DIREITO TRIBUTÁRIO
EDITAL:
4. Tributos de Competência da União. 4.1.
Imposto sobre a Importação. 4.2. Imposto sobre a
Exportação. 4.3. Imposto sobre a Propriedade
Territorial Rural. 4.4. Imposto sobre a Renda e
Proventos de Qualquer Natureza. 4.5. Imposto
sobre Produtos Industrializados. 4.6. Imposto
sobre Operações Financeiras. 5. Contribuições
Sociais. 5.1. Contribuição para o Pis/Pasep. 5.2.
Contribuição
para
o
Financiamento
da
Seguridade Social
– Cofins. 5.3. Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido. 5.4. Contribuições
sociais previstas nas alíneas "a", "b" e "c" do
parágrafo único do art.11 da Lei n. 8.212, de 24 de
julho de 1991, e as instituídas a título de
substituição. 5.5. Contribuições por lei devidas a
terceiros (art.3º, 1º, da Lei n. 11.457, de 16 de
março de 2007). 5.6. Contribuições de Intervenção
no
Domínio
Econômico.
6.
Tributos
de
Competência dos Estados. 8. Simples.
CF
Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: I - importação de produtos estrangeiros;
II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;
III - renda e proventos de qualquer natureza; IV - produtos industrializados;
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;
VI - propriedade territorial rural;
VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar.
1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, II, IV e V. (II, IE, IPI, IOF)
Imposto sobre Importação de Produtos Estrangeiros – II:
CF: Art. 153, I CTN: 19 ss.
- Finalidade Extrafiscal: É um tributo com finalidade preponderantemente extrafiscal, pois não tem como função preponderante trazer recursos aos cofres públicos, mas servir de instrumento de regulação econômica. A importação e exportação exerce um grande papel tanto na entrada como na saída de produtos. Daí decorre a sua característica de extrafiscalidade, na medida em que controla o comércio internacional.
- O caráter extrafiscal também está caracterizado na possibilidade do Poder Executivo, por meio de decreto, alterar as alíquotas do II.
Alteração de Alíquotas pelo Poder Executivo:
CTN: Art. 21. O Poder Executivo pode, nas condições e nos limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas ou as bases de cálculo (CUIDADO!) do imposto, a fim de ajustá-lo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.
CF: Art. 153, 1º - 1º É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas do II, IE, IPI, IOF.
O Poder Executivo pode alterar a base de cálculo??
Não! O art. 21 do CTN autoriza o Poder Executivo a alterar não só as alíquotas como também a base de cálculo do imposto sobre importação. Todavia, isso não é compatível com a CF/88 que autoriza apenas a alteração de alíquotas.
- Exceção parcial ao principio da legalidade: Não há uma exceção da legalidade na acepção plena. O principio da legalidade diz que o tributo – via de regra - tem que ser instituído por lei.
A exceção do art. 153, 1º (Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar as alíquotas do II, IE, IPI e IOF) é relativa apenas ao aspecto quantitativo, e ainda assim de um dos elementos do aspecto quantitativo, já que este alberga a alíquota e base de calculo, e a possibilidade é somente no que se refere à alíquota.
Obs. Cuidar com o art. 21 do CTN que fala da possibilidade do Poder Executivo alterar, além da alíquota, a base de cálculo. Está em desconformidade com a CF de 1988.
- Exceção à Anterioridade: Além do Poder Executivo poder alterar as alíquotas, há também uma exceção ao princípio da anterioridade, porque no caso de instituição ou majoração deste imposto, não é necessário que se observe o próximo exercício financeiro, nem os noventa dias previstos no art. 150, III, c., CF.
FATO GERADOR:
Art. 19, CTN, art. 1º do DL 37/66 e art. 72 do DL 6759/2009 (Regulamento Aduaneiro) dispõe que o II tem como FG a entrada de mercadorias/produtos no território nacional.
O Regulamento aduaneiro diz que o tributo incide sobre mercadoria estrangeira e tem como FG sua entrada no território nacional.
Para a doutrina, importar um produto estrangeiro é trazer um produto do exterior com o objetivo de incorporação deste produto à economia interna.
Para a legislação aduaneira, importar um produto estrangeiro significa pura e simplesmente adentrar este produto no território nacional.
Incide II sobre a bagagem que um turista trouxer do exterior? Sob o ponto de vista doutrinário não, pois seriam produtos que não se incorporariam na economia. Para a legislação aduaneira, em tese o tributo incide, mas neste caso a legislação aduaneira isenta a bagagem na incidência do tributo.
Se trago um quadro do exterior para ficar temporariamente exposto num museu, para a doutrina não incide o II porque não se incorporará na economia interna, mas para a legislação, só não incide o II se o ingresso deste bem for temporário.
Sumula 64 do STF: É permitido trazer do estrangeiro, como bagagem, objetos de uso pessoal e doméstico, desde que, por sua quantidade e natureza, não induzam finalidade comercial.
DL 37/66 – Embora a CF refira-se a produto, o DL ao instituir o II diz que o imposto incidiria sobre a entrada de mercadoria estrangeira.
A jurisprudência já se assentou no sentido de que a palavra “mercadoria” foi utilizada na acepção ampla do termo para abarcar produtos comerciais ou bens destinados ao ativo fixo ou bens destinados ao consumo do próprio importador
O art. 1º do DL 37/66 diz que considera-se também estrangeira a mercadoria nacional ou nacionalizada que tenha sido exportada e depois retorna ao território nacional.
Produto nacionalizado, de acordo com o art. 212, 1º é o produto estrangeiro que foi importado a titulo definitivo. A partir do momento que importo para integrar o meu comércio, esta mercadoria será considerada nacionalizada, mas na origem será estrangeira.
CRITÉRIO TEMPORAL:
Importar um produto estrangeiro para a doutrina significa integrar o território nacional.
Com efeito, território nacional, ou território aduaneiro, para fins de tributação sobre o comércio exterior (II e IE), abrange:
(i) Zona primária - compreende as faixas internas de portos e aeroportos, recintos alfandegados e locais habilitados nas fronteiras terrestres, bem como outras áreas que se efetuem operações de carga e descarga de mercadoria, ou embarque e desembarque de passageiros, procedentes do exterior ou a ele destinados; e
(ii) Zona secundária – compreende a parte restante do território nacional, nela incluídas as águas territoriais e o espaço aéreo correspondente (art. 33, do Decreto-Lei 37/66).
Mas quando ocorre o FG do II?
- O CTN estabelece no art. 19 que o FG do II é a
entrada do produto estrangeiro no território nacional.
- O art. 23 do DL 37/66 diz que para fins de cálculo do imposto considera-se ocorrido o FG a data do registro
da declaração de importação no registro aduaneiro competente.
Isso quer dizer, que de acordo com o CTN o FG ocorre com a entrada do produto/mercadoria no território nacional, mas devo levar em consideração para fins de cálculo a data do registro da declaração de importação – razão pela qual o STJ consolidou entendimento de que devo considerar como fato gerador a data do registro da declaração de importação. A doutrina fala que o FG material é a entrada, mas o FG temporal é o registro.
DESTA FORMA, HOJE CONSIDERA-SE FG PARA FINS DE CÁLCULO O REGISTRO DA DECLARAÇÃO DE IMPORTAÇÃO NO SISCOMEX.
Súmula 4 do extinto Tribunal Federal de Recursos: É
compatível com o artigo 19 do Código Tributário Nacional a disposição do artigo 23 do Decreto-Lei nº 37, de 18.11.1966.
A jurisprudência do STJ é sedimentada no sentido de que, no caso de importação de mercadoria despachada para consumo, o fato gerador do imposto de importação ocorre na data do registro da declaração de importação.
CRITÉRIO ESPACIAL: O tributo incide em todo o território nacional.
CRITÉRIO PESSOAL:
Sujeito Ativo: União. Administrado pela SRF.
Sujeito Passivo:
- (a) o importador ou quem a lei ele equiparar. Importador pode ser qualquer pessoa. Não se exige aqui um registro profissional específico.
- (b) arrematante de produtos apreendidos ou abandonados. Art. 22 do CTN e art. 31 do DL.
- (c) o destinatário de remessa postal internacional indicado pelo respectivo remetente;
- (d) o adquirente de mercadoria entrepostada (art. 22 do CTN c/c art. 31, do Decreto-Lei 37/66).
- A mercadoria entrepostada é a mercadoria que fica aguardando uma definição para ser utilizada.
Por exemplo, uma mercadoria importada fica armazenada na Infraero, com suspensão do pagamento do tributo, e, na medida em que determinada empresa for utilizando a mercadoria, deve-se pagar o imposto de importação.
CRITÉRIO QUANTITATIVO:
Base de Cálculo: art. 20, CTN.
- Quando a alíquota for específica, a unidade de medida adotada pela lei tributária.
- Quando a alíquota for ad valorem (percentual sobre o valor do bem), o preço normal do produto ou seu similar ao tempo da importação para a entrega no produto ou lugar de entrada do produto no país.
Nesse sentido, a BC do imposto é o preço da mercadoria. Isso decorre do GATT que diz que deve-se levar em consideração o preço normal da mercadoria.
A BC do imposto é o preço da mercadoria. Isso decorre do GATT que diz que deve-se levar em consideração o preço normal da mercadoria.
A BC é o valor aduaneiro do bem, que é o preço normal do produto calculado de acordo com as regras do GATT. Art. 75 do Regulamento Aduaneiro.
Cabe também às autoridades competentes efetuar a verificação e o controle do valor aduaneiro.
Pelo regulamento aduaneiro não consegue o desembaraço da mercadoria se houver um crédito tributário em aberto.
Para a jurisprudência, essa hipótese não se confunde com as hipóteses de retenção do imposto.
Há um julgado do STF que diz que entende compatível com CF exigir que após o desembaraço aduaneiro, será autorizada a entrega de mercadoria ao importador se ele comprovar que recolheu também o ICMS.
A exigência dos tributos no desembaraço aduaneiro é uma medida para evitar o prejuízo interno.
Alíquota:
- Específicas: quando a lei adotar um valor em real por unidade de medida adotada na legislação.
- A valorem: quando tiver um percentual incidente sobre o valor do bem.
Nada impede que o Presidente da Republica delegue tal atribuição a um outro órgão do poder executivo federal.
No caso do II, a lei autorizou o Presidente da República à delegar tal cometência à CAMEX.
Lançamento:
O lançamento deve ser, como regra, efetuado por homologação.
Em algumas hipóteses específicas o lançamento pode ser por declaração, quando, por exemplo, descrevo o bem na declaração de bagagem e declaro na alfândega.
ESAF - 2009 - Receita Federal - Auditor Fiscal da Receita Federal - Prova 2
Com relação ao imposto sobre importação de produtos estrangeiros, assinale a opção incorreta.
a) Somente se deve considerar entrada e importada aquela mercadoria estrangeira que ingressa no território nacional para uso comercial ou industrial e consumo, não aquela em trânsito, destinada a outro país.
b) A Constituição Federal outorga à União a competência para instituí-lo, vale dizer, concede a este ente político a possibilidade de instituir imposto sobre a entrada no território nacional, para incorporação à economia interna, de bem destinado ou não ao comércio, produzido pela natureza ou pela ação humana, fora do território nacional.
c) A simples entrada em território nacional de um quadro para exposição temporária num museu ou de uma máquina para exposição em feira, destinados a retornar ao país de origem, não configuram importação, e, por conseguinte não constituem fato gerador.
d) Terá suas alíquotas graduadas de acordo com o grau de essencialidade do produto, de modo a se tributar com alíquotas mais elevadas os produtos considerados supérfluos, e com alíquotas inferiores os produtos tidos como essenciais.
e) Possui caráter nitidamente extrafiscal, tanto que a Constituição Federal faculta ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar suas alíquotas, já que sua arrecadação não possui objetivo exclusivo de abastecer os cofres
públicos, mas também a conjugação de outros interesses que interferem no direcionamento da atividade impositiva - políticos, sociais e econômicos, por exemplo.
Por fim, a súmula 95 do STJ estabelece que a redução da alíquota do IPI ou do II não implica redução do ICMS. O STJ afirma que o II, o IPI e o ICMS podem ser cobrados em conjunto ou de forma independente, desde que ocorra o fato gerador de cada tributo, pois, em princípio, a cobrança de um destes tributos não interfere na cobrança do outro.
IMPOSTO SOBRE EXPORTAÇÃO
Art. 153, II, CF.
Art. 23 a 28 do CTN. DL 1578/77
Também possui caráter extrafiscal.
Incide sobre o produto nacional ou nacionalizado destinado ao exterior.
Considera-se nacional o produto produzido no território brasileiro e nacionalizado o produto estrangeiro importado a título definitivo, independentemente de qualquer outro fator (por exemplo, despacho para consumo).
A doutrina entende que o IE é um imposto excepcional!
Isso porque cabe ao Poder Executivo relacionar os produtos sujeitos a sua tributação em uma lista (art. 1 , 3 , do Decreto-Lei 1.578/77), sob pena de não-incidência do IE.
Considera-se ocorrido o fato gerador no momento do registro da Guia de Exportação ou documento equivalente (art. 1 , 1 , do Decreto-Lei 1.578/77).
Com base nesta regra, o art. 6 , 1 , do Decreto 660/92, dispõe que para todos os fins e efeitos legais, os registros informatizados das operações de exportação ou de importação no Sistema Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX equivalem à Guia de Exportação, à Declaração de Exportação, ao Documento Especial de Exportação, à Guia de Importação e à Declaração de Importação.
Este registro estabelece também o início do despacho de exportação, que é procedimento mediante o qual é verificada a exatidão dos dados declarados pelo exportador em relação à mercadoria, aos documentos apresentados e à legislação específica, com vistas a seu desembaraço aduaneiro e a sua saída para o exterior (art. 580 do Decreto 6.759/2009).
Sendo assim, o despacho aduaneiro na exportação é o ato pelo qual é registrada a conclusão de toda conferência.
Fato Gerador:
Exportar produtos nacionais ou nacionalizados para o exterior.
Exportação para o exterior advém de uma tradição, já que sob a égide da CF de 1891 os estados resolveram tributar a exportação interestadual. Desde então, se fala em exportação para o exterior.
Nacionalizados – art. 212, 1º do Regulamento – produtos nacionalizados são aqueles importados a titulo definitivo.
Critério Temporal:
Enquanto no II o é a entrada da mercadoria em território nacional, o IE é a saída do território nacional.
Regulamento aduaneiro – art. 213.
O FG considera-se ocorrido na data do registro da declaração de exportação no SISCOMEX.
Base de Cálculo:
(a) quando a alíquota for específica, a unidade de medida adotada pela lei tributária;
(b) quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da exportação, em uma venda em condições de livre concorrência (art. 24 do CTN).
Alíquota:
No que se refere à alíquota do IE, esta é de trinta por cento (30%), sendo facultado ao Poder Executivo reduzi-la ou aumentá-la, para atender aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.
Todavia, em caso de elevação, a alíquota não poderá ser superior a cento e cinquenta por cento (150%), conforme o art. 3 , do Decreto-Lei 1.578/77.
Neste rumo, o art. 2 , inc. XIII, do Decreto do Poder Executivo n 4.732/03, autoriza a Câmara de Comércio Exterior - CAMEX a fixar as alíquotas do imposto de exportação, respeitadas as condições de trinta por cento (30%) a cento e cinquenta por cento (150%).
Não tem mais validade jurídica o art. 28 do CTN, dispondo que a receita líquida do IE destina-se à formação de reservas monetárias, na forma da lei, uma vez que a CF/88 (art. 167, inc. IV) veda (proíbe), salvo algumas exceções, a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa.
O STF ainda não declarou a inconstitucionalidade do art. 28 do CTN.
Aplicar-se-á, subsidiariamente, ao imposto de exportação (IE) a legislação relativa ao imposto de importação (II).
(ESAF/TRF/2000) Consideram-se nacionalizadas:
a) A s mercadorias estrangeiras importadas a título não definitivo em regime comum de importação, somente após o regular despacho para consumo, tributadas, ou isentas do imposto de importação.
b) as mercadorias estrangeiras importadas a título definitivo, desde que tenham sido despachadas para consumo.
c) as mercadorias estrangeiras adquiridas no exterior, excluídas as doações, e tributadas pelo imposto de importação.
d) somente as mercadorias estrangeiras despachadas para consumo, tenham ou não sido pagas ao exportador estrangeiro.
e) as mercadorias estrangeiras importadas a título definitivo, independentemente de serem despachadas para consumo.
IMPOSTO INCIDENTE SOBRE PROPRIEDADE TERRITORIAL RURAL – ITR
A CF/88 dispõe que o imposto sobre propriedade territorial rural (ITR) será obrigatoriamente progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas (art. 153, 4 , inc. I).
Imunidade: Não deve incidir sobre pequenas glebas rurais, mesmo que o proprietário tenha empregados trabalhando na gleba rural, não perderá imunidade tributária citada no art. 153, 4 , inc. II, da CF/88.
O que é pequena gleba rural?
De acordo com a lei 9.393/96, pequenas glebas rurais são os imóveis com área igual ou inferior a :
- 100 ha, se localizado em município compreendido na Amazônia Ocidental ou no Pantanal mato-grossense e sul-mato-mato-grossense;
- 50 ha, se localizado em município compreendido no Polígono das Secas ou na Amazônia Oriental;
- 30 ha, se localizado em qualquer outro município. Aspecto temporal: 1 de janeiro de cada exercício.
Repartição de Receitas do ITR:
A CF tem uma outra regra do ITR relativa à repartição de receitas.
A União deve entregar 50% do ITR ao município que está situada a propriedade rural.
Os municípios PODE optar pela fiscalização e arrecadação do tributo, caso celebrem um convênio com a SRF, ocasião em que fazem jus a 100% do ITR arrecadado.
Para a doutrina, temos uma delegação da chamada capacidade ativa tributária.
A doutrina entende que se o município fizer a opção, ele que vai fiscalizar, lançar, inscrever em divida ativa e ajuizar a Execução Fiscal.
No entanto, considerando a natureza híbrida do ITR, o Município fiscaliza, mas o contribuinte se remete à União para resolver eventuais relações jurídico-tributárias.
A Secretaria da Receita Federal também poderá celebrar convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA, com a finalidade de delegar as atividades de fiscalização das informações sobre os imóveis rurais, contidas no Documento de Informação e Atualização Cadastral do ITR (DIAC) e no Documento de Informação e Apuração do ITR (DIAT) (art. 16, da Lei 9.393/1996).
ITR x IPTU :
ITR incide sobre propriedade territorial rural ao passo que o IPTU incide sobre a propriedade territorial urbana.
O valor da terra nua é o valor da propriedade sem considerar as construções – BC do ITR. No IPTU a BC é o valor da propriedade territorial rural, tudo que for agregado será considerado para fins de IPTU.
De acordo com o art. 32, 1º cabe ao Municipio definir qual a sua área urbana e qual a sua área rural. Na zona urbana incide IPTU, na rural ITR.
De acordo com o entendimento do STJ, continua em vigor um decreto lei que dizia que um imóvel, mesmo que situado na zona urbana, se for destinado à uma atividade econômica rural, deve ser considerado imóvel rural para fins de incidência de ITR.
Para o STJ, isso não afasta a previsão existente em legislação especifica que diz que se um imóvel, ainda que na zona urbana, se for destinado a uma atividade agropecuária ou outra atividade rural deve ser considerado um imóvel rural para fins de incidência de ITR.
Critério Quantitativo: Alíquota:
- Progressividade: As alíquotas devem ser fixadas de forma progressiva, devendo desestimular as propriedades improdutivas.
Quanto maior o imóvel, alíquotas mais elevadas, quanto menor o imóvel, alíquotas menos elevadas até chegar ao patamar previsto na legislação.
Base de Cálculo:
A base do cálculo do ITR, é o valor fundiário (art. 30, do CTN).
O valor fundiário significa o valor da terra nua (VTN). Terra nua é o valor da propriedade sem considerar acréscimos e produções feitas pelo ser humano, ou seja, o valor do imóvel, excluídos os valores relativos a: (a) construções, instalações e benfeitorias; (b) culturas permanentes e temporárias; (c) pastagens cultivadas e melhoradas; (d) florestas plantadas.
Ainda assim, toda a “terra nua” deve ser levada em conta para fins de incidência do ITR?
NÃO! É caso de isenção. Não se leva em conta para cálculo do tributo as áreas:
a) de preservação permanente e de reserva legal;
b) de interesse ecológico para a proteção dos ecossistemas, assim declaradas mediante ato do órgão competente, federal ou estadual, e que ampliem as restrições de uso previstas na alínea anterior;
c) comprovadamente imprestáveis para qualquer exploração agrícola, pecuária, granjeira, aquícola ou florestal, declaradas de interesse ecológico mediante ato do órgão competente, federal ou estadual;
e) cobertas por florestas nativas, primárias ou secundárias em estágio médio ou avançado de regeneração;
f) alagadas para fins de constituição de reservatório de usinas hidrelétricas autorizada pelo poder público.
A ISENÇÃO DE IMPOSTO TERRITORIAL RURAL (ITR)
PREVISTA NO ART. 10, 1º, II, A, DA LEI N. 9.393/1996,
RELATIVA A ÁREA DE RESERVA LEGAL,
DEPENDE DE
PRÉVIA AVERBAÇÃO DESTA NO REGISTRO DO IMÓVEL.
STJ. 1ª TURMA. AGRG NO RESP 1.243.685-PR, REL.
MIN. BENEDITO GONÇALVES, JULGADO EM 5/12/2013.
Fato Gerador:
O fato gerador do ITR é a PROPRIEDADE, o DOMÍNIO ÚTIL ou a POSSE de imóvel por natureza, como definido na lei civil, localizado fora da zona urbana do Município (art. 29).
ATENÇÃO!!!! Esaf!
O ITR NÃO INCIDE sobre a operação de transferência do imóvel desapropriado para fins de reforma agrária e também não incide no caso de imissão prévia da posse para fins reforma agrária, pois existe imunidade tributária estabelecida no 5 , do art. 184, da CF/88.
Contudo, incide sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de reforma agrária*, ENQUANTO NÃO TRANSFERIDA a propriedade, EXCETO se houver imissão prévia na posse
(art. 1 , 1 , da Lei .393/1996).
A imissão prévia ou provisória da posse para fins reforma agrária existe antes do procedimento de transferência do imóvel, mediante alegação de urgência e de depósito prévio de um valor ofertado pelo desapropriante (ente federativo ou autarquia competente) em juízo (ação judicial).
Por sua vez, para os efeitos de incidência do ITR, considera-se imóvel rural a área contínua, formada de uma ou mais parcelas de terras, localizada na zona rural do município (art. 1 , 2 , da Lei 9.393/1996).
Na hipótese do imóvel pertencer a mais de um município deverá ser enquadrado no município onde fique a sede do imóvel e, se esta não existir, será enquadrado no município onde se localize a maior parte do imóvel (art. 1 , 3 , da Lei 9.393/1996).
Vai de regra, o parâmetro para definir se o imóvel é rural ou não é a sua localização e não a sua utilização.
A definição da localização é por exclusão, uma vez o CTN dispõe que é rural quando localizado fora da zona urbana do Município.
Assim, o CTN entende como zona urbana a definida em lei municipal, que deve observar o requisito
mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo menos 2 (duas) das características seguintes, construídas ou mantidas pelo Poder Público: (a) meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; (b) abastecimento de água; (c) sistema de esgotos sanitários; (d) rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar; (e) escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do imóvel considerado (art. 32, CTN).
A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos termos do parágrafo anterior (art. 32, 2 , do CTN).
Critério Pessoal:
Sujeito Ativo: União.
Sujeito Passivo: Proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título (art. 31, do CTN).
O domicílio tributário do contribuinte do ITR é o município de localização do imóvel, vedada a eleição de qualquer outro (art. 4 , parágrafo único, da Lei 9.393/1996).
Lançamento:
O lançamento do tributo se dá por homologação.
Nos demais tributos incidentes sob a propriedade o lançamento se dá de oficio, mas no caso do ITR cabe ao contribuinte apresentar uma declaração à SRF, sendo que uma dessas declarações é uma declaração anual que o contribuinte faz para declarar a área tributável, o valor da terra nua, calcula o tributo devido e paga o ITR.
(ESAF/AFRF/2002-) Relativamente ao Imposto Territorial Rural (ITR), avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.
( )Como regra, o ITR incide inclusive sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de reforma agrária.
( )Segundo a interpretação legal, imóvel rural de área inferior a 30 hectares, independentemente do local onde se encontre, é considerada pequena propriedade, imune ao imposto.
( )O "posseiro" do imóvel é estranho à relação jurídica relativa ao ITR, pois o contribuinte do imposto é o titular do domínio útil ou o proprietário. a) V, V, V.
b) V, V, F. c) V, F, F. d) F, F, F. e) F, V, F.
Art. 31. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título.”
Imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza (IR)
Fato Gerador:
A aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: a) de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos; b) de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos como renda (art. 43, do CTN).
Deste modo, o fato gerador do IR é a aquisição de renda ou proventos, que se caracterizem como riqueza nova (acréscimo patrimonial), podendo o contribuinte dispor livremente dessa renda ou provento.
O conceito de "renda" deve ser extraído da CF/88, principalmente das normas jurídicas dispostas no art. 145, 1 , c/c art.153, inciso III, e o seu 2 , inciso I.
Para a definição de renda e proventos de qualquer natureza devem:
- ser excluídos os fatos geradores dos demais impostos dispostos na CF/88, tais como propriedade territorial rural (ITR), produto industrializado (IPI), propriedade territorial urbana (IPTU), propriedade de veículo automotor (IPVA) etc.
- Considerar os proventos de qualquer natureza como espécie de renda.
- Relacionar a renda a ideia de acréscimo patrimonial, que deve ser entendido como disponibilidade de riqueza nova adquirida em certo intervalo de tempo ou até mesmo de forma isolada
(ex.: contribuinte que ganha na megassena).
Para o STF: "Quaisquer que sejam as nuanças
doutrinárias sobre o conceito de renda, parece-me acima de toda dúvida razoável que, legalmente, a renda pressupõe ganho, lucro, receita, crédito, acréscimo patrimonial, ou, como diz o processo transcrito, aquisição de disponibilidade econômica ou jurídica. Concordo em que a lei pode, casuisticamente, dizer o que é ou o que não é renda tributável. Mas não deve ir além dos limites semânticos, que são intransponíveis. Entendo, por isso, que ela não pode considerar renda, para efeito de taxação, o que é, de maneira incontestável, ônus, dispêndio, encargo ou diminuição patrimonial, resultante do pagamento de um débito". RE 89.791 – RJ – 1º TURMA.
Desta forma, o que é renda?
É o acréscimo patrimonial, riqueza nova, a disponibilidade de renda ou provento.
O fato gerador do IR ocorre de 1 de janeiro até 31 de dezembro do mesmo ano.
Em razão disso que o IR não precisam aguardar os 90 dias, mas respeita somente o exercício financeiro, sendo cobrados no próximo exercício.
Súmula 584 do STF: "Ao imposto de renda calculado sobre os rendimentos do ano-base, aplica-se a lei vigente no exercício financeiro em que deve ser apresentada a declaração".
Como o fato gerador do IR ocorre de 1 de janeiro até 31 de dezembro do mesmo ano, a doutrina classifica referido FG como:
- Complexo: parte da doutrina ainda o denomina de fato gerador periódico. Significa que compreende um conjunto de fatos considerados como um todo, e não um fato isolado.
- Pendente (art. 105 do CTN): é aquele que já iniciou a sua formação, mas ainda não completou o seu círculo de formação ou não atingiu a sua perfeição, diferente do FG futuro, que é aquele que ainda irá acontecer.
Parcelas indenizatórias que não podem ser consideradas para fins de incidência do IR.
De acordo com o STJ, não constituem acréscimo patrimonial, não sofrendo a incidência do IR:
a) Férias não gozadas por tempo de serviço (súmula 125, STJ)
b) Licença prêmio não gozada por tempo de serviço (súmula 136, STJ)
c) Indenização recebida por adesão ao programa de incentivo à demissão voluntária (súmula 215)
d) Súmula 386: São isentas de imposto de renda as indenizações de férias proporcionais e o respectivo adicional (pois não tem origem em capital ou trabalho, mas sim têm caráter de indenização)
Não incide imposto de renda sobre o valor da indenização paga ao empregado demitido sem justa causa no período de estabilidade provisória. STJ. 1ª Turma. AgRg no REsp 1.215.211-RJ, Rel. Min. Napoleão Nunes Maia Filho, julgado em 6/8/2013.
“A verba paga ao empregado demitido sem justa causa no período de estabilidade provisória é isenta da incidência do Imposto de Renda.” (REsp. 1.335.511/PB, Rel. Min. Herman Benjamin, DJe 10.10.2012).
IMPORTANTE!
- Incide IR sobre horas extras trabalhadas, até mesmo quando esse direito decorre de acordo coletivo, uma vez que a hipótese possui caráter remuneratório e configura acréscimo patrimonial.
- Incide IR sobre a parcela que o administrador de uma empresa recebe a título de participação nos resultados do empreendimento, uma vez que a isenção prevista no artigo 10 da Lei 9.249/95 aplica-se apenas à participação nos lucros ou dividendos.
O que importa é que a incidência do IR independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica, ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção (art. 43, 1 , do CTN e art. 3 , 4 , da Lei 7.713/88).
Incide imposto de renda da pessoa física (IRPF) sobre os juros moratórios relativos a quantias pagas em decorrência de decisão judicial que condene a União a ressarcir servidores públicos por promoções que, de forma ilegal, não tenham sido efetivadas no momento oportuno. Segunda Turma. AgRg no AREsp 248.264-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 27/11/2012.
Incide sobre rendimentos derivados do exterior?
No caso de receita ou de rendimento oriundos do exterior, a lei estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do IR (art. 43, 2 , do CTN).
Na hipótese de rendimentos adquiridos no Brasil, mesmo que sejam percebidos por residentes e domiciliados no exterior, também deverão ser aqui tributados.
Obs. De acordo com o art. 103 do RIR, o imposto pago no exterior pode ser deduzido! “Art. 103. As pessoas
físicas que declararem rendimentos provenientes de fontes situadas no exterior poderão deduzir, do imposto apurado na forma do art. 86, o cobrado pela nação de origem daqueles rendimentos, desde que (Lei nº 4.862, de 1965, art. 5º, e Lei nº 5.172, de 1966, art. 98):
I - em conformidade com o previsto em acordo ou convenção internacional firmado com o país de origem dos rendimentos, quando não houver sido restituído ou compensado naquele país; ou
II - haja reciprocidade de tratamento em relação aos rendimentos produzidos no Brasil.
1º A dedução não poderá exceder a diferença entre o
imposto calculado com a inclusão daqueles rendimentos
e o imposto devido sem a inclusão dos mesmos rendimentos.”
Generalidade, Universalidade e Progressividade:
Conforme o art. 153, par. 2, I, o IR será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da progressividade, na forma da lei.
Generalidade: Lembrar de gente!
Todas as pessoas que realizam o fato gerador, independentemente de qualquer condição, devem se submeter à incidência do imposto de renda, exceto quando alcançados pela imunidade ou isenção.
Universalidade:
Se contrapõe a idéia de seletividade, isto é, o imposto de renda deve incidir sobre todas as espécies de obtenção de disponibilidade de renda ou provento.
Progressividade:
Alíquotas devem ser progressivas em relação ao aumento da base de cálculo, de acordo com a capacidade econômica do contribuinte e observa o caráter pessoal previsto no 1 , do art. 145, da CF/88. Tabela progressiva do IRPF para o exercício de 2014, ano-calendário de 2013. Base de cálculo mensal em R$ Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$ Até 1.710,78 - - De 1.710,79 até 2.563,91 7,5 128,31 De 2.563,92 até 3.418,59 15,0 320,60 De 3.418,60 até 4.271,59 22,5 577,00 Acima de 4.271,59 27,5 790,58
Tabela Progressiva para o cálculo mensal do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física a partir do exercício de 2015, ano-calendário de 2014. Base de cálculo mensal em R$ Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$ Até 1.787,77 - - De 1.787,78 até 2.679,29 7,5 134,08 De 2.679,30 até 3.572,43 15,0 335,03 De 3.572,44 até 4.463,81 22,5 602,96 Acima de 4.463,81 27,5 826,15
Base de cálculo:
Conforme o art. 44, CTN, a base de cálculo do IR, de forma geral, considera-se o montante, real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos tributáveis (art. 44, do CTN).
- É importante destacar a diferença da BC para o IRPF e IRPJ:
Em relação ao imposto de renda da pessoa física (IRPF), a base de cálculo é o seu rendimento bruto, que é todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidas em dinheiro, e ainda os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados (art. 3 , 1 , da Lei 7.713/88).
De acordo com o art. 3 , 2 , da Lei 7.713/88, integra o rendimento bruto, como ganho de capital, o resultado da soma dos ganhos auferidos no mês, decorrentes de alienação de bens ou direitos de qualquer natureza, considerando-se como ganho a diferença positiva entre o valor de transmissão do bem ou direito e o respectivo custo de aquisição corrigido monetariamente.
Em relação ao imposto de renda da pessoa jurídica (IRPJ), a base de cálculo pode ser o lucro real ou lucro presumido e, excepcionalmente, o lucro arbitrado.
Lucro Real:
O lucro real é apurado com base na contabilidade formal. É é o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas pela legislação fiscal.
A determinação do lucro real será precedida da apuração do lucro líquido de cada período de apuração com observância das leis.
A lei obriga determinadas pessoas jurídicas a utilizarem como base de cálculo o lucro real e afirma que é opcional para outras empresas.
Por exemplo, estão obrigadas à apuração do lucro real as pessoas jurídicas: (a) cuja receita total, no ano-calendário anterior seja superior ao limite de R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais), ou proporcional ao número de meses do período, quando inferior a 12 (doze) meses.
Lucro Presumido:
O lucro presumido é base de cálculo opcional para as empresas que não estão obrigadas legalmente à utilização do lucro real. É feito por estimativa.
É estipulado com base na aplicação de determinada percentagem sobre a receita bruta da pessoa jurídica. Por exemplo, a percentagem de 8% para a prestação de serviços de transporte de carga.
Lucro Arbitrado:
O lucro arbitrado é utilizado de forma excepcional, quando não é possível se apurar o lucro pelo critério real ou presumido.
É um critério utilizado pela fiscalização quando o sujeito passivo (contribuinte ou responsável tributário) não cumpre com as suas obrigações tributárias acessórias como, por exemplo, apresentação dos livros fiscais.
Critério Pessoal:
Sujeito Ativo: União.
Sujeito Passivo: Contribuinte e Responsável.
- Contribuinte é o titular da disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou proventos de qualquer natureza, sem prejuízo de atribuir a lei essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis (art. 45, do CTN).
- Responsável, derivado da lei, é aquele competente para efetuar a retenção e recolhimento, conforme art. 45, parágrafo único, do CTN.
Na retenção na fonte o responsável tributário entrega à União os recursos de terceiro, atuando como órgão arrecadador tributário.
Lançamento:
O lançamento do IR é por homologação.
(ESAF/Auditor do TCE/PR/2003) Em relação ao imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, é incorreto afirmar que, nos termos do Código Tributário Nacional:
a) A incidência do imposto independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de percepção.
b) Na hipótese de receitas ou rendimentos tributáveis, oriundos do exterior, é facultado ao Poder Executivo estabelecer, mediante decreto, as condições e o momento em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência do imposto.
c) A base de cálculo do imposto é o montante, real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos tributáveis.
d) Contribuinte do imposto é o titular de disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou de proventos de qualquer natureza, sem prejuízo de a lei atribuir essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis.
e) A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam.