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V IGILÂNCIA E PIDEMIOLÓGICA

No documento guia de Vigilância Epidemiológica (páginas 112-116)

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A A A A

AN T R A ZN T R A ZN T R A ZN T R A ZN T R A Z O UO UO UO UO U CCCCCA R B Ú N C U L OA R B Ú N C U L OA R B Ú N C U L OA R B Ú N C U L OA R B Ú N C U L O

VIADEADMINISTRAÇÃO DOSES

Q

UADRO

3 - 2

AESCOLHA

: D

OXICICLINA

Doxiciclina oral

Doxiciclina Adulto

Criança (< 20kg)

100mg, 2 vezes ao dia

5mg/kg/dia, dividida em 2 doses diárias

Oral

Oral

VIADEADMINISTRAÇÃO DOSES

G GG

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Identificação da fonte de infecção, para adoção de medidas de controle e desinfecção concorrente.

Realizar quimioprofilaxia dos indivíduos expostos ao Bacillus anthracis.

4.2. D

EFINIÇÃODECASO

Suspeito

Indivíduo com lesão cutânea, que evolui para pápula e vesícula, progredindo para cicatriz negra profunda, e história de exposição a material, animal ou produtos animais contaminados pelo B. anthracis.

Indivíduo com quadro febril, cefaléia, vômitos, tontura, fraqueza, dor abdominal e dor torácica, que progride com piora do quadro respiratório, e evidência radiológica de expansão do mediastino, e história de exposição a material, animal ou produtos animais contaminados pelo B. anthracis.

Indivíduo com quadro de náusea, vômito e mal estar, com progressão rápida para diarréia sanguinolenta, abdome agudo ou sepsis, e história de exposição a material, animal ou produtos animais contaminados pelo B. anthracis.

Indivíduo com quadro de lesão em mucosa oral ou da orofarínge, adenopatia cervical, edema, e febre e história de exposição a material, animal ou produtos animais contaminados pelo B. anthracis.

Confirmado

Critério clínico laboratorial: indivíduo com infecção pelo B. anthracis, confirmada laboratorialmente.

Critério clínico epidemiológico: indivíduo com exposição a algum material, animal ou produtos animais contaminados pelo B. anthracis, e quadro clínico compatível com a doença.

Descartado

Caso suspeito, cujos exames laboratoriais identificaram outro agente.

4.3. N

OTIFICAÇÃO

A ocorrência de casos suspeitos desta doença requer imediata notificação e investigação, por se tratar de doença grave e sob vigilância. Mesmo casos isolados impõem a adoção imediata de medidas de controle, visto se tratar de evento inusitado.

Por ser uma doença passível de uso indevido como arma biológica em ataques

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faringe (swab nasal), de todos os indivíduos expostos, e encaminhar para laboratório de referência.

O material, supostamente contaminado, também deve ser enviado ao Laboratório de Referência, para realização de testes, segundo as seguintes diretrizes de biossegurança:

Para a pessoa que localizou um material suspeito

ð Não tocar, não agitar, não tentar limpar ou recolher o material suspeito.

ð Evitar olhar muito próximo, cheirar, provar, espirrar ou tossir.

ð Desligar aparelhos de climatização, condicionadores, exaustores e ventiladores de ar.

ð Fechar janelas e portas, sair do local, mantendo o mesmo isolado e não permitir a entrada de pessoas.

ð Proceder à demarcação da área, a ser descontaminada com material desinfetante.

ð Contactar a Secretaria de Saúde do Estado, ou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, quando se tratar de ocorrências em áreas de terminais aquaviários, portos, aeroportos, estações e passagens de fronteiras e terminais alfandegados.

Recomendações importantes, em caso de contato com o material suspeito:

ð Lavar imediatamente as mãos, com água corrente abundante e sabão.

ð Não esfregar as mãos, antes de molhá-las.

ð Não escovar as mãos, durante a lavagem.

ð Procurar imediatamente orientação em uma unidade de saúde.

Coleta, recolhimento (se for o caso), acondicionamento, transporte e descontaminação do material

ð Verificar se os procedimentos básicos Item 1, foram adotados corretamente, se não, adotá-los.

ð Avaliar a situação da área suspeita de contaminação.

ð Adotar estratégias específicas, relacionadas ao recolhimento, coleta, transporte e descontaminação, de acordo com o descrito nos Anexos 1 a 5 deste Capítulo.

Essas atividades devem ser realizadas por equipe competente e capacitada, que deverá atender aos seguintes requisitos:

- os profissionais envolvidos não podem ser portadores de ferimentos, queimaduras, imunodeficiências ou imunosupressões;

- não deverão usar relógios e adereços (anéis, brincos, colares, entre outros);

- usar os equipamentos de proteção individual (EPI), preconizados no Anexo 1;

G GG

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- usar respiradores alternativos e cuidados especiais, quando portadores de pelos faciais (barba, bigode e costeletas);

- após os procedimentos, realizar higiene pessoal completa: banho com água corrente, abundante, e sabão.

4.4.1. Assistência médica ao paciente: adotar medidas junto às Unidades de Referência, para acompanhamento adequado aos doentes e a todos os indivíduos, expostos sem proteção, ao suposto material contaminado.

4.4.2. Qualidade da assistência: verificar se as Unidades de Referência estão seguindo as orientações, para quimioprofilaxia e tratamento, de acordo com o Item 2.4.

4.4.3.Confirmação diagnóstica: garantir coleta e transporte dos espécimens, para diagnóstico laboratorial, de acordo com as normas técnicas do Anexo 1.

4.4.4. Proteção da população: descarte adequado dos materiais supostamente contaminados. Quimioprofilaxia dos expostos.

4.4.5. Investigação: imediatamente após a notificação da existência de material supostamente contaminado, ou de um ou mais casos da doença, deve-se iniciar a investigação, para permitir que as medidas de controle possam ser adotadas em tempo oportuno.

Para o material supostamente contaminado, seguir as orientações descritas anteriormente, complementadas com as dos Anexos 1 a 5.

4.5. R

OTEIRODAINVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA

4.5.1. Identificação do paciente: preencher todos os campos da Ficha de Notificação do SINAN, relativos aos dados gerais, notificação individual e residência.

Não se dispõe de Ficha Epidemiológica de Investigação para este agravo no SINAN, devendo-se elaborar uma específica para este fim, contendo campos que coletem as principais características clínicas e epidemiológicas da doença.

4.5.2. Coleta de dados clínicos e epidemiológicos

Para confirmar a suspeita de exposição

ð Anotar na Ficha de Investigação dados sobre o tipo de material (couro, pó branco, etc), dia da exposição, etc. Uma pequena história (anamnese) deve ser feita, para se ter maior riqueza de detalhes.

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. Se se trata de contaminação por animais ou seus produtos, qual a proveniência e abrangência da disseminação do agente.

. Se existe vínculo com a ocupação dos indivíduos acometidos.

4.5.3. Análise de dados: a análise dos dados da investigação deve permitir a avaliação da magnitude da provável contaminação, da adequação das medidas adotadas, principalmente quanto à quimioprofilaxia, tratamento dos casos e risco de outros eventos semelhantes virem a acontecer.

Como a doença não tem grande poder de disseminação, e mesmo quando se apresenta sob a forma de surtos o número de acometidos é limitado, as análises dos eventos devem ser feitas caso a caso, descrevendo as ocorrências. Desde o início do processo, o investigador deve ir analisando os dados, para verificar se é decorrente de doença profissional, contaminação acidental ou intencional. Estas análises devem alimentar o processo de decisão das autoridades sanitárias.

Observar se todos os dados, necessários ao encerramento dos casos e do evento (epidemia ou casos isolados), foram coletados durante a investigação, devendo estar criteriosamente registrados e analisados.

4.5.4. Relatório final: as informações coletadas devem ser sistematizadas em um relatório final, sejam de casos isolados, surtos e, principalmente, quando houver suspeita de que a contaminação possa ter sido intencional.

Dentre as principais conclusões devem ser destacadas:

Local de transmissão do(s) caso(s), e distribuição segundo espaço, pessoa e tempo em situações de surtos.

Qual o modo de transmissão (contato com animais, contaminação intencional, caso importado, etc).

Situação de risco, para ocorrência de novos casos e medidas de controle adotadas.

Critérios de confirmação e descarte dos casos.

No documento guia de Vigilância Epidemiológica (páginas 112-116)