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PRINCE S BRIDE #1. J.J McAvoy

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Academic year: 2022

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PRINCE’S BRIDE # Tradução: Bia & Ariella

Revisão Inicial: Ariella Revisão Final:

Leitura Final:

Formatação: Ariella

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PRINCE’S BRIDE #

DEAR READER:

Essa é uma obra de ficção, e mesmo sabendo que a verdade é na sua maioria das vezes estranha, Eu devo te dizer que a maioria dos personagens, nomes, lugares, títulos, e incidentes são reais em todos universos menos o que você está lendo. Eu espero que goste de qualquer

maneira. Então, com amor, seja bem-vindo a minha imaginação.

—J.J. McAVOY

PS: É um pouco de queima lenta.

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AVISO

A tradução foi efetuada pelo grupo Doll Books Traduções (DB) &

Valkyrias Traduções (V.T) de modo a proporcionar ao leitor o acesso à obra, incentivando à posterior aquisição. O objetivo do grupo é selecionar

livros sem previsão de publicação no Brasil, traduzindo-os e

disponibilizando-os ao leitor, sem qualquer forma de obter lucro, seja ele direto ou indireto.

Levamos como objetivo sério, o incentivo para o leitor adquirir as obras, dando a conhecer os autores que, de outro modo, não poderiam, a

não ser no idioma original, impossibilitando o conhecimento de muitos autores desconhecidos no Brasil. A fim de preservar os direitos autorais e

contratuais de autores e editoras, os grupos DB & VT poderão, sem aviso prévio e quando entender necessário, suspender o acesso aos livros e

retirar o link de disponibilização dos mesmos, daqueles que forem lançados por editoras brasileiras. Todo aquele que tiver acesso à

presente tradução fica ciente de que o download se destina

exclusivamente ao uso pessoal e privado, abstendo-se de o divulgar nas redes sociais bem como tornar público o trabalho de tradução do grupo,

sem que exista uma prévia autorização expressa do mesmo.

O leitor e usuário, ao acessar o livro disponibilizado responderá pelo uso incorreto e ilícito do mesmo, eximindo os grupos DB & VT de qualquer

parceria, coautoria ou coparticipação em eventual delito cometido por aquele que, por ato ou omissão, tentar ou concretamente utilizar a presente obra literária para obtenção de lucro direto ou indireto, nos

termos do art. 184 do código penal e lei 9.610/1998.

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PRINCE’S BRIDE #

Ele é um príncipe playboy mimado, o qual a família precisa desesperadamente de dinheiro.

Ela é uma herdeira americana, que só pode obter sua herança por meio do casamento.

De acordo com suas famílias, eles são uma combinação perfeita

.

De acordo com o outro, os casamentos arranjados não

têm lugar nos tempos modernos e isso não poderia funcionar.

Mas o príncipe Galahad “Gale” de Ersóvia tem o dever de obedecer à coroa de qualquer maneira.

Odette Wyntor não dá a mínima, ela não quer se casar.

Ele pode mudar sua mente?

Ela pode ao menos lidar com o que significa ser da

realeza, se ele o fizesse?

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CAPITULO 1

OUTUBRO 29 Tem um segredo entre nós nobres que nós todos sabemos, mas nunca ousa a dizer. Pode ser o mais antigo, verdade indizível, mas óbvia em toda Europa. Foi a mentira da nobreza. Mas quem entre a alta sociedade seria idiota o suficiente para admitir que não éramos nem melhores nem piores, nem mais lordes ou damas do que as massas? Que um título não trazia classe, sagacidade ou moralidade... Eu sou, claro, aquele idiota, pois estou confessando essa verdade, esse segredo conhecido no papel. Embora o que alguém pode fazer para me impedir?

Na era moderna, um título nem trazia as duas coisas que sempre teve:

poder e respeito. A realeza agora não era mais que um espetáculo, e nosso dever era entreter, e entreter, alguém que precisava de riqueza. Era preciso riqueza para garantir poder e respeito. O dinheiro fez girar a aristocracia.

Quanto mais velho for o dinheiro, melhor será a viagem. Nada era muito mais velho do que esta família - a Casa de Monterey. O problema com as coisas velhas, porém, era sua tendência a morrer. O problema de morrer, especialmente quando essa morte não foi rápida, era a vontade de sobreviver, não importa o quão fútil possa ser.

Nada lutou mais contra a morte do que uma monarquia.

—Gale, você está nos ouvindo?

—Estou tentando ao máximo não fazer isso, mãe, — respondi enquanto escrevia, preparando-me para a voz berrante de meu pai me dar um sermão antes da morte.

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PRINCE’S BRIDE #

—Você não é mais um menino, Gale.

—Mãe, pai, ele está brincando, — meu irmão interrompeu antes que nosso pai pudesse ir mais longe. — Ele está ouvindo mais do que deseja que todos vocês saibam. É somente reconhecendo-o que ele deixará de prestar atenção.

Olhando por cima do meu diário, encontrei seus olhos desesperados.

Meu pai estava parado como um pinguim inchado em seu terno escuro perto da lareira, e ao lado dele, sentada em sua cadeira como a pintura a óleo atrás dela, estava minha mãe. Seu rosto branco parecia empalidecer a cada segundo que passava, o estresse estava afetando-a. Ambos apenas contiveram suas repreensões e raiva de mim por causa do meu irmão mais velho. A única desinteressada - e com permissão para isso - era minha irmã mais nova. Ela se sentou esparramada no sofá em sua calça jeans rasgada e suéter xadrez grande, balançando a cabeça ruiva para qualquer música deprimente que ela estava ouvindo.

—Olá irmão. Bem-vindo à conversa; Lamento muito interromper sua escrita. Estávamos todos apenas discutindo o futuro de nossa família.

— O sarcasmo educado gotejou pesadamente quando ele colocou Perséfone - o spaniel King Charles que sua esposa o reduzira a babá enquanto ela estava em Paris - em um travesseiro de penas de ganso feito à mão.

—Oh, você estava? — Eu perguntei no mesmo tom. —E eu aqui pensando que vocês estavam deliberando sobre como sacrificar minha felicidade para seu próprio ganho. Me perdoe, continue.

—Gale, meu querido, nós nunca iríamos querer que você seja infeliz.

— minha mãe declarou.

— A menos que minha infelicidade possa garantir que continuemos em uma grande monarquia fabulosamente rica é claro, então o que é um pouco de infelicidade?

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—Eu estou farto do seu egoísmo! — meu pai gritou, seu rosto já ficando vermelho de raiva.

—Meu egoísmo? — Eu disse de volta. —Não fui eu que fiz maus investimentos! Não fui eu quem causou nossa atual angústia, que não pode ser tão ruim quanto todos vocês fazem parecer. No entanto, sou eu que todos vocês estão tentando forçar o casamento! Se eu sou egoísta por recusar, então vocês são egoístas por pedir!

—Galahad Fitzhugh Cornelius Ed!

—Presente, pai, não precisa chamar meu nome completo! — interrompi apenas para ouvir uma leve gargalhada de minha irmã.

Aparentemente, ela não estava ouvindo música.

—Chega! — O velho realmente bateu o pé, e eu teria rido se não estivesse surpreso. —Você vai se casar com quem esta família achar adequado, ou então me ajude eu irei... eu irei... renegar você e bani-lo desta nação!

—Eu ainda sou um cidadão, pai. Como rei, você pode me banir da monarquia, mas segundo a constituição, você precisa do parlamento para me tirar da nação.

—É bom saber que não desperdiçamos dinheiro na faculdade de direito para você. Mas diga-me, meu sábio filho, com a sua história, você acha que eles vão se opor? — Pela primeira vez desde o início desta conversa, o leve humor em sua voz era evidente. Seus olhos se estreitaram em mim e sua cabeça se ergueu como se ele já tivesse vencido.

Desviando o olhar dele, virei-me para minha irmã, em quem eu sempre poderia confiar para me ajudar a deixar nossos pais loucos. — Eliza, você ouviu isso? Ele vai me banir. O que eu vou fazer?

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PRINCE’S BRIDE #

Ela puxou um fone de ouvido e olhou para mim com toda a seriedade.

—Só há uma coisa que você pode fazer: vender seu corpo.

Eu engasguei, dramaticamente cruzando meus braços sobre o peito.

—O horror.

Ela bufou e eu comecei a rir.

—Eu estou farto! Seu menino infantil, ingrato — ele gritou para mim.

—Eu não posso argumentar com ele! — ele gritou com minha mãe, já marchando para a porta. —Vocês dois coloquem um pouco de juízo na cabeça desse tolo. Tenho medo de matá-lo.

— Eu também te amo, Pai!

Batida.

Persephone choramingou com o som.

Eu olhei de volta para os olhos arregalados de Eliza. —Foi algo que eu disse?

—Você sempre tem que ser difícil, Gale? Você acha que perguntaríamos isso se não fosse importante? Você acha que gostamos de estar neste estado de coisas atual? — minha mãe tentou gritar, mas sempre que ela estava chateada, sua voz tremia mais e ressoava menos.

—Você tem quase vinte e sete anos. Em que ponto você planeja se tornar um membro honesto e solidário desta família?

Eu abri minha boca para falar, mas ela levantou a mão, me parando.

—Não! Chega de seus comentários sem graça. Você já disse o suficiente por uma manhã. E você! — Seus olhos afiados se voltaram para Eliza, que era sua cópia carbono em quase todos os sentidos - de seus longos cabelos ruivos a seus olhos azuis e pés grandes. —Já que você quer tanto ajudar seu irmão, por que não encontramos alguém para você?

—Mãe!

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—Essa é uma ideia muito melhor. Por que vocês todos não tentam isso primeiro e me falem mais tarde.

—Cale a boca, Gale! — Eliza gritou, jogando um dos travesseiros divã na minha cabeça. —Que tipo de irmão mais velho é você?

—O tipo rejeitado e banido? — Eu respondi, pegando o travesseiro.

—Vejo que estragamos vocês demais. Por que é tão difícil para você estar falando sério? De todas as coisas sobre as quais você poderia brincar, você escolheu esta. —Minha mãe suspirou, balançando a cabeça antes de caminhar em direção às portas.

—Espere, mãe. Você estava falando sério sobre mim? — Eliza se levantou, mas nossa querida e doce mãe apenas deu a ela um olhar calmo e saiu prontamente da sala. A cabeça de Eliza girou de volta para mim, seu cabelo vermelho chicoteando sobre seu ombro. —O que foi aquele olhar? Por que eu recebi uma olhada? Achei que estávamos sacrificando você!

—Oh, então está tudo bem quando sou eu, mas não você?

—Exatamente! — Ela bufou, levantando-se da cadeira, olhando para nosso irmão, que fingia dormir. —Arty, faça alguma coisa!

—Porque eu faria isso? Com vocês dois prestes a ser renegados, posso finalmente desfrutar da paz e do silêncio que sempre quis.

Eu ri. —Você vai redecorar quando tivermos partido?

—Na verdade, gosto da decoração...

—Vocês dois são os piores irmãos! — Eliza gritou para nós.

—Isso é um pouco duro, não é, Arty? — Eu perguntei a ele.

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PRINCE’S BRIDE #

Ele assentiu. —E fatuamente impreciso. O imperador Commodus enviou cem homens para executar sua irmã, Lucila. Comparado a isso, somos anjos.

—Agora que você mencionou, eu vejo um halo acima de sua cabeça, irmão.

—Ugh! Tanto faz! Estou indo embora. —Ela bateu o pé e marchou para fora da porta.

—Se você precisar de ajuda com convites de casamento Batida.

Mais uma vez, Persephone resmungou em protesto enquanto corria para os pés de Arty como uma criança pequena e, claro, ele a pegou no colo. —Não se importe com os humanos tolos, Perséfone. Eles estão todos mal-humorados hoje.

—Deveríamos estar pulando de alegria com o que acabou de acontecer? —Eu perguntei, e embora eu não quisesse mesmo pensar seriamente em nada disso, eu ainda precisava perguntar. — Eles estão falando sério mesmo, Arty? Um casamento arranjado nos dias de hoje?

Ele suspirou, colocando a cadela de pé. —Você está esquecendo que eu também tive um casamento arranjado?

—Isso não conta! Você está apaixonado por Sophia desde os, tipo, doze anos. — Embora todos soubessem que Sophia não o suportava quando éramos crianças. Ele era tímido, quieto, esguio e possuía um caso grave de síndrome de febre aftosa sempre que se tratava de socializar com pessoas do sexo oposto. Foi tão grave que ainda me encolho quando penso em como ele costumava ser.

—Isso conta porque Deus sabe que eu não seria capaz de convidá-la para sair. — Ele sorriu, caminhando em direção às janelas para olhar para a lua.

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Havia uma dúzia de piadas que eu poderia ter feito para provocá-lo sobre aqueles dias. No entanto, não era hora de relembrar o passado.

Meu futuro estava em jogo.

—Combinado ou não, você sabia sobre ela e a amava muito antes de se casar com ela. Podemos ser 'membros da realeza', mas isso não significa que temos que agir como se fossem 1.800, Arty. Não é normal lançar dois estranhos para o casamento e deixá-los descobrir por dinheiro.

—Isso pode realmente ser a coisa mais normal do mundo. — Ele riu, enfiando a mão no bolso do terno e tirando o pacote vermelho de balas.

—Todo mundo se casa por amor ou fortuna. Na maioria das vezes, é a fortuna disfarçada de amor. As pessoas se convencem de que amam alguém porque é do seu interesse fazer isso. Mas a verdade é que o amor muitas vezes não sobrevive na pobreza.

—E a fortuna não pode suportar a falta de amor, — acrescentei, estendendo minha mão para algumas das balas em sua mesa.

Ele franziu a testa e compartilhou apenas um antes de jogar alguns em sua boca. —Então o que você quer que façamos, Gale? — ele questionou. —Dispensar a ajuda e pessoal? Liquidar ativos? O que você está disposto a abrir mão pro estado primeiro?

—Arty, não pode ser tão ruim! Que erros você poderia ter cometido?

Você dirige os assuntos da família como um general há anos. Se tivermos que fazer ajustes, faremos ajustes.

Ele se virou da janela para mim. —Pai está doente, Gale.

Tudo de mim congelou.

Eu não tinha certeza se meu coração estava batendo mais rápido ou mais lento, mas tinha certeza de que não estava mais normal. Eu encarei

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PRINCE’S BRIDE #

os olhos verde azulados do meu irmão, os mesmos olhos que eu tinha, os olhos de Monterey.

—O que? — foi a única palavra que pude pronunciar.

Ele, no entanto, calmamente se aproximou e pegou meu diário da mesa. — Achei que você tivesse parado de fazer o diário depois que o avô morreu. No entanto, para nossa surpresa toda, você seguiu suas instruções e adquiriu o hábito de escrever pelo menos uma coisa todos os dias. Eu tenho, mas por algum motivo, não sou constante.

—Arty, chega de diário. O que-

—Nosso pai chamava o diário de monótono e nunca se importava com isso. Mas agora eu gostaria que ele tivesse. Talvez o avô estivesse certo.

O segredo para evitar 'a maldição da família' pode estar na escrita. — Ele zombou das palavras maldição da família porque nem ele nem eu acreditávamos nisso e realmente odiamos o estranho velho do século XVII que fizera fortuna escrevendo sobre nossa família real.

Isso não é importante agora!

—O que você está tentando me dizer é?

—Pai tem demência de início precoce, Gale.

— A quanto tempo? — Sussurrei, esperando que ele estivesse errado.

No entanto, Arty apenas acenou com a cabeça, colocando meu diário de volta na minha frente. —Tempo suficiente para ele quase levar a monarquia à falência — Arty quase zombou.

—Falido? Você está se ouvindo, Arty? Nossa família vale milhões.

Como diabos um homem queima tudo isso?

Ele apenas balançava a cabeça. —Eu pensei que tinha tudo sob controle. Eu assumi as contas, mas ele voltava e fazia empréstimos em esquemas tão estúpidos... Não consigo nem começar a explicar, Gale.

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Não é como se vamos perder tudo de uma vez ou mesmo em meses. Claro, sempre teremos o dinheiro que ganhamos com o imposto sobre a soberania. Temos o suficiente para navegar por um tempo. Mas, eventualmente, podemos precisar desistir de propriedades, terras e no momento em que começarmos...

—Eles vão chamar de morte de nossa monarquia.

A imprensa nos perseguia, alegava que era a maldição de Monterey e que estávamos chegando ao fim. As pessoas temiam que precisariam nos apoiar, o que significava mais impostos. O povo de Ersovia nos amava, mas eu não tinha certeza se eles gostavam muito. Se os impostos gerassem raiva, isso poderia levar a pedidos de abolição.

Uma bagunça.

Meu peito estava apertado. Meus dedos doíam com uma sensação que não conseguia descrever. Segurando minha cadeira, olhei para ele.

Meu irmão, seu rosto agora sombrio e pálido, tinha olheiras, aparecendo quase do nada. Seus ombros caíram para frente enquanto ele olhava, paralisado por nada em particular na mesa.

—Por que você não me contou?

—Ele me disse para não fazer. Ninguém, exceto a mãe, o doutor Schulz e eu sabemos — sussurrou Arty. —Queria dizer-te. Mas então parte de mim pensou que ele superaria isso como superou tudo antes.

Ele é rei. Ele segurou Ersovia sem falhar. Como ele poderia não vencer?

Como ele pode estar doente, pensei? Tudo o que sei, aprendi com ele.

Eu o observei entregar sua vida a esta família e a este país. É seu orgulho e alegria sermos quem somos. Então, como eu poderia dizer a ele que foi ele quem causou nossos problemas? Todo aquele trabalho duro, estilhaçando em suas próprias mãos? Isso iria esmagá-lo.

Essa foi uma das coisas que acho insuportável em ser monarca; a cada geração, a pressão aumentava. Ninguém queria ser o rei que perdeu

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PRINCE’S BRIDE #

o reino. Ninguém queria ser a última família real. Era um fardo muito pesado, e eu sempre fiz o meu melhor para evitar tudo e qualquer coisa que pudesse sobrecarregar minha vida mais do que já era. Por quase 27 anos, fui livre para fazer o que quisesse e ir aonde quisesse... dentro do razoável. E eu sabia que isso só era possível porque meu pai e meu irmão seguravam o mundo em seus ombros por nós. Mas agora que meu pai estava doente, Arty não poderia fazer mais nada.

Eu podia ouvir a voz do meu avô no fundo da mente, dizendo com sua voz profunda, O que eu te disse? Quanto mais você tenta fugir de seu dever, mais estreito se torna o caminho...

Eu pude finalmente ouvir meu coração batendo. Foi alto e doloroso, implorando-me para fazer a coisa certa, a coisa altruísta.

Eu realmente não queria ouvir, no entanto.

—Vou considerar seriamente. — Eu suspirei, baixando minha cabeça. —Quem quer que seja com quem eles desejam que eu me case.

—Quem? Até mesmo Lady Maeve Cudmore?

—Oh, meu Deus! — Eu me encolhi, minha pele formigando.

—Estou apenas brincando, — ele teve a audácia de dizer, com um pequeno sorriso no rosto. Embora o resto dele ainda parecesse pesado.

—Este não é o momento para brincadeiras. Estou no limite da minha sanidade agora. Eu não aguento, — eu resmunguei, esfregando minhas têmporas. —Quem é essa? Na verdade, pensando bem, não me diga.

Basta me embebedar e me segurar no altar, caso não haja outra maneira.

—Em primeiro lugar, não sei se isso seria juridicamente vinculativo, então não vamos fazer isso. Em segundo lugar, o que seria necessário para você ir além do ponto de consideração?

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Eu sabia que ele queria apenas que eu dissesse sim. Parte de mim sabia, pelo bem da minha família e da coroa, eu precisava, mas as palavras simplesmente não saíam dos meus lábios. —Eu não sei.

Certamente, eu poderia encontrar a mulher algumas vezes. Seria bom para nós não sermos completos estranhos. O que você sabe sobre ela?

—Eu quase não sei nada na verdade, exceto sua fortuna e nome, é isso.

Minha sobrancelha levantou com isso. —Você não sabe nada sobre ela? Como? De que família ela é? Talvez eu já tenha ouvido falar dela?

—Eu duvido. Ela não é ersoviana.

—Alemão, então?

Ele balançou sua cabeça. —Direção errada. Vá para Oeste.

—Francesa? —Isso não seria o pior.

—Continue indo para o oeste.

Eu pausei. —A que distância oeste estou indo?

—América do Norte.

Pelo amor de cristo! —Uma americana? Incrivelmente brilhante.

Sempre foi meu desejo ser um clichê completo e absoluto. Todo mundo sabe que o único motivo pelo qual um nobre se casa com uma herdeira americana é se eles precisam de dinheiro. Eu poderia muito bem tatuar as palavras cavador de ouro na minha testa.

—Se o príncipe da Inglaterra pode se casar com uma americana, você também pode, Gale. — Afirmou.

—Esta não é a Inglaterra e ela não era uma herdeira.

—E a diferença é?

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PRINCE’S BRIDE #

—A cultura americana e a cultura da riqueza americana são completamente diferentes.

—Agora você está sendo esnobe. — respondeu ele, mas não disse que eu estava errado.

—Bem. Ela é uma Hilton ou algo assim? Você sabe o nome dela?

—Odette Wyntor, co-herdeira de Etheus.

—Etheus? — Eu conhecia aquela empresa. —Mas não é a família que fundou Etheus-

—Black, — ele terminou para mim e acenou com a cabeça. —Sim, são eles. Isso é um problema para você de repente?

— Não. —Eu ignorei a última parte de seu comentário. —No entanto, com o clima político atual e as pessoas como são, por que diabos eles concordariam? O que eles ganham com um título que não significa nada?

—Não é nada ser casado com um príncipe. Podemos não ter muito poder real, mas exercemos muita influência, não apenas aqui, mas também em toda a Europa.

Eu queria perguntar a ele se ele achava que influência e fofoca eram a mesma coisa. Se ele fez isso, ele estava correto. Todo mundo adorava fofocar sobre a realeza, e os britânicos sempre levavam o peso disso em todo o mundo. Mas, na Europa, éramos os segundos mais fofocados.

Quem tem o quê? Quem deu mais? Quem foi visto onde? E o pior, quem estava namorando quem? Eliza se recusou a deixar o país por um ano porque tirou uma foto com o príncipe da Dinamarca e, de repente, o parlamento e toda a nação estavam em alvoroço por ela. Todo esse escrutínio, todo esse julgamento, e para quê? As únicas pessoas que se juntaram voluntariamente a este circo foram as mulheres decididas a entrar na aristocracia ou pessoas sem escolha.

Nenhuma das opções era o que eu queria em uma esposa.

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CAPITULO 2

—Mãe, eu estou te implorando, por favor, por favor, não faça uma cena. —Nesse ponto, eu estava pronta para ficar de joelhos e implorar a ela. Mas como ainda estávamos no carro, tudo que pude fazer foi estender as mãos na minha frente como se estivesse orando. Na verdade, é uma boa ideia. Eu fechei meus olhos. —Pai Celestial, como nós-

—Oh, relaxe! — ela gritou, batendo em minhas mãos. —Não perca o tempo de Deus com isso. Eu cuidei disso.

—É exatamente com isso que estou preocupada, mãe!

Em vez de prestar atenção em mim, no entanto, ela se inclinou para frente e olhou no espelho que havia montado na parte de trás do banco do passageiro, escovando seus cachos minúsculos.

—Eu realmente gosto desse penteado, e eles disseram que eu não poderia ter um corte loiro de fada na minha idade, — ela jorrou.

Eu revirei meus olhos. —Podemos nos concentrar, mãe?

—Certo, vamos...

—Espera! — Eu a parei antes que ela pudesse pegar sua bolsa Christian Dior e sair do carro. —Você não me disse o que você e o advogado discutiram. Qual é o plano?

Ela fez uma pausa e olhou para trás, seus olhos âmbar finalmente em mim. —O plano é confiar em sua mãe. — Ela sorriu, colocando os óculos escuros.

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PRINCE’S BRIDE #

—Mamãe.

—Vamos. Estamos atrasadas. — declarou ela, abrindo a porta.

Suspirando, olhei para o teto e terminei minha oração antes de sair eu mesma, o ar estranhamente frio, embora o sol estivesse tão forte que eu apertei os olhos.

—Disse para você usar os óculos, mas não. — minha mãe gritou do outro lado do carro.

Ignorando-a, eu andei ao redor, olhando para o vidro em forma de agulha na nossa frente.

—Obrigada por esperar, Oliver. Ligaremos quando estivermos prontas, — disse ela ao nosso motorista, de quem realmente não precisávamos, mas ela insistiu em contratar mesmo assim.

O velho apenas acenou com a cabeça para nós duas antes de voltar para tirar o carro da rua. Como sempre, minha mãe caminhava desnecessariamente devagar, com a cabeça erguida e com um leve balanço, transformando a calçada em sua passarela pessoal. Eu apenas a segui para dentro porque não havia nada que eu pudesse dizer. Ela tem andado assim desde antes de eu nascer, e ela andará assim até morrer, de acordo com ela.

Eu me acostumei com isso, junto com os olhares. Era meu normal.

No entanto, ela não ajudou em nada com a roupa inspirada na Cruella Deville que estava usando. Ela se deleitou com toda a atenção, como sempre.

—Olá. Bem-vinda ao escritório de advocacia de Greensboro and Brown. Como posso ajudá-la? — uma mulher disse atrás do balcão.

—Sim, Wilhelmina Wyntor-Smith para o Sr-

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—Se não for minha rainha da beleza favorita, — disse Greensboro, um homem de meia-idade com pele morena e olhos verdes. Ele tinha uma voz que parecia a trilha sonora de O natal de Carol, e ele se apresentou com todo um exército de advogados mais jovens atrás dele.

—Charles, querido, como você sabia que estávamos aqui? — O falso sotaque sulista de senhora branca educada da minha mãe veio à tona quando ela estendeu os braços para abraçar o homem.

Isso me deixou louca porque ela não era do sul. Sempre que ela era excessivamente educada, parecia que estava fazendo um teste para um papel em Steel Magnolias1.

—Eu estava esperando, é claro. Nossa cliente estrela não deve ser deixada sozinha no saguão nem por um segundo. — A quantidade de beijos que ele deu por uma estrela foi impressionante e muito, muito triste, mas, novamente, com a quantidade de dinheiro em jogo, quem não se tornaria um cachorro de colo?

—Você é sempre tão gentil, deve se lembrar da minha filha, Odette.

— Minha mãe deu um passo para trás para que eles pudessem me ver.

—Como eu poderia esquecer? Você é uma linda jovem. Você se parece tanto com sua mãe que poderiam ser gêmeas.

Eu odiava quando as pessoas diziam isso. —Obrigada, Sr.

Greensboro. Gostaria que nos encontrássemos novamente em melhores circunstâncias, é claro. — respondi, estendendo minha mão para cumprimentá-lo.

1 É um filme estadunidense de 1989, do gênero comédia dramática, dirigido por Herbert Ross. É uma adaptação cinematográfica da peça de Robert Harling, de 1987, com o mesmo nome. A peça e o filme são sobre o vínculo que um grupo de mulheres compartilha em uma comunidade do sul dos Estados Unidos de uma pequena cidade, e como elas lidam com a morte de uma delas. O título sugere que os principais personagens femininos podem ser tão delicados quanto a flor de magnólia e tão duros quanto

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PRINCE’S BRIDE #

Ele pegou minha mão e segurou, acariciando-a como se eu fosse uma criança ferida. —Não se preocupe por um segundo. Não vamos deixá- los escapar impunes do que estão tentando fazer. Eu tenho todos os meus melhores advogados nisso.

—Você está se referindo aos seguidores que você tem aqui? — minha mãe perguntou, olhando para todos atrás dele. Ela examinou cada um antes de franzir a testa e olhar para ele. —Eu não estou impressionada.

Espero que esta seja a equipe B.

—Mãe, por que não subimos primeiro e depois conversamos? — Eu injetei rapidamente antes que ela os derrubasse e os deixasse chorando em algum armário de suprimentos próximo, perguntando-se por que diabos eles foram para a faculdade de direito.

— Vejo que você está à altura de sua teatralidade, como sempre, Wilhelmina.

Oh Deus não! Por quê?

—Você ainda não viu teatro, Yvonne, — disse minha mãe quando me virei para a Barbie loira, peitos grandes e olhos azuis que era minha madrasta, Yvonne Wyntor, vestida com um terninho todo roxo. Atrás dela estava sua própria equipe de advogados.

—Eu acho que você já viu muitas apresentações. Você deveria assistir à peça, Wilhelmina, não roubar as fantasias.

—Diz a mulher de setenta anos vestida de Barney.

—Eu não tenho setenta anos, você- —OK! OK!

Virei-me para ver minha meia-irmã, Augusta, surgindo do nada e agarrando sua mãe assim como eu agarrei a minha. Nós duas trocamos um rápido olhar de compreensão antes de nos concentrarmos novamente

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na sua mãe. Você teria pensado que elas já teriam superado isso. Mas não. Por alguma razão, eles simplesmente não podiam deixar o passado no passado. Era ridículo como éramos muitas vezes deixadas a ser árbitros entre elas. E ainda mais como as pessoas sempre apenas assistiam. Eu podia ver o pequeno círculo se formando e os telefones já em mãos, prontos para serem erguidos. Aparentemente, a luta de mulheres ricas estava na moda agora nas redes sociais - a tendência era tão rápida quanto as Kardashians.

—Estou bem, querida. Não precisa se segurar em mim. — minha mãe murmurou e me deu aquele olhar, o olhar de mãe. Depois de quase vinte e sete anos, você pensaria que o poder teria acabado.

—Esquecemos algo. Subam todos primeiro. — disse Augusta, forçando um sorriso.

—Boa ideia, — eu disse a ela e dei o braço a minha mãe, então, sem soltar, nos afastamos deles. Quase arrastei minha mãe do saguão para o elevador.

O Sr. Greensboro nos deixou entrar primeiro, mas só ele nos seguiu.

Os advogados pelos quais minha mãe não se impressionou pareceram desaparecer com um estalar de dedos.

—Mãe, lembra da conversa que tivemos no carro? — Eu sussurrei para ela.

—Ela começou. — respondeu ela como se tivesse seis anos.

—Mamãe.

—Ela não precisava estar aqui, Odette. Ela veio para lutar, então por todos os meios, vamos lutar. Eu não tenho medo dela.

—Vocês duas não estão cansadas de discutir? Papai nem está mais vivo. Deixe isso pra lá. — Pelo amor de Deus, por favor, deixe ir!

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PRINCE’S BRIDE #

—Odette. — Ela olhou para mim seriamente. —Não sou eu que estou segurando e lutando por mim mesma. Ela está nos obrigando a fazer isso. Tudo isso poderia ter terminado de forma pacífica. Mas ela teve que inventar alguma desculpa falsa para impedir você de ter sua herança.

Seu pai deixou especificamente para você. E ela não aguenta isso. Ela quer que imploremos a ela pelo resto de nossas vidas. Estou lutando por você.

Eu tenho certeza que ela realmente acreditava naquilo.

—Chegamos, — disse Greensboro enquanto as portas do elevador se abriam quase no topo do edifício.

Minha mãe ajeitou o casaco, ergueu o queixo e saiu com orgulho. Eu tinha dado apenas alguns passos antes de sentir meu telefone vibrar.

Augusta: Me encontre no banheiro.

—Licença. Onde fica o banheiro? — Eu pergunto ao Sr. Greensboro antes dele nos mostrar a sala de conferência.

—É no fim do corredor. Mary pode te mostrar.

—Eu consigo achar, obrigada. — Eu digo rápido. Eu não preciso de acompanhante.

— Nós estaremos na sala de conferência. — Minha mãe me responde.

Acenando com a cabeça, desci o piso de madeira e não pude deixar de notar como muitos dos funcionários estavam estressados, curvados sobre suas mesas digitando, lendo, ligando ou fazendo todas as opções acima. Eles pareciam miseráveis, e eu respeitei isso. Eu não sabia como deveria ser trabalhar em um emprego que você odiava... mas talvez eles adorassem. Mas eu nunca poderia fazer isso. Eu estava exausta demais para tentar mediar brigas entre minha mãe e todo mundo para pensar em fazer isso por outra pessoa.

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Entrando no banheiro, entrei em uma das cabines antes de enviar uma mensagem de texto de volta...

Eu: Estou aqui. Venha logo.

Inclinando-me contra as paredes, desejei estar em qualquer lugar, menos aqui... na verdade, não em qualquer lugar. Eu gostaria de estar no meu estúdio. Havia uma melodia presa na minha cabeça e eu só queria tocar.

—Ouvi dizer que quase brigaram no saguão. — disse uma voz feminina, entrando no banheiro...

Oh, isso vai ser divertido. Vamos ouvir qual a fofoca que as ninfas estão dizendo hoje.

— Eu escutei que durante o divórcio teve uma briga, — a outras diz.

Falso, não teve brigas antes ou depois. Minha mãe jogou papeladas, mas não teve uma briga de verdade.

—O que? — a primeira mulher surra. — Qual a história por trás dessas duas?

Aqui vamos nós.

— Você não sabe?

—Não!

Porque você soa tão chocada? Tenho certeza que está morrendo pra fazer fofoca e contar tudo a ela. Eu faço uma careta para a porta. Parte de mim quer sair dali.

—Oh, certo. Você é da costa leste. Mas você ainda sabe sobre Marvin Wyntor.

Quem não sabe sobre meu pai?

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PRINCE’S BRIDE #

—É claro, o empresário negro da internet que criou a Etheus, a única rival real do Google?

Etheus é melhor... Eu sou tendenciosa, mas ainda sim.

—Exatamente. Marvin Wyntor era um gigante do Vale do Silício. E Etheus sempre se certificou de ter as mais diversas equipes. Eles dizem que ele queria as melhores mentes ao redor do mundo. As pessoas amavam ele, especialmente pessoas negras. Mas então ele casou com Yvonne Ford. Ele recebeu muitas críticas por se casar com uma mulher branca, especialmente naquele tempo. Eu acho que eventualmente isso o incomodou. Ele a traiu com Wilhelmina Smith.

Novamente falso. Eles não traíram. Meu pai e Yvonne já estavam separados nessa época.

—Ela era uma rainha da beleza, certo?

—Uma das primeiras descendentes Afro-Americana a receber os títulos Miss América e Miss USA.

Ela foi a primeira, na verdade. Eles são dois concursos diferentes.

—Wow, ela continua maravilhosa. Ela é uma modelo também, certo?

Eu tenho certeza que ela ficará feliz em saber que você a acha bonita depois de você fofocar sobre ela.

—Certo, mas não bonita o suficiente aparentemente. Marvin a deixou para voltar com Yvonne.

Então, por causa dos meus pais se divorciarem, minha mãe não é bonita suficiente? Você já viu minha mãe?

— Então é daí que o sangue ruim veio.

Não, elas nasceram com isso. Eu poderia sentir meu rosto inteiro estremecer com elas.

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—Sim, e agora que ele está morto elas estão lutando por sua fortuna.

Quanto tempo demora as pausas pra ir no banheiro aqui?

— Eu pensei que ambas tivessem assinado acordos pré-nupciais?

Elas assinaram, aparentemente, meu pai conhecia muito bem as duas.

— Sim, mas ele tem duas filhas vivas. Augusta, a filha de Yvonne. E Odette, filha de Wilhelmina.

—Então as duas filhas têm direito ao dinheiro dele?

Sim, nós temos.

—Sim, e veja isso, a filha de Yvonne é quatro anos mais nova. Você consegue imaginar ser a primeira esposa, mas ter a segunda filha?

Que diferença isso faz? Uma criança é uma criança.

— Você acha que ele as traiu uma com a outra?

— Obviamente. Tenho certeza que há mais filhos por aí, também, em algum lugar. Caras ricos são todos assim.

Eu adoraria dar uma olhada na sua família. Como seus pais são?

—Wow, homens são lixos.

Meu pai não era um lixo. Elas não o conhecem e provavelmente nunca o escutaram, mas se sentem livres para julga-lo.

— Certo, mas ele vale quase cinquenta bilhões de dólares. Eu tenho certeza que foi assim que ele consertou tudo. Tudo que ele tinha que dizer era “Querida, eu sinto muito. Aqui está um anel de diamante para você.”

— Nosso pai se desculpou com o mercado imobiliário, não com joias.

Os anéis de diamante são uma merda de nível milionário. —Eu conhecia aquela voz. —Odette, você está se escondendo?

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Saí para ver duas mulheres curvadas sobre a pia, os olhos arregalados e aterrorizados. —Não, eu estava espionando na verdade, esperando o momento perfeito para atacar, mas você estragou tudo. Por que demorou tanto?

—Minha mãe estava sendo difícil! Vocês duas vão continuar olhando ou o quê? — Ela dirigiu a última parte de seus comentários para as mulheres ao nosso lado.

Esperei que elas saíssem antes de ir para a pia. —Somos o assunto de Seattle de novo.

—Sempre fomos. Eles nos amam. Somos como princesas dos dias modernos. — disse ela, dando um passo ao meu lado, enrolando o cabelo castanho claro com o dedo.

Nós somos irmãs, mas esse meio realmente faz a diferença. Enquanto minha pele era de um marrom mais quente, a dela era de um marrom claro, quase branco. Era o mesmo com a nossa cor de cabelo - ambos eram cacheados, embora ela tenha alisado o dela, e o meu era castanho escuro e cacheado. Seus olhos eram como os de sua mãe e os meus eram castanhos. Ela era pequena enquanto eu era alta.

—Diferente, bonito, oposto, perfeito.

—Nem melhor nem pior do que a outra — ela terminou e olhou para mim. —Papai sempre disse que ele não era bom com as palavras, mas com certeza sabia exatamente o que fazer para que nós duas nos sentíssemos bem com nós mesmas.

—Sim. — Suspirei. —Ele nunca quis que tivéssemos ciúmes uma da outra.

—Nunca funcionou. — ela admitiu. —Quero dizer, poderia ter acontecido se alguém não tivesse que se tornar uma cantora famosa também. Agora eu sou apenas a garota linda, incrível, inteligente e

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elegante que vive do dinheiro do papai. Enquanto isso, você tem toda a sua carreira.

Eu revirei meus olhos. —Sabe, se você quer me fazer sentir mal, não faça tantos elogios para você.

Ela piscou antes de girar todo o seu corpo para mim. —Eu não quero fazer você se sentir mal. Estou apenas brincando - bem, um pouco.

Como está a música?

—Seria muito mais fácil se nossas mães não estivessem em guerra.

Ela suspirou dramaticamente. —Eu sei! Quando elas vão deixar para lá?

—Aparentemente, elas planejam levar isso direto para o túmulo.

Ela riu. —Você pode imaginar papai tendo que ficar sentado ali pelo resto da eternidade com nossas mães dos dois lados?

Eu pensei sobre isso e comecei a rir com ela. —Oh Deus, posso vê-lo sentado lá com as mãos no rosto, implorando por misericórdia.

—Com nossas mães gritando nos ouvidos dele. — acrescentou ela, rindo. —Ele ficaria tão infeliz.

—Na verdade, — eu consegui dizer enquanto enxugava o canto do meu olho. —Acho que, no fundo, uma parte dele teria gostado de certa forma.

—Ele não era tão maluco.

—E, no entanto, ele de alguma forma se apaixonou por nossas mães?

Ela pensou sobre isso. —Ok, talvez ele fosse um pouco louco. Mas você sabe o que dizem - existe uma linha tênue entre gênio e loucura.

— Sinto falta dele. —Eu não conseguia acreditar que já fazia um ano.

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—Eu também. Ele ficaria chateado se soubesse o que está acontecendo agora. Ele nunca quis que brigássemos.

—Nós não estamos lutando. Nossas mães estão.

—Em nosso nome. — disse ela. —Tenho tentado impedi-la, mas ela simplesmente não me escuta. Há dinheiro mais do que suficiente para todas nós.

—Podemos ameaçar desistir de tudo. — Eu sorri e ela olhou para mim com horror.

—Eu acho que você é maluca também! Eu quero ser uma boa pessoa, mas não tão boa.

—Não se trata de ser uma boa pessoa. É sobre acabar com o drama.

—Odette. — Ela se agarrou a mim —Nada acaba com o drama. Mesmo que a gente abra mão de tudo, elas continuariam no pé uma da outra.

Tudo o que devemos fazer é lembrar que somos irmãs. Nós não iremos terminar como aqueles filmes do Lifetime.

— Agora que você disse isso talvez seja exatamente assim que gente termine. — Eu ri, lavando minhas mãos.

— Não nos azares.

— Srta. Wyntor.

— Sim? — Eu e Augusta nos viramos para a porta do banheiro quando uma mulher aparece na porta apressada.

—Umm… suas mães.

Augusta e eu nos olhamos antes de correr para fora daquele banheiro.

Nós só damos um passo para fora antes de escuta-las alto e claro.

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—Eu pensaria que você tem um pouco de vergonha na cara! Mas você continua chamando a si mesma de Sra. Wyntor.

—Vergonha? O que eu faço com vergonha? Posso comer isso? Posso vestir isso? Isso me mantém quente a noite? Não. Então porque inferno eu preciso disso? — minha mãe grita. —Mas já que estamos falando de vergonha, quanto botox você planeja usar nesse rosto. Querida, deixe a gravidade fazer seu trabalho!

— Sua insuportável, mal educada.

—Mãe, vamos embora! — Augusta a agarra.

— Sou insuportável? Você é uma caça fortunas.

—Mãe! — Corri para a sala de conferências, me espremendo para chegar ao lado dela e acalmá-la.

— Você sabe o que Marvin disse antes de morrer? — Yvonne disse quase na metade do caminho para fora da porta. — Ele se desculpou por algum dia ter casado com você! Ele disse que era o maior erro da vida dele!

Minha mãe ficou quieta e de repente ficou imóvel.

Oh, merda. A única coisa pior que minha mãe discutindo era quando minha estava calma.

—Você está mentindo. Yvonne, e isso é tão triste. Mas acho que isso não importa mais. Pelo menos não sou o erro que matou ele.

A ganhadora era minha mãe. Com certeza.

Yvonne ficou paralisada, a mandíbula tensa - muito provavelmente por causa daquele tapa verbal no rosto. Demorou um segundo, mas ela apenas agarrou sua bolsa.

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—Terminamos aqui. — foi tudo o que ela disse antes de marchar para fora da sala de conferências com Augusta, assim como seus advogados, logo atrás dela.

Minha mãe respirou fundo, finalmente, e então se sentou, recostando-se na cadeira.

—Você cruzou a linha.

—Quantas vezes tenho que te dizer, Odette? Não há linhas em um anel. Ela socou e eu soco de volta. Não é minha culpa que ela não aguentou. — ela proferiu suavemente, cruzando os braços sobre o peito.

Eu desviei o olhar porque, aparentemente, ela precisou de um minuto para descer de seu cavalo alto. Então, enfrentei o Sr. Greensboro, que estava sentado calmamente, olhando os documentos à sua frente. Ele havia lidado com o divórcio dela, então eu tinha certeza de que ele já estava acostumado com ela.

—Sr. Greensboro?

—Sim, Sra. Wyntor?

—Eu sei que você não pode parar de boatos. Mas se houver algum vídeo ou áudio sobre o que aconteceu aqui hoje, vamos processar e fazer isso com uma nova empresa.

—Relaxa, Odette. Charles é...

—Mãe, você já fez o suficiente! — Eu estendi minha mão para impedi- la. Felizmente, ela não respondeu nada.

—Não se preocupe, Sra. Wyntor. Eu tenho todos os telefones celulares confiscados neste nível durante esta reunião, e se alguém tentar alguma coisa, iremos pessoalmente lidar com isso com severidade. — ele me assegurou.

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Eu verifiquei as portas para ver ninguém de pé ou mesmo ousando olhar para dentro. Assentindo, me sentei na cabeceira da mesa ao lado de minha mãe. —Ok, então o que aconteceu nos poucos minutos que eu fui embora? O que levou à luta delas?

—Ela começou-

—Mãe, diga mais uma coisa e desistirei de tudo! — Eu ameacei, e o rosto do Sr. Greensboro empalideceu mais do que o dela. Eu ofereci um sorriso. —Bem, senhor?

—Eles trouxeram provas das condições de seu pai para a herança. É apertado como ferro. Acho que é um segundo rascunho que ele criou antes de sua morte prematura. Mas é mais recente do que a vontade que conhecíamos.

—Tem certeza que é real?

—Sim. Tudo é igual, mas com condições, e tem a mesma assinatura, que verificamos, assim como a de seu assistente pessoal.

Eu respirei fundo. —Ok, então quais são essas condições?

—Casamento.

—Diga o quê?

—Você precisa se casar e ter um filho.

Eu senti algo. Talvez fosse a terra batendo sob meus pés. Talvez fosse minha alma deixando meu corpo. Mas definitivamente senti algo.

—Você está falando sério? — Eu não pude acreditar.

—E é por isso que eu disse para você parar de dizer a ele que você não queria se casar. — minha mãe resmungou. —Ele estava sempre insistindo em dar continuidade ao legado Wyntor. Você pensou que eu estava sendo duro, mas ele nunca disse nada para você. Aparentemente,

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Isso era o que era.

Essa sensação que eu senti.

Era meu pai rindo de mim do além.

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CAPITULO 3

—Os ativos totalizando cinquenta e um vírgula oito bilhões de dólares serão divididos igualmente entre Odette Rochelle Wyntor e Augusta Pearl Wyntor, por um total de vinte e cinco vírgula nove bilhões cada. Dos quais, o primeiro terço de sua herança será recebido em seu casamento com uma pessoa de integridade,

moralidade e posição respeitáveis, durando mais de um ano. Após os primeiros três anos do referido casamento, eles receberão o segundo terço de sua herança. E o último terço será dado no nascimento de seu primeiro filho-

—Não importa quantas vezes você leia, Odette, não vai mudar. — minha mãe gritou de seu banheiro.

Eu não pude acreditar. Quanto mais eu leio, mais eu tremo. — Ele não pode fazer isso! — Gritei do outro lado do quarto, agitando o papel acima da minha cabeça como uma louca. —É chauvinista! É arcaico!

Está errado!

—É o dinheiro dele, Odette. Ele pode fazer as regras para quem quer que seja. — ela disse, voltando com uma máscara facial por toda parte.

—Eu sei, mas essas são regras idiotas. Ele deve ser a última pessoa a defender o casamento. Quer dizer... ugh. Estou com tanta raiva! Como ele pôde fazer isso? — Eu levantei o papel de volta ao meu rosto. —E o que significa 'uma pessoa de integridade, moralidade e posição respeitáveis'.

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—Isso significa que não se case com um vagabundo da rua para conseguir o dinheiro. — ela esclareceu, movendo-se para sentar em sua penteadeira.

—Eu entendo o que isso significa! O que eu não entendo é quem diabos vai decidir o que é uma 'pessoa de integridade, moralidade e posição respeitáveis'? — E ouça isso. Papai deve ter se divertido muito.

—Caso uma das filhas não se case, os ativos totalizando 51 vírgula oito bilhões de dólares serão divididos. A primeira metade será dada à Fundação Marvin Wyntor Global e a segunda reinvestida em Etheus. 'Ele está nos ameaçando!

—Você tem que amar seu pai. Ele disse que seu dinheiro estava voltando para ele ou voltando para sua empresa, que também é ele. — Wilhelmina riu antes de esfregar o creme no pescoço.

—Exatamente. Não importa o que aconteça, seu dinheiro permanece conectado a tudo o que ele criou. Isso é egoísta e vaidoso! Mas não, ele não terminou. — Eu bati no papel com amargura. —Se apenas uma filha não se casar e fornecer um filho, a soma total e os bens passarão para o filho da outra filha nas mesmas condições acima mencionadas - tanto para não colocar Augusta e eu uma contra a outra!

—Pelo menos ele não estabeleceu um prazo para isso. — ela respondeu calmamente, dando tapinhas sob as pálpebras.

Fiz uma pausa, olhando enquanto ela confortavelmente se preparava e preparava seu rosto.

Seus olhos mudaram e encontraram os meus no espelho quando fiquei em silêncio. —O que?

—Por que sou a única chateada, andando de um lado para o outro e gritando?

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—Boa pergunta. Você vai se sentar e relaxar? Experimente esta nova máscara de banana dourada e orquídea que acabei de comprar-

—Deixe-me reformular a pergunta, — interrompi porque ela obviamente não entendia para onde eu estava indo ou entendia perfeitamente e estava tentando me distrair. —Por que você não parece surpresa, mãe?

—Eu te disse. Seu pai sempre falou em querer continuar seu legado.

Estou surpresa que ele não insistiu que você tomasse seu sobrenome depois do casamento. — ela respondeu e se levantou rapidamente, movendo-se para sair da sala.

Algo está errado.

—Sim, mas Yvonne acabou de trazer o novo testamento do papai hoje.

Você deveria pelo menos estar surpresa. — Ela deveria estar mais brava do que eu, na verdade.

—Fiquei surpresa, e é por isso que Yvonne e eu brigamos antes de você voltar do seu intervalo anormalmente longo para ir ao banheiro. — disse ela enquanto descíamos as escadas.

—Você sempre teve brigas, então isso era normal para você, mãe.

Você não disse nada enquanto o Sr. Greensboro explicou o testamento.

Você apenas continuou enviando mensagens de texto. Para quem você estava enviando mensagens de texto?

—Sabe, é muito rude você questionar sua mãe assim. Você está me fazendo sentir como uma espécie de criminosa. — Ela bufou e esfregou o lóbulo da orelha.

Foi isso que ela a delatou! Ela sempre fazia isso quando estava tramando algo ou sabia que teria um pouco de dificuldade.

—Mãe, o que você fez!

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—Nada! Então pare de me acusar! — ela retrucou antes de marchar para a sala de estar e se sentar em sua espreguiçadeira, com vista para toda Seattle.

A vista sempre tirou meu fôlego, mas agora, foi a ansiedade que fez meu peito se contrair. Eu pensei de volta ao longo do dia, tentando ver se havia algo que ela poderia ter feito se tivesse deixado alguma pista - espere.

—Oh, não fique aí parada, Odette. Acho que o chef fez um pouco de iogurte para o lanche da noite. Por que não comemos isso e-

—Esta tarde, você disse: “O plano é confiar em sua mãe”. Você não esperava que Yvonne aparecesse hoje, mas sabia sobre o novo testamento, não é?

—Odette.

—Eu conheço você, mãe - melhor do que ninguém - então, eu sei que você não vai parar até que eu tenha esse dinheiro. Se você está tão calma assim, se me diz para confiar em você, é porque você tem um plano.

Ela levantou sua edição da Vogue, virando as páginas casualmente.

—Você poderia, por favor, descobrir o iogurte, Sherlock Holmes, em vez de me interrogar?

—Está bem então. — Peguei meu telefone, já discando.

—O que você está fazendo? — ela questionou.

Ignorando-a, levantei o telefone ao ouvido.

—Odette.

—Sr. Greensboro, sinto muito por ligar tão tarde, mas decidi desistir de...

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—Você perdeu a cabeça! — Ela pegou o telefone. —Charles, ela está apenas brincando... — Seu rosto caiu quando ela percebeu que eu não tinha realmente ligado. —Você não é engraçada.

—Eu não estava tentando ser engraçada, — eu disse de volta. — Estou apenas tentando lembrar a você que é meu dinheiro, é minha vida, e se você está fazendo planos, precisa me dizer. Eu não sou mais uma criança.

Ela exalou e revirou os olhos, sentando-se novamente. —Onde está toda essa ousadia quando estamos na frente de outras pessoas? Você é sempre muito tímida e quieta com eles. Então você vem e age durona na minha frente.

—Você rouba todo o oxigênio da sala. Como posso colocar uma palavra? — Eu atirei de volta. —Agora, o que você está planejando?

—Você vai pegar o iogurte primeiro? Depois a gente conversa.

—Bem. — Peguei meu telefone de volta, mas ela apenas o segurou.

—Estou confiscando isso por enquanto.

—Tanto faz, e tire a máscara já, mãe. Seu rosto está bom. — eu respondi, em seguida, caminhei ao redor da mesa de centro e saí da sala de estar para a cozinha para pegar seu amado iogurte sem gordura, baunilha e mistura de frutas.

Eu tinha cerca de sete anos quando percebi que minha mãe não era como as outras mães. Talvez fosse porque eu tinha mais ou menos a mesma idade quando parei de fazer concursos e passava um tempo com crianças “normais,” tão regulares quanto poderiam ser. Ela me teve aos vinte anos, mas meu pai disse que às vezes ela agia como uma adolescente. Ela era boba, teimosa, vaidosa, barulhenta e direta - assumidamente direta. Quando ganhei peso, ela foi a primeira a me avisar. Se eu estivesse ficando muito magra, ela me deixaria saber disso

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também. Se eu acordasse tarde para a escola porque ela me deixava ficar acordada a noite toda com ela para assistir um filme, ela se recusaria a me deixar ir para a escola até que eu estivesse perfeitamente apresentável. Não existia tal coisa como um dia de cabelo ruim. Era algo que as pessoas estressadas e preguiçosas inventavam para não se esforçarem. Ela era rígida apenas em uma coisa, aparência.

Se eu tirasse uma nota ruim, tudo o que ela perguntaria era se eu tinha tentado ou não, e quando eu dizia sim, ela dizia: —Bem, isso é tudo que você pode fazer. Bom trabalho. — Meu pai, por outro lado, me dava um sermão por uma hora inteira, até que minha mãe viesse me salvar.

Quando eu tinha nove anos, ela e eu percebemos que eu tinha um dom e amor pelo piano e canto. Ela se esforçou para garantir que eu tivesse os melhores professores e assistisse às aulas. Ela se tornou minha maior líder de torcida, e toda vez que meu pai começava a expressar sua desaprovação, ela desencadeava o inferno. Ele disse que ela sempre foi muito despreocupada comigo. E ela estava. Até eu percebi naquela época que a maioria das meninas tinha problemas com suas mães quando adolescentes. Mas a minha era mais parecida com uma amiga. Eu queria crescer para ajudá-la, para provar que ela era uma boa mãe, apenas diferente. Mas em algum lugar ao longo da linha, acho que me tornei mais parecida com o pai e fui mais rígida com ela para que ela não irritasse meu pai ou brigasse com outra pessoa.

—Ele não deixou nenhum? — ela gritou alto, tirando-me dos meus pensamentos.

—Não, ele fez. Chegando. — Peguei o iogurte da geladeira e também duas colheres da gaveta. Entrando na sala de estar, vi que ela havia tirado a máscara e estava folheando minhas mensagens.

—Você está olhando pelo meu telefone?

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—Sim, e estou muito desapontada! — ela gritou dramaticamente. — Como você não tem uma vida mais interessante? Quase adormeci lendo suas mensagens!

—Com licença. Eu tenho uma vida. Obrigada. Simplesmente não é uma loucura, — respondi, dando-lhe o iogurte e pegando meu telefone de volta.

—O.k. chato. Por que você não faz o que outras garotas ricas gostam...

—Drogas, álcool e homens? — eu perguntei, dando uma mordida no meu próprio iogurte enquanto me sentava no chão. —Desculpe, mas não tenho problemas com papai o suficiente para isso. Considere isso um crédito para você e papai.

—Vou aceitar como crédito. Agora, apenas diga obrigada por ser uma mãe incrível. — Ela encostou o ouvido em mim.

Limpei a garganta e me inclinei. —Podemos chegar à parte em que você me diz o que está acontecendo?

Ela suspirou e se recostou, lambendo a colher. —Você não é engraçada.

—Não. Assassina licenciado aqui, e você está protelando.

—Bem. Bem. Bem. Eu esperava cansar você lentamente, mas alguém simplesmente não me deixa ter paz esta noite.

—Me desgastar até o quê? — Espero que ela não quis dizer o que eu pensei que ela quis dizer.

—Casamento.

—Mamãe! — Foi exatamente o que pensei que ela quis dizer. —Eu não quero me casar.

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—Veja, é por isso que eu queria trabalhar devagar. Você é sempre tão teimosa.

—Eu sou teimosa? Você é a Rainha da Teimosia, a Senhorita Universo da Teimosia!

Ela virou a cabeça e comeu enquanto me ignorava completamente porque ela sabia que eu estava certa.

—Não vou me casar, principalmente por dinheiro.

—Odette, precisamos do dinheiro, — ela me lembrou. —Você especialmente. Ao longo do ano passado, você tentou se virar apenas com o dinheiro que ganhava com sua música. Como isso está

funcionando? Quanto você ainda tem?

Eu desviei o olhar. —Não é minha culpa, e você não está ajudando, Srta. Eu preciso de um motorista particular. Estou perfeitamente bem vendendo...

—Você prefere vender tudo que seu pai lhe deu do que se casar e receber o dinheiro que ele quer que você tenha? Temos contas e dívidas que precisamos pagar. — Quando ela colocou dessa forma, parecia ruim.

—Você faz isso parecer fácil! Como se eu devesse escolher um cara qualquer e me casar com eles por um ano. Com quem eu casaria?

—Eu encontrei alguém. — ela sussurrou timidamente.

O que? — Você encontrou alguém? — Eu repeti em descrença. —O que você fez? Ir a uma mercearia de solteiros elegíveis ou algo assim?

—Não, claro que não. Mas se um lugar como aquele existisse, seria útil.

Eu balancei minha cabeça e comi. —Eu não estou levando você a sério. Você. Papai. Não. Eu me recuso a ficar louca hoje.

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—Odette, me escute.

—Não há necessidade. Agora eu entendi. Você sabia sobre o segundo testamento e tinha um pirralho de fundo fiduciário esperando nos

bastidores. É por isso que você não estava com raiva. Entendi. Não vai acontecer, — eu disse a ela confortavelmente, já pegando o controle remoto.

—O inverno está chegando no início deste ano. Pegue o seu...

Ela agarrou o controle remoto, desligando-o imediatamente. —Ele não é um pirralho de fundo fiduciário, por si só.

—Não me importo, não estou interessada, — respondi, retomando o controle e passando para o cinema. — Você quer assistir The Notebook ou If Beale Street Could Talk?

—Tudo bem, se você não quer ser a princesa de Ersovia, eu não posso forçá-la. —Ela bufou.

—O quê de onde? — Eu a encarei com a boca aberta e, claro, ela estava apenas fingindo estar desinteressada enquanto comia.

Mas o sorriso maroto em seu rosto não pôde deixar de estourar quando ela voltou para mim. Um sorriso apareceu amplamente em seu rosto. —Qualquer um pode conseguir um pirralho de fundo fiduciário.

Sua mãe, no entanto, deu-lhe um príncipe. — Ela sorriu, tremendo de excitação.

—Estou inclinado mais para If Beale Street Could Talk, — respondi, voltando-me para a televisão.

—Odette, você não me ouviu? Um príncipe! Ele é o Príncipe Galahad Fitzhugh Cornelius Edgar da Ersóvia!

—Bom para ele. Eu não me importo, — eu disse, apertando o play.

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PRINCE’S BRIDE #

—Você seria uma princesa! Não apenas uma esposa de um fundo fiduciário ou filho rico...

—Um príncipe é realmente pior. Por que diabos eu iria querer ser uma princesa? — Ela não viu ou leu todas as razões históricas pelas quais aquilo parecia um inferno? Mesmo se eu não tivesse contas e dívidas para pagar, não parecia valer a pena.

Ela gemeu e estendeu as mãos para mim como se quisesse me estrangular. —Se não fosse pelo seu rosto, eu me perguntaria se você fosse minha filha!

—Shh... o filme está começando. —Eu segurei meu dedo em meus lábios.

Em vez de entender a dica, ela segurou o telefone no meu rosto.

Havia a foto de um homem muito bonito com cabelos cor de bronze encaracolados, queixo quadrado, ombros largos e olhos azuis. Eu

poderia dizer que ele era alto também. Ele parecia o tipo de homem que colecionava pedaços de coração que partia como lembrança.

—Não consigo ver o filme, mãe.

—Já assinei um acordo com eles.

—Você fez o que? — Eu gritei. —Sem falar comigo? É sobre mim!

—Eu sabia que você diria não!

—Claro, eu diria não!

—Precisamos do dinheiro!

—Então? Essa é a minha vida. Se você entrou em contato com eles sobre mim uma vez, você pode fazer isso novamente para dizer a eles que eu disse não ao acordo.

—Não.

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Minha cabeça disparou para ela. —Como assim não? Você não pode dizer não.

—Como sua mãe, eu posso. Vou colocar meu coração e minha alma nisso para o seu próprio bem! Então, se falhar, você terá que me

enterrar! — ela retrucou, levantando-se.

Eu revirei meus olhos. —Você está um pouco atrasada para colocar o pé no chão, mãe. Minha resposta é não, e não está mudando.

—Não se a ‘Rainha dos Teimosia’, a ‘Miss Universo da Teimosia’, tiver algo a dizer sobre isso! — ela gritou de volta enquanto subia as escadas.

Ótimo, pensei quando ela desapareceu de vista. Minha mãe nunca perdeu a chance de dar a última palavra.

Um príncipe? Sério? De onde ela tirou essas ideias? Eu, uma princesa? Até parece.

E onde diabos é Ersovia?

—Não, nem pense nisso. Isso é o que ela quer, — murmurei para mim mesma. Eu não ia pensar nisso. Eu nem ia me lembrar do rosto dele.

Embora... ele fosse fofo.

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PRINCE’S BRIDE #

CAPÍ TULO 4

—Você se sente melhor? — ela perguntou, beijando meu ombro.

—Sim, — eu sussurrei, recostando-me nos travesseiros enquanto seus dedos roçavam meu peito.

—Não estou falando apenas sobre fisicamente, — respondeu ela.

Eu olhei para seu rosto em forma de coração e para seus olhos de cores diferentes - um castanho e outro de um azul puro. Erguendo seu queixo e segurando-o no lugar, inclinei-me. —Por que você estaria falando sobre qualquer outra coisa quando nosso relacionamento é puramente físico?

—Então por que você sempre vem até mim quando quer limpar sua mente? — ela perguntou, fechando a distância entre nós, mas eu virei meu rosto e deixei o dela ir. Seus lábios roçaram o canto dos meus.

—Você sabe por que vim aqui, — murmurei, estendendo a mão para o lado da cama para pegar minha taça de vinho quase esquecida.

—Sim eu sei. — Ela riu e se levantou da cama, sem se preocupar com o lençol para se cobrir. —Não só sou divorciada, mas também não posso ter filhos. Portanto, nunca poderei ser nada mais para você, mas algo físico. Então, estou segura.

Ela não tinha outro motivo para dizer isso do que tentar fazer com que eu me sentisse mal. Mas era verdade. Ela já foi a condessa de

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Gormsey. No entanto, quando o conde de Gormsey se divorciou dela e fugiu com outro homem, ficou claro por que ele se casou com ela, embora todos soubessem que ela não poderia ter filhos por causa de um acidente de infância. Você teria pensado que ela teria evitado a nobreza a todo custo depois daquele constrangimento. Mas não, não houve festa ou celebração. Sabina Franziska não estava presente em toda a sua glória.

—Vossa Alteza, — ela sussurrou, inclinando-se mais perto, seus seios escovando contra meu braço. —Eu sei que algo está te incomodando. Você só é tão áspero por esse motivo. Você pode falar comigo também. Eu te considero um amigo.

—Meu pai diz que os príncipes não têm amigos. Temos família, temos pessoas e temos servos.

—Você cita poesia para outras mulheres, e você cita seu pai para mim. Você é prejudicial, Sua Alteza. — Ela fez beicinho, fingindo estar magoada, e beijou meu peito antes de se levantar da cama, tirando o cabelo ruivo de seu ombro. — Eu vou tomar banho. Você pode debater se gostaria de se juntar a mim.

Não demoraria muito debate. Eu queria me juntar a ela, mas eram quase nove da manhã, o que normalmente seria considerado tarde. No entanto, como eu não estava no palácio e tinha ido embora desde a noite anterior, já receberia um sermão mortal de minha mãe, pai ou irmão - ou todos os anteriores.

Toc. Toc.

—Senhor? Você foi convocado, — a voz nervosa chamou do outro lado da porta.

—O diabo ouve quando você liga, — eu murmurei, terminando meu vinho antes de me levantar da cama para pegar minhas roupas.

(48)

PRINCE’S BRIDE #

—E assim, você está me deixando. —Sabina franziu a testa, saindo do banheiro com um robe branco de cetim.

—Você não ouviu? Eu fui convocado. — Eu fiz uma careta.

—E quando o palácio convoca...

—Você corre. — terminei por ela, tirando minha camisa de suas mãos.

—Verei você em sua próxima crise então. —Ela beijou o lado do meu rosto.

Eu não tinha certeza do que responder a isso. Se minha família pudesse, eu me casaria antes que o ano acabasse. E a última coisa que eu poderia ter era uma amante, especialmente uma como ela. Então, eu não disse nada e me afastei dela para a porta. Abrindo, encontrei o guarda do palácio de cabelos loiros e rosto sardento que era mais como meu perseguidor, parado na porta, esperando por mim.

—Alteza, devemos ir. — ele sussurrou, fazendo o seu melhor para não olhar para a mulher atrás de mim. Não porque estivesse sendo discreto, mas porque Wolfgang, embora tivesse 23 anos, era mais verde do que todas as colinas da Ersóvia. Ele era jovem, mas não tão jovem. Ele estava no palácio há alguns meses como meu secretário pessoal. Por que ele estava corando com uma coisinha como essa estava além de mim.

Eliza tinha a mesma idade que ele e sabia um pouco demais sobre o mundo.

—Então vamos embora. — eu disse, saindo de seu quarto e fechando a porta atrás de mim.

—Sua camisa, Alteza...

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