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Rev. Bras. Reumatol. vol.57 número5

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w w w . r e u m a t o l o g i a . c o m . b r

REVISTA

BRASILEIRA

DE

REUMATOLOGIA

Artigo

original

Ressonância

magnética

pulmonar

é

semelhante

à

tomografia

de

tórax

para

detectar

inflamac¸ão

em

pacientes

com

esclerose

sistêmica

Carolina

de

Souza

Müller

a,∗

,

Danny

Warszawiak

b

,

Eduardo

dos

Santos

Paiva

c

e

Dante

Luiz

Escuissato

d

aUniversidadeFederaldoParaná(UFPR),HospitaldeClínicas,AmbulatóriodeEscleroseSistêmica,Curitiba,PR,Brasil

bUniversidadeFederaldoParaná(UFPR)eUniversidadePositivo,Curitiba,PR,Brasil

cUniversidadeFederaldoParaná(UFPR),DepartamentodeClínicaMédica,DisciplinadeReumatologia,Curitiba,PR,Brasil

dUniversidadeFederaldoParaná(UFPR),DepartamentodeClínicaMédica,DisciplinadeRadiologia,Curitiba,PR,Brasil

informações

sobre

o

artigo

Históricodoartigo:

Recebidoem12defevereirode2015 Aceitoem22dedezembrode2016

On-lineem20defevereirode2017

Palavras-chave:

Esclerosesistêmica Ressonânciamagnética Tomografiacomputadorizada

r

e

s

u

m

o

A doenc¸a intersticial pulmonar (DIP) e a hipertensão arterial pulmonar (HAP) são complicac¸õesprevalentesnaesclerosesistêmica(ES)econstituematualmenteas princi-paiscausasdemorterelacionadasàdoenc¸a.Oreconhecimentoprecisodessascondic¸õesé, portanto,defundamentalimportâncianomanejodospacientes.

Fez-seumestudocom24pacientescomESemacompanhamentonoservic¸ode reuma-tologiadoHospitaldeClínicasdaUniversidadeFederaldoParaná(UFPR)e14voluntários sadioscomobjetivodeavaliarautilidadedoexamederessonânciamagnética(RM)do pul-mãonaavaliac¸ãodaDIPempacientescomES.OsresultadosobtidoscomaRMpulmonar foramcomparadoscomosobtidosnatomografiacomputadorizada(TC)detórax,exame atualmenteconsideradodeeleic¸ãonainvestigac¸ãodaDIPempacientescomES.

Apopulac¸ãoavaliadaerapredominantementecompostapormulherescomidademédia de50anos,EScutânealimitadaetempodedoenc¸adeaproximadamenteseteanos.Na maioriadoscasos,houveconcordânciaentreosachadosnaTCdetóraxeRMdopulmão.Em setratandodeumexameisentoderadiac¸ãoecapazdeidentificarcomadequadaprecisão áreasdeacometimentoinflamatóriodotecidopulmonar,aRMdopulmãoderevelouum exameútil.SãonecessáriosmaisestudosparaavaliarsehávantagemdaRMdopulmão sobreaTCdetóraxnaavaliac¸ãodaatividadedaDIPempacientescomES.

©2017PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´eumartigoOpenAccesssobuma licenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](C.S.Müller).

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbr.2016.12.003

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Pulmonary

magnetic

resonance

imaging

is

similar

to

chest

tomography

in

detecting

inflammation

in

patients

with

systemic

sclerosis

Keywords:

Systemicsclerosis Magneticresonance Computedtomography

a

b

s

t

r

a

c

t

Interstitiallungdisease(ILD)andpulmonaryarterialhypertension(PAH)areprevalent com-plicationsofsystemicsclerosis(SS)andarecurrentlytheleadingcausesofdeathrelatedto thedisease.Theaccuraterecognitionoftheseconditionsisthereforeofutmostimportance forpatientmanagement.

Astudywascarriedoutwith24SSpatientsbeingfollowedattheRheumatology Depart-mentoftheHospitaldeClínicasofUniversidadeFederaldoParaná(UFPR)and14healthy volunteers,withtheobjectiveofevaluatingtheusefulnessoflungmagneticresonance ima-ging(MRI)whenassessingILD inSSpatients.TheresultsobtainedwithlungMRIwere comparedtothoseobtainedbycomputedtomography(CT)ofthechest,currentlyconsidered theexaminationofchoicewheninvestigatingILDinSSpatients.

Theassessedpopulationwaspredominantlycomposedofwomenwithameanageof 50years,limitedcutaneousSS,andadiseasedurationofapproximately7years.Inmost cases,therewasagreementbetweenthefindingsonchestCTandlungMRI.Considering itisaradiation-freeexaminationandcapableofaccuratelyidentifyingareasoflungtissue inflammatoryinvolvement,lungMRIshowedtobeausefulexamination,andfurtherstudies areneededtoassesswhetherthereisanadvantageinusinglungMRIinsteadofchestCT whenassessingILDactivityinSSpatients.

©2017PublishedbyElsevierEditoraLtda.ThisisanopenaccessarticleundertheCC BY-NC-NDlicense(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introduc¸ão

A ES é uma doenc¸a autoimune de causa desconhecida e de distribuic¸ãomundial queafeta,predominantemente, as mulheresnaterceiraouquartadécadasdavidaese carac-terizaporfibrosedapeleedeórgãosinternos,vasculopatiae desregulac¸ãoimune.1,2

AEStemelevadasmorbidadeemortalidade,apresentando atualmentecomoprincipalcausademorteoacometimento pulmonar,naformadedoenc¸aintersticialpulmonar(DIP)e/ou hipertensãoarterialpulmonar(HAP).3,4

ADIPéumacomplicac¸ãobastantecomumdaES,presente

em aproximadamente 50% dos pacientes com ES cutânea

difusa eem atéum quarto dospacientes com ES cutânea limitada.5,6NaES,opadrãodeacometimentointersticial pul-monar mais frequente é o da pneumonia intersticial não específica(PINE),caracterizadopelapresenc¸adeopacificac¸ões em “vidro-fosco”, que representam o acometimento infla-matóriodotecidopulmonar (alveolite),ebronquiectasiase bronquiolectasiasdetrac¸ão,quecorrespondemàfibrosedo parênquimapulmonar. NaPINE,o envolvimentopulmonar comprometepredominantementeoslobosinferiores,é bila-teral e simétrico e apresenta comumente uma adequada respostaaosimunossupressores.3,7

Umavez,portanto,queotratamentodaDIPnaESenvolve o emprego de imunossupressores, esses devem ser inici-ados precocemente na evoluc¸ão da doenc¸a, ou seja, em fasespré-fibróticas,nasquaishajaacometimento inflamató-rio(alveolite)doparênquimapulmonar.Damesmaforma,é plausívelconsiderarqueotratamentoimunossupressor,que

não éisento decomplicac¸ões eefeitos colaterais,deva ser mantidoapenasenquantohouversubstratoinflamatórioem quepossaatuar.

Váriosmétodosestãodisponíveisparaaavaliac¸ãodaDIP na ES, sendo a TC de tóraxo exame maisusado (padrão--ouro). É umexame rápido, amplamente disponível, esua altaresoluc¸ãopermiteumaexcelenteanálisedoparênquima pulmonarquandocomparado,porexemplo,coma radiogra-fia simplesde tórax.Noentanto,emrelac¸ãoaesseúltimo, envolveumadosederadiac¸ãomuitasvezessuperior.8

ComplementandoosachadosdaTCdetórax,sãotambém feitas na investigac¸ão da DIP as provas de func¸ão pulmo-nar,quecompreendemaespirometria,adeterminac¸ãodos volumespulmonares,amedidadedifusãodomonóxidode carbonoeotestedecaminhadadeseisminutos.

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grandesdesafios.13Noentanto,aRMéumexamenãoinvasivo, derelativaaltaresoluc¸ãoelivrederadiac¸ãoionizante.

Emrelac¸ãoàES,noentanto,poucostrabalhosfazem refe-rênciaàaplicac¸ãodaRMparaavaliac¸ãodaDIP,sendoesse examemaisusadoparaanálisedoacometimentocardíacona doenc¸a.14AbaseteóricaparaaRMpulmonarnaavaliac¸ãoda DIPnospacientescomESseriaoaumentodaquantidadede célulasinflamatóriasnospulmões,queocasionaumaumento daquantidadedeprótons,comaumentodosinalnasimagens emT2aoexamedeRM.Emsuma,consideramoshaverum papelparaaRMpulmonarnadiferenciac¸ãoentreadoenc¸a ativadoparênquimapulmonar,com“vidro-fosco”(aumento dosinalnasimagensemT2),eadoenc¸asematividade,com fibroseapenas(ausênciadeaumentodosinalnasimagensem T2).

Oobjetivodeste trabalhoé,portanto,avaliarautilidade daRMpulmonarnaidentificac¸ãodeáreasdeinflamac¸ãodo parênquimapulmonarnospacientescomDIPeES.

Material

e

métodos

Fez-se um estudo transversal que envolveu 24 pacientes comdiagnóstico deESemacompanhamentonoservic¸ode reumatologia doHospital de Clínicas da UFPR e 14 volun-tários sadios (amostragem por conveniência) para compor o grupo controle. Como critérios de inclusão os pacientes deveriamter idade igual ou superiora 18 anose diagnós-ticode ES conformeos critérios do ACR de 1980.15 Foram excluídos: pacientes que apresentavam impedimento para seremsubmetidosaoexamedeRMpulmonar,comoemuso demarca-passo cardíaco oucom próteseauditiva; tabagis-tas; pacientes com comparecimentoirregular às consultas e/ouexameagendados;pacientesqueserecusarama assi-nar o termo de consentimentodo estudo. Os pacientes, a cadavisitaaoambulatório(intervalosdetrêsacincomeses) sãosubmetidosaexameslaboratoriaisderotina etambém avaliadosquantoàatividadedaESconformeoscritériosdo Eustar (Eular Scleroderma Trials and Research). Através desse último,sãoatribuídosescoresconformeparâmetrosde aco-metimentocutâneo,vascular,articular,cardiopulmonarede examescomplementares,sendoadoenc¸aconsideradaativase asomadosescoresformaiorouiguala3.16Anualmente,todos ospacientessãosubmetidosàTCdetóraxdealtaresoluc¸ão, provasdefunc¸ãopulmonareecocardiograma.Alémdo acom-panhamentoambulatorialhabitual, ospacientes doestudo

foram encaminhados para exame de RM do pulmão

(Sie-mensMagnetomAvanto1,5T–Erlangen,Germany),emcentro médicoespecializado.Foramusadasimagensponderadasem T2com sincronizac¸ãorespiratória.Adatadoexamede RM pulmonarfoicoincidenteàdaTCdepulmão.Ambosos exa-mesforam analisados pelo mesmo pesquisador(DW), que não estava cego em relac¸ão aos resultados do método de comparac¸ão.Oprojetodepesquisarecebeuaprovac¸ãonoCEP eConep(númeroCAAE:03691412.4.0000.0096).

Análiseestatística

Osdadossãoexpressoscomomédia±desviopadrãoou por-centagem(%).Paraavaliac¸ãodaconcordânciaentreostestes,

Tabela1–Dadosclínicosdepacientesegrupocontrole

Dados Pacientes

(n=24)

Controles (n=14)

Gênerofeminino,n(%) 23(95,8) 8(57,1) Idadeemanos,média(±SD) 49,6(12) 28,8(6,8) Tempodedoenc¸aemanos,média

(±SD)

6,9(7,1) –

EScutânealimitada(%) 62,5 –

EScutâneadifusa(%) 25,0 –

Doenc¸adesobreposic¸ão(%) 12,5 –

Doenc¸aematividade(%) 16,7 –

usamososíndicesdeKappadeCohen,deconcordânciageral, concordânciapositivaenegativa.Aanáliseestatísticafoifeita comauxíliodosoftwaredeestatísticaJMP7.0®,SASInstitute, Inc.,Cary,NC.

Resultados

FoifeitaaRMpulmonarde24pacientescomESede14 volun-táriossadiosquecompuseramogrupocontrole(tabela1).Os pacientes erampredominantemente mulheres(95,8%), com idademédiade49,6±12anosetempodedoenc¸a(estimado desdeoprimeirosintomaquenãoofenômenodeRaynaud)de 6,9±7,1anos.AmaioriaapresentavaESformacutânea limi-tada(62,5%)emenosdeumquintodospacientesapresentava doenc¸aematividadedeacordocomoescoredeatividadedo Eustar.Doispacientesapresentavamdoenc¸asobrepostacom artritereumatoideeumpacientecomartriteidiopática juve-nil.

Naavaliac¸ãodospacientesecontrolessubmetidosaos exa-mesdeTCdetóraxeRMdopulmãofoipossívelidentificar que osachados porambasas técnicas forammuito seme-lhantes. Dentre os pacientes com ES (n=24), 79,2% (n=19) apresentaramáreasde“vidro-fosco” naTCdetórax,desses 100%apresentavamRMpulmonarcomachadosdeaumento de sinal emT2nas áreas correspondentesaos achados de “vidro-fosco”.DosdemaiscincopacientesrestantescomTC detóraxsemevidênciade“vidro-fosco”,três apresentavam RMpulmonarnormaledoisapresentavamRMdopulmãocom áreasdeaumentodesinalemT2(figs.1e2).

Comoobjetivoprimáriodoestudo,avaliamoso desempe-nhodaRMpulmonarfrenteàTCdetórax(“padrão-ouro”)na avaliac¸ãodaDIP.Nessaanálise,restritaaospacientes, obtive-mosparaaRMpulmonar:sensibilidadede100%(82,35-100); especificidadede60%(14,66-94,73);razãodeverossimilhanc¸a positivade2,50(0,85-7,31);razãodeverossimilhanc¸anegativa 0;valorpreditivopositivode90,5%(69,62-98,83);valor predi-tivonegativode100%(29,24-100).Osresultadosencontram-se natabela2.

(4)

Figura1–Respectivamente,TCdetóraxeRMpulmonardepacientecomES.A,observa-seáreadeatenuac¸ãoem“vidro fosco”noloboinferiordopulmãoesquerdo;B,nota-seáreadeaumentodesinalemT2naáreacorrespondente.

Figura2–Respectivamente,TCdetóraxeRMpulmonardepacientecomES.A,observa-seáreadeinfiltradoreticularno loboinferiordopulmãodireito,combronquiectasiasdetrac¸ãoemínimasáreasdeatenuac¸ãoem“vidrofosco”;B,nota-se aumentodesinalemT2naáreacorrespondente.

Tabela2–DesempenhodaRMpulmonaremcomparac¸ãocomTCdetóraxnaavaliac¸ãodaDIP

Dados Sensibilidade Especificidade RVP RVN VPP VPN

100% 60% 2,50 0 90,5% 100%

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Na análisede concordânciaentreos testes,oKappa de Cohenfoide0,704(IC0,328-1,0)eaconcordânciageralde91%. Aconcordânciapositivafoide100%eaconcordâncianegativa de60%.

Discussão

OacometimentodointerstíciopulmonareaHAPnaESsão atualmenteasprincipaiscausasdemortalidaderelacionada à doenc¸a, portanto seu reconhecimento precoce é funda-mentalparapropiciarterapêuticaapropriadaeaumentoda sobrevida.Pingitoreetal.descreveramaidentificac¸ãode aco-metimentomiocárdicoepulmonarpormeio daRMemum pacienteassintomáticocomesclerodermia, quepossibilitou tratamentoespecíficoerecuperac¸ãodopaciente.17

Emsetratandodascolagenoses,aESéoprotótipodo envol-vimentopulmonarmaiscaracterístico.Estabelecerautilidade doexamedeRMpulmonarnadetecc¸ãodaDIPnesses pacien-tesédegrandevalor,porserumexamesemradiac¸ãoeque podeserrepetidocommínimorisco.

OexamedeRMéumaferramentadeinvestigac¸ão extre-mamenteútilemdoenc¸asqueacometemestruturasdiversas, comoaparedetorácica,apleura,ocorac¸ãoeomediastino. Emváriassituac¸ões,mostra-secomoumexameequivalente ousuperioràTCdetórax,como,porexemplo,naavaliac¸ãode tumoresprimáriosdaparedetorácica,massasparaespinhais enaavaliac¸ãodaextensãotumorallocal.Comopontos positi-vosapresentaausênciadaradiac¸ãoionizante,umaexcelente resoluc¸ãodecontrasteentreostecidosnormaise patológi-cos,aobtenc¸ãodeimagensmultiplanareseasensibilidadeao fluxosanguíneo.Nanecessidadedeusodemeiodecontraste porocasiãodaRM,faz-seusocomumentedeagentesàbase degadolínio,quepermiteumexamedemaiorsensibilidade quandocomparadocomaTCcontrastadaeaindaapresenta menor incidência de reac¸ões adversas e complicac¸ões. Na avaliac¸ãodoparênquimapulmonar, noentanto,a RMtem suaaplicac¸ãoaindarestrita,devidoadiversosfatores,como a menor resoluc¸ão espacial e tempo mais prolongado de obtenc¸ãodasimagensquandocomparadocomaTCdetórax, artefatos de movimento causados pela respirac¸ão e pelos movimentoscardíacos,baixaquantidadedeprótonsde hidro-gêniogeradoresdesinaldevidoaoarnoespac¸oaéreoeperda desinalinduzidaporsuscetibilidademagnéticanabordaentre aparede e o gás alveolar. Nos últimosanos, entretanto, o examedeRMdopulmãotemevoluídodeformasignificativa, comnovosequipamentos,técnicasquepermitemmaisrápida detecc¸ãodeimagemenovosagentesdecontraste,como,por exemplo, gases hiperpolarizados inalatórios que permitem aumentodesinaleexcelenteresoluc¸ãoespacialdasimagens doparênquimapulmonar.9,13,18

Nopresenteestudo,avaliamosautilidadedaRMdo pul-mãonaidentificac¸ãodeáreasdeinflamac¸ãodoparênquima pulmonarnaDIPempacientescomES,comparandocomos achadosda TCdetórax.Aconcordânciaentreostestesfoi alta,corroboradapelosvaloresencontradosdoKappaeíndices deconcordância.EncontramosqueaRMpulmonar apresen-tousensibilidadede100%naavaliac¸ãodaDIPede100%em relac¸ão à TC de tórax. São dados significativos por tratar--sedeumadoenc¸agrave,naqualresultadosfalso-negativos

trarão grave prejuízo ao paciente. A especificidade de 60%

da RM pulmonar comparada à TC de tórax e de 71,43%

na avaliac¸ão da DIP mostra-se razoável. Nos casos “falso--positivos”emqueaTCdetóraxnãomostroupadrãode“vidro fosco”,masemqueaRMpulmonarevidenciouaumentode sinalemT2(n=2),seriapossívelquestionarseaRMfoi supe-rioràTCnadetecc¸ãodeinflamac¸ão daalveoliteemforma inicial.Noentanto,aanálisedogrupocontroledemonstrou maiornúmerode“falso-positivos”,oquenãocorroboraa hipó-tese.

Comolimitac¸õesdotrabalho,podemoscitarofatodeque osexamesforamlaudadosporumúnicoexaminadoreque essenãoestavacegoemrelac¸ãoaosresultadosdoexamede comparac¸ão(TCeRM).Ressalta-setambémopequeno tama-nhodaamostraearestric¸ãoaumúnicocentrodepesquisa. Novosestudosqueenvolvamummaiornúmerodepacientes edecentrosespecializadosserãoimportantesparaampliara análisedosdados.

EmpacientescomES,aRMpulmonarapresentaboa sensi-bilidadeemcomparac¸ãocomaTCdetóraxepodeacrescentar informac¸õesúteisàavaliac¸ãodeatividadedaDIP.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

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Imagem

Tabela 1 – Dados clínicos de pacientes e grupo controle
Figura 1 – Respectivamente, TC de tórax e RM pulmonar de paciente com ES. A, observa-se área de atenuac¸ão em “vidro fosco” no lobo inferior do pulmão esquerdo; B, nota-se área de aumento de sinal em T2 na área correspondente.

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