Esta monografia tem como foco o direito trabalhista e tem como objetivo analisar o assédio moral no ambiente de trabalho. Para tanto, o primeiro capítulo discutirá o conceito e a história do direito do trabalho, demonstrando-o no mundo e no Brasil, além de conceituar o direito do trabalho, as relações de trabalho e as relações de trabalho. O Capítulo 2 discute a relação de trabalho, a relação de trabalho e os princípios aplicáveis no direito do trabalho.
Neste primeiro capítulo será discutido o conceito e a história do Direito do Trabalho, demonstrando-o no mundo e no Brasil, além da conceituação de Direito do Trabalho, Relações de Trabalho e Relações de Emprego.
HISTÓRICO DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL
Delgado29 menciona a OIT, que segundo ele, “a quarta e última fase, da Autonomia do Direito do Trabalho, iniciou-se em 1919, e prolonga-se pelas décadas seguintes do século XX. A partir daí passaram a tratar de todos os ramos do Direito e principalmente do Direito Trabalhista, conforme consta na nossa atual Constituição.
CONCEITO DE DIREITO DO TRABALHO
O direito do trabalho é um ramo especializado do direito, que regula determinado tipo de relações de trabalho na sociedade contemporânea. O objectivo da Lei do Trabalho é garantir melhores condições de trabalho, mas não só nestas situações, mas também condições sociais para o empregador.
DIVISÃO DO DIREITO DO TRABALHO
Portanto, para a conceituação do direito do trabalho é necessário levar em conta todo o conjunto de fatores e aspectos próprios desta indústria como área diferenciada e individualizada de relações sociais, onde sujeitos, objetos e relações interagem de forma interativa. Apesar de regular o contrato de trabalho celebrado entre particulares, pela inacessibilidade da maior parte das suas normas, o direito do trabalho é um ramo do direito público que só pode ser flexibilizado através da negociação colectiva com o sindicato, uma vez que o trabalhador individual é a parte mais fraca do contrato, e o sistema de direito do trabalho não protege não só o trabalhador, mas o bem-estar social como um todo. Assim como o direito administrativo e o direito penal contêm uma espécie de normas de direito público, ainda que de natureza privada, o facto de o direito do trabalho possuir muitas normas de ordem pública não os transforma num ramo do direito público, uma vez que não devemos confundir o conjunto de normas que compõem o direito público com um conjunto de normas de direito privado de ordem pública (por exemplo, o salário mínimo e a duração da jornada de trabalho), que, juntamente com um conjunto de normas de direito privado da ordem privada (artigo 444 ZDT), fazem parte do direito privado para uso entre indivíduos.
Tal como as normas de Direito Civil sobre casamento e filiação são de ordem pública, as normas de protecção dos trabalhadores também têm esta qualidade, mas num caso e noutro são de ordem pública. Quando o Estado participa da relação de trabalho subordinado agindo como o próprio Estado, então a lei aplicável não é a legislação trabalhista (“CLT”), mas sim a lei estatutária ou administrativa, caso em que será a lei pública. As normas do direito do trabalho são normas de jus congens60, pelo que as partes não podem prever no Contrato de Trabalho qualquer forma diferente da que nele está prevista.
O direito do trabalho, que se orienta pelo interesse social, embora se destine a regular as relações entre empregador e trabalhador com base no contrato de trabalho, não é um ramo do direito privado, mas sim do direito misto61. RELAÇÃO DE TRABALHO, RELAÇÃO DE TRABALHO E PRINCÍPIOS APLICÁVEIS DO DIREITO DO TRABALHO. Depois de examinar a história do direito do trabalho, há uma grande necessidade de considerar o trabalho e as relações laborais e os princípios aplicáveis ao direito do trabalho, que será o objetivo deste capítulo.
RELAÇÃO DE TRABALHO E RELAÇÃO DE EMPREGO
- C ONCEITO DE E MPREGADO
- C ONCEITO DE E MPREGADOR
- R ELAÇÃO DE T RABALHO
- R ELAÇÃO DE E MPREGO
- D O VÍNCULO EMPREGATÍCIO
- O P ODER D IRETIVO DO E MPREGADOR
Assim, a Relação de Trabalho como relação do homem com o mundo é o trabalho do homem para si, onde o Empregado não está mais em conflito com o Empregador65. Portanto, traduz o gênero ao qual se enquadram todas as formas de contratos de trabalho existentes no mundo jurídico atual. O vínculo empregatício pode ser definido como qualquer relação jurídica que tenha por finalidade a prestação de um serviço a um destinatário específico.
O vínculo empregatício é uma modalidade de vínculo empregatício e corresponde à prestação de serviços subordinados por determinado indivíduo67. A relação de trabalho é um tipo dominante devido à sua importância social, consiste na prestação de trabalho por um indivíduo; Para Russomano70, “Relação de Trabalho é a relação vinculativa que subordina o Empregado ao Empregador, decorrente do contrato individual de trabalho”.
Oferecer trabalho de um indivíduo para outro pode ser feito de acordo com fórmulas relativamente diferentes. XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, por meio de incentivos específicos, na forma da lei; O empregador determinará o número de empregados de que necessita, cargos, funções, locais e horário de trabalho.
PRINCÍPIOS APLICÁVEIS NO DIREITO DO TRABALHO
- P RINCÍPIO DA D IGNIDADE DA P ESSOA H UMANA
- P RINCÍPIO DA P ROTEÇÃO
- Regra in dúbio pro operário
- Regra da Condição mais vantajosa
- Regra da Norma mais Favorável
- P RINCÍPIO DA I NDISPONIBILIDADE DOS D IREITOS T RABALHISTAS
- P RINCÍPIO DA I NTANGIBILIDADE S ALARIAL
- P RINCÍPIO DA P RIMAZIA DA R EALIDADE
- P RINCÍPIO DA C ONTINUIDADE DA R ELAÇÃO DE E MPREGO
Sarlet trata do tema: “O princípio da dignidade humana impõe limites à ação do Estado, visando evitar que as autoridades públicas violem a dignidade pessoal, mas também implica que o Estado deve, como objetivo permanente, proteger, promover e alcançar vida concreta. com dignidade para todos"87. O princípio da dignidade humana traduz a ideia de que o valor central das sociedades contemporâneas, do direito e do Estado é a pessoa humana, na sua simplicidade, independentemente do seu estatuto económico, social ou intelectual. O princípio da dignidade da pessoa humana é o verdadeiro princípio constitucional que ilumina outros princípios e normas constitucionais e infraconstitucionais, e este princípio não pode ser ignorado em qualquer ato de interpretação, implementação ou criação de normas jurídicas.
Princípios constitucionais da dignidade humana, da igualdade e do princípio da não discriminação no emprego, p. Em decorrência do princípio da isonomia, devido à desigualdade histórica das partes, surge o princípio da proteção para proteger a segurança jurídica do gênero menos apoiado nas relações de trabalho. O princípio da proteção divide-se em: a regra in dubio pro trabalhador, a regra da condição mais favorável e a regra do padrão mais favorável, que se refere à implicação do direito do trabalho.
O princípio da condição mais vantajosa garante que a situação especificamente estabelecida pelo regime pré-existente não seja retirada do património jurídico do trabalhador por acção unilateral do empregador, enquanto durar a relação laboral, por constituir um direito adquirido (art. 5º, inc. O princípio da não rescisão refere-se à imperiosa necessidade da regulamentação trabalhista: traduz a impossibilidade técnico-jurídica de que o empregado, pela sua simples manifestação de vontade, possa privar-se dos benefícios e proteções que lhe são garantidas pela ordem jurídica e pelo contrato. Para Süssekind: "o princípio do primado da realidade, pelo qual a relação objetiva que emerge dos fatos define a verdadeira relação jurídica estabelecida pelas partes contratantes, ainda que esteja sob uma capa simulada que não corresponde à realidade”.
ASSÉDIO MORAL
- C ONCEITO E CARACTERÍSTICA
- S UJEITOS DO A SSÉDIO M ORAL
- O A SSÉDIO M ORAL NA CLT
- N EXO CAUSAL
- C ONDUTAS QUE CONFIGURAM O A SSÉDIO M ORAL
- C ONSEQÜÊNCIAS DO A SSÉDIO M ORAL
- S ÍNDROME DE B URNOUT
Assédio moral é qualquer comportamento abusivo (gestos, palavras e atitudes) que ameace, por meio da repetição, a integridade física ou mental de uma pessoa. Além dos mencionados acima, podemos destacar também o “Assédio Moral” vivenciado por aqueles que foram libertados do sistema prisional ou por problemas de saúde” 119. Nota-se a possibilidade de se estabelecer um nexo causal entre o Assédio Moral e as doenças psicológicas e físicas. . , que surgem ou são agravados pela exposição contínua à humilhação.
O assédio moral tornou-se psicologicamente um problema de saúde pública, pois gera uma guerra de nervos dentro das empresas, pois muitas vezes as pessoas são submetidas a situações cruéis por parte de seus empregadores, sentindo-se moralmente insatisfeitas. trabalhar. Os diagnósticos mais comuns associados ao bullying no local de trabalho são depressão e transtornos de ansiedade, mas outros diagnósticos são frequentemente feitos, como transtorno de adaptação e transtorno de estresse pós-traumático. O diagnóstico de transtorno de estresse pós-traumático é questionado por alguns psiquiatras por implicar um evento agudo e muito traumático, enquanto o bullying é geralmente caracterizado por uma situação negativa prolongada125.
Schmidt enfatiza da mesma forma o endurecimento e o esfriamento das relações de trabalho como efeitos externos do assédio moral sobre a vítima; dificuldades em lidar com agressões e trabalho em equipe; isolamento e internalização; sentimentos de pouca utilidade, fracasso e “objetificação”; falta de entusiasmo pelo trabalho; falta de equilíbrio em relação às manifestações emocionais, por exemplo com crises de choro ou raiva; O bullying também afeta os custos operacionais da empresa, resultando em baixa produtividade, absenteísmo, Em casos excepcionais, se for determinado que a doença não consta da lista I. e II. deste artigo, causado pelas condições especiais em que o trabalho é executado, e com elas está diretamente relacionado, a previdência social deverá considerá-lo como acidente de trabalho.” 130.
DO DANO E DA RESPONSABILIDADE CIVIL
- C ONCEITO DE D ANO
- D O D ANO M ORAL
- D A R ESPONSABILIDADE C IVIL EM G ERAL
- R ESPONSABILIDADE C IVIL S UBJETIVA E R ESPONSABILIDADE C IVIL O BJETIVA
- P RESSUPOSTOS DA R ESPONSABILIDADE C IVIL
A matéria de responsabilidade civil é utilizada para responsabilizar uma pessoa, seja jurídica ou física, por ato por ela praticado, que se caracterize como fato ou negócio lesivo. Portanto, qualquer atividade pode implicar um dever de indemnização, pelo que se pode concluir que a responsabilidade civil abrange um conjunto de princípios e normas. Na busca do equilíbrio e da restauração dos bens ou da moral infratores, aplicam-se os princípios da responsabilidade civil.
Caio Pereira139 ensina que o termo responsabilidade civil é “(..) o conjunto de normas que obriga o autor do dano causado a outrem a reparar esse dano, oferecendo indenização à vítima”. O instituto da responsabilidade civil é parte integrante do direito vinculante, uma vez que a principal consequência do exercício de uma ação ilícita é a obrigação que traz, para o seu autor, de reparar o dano, obrigação de natureza pessoal, que resulta em perdas e danos . Destes conceitos decorre que a responsabilidade civil é a obrigação de reparar o dano causado a outrem e a.
Assim, regra geral, a responsabilidade civil assenta na ideia de culpa, mas sendo a ideia de culpa insuficiente para fazer face à evolução resultante do progresso da sociedade, cabe ao legislador determinar a matéria. em que deve constar a obrigação de compensar, independentemente de haver ideia de dívida. A aceitação da responsabilidade civil está consagrada no artigo 186.º do CC, que estabelece que quem causar dano a outrem é obrigado a repará-lo. Segundo Gonçalves145 “A análise do artigo acima mostra que existem quatro elementos da responsabilidade civil: ação ou omissão, culpa ou dolo do agente, nexo causal e o dano sofrido pela vítima”.
DOS DANOS MORAIS E MATERIAIS E DA RESPONSABILIDADE CIVIL
D O C RITÉRIO DE A VALIAÇÃO E DO V ALOR DA R EPARAÇÃO M ORAL
Um dos assuntos mais polêmicos quando se trata de indenização por dano moral é a sua valoração, pois há grande dificuldade na quantificação do dano moral. O mundo jurídico preocupava-se com o problema da quantificação do dano moral, devido à multiplicação dos pedidos sem a existência de parâmetros seguros para a sua avaliação (..) o objetivo da reparação do dano moral é apenas a reparação, o consolo sem mensuração da dor. Cavalieri155 afirma que “(..) uma das objeções à reparação dos danos morais era a dificuldade em fornecer o valor desse dano, ou seja, na sua quantificação”.
O Direito do Trabalho baseia-se na melhoria das condições de trabalho dos trabalhadores e da sua condição social, garantindo que o trabalhador possa oferecer o seu serviço num ambiente saudável, podendo ter uma vida digna através do salário para poder desempenhar a sua função. na sociedade. Da mesma forma, confirma-se a segunda hipótese de pesquisa, pois a ciência do Direito vê uma clara distinção entre Relações de Trabalho e Relações de Emprego. A Relação de Trabalho é uma modalidade de Relação de Trabalho e corresponde à prestação de serviços subordinados por determinado indivíduo.
Quanto à quinta hipótese de pesquisa, no mundo jurídico o Assédio Moral no ambiente de trabalho é visto como um fenômeno em que sua potência dependerá da intensidade do Assédio causado, como elemento integrante do comportamento perverso. Danos morais trabalhistas são a prática de ato lesivo à honra e à boa reputação, por ação dos adversários da Relação de Trabalho Subordinada durante a sua vigência ou, quando o ato lesivo corresponder a fatos ocorridos durante a vigência da sua. Princípios constitucionais da dignidade humana, da igualdade e do princípio da não discriminação nas relações laborais.