,,-I) I
zyxwvutsrqponmlkjihgfedcbaZYXWVUTSRQPONMLKJIHGFEDCBA
)\-~
Sessão Inaugural
Discurso do Presidente da Comissão de Publicações
Oficiais Brasileiras edo 6
o
Seminário de
Publicações oficiais Brasileiras
Aristeu Gonçalves de MeIo
Câm ara dos D eputados Coordenação de Publicações
Estam os instalando, nesta noite, o 6<:!Sem inário sobre Publicações O ficiais
Brasileiras, evento inerente a todos os órgãos da adm inistração pública, em nível federal, estadual e m unicipal.
D esejam os a todos um a sem ana de trabalhos profícuos e aos que nos visitam , oriundos de outros estados, um a feliz estadia nesta cidade que os acolhe com carinho e orgulho.
N ossa presença nesta M esa leva-nos a encam inhar nosso
pronuncia-m ento pronuncia-m ais copronuncia-m o upronuncia-m depoipronuncia-m ento pessoal, upronuncia-m a vez que presidipronuncia-m os, no pronuncia-m o-m ento, a Coo-m issão de Publicações O ficiais Brasileira (CPO B) - vinculada à
A ssociação dos Bibliotecários do D istrito Federal - estando diretam ente
li-gado à m esm a desde 1977 ; por outro lado dirigim os, há cerca de 7 anos o
Centro de D ocum entação e Inform ação da Câm ara dos D eputados,
insti-tuição esta que, através de sua Coordenação de Biblioteca, deflagrou a fase
atual vivenciada pelo setor publicações oficiais. Isto se deu em 1973, por
m eio de um a proposição da então D iretora daquela Biblioteca, Juracy Feito-sa Rocha, ao 7<:!Congresso Brasileiro de Biblioteconom ia' e D ocum entação,
realizado em Belém. A li se defendia a inclusão da problem ática das
publi-cações oficiais com o parte do tem ário do Congresso seguinte, que veio a
acontecer em Brasília, em 1975. O s organizadores do 8<:!CBBD não apenas
incluiram o assunto em seu tem ário, com o ainda decidiram dar-lhe um
espa-ço especial. Realizou-se então o 1<:!Sem inário sobre Publicações O ficiais
Brasileiras, sob a coordenação geral de Juracy Rocha.
A o longo desses doze últim os anos, a Câm ara dos Deputados,' a
Co-m issão de Publicações O ficiais Brasileiras e os órgãos de editoração oficial
têm cam inhado de m ãos dadas nesta frente com um que visa debater e im ple-m entar conceitos e ações relativas às publicações governaple-m entais.
DISCURSO DO PRESIDENTE DA COM ISSÃO DE PUBLICAÇÕES
Tem as os m ais diversos têm sido veiculados nesse cenário geral,
consi-de",ndo tanto o enfoque m ícro. com preendido pcl" quatro etapas b"ic" de
um a publicação (criação, publicação, di,tribuição e con,umo) com o o
enfo-que m a cm
aba,d""do, «po",dicam ente, pwgnuna' e política< editoriai, de
otg""izaçóe, «pecíHcas, com o ainda, «baço, ou ,ugestóe' de atuação que
po"a contribui< pata a fonuação de um a política nacional de edito",ção.
Os objetivos da Com issão de Publicações Oficiais Brasileiras se acham
refletidos nos trabalhos de seus Sem inários que, em geral, se dividem em
duas linhas básicas: um a de natureza teórica, apresentando conceitos e idéias
pata o debate oherto pwvoc""do um a reciclagem e um acté<cim Oà bagagem
técnica dos participantes dos Sem inários; outra de natureza pragm ática,
tra-zendo relatos de experiências pessoais, contribuindo, igualm ente para um a
teCiclagem e um inte,câm bio de idéias. Tudo i,to ,edund""do no
de",n"ol-vim ento de toda a tem ática editorial de nossoS órgãoS públicos.
E aqui gostaríam os de abrir um parêntese para esclarecer que
enfatiza-m os os órgãos do governo devido à natureza intrínseca da CPOB. Todavia
os Sem inários têm contado com contribuições de profissionais dos vários
segm entos básicos da editoração incluindo a área privada, a acadêm ica e a
govem ron enta
\. Re"alvada' algum as peculiaridad« todo' o, princípio,
apli-cados à editoração na área privada se aplicam à governam ental e, vice-vers a
;
por outro lado a área acadêm ica influencia sobre am bas, forçando-I
hes o
avanço teórico e técnico. portanto este é um Evento destinado a todos os
profissionais do livro.
O tem a deste 69. Sem inário, "Publicações Oficiais: Um a Visão
Políti-ca" foi escolhido não por acaso. Estam os, provavelm ente, num ano em que a
atividade política tenha adquirido proporções nunca dantes vivenciadas em
nosso País.
Com o visualizar politicam ente um a publicação? Talvez a resposta nos
[evasse a um a reflexão do tipo, "reconhecendo-lhe o vaio, do
9"
nteúdo". A m atéria prim a de um a publicação é o conhecim ento e este é o insum
o básico
do de«nvolvim ento de um a ,ociedade, de«nvolvim ento <ocial, cultotal.
econôm ico, tecnológ
ico, etc. Em form a de um livro, de um a revista, ou de
um jornal, a publicação parece continuar predom inando com o m eio de
pre-«",ação e com unicação do conhecim ento a despeito da concorrência natu",1
repre«ntad a
pel" novas "m idi"", com o o ,'dio, a televi,ão, o, video,. e
m uitos outroS novoS veículos às vezes até resultantes da com binação doS
m encionados. Pois. bem , m esm o com essa concorrência, com todas essas
opçõ«, as publicaçõc" e dentre «tas podem o, d«tacat aquela' em fonua de
livro, continuam ocupando lugar de destaque na expansão do conhecim ento, seja através da educação form al, seja através da educação continuada.
R.Bibliotecon.Brasília,17(2): 107 _111,Jul.fDez.1 989
108
ARISTEU GONÇALVES DE M ELO
E aqui nos parece centrar-se o valor da publicação oficial. 'Contém e
transm ite a inform ação necessitada pela população com o um todo, ou por
segm entos desta, m as sem pre (ou quase sem pre) num a abordagem descom
-prom issada com um program a form al de educação. Com isto podem os dizer
que a publicação oficial se destina ao cidadão com um . Talvez um a parcela
desse público geral, aquela vinculada ao poder público, caracterize os
usuá-rios m ais diretos das publioações oficiais, entretanto esta é um a inferência
pessoal, intuitiva. Não é de nosso conhecim ento qualquer estudo que
con-firm e ou rejeite essa hipótese.
Portanto são dois os ingredientes que a nosso ver, caracterizam a faceta
política da publicação oficial: a) um público geral, pertencente a qualquer
cam ada da sociedade ou a qualquer am biente institucional - em presarial ou
público; b) o tipo de conhecim ento que pressupom os transm itir: ciência ou
arte, técnica ou literatura, sem pre m atéria de interesse público.
Freqüente-m ente uFreqüente-m a diretriz organizacional ou governam ental, um a pesquisa ou um
ensaio - m as sem pre prestando contas das atividades de um determ inado
órgão público, em favor do bem com um e do desenvolvim ento de determ
ina-do setor ina-do conhecim ento. Sem pre um a questão diretam ente relacionada com os objetivos da instituição que edita a publicação.
Finalm ente, ainda nessa reflexão sobre o aspecto político da publicação oficial, gostaríam os de reforçar o papel do livro com o instrum ento do
desen-volvim ento especificam ente na área da econom ia. Com isso querem os dizer
que o m undo editorial contribui para o progresso das nações através dos en-sinam entos que carreia para a sociedade. Por isso consideram os que deve ser
convicção de qualquer governo de que investir no desenvolvim ento da
pro-dução de livros, ou de outro tipo de publicação, não significa um prejuízo.
Significa, isto sim , um investim ento a longo prazo no crescim ento nacional.
Com o parte final deste pronunciam ento, no m om ento em que
transferi-m os a presidência da CPOB à nova Diretoria, encabeçada pela brilhante
co-lega Dinorá M oraes Ferreira, atual e dinâm ica diretora do Departam ento de
Im prensa Nacional - o que a torna especialm ente indicada para o cargo
-gostaríam os de pedir licença a esta platéia para relatar nossa m odesta contri-buição ao setor das publicações oficiais.
Em prim eiro lugar gostaríam os de evocar aBibliografia de publicações
oficiais brasileiras que o Centro de Docum entação e Inform ação da Câm ara
~os_Deputados vem editando desde 1978. Ao assum irm os a direção desse
org~o, procuram os nos inteirar da real contribuição que a continuidade desse
pr?Jeto podia representar para o controle fia produção editorial da área
pü-blica, O resultado foi um a decisão de apóio irrestrito à tarefa. Nesta sem ana
DISCURSO DO PRESIDENTE DA COM ISSÃO DE PUBLICAÇÕES
colocarem os à disposição do público o 5Çl volum e da bibliografia que,
com o os dem ais é distribuído gratuitam ente. A despeito de um a série de
crí-ticas que tem os suscitado quanto a este em preendim ento, estam os convictos
de que a m esm a tem tido grande utilidade junto aos diversos órgãos de in-form ação por este Brasil a fora. N ão são poucos os retornos por parte das
bibliotecas e serviços de inform ação bibliográfica e de docum entação sobre
tal utilidade. Por outro lado correspondências de várias partes do m undo são
recebidas pelo Centro de D ocum entação solicitando a rem essa de volum es
esparsos ou de toda a coleção da bibliografia. Tam bém , notícias nos chegam
de seu uso em escolas de biblioteconom ia com o instrum ento de análise ao
lado de outras tantas e tradicionais fontes de referência. Tudo isto nos tem
incentivado a continuar, pelo m enos até o m om ento, com essa em presa.
A inda, em 1981, envolvidos na análise sobre a conveniência da edição da bibliografia, tom am os nosso prim eiro contato com a dificuldade de locali-zação e acesso às publicações oficiais, tanto as de nível federal com o as
es-taduais e as m unicipais. Escrevem os então um a com unicação para o
4ÇlSe-m inário de Publicações O ficiais Brasileiras em que apresentávam os um a
proposta de "controle bibliográfico no Brasil" no que concerne às
publi-cações oficiais.
*
Em 1985, agora no 5ÇlSem inário, apresentam os um ensaio geral sobre a
produção editorial da Câm ara dos D eputados e o conseqüente estím ulo à
produção intelectual.
Fora essas investidas, tivem os oportunidade de apoiar diretam ente a
Com issão de Publicações O ficiais Brasileiras com o Presidente ou com o um
de seus m em bros efetivos, ou ainda concedendo licença a funcionários para participar de suas subcom issões, em execução de trabalhos com o a bibliogra-fia ou com o o livro sobre editoração que será lançado tam bém durante este
5ÇlSPO B. .
O utros órgãos tam bém têm participado dos esforços da CPO B em
bus-ca da realização de seus produtos. Cerca de 30 pessoas contribuiram na
elaboração do 5Çlvolum e da Bibliografia. U m esforço m ais m odesto,
envol-vendo pessoas de cerca de 10 órgãos, resultou na obra B ditoração de
Pu-blicações O ficiais. A gradecem os a todos esses órgãos. Todos têm seu m
é-rito nessa jornada pelo desenvolvim ento do setor de editoração oficial.
I
!
I
\\
A creditam os que m uito foi feito de 1980 aos dias atuais pela Com issão
de Publicações O ficiais - e agora, reportam o-nos à sua ação
independente-m ente da atual presidência. Entretanto o setor continua carente de m uitas
frentes, salvo exceção de um a ou outra instituição, com o um a política edito-rial m ais am pla, por exem plo.
*
M ELO, A risteu G onçalves de. O controle bibliográfico no Brasil; um a proposta.Brasília,Câm ara dos D eputados,Coordenaçãode Publicações,1982.98p. il.
110 R.BibJiotecon. Brasília,I 7(2): 107 -I J I,JuLlDez.1989
ARISTEU GONÇAL VES DE M ELO
Entregam os a presidência com a sensação de term os feito m enos do que gostaríam os de ter feito. FazernoIo, entretanto, com a certeza de que os em
-preendim entos iniciados terão continuidade e atingirão as m etas já
estabele-cidas. D eixam os, de pronto, a tarefa de continuação na busca de novos
ru-m os para a Coru-m issão. D everia ela assuru-m ir o coru-m ando e a coordenação da
área editorial entre os vários órgãos do governo federal? D everia a Com issão encetar esforços no sentido de penetrar na coordenação editorial em nível es-tadual, e, quem sabe até m unicipal?
O utra expectativa que tem os é que a Com issão evolua no sentido de
fa-zer com que a publicação oficial adquira um caráter de seriedade - prom
o-vendo o poder público, entretanto num a linha de prestação de contas, de
form ação de opinião pública sobre m atérias de interesse da sociedade. Q ue os editores estabeleçam um a linha séria de trabalho; tracem objetivos e
pro-curem alcançá-Ios, equilibrando a qualidade e os gastos de seus produtos.
M uito há ainda por ser feito. Continuarem os acom panhando o setor,
sem pre na esperança desse avanço e dessa m elhoria.
M uito O brigado!
\
~\~\.\01~C
Jt.
e\\:>\\o\eca de Ciências
\-\U{l\anas e EducaçãO