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Arquivos de Matemática Professor.Rodrigo.Neves

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Academic year: 2018

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(1)

MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES

 

15.1

 

M

ONOGRAFIA

 

Ao iniciarmos  nossas  considerações  sobre  tipos  de  trabalho acadêmico  é  importante  apresentar as características que diferem entre si os textos científicos, tais como Monografia,  Dissertação e Tese. Estes, enquanto trabalhos que objetivam desenvolver a capacidade criadora  e juízo crítico do aluno, promovem a atividade de pesquisa científica evitando a absorção  passiva de conhecimentos já produzidos. 

Para tanto trataremos primeiramente da terminologia Monografia (mono = que quer dizer  uma só e graphein = que quer dizer escrita), que consiste em apresentar o domínio do assunto, a  capacidade de sistematização e a construção de resultados de investigação científica com a  finalidade de apresentar uma contribuição importante, mas não original à ciência. 

Sua exigência ocorre como condição determinante para o término de curso de graduação e  de pós‐graduação lato sensu (especialização) nas diversas áreas de ensino. Cada Instituição de  Ensino Superior (IES) determina as diretrizes que deverão ser seguidas para produção e apre‐ sentação do trabalho. As monografias produzidas nas pós‐graduações stricto sensu (dissertação  e teses) são chamadas científicas, por serem consideradas como autênticos trabalhos de investi‐ gação e por seguirem rigoroso enfoque teórico‐metodológico no alcance do nível de profun‐ didade. 

 

15.

 

2

 

D

ISSERTAÇÃO

 

Dissertação  caracteriza‐se  por  utilizar  ordenação  de  idéias  sobre  tema,  um  acompanhamento e todo um aparato técnico, além de habilidade em coletar e organizar as  informações de maneira expositiva (descritiva) ou argumentativa. Destina‐se a obtenção do grau  acadêmico de Mestre (Master of scientia ‐ M. Sc) e deve revelar a capacidade de sistematização e  domínio do tema escolhido. A característica principal é o aprofundamento com que deve ser  realizado o trabalho, além da defesa pública da dissertação perante uma banca composta por  doutores. 

 

15.3

 

T

ESE

 

Na continuidade do desafio de argumentar, justificar, convencer, persuadir, in‐fluenciar e  descobrir novos conhecimentos está a Tese que, em suas características apresenta, também, a  argumentação. Entretanto deve construir esta de maneira mais profunda. A Tese deve trazer  uma contribuição inédita para o conhecimento, visando à obtenção do grau acadêmico de  Doutor (Ph. D. – Doctor of Philosophy). 

 

15.4

 

O

RGANIZAÇÃO DE 

T

ESE

,

 

D

ISSERTAÇÃO OU 

M

ONOGRAFIA

 

Estas notas descrevem como organizar a escrita de uma monografia que é o ele‐mento final  de um curso de graduação. Para saber como organizar um documento de monografia, devemos  primeiro entender o que é pesquisa de graduação.  

 

O

 QUE É  

P

ESQUISA EM 

G

RADUAÇÃO

?

 

(2)

fracasso. 

Para provar uma contribuição, sua monografia deve mostrar dois fatos importantes:   

1. O que você identificou um problema (ou pergunta) significativo.  2. O que você resolveu o problema (ou respondeu a pergunta). 

 

O

 

Q

UE É A 

S

UA 

M

ONOGRAFIA DE 

G

RADUAÇÃO

?

 

O propósito da sua monografia é provar que você fez uma contribuição útil para o  conhecimento,  os  examinadores  lêem  sua  monografia  para  encontrar  respostas  para  as  seguintes questões: 

 

1. qual é o problema da pesquisa do estudante? 

2. é  um  bom  problema?  (ele  já  tinha  sido  resolvido,  anteriormente?  ele  é  um  problema útil para ser trabalhado?) 

3. o estudante me convenceu que o problema tem foi adequadamente resolvido?  4. o estudante tem feito uma contribuição significativa e adequada ao conhecimento?   

Uma  definição  clara  do  problema  é  essencial  para  provar  que  você  tem  feito  uma  contribuição  relevante  ao  conhecimento.  Para  provar  originalidade  valor  da  sua  contribuição, você deve apresentar uma breve revisão da literatura já existente sobre o tema, e  também sobre assunto diretamente ligados ao tema. Então, fazendo referências diretamente aos  trabalhos revistos, você deve demonstrar que é importante respondê‐lo.  

Descrever como você resolveu o problema é usualmente mais fácil que escrever sobre o  problema, porque você esteve intimamente envolvido nos detalhes da solução durante o curso  de seu trabalho de graduação. 

Se a sua monografia não responde adequadamente as perguntas listadas acima, você  enfrentará problemas com os requisitos do seu curso e com a defesa de sua monografia. Por  estas razões, um esqueleto genérico para uma monografia, dado abaixo, foi desenhado para  enfatizar as respostas para as questões (organizando a mono‐grafia em seções com títulos). 

Este esqueleto pode ser usado para qualquer monografia. Alguns professores podem  preferir outra organização, mas os elementos essenciais em qualquer mono‐grafia devem ser os  mesmos. Outras notas seguem o esqueleto. 

Sempre lembre que uma monografia é um documento formal: cada item deve estar no  lugar apropriado, e a repetição de material em diferentes locais deve ser eliminada. 

 

1. INTRODUÇÃO 

Esta é uma introdução geral sobre o assunto da monografia – ela não é apenas uma  descrição do que contém cada seção. Brevemente resuma o problema (você entrará nos detalhes  do problema depois), algumas das razões justificando a utilidade do problema, e talvez dar uma  visão  geral  dos  resultados.  Esta  é  uma  visão com “olhos‐de‐pássaros”  para as  principais  perguntas, sobre a monografia, comentadas e listadas acima. 

 

2. INFORMAÇÃO DE CONTEXTO (OPCIONAL) 

Uma breve seção dando a informação que pode ser necessária para o entendimento do  trabalho, especialmente se o seu trabalho envolve dois ou mais áreas de pesquisa. O que  significa que os seus leitores podem não ter experiência com algum material necessário para  entender a sua monografia, então este material deve ser fornecido.  

(3)

3. REVISÃO DO ESTADO‐DA‐ARTE 

Aqui você revisa o estado‐da‐arte que é relevante para a sua monografia. Um título  diferente é provavelmente mais apropriado; A idéia é apresentar (uma análise crítica vem um  pouco depois) as  maiores idéias no estado‐da‐arte até o presente momento, mas não incluído, as  suas pessoais e brilhantes idéias. 

Você deve organizar esta seção por idéias, e não por autor ou por publicação.    

4. PROBLEMA DE PESQUISA (DEFINIÇÃO DO PROBLEMA) 

Na área de engenharia normalmente fala‐se num problema a ser resolvido, em outras áreas  fala‐se sobre um pergunta a ser respondida pela monografia. Em ambos os casos, esta seção tem  três principais partes: 

 

1. uma formulação concisa do problema que sua monografia aborda; 

2. justificativa, referenciando diretamente a seção 3, que seu problema ainda não foi  resolvido; 

3. discussão de porque é útil resolver este problema.   

No item 2 é onde você analisa a informação que você apresentou na Seção 3. Na última  parte desta seção você explica porque problemas é útil; por exemplo, descrevendo aplicações  para ele. Uma vez que esta é uma das seções que os leitores estão definitivamente buscando,  enfatize‐a pelo uso da palavra “problema” no título  ʺDefinição do Problemaʺ, ou talvez algo  mais específico. 

 

5. DESCREVENDO COMO VOCÊ RESOLVEU O PROBLEMA 

Esta parte da monografia é muito mais livre no seu formato. Ela pode ter uma ou várias  seções e subseções. Mas todas elas têm apenas um propósito: convencer os examinadores que  você resolveu o problema que foi enunciado na Seção 4. Então mostre o que você fez que é  relevante para resolver o problema: se no contexto da solução existem furos e subproblemas  [existe uma Seção para isto – trabalhos futuros e limitações] em aberto não os inclua aqui, a não  ser que sejam relevantes para demonstrar que você resolveu o problema. 

 

6. CONCLUSÕES 

Você geralmente cobre três pontos nas conclusões, e cada um, usualmente, me‐receuma  subseção: 

 

1. Conclusões 

2. Resumo das Contribuições  3. Trabalhos Futuros 

 

Conclusões  não  são  um  rápido  sumário  da  monografia:  elas  são  declarações  curtas,  concisas inferidas a partir do seu trabalho. Como auxilio, pode‐se organizá‐las como pequenos  parágrafos  enumerados,  ordenados  do  mais  importante  ao  menos  importante.  Todas  as  conclusões devem estar diretamente relacionadas ao problema definido na Seção 4. 

(4)

A seção sobre Trabalhos Futuros inclui as idéias (ou problemas) que você encontrou (ou  visualizou) durante o seu trabalho e que podem ser exploradas no futuro. Novamente, um lista  de parágrafos concisos é usual. 

 

7. REFERÊNCIAS 

A lista de referências é fortemente ligada a revisão do estado‐da‐arte, dado na Seção 3.  Muitos examinadores vasculham a lista de referencias buscando os trabalhos mais  importantes  da área, então assegure‐se que eles estejam listados e referenciados na Seção 3. Deve ser  conhecido que muitos examinadores procuram por suas publicações se elas se enquadram na  área tópico da monografia, então liste‐as também. Além disso, lendo os trabalhos dos seus  examinadores você terá uma visão do tipo de pergunta que eles poderão fazer. 

Todas as referências devem ser citadas no corpo principal da monografia. Note a diferença  entre bibliografia e referências: uma bibliografia inclui trabalhos não referenciados no texto da  monografia. Organize a lista de referências ou por ordem alfabética do sobrenome do autor ou  por ordem de citação na monografia. 

 

8. APÊNDICES 

O que vai nos apêndices? Qualquer material o qual impede um suave desenvolvimento da  apresentação da monografia, mas que é importante para justificar os resultados da monografia.  Geralmente ele é um material cheio  de detalhes para  ser incluído no  corpo principal  da  monografia,  mas  que  está  disponível  para  os  examinadores.  Exemplos  grandes  incluem  listagens de programas, grandes tabelas, grandes provas ou derivações matemáticas. 

 

15.5

 

C

OMEÇANDO O TRABALHO

 

O melhor jeito de começar sua monografia é preparando um sumário estrutural (descrição  estrutural). Inicia‐se fazendo um índice, listando cada seção e subseção que você deve incluir.  Para cada seção e subseção, escreva um breve apontamento detalhando os seus pontos do  conteúdo.  

O sumário inteiro deve ter de 2 a 5 páginas.  

Agora você e o seu orientador deve cuidadosamente revisar o sumário: tem material  desnecessário (i.e. não diretamente relacionado ao problema)? Se sim, então remova‐o. Esta  faltando algum material? Se sim, adicione‐o. É menos estressante e muito mais produtivo tomar  tais decisões o mais cedo possível, ainda na fase do sumário estrutural, ao invés de se tomar tais  decisões após um grande trabalho de escrita, onde joga‐se fora boa parte do material. 

 

15.

 

6

 

Q

UANTO SE DEMORA PARA ESCREVER UMA MONOGRAFIA

?

 

Muito mais do que você pensa. Mesmo que você já tenha feito toda a pesquisa – modelos  já construídos, cálculos completos – é prudente deixar pelo menos um período completo (6  meses mestrado) para escrever a monografia. O problema não é que a digitação tome grande  tempo,  é  fato  que  escrever  uma  monografia  requer  completa  organização  dos  seus  argumentos e resultados.  

(5)

na redação, logo várias revisões são necessárias). E, que a verdade seja dita, os orientadores  algumas vezes não são rápidos para revisar e retornar os manuscritos. 

“Bottom line”: deixe tempo suficiente para você mesmo. Um trabalho apressado esta  sujeito a complicações justo na hora da defesa. 

 

15.7

 

D

ICAS

 

Mantenha sempre a lembrança de quem serão os seus leitores. Quem é a sua au‐diência? O  quanto  você  pode  razoavelmente  esperar  que  eles  já  conhecem  sobre  assunto  da  sua  monografia,  antes  de  lerem  mesma?  Normalmente  eles  são  bons  conhecedores  da  problemática geral, mas dificilmente eles estão intimamente envolvidos com novos avanços que  aconteceram nos últimos dois anos; portanto, descreva claramente os novos conceitos que estão  sendo utilizados. Algumas vezes, ajuda criar um cenário mental onde você esta explicando o  problema  para  uma  pessoa  que  tem  conhecimento  necessário  para  entender  sua  problemática. 

Não faça os leitores trabalharem demais! Isto é de fundamental importância. Escolha  títulos de seções e palavras que facilitem a entrega da resposta para estas perguntas. Quanto  mais duro é o trabalho para eles entender o problema, a sua defesa do problema, a sua resposta  para o problema, as suas conclusões e contribuições, pior sentimento eles terão em relação ao  seu trabalho, como conseqüência, mais condições de ajustes e revisões serão propostas na  defesa. Como um corolário ao que foi exposto: é impossível ser claro demais! Diga as coisas com  cuidado, realçando a partes mais importantes com títulos apropriados, etc. Existe uma imensa  quantidade de informação numa monografia: assegure‐se que você esteja guiando os leitores  diretamente para as respostas das perguntas importantes. 

Lembre que uma monografia não é uma história: usualmente ela não segue uma ordem  cronológica das coisas. Ela é um documento formal para responder as principais questões. 

Evite usar frases como “Claramente, este é o caso...” ou “Obviamente, este é ...”; dizendo  isso, significa que se o leitor não entendeu então ele deve ser ignorante (ou estúpido). Ele pode  não ter entendido por que a sua explicação estava pobre demais. 

Evite “red flags”, declarações (tipo ʺ...o software é a parte mais importante de um sistema  de computação”) que são apenas uma opinião pessoal e não estão substanciadas pela literatura  especializada ou pela sua solução. Os examinadores,   baseados nestas afirmações, gostam de  fazer perguntas do tipo: Você pode demonstrar que software é a parte mais importante de um  sistema de computação? 

O propósito de sua monografia é mostrar claramente a sua contribuição ao conhecimento.  Você pode desenvolver programas de computador, protótipos, e outras ferramentas como meios  auxiliares nas provas dos pontos, mas lembre, a mono‐grafia não é sobre a ferramenta, é sobre a  contribuição ao conhecimento.  

Ferramentas como programas de computadores são produtos bons e úteis, mas você não  pode  obter  um  grau  avançado  de  (conhecimento)  apenas  pelo  desenvolvimento  de  uma  ferramenta. Você deve usar a ferramenta para mostrar que você fez uma contribuição original ao  conhecimento; i.e., através do seu uso ou das idéias por traz dela. 

(6)

15.8

 

E

STRUTURA 

G

ERAL

 

 

 

15.9

 

A

SPECTOS 

G

RÁFICOS

 

Folhas e margens 

    “ Papel branco A4 (210x297mm). 

    “ Fonte 12 para o texto e 10 para transcrições longas (mais de três         linhas) e notas de rodapé. 

    “ Tipo de letra: Times New Roman ou Arial      “ Papel branco A4 (210x297mm). 

    “ Somente verso. 

    “ Espaço duplo para todo o texto. Espaço simples para os resumos,         transcrições longas, notas de rodapé, referências bibliográficas.      “ Parágrafo no 10° espaço. 

    “ Margem superior e esquerda 3,5cm.      “ Margem inferior e direita 2,5cm. 

    “ Alíneas e citações a 4cm da margem  .      

   

Paginação e numeração de capítulos 

    “ Páginas antes do sumário numeradas em romanos minúsculos.      “ Folha de rosto e sumário, contadas, mas não numeradas.      “ Capa não contada nem numerada. 

    “ Apresentação e introdução, contadas, mas não numeradas.      “ A partir da introdução, numeração em arábicos.      

Abreviaturas e siglas:  

Anexos

Apêndices

Bibliografia

Conclusão

Corpo da Obra

Introdução

Sumário

Listas

Resumo

Agradecimento

Dedicatória

Aprovação

(7)

Quando aparecem pela primeira vez, primeiro por extenso e depois abreviatura  ou sigla entre parênteses. 

 

Ilustrações: 

FIGURAS: identificação na parte inferior seguida de seu número arábico e seu  título. 

TABELAS: identificação na parte superior seguida de seu número arábico e seu  título. Devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho a que se refere. 

 

Lombada: (obrigatório para encadernação capa dura)  

    “ Nome do autor com impressão longitudinal (e legível) do alto para o         pé da lombada; Título do trabalho com a impressão na mesma forma         em que se fizer a do Nome do Autor; 

(8)

11.1

 

 

P

REPARAÇÃO DA APRESENTAÇÃO CIENTÍFICA1

 

 

11.1.1 IDENTIFIQUE SUA AUDIÊNCIA 

A comunicação é a chave. Interprete sua apresentação como um diálogo com a audiência,  não como um monólogo. Pergunte‐se: o que eles esperam aprender de a partir de minha  apresentação? Como minha apresentação pode ser útil a eles? 

Um conceito‐chave na arte da apresentação oral de temas científicos é a aceitação do  apresentador pela platéia. Procure saber, antecipadamente, quem poderá estar assistindo à sua  apresentação. 

conhecimento  sobre seu público facilita a  comunicação e ajuda  a criar  um  clima  confortável e uma relação favorável. Quando estiver preparando uma apresentação, esteja atento  para o fato de que podem existir membros desinformados em seu público. Pergunte‐se: eles  serão capazes de acompanhar minha apresentação? O que eles irão reter sobre ela? 

 

11.1.2 ESTRUTURE E ORGANIZE SEU MATERIAL 

Nada é mais desastroso em uma apresentação que exceder o tempo alocado a ela. Uma  regra empírica é tentar fazer com que a apresentação se concentre em 75% a 80% do tempo a ela  reservado. 

Todo apresentador,  entes de preparar sua apresentação, deve ser capaz  de fazer um  sumário sobre o seu conteúdo em não mais que duas ou três fases bem construídas. Para manter  a atenção da audiência, use a velha regra: diga a eles o que você irá apresentar, apresente o que  você prometeu e diga a eles o que você apresentou. 

Toda apresentação consiste de três partes bem definidas: (1) a introdução oferece as bases e  as perspectivas necessárias à apreciação do restante da apresentação; (2) o corpo da apresentação,  que normalmente corresponde à maior parte, comunica novas informações ao público e (3) a  conclusão faz um sumário da apresentação e deixa a platéia com uma mensagem para levar com  ela. Uma regra empírica pode ser: numa apresentação de 60 minutos, reserve 10 minutos para a  introdução, 30 minutos para o corpo principal e 5 minutos para a conclusão. 

Quando usar slides, uma boa regra empírica sugere reservar cerca de 2 minutos por slide.  Prepare um resumo com cuidado, um conjunto de slides ou transparências e uma folha  com títulos ou algo similar que o ajude a se organizar e a não perder o “fio da meada” durante a  apresentação. 

 

11.1.3 CONHEÇA O ASSUNTO SOBRE O QUAL IRÁ REALIZAR A APRESENTAÇÃO 

Freqüentemente, especialmente no caso de apresentadores iniciantes, a auto‐confiança  extremada e injustificada leva a crer que a eloqüência e o estilo vão substituir o conhecimento.  falso  sentimento  de  superioridade  intelectual  em  relação  à  audiência,  motivada  pelo  convencimento de que ninguém mais na platéia conhece tão bem o assunto quanto você,  freqüentemente faz com que o apresentador está “viaje”, embora ele tenha a impressão de estar  pisando em solo firme. Infeliz‐mente tarde, o apresentador descobre que seu público consiste  de pessoas altamente qualificadas e conhecedoras do assunto.  

A decisão de não fazer uma apresentação é às vezes mais benéfica à reputação de uma  pessoa que a realização de uma apresentação superficial, sem dados comprobatórios de suas  idéias e com o uso do tempo disponível para falar sobre resultados planejados de experimentos  não realizados. 

Texto de autoria de Dayan Adionel Guimarães, obtido em http://cict.inatel.br/nova2/docentes/ 

dayan/Academic/Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20oral%20de%20trabalhos%20cient%C3%ADficos. doc, 

(9)

Tome cuidado com afirmações sobre as quais nem mesmo você tem total convicção. Em  vez de dizer “isto é assim”, diga “presume‐se ou cogita‐se que isto seja assim”. A descrição de  dados científicos de forma precisa, completa e bem elaborada coloca o apresentador como uma  fonte confiável e fundamentada de informação. Ao contrário, frases imprecisas e abertas a uma  multiplicidade de interpretações gradualmente fazem aflorar o ceticismo de desinteresse da  platéia. 

 

11.1.4 REVISÃO E ENSAIO 

Não importa quão experiente você seja, é sempre uma boa idéia revisar e ensaiar uma  apresentação. Uma mesma apresentação serve a várias ocasiões, mas não sem adaptações. A  apresentação deve estar em sintonia com cada platéia e ser re‐preparada para cada ocasião. 

Não deixe a revisão para a última hora. Isto pode levar a uma apresentação aceitável, mas  dificilmente  levará  uma  apresentação  memorável.  Uma  apresentação  científica  é  uma  expressão de criatividade; e criação toma tempo! 

Um ensaio realizado para um colega que possa lhe dar úteis e sinceras realimentações é  uma iniciativa valiosa. Preferencialmente esse colega deve ser representativo do tipo de audiên‐ cia da sua apresentação oficial. 

Um gravador de áudio e vídeo pode revelar vícios na comunicação oral e também vícios de  postura. 

 

11.2.5 PREPARE SUA APRESENTAÇÃO ‐ DEPOIS RELAXE 

Tenha a consciência de que as etapas preliminares foram seguidas com cautela. Você deve  estar confiante sobre o perfil de sua audiência, sobre seus conhecimentos, sobre os dados, infor‐ mações e contribuições que irá apresentar e sobre a organização e qualidade de apresentação do  material de apoio. Agora somente resta relaxar. Para que você possa realizar uma grande  apresentação, o relaxamento é essencial. 

 

11.2.6 A VESTIMENTA 

O modo adequado de se vestir para uma apresentação científica revela ao menos duas  mensagens: respeito pela platéia e aceitação dos padrões vigentes neste contexto. 

Lembre‐se que às vezes torna‐se necessário o uso de algum microfone de lapela e o  transmissor desse microfone deverá ser afixado em alguma parte de sua vestimenta. Esta é uma  dica importante principalmente para as mulheres. 

 

11.2

 

 

A

 ESTRUTURA DE UMA APRESENTAÇÃO CIENTÍFICA

 

 

11.2.1 ‐ O TÍTULO 

O título deve ser breve e deve descrever da melhor maneira possível o conteúdo da  apresentação. Deve também buscar dar importância ao trabalho, motivando a platéia. O título,  embora tenha que ser breve, precisa ser tão abrangente quanto possível, não sendo, entretanto,  abrangente por demais a ponto de perder seu significado e sobre‐dimensionar o conteúdo real  do trabalho. 

 

11.2.2 ‐ CONTEXTO E IMPORTÂNCIA 

(10)

gradualmente  no  modelo  experimental  ou  idéia  que  apresentador  pretende  comunicar.  Chegando próximo ao  final  da apresentação, o processo de zooming out leva  a platéia à  conclusão que incorpora um sumário da apresentação e uma mensagem “para casa”. 

O processo de zooming in pode ser precedido por, por exemplo, uma abordagem histórica  que mostre os estágios de desenvolvimento do tema da apresentação. Mas não se esqueça de  atribuir os créditos aos pesquisadores que contribuíram em  cada estágio  desse  desenvol‐ vimento! Lembre‐se que algum desses pesquisadores pode estar na platéia. E não deixe para  atribuir os crédito ao final da apresentação, mostrando um slide com uma lista de pesquisadores  não imediata e visivelmente associados às respectivas contribuições. 

 

11.2.3 ‐ CONTANDO UMA ESTÓRIA 

Há uma notável diferença entre apresentar o sumário de uma coleção de fatos, idéias e  dados e contar uma estória interessante sobre suas conquistas em termos desses fatos, idéias e  dados. 

A habilidade de falar de forma coerente está intimamente relacionada à habilidade de  pensar coerentemente. A forma coerente de pensar ajuda a separar os aspectos realmente  importantes numa apresentação daqueles meramente periféricos e informativos. Essa forma de  pensar coerentemente colabora para que a linha de raciocínio na se quebre quando tiver que ser  momentaneamente abandonada durante os “parêntesis” ou “apêndices”. 

Uma  estória  deve  ter  um  foco  comunicar  uma  única  mensagem  principal.  Nunca  interrompa  fluxo  normal  da  apresentação,  endereçando  tópicos  diferentes  e descorrela‐ cionados.  Isto  normalmente  ocorre  quando  não  se  tem  volume  de  dados  suficiente  para  preencher o período alocado para a apresentação. É melhor usar metade do tempo que tentar  preenchê‐lo  com  inutilidades  do  ponto  de  vista  da  mensagem  “para  casa”  que  se  quer  comunicar. 

Apresente resultados já alcançados. Não é aconselhável comunicar resultados de trabalhos  em andamento e muito menos de trabalhos a serem realizados. 

 

11.2.4 ‐ FORMULAÇÃO E ARGUMENTAÇÃO 

Para se comunicar eficazmente, evite sempre que possível o uso de jargões  e siglas  próprios de sua área de conhecimento. Em geral torna‐se bastante difícil para os participantes  absorverem as novas informações e ao mesmo tempo tentar traduzir os jargões e siglas. 

precisão  na formulação de seus argumentos  é um  outro  pré‐requisito a  uma boa  apresentação científica. A voz reflete seu processo de pensamento; e um apresentador impreciso  demonstra imprecisão ou falta de coerência em seu processo de pensamento. Uma apresentação  oral difere em muito de um artigo escrito que é revisado, lido e relido. A partir do momento que  as palavras deixaram sua boca e ecoaram na audiência tudo passa a estar fora de seu controle. 

Seja cuidadoso e discreto quando se referir a dados ou hipóteses de outros pesquisadores  que estão em desacordo com as suas idéias. Há formas elegantes e suaves de discordar sem  desmerecer o trabalho de outrem e tentar elevar o mérito do seu trabalho. Um cientista deve  sempre “lutar como um cavalheiro”, pois, afinal de contas, as idéias ou hipóteses do seu  “competidor” podem estar corretas! 

Para apresentar argumentos convincentes ao longo de sua apresentação, sempre reflita  sobre as questões: quão sólidos e confiáveis são meus dados? Justifica‐se tirar estas conclusões a  partir dos fatos que estou apresentando? Há interpretações alternativas para meus dados? Uma  avaliação crítica de sua própria apresentação é essencial para obter credibilidade da platéia e  tornar sua apresentação memorável. 

(11)

platéia.   

11.2.5 ‐ A CONCLUSÃO: BREVE E FOCALIZADA 

Assim como o processo de progressivamente ir de um foco mais genérico para outro mais  específico ‐ o zooming in ‐ é uma estratégia útil no início da apresentação, o processo reverso, o  zooming out, é bastante útil nas proximidades do final da apresentação, quando queremos  lembra  aos ouvintes,  mais  uma vez,  que  os  dados  ou idéias  que foram  apresentados  se  relacionam com um princípio científico ou uma idéia mais abrangente ou principal. Isto ajuda a  platéia a apreciar o significado do trabalho num contexto mais amplo. 

A conclusão de uma apresentação científica deve ser firme e decisiva. Ela representa o  momento mais importante, durante o qual comunica‐se aos ouvintes a “mensagem para casa”, o  que realmente ficará nas suas lembranças. Ela determina a impressão final e o impacto que irá  causar em sua audiência. A conclusão deve ser reduzida a uma sentença concisa, preferen‐ cialmente apresentada como um texto ou um diagrama simples em um slide ou transparência. 

A conclusão deve consistir de uma única sentença principal, com não mais que duas ou  três conotações (se absolutamente necessário). A conclusão deve ser clara e demarcar o final da  apresentação. Após apresentar a conclusão apenas diga “obrigado” e pare de falar. Uma regra  importante a ser observada em apresentações científicas é terminar no tempo certo e com uma  mensagem clara e ressonante. 

 

11.3

 

 

R

ECURSOS VISUAIS

 

 

11.3.1

 

 

S

LIDES

,

 

T

RANSPARÊNCIAS

,

 

V

ÍDEO

,

 

Á

UDIO

,

 

A

NOTAÇÕES E 

Q

UADRO

N

EGRO

.

 

Podemos agrupar as formas de apresentação visual mais comuns em projeções multimídia,  uso de transparências e uso de flipcharts. Embora cada uma apresente suas vantagens em  determinadas situações, as projeções multimídia se destacam por permitirem uma apresentação  mais  “limpa”  com  melhor  estética.  Entretanto,  apresentação  de  slides  via  projetores  multimídia tende a ser cansativa em eventos longos e o apoio de recursos como o “velho”  quadro negro ou um simples flipchart podem quebrar a monotonia e atrair a atenção da platéia.  As transparências convencionais, embora permitam ilustrações e anotações “em tempo real”,  tendem a estar mais susceptíveis à desorganização e à estética debilitada. De qualquer forma  vale a dica: cheque com antecedência a organização do material de apoio. 

A iluminação do ambiente merece atenção. Quando há alguma forma de controlar a  luminosidade, escureça a sala apenas o suficiente para que as projeções fiquem com boa nitidez.  Há três pré‐requisitos básicos quando da preparação de slides. Eles devem ser “limpos”  simples e devem, necessariamente, estar em sintonia com a “estória” que você se propôs a  contar. 

Assim como a apresentação em si, cada slide ou transparência deve ter um único foco.  Imagens mostradas em uma apresentação oral diferem de figuras registradas em um trabalho  escrito, como um artigo, por exemplo. Em uma apresentação oral as imagens se prestam a  comunicar conceitos e dados a um público que está ouvindo e vendo ao mesmo tempo. Durante  uma  apresentação  platéia  tem  uma  oportunidade  limitada  para  examinar  os  dados  apresentados e ao mesmo tempo ouvir o que o apresentador tem a dizer. Por esta razão,  resultados complexos devem ser separados e apresentados cada um de uma vez. Posteriormente  você pode mostrar resultados compostos de forma a estabelecer algum tipo de comparação. 

(12)

Evite o uso de expressões matemáticas complexas. Embora grande parte dos ouvintes possa  entendê‐las sem dificuldade, outra parcela pode simplesmente desviar a atenção na primeira  aparição de uma dessas expressões. Quase sempre o significado de uma expressão pode ser  descrito verbalmente. 

Nos gráficos faça uso da simplicidade e da clareza e não exagere no tamanho do gráfico,  nem para menos nem para mais. Evite escalas complexas ou termos que demandem “tradução”  por parte da platéia. Lembre‐se: se alguém tiver que perder tempo em decifrar alguma sigla ou  unidade, inevitavelmente perderá o “fio da meada”. 

O tamanho das letras dos slides não deve ser muito grande e tão pouco muito pequeno.  Uma boa regra empírica e considerar como adequado aquele tamanho de letra que permite uma  visualização do slide em seu tamanho natural a cerca de dois ou três metros de distância. 

Mantenha uniformidade na elaboração dos seus slides. Isto ajuda a acentuar e a destacar o  fluxo e a coerência da apresentação. E lembre‐se: tudo que não colaborar para que sua estória  seja comunicada deve ser excluído da apresentação. 

Procure não tentar descrever o que um slide não está realmente permitindo interpretar. Em  outras palavras, se sua fala tender a criar alguma interpretação, é melhor não apresentar o slide  duvidoso. 

Uma forma de mostrar conceitos complexos é usar uma seqüência de slides mostrando o  mesmo conceito, porém elevando‐se gradativamente sua complexidade. O uso de cores pode  ajudar neste processo, no qual cores diferentes destacam níveis de complexidade diferentes.  Novas imagens ou conceitos vão se sobrepondo à medida que se avança na complexidade da  abordagem. 

Ao final da apresentação é aconselhável incluir um slide com uma sentença conclusiva,  enfatizando a mensagem que se pretende seja levada na memória dos ouvintes. Uma lista de  conclusões inevitavelmente não será assimilada pela platéia e a fará se desviar do propósito  principal de seu trabalho. 

Em algumas apresentações tem‐se que referir freqüentemente a um diagrama, figura ou  conceito. Nestes casos é melhor deixar o citado diagrama, figura ou conceito sempre visível. Se  isto não for possível é melhor repetir o diagrama, figura ou conceito que voltar slides e mais  slides à sua procura. 

Quando usar dois projetores, cuide para que um deles apresente slides que são trocados  com pouca freqüência e o outro para apoiar o fluxo normal da apresentação. O primeiro projetor  deve ser desligado sempre que sua imagem não estiver em sendo utilizada. Apresentadores  inexperientes devem evitar esta “sofisticação”. 

É sempre vantajoso manter anotações sobre sua apresentação disponíveis antes que ela  ocorra, de forma a permitir que os interessados saibam apriori do que se trata o evento que está  por vir. Essas anotações podem conter informações que não poderiam ser cobertas durante a  apresentação ou podem corresponder a resumos focados nos principais pontos da apresentação.  A primeira opção é preferível se a apresentação faz parte de algum processo de ensino; a  segunda opção é mais adequada em eventos como congressos e seminários. 

O quadro‐negro pode ser utilizado efetivamente se combinado com slides e anotações em  papel. Uma visão geral sobre a apresentação comunicada através do quadro pode auxiliar a  platéia a se manter sintonizada à medida que a “estória” da apresentação se desenrola. Além  disso, algum diagrama ou conceito pode ser registrado no quadro nos casos em que tal diagrama  ou conceito deve ser referenciado por várias vezes. Neste caso deve‐se atentar para que a  informação registrada no quadro esteja visível mesmo com o projetor ligado. 

Procure verificar com antecedência se a quantidade e variedade de giz ou pincel está  disponível. 

(13)

11.3.2

 

 

A

PRESENTAÇÕES EM 

P

ÔSTER

 

Um pôster é um espaço físico no qual são afixadas folhas que comunicam os resultados de  seu  trabalho.  Este  espaço  físico  varia  em  dimensões,  sendo  que  tipicamente  tem‐se  aproximadamente 1,2m de largura por 2m de altura. As folhas afixadas são marcadas através de  algum sinal  que  permita  uma  identificação fácil  da  seqüência apresentada.  Os caracteres  utilizados têm tamanhos suficientes para que uma pessoa consiga ler o conteúdo a cerca de 2 ou  3 metros de distância. Um título destacado e os nomes dos autores identificam claramente o  trabalho. 

As apresentações em pôster proporcionam uma oportunidade de troca de informações com  colegas do ramo, sem grande pressão. Em contraste com apresentações em slides, elas permitem  contato  direto  individual  com  público.  Principalmente  para  pesquisadores  pouco  experientes, essa forma de apresentação permite a criação de um clima de crítica construtiva e  sugestões que valorizam ainda mais a sessão. 

As apresentações em pôster (poster apresentation) têm cada vez mais despertado interesse  nas apresentações científicas. O caráter até certo ponto informal e a possibilidade de uma troca  mais efetiva de conhecimentos, opiniões e idéias têm transformado esse tipo de apresentação  em um dos mais eficientes. Prova disto é a crescente importância dada à apresentação em pôster  em congressos e simpósios, até o ponto de não serem agendadas apresentações convencionais  em paralelo, forma de motivar a participação maciça do público e destaque para esse tipo de  forma de comunicação. 

Um pôster é um mostrador visual sujeito às mesmas recomendações para apresentação de  dados em slides ou transparências. Um pôster deve ser estética‐mente planejado e “limpo”.  Evite cores de fundo muito fortes. Prefira o branco, o bege, o azul claro ou o cinza. 

Se o pôster for composto de pequenos painéis (folhas) cuide para que eles tenham o  mesmo tamanho e, assim, se encaixem precisa e esteticamente no espaço a eles reservado. 

As figuras e diagramas apresentados em um pôster devem ser dimensionados de forma a  poderem ser vistos a distância, de forma clara e legível. Cada imagem deve endereçar um único  ponto ou foco. Detalhes em legendas e descrições devem ser mantidos num mínimo. 

Como qualquer apresentação científica, o pôster deve “contar uma estória”. Escolha um  título breve e informativo e forneça, no canto superior esquerdo do pôster, uma introdução que  indique porque o seu trabalho é importante no contexto de um princípio científico ou idéia  mais abrangente. O canto inferior direito do pôs‐ter deve conter um número pequeno de  conclusões bem elaboradas e uma sentença mais abrangente que resuma o trabalho e apresente  a principal conclusão. 

Um pôster deve se concentrar em um único foco. Inclua somente informações úteis e  relevantes à “linha melódica” da estória. 

apresentador  deve  estar  adequadamente  visivelmente  identificado  sempre  disponível. Ele deve se portar como um garçom em um restaurante de primeira classe, estando  disponível sempre que for solicitado sem, contudo, importunar os clientes para perguntar se  precisam de alguma coisa ou se estão gostando da comida. 

Esteja preparado para fazer uma breve descrição sobre seu pôster quando for solicitado.  Mantenha um conjunto de alfinetes, fita adesiva ou cola para reparos de emergência.  Os observadores devem estar livres para observar seu pôster sem nenhum tipo de pressão  ou “propaganda”. Se alguém não lhe fizer perguntas é porque não se interessou ou porque não  conseguiu receber a comunicação visual que você esperava. Não é o número de pessoas que  visita seu pôster que determina seu sucesso e sim a qualidade das interações com essas pessoas. 

 

(14)

 

Preparação

 

do

 

Material

 

Apresentação

 

1.Ser generalista – não estatístico.  

2.Usar gráficos, esquemas, figuras, preferencial‐

mente aos textos.  

3.Tentar manter a uniformidade do material. 

4.Não colocar muitos dados em uma só transpa‐

rência, não usar texto normal.  

5.Explorar a possibilidade das cores. Use fundo 

claro e letras escuras.  

6.Observe a regra do sete:  

a) Utilize no máximo sete palavras por li‐

nha e sete linhas por slide.  

b) Evite embaralhar texto e imagens.  

c) Seja breve.  

d) Dê espaço entre as linhas para maior le‐

gibilidade  

e) Balance textos e imagens.  

f) Seja consistente.  

g) Cheque a ortografia  

h) Dê vida ao material.    

1. Verificar  antecipadamente  ordem  dos 

slides  ou  transparências,  estado  do 

retroprojetor e do microfone.  

2. Ser polido.  

3. Não complicar, não ficar atendo‐se aos deta‐

lhes.  

4. Concentrar‐se no que fala e não nos detalhes. 

5. Falar devagar, cuidado com os vícios de lin‐

guagem.  

6. Checar o nível de compreensão da platéia.  

7. Não ler simplesmente o que está escrito e, 

sim, falar sobre o material.  

8. Dar um tempo para as pessoas lerem antes de 

começar a falar. 

9. Falar primeiro sobre a mensagem e, após, 

sobre o conteúdo.  

10. Nunca exceder o tempo. 

11. Título curto e interessante. 

12. Apelar para a visão e a audição. Abusar dos  

recursos disponíveis.  

13. Terminar  com  clímax  para  ser  lembrado 

(Gran finale).  

14. Ao  responder  as  questões,  repeti‐las 

agradecer.  

Referências

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