Na Unidade 1 apresentaremos aspectos importantes da relação entre a linguagem verbal e a atividade cerebral e nos aprofundaremos em temas como a abordagem científica da linguagem, sua aquisição e processamento. Ao final da unidade serão discutidos os estudos da neurociência e a importância da interação social para a aquisição e desenvolvimento da linguagem verbal.
CÉREBRO HUMANO, COGNIÇÃO, CÉREBRO HUMANO, COGNIÇÃO,
CIÊNCIA E LINGUAGEM
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
LINGUAGEM VERBAL: SUA CIENTIFICIDADE E SUA RELAÇÃO COM A COGNIÇÃO
LINGUAGEM VERBAL: SUA CIENTIFICIDADE E SEUS ASPECTOS PSÍQUICOS
1 INTRODUÇÃO
É essencial conhecer os diferentes aspectos deste objeto de estudo para obter uma visão ampla do mesmo, mas o estudo linguístico (linguagens oral-auditiva, cinésico-visual) para esta parte seguirá a perspectiva psicobiológica, porque é a sua relação com o cérebro e a cognição.
DICAS
2 LÍNGUA E LINGUAGEM
A linguagem verbal se desdobra em um nível específico que inclui a linguagem em suas diversas modalidades: chinês-visual e oral-auditiva. Estas, por sua vez, se desdobram ainda mais: a linguagem verbal visual (de sinais) chinesa, que tem em sua categoria Libras, Língua de Sinais Francesa, Língua de Sinais Americana; a linguagem verbal oral-auditiva (falada) que abrange: a língua portuguesa, a língua francesa, a língua inglesa, que também pode ser dividida em língua escrita.
3 O STATUS CIENTÍFICO DA LINGUAGEM VERBAL
O signo é a união de um conceito com uma imagem acústica/visual, que não é o som/cinema material, físico, mas uma impressão mental dos sons/cinema. Na verdade, segundo este teórico, os humanos estão equipados com um módulo linguístico denominado faculdade da linguagem.
4 PROCESSAMENTO DA LINGUAGEM VERBAL
Como você pode ver, a nova concepção de linguagem verbal passa a lidar com o que até então não era o objetivo dos programas de linguística: questões de uso e os processos envolvidos nos contextos de fala. O desenvolvimento de descobertas em psicolinguística levou à expansão das pesquisas para considerar os processos heteroclíticos da linguagem verbal.
5 AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM
Desde os primeiros estudos sobre aquisição de linguagem em língua de sinais nativa, publicados por Bellugi e Klima (1972) e Newport e Meier (1985), um longo caminho foi percorrido, mais de 40 anos. Por exemplo, Língua de Sinais Italiana (Caselli e Volterra, 1990), Língua de Sinais Brasileira (Quadros, 1997), Língua de Sinais Holandesa (Van den Bogaerde, 2000), Língua de Sinais Britânica (Woll, 1998), entre outras.
6 A IDADE CRÍTICA PARA A AQUISIÇÃO DE LINGUAGEM
No próximo subtópico discutiremos a questão da idade crítica para aquisição da linguagem, tema ao qual voltaremos e discutiremos posteriormente. Assim, alguns trabalhos comprovam que a aquisição da linguagem tanto de crianças ouvintes quanto de crianças surdas apresenta certos padrões de regularidade.
RESUMO DO TÓPICO 1
Os conceitos de língua e linguagem confundiram-se quando, ao privilegiar a supremacia de uma ciência linguística, outros processos semióticos concomitantes foram relegados à região periférica das investigações. No estudo sobre aquisição de linguagem foi introduzida uma nota explicando a diferença entre aquisição de linguagem e aprendizagem de linguagem.
AUTOATIVIDADE
Um filho ouvinte de pais surdos foi exposto simultaneamente à língua de sinais e à língua falada, tornando-se fluente em ambas. Um casal ouvinte, que não tem contato com pessoas surdas, começa a frequentar um curso de língua de sinais ministrado por um instrutor ouvinte.
O CÉREBRO, A LINGUAGEM, A SURDEZ E A LÍNGUA DE SINAIS
Além de demonstrar a plasticidade neural na surdez, este tópico visa fornecer informações sobre quais áreas cerebrais, ou melhor, qual hemisfério, seriam dominantes para o processamento da linguagem de sinais. Assim, com base em dados de estudos que investigam substratos neurais, por meio de métodos de análise clássicos e modernos, forneceremos informações relevantes que colocam a língua de sinais no mesmo patamar das línguas orais, uma vez que os substratos neurais são aparentemente os mesmos independente da modalidade linguística.
2 RELAÇÃO ENTRE CÉREBRO E LINGUAGEM VERBAL
Inicialmente, foram identificadas duas áreas do hemisfério esquerdo (HE) como as principais áreas responsáveis pela produção e compreensão da linguagem verbal falada: a área de Broca e a área de Wernicke, respectivamente. Esses resultados mostraram os mesmos problemas que os ouvintes com danos na área de Broca apresentam.
3 FUNCIONAMENTO CEREBRAL EM CASO DE SURDEZ
Os sinalizantes surdos mostraram maior capacidade de resposta a esses estímulos – associada a um aumento do potencial evocado nos lobos occipitais do cérebro, as principais áreas de recepção da visão. Sabe-se que os movimentos são essenciais para a língua de sinais e que ao utilizar a língua de sinais é necessário olhar para o rosto do sinalizante.
4 SURDEZ, LÍNGUA DE SINAIS E AFASIA
Por outras palavras, as pessoas surdas com lesões no hemisfério esquerdo ainda conseguem compreender e realizar gestos não linguísticos, mas a linguagem gestual perde-se. É o caso das lesões no hemisfério esquerdo em indivíduos que utilizam linguagem de sinais.
5 SURDEZ E IMPLANTE COCLEAR
Ao contrário dos aparelhos auditivos que amplificam sons, os implantes cocleares desempenham as funções normalmente desempenhadas pelas partes danificadas do ouvido interno (cóclea) para fornecer sinais sonoros ao cérebro. No próximo subtópico examinaremos pesquisas sobre surdos implantados, o que pode lançar alguma luz sobre a questão do “lucro” e do “ganho”.
6 ALGUMAS PESQUISAS COM SURDOS IMPLANTADOS
Em seu estudo, os autores investigaram como ocorre a aquisição fonológica do português em crianças ouvintes bilíngues bimodais (CODAS) e crianças surdas usuárias de implante coclear. As crianças ouvintes bimodais e bilíngues apresentaram processo de aquisição fonológica esperado (normal) em Português e Libra para sua faixa etária.
RESUMO DO TÓPICO 2
NEUROCIÊNCIAS, SOCIOINTERAÇÃO E LÍNGUA DE SINAIS
Contudo, esta discussão pode ser controversa, dada a existência da hipótese de um período crítico para a aquisição da linguagem, inclusive para a aprendizagem de L2. Esta linguagem responde às especificidades neurofisiológicas desta criança e pode ser o trampolim para a aprendizagem de outras modalidades linguísticas, outras funções superiores e do pensamento abstrato.
2 IMPLICAÇÕES NEUROLINGUÍSTICAS DO CÉREBRO BILÍNGUE
O grau de domínio de uma segunda língua também será um fator responsável pelas diferenças no envolvimento de áreas cerebrais. Pearl e Lambert (apud HAMERS, 1995) atestam flexibilidade e facilidade na formação de conceitos, além de uma tendência explícita à relativização;
3 PROBLEMATIZANDO A HIPÓTESE DO PERÍODO CRÍTICO À LUZ DA NEUROLINGUÍSTICA
Guttman (1942), Basser (1962), Alajouanine e Lhermitte (1965) e Lenneberg (1967) correlacionam esse prognóstico com uma recuperação mais rápida e substancial do que o esperado em adultos. Para obter um vocabulário, mais importante do que a idade inicial é a quantidade de tempo dedicado ao aprendizado.
4 A IMPORTÂNCIA DA SOCIOINTERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E DA LINGUAGEM
Por fim, complementar a reflexão e reunir a ideia de sociocognição, que leva em conta as mudanças estruturais funcionais no processo de desenvolvimento psicológico da criança a partir de suas relações sociais. No início da aquisição da linguagem, a criança ainda utiliza palavras da língua (sinais) como símbolos, ou seja, utiliza-as como significados especiais, apenas os deles, por exemplo, 'nenê' para denotar pessoas, 'au -au' para denotar qualquer animal” (2013, p. 85).
5 A IMPORTÂNCIA DA EXPOSIÇÃO À LÍNGUA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA SURDA
A linguagem reorganiza substancialmente os processos de percepção do mundo externo e cria leis para diferentes percepções. A Língua de Sinais promove alterações nos processos de memória visual dos surdos, promovendo a expansão do seu mundo intrapessoal.
6 NEUROCIÊNCIAS E EDUCAÇÃO
A língua de sinais medeia as interações sociais desse sujeito, possibilitando o desenvolvimento de suas funções superiores. Esta cultura silencia os surdos, pois não lhes permite desenvolver a dinâmica de movimento favorecida por uma linguagem de conforto como a língua de sinais.
RESUMO DO TÓPICO 3
A LÍNGUA DE SINAIS: EVOLUÇÃO, A LÍNGUA DE SINAIS: EVOLUÇÃO,
STATUS E ENSINO
EMERGÊNCIA E EVOLUÇÃO DAS LÍNGUAS DE SINAIS
EMERGÊNCIA E EVOLUÇÃO DAS LÍNGUAS DE SINAIS
A partir de estudos sobre línguas de sinais, o gesto foi investigado mais aprofundadamente quando foi demonstrado que os sistemas de gestos criados no coração comunicativo de uma família ou comunidade serviram de substrato para o surgimento de muitas línguas de sinais estabilizadas. As línguas crioulas demonstraram a grande capacidade da mente humana de se adaptar a condições que podemos descrever como extremamente severas (Bickerton, 1984).
2 DO GESTUAL AO LINGUÍSTICO
Apontar permite à criança organizar o olhar conjunto, que é uma primeira triangulação, uma verdadeira entrada na dêixis. Um dos fatores importantes para que a criança comece a reconhecer seu gesto é o momento em que ele é compreendido.
3 HOME SIGNS (LÍNGUAS DE SINAIS CASEIRAS)
A seguir, veremos que em comunidades privadas de linguagem oral ou de sinais, os gestos podem dar origem a uma linguagem de sinais primária, usada para comunicação e interação entre membros de uma família ou comunidade. Quando ele entendeu que os sinais davam nomes às coisas, seu conhecimento se expandiu significativamente através da educação instrucional e da linguagem de sinais.
4 EMERGÊNCIA DAS LÍNGUAS DE SINAIS
A língua de sinais é a segunda língua da maioria dos ouvintes e os surdos estão totalmente integrados ao tecido social. Ao comparar as características entre a Língua de Sinais Beduína Al-Sayid, a Língua de Sinais da Nicarágua e as Línguas de Sinais Primárias, o autor lista as diferenças e semelhanças que serão descritas na tabela abaixo.
5 A EVOLUÇÃO DAS LÍNGUAS DE SINAIS
Língua de Sinais Francesa – origina-se principalmente da iniciativa de alguns ouvintes e surdos em oferecer educação aos surdos. Seria assim composta pela língua gestual primária local, LSF (os alunos deixaram a ilha para estudar numa escola onde esta língua era ensinada), Kent Sign Language (um grupo inglês entrou na ilha e levou esta língua consigo). , dá lugar à ASL.
6 SOCIOLINGUÍSTICA DA LÍNGUA DE SINAIS
Esta é uma afirmação paradoxal porque, ao separar língua e liberdade condicional, ele acaba por omitir o que todos os falantes têm em comum (a língua como sistema) e deixa o aspecto individual (fala) fora da sua análise. Com isso, muitos se depararam com usuários cujos sistemas de sinalização apresentavam muitas das características de uma linguagem de sinais estabilizada, chamando-os de sinais domésticos ou línguas de sinais primárias.
OS MITOS E OS ASPECTOS CULTURAIS DOS SURDOS E DA LÍNGUA DE SINAIS
Sacks também teve contato com surdos na Universidade Gallaudet, foi para a ilha de Martha's Vineyard, onde, como visto anteriormente, devido à surdez hereditária de grande parte dos habitantes, desenvolveu-se a comunicação natural em linguagem de sinais entre surdos e ouvintes. . A existência de uma 'cultura surda' é assim problematizada entre uma visão de pertencer a um grupo de experiências visuais que possui uma linguagem própria e faz uso de artefactos tecnológicos compensatórios para minimizar os efeitos de ser surdo num contexto social que não está preparado para Bem-vindo. que.
2 SURDEZ E ESTEREOTIPIA SOCIAL
Sua reputação foi rapidamente suplantada pela brilhante entrada do Abbé de l'Épée no cenário da educação de surdos. Abade Charles Michel de l'Épée - Considerado o pai espiritual do ensino de surdos pelo método visual, foi o primeiro a reconhecer que os surdos produziam gestos e, portanto, interagiam.
3 MITOS SOBRE O SUJEITO SURDO
Desde então, muitos mitos sobre os surdos e a língua de sinais foram perpetuados em nossa sociedade. A linguagem de sinais possibilita a remoção desse estigma, pois através dela os surdos expressam seus pensamentos, suas emoções, seus julgamentos de valor e de verdade.
4 MITOS SOBRE LÍNGUA DE SINAIS
Existe a ideia de que a língua de sinais é apenas um código gestual e pantomímico, sem uma gramática completa. Quadros e Karnopp (2004) citam o estudo de Hoemann (1975) que teve como objetivo testar a transparência (decodificação instantânea) dos sinais da ASL.
5 CULTURA E IDENTIDADE SURDA
Os Estudos Surdos, assim definidos, encontram outros espaços, outras comunidades que formam uma grande e ampla cultura surda. Chegou a hora de a cultura surda ser negociada, e não negada, pois é um tema extremamente importante.
6 REPRESENTATIVIDADE SURDA
Da mesma forma, a sua língua de sinais pode ser alvo de preconceito pelo fato de sua modalidade ser a mesma dos gestos. O site spreadthesign.com é um dicionário online que reúne um léxico de diversas línguas de sinais diferentes.
ENSINO E APRENDIZAGEM DE LIBRAS
O curso, inicialmente denominado “Programa Nacional de Apoio à Educação de Surdos”, foi reestruturado pelo Decreto 5.626/05 e denominado “Interiorizando Libras”. A parte mais desafiadora foi a formação de professores formados em português para ensinar L2 a pessoas surdas no ensino fundamental.
2 ENSINO DE LIBRAS: QUESTÕES DIDÁTICAS E METODOLÓGICAS
Diante disso, há urgência em reavaliar tanto os métodos quanto as práticas de ensino de Libra como segunda língua. Em relação à metodologia de ensino de Libra como L1 não é diferente, precisamos repensar como podemos aproveitar todo o conhecimento acumulado nas práticas de ensino de línguas orais, e tentar adaptá-lo para o ensino de Libra.
3 PSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM
O papel do educador é selecionar conteúdos significativos e facilitar a aprendizagem do aluno que deve estar ativo em seu processo de aprendizagem. Para isso, são utilizados métodos como exposição, proposta de problemas fechados e estratégias de ensino aprendizagem e avaliação.
4 PROJETO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE E EM LIBRAS
Neste sentido, privilegia-se uma reflexão crítica do conhecimento de acordo com a realidade de trabalho e as necessidades mais específicas de determinados alunos e da sua comunidade. Formas de mediação que se referem ao “processo de preparação do rumo da intervenção na realidade” (ibid., p. 112), ou seja, na busca de como os objetivos serão concretizados, de acordo com as condições que se apresentam. .
5 DIFERENÇAS NA APRENDIZAGEM INTERMODAL ENTRE SURDOS E OUVINTES
Diferença neurofisiológica, ligada à experiência sonora x visual; fixação limitada do olhar; compulsão para racionalizar a informação visual; limitações psicológicas (medo ou vergonha de interromper o curso); impossibilidade de separar imitação e signos; confusão com a variedade lexical (variantes do mesmo signo), problemas de observação e compreensão da ortografia. Dificuldade em executar sinais (destreza); confusão no uso dos números (ordinal e cardinal); problemas com organização de frases (sintaxe).
6 APRENDIZAGEM BILÍNGUE BIMODAL PARA SURDOS
FUNÇÕES COMUNICATIVAS E FUNÇÕES COMUNICATIVAS E
FUNÇÃO COMUNICATIVA DA LINGUAGEM VERBAL TÓPICO 2 – EXPRESSIVIDADE E FUNÇÕES COMUNICATIVAS DA TÓPICO 2 – EXPRESSIVIDADE E FUNÇÕES COMUNICATIVAS DA
FUNÇÃO COMUNICATIVA DA LINGUAGEM VERBAL
Franchi confere assim à linguagem verbal seu caráter histórico e contextual, cujos processos expressivos não podem ser reduzidos a um sistema formal. Para tanto, descobriremos que a comunicação, depois de muito estudada, é apenas uma das funções da linguagem verbal.
2 FUNCIONALISMO EM LINGUÍSTICA
A função da linguagem verbal em relação à intenção e propósito de um sujeito (remetente) que transmite informações a um interlocutor (receptor) através de uma mensagem oral, escrita ou assinada (o conteúdo ou assunto) (um código linguístico), em um determinado contexto discursivo (a situação comunicativa). A função externa da linguagem, do ponto de vista macro, que seria relacionar o sistema de formas e seu contexto de uso (função pragmática).
3 FUNÇÕES COMUNICATIVAS DA LINGUAGEM VERBAL
Exemplos dessa função são conversas informais, fofocas, novelas e filmes dramáticos, novelas, poemas, etc. Porém, publicidade de produtos, empresas e serviços, panfletos, cartazes, outdoors, discursos políticos são exemplos mais concretos desta função.
4 TEXTOS E GÊNEROS DISCURSIVOS
Frase de identificação do fenômeno com o verbo ver de não mudança, no presente, acrescido de complemento (grupo de substantivos). Julgamento Frase de atribuição de qualidade com verbo ser, de não mudança e com negação, no presente, acrescida de adjetivo.
5 ANÁLISE TEXTUAL E DISCURSIVA
Para ilustrar um exemplo, buscaram-se informações sobre o personagem Humberto, criado por Maurício de Sousa para montar a turma da Mônica. Humberto é um personagem enigmático, provavelmente criado a partir do mito e da deturpação de que os surdos são mudos.
6 LINGUÍSTICA APLICADA
Segundo Joana, outra professora de André, “parecia até que ela não aceitava a surdez dele, e queria transformá-lo em ouvinte” [excerto 56: entrevista gravada (áudio) com uma professora comum da escola; data pág. 233). Infelizmente, ainda existem poucos estudos sobre linguagem de sinais dentro do paradigma da Lingüística Aplicada.
EXPRESSIVIDADE E FUNÇÕES COMUNICATIVAS DA LÍNGUA DE SINAIS
2 O QUE CONSTITUI UMA LÍNGUA DE SINAIS
Existem diferentes formas de marcar a pluralidade, dependendo da intenção e do estilo discursivo escolhido: com a junção de dois léxicos, com repetição de movimento e até com uso de classificadores. Outra possibilidade é o deslocamento da forma original no espaço, que é realizado por um morfema de movimento.
3 FUNÇÕES COMUNICATIVAS DA LÍNGUA DE SINAIS
É provavelmente uma das primeiras empresas a adotar uma abordagem de marketing para vender seus serviços educacionais em Libras. A função poética pode ser observada na figura a seguir, em que um sinalizante surdo recita um poema em Libra.
4 CORPORALIDADE EM LÍNGUA DE SINAIS
Como você pode ver, a expressão da professora é neutra e moderada porque ela tem que usar uma linguagem formal, típica de um ambiente educacional. Estas duas primeiras incorporações permitem a formação de um corpo, da comunidade imaginária daqueles que aderem ao mesmo discurso.
5 NARRATIVAS EM LÍNGUA DE SINAIS
34;Enredo - esta é a estrutura da história, ou seja, o enredo em que as ações acontecem. A sequência é introduzida pelo elemento lexical ‘REI’, onde é possível perceber a perspectiva do narrador na terceira pessoa.
6 FUNÇÃO POÉTICA EM LÍNGUA DE SINAIS
Ambas as mãos começarão então a executar o sinal DIFERENTE, que na linguagem cotidiana também é executado no espaço neutro. O movimento externo ocorre através da flexão dos ombros e cotovelos (extensão ou flexão), descrevendo uma trajetória no espaço devido à mudança de lugar, por exemplo, o sinal PEDAGOGIA.