Diante disso, o objetivo deste estudo foi analisar a relação entre liderança pró-social, inovatividade e desempenho organizacional em empresas familiares. Foram utilizadas dimensões segundo o modelo de Liao, Fei e Chen (2007) para capacidade de inovação.
CONTEXTUALIZAÇÃO, DELIMITAÇÃO E PROBLEMA DE PESQUISA
A competitividade das organizações depende, em grande medida, da sua capacidade de adaptação às mudanças no ambiente em que operam. Assim, por meio da problematização destacada, coloca-se a questão que norteará o estudo: Qual a relação entre liderança pró-social e capacidade inovadora com desempenho organizacional em empresas familiares.
OBJETIVOS
Objetivo geral
Pode-se observar que a liderança desempenha um papel fundamental na gestão de uma organização, pois permite o alcance de um desempenho organizacional satisfatório (Garcia & Russo, 2019).
Objetivos específicos
JUSTIFICATIVA
Relevância
A relação entre as organizações e suas capacidades de inovação está presente nas discussões estratégicas sobre ações competitivas e posicionamento de mercado. De Vries, Bekkers e Tummers (2016) enfatizam que uma organização que tem capacidade de inovação tem a capacidade de integrar capacidades e recursos chave da própria empresa para impulsionar a inovação com sucesso.”
Ineditismo e originalidade
Percebe-se a clara relevância das empresas familiares para a economia nacional, especialmente pelo número de negócios, oportunidades de emprego e volume de negócios. Para o seu desenvolvimento, foram selecionadas como objetos de pesquisa empresas familiares associadas à Associação Catarinense de Distribuidores e Atacadistas (ADAC), devido ao comprometimento do autor com a associação.
Contribuições
O estudo do autor Bedoy (2015) faz parte do projeto LIPA, cujo objetivo é obter um modelo de gestão eficaz baseado na liderança pró-social das organizações de saúde. Em seus estudos sobre liderança pró-social e ação coletiva, os autores Cirera e Izquierdo (2016) acreditam que os resultados da pesquisa foram animadores, pois mostram que a função pró-social gera abertura para a realidade dos outros e liderança conjunta.
ESTRUTURA DA TESE
Este capítulo tem como objetivo apresentar um panorama da literatura e contextualizar inicialmente o tema das empresas familiares. Parte desta revisão é discutir a perspectiva da evolução histórica das teorias de liderança, algumas definições e modelos de estilos de liderança que foram encontrados, o aprofundamento da liderança pró-social e a capacidade de inovação.
EMPRESAS FAMILIARES
Lodi (1987) acrescenta que no Brasil as empresas familiares não passam da terceira ou quarta geração. As definições apresentadas até agora mostram alguma concordância entre os autores acima mencionados de que as empresas familiares são geridas por membros da família.
LIDERANÇA
Estilos de liderança
Liao, Fei e Chen (2007) investigaram a relação entre: a) aquisição de conhecimento, b) capacidade de absorção, c) capacidade de inovação nas indústrias taiwanesas. Pergunta de pesquisa Qual é a relação entre liderança pró-social e inovação com desempenho organizacional em empresas familiares.
Abordagens das lideranças nas organizações
- Teoria dos traços
- Teorias comportamentais
- Abordagens contingenciais ou situacionais
- Abordagens da troca líder-membro (LMX)
- Abordagem da liderança trasnformacional
- Abordagem da liderança carismática
Liderança pró-social
- Comportamento pró-social
Além disso, a liderança pró-social é uma influência positiva e eficaz com objectivos construtivos que servem o bem comum. Para desenvolver as dimensões operacionais e de otimização da liderança pró-social, Roche e Bedoya (2015) propuseram um instrumento para medir a liderança pró-social.
CAPACIDADE DE INOVAÇÃO
Modelo de capacidade de inovação de Chiesa, Coughlan e Voss (1996)
Nesta tese optou-se por avaliar o efeito mediador da capacidade de inovação na relação entre liderança pró-social e desempenho. Objetivo geral Analisar a relação entre liderança pró-social e capacidade de inovação e desempenho organizacional em empresas familiares. E, por fim, foi confirmada a hipótese 3, onde se levantou a hipótese de que a liderança pró-social tem um efeito indireto na relação entre capacidade de inovação e desempenho (Tabelas 13 e 14).
Os tercis inferiores de liderança pró-social, inovação e desempenho estão agrupados no quadrante superior esquerdo. A Tabela 19 apresenta os resultados das dimensões do construto capacidade de inovação com as variáveis demográficas. Concluindo, a questão de pesquisa foi “Qual a relação entre liderança pró-social e capacidade de inovação com o desempenho organizacional em empresas familiares?”
Diante desse cenário, a questão que se levantou foi: Qual a relação entre liderança pró-social e capacidade inovadora com o desempenho organizacional nas empresas familiares?
Modelo de capacidade de inovação Tang (1998)
Modelo de capacidade de inovação de Lawson e Samson (2001)
Neste modelo, Lawson e Samson (2001) enfatizam a capacidade de inovação como uma das capacidades organizacionais que devem ser continuamente gerenciadas. Para Lawson e Samson (2001), a capacidade de inovação não é um construto único, mas sim composta de elementos separados, mas complementares, que devem ser observados e geridos de forma holística para que a capacidade de inovação seja fortalecida. 72 Lawson e Samson (2001) são da opinião que a capacidade de inovação consiste em dimensões separadas, mas complementares, que devem ser observadas e geridas de forma holística.
Modelo de capacidade de inovação de Liao, Fei e Chen (2007)
E as empresas que conseguirem desenvolver e investir nos sete elementos que compõem a capacidade de inovação, individual ou coletivamente, terão mais probabilidades de alcançar resultados superiores em inovação do que os seus concorrentes. A dimensão inovação de produtos é entendida como a receptividade do mercado aos produtos e serviços prestados pelas empresas. O modelo de Lio, Fei e Chen (2007), conforme pode ser observado na Tabela 10, estabelece as dimensões do construto capacidade de inovação para produtos, processos e gestão da inovação.
Modelo de capacidade de inovação de Smith, Busi, Ball e Meer (2008)
O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre liderança pró-social e capacidade de inovação e desempenho organizacional em empresas familiares relacionadas ao ADAC. E, por fim, foi confirmada a hipótese 3, onde se levantou a hipótese de que a liderança pró-social tem um efeito indireto na relação entre capacidade de inovação e desempenho (Tabelas 8 e 9). O objetivo geral desta tese foi analisar a relação entre a liderança pró-social e a capacidade de inovação e desempenho organizacional em empresas familiares.
Modelo de capacidade de inovação de Vasconcelos (2008)
Modelo de capacidade de inovação de Zawislak et al. (2012)
O modelo do artigo de Zawislak, Alves, Tello-Gamarra, Barbieux e Reichert (2012) constrói a capacidade de inovação por meio de múltiplos elementos. Neste modelo, os autores não esclarecem a ligação entre liderança e inovação; portanto, apenas a capacidade de inovação é apresentada. Os autores acima citados também se perguntam por que as empresas que não investem tantos recursos financeiros em tecnologia podem ser mais inovadoras do que as empresas que investem mais intensamente, concluindo que a resposta pode ser encontrada observando a capacidade de inovação de cada empresa.
Modelo de capacidade de inovação de Saunila e Ukko (2012)
A existência deste efeito indireto indica uma possível ação mediadora da capacidade de inovação na relação entre liderança pró-social e capacidade de desempenho. Por fim, o objetivo principal do estudo foi analisar a relação entre liderança pró-social, capacidade de inovação e desempenho organizacional em empresas familiares. Sugerem-se também tratamentos estatísticos diferentes do aqui utilizado para fortalecer a relação entre liderança pró-social, capacidade de inovação e desempenho organizacional.
Modelo de capacidade de inovação de Saunila et al. (2012)
DESEMPENHO ORGANIZAZIONAL
CLASSIFICAÇÃO PESQUISA
PARTICIPANTES DA PESQUISA
O estado de Santa Catarina possui diversas empresas que atuam como distribuidoras ou atacadistas, que são organizações responsáveis pela comercialização de um produto ou serviço. Atualmente, com mais de vinte anos de história, a associação tem como objetivo promover o desenvolvimento do comércio atacadista e distribuidor em Santa Catarina. Um programa que visa formar os sucessores de empresas familiares para os novos líderes emergentes no setor atacadista e de distribuição.
VARIÁVEIS E MEDIDAS
A liderança pró-social e a capacidade de inovação encontradas nos resultados da pesquisa foram avaliadas de acordo com a opinião de especialistas em cargos de liderança, ou seja, autoavaliação. O impacto da capacidade de inovação no desempenho internacional: um estudo com empresas de base tecnológica.
COLETA DE DADOS
TRATAMENTO E ANÁLISE DE DADOS
Modelagem de Equações Estruturais
A estimativa de mínimos quadrados parciais (Hair Jr. et al., 2014) foi utilizada para confirmar as hipóteses. As etapas de especificação, estimação, avaliação e relato dos dados foram realizadas para apresentar o modelo adaptado à amostra estudada (Ringle et al., 2014; Bido, 2018). Os ajustes foram feitos avaliando primeiro o modelo de mensuração e, por fim, o modelo de caminhos (Henseler et al., 2009; Ringle et al., 2014).
Análise de Correspondência Múltipla
Análise de Comparação
Os testes estatísticos utilizados para comparar categorias foram o teste t para amostras independentes, ANOVA unidirecional e Kruskal-Wallis. Para determinar quais categorias eram diferentes entre si, foram utilizados Anova, post hoc de Tukey quando havia variâncias iguais (Fischer) e post hoc de Games-Howell quando variâncias desiguais eram encontradas (Welch). E a comparação post hoc pareada de Dwass-Steel-Critchlow-Fligner (DSCF) foi utilizada no teste de Kruskal-Wallis.
HIPÓTESES E DESENHO DA PESQUISA
PROTOCOLO DA PESQUISA
Este capítulo inclui a apresentação dos resultados demonstrados com base nos objetivos do estudo proposto: a) medir a liderança pró-social dos gestores de empresas familiares; b) medir a capacidade de inovação dos gestores de empresas familiares; É possível observar que a maior média encontrada foi em relação à dimensão contexto, pensamento, palavra e ação do construto liderança pró-social (m=4,50, DP=0,47), e a menor foi em relação à inovação de produto e serviços do construto capacidade de inovação (m=3,65, dp=0,82). Na tabela de correlação, em relação aos construtos, as correlações entre eles foram todas significativas em p<0,001, entre liderança pró-social e capacidade de inovação o valor foi r=0,43, entre liderança pró-social e desempenho foi r= 0,30, entre capacidade de inovação e desempenho foi r=0,52.
MODELAGEM DE EQUAÇÕES ESTRUTURAIS
No construto liderança pró-social, as cargas cruzadas internas são superiores a 0,68, enquanto nos outros dois construtos são inferiores a 0,40. A indicação da existência de efeito mediador levou à execução de um modelo direto entre liderança pró-social e desempenho para avaliar se, ao inserir o construto capacidade de inovação, haveria redução do relacionamento inicial. Porém, como as relações obtidas no modelo foram significativas, conforme recomendado por Hair et al., (2014) e Bido e Silva (2019), é possível concluir que existe um efeito mediador parcial da capacidade de inovação na relação entre desempenho pró-social e organizacional.
ANÁLISE DE CORRESPONDÊNCIA MÚLTIPLA
Contudo, na Tabela 16 é possível visualizar os resultados para as categorias de variáveis qualitativas adicionais. É possível observar que as categorias das variáveis ativas estiveram associadas em três grupos diferentes no mapa. Mais próximas dos tercis superiores estão as categorias de ensino fundamental ou médio e pós-graduação, empresas sediadas no Nordeste ou Centro-Oeste do país.
ANÁLISE DE COMPARAÇÃO
Modelo final pelas características demográficas
Em particular, estes valores foram observados nos homens, médias semelhantes em adultos e idosos, em participantes com companheiro e com ensino primário ou secundário. No entanto, conseguiu estabelecer na dimensão inovação de processos que os participantes com nível de escolaridade de nível primário ou secundário apresentavam uma média significativamente superior (m=4,07, DP=0,80) do que os participantes com formação pós-graduada em nível de especialização. ou MBA (m=3,76, dp=0,77). Na dimensão rentabilidade, apenas os participantes com ensino fundamental ou médio tiveram média acima de 4,00.
Modelo final pelas características das empresas
No entanto, este estudo constatou que existe uma relação porque todas as hipóteses foram confirmadas, destacando o efeito moderador parcial da capacidade de inovação na relação entre liderança pró-social e desempenho organizacional. Por sua vez, a liderança pró-social deve ser cada vez mais desenvolvida a nível organizacional. Os adultos jovens apresentaram uma percepção de comunicação com qualidade pró-social inferior à dos adultos mais velhos.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO
SUGESTÕES PARA ESTUDOS FUTUROS
Ciclo de vida, sucessão e processo de gestão em uma empresa familiar: um estudo de caso no Grupo Seculus. Regime tecnológico, ambiente de inovação e desempenho empresarial no setor de serviços: um estudo exploratório de empresas. Uma perspectiva weberiana sobre a gestão de empresas familiares: notas de um estudo sobre empresas longevas.
A profissionalização da gestão de empresas familiares num contexto de mudança: um estudo de caso no setor têxtil. Identificação de estilos de liderança feminina: um estudo em micro e pequenas empresas de Patos, PB.