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YAHUSHUA! QUEM FOI? QUEM É?

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Academic year: 2021

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YAHUSHUA! QUEM FOI? QUEM É?

Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=1-QbJ1XYkgc

Por incrível que pareça, mesmo aqueles que dizem ter saído de Bavel prosseguem sua jornada bem distantes da verdade sobre Yahushua. Sabemos que em muitas outras doutrinas também o fazem, mas creio que o que mais afasta as pessoas de um verdadeiro relacionamento com Yahuh UL, seja o fato de que o inimigo com as suas artimanhas religiosas, tenha colocado no coração de tantos a maior mentira dentre todas, aquela que por intermédio do Sacro Império Romano foi difundida aos quatro cantos do mundo e tenham transformado a herança, promessa e ensino, do Eterno UL, em idolatria a um ser inventado, com base no mitológico deus mitra. Assim como com muitos outros dogmas e tradições humanas conseguiu e consegue manter a humanidade afastada do Criador e de Sua redenção.

Vivemos hoje em uma Bavel religiosa e política muito mais avassaladora do que a de anos atrás, porque os incautos agora creem que pelo motivo de dizerem: Yeshua, Yohoshua, Yehoshua, ou até mesmo Yahushua, ao clamarem a Yahushua Há Mashiach, prosseguem, em suas mentes e corações idolatrando a um falso deus ou a uma parte de um deus ou a alguém que julgam ter morrido por eles para perdoa-los de seus pecados. Alguém filho de uma mulher com um deus o qual nasceu sem pecado e assim pode servir de sacrifício por todos aqueles que apenas crerem em seu nome. Alguém preexistente que ajudou ao Criador na criação de todas as coisas, em outras palavras, o LOGOS de Platão.

Portanto esse estudo se propõem a buscar, na Palavra de YAhuh, a resposta para esse engodo que persiste a tanto tempo e que ceifará a vida de bilhões de pessoas. Se não está preparado para escutar ou ler a verdade

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pare por aqui... se foste chamado prossiga e receba a benção de conhecer Yahushua Há Mashiach.

Parte 1

Já nos tempos de Yahushua Há Mashiach, existia entre seus contemporâneos, muitas dúvidas e contradições a respeito de sua pessoa. Podemos afirmar que até aos dias de hoje, passados quase 2000 anos, de sua morte e ressurreição, o mesmo Yahushua continua sendo ainda, uma figura enigmática. Segundo a narrativa constante do livro de Yahuchanan Moshe (Marcos) no capítulo 8:27-29, (reforçado por outros trechos nos livros de Mattityahu e Luka), lemos: “27 E saiu Yahushua, e os seus

discípulos, para as aldeias de Cesárea de Filipe [um outro filho de

Herodes); e no caminho perguntou aos seus discípulos, dizendo: Quem

dizem os homens que eu sou? 28 E eles responderam: Yahuchanan o imersor; e outros: Eliyahu; e muitos outros: Um dos profetas. 29 E ele lhes disse: Mas vós, quem dizeis que eu sou? E, respondendo Kefa, lhe disse: Tu és Há Mashiach”.

A princípio, diríamos que essa não seria uma pergunta difícil de responder. Entretanto, já naqueles dias, as respostas foram das mais confusas possíveis. Conforme relatos dos livros de Yahuchanan Moshe (Marcos), acima, e Luka (Lucas)

9:18-20: “E aconteceu que, estando ele só, orando, estavam com ele os

discípulos; e perguntou-lhes, dizendo: Quem diz a multidão que eu sou? E, respondendo eles, disseram: Yahuchanan o imersor; outros, Eliyahu, e outros que um dos antigos profetas ressuscitou”

No livro de Mattityahu (Mateus) 16: 13, 14, vemos acrescentada a figura do profeta Yirmeyahu (Jeremias): “E, chegando Yahushua às partes de Cesárea de

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Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o filho do homem? E eles disseram: Uns, Yahuchanan o imersor; outros, Eliyahu; e outros, Yirmeyahu (Jeremias), ou um dos profetas”.

Podemos observar pela multiplicidade de respostas que enquanto, Yahushua Há Mashiach, viveu entre nós, já nos seus dias, corriam entre o povo, os conceitos mais desencontrados a seu respeito. Afora os que eram hostis a ele, é evidente que a atitude mais comum de alguns do povo era ver em Yahushua um profeta, um homem de YAhuh, um Eliyahu, Yirmeyahu ou Yahuchanan o imersor, já que esta era uma tradição, um tipo bem conhecido na religião criada pelos do povo Yahudi (judeu), o judaísmo.

Yahushua foi profeta? Muitos lhe atribuíram o título: Na entrada de Yahushalayim, era assim que muita gente o enxergava [Mattityahu (Mateus) 21:10-11 - “E, entrando ele em Yahushalayim, toda a cidade se

alvoroçou, dizendo: Quem é este? E a multidão dizia: Este é Yahushua, o profeta da Galileia”. E foi assim igualmente que dois discípulos o teriam

qualificado no episódio ocorrido na estrada para Emaús – [Luka (Lucas) 24:18-20 “E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só

peregrino em Yahushalayim, e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Yahushua, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de YAhuh e de todo o povo; E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte, e o mataram no madeiro”.] Também os moradores da cidade de Naim, assim

o viram quando da ressurreição do filho único de uma viúva – [Luka (Lucas) 7:16 - “E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a YAhuh, dizendo:

Um grande profeta se levantou entre nós, e UL visitou o seu povo”], etc.

Mais do que qualquer outra figura do judaísmo, ele assemelha-se a um profeta: Fala em nome de YAhuh, situa-se fora das estruturas culturais e políticas da época, não se serve de fórmulas proféticas, mas fala e ensina com a autoridade que lhe é própria. De certo, vê-lo como profeta, segundo a concepção de alguns dentre o povo, não era errado, mas ele, Yahushua, nunca se o atribuiu, como não reivindica o título a si mesmo, embora não recusou para si a designação de profeta.

Mas já não bastava, pois a seus olhos Yahuchanan o imersor (que em alguns versículos da aliança renovada é apresentado como o último dos profetas, o precursor do Mashiach – [Mattityahu (Mateus) 11: 10-13 – “10

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Porque é este de quem está escrito: Eis que diante da tua face envio o meu anjo (enviado), Que preparará diante de ti o teu caminho. 11 Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que Yahuchanan o imersor; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele. 12 E, desde os dias de Yahuchanan o imersor até agora, se faz violência ao reino dos céus, e pela força se apoderam dele. 13 Porque todos os profetas e a lei profetizaram até Yahuchanan.”];

[Luka (Lucas) 16: 16 – “A lei e os profetas duraram até Yahuchanan; desde

então é anunciado o reino de UL, e todo o homem emprega força para entrar nele”]; [Yahuchanan (João) 3: 27, 28 – “27 Yahuchanan respondeu, e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. 28 Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou Há Mashiach, mas sou enviado adiante dele.”];

Fora mais que um profeta: “E, partindo eles, começou Yahushua a

dizer às turbas, a respeito de Yahuchanan: Que fostes ver no deserto? uma cana agitada pelo vento? Sim, que fostes ver? um homem ricamente vestido? Os que trajam ricamente estão nas casas dos reis. Mas, então que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo eu, e muito mais do que profeta”. [Mattityahu (Mateus) 11: 7-9]; assim como lemos o mesmo

episódio em Luka (Lucas) 7: 24-26.

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Parte 2

Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=KLqhflnqL4U

A confusão aumenta à medida que o tempo passa!

Podemos observar que era (e ainda

o é) grande o desconhecimento a respeito do Mashiach Yahushua:

1) Por causa das profecias do

Tanach (conhecido como velho testamento) sempre falarem a respeito do retorno do Mashiach e não sobre o seu

nascimento, apesar de que no cristianismo teimem em transformar passagens do Tanach em profecias messiânicas, em arquétipos, em tipos, etc., mas aos poucos vamos percebendo que na verdade nada encontraremos a esse respeito nem sequer na história da humanidade. Assim quis nosso Eterno PAi que fosse e assim o foi e assim o é. Infelizmente isso tem levado muitos oferecidos a desacreditarem da pessoa do Mashiach nascido no primeiro século de nossa era, levando-os com isso a negação do Mashiach e por consequência também dos escritos da Aliança Renovada (NT). Isso eu denomino de suicídio espiritual uma vez que afasta, o concorrente a crente, de qualquer chance de chamamento ou eleição. Observem: "Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei

também diante de meu PAi, que está nos céus." [Mattityahu (Mateus) 10:

33]. O que? Muitos irão dizer: “Mas usas contra nós palavras da Aliança renovada?” Eu respondo: Sim e espero que muitos de vocês retornem ao caminho até o término deste estudo.

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2) Com o advento da igreja romana apostólica romana e seu

sincretismo, que unia a Palavra de YAhuh a mitologia grega e o misticismo de muitos outros povos pagãos, foi tornando-se a cada dia mais difícil a identificação correta do Mashiach de YAhuh, pois no intento de afastar de vez e de toma-la para si a ligação da Patoma-lavra do Criador com o povo que por direito e escolha, do próprio UL, é herdeiro da

herança e das promessas feitas a Avracham, usurpando para si o lugar do verdadeiro povo de YAhuh, criaram para si um novo Mashiach o chamando de Yesu, Yesus, Yeshua e finalmente quando inventaram a letra J, Jesus o Cristo. Personagem essa que foi construída da mistura de várias fábulas e mitos incluindo o de Mitra e o de todos os povos conhecidos, de que uma virgem daria a luz ao salvador do mundo em cópula com

um deus gerando assim um semideus capaz de trazer a liberdade a todos os cativos.

Mas prossigamos com nosso estudo para que possamos estabelecer uma linha de tempo onde tudo foi ocorrendo, para assim o estudante não fique com meias verdades que na verdade significam mentiras inteiras...

Portanto, as respostas trazidas, a Yahushua, pelos seus discípulos, constantes em Yahuchanan Moshe (Marcos) 8: 27-29, representavam, sem sombra de dúvida, as opiniões desencontradas de alguns dentre o povo, daqueles que não conheceram e não ouviram a mensagem dos emissários de Yahushua. Não que este tipo de reconhecimento – como profeta – não fosse importante, mas era imprescindível a Yahushua, saber, o que pensavam a seu respeito, não só homens, mas seus próprios discípulos, e para tanto, faz-lhes novamente uma segunda e decisiva pergunta, agora, não para colher as opiniões do povo, mas para ser respondida diretamente pelos seus discípulos, os membros do povo de YAhuh (o povo Yashuru) que Yahushua estava regenerando, o Tabernáculo de Davi, ou seja as casas de

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Yashuru novamente baixo a um mesmo governo, assim como no tempo do rei Dauid. ["E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas

perdidas da casa de Yashuru." Mattityahu (Mateus) 15: 24].

A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR

Mas vós, quem dizeis que eu sou? Com esta nova pergunta, Yahushua Há Mashiach, não esperava ouvir, ao lado dos múltiplos conceitos que corriam a seu respeito, uma resposta comum à do povo, mas sim uma resposta à altura das demais. E Kefa, respondendo pelos discípulos, fez a seguinte e incontestável declaração de fé: “TU ÉS HÁ MASHIACH”, Yahuchanan Moshe (Marcos) 8:29; Mattityahu (Mateus) 16:16; Luka (Lucas) 9:20). A resposta e confissão de Kefa:” Tu és Há Mashiach”, recebeu a aprovação expressiva de Yahushua. Kefa é declarado bem-aventurado; é revelado a Kefa a origem misteriosa de seu reconhecimento:

“Bem-aventurado és, Kefa, porque não foi a carne e sangue que lhe revelaram, mas meu Pai que está nos céus”. [Mattityahu (Mateus) 16:17].

Observe que atribuiu-se a confissão de Kefa à revelação. A confissão de Kefa, representava para Yahushua Há Mashiach, não a simples e desencontrada opinião do povo, mas um verdadeiro reconhecimento de confissão de fé do povo de YAhuh, sobre sua pessoa e obra.

É evidente ainda na confissão de Kefa, que verdadeiro povo de YAhuh, nos seus primórdios, via Yahushua, não como simplesmente um profeta, um grande pregador e operador de curas maravilhosas, e muito menos como um ser divino preexistente, encarnado no ventre de uma virgem, mas, comprovadamente como Há Mashiach prometido nas escrituras proféticas – O descendente legítimo da linhagem (família) do rei Dauid, a prometida semente de Gênesis 3:15, e disto deu testemunho o próprio emissário em seu discurso no dia de Shavuot, à todos os que se encontravam em Yahushalayim e que ouviram a Palavra de Redenção do Eterno: [“Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do

patriarca Dauid, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que YAhuh lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Mashiach, para o assentar sobre o seu trono, Nesta previsão, disse da ressurreição do Mashiach, que a sua alma não foi deixada na sepultura, nem a sua carne viu a corrupção. Yahuh ressuscitou a este Yahushua, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado

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pela destra de YAhuh, e tendo recebido do Pai a promessa do espírito de santidade, derramou isto

que vós agora vedes e ouvis. Porque Dauid não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse YAhuh ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Saiba, pois, com certeza toda a casa de Yashuru

que a esse YAhushua, a quem vós matastes no madeiro, YAhuh o fez rei e Há Mashiach”. Maaseh Shlichim (Atos dos Emissários) 2:29-36] Da mesma

forma que Kefa, também Shaul, pregando aos yahudim, numa sinagoga em Antioquia, da Pisídia, testemunhou a respeito de Yahushua, dizendo – “E, depois disto, por quase quatrocentos e cinquenta anos, lhes deu juízes, até ao profeta Shmuel. E depois pediram um rei, e Yahuh lhes deu por quarenta anos, a Saul filho de Quis, homem da tribo de Benjamim. E, quando este foi retirado, levantou-lhes como rei a Dauid, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Dauid, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade. Da descendência deste, conforme a promessa levantou YAhuh a Yahushua para renovador da aliança; Tendo primeiramente Yahuchanam, antes do início do ministério dele, pregado a todo o povo de Yashuru o arrependimento. Mas Yahuchanam, quando completava a carreira, disse: Quem pensais vós que eu sou? Eu não sou Há Mashiach; mas eis que após mim vem aquele a quem não sou digno de desatar as alparcas dos pés. Homens irmãos, filhos da geração de Avracham, e os que dentre vós temem a YAhuh, a vós vos é enviada a palavra desta redenção. Por não terem conhecido a este, os que habitavam em Yahushalayim, e os seus príncipes, condenaram-no, cumprindo assim as vozes dos profetas que se leem todos os sábados. E, embora não achassem nenhuma causa de morte, pediram a Pilatos que ele fosse morto. E, havendo eles cumprido todas as coisas que dele estavam escritas, tirando-o dtirando-o madeirtirando-o, tirando-o puseram na sepultura; Mas YAhuh tirando-o ressuscittirando-ou dentre tirando-os mortos. E ele por muitos dias foi visto pelos que subiram com ele da Galileia a Yahushalayim, e são suas testemunhas para com o povo. E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais, YAhuh a cumpriu a nós,

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seus filhos, ressuscitando a Yahushua”. [Maaseh Shlichim (Atos dos Emissários) 13:20-32]

O reconhecimento e a mensagem de Yahuchanam, os testemunhos dos emissários Kefa e Shaul, e de outros eloquentes mensageiros como Apolo [Maaseh Shlichim (Atos dos Emissários) 18:24-28 – “24 E chegou a

Éfeso um certo yahudim chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas Escrituras. 25 Este era instruído no caminho de Yahuh e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas de Yahuh, conhecendo somente os ensinamentos até Yahuchanam. 26 Ele começou a falar ousadamente na sinagoga; e, quando o ouviram Priscila e Áquila, o levaram consigo e lhe declararam mais precisamente o plano de YAhuh.”], e de muitos outros mensageiros enviados por YAhuh, são

incontestáveis provas, de que as primeiras ovelhas perdidas de Yashuru resgatadas, no seu primórdio, não viam a Yahushua, como simplesmente um grande profeta, mas comprovadamente, como Há Mashiach, o descendente legítimo da linhagem (família), da semente de Dauid, prometido (e parte do plano de redenção do Eterno) por YAhuh. Quanto à “revelação” do Jesus (de origem grega e latina) da cristandade, como verbo divino, preexistente e encarnado no ventre de uma virgem, deus feito carne, etc., não foi uma revelação de YAhuh, ou de Seus profetas, ou do espírito de santidade de YAhuh, mas comprovadamente, através de decisões ecumênicas dos quatro primeiros séculos pós-invenção do cristianismo, que travaram lutas incansáveis com o fito de definir os dogmas trinitário e de Cristo lógico.

É importante ressaltar nesse contexto, que quando da confissão de

Kefa: “Tu és Há Mashiach”, revelado pelo espírito de santidade de Yahuh, se os discípulos primitivos, na fé primitiva recebida de Yahuh reconhecessem ao Mashiach Yahushua, como: o verbo divino, preexistente, encarnado no ventre da virgem Miriam, deus feito carne, com toda a certeza o emissário Kefa o confessaria como tal, dado a origem de sua confissão – “E Yahushua, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu,

Kefa, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus”. [Mattityahu (Mateus) 16:17]. Uma confirmação evidente da

frase de Yahushua: “... ninguém conhece o filho do homem, senão o Pai; ... [Mattityahu (Mateus) 11:27]

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Conforme veremos neste estudo, a verdade é que, deve-se aos quatro primeiros concílios ecumênicos (“os quatro evangelhos da Ortodoxia”, na expressão de Gregório Magno) a total perda do conhecimento sobre o plano de YAhuh e do filho do homem Yahushua.

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Parte 3

Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Ne5e9vHnY68

Uma semente – uma descendência prometida

Em Bereshit (Gênesis) 3:15 encontramos registrada a seguinte sentença: “E porei inimizade

entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Ao pronunciar esta sentença para os

envolvidos na rebelião contra Sua autoridade, YAhuh declarou que suscitaria uma “semente” ou “descendência” que desfaria os danos causados pelo instigador da rebelião – Há Satã.

Essa “descendência” da linhagem santa se relaciona perfeitamente com a realização do propósito do Criador para a humanidade,

como um todo, conforme registrado em Bereshit (Gênesis) 22:18 – “E em

tua semente serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz”. Onde o patriarca Avracham recebeu de Yahuh a

promessa contida no texto acima. Neste contexto, diga-se, de passagem, que a descendência e o descendente da semente santa – viria da semente de Avracham – “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue,

também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão. Porque, na verdade, ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Avracham”. [Ivrim (Hebreus) 2: 14-16]

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Porém, diversas coisas importantes aconteceram no período que decorre entre Adam e Avracham. Por exemplo: houve o primeiro homicídio. Adão e Eva tiveram muitos filhos e filhas (Bereshit (Gênesis) 5:4), mas a Palavra de Yahuh cita somente alguns por serem importantes para a história da redenção, são eles: Caim, Abel e Sete. Abel era justo e ofereceu a Yahuh maior e melhor sacrifício do que Caim (Ivrim (Hebreus) 11:4). Abel, certamente, mediante seu caráter e justiça, representava a semente (linhagem). Caim, movido de ciúme, matou seu irmão Abel. Por esse terrível fato e caráter pecaminoso, Caim é aqui caracterizado como instrumento do maligno como lemos em Yahuchanan Alef (1 João) 3:12 – “Não como Caim,

que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas”. Mas para que

houvesse a continuação da linhagem santa, Yahuh deu a Adão e Eva, o terceiro filho – Sete, que tomou o lugar de Abel: “E tornou Adão a conhecer

a sua mulher; e ela deu à luz um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Yahuh me deu outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou”. [Bereshit (Gênesis) 4:25]

O restaurador – o descendente prometido – o Mashiach, viria da família (linhagem) de Sete: “E a Sete

também nasceu um filho; e chamou o seu nome Enos; então se começou a invocar o nome de Yahuh”. [Bereshit (Gênesis) 4:26].

Enos, gerou a Quenã, Quenã gerou a Maalalel, Maalalel gerou a Jarede e Jarede gerou a Enoque – “E andou Enoque com

Yahuh, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas”.

[Bereshit (Gênesis) 5:22]. Matusalém gerou a Lameque. E Lameque gerou um filho – “A

quem chamou Noé, dizendo: Este nos consolará acerca de nossas obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que Yahuh amaldiçoou”. [Bereshit (Gênesis) 5:29]O mal havia se

espalhado sobre toda a face da terra. O gênero humano encontrava-se totalmente corrompido em seus caminhos e novamente afastado da presença de YAhuh. Yahuh havia determinado: iria destruir toda aquela geração perversa e pecaminosa através de um grande dilúvio sobre a terra. Mas, onde estava a semente santa? – “Noé, porém, achou graça aos olhos

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de YAhuh. Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Yahuh. E gerou Noé três filhos: Sem, Cão e Jafé”. [Bereshit (Gênesis) 6:8-10]. Ali estava a semente santa, da qual

viria o redentor da humanidade, da descendência prometida em Bereshit (Gênesis) 3:15. E disse YAhuh a Noé: “Mas contigo estabelecerei a minha

aliança; e entrarás na arca, tu e os teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos contigo”. [Bereshit (Gênesis) 6:18]. Esse pacto ou aliança,

evidentemente, tratava-se da promessa feita por YAhuh, no princípio, na criação, contida no Seu plano de redenção – do descendente que nasceria da descendência/linhagem bendita para pôr fim a existência e a rebelião de Satanás.

Então, Yahuh, por intermédio de Noé, descreveu o curso da história subsequente. Um descendente de Sem, filho de Noé, traria continuidade àquela descendência, e que os descendentes de Jafé participariam dessa redenção. “E Abençoou YAhuh a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra”. [Bereshit (Gênesis) 9:1].

Com o crescimento da raça humana sobre a terra, crescia novamente a maldade no coração do homem, o pecado e idolatria. Portanto, para trazer redenção a humanidade, o Criador da linhagem – descendência de Sem (Bereshit (Gênesis) 11:20-27), escolhe a família de Avracham (Bereshit (Gênesis) 12:1-3). De Avracham, viria a descendência que tornaria todos os povos benditos. Avracham foi o pai de muitas nações (Bereshit (Gênesis) 17:4-7), mas, YAhuh revelou claramente através de qual dessas linhagens viria a prometida semente, a descendêncio – o Mashiach prometido, que traria bênçãos a toda a humanidade: “A minha aliança, porém, estabelecerei com Isaac, o qual Sara dará à luz neste tempo determinado, no ano seguinte”. [Bereshit (Gênesis) 17:21]. Tanto o filho de Avracham, Isaac, como seu neto, Yakov, ambos foram mencionados como pertencentes à linhagem que produziria a redenção anunciada em Bereshit (Gênesis) 3:15. Uma das nações que se originou de Avracham, foi a nação de Yashuru (Yisrael), que abrangia, inicialmente, as doze tribos que descenderam dos filhos de Yakov, neto de Avracham. Era nessa nação, que, finalmente, surgiria o Mashiach prometido – (Bereshit (Gênesis) 26:1-4; 28:10-15).

Profecias posteriores revelaram que um descendente especial ou governante, viria por meio de uma das treze tribos de Yashuru, especificamente, da tribo de Yahudah.

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PARTE 4

Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=3UV7PiD_BvU

Da tribo de Yahudah e da descendência de Dauid

Dentre os doze filhos de

Yakov, os quais foram os príncipes das tribos de Yashuru, Yahuh elegeu a tribo de Yahudah, da qual procederia aquele que não somente reinaria sobre toda a descendência prometida a Avracham mas também sobre todas as nações ímpias da terra que sobrevivessem a terceira guerra mundial entre o rei do sul e o rei do norte, e posteriormente sobre a guerra do Armagedom. No livro de Bamidbar (Números) 24:17 encontramos a seguinte

profecia: “Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto;

uma estrela procederá de Yakov e um cetro subirá de Yashuru...”. O

patriarca Yakov, neto de Avracham, abençoando a seu filho Yahudah, profetizou: “O cetro não se arredará de Yahudah, nem o legislador dentre

seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos”. [Bereshit

(Gênesis) 49:10].

O comentarista bíblico Rashid declara que a frase: “até que venha

Siló”, significa:” até que venha o rei Yahushua Há Mashiach, a quem

pertencerá o Reino”. Como Rashid, muitos comentaristas bíblicos têm entendido essa profecia como tendo significado messiânico, como de fato tem, só que para em seu retorno e não para a época de seu nascimento no primeiro século.

O primeiro governante da linhagem de Yahudah foi o valoroso rei Dauid, o qual recebeu a seguinte promessa de Yahuh: “Porém a tua casa e

o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre”. [Shmuel Bet (2 Samuel) 7:16]. [Lembrem-se para sempre significa durante toda a eternidade]. Yahuh prometeu adicionalmente: ”E há de ser que,

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quando forem cumpridos os teus dias, para ires a teus pais, suscitarei a tua descendência depois de ti, um dos teus filhos, e estabelecerei o seu reino. Este me edificará casa; e eu confirmarei o seu trono para sempre”.

[Divre HaYamim Alef (1 Crônicas) 17:11, 12] [falava de Shlomo]

No livro dos Tehillim (Salmos), encontramos confirmada essa promessa: “Fiz uma aliança com o meu escolhido, e jurei ao meu servo

Dauid, dizendo: A tua semente estabelecerei para sempre, e edificarei o teu trono de geração em geração”. [Tehillim (Salmos) 89:3,4].

O filho e sucessor de Dauid, o rei Shlomo, de fato, construiu a Casa, ou o grande Templo em Yahushalayim, mas, ele, obviamente, não reinou para sempre. Evidentemente, não era ele, Shlomo, o Mashiach prometido que viria para desfazer as obras de Satanás e, consequentemente, resgatar o homem a Seu Criador e, vencendo todas as coisas, reinar durante o milênio. Um dos da semente (descendência) de Dauid, seria o mesmo Siló, ou Mashiach (O Leão da tribo de Yahudah) profetizado em Bereshit (Gênesis 49:9, 10: “Judá é um leãozinho, da presa subiste, filho meu; encurva-se, e

deita-se como um leão, e como um leão velho; quem o despertará? O cetro não se arredará de Yahudah, nem o legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os povos”. A Yahuchanam na ilha de

Patmos foi revelado quem era o “Leão da tribo de Judá” já profetizado: “E

disse-me um dos anciãos: Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Yahudah, a raiz de Dauid, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos”.

[Gilyahna (Revelação/Apocalipse) 5:5]

Esse “Rebento ou Descendente” aqui mencionado, é, sem dúvida, Yahushua Há Mashiach, aquele que triunfantemente vencerá Satanás e todo o império do mal, e que com o seu ato renovando a aliança comprou (resgatou) para Yahuh, homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação – homens das tribos de Yashuru em diáspora - [conforme sua designação desde seu nascimento no primeiro século] (Gilyahna (Revelação/Apocalipse) 5: 6-10; Kefa

Alef (1 Pedro) 1:18-21). A propósito, esse “Rebento – o Mashiach”, já havia sido profetizado que viria do trono de Jessé, pai do rei Dauid. Vejamos a profecia: “Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes

um renovo frutificará”. [Yeshayahu (Isaías) 11:1]. Perguntamos: À quem se

referia o oráculo do profeta, quando disse: “e das suas raízes um renovo

frutificará”. Referia-se a Dauid um dos oito filhos de Jessé – [Shmuel Alef (1

Samuel) 17:12- “E Dauid era filho de um homem efrateu, de Belém de

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Yahudah, cujo nome era Jessé, que tinha oito filhos; e nos dias de Saul era este homem já velho e adiantado em idade entre os homens.”]? Ou de

Dauid (uma das raízes do tronco de Jessé), brotaria um Renovo? O ravino Shaul, também conhecido pelo cognome latino Paulo, em sua pregação aos yashurum numa sinagoga em Antioquia, responde a questão: “E depois

pediram um rei, e Yahuh lhes deu por quarenta anos, a Saul filho de Quis, homem da tribo de Benjamim. E, quando este foi retirado, levantou-lhes como rei a Dauid, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Dauid, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade. Da descendência deste, conforme a promessa, levantou Yahuh a Yahushua para redentor de Yashuru”. [Maaseh Shlichim (Atos dos

Emissários) 13:21-23]

E que promessa fez Yahuh a Dauid? A resposta encontramos registrada no livro de Tehillim (Salmos) 132 verso 11 que diz: “Yahuh jurou

com verdade a Dauid, e não se apartará dela: Do fruto do teu ventre porei sobre o teu trono”. Essa promessa, cumprir-se-á, finalmente na pessoa de

nosso Senhor Yahushua Há Mashiach. E o emissário Kefa, confirma: “Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca

Dauid, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Yahuh lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Mashiach, para o assentar sobre o seu trono, Nesta previsão, disse da ressurreição do Mashiach, que a sua alma não foi deixada na sepultura, nem a sua carne viu a corrupção. Yahuh ressuscitou a este Yahushua, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Yahuh, e tendo recebido do Pai a promessa do espírito de santidade, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Dauid não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse Yahuh ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita. Até que ponha os Assenta-teus inimigos por escabelo de Assenta-teus pés. Saiba, pois, com certeza toda a casa de Yashuru que a esse Yahushua, a quem vós matastes no madeiro, Yahuh o fez Senhor e Mashiach”.

[Maaseh Shlichim (Atos dos Emissários) 2:29-36]

Shaul, escrevendo a Timóteo, confirmando, novamente, as palavras do apóstolo Kefa, acrescentou: ”Lembra-te de que Yahushua Há Mashiach,

que é da descendência de Dauid, ressuscitou dentre os mortos, segundo as minhas boas novas”. [Timtheous Bet (2 Timóteo) 2:8]

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Finalmente, somente alguém, realmente, considerado como um descendente (Rebento) legítimo, nascido da estirpe (família) de Dauid, poderia verdadeira e comprovadamente, fazer a seguinte e irrefutável declaração: “Eu, Yahushua, enviei o meu anjo, para vos testificar estas

coisas nas congregações. Eu sou a raiz e a geração de Dauid, a resplandecente estrela da manhã”. [Apocalipse 22:16]

Vejamos o texto bíblico acima em outras traduções:

Bíblia de Yahushalayim: "Eu, Yahushua, enviei o meu Anjo para vos atestar

estas coisas a respeito das congregações. Eu sou o Rebento da Estirpe de Dauid, a brilhante estrela da manhã".

Bíblia Edições Vozes: "Eu, Yahushua, enviei meu Anjo para vos dar

testemunho destas coisas sobre as congregações. Eu sou a Raiz e a Linhagem de Dauid, a estrela brilhante da manhã”.

Bíblia Edições Loyola: “Eu, Yahushua, enviei meu anjo para atestar estas

coisas a respeito das congregações. Eu sou a raiz e a descendência de Dauid, a estrela brilhante da manhã”.

[Perceba o leitor que as expressões: Raiz, Geração, Rebento da Estirpe, Linhagem e Descendência de Dauid, significam, literalmente, do mesmo sangue, da mesma semente, cumprindo-se assim, fielmente, na pessoa de Yahushua Há Mashiach, a promessa feita por Yahuh, conforme Gênesis 3:15 – de uma semente ou de um descendente que nasceria da linhagem (semente) santa, onde através de sua morte e ressurreição causaria a destruição e o aniquilamento do império do mal – de Satanás em seu retorno para reinar por mil anos].

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PARTE 5

A importância das profecias

Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=pD-v-UPhmu0

A ideia da concepção virginal é um paradoxo às profecias messiânicas. E em toda a

extensa literatura hebraica e no contexto das profecias bíblicas, não há uma só passagem ou profecia que possa justificar a ideia de que o Mashiach prometido – o descendente legítimo de Bereshit (Gênesis) 3:15 – devia ser milagrosamente concebido, nem mesmo o texto de Yeshayahu (Isaías) 7:14 – “Portanto o mesmo UL

vos dará um sinal: Eis que a jovem mulher conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (conforme

veremos na parte 6).

É como disse C. Perrot, especialista da literatura judaica: “Diríamos antes que Há Mashiach era esperado por uma intervenção de Yahuh, mas sem que isso significasse necessariamente uma interrupção na descendência de Dauid”.

A Palavra de Yahuh nos revela, satisfatoriamente, o meio pelo qual Yahuh, através dos séculos, manifestou à humanidade Seu glorioso plano de redenção. No livro do profeta Ahmos (Amós), encontramos que esse meio de revelação escolhido por YAhuh, foi o ministério profético: “Certamente Yahuh UL não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu

segredo aos seus servos, os profetas”. [Ahmos (Amós) 3:7]. E a Palavra e a

Vontade de YAhuh revelada por seus profetas, permanece firme e inalterada. Assim confirmou o emissário Kefa, a importância das profecias,

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e o contexto profético, quando enfatizou a base de sustentação da fé dos membros do povo no seu tempo primitivo: “E temos, mui firme, a

palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações”.

[Kefa Bet (2 Pedro) 1:19], o que nos remete a um outro texto que nos traz o mesmo entendimento: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora,

que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. [Mishle (Provérbios)

4:18]

Shaul, em sua carta aos romanos, também corrobora com a declaração do profeta Ahmos (Amós), quando afirmou: “Shaul, servo de

Yahushua Há Mashiach, chamado para emissário, separado para as boas novas de YAhuh. O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas Escrituras, acerca de seu Mashiach, que nasceu da descendência de Dauid segundo a carne”. [Romanos 1:1-3]

A manifestação do Mashiach foi notificada pelas escrituras proféticas: “Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o

meu ensino e a pregação de Yahushua Há Mashiach, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, Mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do UL eterno, a todas as nações para obediência da fé”.

[Romanos 16:25,26]. Nisto podemos concluir satisfatoriamente, que o Mashiach prometido, segundo as escrituras dos profetas, não apareceu de forma repentina e misteriosamente no mundo. Vários eventos e inúmeras profecias indicavam, evidentemente, o seu nascimento. Mediante as profecias, seu nascimento era ansiosamente aguardado [Luka (Lucas) 2:25-30 – “25 Havia em Yahushalayn um homem cujo nome era Simeão; e este

homem era justo e temente a UL, esperando a consolação de Yashuru; e o espírito de YAhuh estava sobre ele. 26 E fora-lhe revelado, pelo espírito de santidade, que ele não morreria antes de ter visto Há Mashiach de Yahuh.

27 E pelo espírito foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino

Yahushua, para com ele procederem segundo o uso da lei, 28 Ele, então,

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o tomou em seus braços, e louvou a UL, e disse: 29 Agora, meu UL, despedes em paz o teu servo, Segundo a tua palavra; 30 Pois já os meus olhos viram a tua redenção, 31 A qual tu preparaste perante a face de todos os povos; 32 Luz para iluminar os dispersos entre as nações, E para glória de teu povo Yashuru. ”]

Dentro do contexto profético, como temos verificado até aqui, Yahushua Há Mashiach, era um descendente legítimo (da semente) de Dauid. YAhuh, segundo a Sua vontade revelada, profeticamente escolheu e elegeu a tribo de Yahudah (Judá) da qual descenderia Há Mashiach [Bereshit (Gênesis) 49:10 – “O cetro não se arredará de Yahudah, nem o

legislador dentre seus pés, até que venha Siló; e a ele se congregarão os do povo em diáspora”; [Ivrim (Hebreus) 7:14 – “Visto ser manifesto que Há Mashiach de YAhuh procedeu de Yahudah, e concernente a essa tribo nunca Moshe falou de sacerdócio”].

Da tribo de Judá descendeu o rei Dauid e de sua linhagem real, mediante as promessas e juramento feitos por Yahuh, descendeu o grande Mashiach – Yahushua. [Yeshayahu (Isaías) 11:1 – “Porque brotará um

rebento do tronco de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará”];

[Timtheous Bet (2 Timóteo) 2:8 – “Lembra-te de que Yahushua Há

Mashiach, que é da descendência de Dauid, ressuscitou dentre os mortos,

(...)”]; Apocalipse 22:16).

Nessa breve recapitulação (Promessa e Cumprimento), considerando os escritos proféticos e o testemunho apostólico, podemos afirmar decisivamente que Ha Mashiach Yahushua nascido em Belém – não era, no primeiro século, no início da restauração do tabernáculo de Dauid [da aliança ter sido renovada para o povo Yashuru], nos primeiros grupos de yashurum que foram sendo chamados, uma encarnação divina, ou seja, o verbo encarnado.

Há Mashiach era esperado, ansiosamente pelos yashurum do primeiro e dos séculos anteriores segundo as escrituras proféticas, observe: [Yahuchanam (João) 1:45 – “Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos

achado aquele de quem Moshe escreveu na lei, e os profetas: Yahushua Há Mashiach, filho de Yosef”; 4:22 – “Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a redenção vem para os yashurum”]

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A propósito, diga-se de passagem, que a doutrina da encarnação do verbo (João1:14) e, consequentemente, da concepção virginal constantes das narrativas da infância em Mattityahu (Mateus) 1:23 e Luka (Lucas) 1:31 é, comprovadamente, um desvio teológico do contexto histórico/profético sobre Há Mashiach, o qual segundo as profecias contidas na Palavra de Yahuh seria um descendente legítimo de Dauid, em sentido biológico, e não adotivo. Em detrimento à Verdade e contrariando as profecias da Palavra de Yahuh o catolicismo romano, toda a cristandade e também alguns adeptos do messianismo judaico, afirmam, inconvenientemente, que a filiação do Mashiach à linhagem davídica é adotiva e não legitima, tendo em vista a suposta ideia da encarnação do verbo e da concepção miraculosa. É inútil querer torcer a Verdade (as escrituras proféticas) e tentar colocar a descendência de Yahushua numa base de filiação adotiva, cuja paternidade foi assumida por Yosef seu pai legal, não biológico, da tribo de Yahudah. Essa aberração teológica, da filiação adotiva, é fruto da grande apostasia produzida por aqueles que se afastaram do verdadeiro caminho delineado por Yahushua Há Mashiach, criando o que hoje conhecemos como cristianismo, afastando-se completamente da fé uma vez dada aos santos e da sã doutrina baseada nos profetas e emissários, pregada e crida entre o povo chamado do primeiro século. Bem disse um eminente historiador: “O cristianismo não se identifica com a nação Yashuru, verifica-se uma enorme distância entre a nação formada pelas 13 tribos de Yashuru e a religião criada por Constantino”.

Ademais, quando o recém inventado cristianismo se colocou em

contato com o mundo, culturalmente grego, moldado essencialmente numa filosofia platônica, o que houve de fato, não foi apenas uma simples fusão entre o cristianismo, recém-criado, e o helenismo, mas, houve, comprovadamente, a helenização do cristianismo, cujos conceitos helenísticos influenciou decisivamente a elaboração doutrinal das antigas congregações, desde os apologistas do século II, culminando com as decisões ecumênicas verificadas nos séculos posteriores, onde nessas decisões, observa-se o amplo emprego de vocabulário e de conceitos extraídos da filosofia grega (conforme veremos mais para frente neste estudo).

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PARTE 6

YOUTUBE: http://www.youtube.com/watch?v=ocjdxxyczaQ

Síntese sobre Yeshayahu (Isaías) 7:14

Texto original em hebraico:

Texto transliterado: LACHEN ITEN ‘YAHUH UL’ LACHEN ‘OT HINEH

HÁ’ALMAH HARÁH VEILEDET BEN VEKARA ‘T SHMO ‘IMANU’UL

Texto traduzido: “POR ISSO, YHWH UL MESMO NOS DARÁ UM SINAL: EIS

QUE A JOVEM MULHER ESTÁ GRÁVIDA E VAI DAR À LUZ UM FILHO, E O CHAMARÁ IMANWUL”.

O texto é célebre. Essa formulação é bem conhecida: trata-se do anúncio do nascimento do primeiro filho de uma jovem mulher. Para compreender o sentido e o alcance do texto em pauta, é preciso saber quem é o menino cujo nascimento se anuncia e o sentido do termo hebraico: “Jovem mulher”.

Essa mulher deve ser uma pessoa concreta, pois o termo hebraico: ‘ALMÁH’ vem precedido do artigo (a): HÁ‘ALMÁH. O termo hebraico: ‘ALMÁH’ (Jovem mulher) inserido no texto não é o que significa “VIRGEM”. Em certo número de casos e, sobretudo nos textos mais antigos (inclusive em textos fora do Tanach), designa uma mulher jovem já casada. Nisto concorda o historiador Vamberto Morais (doutor em História Antiga pela Universidade de Londres), quando diz: “A palavra hebraica que traduz como jovem é ‘ALMÁH’, que ocorre em vários trechos da bíblia com o sentido de “mulher jovem, núbil”, “casada ou recém-casada”. Se o profeta tivesse querido falar do tremendo prodígio da concepção de uma virgem, teria usado o termo apropriado – BETHULÁH.

À luz do contexto do versículo, pode-se, satisfatoriamente, determinar, essa que é chamada Há’Almáh é a jovem rainha, assim designada antes do nascimento do primeiro filho. Nesse caso, o filho cujo nascimento é anunciado não pode ser se não o de Acaz, o futuro rei

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Ezequias; foi ele, com efeito que sucedeu a seu pai no trono de Yahushalayim, em Yahudah.

A propósito a própria Bíblia – Edições Loyola, sobre o texto de

Yeshayahu (Isaías) 7:14 traz a seguinte nota explicativa:

Yeshayahu (Isaías) 7:14 – De

modo imediato todo este oráculo se refere aos acontecimentos de 735 AEC. E ao seu horizonte próximo: a jovem mulher é a rainha esposa de Acaz; a criança a nascer com sinal de proteção divina é o filho do futuro sucessor de Acaz, o piedoso rei Ezequias; a idade de discernimento da criança coincide, efetivamente, com a destruição do Reino de Damasco e a devastação do de Samaria em 732 AE.C.

À luz do contexto histórico, Yeshayahu (Isaías) 7:14, comprovadamente, tratava-se de um sinal eminente, referia-se aos acontecimentos pertinentes ao reinado de Acaz, rei de Yahudah (735-716). Yeshayahu (Isaías) 7:14, bem como, o nome teóforo ”Imanu’ul” (Imanwul), representava um sinal e uma promessa de livramento. É o sinal da presença graciosa e salvadora de Yahuh entre seu povo. Imanwul, não era propriamente o nome que se devia dar à criança, mas sim o que essa criança representaria: o selo de uma promessa: CONOSCO ESTÁ UL, significando que Yahuh vai proteger seu povo, e consolidará a promessa dinástica (2Samuel 7), em meio à guerra siro-efrayimita.

A profecia de Yeshayahu (Isaías) 7:14 referia-se (conforme vimos na nota explicativa acima), a um futuro razoavelmente próximo, e não do nascimento do Mashiach, que teve lugar uns 700 anos mais tarde. Entretanto, esse texto nos é apresentado no Livro de Mattityahu Mateus 1:23 da seguinte forma: “Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de Imanwul, que traduzido é: UL conosco”, como

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referência e anúncio do nascimento virginal do Mashiach prometido. Como se chegou até lá?

O exegeta J. M. Asumendi (professor do Instituto Católico de Paris), responde: “Alguns séculos mais tarde, a tradução grega chamada dos Setenta (Septuaginta), traduz o termo por “PARTHENOS” que quer dizer virgem. Quando foi escrito Yeshayahu (Isaías) 7:14 não tinha o sentido messiânico, foi só com a tradução grega que ele ganhou essa dimensão”.

C. Perrot, especialista da Literatura Israelita acrescenta: ”A jovem – em hebraico, Almáh designa a esposa do rei. A linhagem de Dauid não se interromperá, e Ezequias, filho de Acaz, consolidará a promessa davídica. É difícil saber em que época foi dada a este versículo uma interpretação messiânica; mais difícil ainda é saber por que a tradução grega dos Setenta – desde o século II AE.C. – traduziu o termo ‘Almáh por Parthenos, a “virgem”. Esperaria a tradição judaica de Alexandria o nascimento virginal do Messias (como pensa a TEB, em nota sobre Yeshayahu (Isaías) 7:14)? “Seria talvez pretender demais. Diríamos antes que o Messias era esperado de uma intervenção de Yahuh, mas sem que isso significasse necessariamente uma interrupção na descendência de Dauid”.

Finalmente, a Bíblia na Linguagem de Hoje, da Sociedade Bíblica do Brasil, conclui dizendo: “O uso da palavra “virgem” em Mattityahu Mateus 1:23 vem da tradução grega (Septuaginta) do Tanach, feita uns quinhentos anos depois do profeta Yeshayahu (Isaías) ”.

Assim sendo concluímos que: a versão grega (Septuaginta) do Tanach, em hebraico, que chegou até nós, preservou a tradução imprópria de “Pathernos – virgem”, e foi assim que acabou surgindo no livro de Mattityahu (Mateus) tal citação a Yeshayahu (Isaías) 7:14 do texto grego, onde essa fórmula, comprovadamente, trata-se de uma elaboração posterior, cujo sentido foge à interpretação original do oráculo do profeta Yeshayahu (Isaías). E a Bíblia Edições Vozes corrobora com essa afirmação quando também em nota explicativa sobre Yeshayahu (Isaías) 7:14, declara: “Jovem mulher (em hebraico ‘Almáh). Trata-se provavelmente da esposa de Acaz.

A tradução grega dos LXX interpretou ‘Almáh no sentido de “virgem”, deslocando o sentido original do nascimento do filho para o da concepção virginal. É nesse sentido que surgiu em Mattityahu (Mateus) 1:22, 23 a

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aplicação do texto de Yeshayahu (Isaías) 7:14 à concepção virginal de Miriam (Maria)”.

Diga-se de passagem, que esse deslocamento da profecia, e sua adição ao livro de Mattityahu (Mateus), que originalmente foi escrito em hebraico, esse desvio da verdade – chamado: Apostasia – propositadamente, utilizado pelo catolicismo romano, resultou como instrumento para a formulação de vários outros dogmas cristológicos. Citamos aqui, especialmente, o da: Preexistência/Divindade/Encarnação do Verbo, onde através concepção virginal de Miriam (Maria), pelo espírito de santidade de Yahuh, assim sendo elevado, o JESUS da cristandade, a segunda pessoa da santíssima trindade. Não somente os dogmas acima citados, bem como, o da glorificação de Miriam (Maria) como “THEOTOKOS (Mãe de deus)” estão intimamente ligados à elaboração do dogma trinitário, essência do cristianismo moldado e profundamente influenciado pelo helenismo, ou seja, pelo paganismo, para que pudessem retornar a adoração à Rainha dos Céus, desta feita utilizando a figura de Miriam (Maria).

Será que não havia para os tradutores gregos ou helenistas, um termo próprio para traduzir Jovem Mulher – ‘Almáh, em hebraico, constante em Yeshayahu (Isaías) 7:14? Haviam alguns autores do cristianismo do século II, Irineu e Justino, que nos prestaram o serviço de preservar a versão mais correta: “Eles nos dizem, com indignação, que nas versões gregas da Bíblia usadas pelos judeus, a palavra usada é “NEANIS” (mulher jovem, sem acepção de virgem) e não “Parthenos”. Como não sabiam o hebraico, atribuíam isto à “má-fé” dos yashurum”.

Mas nós podemos verificar hoje que a versão correta é Neanis. E este não foi o único caso em que autores da cristandade, ignorantes do hebraico, deturparam, ou mesmo interpolaram versículos do Tanach, para ler neles supostas alusões ao Mashiach.

Concluindo, a doutrina da concepção virginal, que acabaram constando das narrativas da infância em Mattityahu (Mateus) 1:23 e Luka (Lucas) 1:31-35 é, comprovadamente, conforme temos aqui verificado, segundo testemunhos incontestáveis, um desvio do contexto histórico/profético sobre o Mashiach prometido, que segundo as profecias da Palavra de YHWH, o Mashiach descenderia da linhagem de Dauid e da tribo de Yahudah. O próprio Mashiach endossa sua descendência davídica,

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quando triunfantemente faz a declaração que está em Apocalipse 22:16. A crença da doutrina da ENCARNAÇÃO DO VERBO (do Logos preexistente) no ventre da virgem Maria, através da concepção virginal, é um paradoxo à revelação e autoafirmação do Mashiach, constante no texto acima mencionado.

A ideia do nascimento virginal, nunca foi originada da profecia hebraica, mas foi introduzida na doutrina bíblica de fontes pagãs, pelos fins do primeiro século, e tornou-se acreditada devido ao influxo de “convertidos” dos povos pagãos (influência grega), que achavam nessa ideia uma correspondência com suas crenças mitológicas, anteriores. Há indicações de que esta proliferação de mitos só começou a fazer-se em maior medida quando os gentios começaram a predominar na igreja nascente (diga-se catolicismo romano), trazendo consigo seus hábitos mentais, tradições e crenças, ligadas à mitologia grega ou asiática. Enfim, se o cristianismo superou os cultos gregos, romanos e asiáticos, também absorveu, conscientemente, algumas de suas crenças, adaptando-as à verdadeira doutrina bíblica, a doutrina dos profetas e dos emissários do Mashiach, de modo a se tornar irreconhecível aos verdadeiros membros do povo Yashuru.

Dentro do contexto das profecias da Palavra de Yahuh, não há se quer uma só passagem (original) que possa justificar a ideia de que o Mashiach prometido devia ser milagrosamente concebido. Portanto, apresentar o texto de Yeshayahu (Isaías) 7:14 – fora de seu contexto histórico, e afirmar que o mesmo se tratava de uma profecia messiânica, sobre o nascimento virginal do Mashiach, deve tornar-nos bastante prudentes.

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PARTE 7

YOUTUBE: http://www.youtube.com/watch?v=7g9L3thbG3U

Yeshayahu Isaías 7:14 dentro de seu contexto histórico

Liga defensiva antiassíria e a guerra Siro-Efrayimita

“Todo texto fora do seu contexto, torna-se um pretexto”.

Nesta sétima parte, procuraremos fazer, resumidamente, uma retrospectiva do contexto histórico em que está inserido o tão conhecido, porém, mal interpretado texto de Yeshayahu Isaías 7:14. As circunstâncias históricas da redação de Yeshayahu Isaías 7:14, não podem ser esquecidas ou ignoradas se quisermos entender corretamente o significado do oráculo do profeta, embora, já o temos visto no tópico anterior. Contudo, analisemos cuidadosamente, seu contexto histórico. Vejamos:

Em 745 AEC., subira ao trono assírio um antigo soldado de nome Pul, que passou a chamar-se: Teglat Phalasar III. Foi o primeiro de uma série de tiranos brutais que conquistaram o que se tornou então o maior Império do Antigo Oriente. Seu objetivo era a Síria, a Palestina e o último pilar do mundo antigo: o Egito. E assim foi que Yashuru e Yahudah se encontraram entre as mós implacáveis de um Estado militar, para quem a palavra “PAZ” só merecia desprezo e cujos déspotas e Côrtes só entendiam de três coisas: marchar, conquistar, oprimir. O rei assírio, Teglat Phalasar III, teve de mostrar que era o senhor e o fez rapidamente! Desde seu primeiro ano, parte em expedição.

A partir de 743, e dos anos seguintes, desce para o oeste e para o norte da Síria. Desde o norte da Síria, Teglat Phalasar III, invadiu todas as terras ao longo do mediterrâneo, transformando povos independentes em províncias do Império da Assíria e em estados tributários.

Em 738, todos os reinos da região pagavam-lhe tributos. Entre esses estava o rei Menaém, de Yashuru do norte. A princípio, Yashuru se

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submeteu voluntariamente: “Então veio Pul, rei da Assíria, contra a terra;

e Menaém deu a Pul mil talentos de prata, para que este o ajudasse a firmar o reino na sua mão. E Menaém tirou este dinheiro de Yashuru, de todos os poderosos e ricos, para dá-lo ao rei da Assíria, de cada homem cinquenta ciclos de prata; assim voltou o rei da Assíria, e não ficou ali na terra...”. [Melechim Bet (2 Reis) 15:19-20]. O rei Menaém, rei de Yashuru,

julgou que o pacto com o tirano e o pagamento voluntário seria um mal menor. Mas isso começou a contrariar o povo. A contrariedade por causa do imposto assírio degenerou em conspiração e assassínio. O ajudante. Faceia (o mesmo. Peca, filho de Remalias) matou o filho e herdeiro de Manaem e tomou o poder – Melechim Bet (2 Reis) 15:23-25 – Desde esse momento, o partido antiassíria determinou a futura política do reino do norte.

Em 735-734, é feita a liga antiassíria (uma aliança defensiva) que tinha como objetivo: se opor ao avanço dos assírios, e se livrar do tributo que o novo rei assírio – Teglat Phalasar III lhes havia imposto por volta de 738 AEC. Rezim, rei de Damasco (Síria), tomou energicamente a iniciativa. Sob sua direção estabeleceu-se a liga de defesa dos Estados arameus contra a Assíria. Os Estados fenícios e árabes, as cidades filisteias e os edomitas se incorporaram a ela. Yashuru (sob o reinado de Peca, filho de Remalias) aderiu também à liga.

O rei Acaz, que começa a reinar em Yahudah, no fim de 735-716, se manteve obstinadamente à parte. Diante da recusa de Acaz, rei de Yahudah, os dois reinos: Rezim, rei arameu de Damasco, em 735 AE.C., fez aliança com Peca, filho de Remalias, rei de Yashuru, contra Yahudah, na tentativa de forçá-lo a entrar na coalizão (liga) antiassíria. Ai estava formada a guerra sírio-efrayimita, ou seja, Damasco e Yashuru, reino do Norte, contra o reinado de Acaz, rei de Yahudah. Essa guerra constituía para Damasco (reino da Síria) e Samaria (reino de Yashuru, que ainda é designado pelo seu outro nome, Efrayim, daí o nome da guerra ”sírio-efrayimita”), um preâmbulo para o confronto com Teglat Phalasar III.

Para Damasco e Samaria que combatiam ao norte, contra a Assíria, era importante evitar uma segunda frente de batalha, no Sul, com Yahudah. Por isso, esses dois reinos, quiseram fazer o reino de Yahudah entrar à força na liga antiassíria. Acaz, rei de Yahudah, entretanto, recusou participar desta campanha antiassíria. Diante da decisão de Acaz, os dois reinos,

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Damasco e Samaria (Efrayim), tomaram uma resolução de grande vulto: ocupar Yahushalayim e mudar seu rei. Então, o rei Acaz e seu povo temeram essa guerra: “Sucedeu, pois, nos dias de Acaz, filho de Jotão, filho de Uzias,

rei de Yahudah, que Rezim, rei da Síria, e Peca, filho de Remalias, rei de Yashuru, subiram a Yahushalayim, para pelejarem contra ela, mas nada puderam contra ela. E deram aviso à casa de Dauid, dizendo: A Síria fez aliança com Efrayim. Então se moveu o seu coração, e o coração do seu povo, como se movem as árvores do bosque com o vento”. [Yeshayahu

(Isaías) 7:1,2]. É exatamente nesse momento que se situa a intervenção de YAhuh, através do profeta Yeshayahu Isaías, que culminou com o sinal do Imanwu’Ul constante no verso 14. Vejamos resumidamente todo o contexto bíblico:

[Yeshayahu (Isaías) 7:3 – “Então disse Yahuh a Yeshayahu (Isaías): Agora,

tu e teu filho Sear-Jasube, saí ao encontro de Acaz, ao fim do canal do tanque”. Nota = A presença do filho de [Yeshayahu (Isaías) durante o

diálogo do profeta com o rei, não é desprovida de sentido, sobretudo, se leva em conta que o nome do menino: Sear-Jasube ou “Um Resto Voltará” no português. Esse nome é portador de esperança; deve servir para o rei de garantia e de sinal da fidelidade de Yahuh.

[Yeshayahu (Isaías) 7:4 – “E dize-lhe: Acautela-te, e aquieta-te; não temas,

nem se desanime o teu coração por causa destes dois pedaços de tições fumegantes; por causa do ardor da ira de Rezim, e da Síria, e do filho de Remalias”.

Nota = O texto é claro e explicativo. Os dois pedaços de tições fumegantes,

referiam-se: a Razim, rei da Síria e a Peca, filho de Remalias, rei de Yashuru, que intentavam invadir Yahushalayim e acabar com o reinado de Acaz, rei de Yahudah, que se recusou entrar na coalizão antiassíria e por ser uma ameaça futura aos reinos do Norte.

[Yeshayahu (Isaías) 7:5,6 – “Porquanto a Síria teve contra ti maligno conselho, com Efrayim, e com o filho de Remalias, dizendo: Vamos subir contra Yahudah, e molestemo-lo e repartamo-lo entre nós, e façamos reinar no meio dele o filho de Tabeal”.

Nota = A descrição “filho de Tabeal” é incerta. Parece tratar-se de um filho

do rei de Tiro, membro da coalizão, que se chamava Tubail e que reinava ainda em 737 AE.C. Seja como for, esse intento, comprometeria seriamente a dinastia davídica, e a promessa feita por Yahuh ao fundador dessa dinastia

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como podemos comprovar lendo, Shmuel Bet (2 Samuel) 7: 8-16). Tal intento era maligno e contrário a promessa de Yahuh a Dauid.

[Yeshayahu (Isaías) 7:7 – “Assim diz Yahuh Eterno: Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá”. Nota = A esta altura do acontecimento, Yahuh promete e garante livrar seu povo como um todo, tanto Yahudah ao sul como a Yashuru ao norte.

[Yeshayahu (Isaías) 7:8,9 – “Porém a cabeça da Síria será Damasco, e a

cabeça de Damasco Rezim; e dentro de sessenta e cinco anos Efrayim será destruído, e deixará de ser povo. Entretanto a cabeça de Efrayim será Samaria, e a cabeça de Samaria o filho de Remalias; se não o crerdes, certamente não haveis de permanecer”. Nota = A promessa de Yahuh não

é incondicional. O verso 9, apresenta a condição do êxito: “se o não crerdes,

certamente não ficareis firmes”, ou seja, é preciso crer, é preciso

manter-se firme para poder manter-ser fortalecido e sair vitorioso.

[Yeshayahu (Isaías) 7:10 – “E continuou Yahuh a falar com Acaz, dizendo:”.

Nota = Começa aqui um novo diálogo. Entretanto, não houve interrupção

entre as duas partes do diálogo.

[Yeshayahu (Isaías) 7:11 – “Pede para ti a Yahuh teu UL um sinal; pede-o,

ou em baixo nas profundezas, ou em cima nas alturas”. Nota = Aqui Yahuh

propõe a Acaz um sinal, precisando bem que Ele pode referir-se a domínios onde só Yahuh é UL. A expressão “embaixo nas profundezas ou em cima

nas alturas” mostra a extensão do campo oferecido por Yahuh a Acaz.

[Yeshayahu (Isaías) Isaías 7:12 – “Acaz, porém, disse: Não pedirei, nem

tentarei a Yahuh”. Nota = O rei Acaz, se recusa a pedir um sinal. A razão

pela qual o rei se recusa a pedir um sinal parece legítima à primeira vista: o homem não deve tentar a Yahuh. Mas aqui há uma diferença essencial: É o próprio Yahuh que oferece o sinal. A atitude do rei e a sua resposta constituem, de fato, uma desculpa má. Se o rei não quer pedir um sinal, é simplesmente porque sua fé não é o suficiente, o sinal reconforta, garante, dá segurança, mas quando não se crê em nada mesmo, o sinal não tem razão de ser. O pedido de um sinal supõe alguma fé; a atitude de Acaz a nega.

[Yeshayahu (Isaías) 7:13 – “Então ele disse: Ouvi agora, ó casa de Dauid:

Pouco vos é afadigardes os homens, senão que também afadigareis ao meu UL? ” Nota = A reação do profeta é dura. Essa reação representa o

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ponto culminante do conflito entre Yeshayahu (Isaías) e o rei Acaz. O profeta fala ao “meu UL” e não mais do “teu UL” como no verso 11 e, a seu ver, o rei está abusando da paciência de Yahuh e dos homens. E a sua palavra não visa apenas ao rei, mas à dinastia como tal, à “casa de Dauid”. Entretanto, embora, a recusa e incredulidade do rei Acaz, nem tudo terminou: o próprio Yahuh vai dar um sinal. Eis o sinal: [Yeshayahu (Isaías) 7:14 – “Por isso o próprio Yahuh vos dará um sinal: Eis que a jovem mulher está grávida e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Imanw ‘ul”. Nota = Conforme temos verificado no tópico anterior “Síntese sobre Yeshayahu (Isaías) 7:14” – comprovadamente, a “Jovem Mulher” é a rainha esposa de Acaz, e o filho cujo nascimento é anunciado, é o futuro sucessor de Acaz, o piedoso rei Ezequias. A forma “Imanu ‘ul” caracteriza-se como selo de uma promessa de livramento. É o sinal da presença graciosa e salvadora de Yahuh entre Seu povo e a confirmação da promessa feita a Dauid: “Porém

a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre”. [Shmuel Bet (2 Samuel) 7:16]

Acaz, rei de Yahudah, incrédulo não aceitou o livramento da parte de Yahuh; não se manteve firme à eficácia dessa promessa, e recusou a intervenção divina. Essa recusa custou caro para o rei Acaz, e para o povo de Yahudah. Os fracassos sofridos por Acaz encontram-se registrados no livro de Divre HaYamim Bet (2 Crônicas) 28:5-19. Diante do grande aperto que se encontrava, Acaz apela para o rei da Assíria – Teglat Phalasar III – para que o salve. O livro dos Melechim (Reis) nos cita a mensagem do rei de Yahudah ao rei assírio: “E Acaz enviou mensageiros a Tiglate-Pileser, rei

da Assíria, dizendo: Eu sou teu servo e teu filho; sobe, e livra-me das mãos do rei da Síria, e das mãos do rei de Yashuru, que se levantam contra mim. E tomou Acaz a prata e o ouro que se achou na casa de Yahuh, e nos tesouros da casa do rei, e mandou um presente ao rei da Assíria”.

[Melechim Bet (2 Reis) 16:7-8]

Ouvindo o apelo do rei de Yahudah, os assírios tomaram Samaria em 734 AE.C. e Damasco em 732 AE.C. Acaz, salvou-se tornando-se um vassalo (servo) da Assíria. Desde que o rei Acaz se submetera voluntariamente a Teglat Phalasar III, Yahudah era Estado vassalo dependente e os pagamentos de seus tributos eram registrados metodicamente em Nínive.

Quando Ezequias, filho e sucessor de Acaz, começou a reinar, não quis seguir a política do pai. Com Ele subiu ao trono a reação: “Assim foi

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Yahuh com ele; para onde quer que saía se conduzia com prudência; e se rebelou contra o rei da Assíria, e não o serviu”. [Melechim Bet (2 Reis) 18:7] Ezequias, ao contrário de seu pai, rei Acaz, fez o que era reto aos olhos de YAhuh. Promoveu uma reforma na adoração no templo. Tirou todas as abominações que seu pai havia introduzido em Yahudah, destruindo os lugares de adoração a Baal e a escultura de metal Neustã. Fez a purificação do Templo e restabeleceu o culto a YAhuh. No UL de Yashuru confiou, guardou os mandamentos que YAhuh tinha dado a Moshe [Melechim Bet (2 Reis) 18:3-6) e, “Assim foi o Eterno com ele...”, ou seja, com a “casa de Dauid”. Nisto se cumpria finalmente o sinal do Imanu’ul: “CONOSCO ESTÁ O ETERNO DE YASHURU”.

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Parte 8

YOUTUBE: http://www.youtube.com/watch?v=zR7RicB0eR4

Decisões ecumênicas

Os quatro primeiros concílios ecumênicos do cristianismo

Inicialmente, esclareceremos que por tratar-se de uma narrativa histórica de concílios

ecumênicos romanos, usaremos aqui os nomes que ali foram usados. O termo “igreja” a que se refere esta matéria

corresponde ao Catolicismo Romano –

apostata – ou seja, a religião criada por Roma intitulada

cristianismo; e não aos primeiros membros do povo de YAhuh que foram sendo encontrados.

Os quatro primeiros séculos do cristianismo lutas incansáveis foram travadas com o fito de definir os dogmas trinitário e cristológico. De fato, deve-se aos quatro primeiros concílios ecumênicos (Niceia, em 325 EC. – Constantinopla, em 381 EC. – Éfeso, em 431 EC. E Calcedônia, em 451 EC.), a formulação de vários dogmas cristológicos e ortodoxos, que, decisivamente, nortearam o mundo religioso da cristandade.

Procuraremos, resumidamente, ressaltar as definições desses concílios, onde doutrinas que melhor se adaptavam aos interesses terrenos da “igreja”, foram, progressiva e inescrupulosamente elaboradas por essas “célebres assembleias” conhecidas como concílios ecumênicos.

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Foi sob a soberana influência dos pontífices romanos que se elevou, através dos séculos, essa mistura de dogmas estranhos às primeiras comunidades arrebanhadas pelos emissários, e que nada tem de comum com a Palavra de Yahuh e lhe são muitíssimos posteriores. Essa pesada construção de dogmas sem conta, que obstrui o caminho à VERDADE, surgiu na terra no ano 325 da era comum.

O ano 325, figura na história da “igreja” como o mais decisivo na expressão da cristologia. A divindade do Jesus da cristandade, rejeitada por três sínodos, o mais

importante dos quais foi o de Antioquia (268), foi em 325, proclamada pelo Concílio de Niceia. Convocado por Constantino, em 325 EC., o Concílio de Niceia, segundo a tradição, contou com a presença de 318 bispos procedentes de todas as províncias do

Império. O próprio imperador Constantino assumiu a direção dos trabalhos, tomando uma posição de liderança teológica no Concílio, quando arbitrou a controvérsia ariana.

Ario, sacerdote de Alexandria, entrou em conflito com a “igreja”, desligando-se dela para sempre no Concílio de Niceia. Ario, afirmava que vistas a Eternidade e unicidade de Yahuh, não cabia falar de seres criados consubstanciais a Yahuh (da mesma substância de Yahuh), mas apenas de seres criados ao lado e sob a dependência de YHWH. Ario opta, pois por uma cristologia subordinada, em nome do Monoteísmo, que não consente outro UL ao lado do Único UL Verdadeiro. Neste contexto, Ario, negava que o Jesus criado pelo cristianismo era coigual, coeterno e da mesma substância com o Pai, declarando ser ele apenas uma criatura (ou seja, assim como a Palavra de Yahuh nos demonstra – um homem).

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