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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ - Univali

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Academic year: 2023

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Lei da videoconferência, que trata da possibilidade de interrogatório do arguido através de sistema de videoconferência. O objetivo geral da investigação foi analisar e identificar se a utilização do sistema de videoconferência no interrogatório do arguido viola os direitos e garantias associados ao arguido, centrando-se no princípio da ampla defesa.

ASPECTOS CONCEITUAIS DO INTERROGATÓRIO

O procedimento de interrogatório do arguido está definido no Código de Processo Penal. A qualquer tempo, o juiz poderá realizar novo interrogatório de ofício ou a pedido fundamentado de qualquer uma das partes.

NATUREZA JURÍDICA DO INTERROGATÓRIO

Contudo, Fioreze (2009, p. 110) observa que há debate se o interrogatório é um meio de defesa ou de prova. A este respeito, Mirabete (2006, p. 272) salienta que “é necessário ter em conta que, nos termos da nossa legislação, o interrogatório do arguido é um meio de prova”.

CARACTERÍSTICAS DO INTERROGATÓRIO

188, permite a formulação de questões para esclarecimento, caso necessário; ato de pré-cultivo “uma vez que o interrogatório não exclui, podendo ser realizado a qualquer momento, dada a sua natureza de meio de defesa” (CPP, art. 196). Estabeleceu também ao arguido a opção de confessar, negar, calar ou mentir (CPP, Art. 186, parágrafo único mencionado acima), nos termos da Constituição da República de 1988, no seu Art.

MOMENTO PROCESSUAL DO INTERROGATÓRIO

Feitoza (2009, p. 742) ressalta que, em geral, os acusados ​​só serão interrogados ao final da investigação criminal, seja no procedimento ordinário, seja no ritual ordinário ou sumário (CPP, art. 400) e arte. 531), bem como no procedimento de competência do tribunal do júri (CPP, art. 474, caput). Além dos pontos mencionados, a Lei de Processo Penal (artigo 196 acima mencionado) autoriza que caso o juiz julgue necessário submeter-se a novo interrogatório, este poderá ser feito com o objetivo de proporcionar um melhor esclarecimento dos fatos.

ASPECTOS HISTÓRICOS E CONCEITUAIS DA VIDEOCONFERÊNCIA

Então, em 17 de junho de 1999, o deputado Luiz Antônio Fleury apresentou o projeto de lei nº. 792 do Código de Processo Penal, para prever o interrogatório remoto e a exclusão da aparência física dos acusados ​​e testemunhas.

VIABILIDADE DO INTERROGATÓRIO ON LINE NO BRASIL

No entanto, existe grande oposição à implementação de um sistema de videoconferência em processos criminais, especialmente em relação à recolha de interrogatórios. Mas inicialmente há necessidade de entender quais recursos materiais são necessários para o procedimento de interrogatório via sistema de videoconferência. No que diz respeito aos requisitos formais e essenciais, Nucci (2010, p. 424) destaca que estes devem ser observados para a autorização legal de interrogatório via videoconferência ou outro recurso tecnológico para transmissão de som e imagens em tempo real, conforme estipulado no Código de Processo Penal (art. 185, §2º).

Fioreze (2009, p. 57) concorda com essa visão de que as vantagens de se ter um sistema de videoconferência é que é possível enviar dados, além de imagens, principalmente por meio de vídeo e áudio. O interrogatório, como meio de prova da defesa, pode ser realizado via sistema de videoconferência e é adotado pelo juiz apenas excepcionalmente. Gomes e Piovesan (2009) explicam que o ato de consideração muito séria da ordem pública também pode ser realizado via sistema de videoconferência.

Na hipótese prevista no capítulo deste artigo, a oitiva da testemunha poderá ser realizada por meio de videoconferência ou outros recursos tecnológicos de transmissão de sons e imagens. Os princípios político-constitucionais “constituem aquelas decisões políticas básicas incorporadas em normas que moldam o sistema constitucional positivo” (NUCCI, 2009, p. 57).

PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO

Segundo Mirabete (2006, p. 22), a doutrina distingue vários princípios característicos do Processo Penal moderno, especialmente aqueles que se referem ao Sistema Acusativo, especificamente: o estado de inocência; do contraditório; da verdade verdadeira; oralidade; anúncio; de obrigação; do funcionalismo; indisponibilidade de processo; do juiz natural; iniciativa das partes. Esta é a estipulação clara dos Princípios da Defesa Contraditória e Ampla, que se dirigem, indistintamente, aos réus em geral. Segundo Almeida (1973, p. 82), o Princípio do Contraditório significa “que toda ação realizada durante o processo é resultado da participação ativa das partes”. Para Bonfim, o princípio.

Desta forma, “na hipótese de impossibilidade de concretização do Conflito real, deverá ser garantido às partes o Conflito Diferido, nos termos da Constituição da República do Brasil de 1988, em seu artigo. No processo penal, o respeito ao contraditório é exigido na fase processual e não na fase investigativa (FERNANDES, 2007, p. 69). Portanto, é muito claro o conteúdo do Princípio Constitucional da Contradição, conforme previsto no Código de Processo Penal.

Bulos (2007, p. 533) também aponta a grandeza do Princípio Contraditório constante da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, que “visa satisfazer, por um lado, a necessidade de conscientizar os interessados ​​da existência do processo e, por outro lado, oferece a possibilidade de as partes se defenderem de tudo o que lhes seja desfavorável.” O princípio do contraditório “decorre da igualdade processual, ou seja, da igualdade de direitos entre as partes, acusador e acusado, que estão no mesmo nível; e liberdade processual [..]” (p. 24).

PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA

Feitoza (2009, p. 143-144) ensina que o princípio da ampla defesa se divide em dois tipos: (1) legítima defesa, que permite a participação pessoal do suspeito no processo contraditório, e exerce função defensiva. Faz parte do princípio constitucional da ampla defesa, a chamada defesa técnica, “que se exerce através da atuação profissional do advogado. Sobre a influência do Princípio da Defesa Integral no Julgamento Penal, Fernandes (2007) observa que nos últimos anos pode-se notar que a jurisprudência passou a entender que é necessária a citação pessoal do advogado.

Outro reflexo do princípio da defesa integral no processo penal, de grande importância no sistema, é “a exigência de convocação do suspeito e do seu defensor para que a condenação seja concluída”. No que diz respeito às polêmicas sobre a influência do Princípio da Defesa Integral no Julgamento Penal, Fernandes (2007, p. 310) destaca que a jurisprudência diz respeito à nulidade decorrente da falta de pedido do suspeito para diligências investigativas. Segundo Cruz (2002, p. 164), a concepção moderna de garantia de ampla defesa exige, para sua verificação, a combinação de três realidades processuais: 1) o direito à informação; 2) a natureza bilateral da audiência; 3) o direito à evidência legítima.

Segundo Capez (2007, p. 20), o Princípio da Proteção Integral “significa que o Estado proporciona a cada acusado a mais completa proteção, seja ela pessoal. legítima defesa), seja técnica (realizada por defensor)”, conforme previsto na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (artigo 5º, LV acima mencionado). Do princípio da ampla proteção deriva também “a obrigação de respeitar a ordem natural do processo, para que a proteção venha sempre em último lugar.

A LEI DA VIDEOCONFERÊNCIA DIANTE DO PRINCÍPIO DA AMPLA

Este ponto trata da lei sobre videoconferência e apresenta visões conflitantes e favoráveis ​​de pesquisadores e da jurisprudência sobre o procedimento de interrogatório via sistema de videoconferência. Diante disso, este ponto trata do interrogatório dos acusados ​​via sistema de videoconferência, trazendo os posicionamentos de estudiosos e jurisprudenciais, contrários e favoráveis, antes e depois da promulgação da Lei nº 185 (acima), prevista no Código do Processo Penal, no momento do interrogatório do arguido através de sistema de videoconferência.

O argumento destes autores, relativamente à violação do Princípio do Contraditório e da Ampla Protecção, é que não é possível, a pretexto da necessidade de redução de custos, justificar o interrogatório através de sistema de videoconferência. Rodrigo Gomes (2008, p. 69-70) aponta uma desvantagem na adoção do interrogatório pelo sistema de videoconferência: “a falta de contato físico entre o réu e o juiz”. Segundo Soares e Machado (s/d), aqueles que são contra o interrogatório por sistema de videoconferência e audiências, mas são a favor em situações especiais (os mediadores), afirmam que o procedimento de interrogatório e audiência por meio do sistema de videoconferência pode é aceito apenas para o acusado. que está localizado em um local muito remoto onde o caso está ocorrendo.

Portanto, para este grupo de juristas é necessária a proibição do interrogatório criminal via sistema de videoconferência, sob pena de flagrante desrespeito às mais importantes garantias constitucionais do processo, incluindo a imediatismo e a identidade física do juiz, o contraditório e a ampla defesa. (devido processo legal e consequências) (SOARES e MACHADO, s/d). Para Oliveira Costa (2009, p. 35), o sistema de videoconferência “viola princípios constitucionais como o Devido Processo Legal, o Direito Contraditório, o.

O INTERROGATÓRIO ON LINE DIANTE DO PRINCÍPIO DA AMPLA

Desta forma, pode-se entender que no interrogatório via sistema de videoconferência, “nenhum desses detalhes e momentos se perde e ainda são orais. Rodrigo Gomes (2008, p. 68) entende que o interrogatório dos arguidos via sistema de videoconferência “é um claro avanço para o sistema de justiça nacional, que contribui para o alívio do Estado e do contribuinte, para reduzir o risco de fugas e à maior celeridade processual, entre outros benefícios.” Apesar disso, porém, o interrogatório dos arguidos por meio de sistema de videoconferência é a forma de produção eletrónica de atos processuais mais contestada e criticada por muitos da doutrina.

veio contribuir para o interrogatório dos arguidos através da utilização de um sistema de videoconferência e/ou outros meios tecnológicos de transmissão de som e imagens em tempo real." O sistema de videoconferência é uma nova forma de contacto direto (pessoal), que não é necessariamente no mesmo local. posicionou-se contra a introdução de audiências através do sistema de videoconferência, o autor reviu hoje a sua posição, com a aplicação desta lei, em termos concretos e declarando a excepcionalidade da medida.

Como afirma: “Parece-nos que, caso isso não se torne regra, poderá ser possível realizar interrogatórios através de sistema de videoconferência, quando isso for extremamente necessário” (2010, p. 422). E claro, “a condição para a validade do interrogatório através de sistema de videoconferência é a prévia convocação do arguido e do seu defensor” (GOMES Carneiro, 2008, p. 70).

JULGADOS ACERCA DA VIDEOCONFERÊNCIA

Inclui também alguns acórdãos que exigem a anulação da audiência antes da aplicação da Lei nº. Além disso, não há intimação do arguido detido, que foi simplesmente convidado a comparecer na cadeia pública no dia do interrogatório. Portanto, a realização de audiência judicial por videoconferência constitui fundamento de nulidade absoluta, acordo alcançado em sessão geral do Supremo Tribunal Federal (HC 90.900-SP, posteriormente decidido também neste tribunal superior).

De acordo com a jurisprudência deste Supremo Tribunal de Justiça, é nulo o ato de interrogatório realizado através do sistema de videoconferência antes da entrada em vigor da Lei. - inclusivo. O segundo capítulo por sua vez abordou os princípios que regem o processo penal, com ênfase no princípio da ampla defesa, que serviu de base para defender a viabilidade do interrogatório do acusado via sistema de videoconferência, foco deste estudo nos aspectos históricos e aspectos conceituais da videoconferência e a viabilidade do interrogatório online.

Desde que preservados os princípios e garantias constitucionais, especialmente o Princípio da Ampla Defesa (foco deste estudo), percebe-se, portanto, que a vantagem de interrogar o acusado por meio de sistema de videoconferência contribui para o processo evolutivo do Direito Processual. Por fim, pode-se entender que existem muitas vantagens em adotar o interrogatório via sistema de videoconferência.

Referências

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