PROGRAMA DE MONITORAMENTO DE DEFEITOS CONGÊNITOS DO HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE (1982- 2005)
MÔNICA GUZINSKI RODRIGUES; LUCAS OTMAR DEWES, CAROLINE DEUTSCHENDORF, LUCIANA SEHN, LEONARDO MAMARELLA, TAHIANA GARRAMONES MARQUES, DIEGO DI MARCO ATAÍDES, LAURA NETTO HAGEMANN, LUIZA BRUSIUS, RAQUEL DA SILVA TOWSEND, ELIAS DAL MORO, CARINA DE S. OLIVEIRA, JÚLIO CÉSAR LOGUERCIO LEITE INTRODUÇÃO: O nascimento de crianças com defeitos congênitos tem grande impacto tanto na a família como no sistema de saúde. O PMDC do HCPA trabalha desde 1982 no monitoramento de defeitos congênitos em colaboração com o Estudo Colaborativo Latino-Americano de Malformações Congênitas (ECLAMC). OBJETIVOS: Fazer análise das freqüências de defeitos congênitos(DC) no nosso hospital e então comparar com as freqüências da América Latina obtidas através do ECLAMC; procurar fatores de risco associados a DC com freqüência mais alta. MATERIAL E MÉTODOS: Estudo de base hospitalar. Analisamos todos os recém-nascidos vivos (RNV) e natimortos (NM) com mais de 500g nascidos de 1983 a 2005, com preenchimento de fichas junto às mães de RNV malformados, RNV controles e NM.De 1983 a 1985, o delineamento do estudo foi coorte, e de 1986 a 2005, caso-controle. RESULTADOS: Total de malformados: coorte – 234; caso-controle – malformados - 4112, controles - 4043.
Nesse período, nasceram 80.641 RN no nosso hospital, sendo 79.236 RNV e 1.405 NM. Defeitos congênitos foram detectados em 5% dos RNV e 14,1% dos NM. CONCLUSÕES: A continuidade do estudo ECLAMC é de suma importância para uma monitorização de freqüências e fatores de risco para malformações, visando à implantação de medidas públicas de saúde com o objetivo de diminuir a incidência de defeitos congênitos na população. Agência financiadora: CNPq (Bolsa PIBIC).
VALIDAÇÃO DO ÍNDICE DE MORTALIDADE PEDIÁTRICA (PIM) EM UTI PEDIÁTRICA TERCIÁRIA
EVANDRO BARBIERI; RICARDO MOMBELLI FILHO, GLEIBER RODRIGUES, CAROLINA AMORETTI, SIMONE DAMIAN, ELIANA TROTTA, VERÔNICA BAECKER, PAULO ROBERTO ANTONACCI CARVALHO
Introdução: Com a evolução da medicina intensiva, cresce a necessidade de encontrar meios que possibilitem a homogeneização das populações de pacientes internados, a avaliação das diferentes terapêuticas empregadas e a comparação das diferentes UTIs.
Neste sentido surgiram os escores prognósticos com o intuito de estratificar o risco de mortalidade e tornar objetiva a avaliação das UTIs . Objetivos: A partir da comparação de dois escores prognósticos, Pediatric Index of Mortalility (PIM) e sua versão revisada (PIM-2), este trabalho visa validar um modelo preditivo de mortalidade para a UTI Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Material e Métodos: Baseado no registro das admissões e no banco de dados da UTI Pediátrica do HCPA, foram avaliados dados de 1155 crianças admitidas no período de 1º de junho de 2003 a 31 de dezembro de 2005. Os escores PIM e PIM- 2 foram calculados conforme fórmulas publicadas em artigos originais de Shann e cols. A partir destes valores os pacientes foram classificados em 5 categorias de risco de morte: < 1%, 1 – 5%, 5,01 – 15%, 15,01 – 30%, > 30%. Para a comparação dos índices de mortalidade observada e esperada foi empregado o teste goodness-of-fit de Hosmer-Lemeshow, a curva ROC e a estatística descritiva. Resultados: A análise estatística mostra que os escores PIM e PIM-2 são equivalentes e subestimam a mortalidade em todos os intervalos propostos. Ambos discriminam adequadamente entre pacientes que sobreviveram e que morreram, porém não possuem calibração para distinguir mortalidade nas cinco categorias. Conclusão: Os escores PIM e PIM-2 podem ser validados apenas quanto ao seu poder discriminatório, representando ferramentas de performance comparável para a avaliação prognóstica de pacientes admitidos na UTI Pediátrica do HCPA.
ESPIROMETRIA EM CRIANÇAS PRÉ E PÓS TREINAMENTO
TATIANE ARRUÉ FELIX; EDGAR SARRIA; JANICE LUKRAFKA; RITA MATTIELLO
Introdução: Em pacientes pediátricos a mensuração da função pulmonar é um procedimento de difícil execução, comprometendo sua aceitabilidade e reprodutibilidade, devido à falta de cooperação e dificuldade de compreensão. Objetivo: Comparar as diferenças nas características técnicas das manobras espirométricas em crianças pré e pós-treinamento. Casuística e Métodos: O treinamento pré-espirometria, através de atividades lúdicas, foi realizado em 26 crianças asmáticas, com idades entre 4 e 10 anos, que estavam em acompanhamento regular em um Serviço de Pneumologia de Porto Alegre. As variáveis espirométricas mensuradas foram volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), capacidade vital forçada (CVF) e o pico de fluxo expiratório (PFE). Resultados: Foi encontrada uma diferença estatisticamente significativa, pré e pós-treinamento, nos valores absolutos do VEF1 (p= 0,013), CVF (p=0,001) e PFE (p=0,002) e nos valores percentuais do predito no VEF1 (p= 0,008), CVF
(p=0,003) e PFE (p=0,001). Na comparação pré e pós-treinamento houve uma diferença significativa no nível de aceitabilidade da curva fluxo-volume (p=0,013). Conclusão: Através de vinte minutos de treinamento prévios à espirometria, pode-se obter uma resposta satisfatória e uma melhora de alguns parâmetros da manobra espirométrica em crianças de quatro a dez anos.
PERFIL DOS CASOS DE ESPINHA BÍFIDA NASCIDOS NO HCPA DE 2000 A 2004.
LUCAS OTMAR DEWES; LEONARDO REIS DE SOUZA, CAROLINE DEUTSCHENDORF, MARCOS PORT SCHIRMER, KARINS SUMINO.
Introdução: Espinha bífida é um defeito de tubo neural, decorrente da falta de fusão das metades embrionárias dos arcos vertebrais, podendo envolver a medula espinhal e as meninges, variando desde tipos clinicamente significativos a pequenas anomalias sem importância. O Programa de Monitoramento de Defeitos Congênitos do HCPA trabalha há 23 anos no registro das malformações apresentadas pelos bebês nascido neste hospital, trabalhando como um estudo de caso controle. Objetivos:
Analisar o perfil dos casos de espinha bífida registrados pelo PMDC no período de 2000 a 2004. Material e Métodos: Análise do banco de dados do PMDC do HCPA. Resultados: Foram registrados 43 casos, correspondendo a 3,43% do total de malformados registrados neste período. Do total, 40 foram nativivos (93%). Em relação ao sexo, foram 22 meninos (51,2%), 20 meninas (46,5
%) e um caso não teve o sexo especificado. Meningomieleocele foi o tipo mais comum – 37 casos (86%), sendo os demais todos de meningocele. Aspecto roto ao nascimento em 35 casos (81,4%), não-roto em 6 (14%) e 2 casos não-especificados. A extensão média dos defeitos apresentados ficou em 5,5 cm. Anomalias associadas foram encontradas em 12 (27,9%) dos casos, sendo as mais comuns a hidrocefalia isolada (16 casos) e hidrocefalia acompanha de pé-torto (94 casos). Dos 43 casos, 5 pacientes eram polimalformados. Conclusão: A espinha bífida representa uma pequena parcela dos casos registrados, mas com alta morbidade para os pacientes, que necessitam de equipe composta por diferentes especialidades para seu manejo.A partir desta análise inicial pretendemos buscar os dados do manejo recebido por estes pacientes nas diferentes especialidades que são envolvidas nos seus cuidados.
ORIENTAÇÕES DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE A RESPEITO DO POSICIONAMENTO PARA DORMIR DOS BEBÊS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE VIDA
DANUSA GRAEFF CHAGAS PINTO; ROBERTO MÁRIO SILVEIRA ISSLER; ELSA REGINA JUSTO GIUGLIANI; PAULO JOSÉ CAUDURO MAROSTICA; ADRIANA MILANI; ANELISE WOLMEISTER; BIANCA SARTURI; DANIELA PIRES; FABIANE NIETO;
LUÍS FELIPE SMIDT; LUCIANA HARLACHER; MANOELA VILETTI; MÁRCIA OLIVEIRA; MATEUS SCHERER
Justificativa: A Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL) tem prevalência de 1,5/1.000 nascidos vivos. Estudos mostraram associação significativa entre dormir na posição prona (de barriga para baixo) e SMSL. Objetivos: Estimar a prevalência e tipo de orientação fornecida às mães no primeiro semestre de vida a respeito do posicionamento do lactente para dormir. Metodologia:
Estudo de Coorte. Selecionadas 131 parturientes com filhos nascidos na maternidade do Hospital de Clínicas de Porto Alegre entre setembro/2005 a março/2006. Visitas domiciliares no terceiro e sexto mês. Inclusão: mães residentes em área pré-delimitada do município de Porto Alegre e seus respectivos bebês, que tenham alta hospitalar juntos e que residam no mesmo domicílio.
Exclusão: mães portadoras de transtorno físico e/ou psiquiátrico que as impeçam de cuidar ou de amamentar o bebê. Resultados:
Estudo ainda em andamento. No hospital, 78,6% das mães não receberam qualquer informação da equipe sobre o posicionamento do bebê no berço; apenas 1,5% receberam informação sobre a posição supina ser adequada. 48,8% já tinham recebido informação anterior àquela hospitalização sobre qual posição o bebê deve dormir, sendo que apenas 4,7% das orientações estavam corretas, todas dadas por familiares. Na visita de terceiro mês, 27,9% tinham recebido informação pós alta sobre a posição de dormir, e no sexto mês apenas 10% tinham recebido informação adicional. Conclusão: Os resultados obtidos apontam para uma baixa taxa de informação às mães por parte da equipe de saúde com relação a esse tópico, tanto no ambiente hospitalar, como no acompanhamento da puericultura. A família ainda é fonte importante de informação a esse respeito. As taxas de informação correta ainda são muito baixas.
EVOLUÇÃO DE PACIENTES PEDIÁTRICOS COM INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA AGUDA POR HEPATITE VIRAL A NOS ÚLTIMOS DEZ ANOS
LUCIANA MENDES JOHANN; JULIANA GHISLENI DE OLIVEIRA, LETÍCIA REMUS MORAES, LUCIA GUTHEIL GONÇALVES, CARLOS OSCAR KIELING, SANDRA MARIA VIEIRA, CRISTINA TARGA FERREIRA, RAQUEL BORGES PINTO, THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA.
Introdução: A hepatite causada pelo vírus A (HVA), na sua forma fulminante, ocasiona elevada mortalidade. Apesar de ser uma doença prevenível por vacina, a vacinação em massa contra HVA ainda não foi rotinizada em nosso país. Objetivo: Determinar a evolução de pacientes pediátricos que se apresentaram com hepatite A fulminante em nosso serviço. Materiais e métodos: 33 crianças, portadoras de insuficiência hepática aguda (IHA), foram encaminhadas para a unidade de Gastro Infantil do HCPA, durante o período de abril de 1996 a julho de 2006. As idades variaram de 2 meses a 15,7 anos (média=6,2 ± 5,3 anos) e 21 (64%) eram do sexo masculino. IHA foi definida como evidências clínico-laboratoriais de lesão hepática, sem doença hepática prévia reconhecida. Do ponto de vista bioquímico, foram considerados como critérios de inclusão: TP prolongado além de 10 segundos e/ou INR>1,5, com encefalopatia, ou TP>20 segundos e/ou INR>2, sem encefalopatia. Treze crianças apresentavam anti-HVA IgM positivo (39,4%), tirosinemia (3), hepatite viral B (2), doença de Wilson (2), hepatite auto-imune (1) e doença veno-oclusiva (1). Em 11 pacientes (33,4%) a etiologia não pode ser determinada. Resultados: As 13 crianças com HVA fulminante tinham idades entre 17 meses e 15,6 anos (média=5,8±4,6 anos). Oito meninos (61,5%). Todos os pacientes foram colocados em lista de transplante hepático em caráter urgente, contudo 5 (38,5%) morreram aguardando órgão. Somente 1 paciente recuperou espontaneamente (7,7%). Sete pacientes foram submetidos a transplante de fígado: 3 morreram no pós-operatório imediato, 1 morreu 1 mês e meio após o transplante. Três (42,9%) estão vivos com 5 e 2 anos e 1 semana de sobrevida. Conclusões: A mortalidade das crianças com HVA fulminante foi elevada. O transplante hepático possibilitou maior sobrevivência.
TESTES RÁPIDOS (ESTERASE LEUCOCITÁRIA E NITRITOS) NA INFECÇÃO URINÁRIA FEBRIL EM LACTENTES COM UROCULTURAS COLHIDAS POR PUNÇÃO SUPRAPÚBICA
LAURA DARSIE FRAGA; NOEMIA PERLI GOLDRAICH, MARILEI WOLFART; MÁRCIA PIRES; JEFFERSON PIVA
A fita-teste (estearase leucocitária e nitritos), pela facilidade e rapidez do resultado, é usada no manuseio de lactentes com infecção urinária (IU) febril. Avaliações prévias destes testes feitas em amostras com predominância de crianças negras, que resultam em prevalência menor de IU e em urinas colhidas com catererismo vesical ou saco coletor, que torna o diagnóstico de UI menos acurado. OBJETIVO: validar os testes rápidos (estearase leucocitária e nitritos) da fita-teste em urinas colhidas por saco coletor (SC) e/ou por punção suprapúbica (PSP) de lactentes febris. MATERIAL: 256 (175 meninas e 81 meninos) lactentes provenientes da comunidade (idade-média: 18,51 meses +/-4,5; limites 0,1 e 24), com febre relata ou medida >37,5°C, que consultaram na Emergência Pediatrica do HCPA. MÉTODO: nos 256 lactentes a urocultura foi colhida por PSP. A fita-teste foi realizada em 150 crianças na urina colhida por SC da mesma micção ou da micção imediatamente anterior à PSP e, em 194, na urina colhida por PSP, da mesma amostra enviada para urocultura. Em 89 lactentes, a fita-teste foi feita, tanto na urina por SC como da PSP. RESULTADOS: IU ocorreu em 66/256 (25,8%). Teste da estearase leucocitária, no saco coletor: sensibilidade (S) 82%; especificidade (E) 49%; valor predidivo positivo (VPP) 74% e negativo (VPN) 66,5%. Teste do nitrito no SC: S 49%; E 87,5%;
VPP 80%; VPN 69,5%. CONCLUSÃO: os testes do nitrito e da estearase leucocitária em urina obtida por PSP, em lactentes febris, constituem os melhores índices para decidir o início do tratamento empírico, antes do resultado da urocultura.
PREVALÊNCIAS DE ÍNDICE DE MASSA CORPORAL (IMC) NORMAL E AUMENTADO EM CRIANÇAS SAUDÁVEIS DE 0 A 6 ANOS, USANDO TRÊS TABELAS PEDIÁTRICAS
MARCELA SANTIAGO BIERNAT; CLARISSE A. ZANETTE; ISADORA ROCHA; NOEMIA PERLI GOLDRAICH; CARMEN PILLA Introdução: a obesidade está relacionada, em crianças e adolescentes, entre outras complicações com hipertensão arterial. Há 3 tabelas pediátricas para interpretação do IMC propostas pelo CDC-2000, por Cole et al (ambas para pacientes de 2-20 anos) e pela OMS-2006 (de 0-5 anos). Objetivo: comparar as prevalências de sobrepeso e obesidade em crianças saudáveis de uma creche, usando estas 3 tabelas. Material e método: 112 (58 meninas e 54 meninos; idade-média: 46,6 + 19,8 meses) das 122 crianças matriculadas em 2006 numa creche foram pesadas e medidas e tiveram o seu IMC calculado e interpretado, usando os pontos de corte, para normal e aumentado (inclui sobrepeso e obesidade) destas 3 tabelas. Resultados: as prevalências de IMC normal e aumentado foram: 0 a 2 anos (n=20): 13 (65%) normal e 7 (35%) aumentado (OMS); 2 a 5 anos (n=54): 28 (52%) normal e 26 (48%) aumentado (OMS) 36 (66%) normal e 18 (34%) aumentado (CDC) 45 (83%) normal e 9 (17%) aumentado (Cole); 2 a 6 anos (n=92): 59 (64%) normal e 33 (36%) aumentado (CDC) 69 (75%) normal e 23 (25%) aumentado (Cole) Há diferenças estatisticamente significativa (p< 0,05) nas prevalências de IMC normal e aumentado entre as tabelas de Cole e do CDC e OMS.
Conclusão: Há discordância na interpretação de IMC normal e aumentado entre as 3 tabelas, que resulta em dificuldade adicional no diagnóstico de sobrepeso/obesidade em crianças de 2-6 anos. Independente da tabela utilizada, a prevalência de IMC aumentado, em lactentes e pré-escolares é muito alta e requer intervenção (acompanhamento adequado e adoção de medidas preventivas primárias em berçários e creches).
PREVALÊNCIA E BACTERIOLOGIA EM CRIANÇAS DE 0-2 ANOS COM INFECÇÃO URINÁRIA FEBRIL, ATENDIDAS NA EMERGÊNCIA, COM UROCULTURAS COLHIDAS EXCLUSIVAMENTE POR PUNÇÃO SUPRAPÚBICA
BIANCA HOCEVAR DE MOURA; NOEMIA PERLI GOLDRAICH; MARCIA PIRES; JEFFERSON PIVA; MARILEI WOLFART; ILDA PEREIRA SILVEIRA.
Muitos estudos de prevalência de infecção urinária (IU) em lactentes febris atendidos em emergências dos Estados Unidos utilizaram o cateterismo vesical como método preferencial de coleta de urina ou ocorreram em estados com predomínio da população negra, que tem predisposição menor à IU. OBJETIVO: estabelecer a prevalência e a bacteriologia da IU em lactentes febris, atendidos na Emergência Pediátrica do HCPA, onde o método de eleição para a coleta de urina é a PSP. MATERIAL: todos lactentes com febre (medida na Emergência ou relatada pela mãe), que colheram urocultura por PSP, durante consulta na Emergência Pediátrica, entre 1 de agosto de 2005 e 30 de junho de 2006. MÉTODO: uma pesquisa nos registros eletrônicos do SAMIS identificou estes lactentes. A seguir, os boletins de atendimento e os resultados informatizados das uroculturas foram revisados. RESULTADOS: de acordo com os critérios de seleção pré-estabelecidos, foram atendidos na Emergência e colheram urina para cultura por PSP, 256 lactentes febris. A urocultura foi positiva em 66 (23/81 meninos e 43/175 meninas), o que resultou numa prevalência total de 25,8% (28,4% nos meninos e 24,6% nas meninas). A Eschericha coli foi identificada em 49 casos (74%), Proteus em 7 (11%), Klebsiella em 4 (6%), Enterococcus em 2 (3%), Enterobacter em 2 (3%), Staphylococcus aureus em 1 (1,5%).
Em um caso houve crescimento de Enterococcus e Proteus. CONCLUSÃO: a alta prevalência de IU nesta população reforça a necessidade de colher urina em lactentes que consultam por febre, antes de iniciar tratamentos empíricos com antimicrobianos, que podem mascarar o diagnóstico da IU febril e resultar em cicatrizes renais permanentes.
ACHADOS DAS ENDOSCOPIAS DIGESTIVAS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO ANO DE 2005
CAMILA TEIXEIRA PEREIRA ; LETÍCIA REMUS MORAES; JULIANA GHISLENI DE OLIVEIRA; CARLOS OSCAR KIELING;
SANDRA MARIA GONÇALVES VIEIRA; CRISTINA TARGA FERREIRA; HELENA GOLDANI; HELENICE BREYER; ISMAEL MAGUILNIK; THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA
Introdução: Esofagogastrodoudenoscopia (EGD) e colonoscopia (COL) são procedimentos usuais em adultos. Menos comuns em menores de 18 anos, são importantes recursos diagnósticos e terapêuticos de doenças digestivas em crianças e adolescentes.
Objetivos: Descrever características dos pacientes e resultados dos procedimentos realizados em menores de 18 anos no HCPA.
Materiais e métodos: Pesquisa no AGH identificou procedimentos realizados em 2005. Os dados do paciente (sexo, idade, origem (ambulatório/internação)) e do procedimento (tipo, data, anestesia (geral/sedação), biópsia, alteração macroscópica ao exame) foram apresentados em freqüência, média e desvio-padrão, empregando Anova e qui-quadrado, p Resultados: De 232 procedimentos realizados em 2005, 70,3% foram revisados, sendo 140 pacientes e 52,9% femininos. 87,9% dos pacientes realizaram um procedimento, 9,3% 2 exames, e 2,8% submetidos a >=3. Idade variou de 6 meses a 17 anos e 10 meses (média:
8,6+-5,1 anos). As crianças com 1 a 2 anos foi o grupo etário mais freqüente (11%). Número de EGDs: 149 (91,4%); e COLs: 14 (8,6%). 74,8% dos exames tiveram origem ambulatorial e 87,1% foram realizados sob anestesia. A indicação do exame foi
diagnóstica em 87,7%, terapêutica em 12,3% e ambas em 5,5%. A macroscopia evidenciou alteração em 91,9% das EGDs, sendo 31,5% no esôfago, 55% no estômago, 22,8% no duodeno. Biópsia de mucosa foi realizada em 70,5% das EGDs, sendo 57% do esôfago, 63,8% do estômago e 61,1% do duodeno. O colonoscópio progrediu até o íleo terminal em 42,9%, cólon ascendente 14,3%, transverso 7,1% e retossigmóide 35,7%. Alterações foram encontradas em 64,3%, e realizadas biópsias em 78,6%. Não houve diferença entre EGD e COL quanto ao sexo, idade e origem do paciente, tipo de anestesia, tipo de indicação e realização de biopsia. Conclusões: A maioria dos procedimentos tinha indicação diagnóstica, apresentava alteração macroscópica e biópsias foram realizadas. A continuidade do estudo possibilitará análise detalhada das indicações e dos achados endoscópicos e histológicos.
ENDOSCOPIA DIGESTIVA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
CAMILA TEIXEIRA PEREIRA ; JULIANA GHISLENI DE OLIVEIRA; LETÍCIA REMUS MORAES; CARLOS OSCAR KIELING;
SANDRA MARIA GONÇALVES VIEIRA; CRISTINA TARGA FERREIRA; HELENA GOLDANI; HELENICE BREYER; ISMAEL MAGUILNIK; THEMIS REVERBEL DA SILVEIRA
Introdução: As endoscopias digestivas, esofagogastrodoudenoscopia (EGD), colonoscopia (COL) e colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER), são procedimentos usuais em adultos. Menos comuns em crianças, são importantes recursos diagnósticos e terapêuticos de doenças digestivas infantis. Objetivos: Descrever características dos pacientes e procedimentos realizados em menores de 18 anos no HCPA. Materiais e métodos: Pesquisa no AGH identificou procedimentos realizados de janeiro2000 a dezembro2005 em menores de 18 anos. Dados do paciente e do procedimento foram apresentados em freqüência, média e desvio-padrão, empregando Anova e qui-quadrado, p 1424 procedimentos foram realizados em 1023 pacientes, 49,7%
femininos. Idade variou de 2 dias a 17 anos e 11 meses (média: 8,7+-5,3 anos). As crianças com 1 a 2 anos foi o grupo etário mais freqüente (9%). 79,4% dos pacientes realizou um procedimento, 131 (12,8%) 2 e 80 (7,8%) >=3. 54 pacientes realizaram EGD e COL consecutivamente. Em média, houve 237 procedimentos/ano (188 a 260). Número de EGDs: 1188 (83,4%); COLs: 197 (13,8%); CPERs: 39 (2,7%). 965 (67,8%) exames tiveram origem ambulatorial e 1100 (77,2%) foram realizados sob anestesia.
Biópsia de mucosa foi obtida em 60,4% das EGDs e 68% das COLs. A idade foi diferente (p=0,000) em cada exame: EGD 8,5+- 5,2; COL: 9,4+-5,4; CPER: 11,6+-5,2 anos. O sexo feminino foi mais freqüente na CPER (76,9%), que na EGD (49,2%) e COL (49,2%) (p=0,003). 94,9% dos submetidos à CPER estavam internados, diferente (p=0,000) das EGDs (71%) ou COLs (60,4%). As EGDs (79,3%) e COLs (76,1%) foram realizadas principalmente sob anestesia, diferentemente (p=0,000) das CPERs (20,5%).
Conclusões: Crianças com
LIMITAÇÃO INTELECTUAL EM CRIANÇAS COM DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: UMA CONDIÇÃO SUBDIAGNOSTICADA
MARCO ANTONIO VELOSO DE ALBUQUERQUE; KATIA WERNECK SEITZ; NATALIA SONCINE KAPCZINSKI; MARIA IZABEL BRAGATTI WINCKLER; RUDIMAR DOS SANTOS RIESGO; LYGIA OHLWEILER
1) INTRODUÇÃO: A dificuldade de aprendizagem(DA) é um problema freqüente em crianças e tem causado preocupação nos profissionais que se dedicam ao seu atendimento. A prevalência pode ser de até 30-50% nos primeiros 6 anos de escolaridade. As causas podem ser primárias ou secundárias e destas se destaca o Retardo Mental(RM). Este estudo foi realizado no ambulatório de DA do HCPA com o intuito de chamar a atenção para este problema tão importante e que muitas vezes passa desapercebido na prática clínica usual. 2)OBJETIVOS:-Demonstrar a prevalência de RM em crianças com dificuldades na aprendizagem; - Descrever as principais queixas relacionadas ao quadro; 3)MATERIAL E MÉTODOS: A avaliação dos pacientes constou de anamnese, exame neurológico, exame neurológico evolutivo, exame das funções corticais e quociente de inteligência(QI) pelo WISK. Baseado na classificação do DSM-IV estes pacientes foram agrupados em 5 categorias: 1) Normal: QI>80; 2)Limítrofe: QI entre 70 e 80; 3) RM leve: QI de 50-55 a 70; 4) RM moderado: QI de 35-40 a 50-55 e 5) RM grave: QI de 20-25 a 35- 40.4)RESULTADOS: Foram avaliados 49 pacientes, de 7 a 16 anos, sendo 34(69%)do sexo masculino. O QI foi normal em apenas 16(32%) pacientes ; 15(30,6%) tinham QI limítrofe, 15(30,6%) RM leve e 3(6,8%) RM moderado.As principais queixas relatadas, além da dificuldade para aprender, foram agitação e problemas comportamentais sendo que alguns pacientes tinham 2 ou mais problemas associados.5)DISCUSSÃO: Observou-se a relação entre limitação intelectual e DA nos nossos casos. Esta situação muitas vezes passa desapercebida pelos profissionais que atendem pacientes com DA e, como conseqüência, pode levar a repetências escolares freqüentes, maior evasão escolar e os problemas sabidamente relacionados como condutas disruptivas que irão repercutir na vida adulta destes pacientes. Diante disso é importante que todos os profissionais estejam atentos a esta causa para instituir tratamento precoce.
A MORTALIDADE INFANTIL E SEUS TRÊS COMPONENTES NO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE. (1997-2005)
ELISA GRANDO; ROBERTA PERIN LUNKES; PAULINE ZANIN; MARILYN AGRANONIK; CLÉCIO HOMRICH DA SILVA;
MARCELO ZUBARAN GOLDANI
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Porto Alegre possui um Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) conhecido pela confiabilidade de suas informações, que tem contribuído para a compreensão das características de mortalidade. A investigação da mortalidade infantil e suas associações ajudam a conhecer a realidade epidemiológica local permitindo a formulação de políticas públicas de saúde materno-infantil. Por intermédio da SMS, obtiveram-se bancos de dados anuais do SIM de crianças menores de um ano de vida, de 1995 a 2005 que foram unificados e tiveram suas principais variáveis (características da criança, da mãe e do óbito) padronizadas. Foram avaliadas associações entre o período da ocorrência do óbito [perinatal(até 6 dias de vida), neonatal(7- 27) e pós-neonatal(28-364)] com as principais variáveis através do teste Qui-quadrado, considerando nível de significância de 5%.
Os óbitos infantis se distribuíram em: 21,5%, perinatais; 10,6%, neonatais e 24,6%, pós-neonatais. Foi encontrada associação significativa entre a morte perinatal(p
INFECÇÃO URINÁRIA FEBRIL EM LACTENTES: MÉTODO DE COLETA DE URINA PARA UROCULTURA NAS DIFERENTES ÁREAS DE ATENDIMENTO PEDIÁTRICO DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO