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Rev. Bras. Anestesiol. vol.67 número4

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Academic year: 2018

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REVISTA

BRASILEIRA

DE

ANESTESIOLOGIA

PublicaçãoOficialdaSociedadeBrasileiradeAnestesiologia

www.sba.com.br

ARTIGO

CIENTÍFICO

Relaxantes

musculares

não

despolarizantes

melhoram

a

visibilidade

em

laringoscopia

direta

sem

efeito

sobre

a

ventilac

¸ão

via

máscara

facial

Marwan

S.

Rizk

a

,

Salah

M.

Zeineldine

b

,

Mohamad

F.

El-Khatib

a

,

Vanda

G.

Yazbeck-Karam

c

,

Sophie

D.

Ayoub

a

,

Pierre

K.

Bou-Khalil

b

,

Elie

Abi-Nader

c

,

Marc

M.

Ghabach

d

e

Chakib

M.

Ayoub

a,∗

aAmericanUniversityofBeirut---MedicalCenter,DepartmentofAnesthesiology&PainManagement,Beirut,Líbano bAmericanUniversityofBeirut---MedicalCenter,DepartmentofPulmonaryandCriticalCare,Beirut,Líbano cLebaneseAmericanUniversity,DepartmentofAnesthesiology,Beirut,Líbano

dAmericanUniversityofBeirut,DepartmentofBiology,Beirut,Líbano

Recebidoem14demarçode2016;aceitoem28dejulhode2016 DisponívelnaInternetem10deabrilde2017

PALAVRAS-CHAVE Relaxantes

muscularesnão despolarizantes; Visibilidadeem laringoscopia; Ventilac¸ãovia máscarafacial

Resumo

Justificativa: Aventilac¸ãodifícilouimpossívelviamáscarafacialcomplicadapelaintubac¸ão traqueal difícil durantea induc¸ão daanestesia ocorre em 0,4%dos casos de anestesia em adultos,possivelmentelevaacomplicac¸õesfatais.Devidoatais catástrofes,recomendou-se que aadministrac¸ão de relaxantes musculares seja feita apósa confirmac¸ão deventilac¸ão adequadaviamáscarafacial,semumavalidac¸ãocientíficasólidadessaconduta.

Métodos: Nesteestudoobservacional,afacilidadedeventilac¸ãoeosescoresdevisibilidade em laringoscopiadiretaanteseapósaadministrac¸ãodecisatracúrioforamavaliadosem90 adultosjovensesaudáveis,semriscosanestésicosesemintubac¸ãodifícilprevista,agendados paracirurgiaseletivasgerais.

Resultados: Antesdorelaxamentomuscular,43pacientes(48%)eramCormackGrauI,enquanto os47(52%)restanteseramouCormackGrauII(28,31%)ouCormackGradeIII(19,21%).Apóso relaxamentomuscularcomcisatracúrio,onúmerodepacientescomCormackGrauIaumentou significativamente de 43 (48%) para 65 (72%) (p=0,0013). Apenas um paciente (5%)dos 19 melhorousuaclassificac¸ãodeCormack doGrauIIIpara oGrauI,enquanto 16dos 19(84%) melhoraramsuasclassificac¸õesdeCormackdoGrauIIIparaograuIIapósousodecisatracúrio. Aqualidadedaventilac¸ãoviamáscarafacialnãodiferiucomousemrelaxantesmuscularesem todosospacientes.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](C.M.Ayoub). http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2016.07.006

(2)

Conclusão:O uso de cisatracúrio em adultos jovens saudáveis submetidos a cirurgias ele-tivas gerais sem intubac¸ão traqueal difícil prevista não teve efeito sobre a qualidade da ventilac¸ãoviamáscarafacial,mesmoresultandoemmelhoraquantificáveldavisibilidadeda laringe.

©2017PublicadoporElsevierEditoraLtda.emnomedeSociedadeBrasileiradeAnestesiologia. Este ´e um artigo Open Access sobuma licenc¸a CC BY-NC-ND(http://creativecommons.org/ licenses/by-nc-nd/4.0/).

KEYWORDS Nondepolarizing musclerelaxants; Laryngoscopyview; Facemaskventilation

Nondepolarizingmusclerelaxantimprovesdirectlaryngoscopyviewwithnoeffect

onfacemaskventilation

Abstract

Background: Difficultorimpossiblefacemaskventilationcomplicatedwithdifficulttracheal intubationduringanesthesiainductionoccursin0.4%ofadultanesthesiacases,possiblyleading tolife-threateningcomplications.Becauseofsuchcatastrophes,musclerelaxantshavebeen recommendedtobeadministeredafterconfirmingadequatefacemaskventilationwithouta solidscientificvalidationofthisprincipal.

Methods:In thisobservationalstudy,theeaseofventilationandthe scoresofdirect laryn-goscopyviewsbeforeandafteradministrationofcisatracuriumwereassessedinninetyyoung healthyadults,withoutanestheticrisksandwithoutforeseendifficultintubationandwhowere scheduledforgeneralelectivesurgeries.

Results:Beforemusclerelaxation,43patients(48%)wereCormackGradeI,whiletheremaining 47 patients(52%) were eitherCormack GradeII (28patients,31%)or CormackGrade II(19 patients,21%).Followingmusclerelaxationwithcisatracurium,thenumberofpatientswith CormackGradeIsignificantlyincreasedfrom43patients(48%)to65patients(72%)(p=0.0013). Only1patientoutof19patients(5%)improvedhisCormackgradefromGradeIIItoGradeI while16out19patients(84%)improvedtheirCormackgradefromGradeIIItoGradeIIafter theuseofcisatracurium.Thequalityoffacemaskventilationdidnotdifferwithandwithout musclerelaxantsinallpatients.

Conclusion:Theuseofcisatracuriuminhealthyyoungadultsundergoinggeneralelective sur-gerieswithnoanticipateddifficultendotrachealintubationhadnoeffectonthequalityofface maskventilationdespiteresultinginaquantifiableimprovementinthelaryngealview. ©2017PublishedbyElsevierEditoraLtda.onbehalfofSociedadeBrasileiradeAnestesiologia. Thisisanopenaccess articleundertheCCBY-NC-NDlicense(http://creativecommons.org/ licenses/by-nc-nd/4.0/).

Introduc

¸ão

Ventilac¸ão via máscara facial (VMF) e intubac¸ão traqueal adequadassãoashabilidadesmaisimportanteseessenciais paraomanejosegurodasviasaéreasduranteainduc¸ãoda anestesia.VMFdifícilouimpossível,combinadacom dificul-dadedeintubac¸ãotraquealduranteainduc¸ãodaanestesia, ocorre em aproximadamente 0,4% dos casos de aneste-sia em adultos, leva a complicac¸ões com risco de vida.1 Devidoao possível desenvolvimentodetais catástrofes,a administrac¸ãoderelaxantesmuscularestemsido recomen-dadaapósaconfirmac¸ãodeumaVMFadequada.2,3

Recentemente,Ikeda etal. mostraramque os relaxan-tesmusculares nãodespolarizantesnãoafetama VMF em pacientesanestesiadoscomanatomianormaldasviasaéreas superiores.4Alémdisso,evidênciasadicionaissugeremque os relaxantes musculares não apenas não influenciaram a VMF em indivíduos anestesiados com anatomia normal das vias aéreas superiores, mas também melhoraram as condic¸õesdeintubac¸ão.5,6

O objetivo deste estudo foi comparar a facilidade de ventilac¸ão, bem como avaliar os graus de visão

laringoscópica com a classificac¸ão de Cormack-Lehane7,8 nosmesmospacientesantese depoisdaadministrac¸ãode relaxantesmuscularesnãodespolarizantesdurantecirurgias geraiseletivas.

Material

e

métodos

Aprovac¸ões éticas para este estudo (Comitê de Ética n◦

ANES.CA.06)foramfornecidaspeloComitêdeÉticada Uni-versidadeAmericanadeBeirute(ReitorProf.FuadZiyadeh) em 19 de dezembro de 2011 e pela Universidade Ameri-canaLibanesa(ComitêdeÉtican◦ UMCRH.VA3,ReitorProf.

(3)

cardiovasculares, respiratórias, hepáticas, renais, neuro-muscularesouestadosfísicosASAIII,IVouV.Ospacientes nãocolaborativos,comhistória derefluxogastroesofágico ouriscoaumentadodeaspirac¸ãoeaquelescomdistúrbiosde coagulac¸ãotambémforamexcluídos.Ospacientescom ano-maliascongênitasouadquiridasdasviasaéreassuperiores, tumores,pólipos,trauma, abcessos,inflamac¸ãooucorpos estranhosnasviasaéreassuperioresnãoforamincluídos.

Durantea visitapré-operatória,umanestesiologistada equiperegistrouidade,sexo,peso,estaturaeclassificac¸ão deMallampatimodificadaporSamsoone Young,feitacom opacienteemposic¸ãosentada,comacabec¸aemextensão completa,línguaparaforaecomfonac¸ão.9Adistância tire-omentonianafoimedidacomopacienteemposic¸ãosentada eacabec¸aemextensão.Adistânciainterincisivos determi-nouaaberturabucal.10Alémdisso,umaavaliac¸ãosubjetiva doanestesiologistaantecipouadificuldadedeventilarsob máscara(VDM), quetambémfoiregistrada.Essaavaliac¸ão subjetiva incluiu apresenc¸a ouausênciade macroglossia, retrac¸ãomandibular,faltadedentes,presenc¸adebarbae seopacienteroncavaounão.11

Nodiadacirurgiaenachegadaàsaladecirurgia,todos os pacientes foram posicionados com a cabec¸a estendida eopescoc¸oflexionado(sniffingposition)sobreuma almo-fadaeconectadosa dispositivosdemonitorac¸ão padrãoe receberam oxigênio a 100% atéque a concentrac¸ão expi-radadeoxigênioatingisse90%.Osvaloresdepressãoarterial nãoinvasiva,frequênciacardíacaesaturac¸ãoperiféricade oxigênio foram inicialmenteregistrados na fase basale a saturac¸ãodehemoglobinafoimedidanafasebasaleacada três minutos durante a induc¸ão da anestesia. Aanestesia foiinduzidacommidazolam(30mcg.kg−1),fentanil

intrave-noso(2mcg.kg−1)injetadoem 60segundos (s),seguido de

propofolintravenoso(2mg.kg−1)injetadoem30s,eos

pul-mõesforamventiladosmanualmenteviamáscarafacialcom sevofluranoa2%emoxigênio.Apósainduc¸ãodaanestesia, aVMFfoiavaliadacomaescaladeventilac¸ãoviamáscara adaptadade Langeronetal. como fácil,difícilou impos-sível(tabela 1).11 Pelo menos umdos itens darespectiva listadeve serencontrado para classificara ventilac¸ão via máscaracomofáciloudifícil.Depoisdeaproximadamente quatrominutos (min), um anestesiologista independente,

Tabela1 Critériosdeavaliac¸ãodaqualidadedaventilac¸ão

viamáscarafacial

Fácil

SpO2>97%

Técnicacomumamão Boaelevac¸ãodotórax

Difícil

Vazamentoimportantedofluxodegáspelamáscarafacial

↑fluxodegásacimade15L.min−1eusodeválvulade

fluxodeO2>2vezes

Nenhummovimentotorácicoperceptível Técnicadeventilac¸ãocomduasmãos Mudanc¸adeoperadorexigida

Impossível

Requerumaopc¸ãoparaVMFemcondic¸ãodeemergência paramanterSpO2>90%

nãoenvolvidonoestudo,fezumalaringoscopiadiretainicial comumaclássicalâminaIIIdeMacintosh(HeineOptotechnik GmbH&Co.KG,Herrsching,Alemanha),semtentativasde intubac¸ão.Avisãolaringoscópicafoiidentificadadeacordo comosistemadeclassificac¸ãodeCormackeLehane(C&L), noqualoGrauIindicaqueamaiorpartedagloteé visu-alizadaeoGrau4indicaqueambas,epigloteeglote,não podemservisualizadas.Apósaretiradadalâmina, cisatra-cúrio(0,15mg.kg−1)foiadministrado.Apósaconfirmac¸ãode

umbloqueioneuromuscular adequado (sequência de qua-troestímulos),umsegundo anestesiologistaindependente foichamado para ventilaro paciente com a mesma más-cara facial por quatromin adicionais e depois a VMF foi novamenteavaliada.11 Em seguida, aglote foivisualizada enovamenteclassificadadeacordocomosistemadeC&L. Porfim, a equipedeanestesia designada parao paciente fezaintubac¸ãocom amesma lâmina deMacintosh usada nasavaliac¸õesanterioresdasviasaéreas.Todosos anestesi-ologistasenvolvidosnoestudofaziampartedaequipesênior eerambemexperientes.

A qualidade da ventilac¸ão via máscara facial e a classificac¸ão da visão laringoscópica foram analisadas e comparadascom o teste do qui-quadrado. A significância estatísticafoiconsideradaemp<0,05.Combaseemnossa experiênciaenosdadospreviamentepublicados,o percen-tualdepacientescomCormackII,IIIouIVéde aproximada-mente50%.12 ConsiderandoumerroTipoIde5%,erroTipo IIde10%,níveldesignificânciade5%eumareduc¸ãodo per-centualdeCormackII,IIIeIVde50%para35%,umaanálise dopoderindicouquepelomenos85pacientesseriam neces-sários.Nossaintenc¸ãofoiincluir90pacientesnoestudo.

Resultados

Foramidentificadoserecrutadosparaoestudo90 pacien-tesestudo.Orecrutamentodospacientescomec¸ou em15 demaiode2012.Ascaracterísticasdemográficasdos paci-entessãoapresentadasnatabela2.Antesdorelaxamento muscular com cisatracúrio, 43 pacientes (48%) eram Cor-mackGrauI,enquantoosrestantes47(52%)eramCormack GrauII(28,31%)ouGrauIII(19,21%).Apósousode cisatra-cúrio,onúmerodepacientescomCormackGrauIaumentou deformasignificativade43(48%)para65(72%)(p=0,0013) (fig. 1).Quasetodososaumentosnonúmerodepacientes comCormackGrauIapósousodecisatracúrioresultaramde melhorianaclassificac¸ãodeCormackdoGrauIIparaoGrauI em21de28pacientes(75%).Apenasumde19pacientes(5%) melhoroudoGrauIIIparaoGrauIapósousode cisatracú-rio.Alémdisso,16(84%)melhoraramsuasclassificac¸õesdo GrauIIIparaoGrauII,enquantoosdoispacientesrestantes mantiveramaclassificac¸ãoemGrauIII(fig.1).

(4)

Tabela2 Característicasdospacientes

Idade(anos) 47±18

Peso(kg) 74±16

Estatura(cm) 168±8

Índicedemassacorporal(kg.m2) 26±5

Homem/Mulher 42/48

Aberturabucal(mm) 45±6

Distânciatireomentoniana(mm) 53±14

ClassedeMallampati(n)

1 31

2 37

3 22

4 0

GraudeCormack-Lehane(n)

I 43

II 28

III 19

IV 0

Fatoresderiscoparaventilac¸ãodifícilviamáscara (sim/não)

Macroglossia 13/77

Retrac¸ãomandibular 5/85

Faltadedentes 9/81

Barba 8/82

Ronco 15/75

43

21

7

2 1

16

Grau 2 (n = 7) Grau 1

(n = 43)

Grau 1 (n = 65)

Grau 2 (n = 28)

Grau 3

(n = 19) Grau 3(n = 2)

Antes do relaxante muscular Depois do relaxante muscular

Figura1 Alterac¸õesnos grausdevisibilidade dalaringede

Cormack-Lehaneapósaadministrac¸ãoderelaxantesnão des-polarizantesdomúsculo.

Discussão

No presente estudo, mostramos que o uso de relaxante muscular não despolarizante (RMND) não afetou a facili-dadedeventilac¸ão viamáscarafacial; porém, houveuma melhoriaquantificável davisibilidade dalaringe. Defato, o uso de relaxante muscular não despolarizante resultou emumgraudemelhoria davisibilidade dalaringeem um

número significativode pacientes que inicialmente foram classificadoscomC&LGrauIIeIIIantesdousodorelaxante. Aadministrac¸ãodeRMNDparafacilitaraventilac¸ãovia máscaraécontroversa.Obloqueioneuromuscularcompleto podefacilitaraventilac¸ãoviamáscaraaoaumentara com-placência daparede torácica oureduzir o tônus das vias aéreas superiores;13 de forma contrária, o uso de RMND poderiatornaraventilac¸ãoviamáscaramaisdifícilao indu-zirocolapsodasviasaéreassuperiores.14,15Deacordocom Ikeda et al., nossos dados mostraram que a VMF não foi afetadadeformasignificativacomousodeRMND.4 Obser-vamos apenasum aumento mínimoe nãosignificativo no percentualdepacientescomC&LGrauIqueeramfáceisde ventilarantes(93%dospacientes)edepois(98% dos paci-entes)daadministrac¸ãodoRMND.Alémdisso,ospacientes comC&LGrausII eIIIexibiramumatendência estatistica-mente nãosignificativadealterac¸ãona qualidadedaVMF antes(68%fácil,32%difícil)edepois(60%fácil,40%difícil) daadministrac¸ãodoRMND.Oaumentonãosignificativodo percentualdeVMFdifícilnospacientescomC&LGrausIIeIII antes(32%)edepois(40%)doRMNDpoderiaseratribuídoao relaxamento dos músculos daorofaringe e à subsequente obstruc¸ão dos tecidos submandibulares em um grupo de pacientesjápredispostosàVMFdifícil(i.é,C&LIIeIII).Vale ressaltar quenãohouvecaso deVMF impossívelem nossa populac¸ãodepacientesantesedepoisdaadministrac¸ãode RMND,semelhantementeaestudosanteriores.3,15,16

(5)

Algumaslimitac¸õesdenossoestudomerecem ser men-cionadas. Primeiro, nosso estudo foi feito com pacientes saudáveis e relativamente jovens, com vias aéreas nor-mais e sem fatores de risco conhecidos para ventilac¸ão ou intubac¸ão difícil, submetidos a procedimentos cirúrgi-cos eletivos. Portanto, nossos resultados não podem ser generalizadosparaumapopulac¸ãomaisvelhaouparauma populac¸ãocom históriaconhecidadeviaaéreadifícil,nos quaisaintubac¸ãocomopacienteacordadoéindicada.

Emnossoestudo,cadapacienteserviucomoseupróprio controle. Pode-se argumentar que um projeto de estudo randomizadopoderiatersidosuperior paratestaranossa hipótese; no entanto, acreditamos firmemente que ter o paciente como seu próprio controle reduz significativa-mente os potenciais fatores de confusão, especialmente os relativos às características anatômicas que podem ter influenciadoasmudanc¸asobservadas ounãona facilidade de ventilac¸ão, bem como a classificac¸ão da visualizac¸ão em laringoscopia direta antes e depois da administrac¸ão dorelaxante muscular nãodespolarizante. Aavaliac¸ão da facilidade de ventilac¸ão e do grau da classificac¸ão de Cormack-Lehane antese depoisdaadministrac¸ãodo rela-xante muscular nãodespolarizante no mesmo paciente é maisútilparaidentificarequantificar asalterac¸õesvistas comoumresultadodaadministrac¸ãodoRMND.

Conclusão

NossoestudoconfirmaqueosRMNDnãotêmefeitosobrea facilidadedeventilac¸ãoviamáscarafacial,apesardeuma melhoriaquantificávelnavisibilidadedalaringe.Emgeral, osrelaxantesmuscularesnãodespolarizantespodem melho-rar em um grau a visibilidade da laringe avaliada com a classificac¸ãodeC&L.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

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Imagem

Figura 1 Alterac ¸ões nos graus de visibilidade da laringe de Cormack-Lehane após a administrac ¸ão de relaxantes não  des-polarizantes do músculo.

Referências

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