacientes pediátricos submetidos a entubação endotraqueal pode ocorrer algum grau de estenose subglótica adquirida,podendo o paciente evoluir com mais de 50% de comprometimento da luz do órgão sem apresentar sintomas obstrutivos permanentes.Objetivos:Descrever as características clínicas dos pacientes pediátricos submetidos à endoscopia da via aérea (EVA)por laringites atípicas e os achados do exame.Material e Métodos:Incluímos pacientes avaliados no ambulatório de laringologia pediátrica por laringite atípica(mais de 3 episódios, duração prolongada, necessidade de hospitalização com ou sem entubação, idade não característica).Os pacientes foram submetidos à EVA,sob anestesia geral e ventilação espontânea.Dados clínicos antes do exame, história prévia(especialmente focada em entubações endotraqueal) e achados do exame foram protocolados prospectivamente.Resultados e conclusões:Dos pacientes submetidos à EVA,14 apresentavam critério de inclusão.A idade média foi de 8 meses(2 meses a 6 anos). Nenhum paciente tinha diagnóstico de asma ou refluxo antes do exame,4 estavam em tratamento para rinite alérgica(todos do grupo sem entubação).Sete pacientes tinham entubação prévia(4 bronquiolite, 1 pneumonia, 1 meningite e 1 cirurgia cardíaca)e destes, 5 apresentaram estenose subglótica tipo I de Hollinger (

LARINGOTRAQUEOPLASTIA PARA ESTENOSE SUGBLÓTICA ADQUIRIDA EM PEDIATRIA: SÉRIE DE CASOS MARIANA MICHELIN LETTI; FERNANDO AMARAL; FABIANA ANJHORN; MARIANA SMITH; GABRIEL KUHL.

Introdução:A estenose subglótica na infância pode ser congênita ou adquirida (por entubação endotraqueal)e pode evoluir com obstrução respiratória. Muito foi proposto para o manejo cirúrgico destas estenoses: dilatação,cirurgia endoscópica com laser,laringotraqueoplastia(LTP)e reconstrução laringotraqueal.A escolha da técnica depende do tipo de estenose,da disponibilidade de material e da experiência do cirurgião. Objetivos:Descrever a experiência do nosso grupo de laringologia pediátrica com LTP no manejo de pacientes com estenose subglótica adquirida entre dezembro de 2004 e junho de 2006.Material e Métodos:Os dados dos pacientes,da classificação da estenose,da técnica utilizada e do resultado obtido foram coletados prospectivamente.Resultados e Conclusões:Neste período,8 pacientes foram submetidos a LTP em nosso serviço.Cinco (62,5%) eram meninos.Todos tinham estenose subglótica adquirida por entubação por causas variadas (4 bronquiolite,1cirurgia cardíaca,1 trauma de língua,1 pneumonia,1 aspiração mecônio)e por tempo variado(6 a 21 dias).Dois (25%) estavam traqueostomizados antes do tratamento(ambos encaminhados de outros locais).Cinco tinham estenose grau III(62,5%) e 3 grau II(37,5%).Um foi submetido a dilatações repetidas em outro serviço e 1 foi tratado por nós com YAG laser,ambos sem melhora.Todos foram submetidos a LTP com colocação de enxerto de cartilagem costal(em 7 casos anterior e posterior e em 1 apenas posterior).A idade no momento da LTP variou entre 2m e 2 anos e 7 m(média de 12,37m)e o peso entre 3,6 e 14 Kg.(média de 7,8)Os pacientes permaneceram entubados no pós-operatório para cicatrização em um período médio de 9 dias(entre 6 e 12 dias).Três pacientes formaram granulomas nas primeiras semanas pós-operatório,removidos endoscopicamente.Todos os pacientes se encontram sem traqueostomia,com boa ventilação e via oral natural.O período médio de seguimento é de 8,25 meses (1 a 19 meses).

ATRESIA COANAL CONGÊNITA BILATERAL ASSOCIADA A CISTO DE CORNETO INFERIOR: PRIMEIRO RELATO DE CASO MARIANA MICHELIN LETTI; FERNANDO AMARAL; CÍNTIA PESSIN; MARIANA SMITH; GABRIEL KUHL.