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Mana vol.7 número1

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Academic year: 2018

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N a Fra n ça , d u ra n te os a n os 90, d ife re n te s ín d ice s a te sta m a “ in flu ê n cia ” ca d a ve z m a ior d os e con om ista s. Um a re vista d e e con om ia , Le N ou v e l Écon om iste , criou , e m 1993, u m p rê m io p a ra re com p e n sa r os m e lh ore s e con om ista s fra n ce se s d o a n o. Du ra n te a crise socia l d e 1995, os e con o-m ista s e o-m p e n h a ra o-m -se forte o-m e n te e o-m lu ta s e o-m torn o d a s p olítica s e con ô-m ica e socia l e d o Pla n o J u p p é , e ô-m p a rticu la r n a re d a çã o d e d ife re n te s p e tiçõe s d e a p oio a o g ove rn o ou a os g re vista s, ou tom a n d o p osiçã o, d e m od o crítico, sob re a p olítica e con ôm ica im p le m e n ta d a (Du va l e t alii 1998). Em vá ria s oca siõe s, m a n ife stos d e e con om ista s fora m la n ça d os p a ra a p oia r e sta ou a q u e la orie n ta çã o d e p olítica e con ôm ica , e os e con o-m ista s vira o-m , in ce ssa n te o-m e n te , se u p a p e l a firo-m a r-se n o d e b a te p ú b lico, q u a n d o m e n os a tra vé s d a p rolife ra çã o d e crôn ica s e con ôm ica s n a im p re n -sa ou n o rá d io. Em 1997, foi cria d o p e lo p rim e iro-m in istro, p or su g e stã o d e u m e con om ista d e su a e q u ip e , u m Con se il d ’A n aly se Écon om iq u e b a se a d o n o m od e lo d o Cou n cil of Econ om ic A d v ise rs a m e rica n o (C oa ts 1993:611-615), e os m a is re n om a d os e con om ista s fra n ce se s fora m con vi-d a vi-d os a tom a r p a rte n e le . Em ju n h o vi-d e 2000, u m p rê m io p a ra o m e lh or e con om ista com m e n os d e 40 a n os foi p e la p rim e ira ve z con ce d id o p e lo C e rcle d e s Écon om iste s e p e lo jorn a l Le M on d e .

Du ra n te tod o e sse p e ríod o, os d e b a te s sob re a “ p rofissã o” g a n h a ra m visib ilid a d e — re ce n te m e n te , o la n ça m e n to, p or u m g ru p o d e e stu d a n te s, d e u m a p e tiçã o h ostil a os e xce ssos d e form a liza çã o n o e n sin o foi ob je to d e u m lon g o a rtig o n o Le M on d e . Ta l e n volvim e n to e in flu ê n cia cre sce n te s p od e ria m se r com p rova d os com vá rios ou tros in d ícios, q u e vã o d a e sca -la d a d a e con om ia n o e n sin o d a s e sco-la s d e e lite a té a “ com p osiçã o p or e co-n om ista s” d a s e q u ip e s e com issõe s m ico-n iste ria is, p a ssa co-n d o p e la s tra n sfor-m a çõe s n a e scola rid a d e d os d irig e n te s d e e sfor-m p re sa s e d e a ltos fu n cion á rios e , d e m od o m a is a b ra n g e n te , n o p e so d a e scola riza çã o e m ciê n cia e con ô-m ica (cf. Le b a ron 1996). Tu d o isso in cita a u ô-m a in te rrog a çã o a ce rca d a

O CAMPO DOS ECON OMISTAS

FRAN CESES

N O FIM DOS AN OS 90:

LUTAS DE FRON TEIRA,

AUTON OMIA E ESTRUTURA

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n a tu re za d e ssa “ p rofissã o” , su a org a n iza çã o socia l, o ca rá te r d a s q u e stõe s q u e a p e rp a ssa m . Lon g e d e con stitu ir u m sim p le s ca so e xe m p la r p a ra u m a sociolog ia g e ra l d a s p rofissõe s, o u n ive rso d os e con om ista s su scita u m ce rto n ú m e ro d e p rob le m a s te óricos e m e tod ológ icos q u e , ce rta m e n-te , se a p re se n ta m e m g ra u s va ria d os n o e stu d o d e tod a “ p rofissã o” , m a s q u e a q u i sã o “ ra d ica liza d os” .

M u ita s in com p re e n sõe s e e rros n o u so d os te rm os “ ciê n cia e con ôm i-ca ” e “ e con om ista s” e stã o, com e fe ito, lig a d os a o fa to d e e ste s con stitu íre m se m p íre ob je to d e d isp u ta , e n ã o “ id e n tid a d e s p rofission a is” com p le -ta m e n te form a liza d a s e e s-ta b iliza d a s. O m u n d o d os e con om is-ta s, n a Fra n ça com o e m ou tros lu g a re s, é m u ito m a is d ife re n cia d o e h e te rog ê n e o d o q u e fre q ü e n te m e n te se p e n sa , in clu sive n os tra b a lh os q u e ve rsa m sob re a “ p rofission a liza çã o” d os e con om ista s (C oa ts 1993). A n oçã o d e ca m p o, p or su a ve z, p e rm ite e vita r a s visõe s crista liza d a s d o q u e é u m “ e con om ista ” e a s d e fin içõe s a p riori d a q u ilo q u e é a “ p rofissã o” d e e co-n om ista , su a s co-n orm a s e sp e cífica s, se u s h á b itos e tc.1. As d e fin içõe s d e e con om ista e d e ciê con cia e cocon ôm ica sã o ob je to d e d isp u ta con o se io d e u m e sp a -ço socia l p a rticu la r, q u e te m su a s le is, su a lóg ica , su a s re la çõe s d e força e su a s op osiçõe s p róp ria s. Q u a is sã o a s p rop rie d a d e s d e sse u n ive rso socia l e sp e cífico? Em p a rticu la r, com o sã o d e fin id a s e m a n tid a s su a s fron te ira s? Q u a l é se u g ra u d e a u ton om ia e e m re la çã o a q u e u n ive rsos? Q u a l é a e stru tu ra in te rn a d e sse ca m p o? Te n ta re i a q u i re sp on d e r a e sta s q u e stõe s, isto é , ca ra cte riza r o lu g a r d a s lu ta s d e cla ssifica çã o, d e te rm in a r a n a tu re -za e o g ra u d e a u ton om ia d e sse ca m p o, e m ostra r su a e stru tu ra in te rn a .

As lut as de f ront eira

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cam p o, ou se ja , a os lim ite s d a illu sio com p a rtilh a d a p e los a tore s d o ca m -p o. N o ca so d os e con om ista s, n ã o e xiste e m -p a rte a lg u m a cod ifica çã o e con trole e strito d a n oçã o d e “ e con om ista ” (Kla m e r e C ola n d e r 1990), e o e fe ito d e cam p o lim ita -se a o con ju n to d os a g e n te s q u e p a rticip a m d o jog o e m q u e con siste a te n ta tiva d e p rod u zir u m d iscu rso e con ôm ico cie n tífico, o a cre d ita r n a p ossib ilid a d e d e u m a “ ciê n cia e con ôm ica ” ou , a o m e n os, d e u m a d iscip lin a e con ôm ica .

Se ria u m e rro con sid e ra r com o p e rte n ce n te s a o ca m p o a p e n a s os e con om ista s a ca d ê m icos, d a d o e le s e sta re m cre d e n cia d os p e la s in stitu i-çõe s a ca d ê m ica s com a p osse d o con h e cim e n to e con ôm ico “ p u ro” ou “ te órico” . Pa ra a m a ior p a rte d os h istoria d ore s e sociólog os d a “ p rofissã o” (C oa ts 1993; Wh itle y 1984), os e con om ista s te óricos d e fin e m m a is su til-m e n te o n ú cle o d u ro d a p rofissã o, situ a n d o-se os d e til-m a is e til-m su a p e rife ria (cu ja e xte n sã o e lim ite s, tod a via , ra ra m e n te sã o d iscu tid os). De sd e a re vo-lu çã o m a rg in a lista d os a n os 1870, te r-se -ia con stitu íd o, e m torn o d a te oria n e oclá ssica , u m g ru p o d e p rofission a is d a e con om ia lig a d o a u m m od e lo d e a tivid a d e cie n tífica “ m od e rn a ” , b a se a d o n a op osiçã o e n tre ciê n cia p u ra e va lore s, cu jo tra b a lh o con sistiu e m u n ifica r, p a d ron iza r e ra cion a -liza r a s p rá tica s e os h á b itos d os e sp e cia lista s. Te ría m os a ssistid o a ssim a u m p roce sso clá ssico d e e sp e cia liza çã o d iscip lin a r e m torn o d os g u a rd iã e s d a te oria p u ra , e rig id a e m in stâ n cia ú ltim a d e con sa g ra çã o (C a ro 1983). Um a ve z re a liza d a a p rim e ira e ta p a d e d e fin içã o p rofission a l, a “ p rofissã o” te ria com e ça d o a e ste n d e rse a lé m d a e sfe ra in icia l e , p a ra le la m e n -te , a s id é ia s e con ôm ica s n ã o -te ria m ce ssa d o d e se d ifu n d ir n o re sta n -te d o siste m a socia l (H a ll 1989; C ola n d e r e C oa ts 1990).

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À q u e stã o “ o q u e é u m e con om ista ?” , u m e con om ista d a Dire ction d e la Pré vision2 d o M in isté rio d a Fa ze n d a (q u e é ta m b é m d ou tora n d o e m m a croe con om ia n a Un ive rsid a d e d e Pa ris I) re sp on d e u : “ com o tod o m u n-d o, e u ch a m o e con om ista s a s p e ssoa s q u e se p a re ce m com a q u e la s q u e tra b a lh a m a o re d or d e m im com o e con om ista s” (En tre vista , 1993). Esta d e fin içã o, tota lm e n te g e n é rica , su g e re a im p ortâ n cia d a p roxim id a d e e d a d istâ n cia n a q u a lifica çã o d e u m a g e n te com o “ e con om ista ” . O u tro e con o-m ista d o M in isté rio d a Fa ze n d a con te stou , n a o-m e so-m a é p oca , o fa to d e se ch a m a r “ e con om ista ” à m a ior p a rte d os m e m b ros re cé m -n om e a d os3 d o C on se il d e Politiq u e M on é ta ire d o Ba n q u e d e Fra n ce , “ con se rva n d o” n e ssa ca te g oria a p e n a s u m jorn a lista q u e , e n tã o, fa zia p a rte d e u m a com issã o form a d a p or e sp e cia lista s e m a n á lise d e con ju n tu ra [con jon ctu -riste s] n o se io d e su a p róp ria in stitu içã o. N o M in isté rio d a Fa ze n d a , u m e con om e trista , q u e tive ra fu n çõe s d e con se lh e iro d e p olítica e con ôm ica , q u a lificou com o “ e con om ista ” o d ire tor d o Te sou ro, fu tu ro p re sid e n te d o Ba n q u e d e Fra n ce e d e p ois in d ica d o p a ra a d ire çã o d o Ba n co C e n tra l e u rop e u , J e a n -C la u d e Trich e t, se n d o con te sta d o p or m u itos e con om ista s a ca d ê m icos: lice n cia d o e m ciê n cia s e con ôm ica s, m a s e n arq u e*e in sp e tor d e fin a n ça s, e sse a lto fu n cion á rio fe z tod a a su a ca rre ira n a a d m in istra çã o fin a n ce ira . Du ra n te a ca m p a n h a p re sid e n cia l d e 1995, u m e scritor q u e fe z fortu n a e scre ve n d o b e st-se lle rs, Pa u l-Lou p Su litze r, a p re se n tou -se n a te le visã o com o “ e con om ista ” , e m b ora su a com p e tê n cia e con ôm ica re co-n h e cid a re sid isse p rico-n cip a lm e co-n te , com tod a ce rte za , e m te r e scrito u m rom a n ce in titu la d o M on e y4. Um tra b a lh o sob re a s d e sig n a çõe s d e e con o-m ista n o W h o’s W h o in Fran ce re ve la a e xtre m a d ive rsid a d e d a s p osiçõe s p rofission a is, d a s p rop rie d a d e s socia is e d a e scola rid a d e d a q u e le s q u e se a u tod e n om in a m “ e con om ista s” (Le b a ron 1996). En fim , a p rova m a is ca -b a l d e ste p on to a d vé m , ta lve z, d o fa to d e q u e , a o lon g o d e sta p e sq u isa sociológ ica sob re os e con om istas fran ce se s, o a u tor d e sta s lin h a s te n h a sid o, com fre q ü ê n cia , con sid e ra d o com o u m “ e con om ista ” p e los sociólo-g os e , a p ós vá ria s p u b lica çõe s, p or ce rtos e con om ista s.

O u tro p rob le m a d e fron te ira e stá n a n oçã o d e “ e con om ista fra n cê s” . Se ria le g ítim o isola r u m su b ca m p o d o ca m p o m u n d ia l d os e con om ista s, n o con te xto a tu a l d e in te rn a cion a liza çã o q u e ta m b é m a fe ta e ssa p rofis-sã o?5 C e rtos e con om ista s ofe re ce m u m a re sp osta — p ositiva — a e ssa q u e stã o n a s d iscu ssõe s p rofission a is q u e tê m lu g a r, p rin cip a lm e n te , e n tre “ a ca d ê m icos” a p rop ósito d a s d ife re n ça s e n tre a p rofissã o e con ôm ica n a

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Eu rop a e n os Esta d os Un id os (p or e xe m p lo n a re vista a le m ã Ky k los). N os d ife re n te s p a íse s e u rop e u s, a e con om ia a ssu m e form a s e sp e cífica s, lig a -d a s à im p ortâ n cia re la tiva -d os fin a n cia m e n tos e -d o e m p re g o p ú b lico, -d a s ca rre ira s p olítico-a d m in istra tiva s e tc., o q u e e stá a ssocia d o a tom a d a s d e p osiçã o fre q ü e n te m e n te m a is “ in te rve n cion ista s” , m a is “ k e yn e sia n a s” (Fre y e Eich e n b e rg e r 1992). Um a p a rte im p orta n te d a p e sq u isa e con ôm i-ca p a re ce b a sta n te in te rn a cion a liza d a , m a s tra ta -se , n a ve rd a d e , d e u m se tor e sp e cífico d a p rod u çã o e m ciê n cia e con ôm ica , con ce rn e n te sob re tu -d o a os p e sq u isa -d ore s q u e e fe tiva m e n te p u b lica m e m re vista s in te rn a cio-n a is — p ou co cio-n u m e rosos, m e sm o e cio-n tre os u cio-n ive rsitá rios q u e cocio-n trola m a s ca rre ira s a ca d ê m ica s n a cion a is n o se io d o C on se il N a tion a l d e s Un ive rsité s (C N U)6(C om b e s e Lin n e m e r 1999) —, fa ze m ca rre ira in te rn a -cion a l (p a ssa n d o p e lo M a ssa ch u se tts In stitu te of Te ch n olog y (M IT) ou Fu n d o M on e tá rio In te rn a cion a l (FM I), ou p e lo Ba n co M u n d ia l) ou , a in d a , os d ife re n te s im p orta d ore s, se m d ú vid a n u m e rosos, d e te cn olog ia s d e p olítica e con ôm ica ou d e a n á lise fin a n ce ira a m e rica n a s (J ob e rt e Th é re t 1994; Dra k e 1993; Ke lse y 1995).

Se le va rm os e m con ta o con ju n to d o ca m p o fra n cê s, ob se rva re m os q u e a s e sfe ra s p olítica s e m id iá tica s fu n cion a m com o fon te s d e p re stíg io e sp e cifica m e n te n a cion a l. A cria çã o d o C on se il d ’An a lyse Écon om iq u e , d o p rê m io d e “ m e lh or e con om ista fra n cê s” e a e xistê n cia d e a ssocia çõe s n a cion a is (a o m e n os q u a tro g ra n d e s a ssocia çõe s g e n e ra lista s con corre m p a ra a d e fin içã o d a id e n tid a d e socia l d o e con om ista : a Associa tion Fra n -ça ise d e Scie n ce Écon om iq u e (AFSE), a Associa tion N a tion a le d e s Doc-te u rs e n Scie n ce Écon om iq u e , a Associa tion Fra n ça ise d e s Écon om isDoc-te s d ’En tre p rise e a Socié té d ’Écon om ie Politiq u e ) e a té m e sm o d e org a n iza -çõe s com o o C on se il N a tion a l d e s Un ive rsité s e o C e n tre N a tion a l d e la Re ch e rch e Scie n tifiq u e (C N RS) (in stâ n cia s n a cion a is d e con trole e d ire çã o d a s ca rre ira s), a p on ta m p a ra u m a e sp e cificid a d e q u e ju stifica o isola -m e n to, a o -m e n os e -m u -m a p ri-m e ira a n á lise , d o ca -m p o d os e con o-m ista s fra n ce se s.

A autonomia do campo da economia

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h ip óte se s p re se n te s7. O ca m p o d os e con om ista s p a re ce , à p rim e ira vista , d ota d o d e tra ços ca ra cte rísticos d e u m a forte a u ton om ia : u m a lin g u a g e m m u ita s ve ze s e xtre m a m e n te e soté rica , b a sta n te d ista n cia d a d o se n so com u m ; p roce d im e n tos sofistica d os d e in te g ra çã o d os jove n s in icia n te s; n orm a s té cn ica s p róp ria s; e xistê n cia d e tra d içõe s in te le ctu a is, d e corre n -te s, d e ca -te g oria s d e cla ssifica çã o q u e lh e sã o e sp e cífica s (“ n e oclá ssi-ca s” , “ p ós-k e yn e sia n a ” , “ n ova m a croe con om ia clá ssissi-ca ” , “ m a rxista ” , “ n e o-rica rd ia n a ” , “ con ve n cion a lista ”8e tc.); crité rios p róp rios d e a va lia -çã o e u m siste m a d e g ra tifica -çã o com o p rê m io N ob e l (Rou x e Sou lié 1991:VII) n o top o e d ive rsa s e ta p a s in te rm e d iá ria s. Esse ca m p o é in te g ra -d o cie n tifica m e n te , com o m ostra a u n ifica çã o -d os cu rsu s d e e con om ia e m torn o d e trê s p ólos: m icroe con om ia , m a croe con om ia e e con om e tria . O p re d om ín io d e crité rios in te rn os d e a va lia çã o é o re su lta d o d e u m p roce s-so d e a u ton om iza çã o com p a rá ve l à q u e le q u e se p rod u ziu n a física , n a q u ím ica , n a b iolog ia e tc., a p a rtir d a “ re volu çã o cie n tífica ” d os sé cu los XVI e XVII (Sh a p in e Sh a ffe r 1993). Aliá s, n a Fra n ça , n o in ício d os a n os 90, org a n izou -se u m colóq u io sob re o te m a : “ A e con om ia n ã o se torn ou u m a ciê n cia d u ra ?” (D’Au tu m e e C a rte lie r 1995). Vá rios p a rticip a n te s re sp on d e ra m p ositiva m e n te , e h oje p a re ce e xistir n o p a ís, e n tre os e co-n om ista s (a o m e co-n os e co-n tre p rofe ssore s u co-n ive rsitá rios e p e sq u isa d ore s), u m con se n so e m torn o d a re p re se n ta çã o d a e con om ia com o u m a ciê n cia “ q u a se -n a tu ra l” . Som e n te e con om ista s d e p re stíg io, e p a rcia lm e n te a fa s-ta d os d a s lu s-ta s p rofission a is (com o Ed m on d M a lin va u d ), p od e m p e rg u n -ta r-se , d e m od o p rovoca tivo, “ p or q u e os e con om is-ta s n ã o fa ze m d e sco-b e rta s” (M a lin va u d 1996).

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h ip óte se d e q u e o ca m p o é forte m e n te a u tôn om o é d e se n volvid a p or vá rios p rofe ssore s u n ive rsitá rios e p e sq u isa d ore s, re cru ta d os e a va lia d os p or se u s p a re s, p u b lica n d o e m re vista s se g u n d o crité rios form a is d e a va -lia çã o. Ta l h ip óte se ig n ora a p re se n ça n o ca m p o d e ou tros tip os d e e con om ista s, q u e tra b a lh a om n o om u n d o e om p re sa ria l ou a d om in istra tivo e con -q u ista ra m p a rte d e su a n otorie d a d e n e sse s e sp a ços p a rticu la re s. O ra , e sse s e con om ista s n ã o sã o n e m re cru ta d os n e m a va lia d os se g u n d o crité -rios u n ica m e n te a ca d ê m icos, lig a d os a p e n a s à “ p rod u çã o cie n tífica ” . Ao m e sm o te m p o coe xiste m d ife re n te s in stâ n cia s d e con sa g ra çã o, d istin ta s fon te s d e ca p ita l sim b ólico q u e , fre q ü e n te m e n te , con corre m e n tre si e re m e te m a d ife re n te s d e fin içõe s d e e con om ista . O s e con om ista s m a is m a te m á ticos sã o re p e tid a m e n te critica d os p e lo fa to d e se re m m a is m a te -m á ticos d o q u e e con o-m ista s e n ã o se in te re ssa re -m p or p rob le -m a s e con ôm icos re a is, ôm a s a p e n a s p or e n ig ôm a s (p u z zle s) lóg icos ou forôm a is. É p re ciso, ta m b é m , le m b ra r a s im p orta n te s flu tu a çõe s n os p roce ssos d e re cru -ta m e n to u n ive rsitá rio e a d m in istra tivo e m fu n çã o d a s m u d a n ça s p olítica s, a s lóg ica s d e p rod u çã o e con trole (e a té m e sm o d e ce n su ra ) d a s a n á lise s e con ôm ica s n a s org a n iza çõe s b u rocrá tica s9, e con ôm ica s e p olítica s, e a im p ortâ n cia d a s con d içõe s d e fin a n cia m e n to d a p e sq u isa n o a p a re cim e n -to h istórico e n o d e se n volvim e n -to d os tra b a lh os, m e sm o q u a n d o sã o p e r-ce b id os com o os m a is a u tôn om os10. A d e p e n d ê n cia e m re la çã o a o ca m p o p olítico é p a rticu la rm e n te forte : o fa to d e e ste con ce d e r à s “ com p e tê n cia s e con ôm ica s” u m lu g a r ce n tra l, e sp e cia lm e n te d e sd e o sé cu lo XIX, e a e sca la d a d o m ovim e n to op e rá rio, sã o m a n ife sta çõe s d os m ú ltip los vín cu los q u e torn a m o d e stin o d a d iscip lin a in d issociá ve l d o e sta d o d a s re la -çõe s d e força n o ca m p o p olítico.

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A est rut ura do campo

Um ú ltim o a rg u m e n to e m fa vor d a h ip óte se d e fra ca a u ton om ia d o ca m p o d os e con om ista s p od e se r e n con tra d o n a su a p róp ria e stru tu ra . C om e fe i-to, u m ca m p o m u ito a u tôn om o d e ve , ta m b é m , log ica m e n te , ca ra cte riza r-se p or u m a e stru tu ra m u ito d ife re n cia d a com re la çã o à q u e la d o e sp a ço socia l g lob a l q u e o e n volve e , e m p a rticu la r, e m re la çã o a o ca m p o d o p od e r. É o con trá rio o q u e se ob se rva n o ca so d os e con om ista s fra n ce se s. O ca m p o d os e con om ista s p od e se r d e scrito com o u m p rism a on d e o con-ju n to d o ca m p o d o p od e r se re fra ta d e m od o m u ito fie l (Le b a ron 1997). Pa ra p ôr e m e vid ê n cia su a e stru tu ra , re corre m os a os m é tod os d e a n á lise g e om é trica d os d a d os — n e ste ca so, à a n á lise d a s corre sp on d ê n cia s m ú l-tip la s —, a ssim com o a u m a sé rie d e e n tre vista s (ce rca d e cin q ü e n ta ) e a ob se rva çõe s d ire ta s re a liza d a s e m d ive rsa s oca siõe s (colóq u ios, con fe rê n-cia s, d e fe sa s d e te se s e tc.).

A p rim e ira op osiçã o q u e org a n iza o ca m p o corre sp on d e e strita m e n -te a o volu m e d e ca p ita l cie n tífico g lob a l d e tid o p e los e con om ista s. Ela os d istin g u e , e m p rim e iro lu g a r, con form e a re la çã o q u e m a n tê m com o m u n d o d a s u n ive rsid a d e s (“ n ã o u n ive rsitá rios” v e rsu s a “ u n ive rsid a d e d e p rovín cia ” ); e m se g u n d o lu g a r, con form e o tip o d e form a çã o su p e rior q u e p ossu e m (Polité cn ica , EN SAE, a a u sê n cia d e d ip lom a u n ive rsitá rio e m e con om ia v e rsu s a ag ré g ation* e m ciê n cia s e con ôm ica s) e , p or ú ltim o, con form e o loca l d e re sid ê n cia (os b a irros b u rg u e se s d e Pa ris v e rsu s a re sid ê n cia n o in te rior). Um a p a rte im p orta n te d a va riâ n cia d o p rim e iro e ixo e stá n a op osiçã o socia l m u ltiform e q u e se e sta b e le ce u , n a Fra n ça , e n tre Pa ris e o in te rior, e n tre a s g ra n d e s e scola s e a u n ive rsid a d e , e e n tre o m u n d o e m p re sa ria l, d a a d m in istra çã o e d a p olítica e o m u n d o a ca d ê m i-co. A p roje çã o d a orig e m socia l com o e le m e n to su p le m e n ta r con firm a e sta in te rp re ta çã o: e m u m p ólo e n con tra m -se os e con om ista s oriu n d os d a b u rg u e sia e d a a ristocra cia ; n o ou tro, a q u e le s p roce d e n te s d a s cla sse s p op u la re s e m é d ia s11.

A se g u n d a op osiçã o corre sp on d e ta m b é m a u m p rin cíp io q u e e stru -tu ra o ca m p o d o p od e r e o e sp a ço d a s cla sse s d om in a n te s, p ois d istin g u e os p od e re s p olíticos e e con ôm icos d os p od e re s in te le ctu a is e té cn icos. En con tra m -se , e m u m p ólo, e con om ista s cu ja a u torid a d e d e p e n d e p rim or-d ia lm e n te or-d e su a ob ra p e ssoa l (com o Eor-d m on or-d M a lin va u or-d , p rofe ssor n o C ollè g e d e Fra n ce e fu n d a d or d a e scola fra n ce sa d os “ e q u ilíb rios a p re

-*N . T. – A g ré g ation : siste m a d e a d m issã o, p or con cu rso, d e p rofe ssore s e m lice u s e fa cu ld a d e s n a

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ços fixos” , ou Rob e rt Boye r, orie n ta d or d e p e sq u isa s n o C N RS e orie n ta -d or -d e e stu -d os n a École -d e s H a u te s Étu -d e s e n Scie n ce s Socia le s (EH ESS), u m d os fu n d a d ore s d a “ e scola d a re g u la çã o”12). N o ou tro, e stã o os e con o-m ista s o-m a is lig a d os a os p od e re s e con ôo-m icos e p olíticos (a n tig os ou a tu a is m in istros, d irig e n te s d e e m p re sa s, e con om ista s d e b a n cos e d e in stitu i-çõe s fin a n ce ira s e tc.). O vín cu lo com a s e m p re sa s e com o ca m p o p olítico stricto se n su (isto é , a a re n a e le itora l) e a d istâ n cia d o m u n d o u n ive rsitá rio e d a a d m in istra çã o corre sp on d e m à ocu p a çã o d e u m a p osiçã o vin cu -la d a a o e xe rcício d e u m a form a d e p od e r e m p a rte in d e p e n d e n te d a p rod u çã o rod e te oria s ou rod e rod iscu rsos p rofission a is e sp e cíficos. A ta xa rod e cita -çã o n o S ocial S cie n ce Citation In d e x (u tiliza d a a q u i d e m od o re la tiva m e n -te “ g rosse iro” , p ois fize m os a som a d a s cita çõe s d os e con om ista s d u ra n -te u m a n o) op õe os d e te n tore s d e u m a le g itim id a d e p rin cip a lm e n te “ in te r-n a ” (ob tid a ju r-n to a os p a re s) a u m a le g itim id a d e “ e xte rr-n a ” , lig a d a à s d e m a n d a s socia is m ú ltip la s (p olítica s, g e re n cia is, m id iá tica s...), d e q u e a e con om ia é ob je to, e d a q u a l a p re se n ça n o W h o’s W h o in Fran ce é u m in d ica d or. Aliá s, a té m e sm o os p rod u tore s m a is “ a u tôn om os” sã o, a tra vé s d a a d m in istra çã o, d e con tra tos d e p e sq u isa e tc., d e p e n d e n te s d e força s e xte rn a s13.

Um a te rce ira op osiçã o re m e te a o g ra u d e e n volvim e n to d os e con om ista s n a s in stitu içõe s a ca d ê om ica s ou b u rocrá tica s n a cion a is e , in ve rsa -m e n te , co-m o -m u n d o a n g lo-sa xã o (a -m e rica n o). Ela op õe os a g e n te s q u e e stu d a ra m n os Esta d os Un id os, e sã o ou p e sq u isa d ore s fixa d os n a Fra n ça , com o J e a n Tirole (Tou lou se , M IT), ou h om e n s p olíticos cu ja form a çã o su p e rior ocorre u n os Esta d os Un id os, d e u m la d o, a os e con om ista s m a is d ire ta m e n te e n volvid os com a vid a cie n tífica e in te le ctu a l n a cion a l, m e m -b ros d e a ssocia çõe s com o a Associa tion Fra n ça ise d e Scie n ce Écon om iq u e (AFSE) ou a Socié té d ’Écon om ie Politiq u e , d e ou tro14.

A e stru tu ra d o ca m p o d os e con om ista s fra n ce se s corre sp on d e , p orta n -to, a u m a e stru tu ra e n con tra d a n o e stu d o d o ca m p o d o p od e r (Bou rd ie u 1979; 1989). Ela d istin g u e n ã o a p e n a s o volu m e g lob a l d e ca p ita l cie n tífi-co, m a s ta m b é m d u a s form a s d om in a n te s d e sse ca p ita l e n tre os e con om is-ta s (p olítico e e con ôm ico, p or u m la d o; in te le ctu a l e té cn ico, p or ou tro) e , e m u m te rce iro e ixo, os e con om ista s in scritos e m u m e sp a ço in te rn a cion a l e a q u e le s m a is n a cion a is. Re sta ria e stu d a r, é cla ro, a m a n e ira p e la q u a l e ssa e stru tu ra se con stitu iu h istorica m e n te , e se u ca rá te r e sp e cifica m e n te “ fra n cê s” .

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-ce ta n to m a is com o ob je to d e d isp u ta s e sse n cia is q u a n to e ste ca m p o se a p re se n ta com o p ou co a u ton om iza d o e m re la çã o a os p od e re s e xte rn os (n ota d a m e n te , e con ôm icos e p olíticos). Do m e sm o m od o, su a e stru tu ra in te rn a te n d e a a p re se n ta r forte s a n a log ia s com a e stru tu ra d o e sp a ço socia l m a is a m p lo n o q u a l e stá in scrito. Re su lta d a í q u e a n oçã o d e “ p ro-fissã o” , fre q ü e n te m e n te in voca d a p e los p róp rios e con om ista s p a ra d e s-cre ve r se u u n ive rso, é a q u i p a rticu la rm e n te e n g a n a d ora , p ois te n d e a d a r u m a visã o in te g ra d a , u n ifica d a e a u tôn om a d e u m e sp a ço socia l h e te ro-g ê n e o, fra ro-g m e n ta d o e h e te rôn om o.

Not a M et odológica

A p e sq u isa d e ca m p o foi re a liza d a , p rin cip a lm e n te , e n tre 1992 e 1996. Ela con sistiu e m ob se rva çõe s d ire ta s (e m colóq u ios, se m in á rios, d e fe sa s d e te se e tc.), e m u m a sé rie d e e n tre vista s (e m torn o d e cin q ü e n ta ) com e con om ista s re p re se n ta tivos d os d ife re n te s p ólos, n a e xp lora çã o d e d a d os e sta tísticos já e xiste n te s ou cole ta d os (p e sq u isa p or q u e stion á rio ju n to a e stu d a n te s d o EN SAE, p e sq u isa s “ p rosop og rá fica s” sob re , p or e xe m p lo, os e con om ista s p re se n te s n o W h o’s W h o e m 1969-70, 1989-90, 1994-95, sob re os a u tore s d a s M é lan g e s Écon om iq u e s. Essais e n l’H on -n e u r d ’Ed m o-n d M ali-n v au d , ou , a i-n d a , sob re os e co-n om ista s q u e se p osi-cion a ra m p u b lica m e n te q u a n d o d a crise socia l d e n ove m b ro/ d e ze m b ro d e 1995).

Um a p e sq u isa sob re a tota lid a d e d o ca m p o d os e con om ista s fra n ce -se s e m m e a d os d os a n os 90 foi fe ita e m 1997. A d e te rm in a çã o d e u m a p o-p u la çã o “ re o-p re se n ta tiva ” d o ca m o-p o foi o-p a rticu la rm e n te d e lica d a o-p or con-ta d a m u ltip licid a d e d os p rin cíp ios d e d e fin içã o con corre n te s. O p te i p or re sp e ita r e ssa m u ltip licid a d e , con stru in d o u m a a m ostra ra zoá ve l, re p re -se n ta tiva d o con ju n to d os a g e n te s e ficie n te s, a p a rtir d e fon te s d ive rsa s: a n u á rios d e a ssocia çõe s, d icion á rios e ob ra s b iog rá fica s, livros cole tivos, d ocu m e n tos p ú b licos, in form a çõe s d ire ta s e tc. A a m ostra con sid e ra d a n a a n á lise d a s corre sp on d ê n cia s m ú ltip la s, sob re a q u a l se b a se ia o te xto, con ta com 220 e con om ista s. O s e con om ista s d o in te rior, os m aître s d e con fé re n ce s e os p rofe ssore s u n ive rsitá rios n ã o titu la re s a í e stã o, n ota d a m e n -te , su b -re p re se n ta d os (se com p a ra rm os a os d a d os, e sp a rsos, q u e d isp o-n h o sob re o coo-n ju o-n to d o ca m p o).

(11)

Propriedades sociais: se xo, id a d e , p rofissã o d o p a i, p re se n ça n o W h o’s W h o 1994-95, fa m ília n o Bottin M on d ain e m 1986, loca l d e re sid ê n cia , loca l d e tra b a lh o, p e rte n cim e n to a u m a corp ora çã o e sta ta l.

Trajet ória e t ít ulos acadêmicos: p a ssa g e m p or u m a g ra n d e e scola , d ip lom a u n ive rsitá rio e m e con om ia , d ip lom a cie n tífico, d ip lom a e m ciê n cia s h u m a n a s, d ip lom a e m ciê n cia s p olítica s, d ip lom a e m g e stã o, d ip lom a ou form a çã o n os Esta d os Un id os.

Posição e t rajet ória prof issional: in stitu içã o u n ive rsitá ria , ca rg o u n ive rsitá -rio, in stitu içã o a d m in istra tiva , ca rg o a d m in istra tivo, se tor e con ôm ico d a e m p re sa , ca rg o n a e m p re sa , re sp on sa b ilid a d e p olítica , crôn ica m id iá tica , tra je tória p rofission a l, p re se n ça n o C N U.

Filiação a associações: Associa tion Fra n ça ise d e Scie n ce Écon om iq u e (AFSE), C om itê Dire tor d a AFSE, Socié té d ’Écon om ie Politiq u e (SEP), Associa tion N a tion a le d e s Docte u rs e n Scie n ce Écon om iq u e e t e n G e s-tion (AN DESE), C e rcle d e s Écon om iste s, Ap p e l d e s Écon om iste s p ou r Sortir d e la Pe n sé e Un iq u e , Ré p e rtoire d e s Écon om iste s N on C on form iste s (cf. We ille r e C a rrie r 1994), a ssocia çã o in te rn a cion a l g e n e ra -lista , a ssocia çã o in te rn a cion a l e sp e cífica , a ssocia çã o fin a n ce ira (Associ-a tion d ’Écon om ie Fin (Associ-a n ciè re (AEF) e Associ(Associ-a tion Fr(Associ-a n ç(Associ-a ise d e Fin (Associ-a n ce (AFFI)).

Not oriedade: d istin çã o cie n tífica , cita çõe s n o S ocial S cie n ce Citation In d e x (SSC I), a rtig os n o Le M on d e e m 1995.

Tomadas de posição cient íf ica: ca m p o d e e sp e cia liza çã o, corre n te , form a li-za çã o m a te m á tica , e d itor.

Tomadas de posição polít ica: tom a d a d e p osiçã o p ú b lica e m d e ze m b ro d e 1995, m ilitâ n cia p olítica n otória , m ilitâ n cia p olítica p a ssa d a .

A “ a n á lise d a s corre sp on d ê n cia s m ú ltip la s” (AC M ) p e rm ite e xp lora r a e stru tu ra d a s a ssocia çõe s e n tre a s d ife re n te s va riá ve is con sid e ra d a s. O con ju n to d e va riá ve is a tiva s d a a n á lise foi e scolh id o p a ra e xp lora r a s p ro-p rie d a d e s d e tra je tória e d e ro-p osiçã o d os a g e n te s. Em u m a se g u n d a fa se , p roje te i a s va riá ve is d e tom a d a s d e p osiçã o com o e le m e n tos su p le m e n ta re s, o q u e sig n ifica con sid e rá la s com o va riá ve is “ e xp lica d a s” p e la e stru -tu ra (cf. Le b a rt e t alii 1995:122-123), con form e o voca b u lá rio d a re g re ssã o. A AC M p e rm ite , a ssim , com b in a r d e scriçã o e xp lora tória a p rofu n d a d a com h ip óte se s “ e xp lica tiva s” .

(12)

Propriedades sociais: se xo (2), W h o’s W h o 1994-95 (2), Bottin M on d ain (2), loca l d e re sid ê n cia (5 m od a lid a d e s: Pa ris 5è m e, 8è m e, 16è m e, N e u illy/ ou tros b a irros d e Pa ris/ ou tra re g iã o p a risie n se / in te rior/ N SP).

Trajet ória e t ít ulos acadêmicos: d ip lom a e m ciê n cia s e con ôm ica s (4 m od a li-d a li-d e s: se m / ag ré g ation / li-d ou tora li-d o/ DES e m e n os), Polité cn ica (2), EN SAE (2), Pon ts*(2), H EC (2), IEP d e Pa ris (2), ou tro d ip lom a cie n tífico (2), d ip lo-m a e lo-m le tra s, d ire ito, ciê n cia s p olítica s (2), d ip lolo-m a e lo-m g e stã o (2), d ip lolo-m a ou form a çã o n os Esta d os Un id os (2).

Posição e t rajet ória prof issional: in stitu içã o u n ive rsitá ria (10 m od a lid a d e s: se m / Pa n th é on (Pa ris I e Pa ris II)/ Pa ris IX (Dau p h in e )/ Pa ris X (N an te rre )/ ou tros b a irros d e Pa ris e re g iã o p a risie n se / u n ive rsid a d e d o in te -rior/ C N RS/ EH ESS/ IEP e C N AM / ou tra g ra n d e e scola ), in stitu içã o a d m i-n istra tiva (6 m od a lid a d e s: se m / C om issa ria d o d e Pla i-n e ja m e i-n to e org a i-n is-m os a fin s/ in stitu içõe s in te rn a cion a is/ IN SEE e DP/ Ba n q u e d e Fra n ce e in stitu içõe s fin a n ce ira s p ú b lica s/ ou tra s), se tor e con ôm ico e m p re sa ria l (3 m od a lid a d e s: se m ob je to/ in d ú stria , org a n iza çõe s p rofission a is, con se -lh o/ b a n co, se g u ros, fin a n ça s), cron ista m id iá tico (2), re sp on sa b ilid a d e s p olítica s (3 m od a lid a d e s: se m / e le ito loca l (a té d e p u ta d o)/ e le ito ou d iri-g e n te n a cion a l), m e m b ro d o com itê d ire tor d a AFSE (2).

Filiação a associações: AFSE (2), AN DESE (2), SEP (2) C e rcle d e s Écon o-m iste s (2), Ap p e l d e s Écon oo-m iste s p ou r Sortir d e la Pe n sé e Un iq u e (2).

Not oriedade: cita çõe s n o S ocial S cie n ce Citation In d e x (3 m od a lid a d e s: 0/ 1 a 10/ m a is d e 10), a rtig os n o Le M on d e e m 1995 (3 m od a lid a d e s: se m / a u tor d e a rtig o/ te m a d e a rtig o).

Fora m p roje ta d os com o e le m e n tos su p le m e n ta re s:

Posição no campo (dados complement ares): fu n cion á rio p ú b lico (3 m od a lid a -d e s: se m / a -d m in istra -d or ou in sp e tor g e ra l -d o IN SEE/ a lta b u rocra cia ), ca rg o u n ive rsitá rio (3 m od a lid a d e s: se m ob je to/ titu la r (m aître s d e con fé re n ce s ou p rofe ssor)/ p rofe ssor-a ssocia d o), ca rg o a d m in istra tivo (4 m od a lid a d e s: se m ob je to/ d ire tor ou su b d ire tor/ ou tro fu n cion á rio/ con se lh e iro cie n tífico), ca rg o n a e m p re sa (4 m od a lid a d e s: se m te m a / d irirg e n te e xe cu tivo su p e -rior/ d ire tor d e e stu d os e con ôm icos/ con su ltor), tra je tória p rofission a l (7 m od a lid a d e s: som e n te u n ive rsid a d e / som e n te a d m in istra çã o/ e m p re sa (e u n ive rsid a d e ou a d m in istra çã o)/ a d m in istra çã o + u n ive rsid a d e / a d m in istra -çã o + e m p re sa + u n ive rsid a d e / u n ive rsid a d e + p olítica / ou tra ), p rofissã o d o

(13)

p a i (13 m od a lid a d e s: N SP/ e m p re g a d o, op e rá rio/ e xe cu tivo m é d io/ a g ricu ltor, a rte sã o e com e rcia n te / p rofe ssor, p rofissã o in te le ctu a l/ e xe cu tivo su p e -rior p ú b lico/ e xe cu tivo su p e -rior p riva d o/ e n g e n h e iro/ a lto fu n cion á rio/ ofi-cia l/ p rofissã o m é d ica / p rofissã o ju ríd ica / p a trã o, e m p re sá rio), p a ssa g e m p e la EN S d a Ru e d ’Ulm (2), e d itor p rin cip a l (10 m od a lid a d e s: se m /Econ ôm i-ca/ PUF/ PUF + Econ ôm ica/ e d itor g e n e ra lista / e d itor m ilita n te / La Dé cou -v e rte / e d itor u n i-ve rsitá rio/ e d itora s u n i-ve rsitá ria s, e d itora s d e in stitu içõe s cie n tífica s/ e d itor a d m in istra tivo), h on ra s cie n tífica s (6 m od a lid a d e s: Prê m io N ob e l, m e d a lh a C N RS, C ollè g e d e Fra n ce / p rê m io ou a d m issã o n o In stitu-to/ p rê m io a ca d ê m ico n a cion a l/ p rê m io a ca d ê m ico in te rn a cion a l/ p rê m io d o N ou v e l Écon om iste/ ou tro p rê m io e m p re sa ria l), p a ssa g e m p or u m g a b in e te m in iste ria l (3 m od a lid a d e s: se m / g a b in e te d e e sq u e rd a / g a b in e te d e d ire i-ta ), m e n çã o n o L’Écon om ie N on con form iste e n Fran ce au X X S iè cle , org a -n iza d o p or J . We ille r e B. C a rrie r (2), m e m b ro d e u m a a ssocia çã o fn a -n ce i-ra (2), d e u m a a ssocia çã o in te rn a cion a l (3 m od a lid a d e s: se m / g e n e i-ra lis-ta / e sp e cia liza d a ), p re se n ça n o C on se il N a tion a l d e s Un ive rsité s — se çã o d e ciê n cia s e con ôm ica s — e m 1996 (2).

Tomadas de posição cient íf ica: ca m p o d e e sp e cia liza çã o (9 m od a lid a d e s: m a croe con om ia , p olítica e con ôm ica / m icroe con om ia , e con om e tria / m oe d a , fin a n ça s/ e con om ia d o d e se n volvim e n to e d os p a íse s socia lista s, e con o-m ia re g ion a l, o-m e io a o-m b ie n te / e con oo-m ia in d u stria l, g e stã o/ con ju n tu ra / e co-n om ia ico-n te rco-n a cioco-n a l/ e coco-n om ia d o tra b a lh o, e coco-n om ia socia l/ e coco-n om ia g e ra l, h istória d o p e n sa m e n to), corre n te (7 m od a lid a d e s: N SP/ k e yn e sia -n a / lib e ra l/ ou tra -n e oclá ssica / co-n ve -n çõe s e re g u la çã o/ m a rxista / ou tra h e te rod oxa ), form a liza çã o (3 m od a lid a d e s: + / = / -).

Tomadas de posição polít ica: tom a d a d e p osiçã o e m d e ze m b ro d e 1995 (5 m od a lid a d e s: se m / Ap e lo Rosa / a p e lo d e a p oio à s g re ve s e a p oio/ Esp rit e p osiçõe s in te rm e d iá ria s/ Ap e lo De b on n e u il e con d e n a çã o d a s g re ve s), m ilitâ n cia p olítica n otória (4 m od a lid a d e s: se m / e sq u e rd a socia lista / e sq u e rd a n ã o socia lista / d ire ita ), m ilitâ n cia p a ssa d a (3 m od a lid a d e s: se m / e sq u e rd a / e xtre m a -e sq u e rd a ).

Os gráficos

(14)

-tos m é d ios d os fa tore s e stru tu ra n te s: tom a d a d e p osiçã o e m d e ze m b ro d e 1995, m ilitâ n cia p olítica n otória p re se n te e p a ssa d a , corre n te , ca m p o d e e sp e cia liza çã o, e d itor (G rá fico 2) e c) a n u v e m d os p on tos re p re se n tan d o a con ce n tração d os in d iv íd u os sob re a b ase d os d ois p re ce d e n te s. O s g rá -ficos fora m re a liza d os com o p rog ra m a Ey e LID-216 e o AC M com o p ro-g ra m a A DDA D.

Re ce b id o e m 10 d e fe ve re iro d e 2000 Ap rova d o e m 29 d e ju n h o d e 2000

Tra d u çã o: Eloisa Ara ú jo Rib e iro e J oã o Lu iz Rib e iro

Fré d é ric Le b a ron é p rofe ssor d e sociolog ia n a Un ive rsid a d e d e Pica rd ie -J u le s Ve rn e s e p e sq u isa d or n o C e n tre d e Sociolog ie Eu rop é e n n e (C ollè g e d e Fra n -ce , École d e s H a u te s Étu d e s e n Scie n -ce s Socia le s, C e n tre N a tion a l d e la Re ch e rch e Scie n tifiq u e ), e sp e cia liza d o e m sociolog ia e con ôm ica e m e tod o-log ia . Pu b licou La Croy an ce Écon om iq u e (2000), a lé m d e a rtig os e m re vista s

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Notas

1 Sob re os p e rig os d e ssa ca te g oria n a tiva , cf. Bou rd ie u (1992:211-215).

2 A “ DP” é u m d os p rin cip a is org a n ism os e sta ta is on d e é p rod u zid a , d ifu n

-d i-d a e re tra -d u zi-d a u m a ciê n cia e con ôm ica volta -d a p a ra a a çã o p ú b lica . Em b ora e la fosse re la tiva m e n te “ p lu ra lista ” n os a n os 70, se u ca rá te r “ ortod oxo” a firm ou -se n os a n os 80.

3 Em 1994, o Ba n q u e d e Fra n ce torn ou se “ in d e p e n d e n te ” , a fim d e sa tisfa

-ze r à s con d içõe s d o Tra ta d o d e M a a strich t, n a p e rsp e ctiva d e cria çã o d e u m a m oe d a e u rop é ia ú n ica . Um “ C on se lh o d e Política M on e tá ria ” com p osto d e n ove “ sá b ios” foi n om e a d o n a q u e la oca siã o.

4 Au tor d e rom a n ce s p a ra o g ra n d e p ú b lico q u e fize ra m g ra n d e su ce sso

n a cion a l e in te rn a cion a l n os a n os 80, Pa u l-Lou p Su litze r e sp e cia lizou -se e m h istó-ria s d e g ra n d e s m an ag e rs e h e róis d a e con om ia .

5 A p rop ósito, ve r C oa ts (1997).

6 O C on se il N a tion a l d e s Un ive rsité s é a in stâ n cia ce n tra l (n a cion a l) d e a va lia

-çã o d os p rofe ssore s-p e sq u isa d ore s. Ele forn e ce “ q u a lifica çõe s” e m d ife re n te s n íve is d e g ra d u a çã o (m e stre d e con fe rê n cia s, p rofe ssor) q u e p ossib ilita m a ca n d id a tu ra a u m a u n ive rsid a d e , se n d o, e n tã o, a va lia d os p or u m a “ com issã o d e e sp e cia lista s” com p osta , a u m só te m p o, p or p rofe ssore s u n ive rsitá rios d o p a ís e d o e xte rior.

7 Pa ra u m a ju stifica çã o d e sse tip o d e m e tod olog ia , cf. Sim ia n d (1932).

8 A Escola d a s C on ve n çõe s, con stitu íd a n os a n os 80 e m torn o d e O livie r

Fa ve re a u , An d ré O rlé a n , Rob e rt Sa la is, La u re n t Th é ve n ot, d e se n volve u m a n ova va ria n te d e e con om ia in stitu cion a lista , ce n tra d a n o p rob le m a d a “ coord e n a çã o” d a s a çõe s e con ôm ica s. Ela in scre ve -se n o q u a d ro d o in d ivid u a lism o m e tod ológ ico, m a s p rop õe u m a ve rsã o a m p lia d a a form a s d e ra cion a lid a d e q u e o “ m od e lo-p a d rã o” n ã o le va e m con ta .

9 Sob re a Dire çã o d a Pre visã o e os órg ã os d e e stu d os “ in d e p e n d e n te s” , cf.

J ob e rt e Th é re t (1994).

10As flu tu a çõe s d os con te ú d os d a s p e sq u isa s e m fu n çã o d os fin a n cia m e n tos

p ú b licos e p riva d os fora m , a té a g ora , p ou co e stu d a d a s e m e con om ia , p or tra ta r-se d e u m te m a d ifícil p or ra zõe s e vid e n te s d e a ce sso à in form a çã o.

11As va riá ve is q u e m a is con trib u e m p a ra a in é rcia d o p rim e iro e ixo (7,49%

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r-sitá rio e m e con om ia (0,117), o loca l d e re sid ê n cia (0,109), a EN SAE (0,069) e os vín cu los com e m p re sa s (0,061). N o p ólo d o g ra n d e volu m e d e ca p ita l, a s ca te g o-ria s q u e con trib u e m com m a is d e 0,03 sã o a Polité cn ica (0,096), a fa lta d e d ip lom a u n ive rsitá rio e m e con om ia (0,065), a EN SAE (0,057) e a re sid ê n cia e m b a irros b u r-g u e se s d e Pa ris (0,039) e n ã o u n ive rsitá rios (0,033). N o ou tro p ólo, e n con tra m -se u n ive rsid a d e d e p rovín cia (0,063), re sid ê n cia n o in te rior (0,062) e a ag ré g ation e m

ciê n cia s e con ôm ica s (0,035). Sob re a s ta xa s d e va riâ n cia m od ifica d a s, ve r Rou a n e t e Le Rou x (1993:267).

12A d e n om in a çã o “ Escola d a Re g u la çã o” a g ru p a n ota d a m e n te os tra b a lh os

d e M ich e l Ag lie tta , Rob e rt Boye r, Ala in Lip ie tz e tc. O riu n d a d e u m a va ria n te h e te -rod oxa d o m a rxism o, e la in sp ira -se , ta m b é m , n a m a croe con om ia d e Ka le ck i e n os tra b a lh os d a Escola H istórica d os A n n ale s.

13As va riá ve is q u e m a is con trib u e m p a ra a in é rcia d e sse se g u n d o e ixo

(6,38% d e in é rcia g lob a l, ou se ja , u m va lor p róp rio d e 0,11 e u m a ta xa m od ifica d a d e 23,92% ) sã o os vín cu los com a s e m p re sa s (0,107), a p osiçã o u n ive rsitá ria (0,106), a p osiçã o a d m in istra tiva (0,089), o n ú m e ro d e cita çõe s n o S ocial S cie n ce Citation In d e x (0,087), a p re se n ça n o W h o’s W h o in Fran ce (0,068), o d ip lom a u n

i-ve rsitá rio e m e con om ia (0,061). Do la d o d os p od e re s e con ôm icos e p olíticos, a s m od a lid a d e s q u e con trib u e m com m a is d e 0,03 p a ra a form a çã o d o e ixo sã o: IEP d e Pa ris (0,048), Pa ris IX-Da u p h in e (0,043), b a n co ou in stitu içã o fin a n ce ira (0,043), in d ú stria ou con se lh o (0,043), “ C e rcle d e s Écon om iste s” (0,042), W h o’s W h o in Fran ce (0,039), “ Associa tion N a tion a le d e s Docte u rs e n Scie n ce Écon om iq u e e t e n

G e stion ” (0,039), H EC (0,031). N o ou tro p ólo fig u ra m “ m a is d e 10 cita çõe s n o

S S CI” (0,067), fa lta d e d ip lom a u n ive rsitá rio e m e con om ia (0,045), IN SEE-DP

(0,040), Polité cn ico (0,037), EN SAE (0,033).

14As va riá ve is q u e m a is con trib u e m p a ra a in é rcia d o te rce iro e ixo (4,83% , ou

se ja , u m va lor p róp rio d e 0,09 e u m a ta xa m od ifica d a d e 9,81% ) sã o a p osiçã o u n i-ve rsitá ria (0,155), o p e rte n cim e n to à AFSE (0,108), o loca l d e re sid ê n cia (0,095), a p a ssa g e m p e los Esta d os Un id os (0,084), o d ip lom a u n ive rsitá rio e m e con om ia (0,072) e a s re sp on sa b ilid a d e s p olítica s (0,070). N o p ólo m a is e xte rior a o e sp a ço n a cion a l, a s m od a lid a d e s q u e m a is con trib u e m sã o os e stu d os n os EUA (0,073), n ã o-p e rte n ci-m e n to a AFSE (0,052), o d ou tora d o e ci-m ciê n cia s e con ôci-m ica s (0,040), C N RS (0,035), u m ou tro d ip lom a e m ciê n cia s (0,032), u m d ip lom a e m g e stã o (0,031), a p osiçã o d e e le ito ou d irig e n te p olítico n a cion a l (0,031) e d e e le ito ou d irig e n te p olítico loca l (0,031). N o p ólo m a is n a cion a l fig u ra m m e m b ros d a AFSE (0,057), d a Socié té d ’É-con om ie Politiq u e (0,038), d a EN SAE (0,037), d o com itê d ire tor d a AFSE (0,036), d o Ba n q u e d e Fra n ce (0,031), d e b a n cos e in stitu içõe s fin a n ce ira s (0,030).

15As a n á lise s p ósfa toria is e a e xp lora çã o d e su b n u ve n s e d e n u ve n s d e riva

d a s sã o fa cilm e n te re a liza d a s com a a ju d a d o p rog ra m a Eye Lid . Eye Lid foi d e se n -volvid o p or Be rn a rd , Rou a n e t e Ba ld y, d o G ru p o M a te m á tica s e Psicolog ia , Un ive rsité Re n é De sca rte s. Ve r Be rn a rd J .M ., Ba ld y R., Rou a n e t H . (1988), “ Th e La n g u a g e for In te rrog a tin g Da ta LID” . In : Did a y (e d .), Data A n aly sis an d

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Resumo

A n oçã o d e e con om ista , lon g e d e sim-p le s e e vid e n te , é ob je to d e n u m e rosa s lu ta s d e d e fin içã o. O e xe m p lo d o ca mp o d os e con om ista s fra n ce se s, a n a lisa -d o a p a rtir -d e u m con ju n to -d e e n tre vista s, ob se rva çõe s d e d a d os p rosop og rá ficos, re ve la ce rta s ca ra cte rística s d e s -sa s lu ta s. Esta s op õe m d e te n d ore s d e form a s d ife re n cia d a s d e ca p ita l, q u e e s-tã o e la s m e sm a s e m corre sp on d ê n cia com p osiçõe s d istin ta s n o ca m p o d o p o-d e r. N e ssa s lu ta s, e stã o e m q u e stã o a o m e sm o te m p o a a u ton om ia e a e stru tu -ra d e sse ca m p o cie n tífico. A f-ra ca a u to-n om ia re la tiva d o ca m p o d a ciê to-n cia e con ôm ica se fa z a com p a n h a r d e u m a forte h om olog ia e n tre a e stru tu ra d e sse ca m p o e a q u e la d o ca m p o d o p od e r fra n cê s e m se u con ju n to.

Palavras-chave Econ om ista s, C iê n cia Econ ôm ica , C a m p o C ie n tífico, Au ton o -m ia , Lu ta s Si-m b ólica s

Abst ract

Th e con ce p t of th e e con om ist, ra th e r th a n b e in g a sim p le a n d e vid e n t on e , is th e ob je ct of n u m e rou s con flictin g d e fi-n itiofi-n s. Th e e xa m p le of th e fie ld of Fre n ch e con om ists, a s a n a lyse d in a se t of in te rvie w s a n d th e ob se rva tion of p rosp og ra p h ica l d a ta , re ve a l ce rta in ch a ra cte ristics of th e se con flicts. Th e se stru g g le s op p ose th ose w h o d e ta in d if-fe re n tia te d form s of ca p ita l, w h ich a re th e m se lve s in corre sp on d e n ce w ith d is-tin ct p osition s in th e fie ld of p ow e r. Th e se con flicts p u t in to q u e stion b oth th e a u ton om y a n d th e stru ctu re of th is scie n tific fie ld . Th e re la tive ly w e a k a u -ton om y of th e fie ld of e con om ica l sci-e n csci-e s is follow sci-e d b y a stron g h om olog y b e tw e e n th e stru ctu re of th is fie ld a n d th a t of th e fie ld of Fre n ch p ow e r in its e n tire ty.

Referências

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