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Dental Press J. Orthod. vol.20 número5

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Academic year: 2018

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© 2015 Dental Press Journal of Orthodontics 12 Dental Press J Orthod. 2015 Sept-Oct;20(5):12-3

editorial

Há alguns anos, a área odontológica da Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CA-PES) decidiu pela indução do QUALIS das três revis-tas cientíicas da Odontologia nacional, entre as quatro que constavam na base SciELO. Naquele momento, considerando-se os critérios da área, os três principais periódicos brasileiros (BOR, JAOS e BDJ) estariam classiicados no estrato B2 e, por meio do mecanismo de indução, foram alavancados para B1. Uma decisão que devemos aplaudir de pé. Por quê?

Quando um periódico assume um estrato mais alto no QUALIS-CAPES, os pesquisadores brasileiros passam a priorizá-lo para a submissão de seus estudos. O efeito é uma cascata: mais artigos, melhor seleção, melhor impacto dos estudos publicados e, consequen-temente, melhor fator de impacto do periódico. Con-cretizou-se o vislumbrado: em 2009, esses três perió-dicos possuíam um índice de citação por documento em torno de 0,49 a 0,691; após a adoção desse mecanis-mo, as três revistas dobraram os seus índices de citação. Atualmente, o índice de citação desses periódicos na

SCImago1 lutua entre 0,91 e 1,04. Criticada por ter muita produção e pouca citação, a ciência brasileira conseguira desenvolver uma excelente ferramenta para alavancar a citação dos seus próprios periódicos. Eure-ka! Por que não?

Para dar sequência ao crescimento, em agosto do presente ano, a área odontológica da CAPES aumen-tou o braço da alavanca e reforçou o ponto de apoio: os três periódicos foram induzidos para o estrato A2. Outra decisão primorosa, pautada no crescimento de-corrente da primeira ação e no entendimento da neces-sidade de lustrarmos as nossas riquezas.

No primeiro momento de indução, a quarta revista

brasileira da Odontologia na base SciELO era o Dental

Press Journal of Orthodontics (DPJO). Com um índice de

impacto bem abaixo das demais revistas nacionais per-tencentes à base (em torno de 0,075) e ainda publicada em português, aceitamos que deveríamos crescer mais para sermos contemplados no processo de indução, a despeito da imensa valorização que esse periódico des-fruta entre os ortodontistas do Brasil e do mundo.

Como citar essa seção: Normando D. Dental Press Journal of Orthodontics and QUALIS. Dental Press J Orthod. 2015 Sept-Oct;20(5):12-3. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2177-6709.20.5.012-013.edt

DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2177-6709.20.5.012-013.edt

David Normando1

O Dental Press Journal of Orthodontics e o QUALIS

Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio e eu moverei o mundo. Arquimedes (matemático, físico e astrônomo grego).

1 Professor adjunto na Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Pará (UFPA). Coordenador do programa de pós-graduação em Odontologia da UFPA e do

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© 2015 Dental Press Journal of Orthodontics 13 Dental Press J Orthod. 2015 Sept-Oct;20(5):12-3 Editorial

A partir de 2010, os artigos do DPJO passaram a ser publicados em inglês, e o periódico mudou de nome. Desde então, vínhamos duplicando o nosso índice de impacto, chegando a 0,25 em 2012. Nesse momen-to, ocorrera uma avalanche de bons artigos. Em 2013, um recuo no crescimento foi necessário, como conse-quência da decisão de duplicarmos o número de artigos publicados, com o objetivo de dar maior celeridade ao processo de publicação. Em 2014, o índice Cites per doc

do DPJO recuperou parte da perda de 2013, e chegou a 0,16. O futuro é promissor para 2015, em consequência do luxo de publicação ajustado e do cômputo do im-pacto da recente inserção na base PubMed Central.

A despeito do crescimento da revista nos últimos anos, durante a avaliação recente do QUALIS, a área odontológica manteve a classiicação do DPJO no es-trato B3. É natural, então, que a Ortodontia nacional questione: Qual a motivação para o DPJO, a despei-to do seu crescimendespei-to — mesmo sem os benefícios de uma indução —, não ter recebido a indução do seu QUALIS nessa recente avaliação feita pela CAPES?

Um possível argumento é que se trata de uma revis-ta de especialidade. Isso é fato, porém há pormenores. A  Ortodontia é a única especialidade da Odontologia brasileira a contar com um periódico indexado pelas principais bases bibliográicas do mundo (SciELO, Sco-pus, PubMed/Medline e PubMed Central). De  acor-do com a base SCImago, a Oacor-dontologia brasileira, em 2014, foi a segunda maior produção cientíica do mun-do. Os Estados Unidos, maior produtor, possuem uma produção 40% maior que a do nosso país. Na Ortodon-tia, o retrato é semelhante; porém, a distância é menor: 19%. Se excluíssemos a produção dos pesquisadores brasileiros no DPJO, a nossa produção cairia 40% e a Ortodontia brasileira seria a oitava maior produção, com cerca de metade da produção americana. Assim, o DPJO vem assumindo importância capital na divulga-ção da ciência ortodôntica nacional.

Ademais, O DPJO, apesar de ser o principal pe-riódico de publicação da Ortodontia brasileira, publica dezenas de artigos de pesquisadores de outras especia-lidades da Odontologia e de outras áreas como Medi-cina, Engenharia, Fonoaudiologia, etc. Em 2014, de um total de 97 artigos cientíicos publicados no DPJO, 86 eram de pesquisadores brasileiros. Desses, quase a metade (40) tinha a participação autoral de pelo menos um professor de outra especialidade. Assim, esses nú-meros referem que, apesar de ser uma revista de uma especialidade, o DPJO é bastante receptivo a pesquisas de outras áreas relacionadas à Ortodontia, estampando a inserção da Ortodontia em projetos de pesquisa de caráter multidisciplinar.

Ao analisarmos os artigos publicados nos anos de 2013-2014, base da recente avaliação da CAPES, os dados revelam que alunos ou docentes de 51 diferen-tes programas de pós-graduação publicaram artigos no DPJO, o que corresponde à maioria (53,6%) dos 97 programas de pós-graduação brasileiros. Esse percen-tual é equivalente à diversidade relatada nos periódicos que receberam a indução do QUALIS. Dessa forma, a indução do DPJO favoreceria a maioria dos progra-mas nacionais de pós-graduação, não apenas alguns. Destaca-se, portanto, que O DPJO contribui para a manutenção dos professores da Ortodontia e de outras especialidades nos mais diversos programas de pós-gra-duação. É possível que a sua indução permitisse uma maior participação de professores dessa especialidade nos programas que ainda não a possuem, contribuin-do para a diversiicação da pós-graduação brasileira e incrementando a necessária multidisciplinaridade da produção cientíica, tão importante para aumentarmos o impacto da ciência odontológica brasileira.

David Normando – editor-chefe ([email protected])

1. SCImago Journal Rank (SJR). Cites per document Index - 2009. Available from: http://www.scimagojr.com.

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