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Educação do doutorado em enfermagem no Brasil.

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Academic year: 2017

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EDUCAÇÃO DO DOUTORADO EM ENFERMAGEM NO BRASI L

Rosalin a Apar ecida Par t ezan i Rodr igu es1 Alacoqu e Lor en zin i Er dm an n2 I sília Apar ecida Silv a3 Josicélia Dum et Fer nandes4 Thelm a Leit e Ar aúj o5 Lucila Am ar al Car neir o Vianna6 Rosangela da Silv a Sant os7 Mar t a Júlia Mar ques Lopes8

O obj et iv o do t r abalh o f oi apr esen t ar a t r aj et ór ia da edu cação do dou t or ado em En f er m agem n o Br asil de 1981 a 2004. Est udo descrit ivo, analít ico que ut ilizou dados docum ent ados pela Coordenação de Aperfeiçoam ent o de Nív el Super ior ( CAPES/ MEC) , ór gão r esponsáv el pelo r econhecim ent o, av aliação e coor denação de est udos de pós- graduação no Brasil. A análise dos dados evidenciou que há t reze cursos de dout orado em Enferm agem , com concent r ação na r egião sudest e ( 69, 2% ) , e que o ensino e a pr odução cient ífica t em sido influenciados pela t r ansição dem ogr áfica, epidem iológica e pelos m ov im ent os hist ór icos, sociais e polít icos. A pr odução do con h ecim en t o est á r elacion ada à assist ên cia de En f er m agem , Gest ão e Pr át icas de Saú de e Fu n dam en t os Teóricos do Cuidar. O program a de Dout orado t em preparado líderes em educação, pesquisa e desenvolvim ent o de polít icas públicas, em inst it uições de saúde e ór gãos gov er nam ent ais.

DESCRI TORES: edu cação em en f er m agem ; edu cação; en f er m agem

DOCTORAL EDUCATI ON I N NURSI NG I N BRAZI L

This st udy aim ed t o pr esent t he t r aj ect or y of doct or al educat ion in nur sing in Br azil fr om 1 9 8 1 t o 2 0 0 4 . A descript ive and analyt ical st udy was carried out , using docum ent s available at t he Brazilian Federal Agency for Support and Evaluat ion of Graduat e Educat ion, a body responsible for t he recognit ion, evaluat ion and coordinat ion of gr aduat e st udies in Br azil. Dat a analy sis r ev ealed t hat t her e ar e 13 doct or al cour ses in nur sing, m ost of w h ich ar e con cen t r at ed in t h e Sou t h east ( 6 9 . 2 % ) , an d t h at t each in g an d scien t if ic p r od u ct ion h av e b een influenced by dem ogr aphic and epidem iological t r ansit ions and by hist or ical, social and polit ical m ov em ent s. Knowledge product ion is relat ed t o Nursing Care, Healt h Managem ent and Pract ices and Theoret ical Foundat ions of Car e. Doct or al p r og r am s h av e p r ep ar ed lead er s in t h e f ield s of ed u cat ion , r esear ch an d p u b lic p olicy developm ent , in healt h inst it ut ions as w ell as in public policies, healt h inst it ut ions and gover nm ent al ent it ies.

DESCRI PTORS: educat ion, nur sing; educat ion, nur sing

LA EDUCACI ÓN DEL DOCTORADO EN ENFERMERÍ A EN BRASI L

El obj et ivo de est e t r abaj o fue pr esent ar la t r ayect or ia de la educación del doct or ado en Enfer m er ía en Br asil de 1981 a 2004. Se t rat a de un est udio descript ivo y analít ico que ut ilizó dat os docum ent ados por la Coordinación de Per feccionam ient o de Niv el Super ior ( CAPES/ MEC) , ór gano r esponsable por el r econocim ient o, ev aluación y coordinación de est udios de post grado en Brasil. El análisis de los dat os puso en evidencia que exist en t rece cur sos de doct or ado en Enfer m er ía, con concent r ación en la r egión sur est e ( 69,2% ) , y que la enseñanza y la producción cient ífica han sido influenciadas por la t ransición dem ográfica, epidem iológica y por los m ovim ient os hist ór icos, sociales y polít icos. La pr oducción del conocim ient o est á r elacionada a la asist encia de Enfer m er ía, Gest ión y Pr áct icas de Salu d y Fu n dam en t os Teór icos del Cu idar . El pr ogr am a de Doct or ado h a pr epar ado líder es en educación, inv est igación y desar r ollo de polít icas públicas, en inst it uciones de la salud y ór ganos g u b er n am en t ales.

DESCRI PTORES: edu cación en en fer m er ía; edu cación ; en fer m er ía

Mem bros da Com issão de Aperfeiçoam ent o de Pessoal de Nível Superior, CAPES, do Minist ério da Educação, Brasil: 1 Full Professor, University of Sao Paulo

at Ribeirao Preto, School of Nursing, WHO Collaborating Center for Nursing Research Developm ent, Brazil, e- m ail: [email protected] ; 2 Full Professor,

Federal University of Santa Catarina, Brazil, e- m ail: alacoque@newsit e.com .br; 3 Full Professor, University of São Paulo College of Nursing, Brazil, e- m ail:

[email protected]; 4 Full Professor, Federal Universit y of Bahia, Brazil, e- m ail: dum et @ufba.br; 5 Adj unct Professor, Federal University of Ceará, Brazil, e- m ail:

thelm aarauj [email protected] .br; 6 Full Professor, Federal Universit y of São Paulo, Brazil, e- m ail: [email protected] .br; 7 Full Professor, Federal University

of Rio de Janeiro College of Nursing, Brazil, e- m ail: [email protected] .br; 8 Full Professor, Federal University of Rio Grande do Sul College of Nursing, Brazil,

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I NTRODUÇÃO

A

pós- gr adu ação se con st it u i n a con dição

b ásica cap az d e ou t or g ar à I n st it u ição d e En sin o Su per ior, o car át er u n iv er sit ár io qu e a caract er iza com o centro criador de ciência e cultura. Além disso, co n st r u i r o a l i cer ce p a r a o d esen v o l v i m en t o d a pesquisa, tam bém contribui para a expansão da base ci e n t íf i ca n a ci o n a l . Se u p a p e l é so ci a l , e se u desem penho depende da m obilização da com unidade acadêm ica brasileira e da integração entre a Fundação de Coor denação de Aper feiçoam ent o de Pessoal de Nív el Su p er i o r ( CAPES) e Co n sel h o Na ci o n a l d e Desenv olv im ent o Cient ífico e Tecnológico ( CNPq) .

O Si st e m a Na ci o n a l d e Pó s- Gr a d u a çã o ( SNPG) , no Br asil, apr ov ado pelo Conselho Feder al de Educação, através do docum ento Parecer Sucupira nº 977/ 65, foi inst it uído pela Reform a Universit ária, em 1968. Sua ex pansão t ev e início em 1990, com a b r a n g ê n ci a d a s á r e a s d e co n h e ci m e n t o , q u e buscav am r espost as que indicassem a necessidade de se form arem docent es qualificados para at ender à dem anda do ensino superior no país, assim com o p a r a o m o t i v o d a a m p l i a çã o d a ca p a ci d a d e investigativa das universidades. I sso só seria possível com a form ação de novos pesquisadores ( 1).

O SNPG, é coor den ado pelo Min ist ér io da Ed u ca çã o ( MEC) , a t r a v é s d a Fu n d a çã o d e Coordenação de Aperfeiçoam ento de Pessoal de Nível Superior ( CAPES) que, por sua vez, subsidia o MEC n a for m u lação das polít icas de pós- gr adu ação, n a coor denação e est im ulo à concessão de bolsas de estudo, de auxílios e outros m ecanism os direcionados à for m ação de r ecu r sos h u m an os v olt ados par a o ensino superior e pesquisa.

O SNPG vem sendo im plem ent ado com base em cin co p r op ost as d e Plan os Nacion ais d e Pós-Graduação ( PNPG)( 2). O I PNPG ( 1975- 1979) indicava

a expansão da pós- graduação com o obj et o de plano est at al, in t egr ada às polít icas de desen v olv im en t o social e econôm ico. O I I PNPG ( 1982- 1985) tinha com o obj et iv o cen t r al a f or m ação de r ecu r sos h u m an os qualificados para as at ividades docent es, de pesquisa e t écn icas, com isso su r g iu à n ecessid ad e d e se in st it u cion alizar e ap er f eiçoar a av aliação, com a participação da com unidade. O I I I PNPG ( 1986- 1989) avaliou que não havia um quant it at ivo suficient e de pesqu isador es par a qu e o país at in gisse u m n ív el f av or áv el d e cap acit ação cien t íf ica e t ecn ológ ica, p o r t a n t o , e n f a t i za v a a n e ce ssi d a d e d o

desenvolvim ent o da pesquisa nas Universidades e da int egração da pós- graduação ao sist em a de ciência e t ecn ologia. O I V PNPG ( 1 9 9 6 ) t r azia com o pon t os fundam ent ais: ev olução das for m as de or ganização da pós- graduação; form ação de recursos hum anos e m ercado de t rabalho; int egração da graduação com a pós- gr aduação, car r eir a acadêm ica e qualificação do corpo docent e; avaliação da pós- graduação pela Capes; ex pansão da pós- gr aduação, desequilíbr ios regionais, e financiam ento e custo da pós- graduação. O V PNPG ( 2 0 0 5 - 2 0 1 0 ) t e m co m o o b j e t i v o s: estabilidade e indução da educação da pós- graduação no país; est rat égias para m elhorar o desem penho do sist em a, ou sej a, criação de program as específicos e am pliação da ar t iculação ent r e agências feder ais e e st a t a i s p a r a a p o i a r p r o g r a m a s e p e sq u i sa s; f in an ciam en t o de pesqu isas; in t r odu ção de n ov os m odelos de pós- graduação com vist as a fort alecer o ensino em todos os níveis; form ação de quadros não-a cnão-a d êm i co s; est i m u l não-a r não-a co o p er não-a çã o n não-a ci o n não-a l e in t er n acion al e, f in alm en t e, ao av aliar o sist em a nacional de pós- graduação deve- se preservar a sua qu alidade e per iodicidade( 2 ). Nessa per spect iv a, o

SNPG evidencia três aspectos: 1- adoção dos critérios de avaliação pela com unidade cient ífica e acadêm ica, sob a coor d en ação d a CAPES; 2 - in cr em en t o d a co n ce ssã o d e r e cu r so s f i n a n ce i r o s p a r a o d esen v o l v i m en t o d e p esq u i sa s, co n ced i d o s p el a CAPES, CNPq e Fundações Est aduais; 3- part icipação perm anent e da com unidade cient ífica no processo de avaliação e reavaliação da pós- graduação brasileira. A Pós- Gr ad u ação b r asileir a, n a b u sca d a qualidade, elegeu a produção cient ífica com o um dos pr incipais par âm et r os de av aliação dos Pr ogr am as de Pós- Graduação, m est rado e dout orado.

A CAPES, na avaliação dos Program as de Pós-Graduação visa, prim eiram ent e, a qualidade que se resum e em t rês com prom issos: prim eiro, fazer bem

o qu e se est á f azen do m al; ist o significa int r oduzir si st e m a s d e d i a g n ó st i co d o f u n ci o n a m e n t o d o s diversos set ores para ident ificar seus pont os fort es e fracos; o out ro, fazer m elhor o que se est á fazendo b e m, d i z r e sp e i t o a u m p l a n o e st r a t é g i co d e qualificação e desenvolvim ent o inst it ucional capaz de consolidar e sust ent ar as realizações obt idas e, por últ im o, f azer o q u e n ão se est á f azen d o e f azê- lo

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Co n si d e r a n d o e st e s t r ê s co m p r o m i sso s volt ados à obt enção da qualidade da pós- graduação, e ain da as r ápidas m u dan ças sociais adv in das da globalização, da er a da infor m ação, das m udanças d e m o g r á f i ca s e e co n ô m i ca s, d a s p o l ít i ca s governam ent ais, as m odificações que ocorreram nos setores de educação e de saúde no Brasil, assim com o a rem oção de barreiras int ernacionais, quest iona- se qual m odelo de doutorado a sociedade exige na busca da alt a qualidade de at enção à saúde da população. Em r e sp o st a a e sse q u e st i o n a m e n t o , o pr esen t e est u do par t e do en t en dim en t o de qu e a f or m ação d e d ou t or es d ev e est ar alicer çad a n os lim it es e p ossib ilid ad es d o seu esp aço h ist ór ico-cultural que, por sua vez, não é estático; e está suj eito as t r an sfor m ações con t ín u as. Apr een de- se, en t ão, que a for m ação de dout or es em enfer m agem sej a dinam icam ent e aj ust ada à evolução da sociedade, e obedeça às exigências da profissão e do setor saúde. Ela é, dest ar t e, pr odut o de um a m ult iplicidade de p r ocessos sociais, r esu lt an t e, h ist or icam en t e, d a prática da categoria e dos conj untos sociais onde esta pr át ica se desenvolve.

So b e ssa p e r sp e ct i v a , e n f o ca - se n e st e t rabalho a form ação de dout ores em enferm agem no Brasil, não com o algo idealizado, abstrato, m as com o part e e produt o do processo de const rução da área de conhecim ent o.

Com base nessas considerações, o present e est u d o ap r esen t a a t r aj et ór ia e as t en d ên cias d a educação do dout or ado em enfer m agem no Br asil, no per íodo de 1981 a 2004, obj et iv ando não só a const rução de conhecim ent os acerca do processo de form ação da( o) enferm eira( o) , m as tam bém subsidiar um plano est rat égico que sust ent e polít icas da pós-graduação para a área de enferm agem .

Para o alcance desses obj et ivos, analisou- se os r elat ór ios dos Pr ogr am as de Pós- Gr aduação em En f er m a g em , d o cu m en t o s d i sp o n ív ei s em b a ses est at íst icas da CAPES/ MEC ( w w w . capes. gov. br )( 4 ). Realizou- se a colet a de dados m ediant e aplicação de um inst rum ent o de regist ro dos Program as de Pós-Graduação Sensu St r ict o, no nível de dout orado em Enfer m agem , que cont inha as seguint es v ar iáv eis: h ist ór ico do Pr ogr am a, sua localização geogr áfica, n ú m e r o d e d i sce n t e s t i t u l a d o s, p r o j e t o so b r e a educação do dout or ado e a pr odução r esult ant e de teses desenvolvidas no período de 1981 a 2004, linhas de pesquisas dos program as e processo de avaliação.

A PÓS GRADUAÇÃO EM EN FERMAGEM

-ÊNFASE NA FORMAÇÃO DE DOUTORES

A polít ica de pós- graduação no Brasil, num p r i m e i r o m o m e n t o , f o ca l i zo u a ca p a ci t a çã o d o s docent es das univer sidades; post er ior m ent e, volt ou seu int er esse par a os desem penhos do sist em a de p ó s- g r a d u a çã o e d o SNPG, e a i n d a p a r a o d e se n v o l v i m e n t o d e p e sq u i sa s ci e n t íf i ca s e t ecn o l ó g i cas n as u n i v er si d ad es, d i r eci o n ad as ao at endim ent o das prioridades nacionais.

Ai n d a so b a é g i d e d o I PNPG, a CAPES acom panhou sist em at icam ent e o processo com o um t odo, qu an do im plan t ou sist em a de av aliação dos p r o g r a m a s d e p ó s- g r a d u a çã o , co m o b j e t i v o d e garant ir a qualidade acadêm ica do SNPG.

O SNPG e x p a n d i u - se e m 2 0 0 3 , q u a n d o passou a cont ar com 1819 Program as, apresent ando cr escim ent o de 15,9% em r elação ao t r iênio 1998-2000( 4). Esse crescim ento, contudo, ocorreu de form a

desigual ent r e as difer ent es r egiões geogr áficas, a exem plo da r egião Sudest e, que concent r a 66,57% dos cur sos de dout or ado, seguida das r egiões Sul ( 17,6% ) , Nor dest e ( 10,4% ) , Cent r o- Oest e ( 4,11% ) e Nort e ( 1,76% )( 4).

Na década de 70, a região Sudeste tem suas prim eiras doutoras form adas na área da enferm agem , em cursos ligados a Faculdade de Medicina. Após a form ação de dout oras em enferm agem , a Escola de Enferm agem Anna Nery, da Universidade Federal do Rio de Janeir o, cr iou o pr im eir o cur so de m est r ado no País, no ano de 1972. Depois de sua im plantação, out ros surgiram em diversas regiões do país.

Com o av anço da ciência e t ecnologia e a prem ência em form ar dout ores na área, a Escola de Enferm agem da USP e a Escola de Enferm agem de Ribeirão Pret o, t am bém da USP, se uniram e criaram o Cu r so de Dou t or ado, m odalidade I n t er u n idades. Dessa form a, em 1981, t eve início um a nova era na Enferm agem , com a instituição, no país e na Am érica La t i n a , d o p r i m e i r o cu r so d e d o u t o r a d o e m En f e r m a g e m , o f e r e ce n d o a p o ssi b i l i d a d e d e se for m ar em dout or es que desenv olv er iam pesquisas, at endendo às prioridades nacionais.

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a p esar d a ex p an são p au t ad a n a q u al i d ad e e d o desequilíbrio regional na ofert a de cursos, os órgãos r e sp o n sá v e i s p e l a Pó s- Gr a d u a çã o , n o Pa ís, p r eocu p am - se com a d ist r ib u ição d essa of er t a e f l e x i b i l i za çã o d o m o d e l o d e p ó s- g r a d u a çã o e m enferm agem , pois novos cursos est ão sendo criados, principalm ent e em regiões m ais carent es.

At é o ano de 1984 a Enferm agem brasileira cont ava com poucos dout ores na área, ist o porque a m aior ia er a t it ulada em out r as ár eas e em out r os p aíses. Com a p olít ica d e ex p an são d o SNPG, n a década de 90, ev oluiu significat iv am ent e o núm er o d e d o u t o r e s f o r m a d o s n a s d i f e r e n t e s á r e a s d e conhecim ento, em especial, na Enferm agem . As áreas de con h ecim en t o t in h am com o obj et iv o en con t r ar r e sp o st a s p a r a a n e ce ssi d a d e d e se f o r m a r e m docent es qualificados que at endessem à ex pansão do ensino super ior no país, assim com o am pliar a capacidade inv est igat iv a das univ er sidades, com a for m ação de nov os pesquisador es.

A partir de 1993, a CAPES/ MEC entendeu que era chegado o m om ento de organizar a pós- graduação em ár eas de conhecim ent o com o, Mult idisciplinar es e En si n o , Ci ê n ci a s So ci a i s Ap l i ca d a s, Ci ê n ci a s Ag r ár ias, Ciên cias Hu m an as, Ciên cias Biológ icas, En gen h ar ias, Lin gü íst ica, Let r as e Ar t es, Ciên cias Ex at as e da Ter ra e Ciências da Saúde. A ár ea de Ciên cias d a Saú d e f oi com p ost a p or : Med icin a I ( clínica) , Medicina I I ( Psiquiatria, Pediatria e Nutrição) , Me d i ci n a I I I ( Ci r u r g i a ) , Od o n t o l o g i a , Fa r m á ci a , En f e r m a g e m , Sa ú d e Co l e t i v a , Ed u ca çã o Físi ca , Fisiot erapia e Terapia Ocupacional. Cada com ponent e d est a g r an d e ár ea t er ia u m r ep r esen t an t e cu j as at ribuições seriam at uar j unt o às diversas com issões da CAPES/ MEC.

Qu a n t o a o cr e sci m e n t o d o s cu r so s d e dout or ado, com abr angência em t odas as ár eas de conhecim ento, no período entre 1996 a 2004, observa-se que a área de Ciências da Saúde foi a que m ais cr esceu .

Pa r t i n d o d o s e l e m e n t o s a n t e r i o r m e n t e apr esent ados, analisar am - se os Pr ogr am as de Pós-Gr adu ação em En f er m agem do país r ef er en t es ao an o d e 2 0 0 5 , m ais esp ecif icam en t e, aq u eles q u e o f er eci am cu r so s d e d o u t o r ad o , e o s r esu l t ad o s foram : em 2005, a área da Enferm agem contou com 27 Program as de Pós- Graduação reconhecidos, com crescim ento de 31,25% em relação à avaliação trienal 1 9 9 8 - 2 0 0 0 . Val e sal i en t ar q u e est e cr esci m en t o ocorreu apenas, nas regiões Sul e Sudest e; a região Nordest e m ant eve o m esm o núm ero de Program as. Quant o à localização dos Program as de Pós-Gr a d u a çã o m e st r a d o e d o u t o r a d o , d a á r e a d a

En f e r m a g e m , o b se r v o u - se q u e 1 5 ( 5 5 , 5 % ) encontram - se na região Sudeste; 5 ( 18,5% ) na região Sul; 5 ( 18,5% ) , na Nordeste e dois ( 7,5% ) , na Centro-Oest e e nenhum a região Nort e( 4).

Em t er m os de educação do dout or ado, de acor do com os dados da Capes, os pr ogr am as de pós- gr aduação em t odas as ár eas t it ular am 35.724 pessoas, no triênio 2001- 2003, com 8094 desses, no nível de doutorado. Especificam ente em Enferm agem , titularam 343 dout ores no m esm o período, dos quais 76,4% na região sudest e, 11,07% na sul e 12,53% no nordest e( 4).

O núm er o de Pr ogr am as de Pós- Gr aduação e Cursos de Dout orado na área de enferm agem t em apresent ado sensível crescim ent o nos últ im os anos. Cont udo, not a- se que, apesar dos m odelos propost os pela polít ica governam ent al para desenvolvim ent o da p ó s- g r a d u a çã o n o p a ís, a i n d a h á d esi g u a l d a d es r egion ais, t an t o n o n ú m er o de dou t or es t it u lados, q u a n t o n o s d e p r o g r a m a s d e Pó s- Gr a d u a çã o oferecidos por est a área de conhecim ent o.

O m odelo de dout orado em enferm agem no país, inicialm ent e, focaliza o pr epar o do aluno em disciplinas ( no prazo aproxim ado de um ano) , seguido do ex am e de qualificação, e culm ina com a defesa de tese. O obj etivo é form ar pesquisadores para testar e d esen v o l v er o co n h eci m en t o d e en f er m a g em . En t r et an t o , cab e d est acar q u e a p er sp ect i v a d e m udança da educação do dout orado est á em paut a nas r euniões das líder es da enfer m agem br asileir a. O f o co a t u a l d a d i scu ssã o é a a d e r ê n ci a à s ex p er iên cias d e ap r en d izag em , em ob ed iên cia ao p r o j e t o p e d a g ó g i co d o s cu r so s d e d o u t o r a d o , p r ior izan d o sem p r e as n ecessid ad es d e saú d e d a população e das ger ências dos ser v iços de saúde. Nessa direção, os universit ários brasileiros, t êm sido e st i m u l a d o s p e l o s Pr o g r a m a s a d e se n v o l v e r e m experiências, que vão de um a dois sem est res, em universidades internacionais de padrões de excelência par a m aior int er ação com cent r os de r efer ência da ár ea.

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de dout or ado. Por ém ainda há it ens que m er ecem m aior est udo ant es da sua consolidação, t endo em v ist a as par t icular idades da ár ea de conhecim ent o da Enferm agem( 5).

As líder es da en fer m agem n a CAPES e os co o r d en a d o r es d o Pr o g r a m a s d e Pó s- Gr a d u a çã o elab or ar am , em 2 0 0 1 , a ag en d a d a ed u cação d o dout orado em enfer m agem . ( Tabela 1) . O t rabalho co n si st i u e m o r g a n i za r a s l i n h a s d e p e sq u i sa pr ior it ár ias, assim defin idas: o cam po pr ofission al “ dev e ser com pr eendido com o o equiv alent e ao do su j ei t o ep i st êm i co / co n sci ên ci a co g n o scen t e, e é com post o pelo espaço sociopolít ico da profissão, que inclui est udos que t rat am dos fundam ent os t eóricos, f i l o só f i co s, h i st ó r i co s e ét i co s e ai n d a p r o d u ção t ecnológica. Quant o ao cam po assist encial, refere- se ao obj et o cognoscível/ realidade obj et iva, ou sej a, ao q u e p ossa ser p er ceb id o, p en sad o, r ep r esen t ad o. I nclui- se, t am bém , aqui o cuidar ao ser hum ano no decorrer do processo de saúde e da doença. Já cam po or ganizacional é aquele que dá sent ido à cat egor ia conhecer, de tal form a que possa ser aplicada ao plano de at ividades cognoscit ivas. Referem - se t am bém , ao saber fazer na pr át ica pr ofissional. Tal cam po est á inserido no contexto gerencial de serviços, de práticas de saúde e de educação( 6) .

Tabela 1 - Descrição das linhas de pesquisa da Pós-Gr ad u ação em En f er m ag em / Cap es, Flor ian óp olis, 2001

No per íodo de 1983- 2001 defendeu- se 448 teses de doutorado no Brasil. Os resultados m ostram que a m aioria delas foi produzida nas áreas/ cam pos assistencial ( 171 ou 38,1% ) e organizacional ( 164 ou 36,6% ) , seguidas da área profissional ( 86 ou 19,1% ) . Mer ecem dest aque, t am bém , as linhas de pesquisa que apareceram em m aior freqüência, a saber: Saúde e qualidade de vida, Processo de Cuidar em Saúde e

En f e r m a g e m, d o cam p o Assi st en ci al ; Po l ít i ca s e

Pr át icas de Educação e Enfer m agem , Ger enciam ent o

dos Ser v iços da Saúde e de Enfer m agem, do cam po Or ganizacional; Fu n dam en t os Teór ico- Filosóf icos do Cu i d a r e m S a ú d e e En f e r m a g e m , d o ca m p o Profissional( 7) .

As áreas t em át icas m ais invest igadas foram : Saúde da Mulher , Ger enciam ent o em Enfer m agem e

Saúde, Saú de Colet iv a, e Saú de da Cr ian ça, dent re ou t r os. A pr edom in ân cia dest es t em as pode est ar r elacionada ao fat o de que as pr im eir as linhas de pesquisa adot adas nos Program as de Pós- Graduação, criadas nos anos de 1970, referiram - se às Áreas de Concentração na Saúde da Mulher, Saúde da Criança, Sa ú d e Co l e t i v a / Sa ú d e Pú b l i ca e Ad m i n i st r a çã o / Ger en ciam en t o.

O núm ero de estudos sobre saúde da m ulher e ger enciam ent o dos ser v iços de saúde r ev ela que n o Br asil, a saú d e d a m u lh er é u m d os g r an d es desafios sociais e polít icos do país.

Quant o ao m ét odo de invest igação, t ipo de e st u d o o u p e sq u i sa , p r e v a l e ce r a m o s e st u d o s e x p l o r a t ó r i o s d e a b o r d a g e m q u a l i t a t i v a , o s d e co n h eci m en t o d a r eal i d ad e o u co m p r een são d o s fenôm enos sociais, indicando m udança de paradigm a n o p r o cesso d e co n st r u çã o d e co n h eci m en t o n a enferm agem , o que evidencia tendência para estudos co m a b o r d a g em q u a l i t a t i v a . Nest es, o s est u d o s f e n o m e n o l ó g i co - h e r m e n ê u t i co s, e t n o g r á f i co s, h i st ó r i co s e so ci ai s, d en t r e o u t r o s, d esco r t i n am possibilidades de apr ofundam ent o do conhecim ent o da realidade ou com preensão dos fenôm enos sociais que perm eiam a prát ica da enferm agem .

A adoção de diversos m ét odos e abordagens t eór icas t em ex ig id o ap r op r iação d e con t eú d os e f u n d a m e n t a çã o t e ó r i ca p r o v e n i e n t e s d e o u t r a s d i sci p l i n a s, o q u e p e r m i t e u m a e x p a n sã o d e possibilidades para a const rução do conhecim ent o e apr im or am en t o do pr of ission al, do pon t o de v ist a cient ífico e cult ural.

A análise m ost ra claram ent e o aum ent o do núm ero de cursos e de dout ores. Regist ra- se ainda, Fonte: Carvalho ( 2002)

1 o p m a C / a e r Á l a n o i s s if o r

P ÁAresas/iCstaemncpoial2 OÁrrgeaan/Cizaamcpioona3l

s o t n e m a d n u F 1 . 1 o d s o c if ó s o li f-o c ir ó e t e e d ú a S m e r a d i u c m e g a m r e f n E e d o s s e c o r P 1 . 2 e e d ú a S m e r a d i u c m e g a m r e f n E s a c it á r p e s a c it íl o P 1 . 3 e e d ú a S m e m e g a m r e f n E m e a i g o l o n c e T 2 . 1 e e d ú a S m e g a m r e f n E e e d ú a S 2 . 2 a d i v e d e d a d il a u q s a c it á r p e s a c it íl o P 2 . 3 e o ã ç a c u d E e d m e g a m r e f n E e d ú a S m e a c it É 3 . 1 m e g a m r e f n E e -e l a i c o s o ã ç u d o r P 3 . 3 e e d ú a S m e o h l a b a rt m e g a m r e f n E a d a ir ó t s i H 4 . 1 m e g a m r e f n E -s o d o t n e m a i c n e r e G 4 . 3 e d e e d ú a S e d s o ç i v r e s m e g a m r e f n E

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que os m eios de com unicação possibilit am veiculação d e i n f o r m a çõ e s m a i s i n t e n sa s e á g e i s e n t r e o s pesquisadores, o que favorece o desenvolvim ent o da pesquisa e da própria enferm agem .

A análise da produção científica originada das t eses est udadas indica a legit im idade das linhas de p esq u i sa d ef i n i d as p el a ár ea d e en f er m ag em n a CAPES, n o q u e co n ce r n e à a b r a n g ê n ci a d a su a produção, fato que perm ite acom panhar as tendências d a p e sq u i sa e m e n f e r m a g e m , b e m co m o , a consolidação e consist ência das m esm as.

A consolidação de linhas de pesquisa na área d a en f er m ag em e as in iciat iv as d e at iv id ad es d e pesquisa em parceria com grupos de pesquisadores d e d i v e r sa s r e g i õ e s d o Br a si l , a p a r e ce m co m o possibilidade de identificar as prioridades de pesquisas e de pr oduzir conhecim ent os m enos fr agm ent ados. Esse s f a t o r e s f a v o r e ce m m a i o r a r t i cu l a çã o e int egração de conhecim ent os m ult idisciplinares.

A n o m e a çã o d e v á r i a s d i sci p l i n a s d e diferent es áreas, com t reinam ent o int erdisciplinar, e as parcerias apont am para um a t endência que visa m elhor ar a educação em enfer m agem .

Por out ro lado, o aum ent o do conhecim ent o da enferm agem , no m undo todo tem contribuído para m elhorar a educação do dout orado, cuj o im pact o j á se faz sent ir nos pr ogr am as ( desenv olv im ent o das pesquisas) e tam bém na prática profissional. O corpo d o ce n t e d o s cu r so s d e d o u t o r a d o , v i sa n d o a o aprim oram ento da excelência, tem - se m obilizado para t r o ca s d e co n h e ci m e n t o co m p e sq u i sa d o r e s internacionais, sej a em cursos de pós- doutorado, sej a d esen v olv en d o p esq u isas em p ar cer ias, f ir m an d o co n v ê n i o s e n t r e i n st i t u i çõ e s, o u a p r e se n t a n d o t r a b a l h o s e m co n g r e sso s i n t e r n a ci o n a i s p a r a prom over avanços nos m odelos de ensino.

Essa ar t iculação é um a t endência bast ant e f o r t e n a b u sca d e so l u çã o p a r a o s p r o b l e m a s pr edom inant es na saúde, sej am at uais ou fut ur os, g l o b a i s, o u , n o m ín i m o , m u l t i n a ci o n a i s o u int ernacionais( 8) . É nesse cenário que a Enferm agem

d e sp o n t a co m o u m a p r o f i ssã o d e i m p o r t â n ci a m undial. I sso revela a im port ância das art iculações int ernacionais para o aprim oram ent o da educação do dout orado no Brasil e em out ros países.

Na Eu r o p a , h á p a íse s q u e a i n d a e st ã o i n i ci a n d o a ed u ca çã o em d o u t o r a d o n a á r ea d a en f er m ag em , p or ém alg u n s j á t êm u m alt o n ív el educacional e de pesquisa. I sso indica a possibilidade de se est abelecer u m a r ede de colabor ação en t r e

universidades de diferent es países europeus, at ravés d a Eu r o p e a n Aca d e m y o f Nu r si n g e Th e No r d i c Academ iy for Advanced St udy. O cam po de est udo do dout orado em enferm agem , na Europa, depende do program a de pesquisa de cada universidade; na Finlândia, por exem plo, as pesquisas se direcionam m ais para a área clínica, vindo a seguir a da educação e por últ im o o da adm inist ração( 8).

Ao se com par ar a análise da educação em doutorado, na área de enferm agem , com a de outros dos cu r sos de dou t or ado da Eu r opa e Am ér ica do Nor t e, v er ifica- se que a pr odução do conhecim ent o tem com o alicerce fatores sem elhantes, e que tam bém h á a n ecessi d ad e d e u m a i n t er l o cu ção en t r e as d i f e r e n t e s u n i v e r si d a d e s e p e sq u i sa d o r e s, p a r a f or m ação d e u m a r ed e in t er n acion al. En t r et an t o, n e ssa s r e g i õ e s a s v a r i á v e i s co m o i n f l u ê n ci a d o env elhecim ent o populacional, pr ior idades de saúde ( análise das causas de m or bidade, incapacidade e m or t e) , fat or es sociais e econôm icos, bem com o a organização do setor saúde são tem as essenciais para o desenv olv im ent o de pesquisas( 8). Na Am ér ica do Nor t e, países com o os Est ados Unidos e o Canadá pr om ov em a ex pan são do cor po de con h ecim en t o em enferm agem dando ênfase ao cuidado individual, à fam ília, à com unidade, ao invés de se cent r ar em na doença. O desenvolvim ent o do conhecim ent o da enfer m agem na Am ér ica do Nor t e t em aum ent ado r a p i d a m e n t e d e v i d o à e x p a n sã o d e r e cu r so s d e st i n a d o s à p e sq u i sa , t a n t o d e e st u d a n t e s d e dout orado quant o de pesquisadores, j á form ados. Os f a t o r e s co n t e x t u a i s q u e i n f l u e n ci a m o desenvolvim ent o do conhecim ent o dos program as de d ou t or ad o t êm sid o in f lu en ciad os p or in d icad or es sociais, econôm icos, polít icos, dem ogr áficos e pelo próprio cont ext o do sist em a de saúde( 8).

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Especial at enção deve ser dada nos índices de im pact o da pesquisa. Esse par âm et r o dev e ser acom panhado e m ensurado pelos pesquisadores; em especial, a avaliação do conhecim ent o produzido, ou sej a, m ensurar se ele t em cont ribuído para a prát ica profissional; a definição de estratégias que possibilitem à s o r g a n i za çõ es i m p l a n t a r em o s r esu l t a d o s d a s pesquisas e o est abelecim ent o de consór cios ent r e u n i v e r si d a d e s, p e sq u i sa d o r e s e e n f e r m e i r o s d a pr át ica. Est as e out r as quest ões são fundam ent ais para a consolidação da pesquisa no cenário nacional, considerando os result ados advindos de pesquisa de 2005( 7).

CONSI DERAÇÕES FI NAI S

O si st e m a e d u ca ci o n a l , u m d o s p o n t o s est rat égicos no processo de desenvolvim ent o sócio-econ ôm ico e cu lt u r al da sociedade br asileir a, t em m ostrado que a form ação de doutores na enferm agem cont ribui de m odo relevant e para const rução de um co n h e ci m e n t o so ci a l , n a á r e a d a sa ú d e . Ne st a per spect iva, m uit os dos pr oblem as at uais e fut ur os d e saú d e são g lob ais, ou sej a, m u lt in acion ais ou int ernacionais( 9).

O crescim ento do núm ero de doutores na área t em sid o v er t ig in oso, o m esm o ocor r en d o com a produção cient ífica, m esm o ainda sendo rest rit os os est udos de int er venção na pr át ica pr ofissional e de desenvolvim ent o de t ecnologia. O m aior desafio é a n e ce ssi d a d e d e a s e n f e r m e i r a s d e se n v o l v e r e m pesquisas ex per im ent ais que cont enham pr opost as de m u dan ças par a as pr át icas de saú de. Est u dos d em o n st r am u m a t en d ên ci a d e d esen v o l v i m en t o nesse sent ido, cont udo, sinalizam a necessidade de o s p e sq u i sa d o r e s r e a l i za r e m p e sq u i sa s int ervencionist as volt adas para a prát ica profissional. As est rat égias m ais ut ilizadas referem - se ao preparo de discent es na linha de pesquisa de int ervenção e à s a r t i cu l a çõ e s co m p e sq u i sa d o r e s n a ci o n a i s e int ernacionais, por m eio de dout orado “ sanduíche” e d e p r o g r a m a s d e p ó s- d o u t o r a d o . Os p r o g r a m a s at ualm ent e j á disponibilizam inst rum ent os para essa nov a m odalidade de educação, v isando à ex pansão d a ár ea. Ur g e, p o i s, co m p r een d er as d i f er en ças i n d i v i d u a i s d o s p e sq u i sa d o r e s, o co n t e x t o d a s u n iv er sid ad es, d a or g an ização d as ag ên cias e d a cultura brasileira, para que a educação em doutorado n a ár ea da en fer m agem con st it u a- se n u m desafio possível de ser enfr ent ado na pr epar ação de novas gerações de líderes da área.

REFERÊNCI AS

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Referências

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Nursing; 3 Full Professor, Universit y of Sao Paulo at Ribeirao Pret o College of Nursing, WHO Collaborat ing Cent er for Nursing Research Developm ent , Brazil, e- m ail:

in Nursing, e- m ail: j [email protected] .br; 2 Full Professor, Universit y of Sao Paulo at Ribeirao Pret o College of Nursing, WHO Collaborat ing Cent er for.. Nur sing Resear

em Enferm agem , Professor Adj unt o da Escola de Enferm agem da Universidade Federal da Bahia, e- m ail: lilian.enferm agem @bol.com .br; 3 Mestre em Enferm agem , Professor

Preto, da Universidade de São Paulo, Centro Colaborador da OMS para o desenvolvim ento da pesquisa em enferm agem , e-m ail: [email protected] .br; 3 Enferm eira, Professor Doutor

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Universidade de São Paulo, e- m ail: felicianom [email protected] .br; 3 Enferm eira, Professor Livre- Docente da Escola de Enferm agem da Universidade de São.. Paulo, Diretor