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Relatório estágio profissional

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Academic year: 2021

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ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS 2

2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 2

2.1. Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia 3

2.2. Estágio Parcelar de Saúde Mental 3

2.3. Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar 4

2.4. Estágio Parcelar de Pediatria 4

2.5. Estágio Parcelar de Cirurgia 5

2.6. Estágio Parcelar de Medicina 6

2.7. Estágio Opcional de Oncologia Médica 6

3. REFLEXÃO CRÍTICA 7

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1. INTRODUÇÃO E OBJETIVOS

O sexto e último ano do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) é um ano de Estágio Profissionalizante (EP), após o qual se espera que o aluno esteja apto para iniciar o seu exercício médico, pondo em prática não só os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso, mas também as atitudes e competências pessoais desenvolvidas nestes anos. Corresponde assim à transição entre a faculdade e a atividade que realizaremos durante toda a nossa carreira.

O EP engloba seis estágios parcelares: Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Mental, Medicina Geral e Familiar, Pediatria, Cirurgia e Medicina. O plano curricular do sexto ano ano do MIM inclui ainda um Estágio Opcional e a unidade curricular de Preparação para a Prática Clínica.

Com o presente relatório, pretendo apresentar as atividades desenvolvidas ao longo do ano. Encontra-se dividido em três partes distintas. Na primeira parte, refiro a introdução e os objetivos. Seguidamente, apresento uma breve descrição das atividades realizadas e por fim, uma reflexão crítica relativamente às mesmas. Em anexo, incluo ainda diplomas de atividades extracurriculares e elementos valorativos.

Ao longo do EP, estabeleci alguns objetivos, dos quais destaco: aprofundar e consolidar os conhecimentos teóricos-práticos; desenvolver um raciocínio clínico estruturado de acordo com as boas práticas; olhar para o doente como um todo e não só a patologia em questão; sedimentar a colheita da história clínica, a realização do exame objetivo, a discussão das hipóteses diagnósticas e a personalização do tratamento; melhorar a comunicação, não só com profissionais de saúde mas também com doentes e familiares, privilegiando a prestação de cuidados humanizados; integrar a equipa de forma proativa e com sentido de responsabilidade e, por fim, desenvolver competências que me permitirão ser autónoma no futuro.

É natural que este ano represente um misto de emoções, expetativas e receios. É esperado que estejamos à altura dos desafios que nos são colocados no dia-a-dia, pois na maioria dos estágios somos vistos como parte integrante da equipa. Ainda que seja a primeira vez no curso que me é dada tamanha responsabilidade e, assim, crie expetativas relativamente a mim mesma e às minhas capacidades, estas expetativas trazem consigo o receio de falhar e de não conseguir ultrapassar as minhas limitações. É um ano decisivo e é impossível não questionar se estou no caminho certo. É também um ano de preserverança e humildade, encarando cada precalço como uma lição neste meu (ainda curto) percurso.

2. SÍNTESE DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

O Estágio Profissionalizante decorreu entre 10/09/2018 e 17/05/2019. Correspondeu, respetivamente, aos estágios de Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Mental, Medicina Geral e Familiar, Pediatria, Cirurgia e Medicina. Por último, realizei o estágio opcional em Oncologia Médica.

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2.1. Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetrícia

O Estágio Parcelar de Ginecologia e Obstetricia, sob a regência da Prof. Doutora Teresinha Simões, decorreu durante quatro semanas, entre 10/09/2018 e 04/10/2018, no Hospital Beatriz Ângelo sob a tutela da Dr.ª Ana Paula Pereira. Estabeleci como objetivos principais: consolidar os conhecimentos teórico-práticos dos anos anteriores, nomeadamente o aperfeiçoamento do exame ginecológico; reconhecer as patologias mais frequentes nesta área e a respetiva abordagem clínica e identificar situações que carecem de referênciação para os cuidados de saúde secundários.

Durante o estágio, assisti a Exames Ginecológicos como histeroscopias e colposcopias. No Bloco Operatório, assisti a várias cirurgias ginecológicas e uroginecológicas e participei como 2º ajudante numa histerectomia vaginal. Semanalmente, frequentei o Serviço de Urgência (SU) onde tive contacto com patologia aguda, como hemorragias, infeções e abortos espontâneos. Durante este período, estive ainda no Bloco de Partos, onde pude assistir a partos eutócicos e distócicos e participei como 2ª ajudante numa cesariana. Pude treinar a realização sistemática do exame ginecológico e do exame objetivo da grávida e a auscultação do foco fetal. Tive ainda possibilidade de assistir a Consultas de Ginecologia, Obstetrícia (incluindo a de Gravidez de Risco e Diabetes Gestacional), Uroginecologia e Senologia. Observei ecografias ginecológicas, obstétricas e uma amniocentese realizada por uma hérnia diafragmática esquerda. Este foi o caso mais marcante do estágio, uma vez que se trata de uma malformação rara com mau prognóstico e assim, foram apresentadas ao casal várias opções, que incluíam a interrupçãp medicamente assistida da gravidez. Este momento correspondeu a um importante momento de aprendizagem, pois fui confrontada com a necessidade de transmitir más notícias e pude observar a forma empática como tal foi feito.

Na componente formativa, estive presente nas reuniões clínicas semanais de Ginecologia e de Obstetrícia, tendo apresentado numa delas o Journal Club sobre o artigo “Endometrioma related-ovarian reduction in ovarian reserve (ERROR): a prospective longitudinal study”, juntamente com duas colegas.

2.2. Estágio Parcelar de Saúde Mental

O Estágio Parcelar de Saúde Mental, sob a regência do Prof. Doutor Miguel Talina, decorreu durante quatro semanas, entre 08/10/2018 e 02/11/2018, no Hospital de Dia do Hospital Fernando da Fonseca (HFF), sob a tutela do Dr. João Carlos Melo. Para este estágio, estabeleci como objetivos principais reconhecer as principais patologias psiquiátricas e a sua terapêutica, aperfeiçoar a realização da entrevista clínica psiquiátrica e combater o meu estigma. A maioria das atividades desenvolvidas ocorreu no Hospital de Dia da Psiquiatria, onde são realizadas diferentes atividades terapêuticas, que têm como objetivo promover a autonomia e integração social dos doentes com patologias psiquiátricas graves como esquizofrenia, doença bipolar, perturbação borderline da personalidade, perturbação delirante e perturbação obsessiva-compulsiva. No SU, pude observar doentes na fase descompensada (ao invés dos doentes observados no

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Hospital de Dia) e treinar as competências da entrevista clínica e da avaliação do estado mental, realizando uma história clínica de uma doente bipolar.

2.3. Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar

O Estágio Parcelar de Medicina Geral e Familiar, sob a regência da Prof. Doutora Isabel Santos, decorreu durante quatro semanas, entre 05/11/2018 e 30/11/2018, na USF dos Plátanos, sob a tutela da Dr.ª Joana Azeredo. Para este estágio, delineei como objetivos: consolidar conhecimentos sobre as patologias mais frequentes nos cuidados de saúde primários, bem como identificar os seus principais fatores de risco e treinar as minhas competências comunicacionais, a fim de direcionar a entrevista clínica e tentar estabelecer a melhor relação médico-doente. Durante este período, fui completamente integrada na USF. Acompanhei e participei ativamente nas Consultas de Saúde de Adultos, Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus, Planeamento Familiar, Saúde Materna, Saúde Infantil e Juvenil e Doença Aguda. Contrariamente ao ano anterior, tive a possibilidade de realizar domicílios, que vejo como um ponto fundamental da prática desta especialidade, uma vez que permite inferir um conjunto de dados importantes sobre o utente, como por exemplo, a adesão à terapêutica e a adoção de comportamentos de promoção de saúde.

Graças à heterogeniedade das patologias e diferentes faixas etárias observadas nesta especialidade, pude treinar a colheita de anamnese e a realização do exame objetivo com as particularidades inerentes a cada grupo. Tive ainda oportunidade de orientar com o apoio da minha tutora, Consultas de Saúde de Adultos e Doença Aguda.

2.4. Estágio Parcelar de Pediatria

O Estágio Parcelar de Pediatria, sob a regência do Prof. Doutor Luís Varandas, decorreu durante quatro semanas, entre 03/12/2018 e 11/01/2019, no Hospital D. Estefânia, sob a tutela da Dr.ª Paula Kjöllerström. Uma vez que a minha tutora se dedica predominantemente à Hematologia Pediátrica, foi nesta subespecialidade que passei a maioria do meu estágio. Pude contactar de perto com patologias que até agora tinham surgido meramente de forma académica, como Hemofilia, Doença de von Willebrand, Policitémia Vera, Drepanocitose e Trombocitopénia Imune Primária.

A presença semanal no SU permitiu-me observar patologias agudas mais frequentes na criança, nomeadamente do foro gastrointestinal e respiratório, treinando não só o raciocínio clínico rápido mas também a comunicação com este grupo particular de doentes.

O principal objetivo do estágio foi reconhecer as patologias pediátricas mais frequentes e aprofundar a sua abordagem. Outro dos objetivos era a abrangência do estágio, pelo que tentei percorrer diversas valências da Pediatria, assistindo a Consultas de Imunoalergologia e Endocrinologia. Durante este período, frequentei ainda as Consultas Externas de Hematologia e o Internamento. Estas três atividades distintas

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permitram-me treinar as capacidades de colheita da anamnese e da realização do exame objetivo, bem como colocar hipóteses de diagnóstico e realizar propostas terapêuticas.

Relativamente à componente formativa, assisti diariamente às reuniões de passagem de doentes, realizei e discuti uma história clínica sobre uma adolescente com Trombocitopénia Imune Primária diagnosticada no decurso da investigação de Doença Inflamatória Intestinal e, juntamente com as minhas colegas, apresentei o trabalho denominado “As apps na doença crónica”.

2.5. Estágio Parcelar de Cirurgia

O Estágio Parcelar de Cirurgia, sob a regência do Professor Doutor Rui Maio, decorreu durante oito semanas, entre 21/01/2019 e 15/03/2019, no Hospital Beatriz Ângelo (HBA), sob a tutela do Dr. Gonçalo Luz. No início, delineei alguns objetivos: aprofundar o conhecimento da abordagem ao doente cirúrgico, quer em contexto eletivo, quer em contexto de urgência; treinar as técnicas de assépsia e desinfeção, tão importantes na prevenção de infeção hospitalar; familiarizar-me com as patologias cirúrgicas mais prevalentes e, por fim, adquirir e treinar competências na pequena cirurgia.

O estágio dividiu-se em quatro partes: uma semana com seminários teórico-práticos e o curso de Trauma Evaluation and Management no HBA, uma semana de SU, quatro semanas em Cirurgia Geral e duas semanas de Opcional. Escolhi Gastroenterologia, pois foi uma das minhas áreas de interesse no quinto ano e dividi o meu tempo entre o Bloco de Exames e a Consulta Externa. Pude contactar com algumas das patologias que depois foram referenciadas à Cirurgia, bem como rever conceitos teóricos previamente adquiridos no quinto ano, que foram muito úteis nas semanas de Cirurgia.

Na Cirurgia, a minha atividade distribuiu-se entre a Enfermaria, a Consulta Externa, o Bloco Operatório e o SU. Contactei com patologia gastroesofágica, biliar, tiroideia, hérnias e cirurgia de obesidade. Tive a oportunidade de participar como 3ª ajudante em duas cirurgias, uma hernioplastia e uma gastrectomia total.

Relativamente à componente formativa, assisti semanalmente às reuniões de serviço e apresentei, juntamente com uma colega, o trabalho “Um Bypass à Esclerose Sistémica” no Mini-Congresso Final. O caso do Mini-Congresso foi o mais marcante deste estágio. Tratou-se de um doente de 55 anos com Esclerose Sistémica submetido a uma gastrojejunostomia por sintomas de disfagia e refluxo gastroesofágico refratários à terapêutica médica. Tornou-se pertinente não só por a Esclerose Sistémica ser uma patologia rara, com a qual poderei não voltar a contactar, mas também pelo facto de necessitar de correção cirúrigica, o que não é comum, pois a doença é controlada com terapêutica médica na maioria dos casos.

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2.6. Estágio Parcelar de Medicina

O Estágio Parcelar de Medicina, sob a regência do Prof. Doutor Fernando Nolasco, decorreu durante oito semanas, entre 18/03/2019 e 17/05/2019, no Serviço de Medicina III do Hospital S. Francisco Xavier, sob a tutela da Dr.ª Susana Jesus. Os principais objetivos foram: sistematizar a avalição do doente no SU e na enfermaria, elaborar propostas terapêuticas e melhorar a comunicação com o doente e seus familiares e outros profissionais de saúde.

Fui integrada na equipa, tendo a meu cargo diariamente dois doentes. O trabalho assistencial na enfermaria incluía o exame objetivo diário, a elaboração do diário clínico e notas de alta, a requisição e interpretação de exames complementares de diagnóstico, a discussão dos doentes com a equipa e a apresentação dos doentes na visita semanal. Deste modo, foi possível acompanhar a evolução dos doentes ao longo do internamento, estabelecendo uma relação de proximidade e empatia. No internamento, realizei gasimetrias arteriais e eletrocardiogramas e assisti à colocação de catéteres venosos centrais e à realização de ecocardiogramas e paracenteses diagnósticas e evacuadoras.

Durante o período de estágio, acompanhei a minha tutora semanalmente nas Consultas Externas e no SU. No que diz respeito às Consultas Externas, pude constatar a complexidade do doente referenciado à Medicina Interna e o quão importante é ter em conta a multimorbilidade na sua abordagem.

No estágio, contactei com doentes em final de vida. Ainda que esta seja uma realidade nas enfermarias de Medicina Interna, fui pela primeira vez confrontada com ela. Recordo o caso de um doente de 84 anos transferido para a nossa enfermaria por uma encefalopatia hipóxico-isquémica após 20 dias nos Cuidados Intensivos. Houve a necessidade de pedir o apoio da Unidade de Cuidados Paliativos para intermediar a comunicacação com a família e e só desta forma é que o prognóstico foi aceite pela família. Este caso relembrou-me não só a complexidade e dificuldade da transmissão de más notícias, mas também que por vezes é necessário pedir a colaboração de equipas mais treinadas, que são fundamentais no final de vida dos doentes.

No âmbito formativo, assisti a sessões teórico-práticas e sessões clínicas, numa das quais apresentei o trabalho “Abordagem ao doente com... Derrame Pleural”.

2.7. Estágio Opcional de Oncologia Médica

Ainda que não integre o Estágio Profissionalizante, incluo no presente relatório o Estágio Opcional de duas semanas em Oncologia Médica, pelos contributos que trouxe à minha formação, pois é uma das minhas áreas de particular interesse. Optei por realizá-lo no Hospital Beatriz Ângelo, sob a orientação do Prof. Doutor José Luís Passos Coelho, entre 20/05/2019 e 31/05/2019. Neste período, não fui atribuída a um tutor específico, o que me permitiu assistir a consultas de diferentes médicos e assim, contactar com diferentes abordagens ao doente.

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Apesar de ter sido observacional, permitiu-me perceber melhor em que consiste o dia-a-dia desta especialidade, participando ativamente na consulta e assistindo a outros componentes do Serviço, como as Consultas de Decisão Terapêutica (CDT). As CDT consistem em reuniões multidisciplinares, nas quais são delineadas estratégias diagnósticas e terapêuticas individualizadas para os doentes discutidos.

3. REFLEXÃO CRÍTICA

Ao terminar o sexto ano e, com ele, a formação pré-graduada, encerra-se uma etapa fundamental no meu percurso, não só académico, mas também pessoal. Ao longo do ano fui criando grandes expetativas para a reta final e, inerentemente, surgiram também dúvidas, receios e dificuldades. Neste sentido, realço o papel preponderante de cada estágio parcelar na resolução destas inseguranças, permitindo-me adquirir ferramentas profissionais e pessoais que me farão encarar a minha atividade médica de forma mais confiante, ainda que se trate de uma aprendizagem contínua.

Considero ter atingido os objetivos a que me propus, tanto no âmbito científico, na prestação de cuidados assistenciais e nas relações interpessoais. Procurei tirar o máximo partido de cada estágio, inserindo-me na equipa médica e percorrendo as diferentes valências de cada especialidade. Tive a oportunidade de aperfeiçoar as minhas competências de abordagem diagnóstica e estratégia terapêutica num âmbito multidisciplinar. Tornei-me mais ciente da necessidade de uma correta comunicação não só com os familiares e cuidadores, mas também com os restantes profissionais de saúde e assim, adquiri um conjunto de competências que me permitirão ser autónoma no futuro.

O primeiro estágio deste ano foi o de Ginecologia e Obstetrícia, que contribuiu bastante para reforçar o meu interesse por esta especialidade. A rotatividade diária do estágio permitiu-me contactar com as diferentes valências da Ginecologia e Obstetrícia, tendo, assim, uma visão abrangente das atividades realizadas no dia-a-dia. Pude ainda colmatar algumas das falhas que tinham permanecido do estágio do quarto ano, como a realização de exame ginecológico.

O estágio de Saúde Mental teve especial importância, uma vez que a doença mental é transversal a qualquer área. Ainda que tenha sido maioritariamente observacional, permitiu-me encarar a doença mental de forma mais humanizada, uma vez que pude contactar com doentes estabilizados e assim perceber o quão importante é a reinserção na sociedade para manutenção da saúde destes doentes. A nível pessoal, contribuiu positivamente para a diminuição do estigma com que todos nós, enquanto profissionais de saúde, nos deparamos diariamente. Ainda assim, foi o estágio que ficou mais aquém das expetativas, pois ao passar a maioria do tempo no Hospital de Dia e acompanhar os doentes nas suas atividades, não tirei partido das restantes valências, como o Internamento e a Consulta Externa. Uma melhoria do EP poderia passar por assegurar esta rotatividade, nomeadamente no HFF, correspondendo uma semana a cada valência (Hospital de Dia, Internamento, Consulta Externa e SU).

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Seguiu-se o estágio de Medicina Geral e Familiar, que me permitiu uma visão abrangente da dinâmica dos cuidados de saúde primários. Uma das mais-valias do estágio foi a realização de domícilios, uma vez que contactei mais proximamente com a realidade que a maioria dos utentes enfrenta e apercebi-me melhor das dificuldades socioeconómicas e da escassez de apoio na comunidade. Desta forma, parto para a prática clínica mais ciente destas dificuldades. Face à grande heterogeneidade da especialidade, este estágio ajudou-me a desenvolver raciocínio médico orientado por problemas, estabelecendo prioridades e agindo de acordo com as mesmas. A nível pessoal, pude treinar a escuta terapêutica, apercebendo-me do lugar privilegiado que a relação médico-doente toma nesta especialidade. Foi, sem dúvida, um dos estágios em que senti uma maior evolução das minhas competências ao longo das semanas, a par do estágio de Medicina Interna.

No estágio de Pediatria, tal como referido anteriormente, realizei o estágio na subespecialidade de Hematologia e ainda que tenha tentado diversificar ao máximo a minha atividade, acabei por estar incluída maioritariamente nesta valência, observando assim patologias específicas desta área. Realço o papel preponderante do SU para colmatar esta lacuna, permitindo-me contactar com as patologias mais frequentes da idade pediátrica e treinar o raciocínio clínico rápido, o que será fulcral no próximo ano.

O estágio de Cirurgia deste ano permitiu-me contactar com patologias que não tinha contactado no terceiro ano. Destaco o interesse do tutor na partilha de conhecimento e é por este motivo que desejava que fosse possível despender mais tempo com os tutores, pois quatro semanas não é suficiente. Tendo em conta a abrangência da especialidade, gostava ainda que fosse possível algum tempo de rotação entre as diferentes equipas, de forma a contactar com o maior número de patologias possíveis. Contudo, o principal ponto negativo deste estágio foi não haver possibilidade de treinar as técnicas de sutura na pequena cirurgia, uma vez que no ano que se avizinha estas competências serão importantes.

O estágio de Medicina excedeu as minhas expetativas por completo. Foi sem dúvida o maior desafio deste ano e um dos estágios que mais contribuiu para a minha formação, não só académica como também pessoal. Ao terminar o Estágio Profissionalizante desta forma, pude ver cumpridos os objetivos delineados no início. Fui parte integrante da equipa e tinha as mesmas funções e responsabilidades dos outros membros. O nível de exigência esperado fez-me crescer e tornar-me melhor profissional.

O estágio de Oncologia Médica teve um papel importante não só na minha formação académica, mas também a nível pessoal. Escolhi retornar a este Serviço não só por a Oncolgia ser uma das minhas áreas de interesse, mas também pelo excelente estágio que tive no quinto ano. Serviu ainda para reforçar a convicção de que relação próxima entre o médico e o doente influencia positivamente a adesão à terapêutica, o que se torna particularmente preponderante no contexto oncológico.

Globalmente, encaro o Estágio Profissionalizante como um ano muito gratificante a nível académico e pessoal. Ao longo deste ano, reforcei a necessidade do enfoque no doente e da sua abordagem na vertente biopsicossocial. A maturação progressiva do raciocínio das hipóteses de diagnóstico, da interpretação dos

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exames complementares de diagnóstico e do manuseamento terapêutico personalizado possibilitou-me o desenvolvimento de ferramentas indispensáveis à prestação de cuidados assistenciais. No final deste ano, sinto-me mais preparada para ingressar na prática clínica, reconhecendo que tenho ainda um longo caminho a percorrer.

Simultaneamente, durante o curso, procurei envolver-me em atividades extracurriculares que me expusessem a diferentes realidades, alargando, assim os meus horizontes. Na vertente pessoal, destaco a atividade continuada na Liga dos Amigos do Hospital S. Francisco Xavier, onde durante vários anos realizei voluntariado em contexto hospitalar. Esta proximidade moldou desde cedo a forma como encaro o doente, permitindo-me vê-lo de outra forma, não focada apenas na patologia, mas sim no ser humano que se encontra à minha frente. Permitiu-me também perceber melhor os receios dos doentes e arranjar estratégias que me permitam contorná-los. Participei no Natal Diferente e no Hospital da Bonecada, ambos organizados pela Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Médicas (AEFCM). A primeira atividade reforçou o voluntariado em meio hospitalar, enquanto o Hospital da Bonecada me permitiu treinar a comunicação com crianças, uma das minhas maiores dificuldades, o que se provou útil no estágio de Pediatria. Tive ainda oportunidade de participar no Apoio aos Sem-Abrigo, na Comunidade Vida e Paz, contactando assim com uma população vulnerável, com a qual nem sempre é fácil a comunicação.

Na componente formativa, realizei um Curto Estágio Médico em Férias (CEMEF) em Medicina Geral e Familiar, na USF Monte Pedral e um Peclicuf em Hemato-Oncologia no Hospital Cuf Infante Santo, duas áreas pelas quais tenho muito interesse. Tive ainda possibilidade de participar no Twinning, um projeto de intercâmbio europeu entre estudantes de medicina, neste caso com estudantes austríacos, que me permitiu experienciar o que é ser estudante de medicina em Viena durante uma semana. Tive igualmente a oportunidade de acolher e partilhar a minha experiência como estudante de medicina em Lisboa com uma colega austríaca.

Por fim, este trajeto não teria sido possível sem a orientação e a transmissão de conhecimentos teórico-práticos dos meus professores e tutores nos diferentes estágios, a cooperação e interajuda de outros profissionais de saúde e colegas ou os doentes com quem tanto aprendi. Termino assim, com um agradecimento especial a todos os que contribuíram para o meu percurso, tornando-o ainda mais gratificante e que ajudaram a cumprir o meu grande sonho: tornar-me Médica.

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4. ANEXOS

Certificado da conferência “iMed Conference 10.0”

iMed Conference® 10.0 Lisbon 2018

— Certificado de Participação

EMITIDO POR:

AEFCM - Associação de Estudantes da NOVA Medical School Campo Mártires da Pátria, 130

1169-056 Lisboa

NOME

Maria Inês Miranda Paulo

DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO

14555770

CÓDIGO DE CERTIFICADO

C-5b072f2300ca5

Evento

iMed Conference® 10.0 Lisbon 2018

03-10-2018 13:30 → 07-10-2018 14:00

The iMed Conference® 10.0 | Lisbon 2018 will take placebetween the 3rd and 7th of October at Teatro Camões and NOVA Medical School

| Faculdade de Ciências Médicas.

Prepare for ground-breaking lectures, practical workshops, challenging competitions and an immersive social programme.

aefcm.up.events

Comprovativo de Emissão de Certificado Electrónico

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Certificado do curso “Avaliação inicial da patologia da coluna vertebral e critérios de referenciação”

Avaliação Inicial da patologia da coluna

vertebral e critérios de referenciação

— Certificado de Participação

EMITIDO POR:

Hospital da Luz Learning Health Rua Carlos Alberto da Mota Pinto, 17-9.º 1070-313 Lisboa

NOME

Maria Inês Miranda Paulo

DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO

14555770

CÓDIGO DE CERTIFICADO

C-5c600a3278d25

Evento

Avaliação Inicial da patologia da coluna vertebral e critérios de referenciação

14-02-2019 20:00 → 14-02-2019 22:00 - Duração: 2 horas

A anatomia da coluna vertebral; a avaliação do doente; como pedir e interpretar o resultado dos Exames Complementares de Diagnóstico; a avaliação de síndromas dolorosos, que podem não ser hérnias, são alguns dos temas focados neste encotro para médicos, que conta também com a discussão de casos clínicos.

PALESTRANTES

learninghealth.up.events

Comprovativo de Emissão de Certificado Electrónico

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Certificado do curso “Casos clínicos interativos de urgências em Pediatria para MGF”

Casos Clínicos Interativos de Urgências em

Pediatria para MGF

— Certificado de Participação

EMITIDO POR:

Hospital da Luz Learning Health Avenida Marechal Teixeira Rebelo, 20 1500-427 Lisboa

NOME

Maria Inês Miranda Paulo DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO

14555770

CÓDIGO DE CERTIFICADO C-5cd1b5c81e480

Evento

Casos Clínicos Interativos de Urgências em Pediatria para MGF

24-05-2019 08:30 → 24-05-2019 17:30 - Duração: 6:30 horas

Atualizar os conhecimentos dos participantes e testar as suas habilidades no que diz respeito ao diagnóstico e terapêutica de diversas situações clínicas é o objetivo deste evento clínico interativo destinado a internos e Médicos de Medicina Geral e Familiar.

learninghealth.up.events

Comprovativo de Emissão de Certificado Electrónico

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Certificado de participação “Natal Diferente”

Natal Diferente Participantes

— Certificado de Participação

EMITIDO POR:

AEFML - Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa

Avenida Professor Egas Moniz Hospital de Santa Maria – Piso 01 1649-035 Lisboa

NOME

Maria Inês Miranda Paulo DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO

14555770

CÓDIGO DE CERTIFICADO C-5a2c2cd933daf

Evento

Natal Diferente Participantes

24-12-2017 08:30 → 24-12-2017 13:00 - Duração: - 4:30 horas

O Natal Diferente é uma das atividades mais emblemáticas da tua Associação de Estudantes, tendo como missão oferecer um sorriso aos pacientes internados durante a manhã do dia 24 de dezembro, impedidos de passar a quadra natalícia nos seus lares, na companhia da sua família e amigos.

aefml.up.events

Comprovativo de Emissão de Certificado Electrónico

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