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universidade do vale do itajaí – univali

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Academic year: 2023

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UENP – Universidade Estadual do Norte do Paraná UEPG – Universidade Estadual de Ponta Grossa UFF – Universidade Federal Fluminense. UNICENTRO – Universidade Estadual do Centro-Oeste UNIOESTE – Universidade Estadual do Oeste do Paraná UOL – Universo Online.

O PANORAMA DO ENSINO SUPERIOR PÓS-CONSTITUIÇÃO DE 1988

Desde o final da década de 1980, o ensino superior no país foi muito afetado, principalmente devido ao processo de privatização que se estabeleceu após a adoção das medidas neoliberais propostas em nível global. Assim, até ao final da primeira metade da década de 1990, o ensino superior caracterizou-se pelo discurso de modernização do ensino superior segundo o modelo da privatização.

O ENSINO SUPERIOR E A LDB

A nova lei incorporou, entre muitas outras inovações, como a explicação dos diferentes tipos de instituições de ensino superior admitidas, introduziu a obrigatoriedade de recredenciamento das instituições de ensino superior, precedida de avaliações, e estabeleceu a necessidade de renovação periódica para o reconhecimento do ensino superior. . cursos. Com o Provão iniciou-se a criação de um sofisticado sistema de avaliação que, além da descredenciação das instituições de ensino cujos alunos apresentavam desempenho insatisfatório, incluiu a reorganização da IES9.

TABELA 1 – NÚMERO DE IES BRASILEIRAS POR CATEGORIA (1995-2002)
TABELA 1 – NÚMERO DE IES BRASILEIRAS POR CATEGORIA (1995-2002)

O PLANO NACIONAL DA EDUCAÇÃO (PNE) 2001-2010 COM FOCO NO

Reservar vagas para alunos egressos de escolas públicas, especialmente negros e indígenas, em instituições públicas federais de ensino superior. Instituir a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e instituir os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

TABELA  3   –   INICIATIVAS   LEGAIS   CORRELATAS   À   EDUCAÇÃO   SUPERIOR   NO  PERÍODO 2001-2010
TABELA 3 – INICIATIVAS LEGAIS CORRELATAS À EDUCAÇÃO SUPERIOR NO PERÍODO 2001-2010

ALGUNS RESULTADOS ADVINDOS DA ÚLTIMA DÉCADA

O ensino a distância foi outro determinante que superou as expectativas tanto do PNE quanto do GT em relação ao ensino superior. Esperava-se que até 2007 houvesse até 500 mil estudantes no ensino superior através da educação a distância.

TABELA 5 – NÚMERO DE IES BRASILEIRAS POR CATEGORIA (2003-2011)
TABELA 5 – NÚMERO DE IES BRASILEIRAS POR CATEGORIA (2003-2011)

AS RECENTES PROPOSIÇÕES AFETAS AO ENSINO SUPERIOR

O Brasil se comprometeu, por meio do MEC, no CRES 2008, a realizar um fórum nacional de ensino superior, a fim de, além de mobilizar e buscar subsídios para a participação da delegação brasileira na Conferência Mundial de Ensino Superior (CMES), a ser realizada em Paris, França em 2009, para preparar um documento preliminar sobre o ensino superior a ser discutido na Conferência Nacional sobre o Ensino Superior em 2010, e para apoiar a revisão do Plano Nacional de Educação para o período 2011-2020. Segundo o Ministério, à luz das recomendações do CRES 2008, a câmara de ensino superior CNE destacou em seu texto base três eixos temáticos que merecem atenção especial das políticas públicas no Brasil no que diz respeito à transformação qualitativa do ensino superior: democratização do acesso e flexibilidade dos modelos de formação; aumento da qualidade e valorização; compromisso social e inovação.

CONCEPÇÕES SOBRE EVASÃO

Uma parte significativa do que chamamos de evasão (..) não é exclusão, mas mobilidade, não fuga, mas busca, não perda, mas investimento, não fracasso – nem do aluno, nem do professor, nem do curso. ou instituição – mas uma tentativa de buscar o sucesso ou a felicidade, aproveitando as descobertas que o processo natural de crescimento individual faz sobre o seu real potencial (RISTOFF, 1999, p. 125). Dito isto, percebe-se que a evasão universitária não tem conotações consensuais no mundo acadêmico, apesar dos conceitos revisados ​​que convergem para um objetivo principal: identificar os motivos pelos quais os sujeitos abandonam um curso, uma instituição ou ensino superior.

ESTUDOS PREDITIVOS

Definir estratégias de atuação voltadas à redução da evasão nas universidades públicas brasileiras (Ibid., p. 15). Já a pesquisa de Veloso (2000) propôs agregar uma abordagem qualitativa ao enfoque quantitativo dos estudos existentes sobre evasão universitária, na tentativa de explicar a evasão dos cursos universitários da Universidade Federal de Mato Grosso no âmbito institucional. perspectiva.

FATORES DETERMINANTES

A ascensão ao nível universitário envolve a transição de um nível educacional para um nível superior e os primeiros meses desta fase são aqueles em que se observam dificuldades e em que a sustentabilidade pode ser questionada (CUNHA; CARRILHO, 2005). Lehman (apud HARNIK, 2005), em sua pesquisa, diagnosticou que 44,5% das evasões de estudantes em cursos superiores são causadas por má escolha, 30,7% por falta de gosto com a estrutura da disciplina em que ingressaram e 13,4% por causa de insatisfação . com a profissão e o mercado de trabalho.

MÉTODOS DE CÁLCULO

NVPv = número de vagas ocupadas no vestibular nos anos correspondentes ao tempo médio de conclusão dos estudos; Isso é. Para calcular o número de evasões de uma instituição, a entidade utiliza outra fórmula que subtrai do total de matriculados o número de alunos que mudaram de curso, mas não de instituição de ensino superior (TIC).

ÍNDICES DE EVASÃO

As instituições privadas estão num patamar em que a deserção é de 24,7%, enquanto este valor nas instituições de ensino superior públicas é menos de metade, que é de 11,7%. Nas instituições públicas de ensino superior, esse índice bateu novo recorde, atingindo 17,5%, marca bem acima da média nacional entre as instituições públicas.

GRÁFICO 1 – ÍNDICES DE EVASÃO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS E PRIVADAS  DO BRASIL (2002-2012)
GRÁFICO 1 – ÍNDICES DE EVASÃO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS E PRIVADAS DO BRASIL (2002-2012)

AS RECENTES DISCUSSÕES SOBRE O PROBLEMA

Recentemente, o fenômeno foi um dos temas debatidos no XXV Encontro Nacional de Vice-Reitores Universitários (ForGrad), um dos mais atuais e respeitados eventos de discussão envolvendo o Ensino Superior no país, realizado de 17 a 20 de junho de 2012. em Uberlândia. /MG. O documento também lista uma série de ações possíveis, com foco principalmente no aluno e no curso, para combater a evasão, como ampliar recursos do Plano Nacional de Assistência Estudantil do Ensino Superior (PNAES), para conceder bolsas de estudo para estudantes até que estes estejam contemplados. pelas políticas de ajuda da instituição; flexibilidade na implementação de cursos inovadores em IES; a participação das instituições na discussão do tema; reflexões sobre as causas da evasão escolar, a partir do ensino médio; discussão sobre idade de ingresso e escolha precoce de carreira; revisão dos regulamentos internos das instituições; implementar ações que ajudem os alunos a permanecer; aprovação de programas de monitoramento; e financiamento para universidades estaduais, permitindo, entre outras coisas, a construção de residências universitárias e restaurantes (FORGRAD, 2012).

O ESTADO DO PARANÁ

21 A renda domiciliar per capita foi definida segundo critérios do Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico): R$ 70,00 corresponde à linha de extrema pobreza; R$ 140,00 corresponde à linha de pobreza e inclusão no programa Bolsa Família; e R$ 255,00 correspondem a meio salário mínimo na data do censo. Segundo dados do Censo Demográfico do IBGE 2010, 3,0% da população apresentava características de extrema pobreza e outros 3,0% de pobreza, com 17% do total de famílias sobrevivendo com menos de meio salário mínimo.

TABELA 10 – FAMÍLIAS POR FAIXA DE RENDIMENTO 21  (JULHO/2010)
TABELA 10 – FAMÍLIAS POR FAIXA DE RENDIMENTO 21 (JULHO/2010)

A MESORREGIÃO SUDESTE PARANAENSE

Vale ressaltar que nenhuma cidade superou a média do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal calculado para o Paraná e apenas União da Vitória teve desempenho melhor que o estado em termos de educação e taxa de pobreza. Por outro lado, existem outros municípios como São Mateus do Sul, Irati e União da Vitória que se destacam por apresentarem resultados muito positivos em relação aos mesmos indicadores.

FIGURA 2 – MESORREGIÕES DO ESTADO DO PARANÁ
FIGURA 2 – MESORREGIÕES DO ESTADO DO PARANÁ

AS INSTITUIÇÕES ESTADUAIS PÚBLICAS DE ENSINO SUPERIOR DO

No período entre 2009 e 2012, o número de instituições de ensino superior no Brasil aumentou geralmente 20,1%, percentual correspondente a mais de 100 novos órgãos. Em ambos os casos, o número de alunos matriculados aumentou até 2011, quando foram matriculados 437 mil no Paraná e 81,7 mil somente na rede pública estadual, e queda no último ano da pesquisa em 18,8% e 14,9% nas respectivas disciplinas .

FIGURA 3 – UNIVERSIDADES PÚBLICAS PARANAENSES
FIGURA 3 – UNIVERSIDADES PÚBLICAS PARANAENSES

A UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE (UNICENTRO)

Por outro lado, os cursos de idiomas, especialmente os cursos de especialização em inglês, turismo e educação física, apresentaram procura reduzida. As recentes alterações curriculares nos cursos de graduação em Engenharia Florestal e Ambiental também contribuíram para a diminuição do número de diplomados, entre as quais está a ampliação do tempo mínimo de conclusão dos estudos de 4 para 5 anos.

TABELA   13   –   IMPLEMENTAÇÃO,   OFERTA   E   DEMANDA   DOS   CURSOS   DE  GRADUAÇÃO PRESENCIAL DO CAMPUS IRATI (2009-2012 26 )
TABELA 13 – IMPLEMENTAÇÃO, OFERTA E DEMANDA DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO PRESENCIAL DO CAMPUS IRATI (2009-2012 26 )

O ENQUADRAMENTO DO ESTUDO

Segundo Gil (2010, p. 37), um estudo de caso consiste em “um estudo aprofundado e abrangente de um ou alguns assuntos de forma que permita um conhecimento amplo e detalhado”. preferencialmente quando: a) as questões propostas forem “como” e “por que”; b) o investigador tem pouco controle sobre os acontecimentos; Por ter como foco a UNICENTRO, mais especificamente o campus universitário de Irati, o trabalho caracteriza-se como um estudo de caso descritivo, cujo objetivo não foi apenas identificar as causas da evasão escolar a partir de uma visão institucional, mas tentar lançar luz sobre o debate sobre a necessidade de utilizar a autonomia universitária em favor de alternativas, que reduzam as taxas de evasão.

A PESQUISA DE CAMPO

  • Populações e amostras do estudo
  • Métodos de cálculo da evasão utilizados
  • Questionários de pesquisa
  • Testes piloto e aplicação dos instrumentos
  • Etapas das coletas de dados
  • Análise dos dados

Em seguida, através de registros internos, de importância inédita nesta fase do trabalho, foram coletados dados básicos dos alunos institucionais, nomeadamente o número de alunos concluintes, matriculados, ingressantes e transferidos, com os quais foi possível calcular as taxas de evasão. Nesta parte do estudo são demonstradas as taxas anuais de evasão dos estudantes no quadriênio 2009-2012 e principalmente o perfil e as motivações para a ocorrência de evasão dos sujeitos pertencentes à amostra estudada que devolveram devidamente os questionários submetidos. . concluídos foram destacados.

TABELA 14 – CÓDIGO DE IDENTIFICAÇÃO  DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DO  CAMPUS IRATI
TABELA 14 – CÓDIGO DE IDENTIFICAÇÃO DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO DO CAMPUS IRATI

OS ÍNDICES DE EVASÃO

Se for levada em conta a média do período, a UNICENTRO, Campus Irati, apesar das diferenças nas variações anuais, acaba com uma taxa de evasão bastante semelhante à observada para outras instituições públicas de ensino superior estaduais no quadriênio, como mostra no gráfico 4. Isso aumentou regularmente as matrículas enquanto o número de concluintes e concluintes permaneceu constante e distorceu drasticamente o curso para o curso daquele ano, assim como a taxa média de evasão no período.

GRÁFICO 4 – ÍNDICES DE EVASÃO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO PARANÁ
GRÁFICO 4 – ÍNDICES DE EVASÃO NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS DO PARANÁ

O PERFIL DO CONTINGENTE AMOSTRAL

A idade média dos alunos do Campus Irati que abandonaram os cursos universitários no quadriênio 2009-2012 foi de 23,1 anos. Os solteiros são bem mais jovens, com idade média de 21,4 anos, enquanto a média dos casados ​​é de 29 anos.

GRÁFICO   5   –   ÍNDICES   DE   EVASÃO   POR   SÉRIE,   CONSIDERADA   A   AMOSTRA  (2009-2012)
GRÁFICO 5 – ÍNDICES DE EVASÃO POR SÉRIE, CONSIDERADA A AMOSTRA (2009-2012)

OS FATORES DETERMINANTES DA EVASÃO NO CAMPUS IRATI,

Fatores Internos

  • Escolha equivocada do curso / Indecisão profissional
  • O curso não era a primeira opção / Busquei outro curso
  • Incompatibilidade do curso com o trabalho
  • O curso não atendeu as expectativas
  • Mudei de interesse
  • Dificuldades financeiras

Abandonei o curso pela incompatibilidade com meu trabalho e também porque percebi que estava no curso errado, estou tentando voltar para a Unicentro, agora meu objetivo é o curso de Ciências Contábeis (R181/LEI/M/18). Desisti porque minha primeira opção se tornou viável, no caso o curso de música (R241/HIS/M/22).

Fatores externos

  • Faltavam ações / programas de apoio para permanecer
  • Pouca ênfase na prática / Falta de associação entre teoria e
  • Os professores tinham deficiência didático-pedagógica
  • Demora/descaso da(o) IES/Departamento em orientar situações
  • Falta de motivação por parte dos docentes
  • Havia falta de respeito por parte dos professores

Faltaram ações/programas de apoio para permanecerem Pouca ênfase na prática/Falta de coerência entre teoria e prática Os professores apresentavam deficiência didático-pedagógica Atraso/negligência do HUI/Depto. A falta de motivação por parte dos corpos docentes é um dos fatores mais destacados pelos investigados por Biazus (2004) e Martins (2007).

GRÁFICO   12   –   MOTIVOS   DO   SISTEMA   UNIVERSITÁRIO   PARA   EVASÃO   DA  UNICENTRO, CAMPUS IRATI, SEGUNDO A AMOSTRA (2009-2012)
GRÁFICO 12 – MOTIVOS DO SISTEMA UNIVERSITÁRIO PARA EVASÃO DA UNICENTRO, CAMPUS IRATI, SEGUNDO A AMOSTRA (2009-2012)

A OPINIÃO DOS COORDENADORES DE CURSO SOBRE A EVASÃO

Não tenho conhecimento das taxas de evasão (em dados), mas o curso (..) é, pelas suas características, um curso que apresenta poucas desistências. Outra característica marcante do curso é a faixa etária dos alunos, que não são tão jovens, o que na minha opinião contribui para a baixa evasão (CL1).

PRINCIPAIS AÇÕES INSTITUCIONAIS PARA REDUÇÃO DA EVASÃO

Disponível em: . Disponível em: .

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TABELA 1 – NÚMERO DE IES BRASILEIRAS POR CATEGORIA (1995-2002)
TABELA 2 – NÚMERO DE MATRÍCULAS NAS IES BRASILEIRAS (1995-2002)
TABELA 4 – EXPANSÃO DA REDE FEDERAL DE ENSINO SUPERIOR
FIGURA 1 – EXPANSÃO UNIVERSITÁRIA NO BRASIL (2003-2010)
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Referências

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