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Oficina de Textos em Espanhol Avançado

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Academic year: 2022

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Texto

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Unidade 2

Conceito de texto e construção textual Francisco Thib É rio Arruda Sales

Oficina de Textos em Espanhol

Avançado

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Gerente Editorial

CRISTIANE SILVEIRA CESAR DE OLIVEIRA Projeto Gráfico

TIAGO DA ROCHA Autor

FRANCISCO THIBÉRIO ARRUDA SALES

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O AUTOR

Francisco Thibério Arruda Sales

Eu, Thibério, possuo graduação em Letras pela Universidade Estadual do Ceará (2009); Especialista em Linguística pela Universidade Estadual do Ceará (2013) e estou concluindo o Mestrado em Análise do Discurso na Universidade de Buenos Aires – Argentina. Atualmente, sou Professor Universitário e Conteudista. Na Argentina, trabalho como professor de português e de Linguística nas seguintes universidades:

Universidad Nacional de Avellaneda e Universidad Nacional de San Martin. Possuo diploma de Proficiência em Língua Espanhola emitido pelo Ministério de Educação da Argentina e obtive o nível “avanzado superior”. A minha proficiência na língua se deu através do exame CELU – Certificado de Español Lengua y Uso. Além disso, participo constantemente de Jornadas universitárias, Congressos e Seminários de temas relacionados à Linguística (como ouvinte e expositor). Atualmente elaboro livros de conjugação e expressões idiomáticas. Também desenvolvi uma metodologia focada na Abordagem Comunicativa para o ensino de línguas (português como língua estrangeira/espanhol). No Brasil, trabalhei como professor de espanhol e de Linguística em renomadas instituições e tenho experiência de ensino tanto na Graduação quanto na Pós-Graduação de forma presencial e online.

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ICONOGRÁFICOS

Olá. Esses ícones irão aparecer em sua trilha de aprendizagem toda vez que:

INTRODUÇÃO:

para o início do desenvolvimento de uma nova compe- tência;

DEFINIÇÃO:

houver necessidade de se apresentar um novo conceito;

NOTA:

quando forem necessários obser- vações ou comple- mentações para o seu conhecimento;

IMPORTANTE:

as observações escritas tiveram que ser priorizadas para você;

EXPLICANDO MELHOR:

algo precisa ser melhor explicado ou detalhado;

VOCÊ SABIA?

curiosidades e indagações lúdicas sobre o tema em estudo, se forem necessárias;

SAIBA MAIS:

textos, referências bibliográficas e links para aprofundamen- to do seu conheci- mento;

REFLITA:

se houver a neces- sidade de chamar a atenção sobre algo a ser refletido ou dis- cutido sobre;

ACESSE:

se for preciso aces- sar um ou mais sites para fazer download, assistir vídeos, ler textos, ouvir podcast;

RESUMINDO:

quando for preciso se fazer um resumo acumulativo das últi- mas abordagens;

ATIVIDADES:

quando alguma atividade de au- toaprendizagem for aplicada;

TESTANDO:

quando o desen- volvimento de uma competência for concluído e questões forem explicadas;

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SUMÁRIO

A Teoria dos Gêneros Textuais ... 10

Texto ...10

Gêneros Textuais...16

Paratexto Icônico e Verbal ...20

Ainda Sobre os Gêneros Textuais ... 20

Paratexto Icônico e Verbal ...24

Partes de um Texto ...29

Partes de um Texto Narrativo ...29

Partes de um Texto Argumentativo ...32

Partes de um Texto Expositivo ...33

Os Gêneros Multimodais ...34

A Coerência e a Coesão Textual ...38

A Linguística Textual ... 38

Coesão ...43

Coerência ...45

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CONCEITO DE TEXTO E CONSTRUÇÃO TEXTUAL

UNIDADE

02

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INTRODUÇÃO

Ao longo dos anos a definição de texto e a estrutura textual foi sofrendo várias mudanças e isso se deve porque a comunicação é algo complexo no processo de interação humana.

A Linguística Textual é uma das áreas da Linguística que estuda o texto e a sua composição, por outro lado, nem sempre a LT teve a concepção que tem hoje de texto.

A LT passou por três grandes fases, onde as duas primeiras estão muito relacionadas ao Estruturalismo de Saussure, porém, com o passar do tempo, o surgimento da terceira fase da LT veio para romper com essa concepção, ou seja, o estudo do contexto e da interação passou a ser levado em consideração.

O texto multimodal é um dos tipos de texto mais complexos que podemos encontrar até os dias de hoje, pois esse texto, que é facilmente encontrado na internet se conecta cada vez mais com os usuários.

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OBJETIVOS

Olá. Seja muito bem-vindo à Unidade 2. Nosso propósito é auxiliar você no desenvolvimento das seguintes objetivos de aprendizagem até o término desta etapa de estudos:

1. Aprender sobre a teoria dos gêneros textuais;

2. Conhecer os tipos de texto e os elementos que os acompanham;

3. Identificar as partes de um texto;

4. Refletir sobre o processo da coerência e da coesão textual.

Então? Preparado para uma viagem sem volta rumo ao conhecimento?

Ao trabalho!

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A Teoria dos Gêneros Textuais

INTRODUÇÃO:

Estimado aluno, ao término desta seção você será capaz de entender a definição de texto e a sua evolução com o passar do tempo, principalmente com o surgimento da Linguística Textual. Entenderá também que aspectos como o contexto e a interação entre indivíduos são levados mais em conta. Por outro lado, você entenderá que um gênero textual reúne vários textual tendo as mesmas características.

Texto

Antes de estudar os gêneros textuais, você sabe o que é um texto e como ele é classificado? Como já foi falado diversas vezes, a língua é algo que sofre várias transformações ao longo dos anos e é por esse motivo que o texto também sofre mudanças tanto em sua definição quanto em sua configuração.

A seguir, trataremos de fazer uma pequena definição com respeito a evolução da definição de texto.

Para começar, é necessário entender que a palavra texto vem do latim e significa entrelaçados, em outras palavras, poderíamos dizer que o texto é uma mistura de informações dispostas de forma coerente. Essa combinação representa o que chamamos de orações e o produto final é o que chamamos de texto.

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Figura 1 : Artesanato

Fonte: @pixabay

Fiorin (2000) afirma que definir um texto é algo bem complicado, no entanto, ele afirma que o texto deve ter uma coerência de sentido, mas o que seria isso?

A coerência de sentido seria exatamente a conexão de frases, ou seja a união de frases estabelecendo sentido para formar um texto, uma informação completa.

Devido a sua grande complexidade, a noção de texto é muito ampla e é por esse motivo que foram criados os gêneros textuais. Dada a sua grande complexidade, várias áreas da Linguística estudam o texto, no entanto, a que mais se destaca em defini-lo é a Linguística Textual.

Dentro da própria Linguística Textual (LT) a noção de texto foi mudando com o passar do tempo. Antes, o texto era visto como uma unidade básica de comunicação e nos dias de hoje, o texto é algo heterogêneo, ou seja, vai muito mais além de uma unidade básica de comunicação visto que ele está presente em várias esferas se levarmos em consideração os gêneros discursivos.

Antigamente, definições como: o texto é um conjunto de palavras que formam sentido e transmite uma mensagem era o suficiente para definir um texto, mas será que essa definição ainda pode ser usada nos

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dias de hoje? Claro que não! Essa definição é considerada incompleta porque é abordado basicamente o elemento gramatical, mas onde está o significado, o contexto etc.

É importante destacar que antigamente a composição dos textos estavam relacionados a norma culta deum idioma, mas graças ao desenvolvimento de outras ciências, como por exemplo a Sociolinguística, o cenário foi mudando graças as novas necessidades de comunicação.

Existe um outro tema bastante importante que é o uso do Contexto, teoria desenvolvida por Van Dijk (1990) que será desenvolvido no decorrer desta unidade.

Com o surgimento da Linguística Textual, estudos sobre textualidade e textualização foram desenvolvidos por volta dos anos 90. Entendemos como textualidade como um conjunto de estruturas que fazem com que um texto seja “um texto” e não como sequências de frases ou palavras, sendo a coesão como o principal critério para a formação textual.

Com respeito a textualização, temos o estudo da coerência que é construída com a participação dos interlocutores e depende de fatores como aceitabilidade, intertextualidade, informatividade etc.

Diante do exposto e segundo Fávero e Koch (1994), o texto é uma unidade de sentido, de um contínuo comunicativo contextual que se caracteriza por um conjunto de relações responsáveis pela tessitura do texto.

NOTA:

A coerência e a coesão textual serão abordadas mais adiante.

Essa definição é bastante importante tanto para o desenvolvimento da Linguística Textual quanto para a evolução da própria definição de texto. Nesse aspecto, as autoras quiseram dizer que hoje em dia não se olha exclusivamente aos aspectos gramaticais, a análise se tornou mais

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ampla e a condição de produção de um determinado texto passou a ser levado em consideração assim como o seu contexto.

De acordo com Fávero e Koch (1994), para entender um texto e a sua respectiva composição, devemos entender os seguintes questionamentos:

• O texto está comunicando alguma coisa?

• Existe algum tipo de atividade verbal?

• Está relacionado com o processo de interação?

• Apresenta uma intenção?

Então, o fato de produzir um texto, seja ele qual for, ativa o conhecimento que adquirirmos ao longo da nossa vida, ou seja, conhecimentos que estão acumulados em nossa memória, podendo ser:

• Linguístico;

• Enciclopédico;

• Cognitivo;

• Sócio-interacional.

Por outro lado, também é muito importante entender que o texto é um fenômeno socio discursivo e está diretamente relacionado com o processo de interação humana.

Se levarmos em consideração a definição de texto e a compararmos com a definição conhecida nos dias de hoje, vemos que essa definição mudou completamente, e já vimos essas principais mudanças, porém, existe outro aspecto importante que ainda não foi visto sobre o texto.

Entendia-se antigamente que o texto só estava presente em sua parte escrita, no entanto, entendemos que o texto pode ser:

• Oral;

• Escrito.

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O texto escrito é bastante conhecido entre nós, não é mesmo? Mas o que seria um texto oral e como ele é composto? Bem, para começar, um texto oral é todo texto que é produzido pela fala, como por exemplo:

• Debate;

• Sermão;

• Notícia;

• Juramento etc.

NOTA:

Por sua vez, todos esses textos orais são encaixado dentro do que chamamos de Gêneros Textuais que será abordado logo adiante.

Entendemos que as principais características de um texto oral são:

• Pode ser produzido de forma natural e depende do seu contexto de produção, ou seja, se nós estamos em uma celebração religiosa, o seu líder não pode estar fazendo um juramento, contando fofocas etc.

• Uso de recursos extralinguísticos. Esses recursos só estão presentes nos textos orais, visto que esses recursos se relacionam com os movimentos e gestos dos locutores e interlocutores.

• Geralmente a relação entre o locutor e interlocutor é direto e é possível usar a entonação como um recurso linguístico para enfatizar um determinado trecho do que está sendo dito. Podemos fazer algo parecido no texto escrito, porém, esse processo não se dá da mesma forma, com a mesma intensidade.

• Não há uma grande preocupação por palavras repetidas ou pelo emprego de algumas palavras. O texto oral é considerado bem mais fluido e bem mais natural se compararmos ao texto escrito.

É importante saber que existem vários outros elementos que podem compor um texto oral. Um exemplo bem claro é um discurso político, por

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mais que o texto oral seja algo mais natural, o indivíduo deve preparar-se para poder fazê-lo a além disso, elementos como a sua vestimenta são levados em consideração para que o seu discurso seja produzido e atinja o efeito desejado em seu público.

Figura 2 : Discurso

Fonte: @pixabay.

Percebam na figura 2 que o contexto provavelmente se trata de um discurso político onde a aparência conta bastante para ganhar a credibilidade e a confiança dos eleitores.

Para completar a análise da figura anterior com o texto, Baktin (2003) afirma que o texto é um fenômeno sócio-discursivo, nas condições concretas da vida dos textos e na sua interação.

Em linhas gerais (e já fazendo uma breve introdução ao nosso próximo tópico de Gêneros Textuais), Baktin (2003), entende o texto e a situação comunicacional como:

• Realidade imediata;

• O homem social: suas ideias e sentimentos que foram materializados por meio do texto.

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• Os diferentes tipos de textos não podem ser analisados da mesma forma.

Gêneros Textuais

Vimos anteriormente a definição de texto a mudança de definição ao longo do tempo com o avanço da língua. Vejamos agora o significado de Gênero Textual e porque ele está relacionado com o texto.

Como já foi mencionado anteriormente, existem vários tipos de texto com características específicas e em outras palavras, os gêneros textuais se referem às mais variadas formas de texto, podendo ser:

• Formal;

• Informal;

• Escrito;

• Oral.

Paralelo a concepção mais atual de texto, temos o contexto e esse elemento é de fundamental importância para que separemos os tipos de texto baseado em sua produção.

NOTA:

Entendemos contexto como a relação de um determinado texto com uma determinada situação de produção. Para isso, devemos levar em consideração o emissor, receptor, mensagem, intenção etc.

Em outras palavras, precisamos entender todo o processo comunicativo e o que nos cerca. É importante destacar que durante esse processo também devemos levar em consideração o contexto de produção, como por exemplo o lugar em que o texto está sendo proferido e por que esse texto está sendo dito ou escrito.

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Figura 3 : Comunicação

Fonte: @pixabay

Para Halliday (1994), o contexto pode ser expresso a partir de três grandes componentes:

• Domínio do Discurso

É tudo aquilo que está acontecendo, é o que está ao nosso redor.

• Relações do discurso

É a relação que os participantes têm entre si. É possível que nesse caso exista algum grau de hierarquia, familiaridade etc.

• Modo do discurso

Esse componente está relacionado com as funções que uma determinada língua tem ao ser observada, ou seja, o uso de determinados gestos como forma de comunicação assim como o uso dos elementos paratextuais (como já foi mencionado anteriormente).

Em suma, o contexto é o ambiente em que o texto está sendo produzido. Baseado nas informações supracitadas, podemos dividir o contexto em:

• Contexto imediato

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Esse tipo de contexto são elementos que se relacionam às circunstâncias que motivam a produção de texto de uma forma mais imediata.

• Contexto situacional

Esse tipo de contexto se relacionam a elementos que estão fora do texto em questão e nos dão uma maior possibilidade de compreensão através dos seus elementos externos.

Voltando ao tema dos gêneros textuais, Rojo (2008) afirma que um gênero textual é um conjunto de textos que apresentam uma função específica e também apresentam uma intenção, uma finalidade no processo de comunicação.

Em linhas gerais, os tipos de gêneros textuais são considerados ilimitados visto que a língua se transforma constantemente e com o passar do tempo temos distintas necessidades. Os principais gêneros textuais são:

Figura 4 : Principais Gêneros Textuais

Fonte: Adaptado de Rojo (2008)

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RESUMINDO:

Durante essa primeira seção pudemos ver que a definição de texto foi mudando com o passar dos anos devido a grande necessidade de comunicação entre os indivíduos.

Com o passar do tempo, termos como interação e contexto foram levados em consideração principalmente com o desenvolvimento da Linguística Textual. Vimos também que existem vários tipos de textos e que devem ser agrupados em gêneros visto que eles possuem a mesma característica. Até a próxima.

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Paratexto Icônico e Verbal

INTRODUÇÃO:

Estimado aluno, ao término desta seção você será capaz de entender os principais gêneros textuais e analisá-los através de exemplos práticos o seu uso em um determinado contexto. Por outro lado, você vai estudar que existem elementos que ajudam no processo de compreensão textual, que é o uso do paratexto, que por sua vez se divide em icônico e verbal.

Ainda Sobre os Gêneros Textuais

Anteriormente nós vimos os principais gêneros textuais, vejamos agora a definição de cada um deles e o seu uso em língua espanhola.

a. Texto Narrativo

Se pararmos para pensar, esse tipo de texto é mais produzido entre nós visto que ele está bastante presente no nosso cotidiano. O texto narrativo serve para contar fatos, seja ele verídico ou não. Obviamente, também devemos levar em consideração o seu contexto, não é mesmo?

Não se esqueça que esse assunto já foi abordado anteriormente.

Ao falar em texto narrativo, podemos classificar o seu narrador em três grandes tipos.

• Narrador-personagem

Esse tipo de narrador é aquele que participa da história, ou seja, é aquele que está envolvido na cena da comunicação.

• Narrador-observador

Esse tipo de narrador se forma quando ele observa a cena, ou seja, ele nao participa dela.

• Narrador – onisciente

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Esse tipo de narrador narra sempre usando a terceira pessoa do singular e conhece todo o enredo e desenlace da história.

NOTA:

Veja que entender o texto narrativo é muito importante conhecer o narrador e como está sendo feita a produção textual.

Veja logo abaixo um exemplo clássico de texto narrativo:

Érase una mujer, casada con un hombre muy rico, que enfermó, y, presintiendo su próximo fin, llamó a su única hijita y le dijo: «Hija mía, sigue siendo siempre buena y piadosa, y el buen Dios no te abandonará. Yo velaré por ti desde el cielo, y me tendrás siempre a tu lado.» Y, cerrando los ojos, murió. La muchachita iba todos los días a la tumba de su madre a llorar, y siguió siendo buena y piadosa. Al llegar el invierno, la nieve cubrió de un blanco manto la sepultura, y cuando el sol de primavera la hubo derretido, el padre de la niña contrajo nuevo matrimonio.

La segunda mujer llevó a casa dos hijas, de rostro bello y blanca tez, pero negras y malvadas de corazón. Vinieron entonces días muy duros para la pobrecita huérfana. “¿Esta estúpida tiene que estar en la sala con nosotras?” decían las recién llegadas. “Si quiere comer pan, que se lo gane.

¡Fuera, a la cocina!” Le quitaron sus hermosos vestidos, le pusieron una blusa vieja y le dieron un par de zuecos para calzado: “¡Mira la orgullosa princesa, qué compuesta!”

[…]

Fonte: https://bit.ly/367lfIq

b. Texto Descritivo

Esse tipo de texto se relaciona a descrição física ou psicológica de pessoas ou de acontecimentos, por exemplo. Nesse tipo de texto é bastante comum para qualificar ou desqualificar alguém.

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NOTA:

O adjetivo é uma classe de palavras responsável por modificar um substantivo, qualificando-o ou não.

Veja o exemplo abaixo:

Busco um departamento de dos ambientes com cochera fija. El departamento debe ser muy luminoso y debe dar a la calle. Su tamaño debe ser entre 34 y 45 m2.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Perceba que nesse segundo exemplo, há uma descrição de um apartamento para ser alugado/comprado. O interessado busca um apartamento quarto-sala, luminoso e que dê para a rua assim como deve ter entre 34 e 45 m2.

c. Texto Dissertativo – Argumentativo

Esse tipo de texto é composto baseado no pensamento crítico do indivíduo, seja de forma escrita ou oral. Esse tipo de texto é muito comuns nos debates visto que é através da argumentação que o posicionamento de um determinado ponto de vista é sustentado.

Veja o exemplo abaixo:

La eutanasia es una “muerte indigna”, un suicidio asistido, o un homicidio.

La gente desconocemos la gravedad sentimental, vital y sicológica que genera la eutanasia en la persona humana que la ejecuta. Entiendo que el dolor y sufrimiento paciente continúa de por vida, por una parte, por la pérdida de la persona a quién amaba, y por otra parte por la amargura vital el resto de su vida de haberle causado la muerte.

[…]

Fonte: https://bit.ly/353dvYx

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d. Texto Expositivo

Esse tipo de texto nos fornece uma informação específica e é usado principalmente nos artigos científicos, onde o assunto deve ser questionado e discutido.

Acompanhe o exemplo abaixo:

Criterios de Elegibilidad de Métodos Anticonceptivos. Nuevas Recomendaciones.

La elección de los distintos métodos anticonceptivos debe basarse en dos pilares fundamentales: la evidencia científica disponible y la adecuación al contexto de la paciente o la pareja. La Organización Mundial de la Salud (OMS) viene realizando el esfuerzo desde hace más de quince años de actualizar los criterios de elegibilidad de los métodos anticonceptivos tras la revisión de la evidencia disponible, y presentar estos resultados para facilitar al personal sanitario y a los organismos oficiales el consejo anticonceptivo más adecuado en cada situación. El médico de familia juega un papel determinante en aproximar estos criterios a la realidad de cada una de sus pacientes, de manera que se consiga indicar el mejor método disponible en cada caso, siempre aportando la información adecuada y respetando las opiniones y deseos de cada mujer o pareja.

[…]

Fonte: https://bit.ly/3k0jMsk

e. Texto Injuntivo

Certamente temos muito contato com esse tipo texto e talvez você o conheça por outro nome. Também chamado de texto instrutivo, esse tipo de texto está presente em vários manuais, receitas, bulas etc.

Esse tipo de texto literalmente nos dá instruções de como fazer uma determinada coisa. Logo abaixo você verá um exemplo de texto injuntivo que é a receita.

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Acompanhe o exemplo abaixo:

Paella

Lavar bien los mariscos y el pollo. Conservar tapados en la heladera hasta el momento de su cocción. Preparar el caldo y mantener caliente.

Calentar ½ taza de Aceite Oliva Virgen Extra Natura en una paella o una sartén grande de paredes altas. Dorar allí los dientes de ajo, retirar e incorporar el pollo, la cebolla, las cebollas de verdeo y el pimiento.

Cocinar hasta que los vegetales estén tiernos pero no dorados. Añadir el arroz, cocinar unos minutos y agregar el caldo de verduras caliente.

Dejar que rompa el hervor y continuar la cocción a fuego mínimo durante 5 minutos más. Cortar el pollo en presas, incorporarlo a la preparación y dejar cocinar durante 6-7 minutos. Agregar el pulpo cortado en trozos, los mejillones limpios, los calamares y los camarones. Incorporar el azafrán diluido en ½ vaso de vino blanco, salpimentar, dejar cocinar 5 minutos más revolviendo cuidadosamente con una cuchara de madera para evitar que el grano de arroz se aplaste.

[…]

Fonte: https://bit.ly/3mVWqFZ

Paratexto Icônico e Verbal

Uma vez que você aprendeu os principais gêneros discursivos, você aprenderá agora quais elementos podem acompanhar o texto. O paratexto é uma parte do texto que em conjunto pode ser considerado texto.

Segundo Genette (1987), o paratexto é o elemento que faz com que o texto se transforme em livro, mas na verdade, será que essa é a única função do paratexto? Certamente não!

É correto afirmar que um paratexto faz com que um texto se torne um livro, mas na verdade, existe um elemento muito mais importante que devemos levar em consideração.

O paratexto ajuda substancialmente na compreensão de um texto, ou você acha que àqueles que estudam dados estatísticos não interpretam nenhum gráfico?

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Veja bem, em linhas gerais o paratexto pode ser encontrado em duas versões: icônico e verbal. Começaremos o nosso estudo através do paratexto verbal.

Como já foi visto, o paratexto é um elemento que acompanha o texto e sua principal função é ajudar na compreensão do texto.

Ainda sobre Genette (1987), ele afirma que o paratexto é um discurso auxiliar e que está a serviço do texto, sendo a sua razão de existir.

Pois bem, por mais que o paratexto pertença ao universo gráfico, os seus exemplos são bastante amplos e se classificam em subcategorias devido ao seu grande número de exemplos.

O paratexto verbal é algo que literalmente está escrito, podendo ser encontrado no/na:

• Título;

• Dedicatória;

• Resumo;

• Epígrafe;

• Referência bibliográfica etc.

Todos esses tipos de paratextos supracitados podem ser facilmente encontrados nos livros.

Figura 5 : Livros

Fonte: @pixabay.

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Perceba que a ausência desses paratextos não comprometem muito o conteúdo do livro, não é mesmo? No entanto, existem paratextos que são indispensáveis para a compreensão de um determinado texto, como é o caso de um título nas notícias.

Figura 6 : Jornal

Fonte: @pixabay.

Você já se imaginou lendo uma notícia de um jornal sem o título?

É um pouco estranho, não acha? Pois bem, o título é um dos tipos de paratextos verbais mais importantes, pois ele pode despertar a atenção de um leitor para uma determinada notícia ou não.

O paratexto pode ser classificado em três grandes tipos:

• Editorial

É quando é assinado por uma editora, ou seja, um grupo se responsabiliza pela publicação de uma determinada notícia, por exemplo.

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• Autoral

É quando uma ou mais pessoal se responsabilizam pelo conteúdo exposto, é a “assinatura” do próprio escritor.

• Terceiros

Esse tipo de paratexto acontece quando o escritor menciona o pensamento ou o comentário de um determinado autor em seu texto.

NOTA:

Esse tipo de paratexto é muito comum no mundo acadêmico. Nesse material, inclusive, você pode encontrar vários exemplos de paratexto de terceiros.

E por último, temos o uso do paratexto icônico. Esse tipo de paratexto está mais relacionado com o mundo gráfico, pois esse tipo de paratexto engloba:

• Tabelas;

• Figuras;

• Quadros;

• Logo etc.

NOTA:

Nem sempre o uso do paratexto icônico é realmente necessário. No mundo do jornalismo, por exemplo, o uso do paratexto icônico pode ser omitido, no entanto, o uso de tabelas para estudar os dados estatísticos, a sua presença é de fundamental importância.

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Figura 7 : Estatística

Fonte: @pixabay.

RESUMINDO:

Nesta segunda seção você estudou de forma introdutória os principais gêneros discursivos e as suas respectivas classificações. Você viu também que existem elementos que estão diretamente relacionados aos textos que são os paratextos, que se dividem em icônicos e verbais. Os paratextos icônicos são representados por imagens e os verbais são divididos em: editorial, autoral e de terceiros. E por último, vimos que a presença ou não de um paratexto pode variar muito de acordo com o contexto, visto que eles podem não acrescentar muita coisa no processo de compreensão de uma mensagem.

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Partes de um Texto

INTRODUÇÃO:

Estimado aluno, ao término desta seção você será capaz de entender que os gêneros textuais apresentam um formato específico, ou seja, cada gênero textual possui um tipo de disposição. Além disso, você também vai estudar sobre os gêneros multimodais, como eles surgiram e onde eles podem ser encontrados.

Partes de um Texto Narrativo

Vimos anteriormente que um texto está dentro de um gênero textual e que também cada gênero tema sua forma de composição. Entender isso é muito mais fácil do que você imagina. Quer ver um exemplo prático?

Imagine a coleta seletiva.

Pois é, na coleta seletiva existem várias latas de lixo e cada lata de lixo possui uma cor diferente. Então, o gênero textual funciona mais ou menos da mesma forma.

Da mesma forma que eu não posso misturar o plástico com o vidro na coleta seletiva, eu também não posso misturar o texto injuntivo com o texto argumentativo, entende?

Figura 8 : Coleta seletiva

Fonte: @pixabay.

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Em outras palavras, estamos querendo dizer que existem vários tipos de texto e não se pode catalogá-los como se possuíssem a mesma estrutura.

Veja a seguir o gênero narrativo. Esse tipo de gênero é um dos melhores exemplos para estudar as partes clássicas de um texto, que são divididas em:

• Introdução;

• Desenvolvimento;

• Conclusão.

Ao falar de um texto narrativo, precisamos de alguns elementos para a sua composição, como é o caso do:

• Personagem;

• Tempo;

• Espaço.

Os personagens é para que o interlocutor reconheça quem são os envolvidos na história a ser contada, seja ela fictícia ou não. Com respeito ao tempo, é sumamente importante saber se o que aconteceu se encontra no:

• Presente;

• Passado;

• Futuro.

E por último, temos o espaço, que seria o que chamamos de cena da comunicação, podendo ser no/na:

• Cinema;

• Praça;

• Rua;

• Parque etc.

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NOTA:

É importante destacar que o gênero narrativo pode estar presente tanto no texto oral quanto no escrito. Por outro lado, ele também pode ser real ou fictício, dependendo da intenção do que produz/produziu o texto.

a. Introdução

Nesse primeiro momento é quando os personagens são apresentados para o interlocutor, o local e o tempo onde a situação comunicacional está acontecendo.

É exatamente nesse momento em que temos uma prévia do clímax da história a ser contada. Veja bem, não se esqueça de que a introdução é a parte que nos apresenta o fato a ser contado.

b. Desenvolvimento

O desenvolvimento é a parte central do texto, é nele onde podemos encontrar o clímax da história, os principais acontecimentos e pontos de conflito.

Aqui é onde as ações dos personagens são descritas e por outro lado também representa o momento mais importante da narrativa.

c. Conclusão

Por fim temos a conclusão que é responsável por fechar as ideias apresentadas anteriormente assim como dar um desfecho final na história que está sendo contada.

Como já foi dito anteriormente, a estrutura de um texto narrativo não pode ser a mesma de um texto injuntivo. Já imaginou uma receita de bolo tendo introdução, desenvolvimento e conclusão?

É importante saber que estamos falando do gênero narrativo e que dentro dele existem outros textos, como por exemplo:

• Contos;

• Romances;

• Crônicas etc.

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Partes de um Texto Argumentativo

Um pouco diferente do texto narrativo, o texto argumentativo é formado principalmente pela opinião daquele que está escrevendo.

Dessa forma, o texto argumentativo apresenta a seguinte composição:

• Tese;

• Corpo da argumentação;

• Conclusão.

A tese é a parte inicial do texto, ou melhor, dependendo de quem escreve, a tese também pode aparecer no final do texto. A pessoa que opta por colocar a sua tese no final do texto, geralmente não se faz a conclusão visto que a tese ocupa o último nível no processo de produção textual.

É importante saber que a tese tem de girar em torno do núcleo do texto, ou seja, o tema que motivou o escritor.

Com respeito ao corpo da argumentação, é onde a argumentação central de um determinado tema aparece. O fato de o escritor está de acordo ou não com um determinado assunto é por conta dela. Nesse tipo de texto, o escritor está defendendo o seu ponto de vista e tentará argumentar da melhor forma possível.

NOTA:

No corpo da argumentação, o escritor deve estar seguro daquilo que está dizendo, pois é a partir dos seus argumentos que o seu texto pode ser considerado convincente ou não.

Já a conclusão representa a última parte do texto argumentativo, podendo ser substituído ou não pela tese (como foi explicado anteriormente). Nessa última parte do texto, o escritor deve ter um raciocínio lógico para poder encerrar o tema como corresponde, ou seja, defendendo e esclarecendo bem as suas ideias, os seus pontos de vista.

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Em suma, o texto argumentativo apresenta as seguintes partes:

Figura 9 : Argumentar

Fonte: @pixabay.

Partes de um Texto Expositivo

Como já foi mencionado anteriormente, esse tipo de texto está presente na comunidade acadêmica, principalmente nos artigos científicos.

Falando nisso, você sabe o que é um artigo científico e quais são as suas partes? Um artigo científico é um tipo de trabalho acadêmico onde se discutem ideias e se mostram os resultados de uma determinada pesquisa.

Em linhas gerais, o artigo acadêmico está composto da seguinte forma:

• Introdução;

• Fundamentação Teórica;

• Metodologia;

• Apresentação dos resultados;

• Conclusão/Considerações finais;

• Referências bibliográficas.

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Os elementos supracitados são os mais comuns em um artigo científico, vale a pena ressaltar que alguns elementos foram omitidos, como por exemplo os paratextos verbais, como:

• Título;

• Palavra-chave;

• Resumos etc.

A composição de um artigo científico é como se fosse um quebra- cabeça, onde devemos encaixar todos esses elementos para finalmente transformá-lo em um único texto.

NOTA:

Dependendo do estudo em questão, o uso do paratexto icônico pode ser crucial no entendimento dos interlocutores, visto que eles podem resumir uma ideia que não foi entendida muito bem entre os interlocutores. O paratexto icônico também pode ser entendido como um resumo do que foi visto.

Os Gêneros Multimodais

Antes de falar de gêneros multimodais, você sabe o que é multimodalidade? Levando em consideração que o texto é resultante da atuação das múltiplas formas da linguagem, o texto, hoje em dia, pode ser encontrado na sua forma verbal e oral.

A multimodalidade surgiu graças ao avanço tecnológico, gerando assim a Teoria Multimodal do Discurso, elaborado por Kress e Van Leewen (1996). Segundo os autores, essa teoria pode entender as mudanças na linguagem que sofreram mudanças com o avanço tecnológico.

As imagens passaram a ter outra representação, outra forma de expressão e entendimento e segundo os autores supracitados, é impossível compreender um texto sem a contribuição dos outros elementos para o significado do texto.

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Então, poderíamos resumir a multimodalidade como a agrupação de palavras e imagens em um material. A multimodalidade está dividida em cinco grandes grupos:

• linguístico,

• auditivo,

• visual,

• gestual e

• espacial.

Essa divisão foi surgindo de forma natural visto que cada elemento foi surgindo de acordo com a necessidade de comunicação de um indivíduo.

Uma página web é onde podemos encontrar facilmente um texto multimodal, é através dele que nos conectamos com outras páginas e outras ferramentas que até então não eram possíveis.

Como você acha que uma página web poderia estar composta?

Vejamos algumas opções:

• Recursos linguísticos: o fato de um texto ser multimodal não quer dizer que devemos nos esquecer da gramática do idioma em questão.

• Links;

• Imagens;

• Som;

• Vídeo.

Perceba que agora o texto passou a ser bem mais complexo, não é mesmo? Em um único texto multimodal podemos encontrar os seguintes recursos, segundo Kress e Van Leewen (1996):

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a. Linguístico

Como já foi dito antes, esse recurso trabalha com a gramática e a ortografia de um determinado idioma.

b. Recurso Auditivo

O texto em questão pode dispor de algum tipo de música. A música pode depender várias funções dependendo do texto, ou seja, em alguns casos, a música serve para tornar o ambiente mais agradável e em outros casos, a música pode estar conectada com o texto propriamente dito.

Figura 10 : Recurso Auditivo

Fonte: @pixabay.

c. Recurso Visual

É o que vemos exatamente na tela do computador, é através desse recurso que podemos ler e ver imagens disponíveis em uma tela de computador, em nosso texto multimodal.

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d. Recurso Gestual

Ultimamente esse recurso está sendo bastante utilizado principalmente em páginas relacionadas ao Governo. Esse tipo de recurso é representado através do uso da língua de sinais.

Figura 11 : Recurso Gestual

Fonte: @pixabay.

e. Recurso Espacial

Esse tipo de recurso também é considerado bem recente e pode ser representado através de uma visita virtual a um museu, por exemplo.

E para finalizar, com respeito ao gênero multimodal, todo texto que apresenta essas ferramentas está dentro do gênero em questão.

RESUMINDO:

Nesta terceira seção, você viu que as partes de um texto podem variar de acordo com o seu gênero textual. Você viu, por exemplo, que um texto argumentativo tem uma estrutura diferente do texto narrativo e que por sua vez é diferente do texto multimodal. E por último, você viu que o gênero multimodal é um tipo de gênero que abarca os mais diversos tipos de textos, sejam eles orais ou escritos, levando em consideração os recursos linguísticos, visual, gestual, auditivo e espacial.

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A Coerência e a Coesão Textual

INTRODUÇÃO:

Estimado aluno, ao término desta seção você será capaz de entender os principais pressupostos teóricos da Linguística Textual (LT) assim como a sua relação com o texto. Por outro lado, você vai estudar o processo de coesão e coerência no texto, levando sempre em consideração o uso do contexto, tanto no texto oral quanto no texto escrito.

A Linguística Textual

Vimos anteriormente que a Linguística Textual é uma área da Linguística que estuda o texto e que com o passar do tempo a sua definição sobre texto foi mudando.

Pois bem, como você já deve imaginar, essa mudança não foi brusca, o avanço da tecnologia contribuiu bastante para a evolução da própria ciência.

A seguir será trabalhado a coerência e a coesão desde a perspectiva da Linguística Textual (LT), portanto, você deve conhecer como ela se originou, os seus principais pressupostos teóricos e as suas fases.

A Linguística Textual é uma área que surgiu na Alemanha na década de 19670 tendo como principal ponto de estudo a frase o texto. Segundo Bentes (2006), é correto afirmar que a LT se divide em três grandes fases:

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Figura 12 : Fases da LT

Fonte: Adaptado de Bentes (2006).

NOTA:

No início da LT ela estava muito relacionada com o Estruturalismo, mas logo depois essa ciência passou a se preocupar mais com a produção, recepção e interpretação textual, Bentes (2006).

Em outras palavras, segundo Koch (2001), a LT surgiu com características do Estruturalismo – levando em conta os aspectos gramaticais (análise transfásica e gramática do texto) e passou a uma tendência mais sócio-cognitivista.

Diante do exposto e levando em consideração a fase “Teoria do Texto” da Linguística Textual, segundo Beaugrande e Dressler (1981), são estudadas nessa fase:

• Contexto (fatores de contextualização);

Como já foi mencionado no início dessa disciplina, o contexto é uma teoria que está diretamente relacionado com o estudo do texto visto que a condição de produção também é levado em consideração para entender o texto de uma forma global.

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• Fatores sequenciais (coesão);

• Fatores sequenciais (coerência);

• Fatores de conexão pragmática.

IMPORTANTE:

Entende-se Pragmática como a ciência que estuda o uso da linguagem de forma concreta em seus mais variados contextos. Essa ciência também é responsável por estudar os atos de fala e o seu contexto social e cultural.

Diante da grande importância do contexto nessa terceira fase da Linguística Textual e que é exatamente o nosso ponto de estudo, vale a pena conhecer um pouco mais sobre esse elemento tão importante para a comunicação, não é mesmo?

Sem dúvidas, Van Dijk (2012) representa um grande nome para o estudo do contexto a nível internacional. Dito autor conseguiu completar algumas lacunas que faltavam com respeito à comunicação.

Para começar, Van Dijk (2012) define o contexto como um modo mental e que está na memória episódica do participante e com isso:

• As experiências do cotidiano são organizadas;

• Modelos mentais antigos são recuperados.

Figura 13 : Mapas mentais

Fonte: @pixabay.

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Os modelos ao qual o autor se refere estão conectados com:

• A capacidade mental de organizar estruturas;

• A capacidade mental de organizar situações sociais.

Vale a pena ressaltar que no estudo do contexto, os aspectos gramaticais não são os únicos que devem ser levados em consideração, também devemos ter em mente:

• A função sociocultural de cada indivíduo;

• As estratégias de interação propostas por cada indivíduo;

• Conhecimentos ideológicos dos indivíduos.

Veja logo abaixo alguns elementos que são estudados no momento em que está estruturando um contexto:

a. Cenário

Para que aconteça uma cena comunicativa, precisamos de um cenário que que todos estejam localizados no:

• Tempo;

• Espaço.

Como o discurso é visto como algo dinâmico, o tempo e o espaço pode variar segundo o tipo de discurso que está sendo utilizado, se é de forma oral ou de forma escrita.

b. Ação

É sumamente importante que os participantes estejam interagindo, ou seja, a interação social dos participantes.

c. Participantes

Dependendo do contexto comunicacional pode existir vários participantes que por sua vez se classificam em:

• Participantes comunicativos

São aqueles participantes que não estão presentes diretamente em um processo de interação. Esses participantes trabalham “por trás

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das câmeras”, corrigindo e orientando outras pessoas a produzirem o seu discurso.

• Participantes interativos

Esses participantes, como o próprio nome já diz, interagem com os demais personagens, onde é possível escutar a sua voz, sua ideologia etc.

Figura 14 : Participantes

Fonte: @pixabay.

NOTA:

Vimos as principais características do estudo do contexto.

Obviamente o seu estudo é bem mais complexo, porém, não é o objetivo dessa disciplina estudá-lo a fundo.

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Coesão

Vimos anteriormente que dentro da LT existe um elemento que se chama textualidade e dentro dele se encontra a coerência e coesão.

Em linhas gerais, a coesão é um conceito que se relaciona com o sentido das coisas, onde a interpretação é a palavra chave para entender o sentido da mesma.

Segundo Fávero (2002), o sistema linguístico se divide em três grandes níveis:

Figura 15 : Sistema linguístico

Fonte: Adaptado de Fávero (2002).

Usando esses três elementos, a coesão pode ser dada tanto pela gramática quanto pelo léxico.

Para Halliday e Hassam (1976), a definição de coesão precisa ser complementada por classes específicas de contextos de situação e que definem o texto de forma mais ampla, levando em consideração o uso do contexto.

Halliday e Hassam (1976) afirmam que existem cinco categorias de procedimento:

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Figura 16 : Categorias de procedimento da coesão

Fonte: Adaptado de Halliday e Hassam (1976).

NOTA:

Essas categorias não serão vistas com detalhes porque não é o objetivo principal desta disciplina.

a. Referência

É quando um signo linguístico se relaciona a algo extralinguístico. A referência pode ser classificada em situacional e textual.

b. Substituição

É quando colocamos o pronome no lugar de um substantivo, oração.

c. Elipse

É quando omitimos um elemento lexical e que pode ser recuperado no contexto.

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d. Conjunção

São elementos que ligam uma oração e outra dando o sentido que corresponde.

e. Léxico

É quando os itens lexicais são ditos novamente em um texto.

Coerência

A coerência é um elemento que pode ser encontrado a um nível macrotextual, exatamente o contrário da coesão que é encontrado a um nível microtextual.

Figura 17 : Coesão e coerência

Fonte: Adaptado de Searle (1981).

Widdowson (1978) afirma que a coerência está ligada diretamente aos atos ilocucionários e a ligação de termos são dados de forma implícita.

IMPORTANTE:

Os atos ilocucionários estão dentro dos atos de fala, que por sua vez são divididos em:

• Atos locucionários;

• Atos ilocucionários;

• Atos perlocucionários.

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Por questão de praticidade, será mencionado somente o ato ilocucionários.

Para Searle (1981), os atos ilocucionários são as ações que os indivíduos podem realizar ao produzir um determinado enunciado.

Nesse ato de fala estão relacionados com a condição de felicidade dos falantes, onde a sinceridade representa o pilar mais importante para a sua constituição.

É importante ter em conta que as diferenças culturais podem trazer condições diferentes no processo de produção discursiva, portanto, o ato ilocucionários pode variar segundo a cultura de uma dada comunidade linguística.

Fazem parte dos atos ilocucionários:

Figura 18 : Categorias de procedimento da coesão

Fonte: Adaptado de Searle (1981).

Em sua, a coerência é um conjunto de elementos que apresentam nexo e conexão. Dizer que um texto está coerente é dizer que ele tem uma sequência lógica e que possa ser entendido pelo receptor sem que o mesmo não tenha nenhuma dúvida de interpretação.

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RESUMINDO:

Nesta última seção você estudou como se dá o processo de coesão e coerência no texto, seja ele oral ou escrito.

Você viu também que a Linguística Textual (LT) é uma das áreas da Linguística que se dedica ao estudo do texto e que com o passar dos anos a definição de texto foi sofrendo modificações e o contexto passou a ser levado em conta no processo de produção textual.

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REFERÊNCIAS

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Francisco Thibério Arruda Sales

Avançado

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