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REDE IVG – INSTITUTO PADRE VILSON GROH

No documento Monica Cristina Rovaris Machado - Univali (páginas 163-166)

O Instituto Padre Vilson Groh (IVG), foi constituído no ano de 2011, tendo seu estatuto social registrado em 5 de novembro de 2013. É uma Associação sem fins lucrativos, com fins assistenciais e autonomia patrimonial, administrativa e financeira, atendendo à legislação brasileira vigente (Estatuto IVG, art. 1º).

Para desenvolver suas atividades, o IVG possui como Registro no Conselho Municipal de Assistência Social da cidade de Florianópolis de número 13/2013, como função de assessoramento e garantia dos direitos. Em 16 de julho de 2012 é reconhecido como Utilidade Pública Municipal de Florianópolis pela lei de no 9013/2012, e no dia 25 de abril de 2013, é

reconhecido como Utilidade Pública no Estado de Santa Catarina pela lei 19.562/2013. A formação de uma Rede, conhecida como também Rede IVG, tem como objetivo o assessoramento, a defesa e garantia de direitos sem qualquer discriminação, tendo como referência inicial a Constituição Federal, em seu artigo 5º que visa garantir o direito à vida, à liberdade e a igualdade, e as leis em níveis estaduais e municipais que apoiam suas ações (Estatuto IVG, art. 2º). Ainda de acordo com o seu estatuto, as finalidades do IVG são: apoiar técnica e financeiramente organizações sociais, desenvolver e capacitar profissionais, oferecer assessoria contábil e jurídica para as organizações parceiras, prestar serviços, executar programas e projetos voltados para as populações vulneráveis (Estatuto IVG, art. 3º).

Para desenvolver suas atividades, o IVG possui norteadores estratégicos que atendem seus objetivos e finalidades. Como missão, o IVG pretende “prestar serviços de assessoramento, defesa e garantia de direitos, sem qualquer discriminação, tendo como marco referencial a Constituição” (IVG, 2017). Na perspectiva de longo prazo e dentro da gestão estratégica, o IVG tem como visão “tornar-se referência como propositor de políticas públicas, na gestão de recursos e assessoria às Organizações da Sociedade Civil que atendam e defendam os direitos fundamentais de populações em vulnerabilidade social” (IVG, 2017).

O Instituto por meio dos seus parceiros, associados e participantes dos empreendimentos, definiu como princípios e valores norteadores, a saber: cuidado com a vida, a desconstrução e ressignificação das relações centro/periferia, atuação a partir das margens, accountability, valorização do capital social, controle social (IVG, 2017).

O IVG tem como características ser uma associação pluralista, autônoma e independente de instituição de qualquer natureza, seja ela partidária governamental ou religiosa, podendo estabelecer parceria ou convênio e parcerias com empresas, órgãos e entidades públicas e privadas, nacionais ou internacionais, além de receber quaisquer tipos de doações que atendam suas finalidades (Estatuto IVG, art. 5º, § 1). Dentro da concepção de Governança, o Instituto tem como componentes estratégicos: a Assembleia Geral, o Conselho Deliberativo, o Conselho de Presidentes e o Conselho Fiscal. A parte de Gestão é composta pela Diretoria Executiva, Diretoria de Relacionamento Institucional, Diretoria Administrativa e Financeira e Diretoria Político-Pedagógica.

Para desenvolver suas atividades, o Instituto Pe Vilson Groh, trabalha em Rede com as sete organizações: Associação João Paulo II (AJPII), Centro Cultural Escrava Anastácia (CCEA), Centro de Educação e Evangelização Popular (CEDEP), Associação de Amigos da Casa de Criança e do Adolescente do Morro do Mocotó (ACAM) e o Centro Social Elisabeth

Sarkamp, além das unidades do Centro Educacional Marista São José e Lucia Mayvorne. A Rede IVG localiza-se estrategicamente em comunidades que necessitam de assistência e educação, por meio de atividades educacionais, esportivas, culturais, entre outras, na região da Grande Florianópolis. Os municípios atendidos são: Florianópolis nos bairros do Monte Cristo, Morro do Mocotó, Estreito, Monte Serrat e Alto da Caieira (Maciço do Morro da Cruz), São José no bairro do Jardim Zanelato, e na Palhoça no bairro chamado Ponte do Imarium. Por meio das organizações parceiras, a Rede IVG desenvolve atividades com crianças a partir de 2 anos, com educação formal, projetos como Jovem Aprendiz e Pró-Jovem, contraturno escolar, ou ainda escola em tempo integral, entre outros projetos de inclusão.

Um projeto desenvolvido em forma de parceria é o Projeto Educacional na Região de Empada/Guiné Bissau. Tem como objetivo principal a educação formal na região de Empada, sul de Guiné Bissau/África. É um país com baixo nível de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,420, sendo classificado em 178º, dentro do ranking de 188 países (http://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/idh0/rankings/idh-global.html).

Visa criar condições para o desenvolvimento daquela região africana, por meio da educação e sem vinculação religiosa, sendo o principal critério de escolha as questões socioeconômicas das famílias. Dentre as ações desenvolvidas são oferecidas bolsas de estudo, material escolar e alimentação no período letivo que compreende entre outubro e junho. No período de férias são oferecidas colônias de férias como forma de acesso às atividades esportivas e culturais, numa região carente de recursos estruturais, conforme Figura 26.

Figura 26

Mapa de Guiné Bissau.

Fonte: Guia Geográfico Guiné Bissau (2017). Mapa político. Recuperado em 25 de novembro, 2017, de http://www.africa-turismo.com/mapas/guine-bissau.htm

No ano de 2016, o projeto beneficiou 1224 crianças e adolescentes com investimento em torno de R$ 110.000,00. Um fator importante introduzido a partir deste ano letivo foi a alimentação, pois muitas crianças não tinham desempenho escolar adequado, pois vêm de famílias carentes e sem os recursos necessários para itens básicos, como alimentação (Rede IVG, 2017). Atualmente o projeto atende a Educação Infantil, no Jardim das Irmãs da Consolata, a Educação Fundamental (1ª à 6ª série) nas escolas: Comunitária Katiobá, Comunitária de Mui e Comunitária de Kudon. Já a educação do 7º ao 12º ano é oferecida no Liceu Dom Settímo Arturo Ferrazeta. Para o desenvolvimento das atividades educacionais, houve necessidade ao longo dos anos de reformas na infraestrutura predial, compra de carteiras escolares, alimentação, materiais escolares, além de subsídio financeiro para pagamento de professores. Em virtude dos níveis de pobreza, um mesmo beneficiário pode receber mais de um benefício, ou ser partilhado pela mesma família (Rede IVG, 2017).

No documento Monica Cristina Rovaris Machado - Univali (páginas 163-166)