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#EspecialFimDeAno2019

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Academic year: 2022

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by Eve Langlais

.

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Uma sirene que tem pavor do oceano... Com um

destino que envolve um cara sem camisa bonitão.

Já conheceu uma sereia apavorada com o oceano? O mais perto que chego da água

salgada é no meu banho.

Quanto a cantar? Minha herança de sirene me deixou com uma voz assassina. Literalmente.

Algumas pessoas podem encantar animais de

árvores. Eu? Eles pulam para a morte ao invés de ouvir outra nota. Eu sei que sou diferente, e estou bem com isso. O que eu não estou bem é o cabeça de carne que decide que ele é meu

companheiro predestinado.

Só porque ele é alto, bonito e musculoso não significa que eu vou cair na cama com ele. Podemos fazê”lo em pé primeiro. Não julgue. Eu mereço um pouco de diversão, especialmente porque acho que meu tempo na Terra é limitado. Os pesadelos estão ficando mais fortes.

Meu humor oscila cada vez mais desagradável. O oceano está chamando, mas não acho que queira me dar um abraço

gentil.

Pode uma desajustada que não pertence a lugar nenhum encontrar uma maneira de sobreviver ao futuro

e talvez até se apaixonar?

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Pr ó logo

“Shh”. Minha mãe segurou minha mão com força e silenciou o som, seu braço livre subindo para colocar um dedo em seus lábios.

E não precisava ser dito. O medo manteve minha voz trancada. Esta era a nossa chance. Uma oportunidade para uma vida normal. Para ser uma família real. “Mamãe” um nome que eu só podia usar quando estávamos sozinhas prometia.

A falta de energia, que Mama culpou pela manutenção, nos ajudaria a jogar o jogo de se esconder. Um jogo que tínhamos que manter em segredo, mamãe explicou com os dedos enquanto penteava meu cabelo depois do meu banho aquele com bolhas e não salgado com peixes. As pessoas nos casacos brancos ficavam perguntando se eu entendia o que diziam. Pergunta tola. Peixe não fala. Ondas falam.

Não há ondas nessas salas de concreto, de pedra grossa e som abafado. Nada de nadar para mim esta noite, o que significava que eu não tinha meu

rabo bonito. Eu usava pernas, que eram muito melhores para andar.

Fui direto para a minha mãe quando ela parou.

A rigidez de seu corpo me fez congelar de medo. E segurei minha

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respiração. Não faça barulho. O colar ao redor do meu pescoço era um doloroso lembrete do que acontecia se eu usasse

minha voz fora do turno.

Mamãe se inclinou em uma esquina e espiou. Suas mãos se

moveram rapidamente e

silenciosamente com sua mensagem.

“Limpo. Vamos depressa”. Eu não precisava de mais insistência quando ela me puxou atrás dela por um corredor que não reconheci. Eu nunca estive tão longe do meu quarto. Geralmente, minhas tarefas nas poças de água ou na pequena sala ecológica ficavam a poucos passos de onde eu dormia.

Logo, eu veria meu primeiro céu real. Eu tinha observado isso em livros ilustrados. Céus azuis. Os nublados. Luz do sol tão brilhante que poderia ferir os olhos. Eu não podia esperar. Não podia esperar para ver tudo.

Quando mamãe parou de novo, corri para as costas dela mais uma vez, o cheiro dela era o mesmo anti-séptico dos médicos dos jalecos brancos, mas também insinuava algo mais doce e suave. O suéter que eu

abraçava à noite carregava aquele mesmo perfume e me confortava quando meu corpo doía depois de um dia duro de testes.

Sempre com os testes.

Percebendo que minha mãe não se mexeu, olhei ao redor de seu corpo e vi o que a tinha congelado. Delineado pela

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luz que entrava pela janela de uma porta, havia um guarda, seu uniforme escuro distinguindo-o do Dr. Keterson que estava ao lado dele, mesmo não usando seu habitual jaleco branco, mas reconhecível por suas feições

finas e óculos de aros grossos.

“Você realmente acha que poderia sair com ela tão facilmente?” Perguntou o médico.

A voz de minha mãe tremia, as palavras guturais e quase acentuadas em comparação com outras. “Eu nunca concordei com isso”.

“Você concordou em manter o que acontece aqui em segredo”.

Ouvi enquanto o Dr. Keterson falava, mas meus olhos estavam em suas mãos destampando a ponta de uma seringa.

Eu odiava agulhas.

“Isso está errado e você sabe disso. Eu não vou fazer parte disso”.

“Você quer sair?” O médico deu um passo para o lado e gesticulou para a porta. “Você pode sair quando quiser”.

“Nós dois sabemos que não posso simplesmente desistir. Você vai me matar”. Quanto mais minha mãe falava, mais forte sua voz se tornava. Tão

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firme quanto ela me abraça.

“Só se você abrir a boca”.

“Ela vem comigo”, declarou Mama.

Isso me deixou tão quente ao ouvi-la desafiar o Dr. Keterson. Ele não era um bom homem. Eu às vezes sonhava com o que gostaria de fazer com ele. Não contei ao Dr. Munroe, que me perguntou sobre meus sentimentos. Mamãe disse que eles não entenderiam se eu fizesse.

Raiva fez o colar zumbir. E tentei evitar isso.

Mas a energia estava desligada. O colar não deveria funcionar.

Eu esperei. Porque mamãe gritou: “Agora, Lana.

Cante.Cante alto”.

Mas…

“Agora!”. Ela gritou, então eu abri minha boca.

Apenas uma mãe poderia amar a música que emergia da minha boca. Assustadora. Feia.

Estridente e discordante. Para outros. Para mim, as notas eram fascinantes e elas pareciam tão bem quando tocavam o ar.

Nem todo mundo gostava da minha música. Dr. Keterson gritou:

“Pare!”

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Mamãe sorriu para mim e assentiu:

“Tudo bem, preciosa”. Porque ela não podia me ouvir. Os ouvidos da mamãe não funcionavam como os de outras pessoas. Ela era surda. Ela lia meus lábios ou minhas mãos agitadas.

Segundo ela, minha boca só cantava beleza. Não de acordo com todos os outros.

O soldado com a arma ofegou e seus olhos se arregalaram, enquanto o Dr.

Keterson grunhia.

“Eu disse, Pare!” Suas palavras poderiam ter tido mais peso se ele não avançasse em mim com a agulha na mão.

Minha música ficou mais alta. Os gritos começaram.

Eu fechei meus olhos quando eles morreram.

Mantive-os fechados quando mamãe me agarrou em seus braços e me carregou. Me apressou para liberdade.

Eu nunca mais seria uma prisioneira.

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Cap í tulo 1

“Eu não posso acreditar que sou uma prisioneira”. O que, em si, era uma merda. E para tornar meu dia ainda pior, eu também não me encontrava mais na Terra, mas sim no Limbo.

Você me ouviu bem. Eu estava atualmente amarrada a uma participação no Limbo, que realmente existia. Lugar desagradável, todo chão cinza, céu cinzento e suas terríveis consequências. Eu descobri sobre isso da maneira mais difícil quando um demônio arrastou Claire uma das minhas melhores amigas e eu lá para usar como isca.

Quer saber do que estou falando? Acho que eu deveria voltar um pouco.

Meu nome é Lana Periwinkle. Nenhum nome do meio.

E esse sobrenome? Totalmente inventado porque, por um lado, os homens de jalecos brancos provavelmente ainda estavam procurando por mim. Mesmo que tenha

passado um tempo desde a minha fuga, eu imaginei que eles ainda estavam chateados que eles perderam sua sereia.

Não há necessidade de esfregar os olhos ou procurar algum truque. Você me ouviu. Eu sou uma sereia. Mais ou

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menos. Bem mais como uma sirene. Mais uma vez, apenas uma espécie de sereia.

Eu sou meia sereia e meia sirene que, a propósito, são duas coisas muito diferentes, ao contrário do que você ouviu. Confira as lendas gregas, você verá. Então, novamente, deveria ser óbvio.

Uma sereia vive debaixo d'água. O tempo todo. Nenhuma dessas merdas de pernas que crescem quando o ar atinge sua pele. Não há belos príncipes para arrebata- las. Uma sereia de sangue puro precisa de água para viver.

Água salgada, para ser precisa.

Uma sirene é uma cantora com afinidade por pássaros.

Elas vivem apenas em terra. Nenhuma água para elas.

Eu me lembro da primeira vez que falei sobre isso na faculdade. As pessoas balançaram a cabeça e zombaram de mim até que eu as encaminhei para a poderosa pesquisa no Google e os fiz verificar antigas lendas gregas sobre sirenes.

Principalmente fêmeas, os machos desapareceram das referências históricas por volta do século quinze. Rumores afirmam que as mulheres comeram eles ou elas os incomodaram até a morte com suas vozes toda

poderosas. Qualquer que fosse o caso, as sirenes eram femininas, possivelmente parte pássaros, ninguém jamais pegou uma para testar e cantoras mortais que gostavam de

atrair homens desavisados à sua desgraça. Pelo menos, os feios, e inúteis.

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De acordo com rumores, aqueles que podiam trabalhar passaram a fazer parte da equipe da sirene, atendendo a todas as suas necessidades. Enquanto outros, os tipos bonitões com o perfeito V, foram mantidos em cativeiro e usados como escravos sexuais. A vida difícil de ser agradado e ordenhado de sua semente até que eles ficassem muito velhos ou feios.

Dada que a escravidão das sirenes aos homens era um conhecimento bastante difundido, você imaginaria que as ilhas onde as lendas alegavam que as criaturas assombradas nas margens viviam, receberiam um amplo espaço. Você estaria errado. Até hoje, os homens ainda navegavam propositalmente pelas ilhas das sirenes, na esperança de serem escolhidos, não dando a mínima para o fato de que seus colegas, companheiros de navio frequentemente morriam no processo.

Tudo isso para dizer que... Sereias e sirenas eram duas coisas totalmente diferentes. Coisas incompatíveis, eu devo acrescentar. Porque ao contrário de alguns filmes de romance monstruoso, o coito entre algo que vive na água e algo que vem da terra, simplesmente não é

fisicamente possível, especialmente porque nenhum dos dois tinha machos de sua espécie.

No entanto, aqui estava eu. Metade e metade. Uma desajustada que não

apenas temia o oceano, mas não conseguia mais reunir uma cauda. Eu tinha que segurar minha respiração

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debaixo d'água como todo mundo, e tinha a pior voz que se pode imaginar. Quero dizer, era como se jogar de uma janela do décimo andar de tão terrível. Quando eu morava com minha avó, eu só cantei em seu coral da igreja uma vez.

Foi dito, até a estátua de Maria chorou para eu parar.

Quando eu era jovem, vovó estava convencida de que eu tinha um problema de fala e estava determinada a consertá-lo.

O que significava que muitas vezes eu tinha um bocado de bolinhas de gude para me ajudar a pronunciar. Eu pessoalmente pensei que isso me fez parecer pior. Mas pelo menos as pessoas pararam de chorar sempre que eu ria demais.

Com o tempo, eu consegui falar normalmente sem pedras na boca e as pessoas irrompendo em lágrimas. Mas evitava cantar. Se uma ótima música tocava no rádio, eu sincronizava com os lábios. E mesmo assim, eu podia sentir a música formigando em mim, empurrando e empurrando para a liberdade. Preocupava-me que um dia ela pudesse se libertar e então... Cuidado. Eu os mataria. Literalmente.

Agora você pode se perguntar neste

momento, se eu tenho uma voz de sirene, por que não visitar algumas da minha espécie?

Descubra como tudo funciona. Eu não poderia seguramente cantarolar com o rádio sem causar suicídios em massa. Porque, aqui

está à coisa, não são apenas os humanos que são afetados. Nós nunca tivemos um problema de ratos em

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qualquer um dos lugares que eu morava. Por que isso funcionava apenas em alguns animais, no entanto? Gatos, por exemplo, geralmente chiavam com desdém quando eu tentava cantarolar para eles. Cães se urinavam de alegria.

E não exatamente habilidades úteis no mundo real. Como eu poderia usar minha voz para o bem, como creme de chantilly extra na cafeteria?

Eu queria saber, mas as pessoas que me poderiam dizer não falariam. Sirenes eram um grupo mal-intencionado. Clube total de garotas malvadas. Que, devo acrescentar, me encaixaria muito bem. Eu nunca escondi o fato de que eu poderia ser muito mal-intencionada. Embora eu prefira o termo firmemente opinativa e pouco disposta a lidar com besteiras.

Ser meio-sangue deveria ter me dado pelo menos uma audiência. Mas nem mesmo um telefonema era permitido.

As sirenes se recusaram a falar comigo. Afirmei que não havia como me relacionar com elas porque, aparentemente, havia apenas cinco delas no mundo, e nenhuma delas me dera à luz.

Eu já sabia que nenhuma delas era minha mãe. Eu me lembrava dela. O cheiro do pó de bebê de seu desodorante. O jeito que as mãos dela se moviam quando ela fazia a linguagem dos sinais. Eu me lembrava dela

morrendo. Seus olhos bem abertos quando ela...

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Não. Não vá lá.

Então, não vou ver sirenes, o que significa que a única informação que consegui descobrir sobre a minha outra metade foi o que encontrei através de uma pesquisa no Google.

Nada disso é útil.

Especialmente a parte sobre a dieta das sirenes sendo principalmente de sementes e frutas. Talvez, se alguma vez conseguisse uma reunião, deveria omitir o fato de que eu poderia ter comido alguns parentes distantes, porque realmente amava frango crocante à milanesa.

Quanto às sereias, minha outra metade? Eu nunca canibalizei nenhum dos meus primos. Principalmente porque eu não suportava peixe. Vieiras1, embora? Adorava esses idiotas saborosos. Eu também gostava do fato de que as sereias não eram idiotas como as sirenes. Elas pelo menos concordaram em falar comigo, se e foi um grande se eu fosse até elas. Embaixo d’água. Como se não estivéssemos falando de toneladas de metros debaixo d’água.

A ideia de todo aquele líquido me pressionando pra baixo...

Outro lugar que eu não gostava de ir. O pânico veio rapidamente.

1Vieira (molusco);

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Havia apenas um nome para uma sereia que não conseguia lidar com grandes massas de água. Desajustada. Às vezes, eu me perguntava se eu ainda era uma sereia, já que não tinha rabo.

Provavelmente uma coisa boa, dado que eu vivia principalmente entre os humanos. Mas, às vezes, eu sentia falta do oceano. E ainda tinha sonhos;

eu sonhava em voar livre pelas águas salpicadas de sol.

Na realidade, eu morava em uma cidade de tamanho decente, sem terra firme, a maior massa de água sendo a lagoa artificial naquele novo empreendimento perto da cidade. Eu compartilhava um apartamento com minhas duas melhores amigas.

Alguns anos atrás, eu costumava pensar que era a única aberração do mundo, e então eu conheci Claire uma shifter coelho, fofa e carinhosa como um coelhinho até ficar irritada. Eu a salvei de um falcão prestes a afundar suas garras nela. Imagine minha surpresa quando o coelho que eu trouxe para casa se transformou em uma mulher pela manhã. Nós imediatamente nos juntamos.

Então Beth veio junto, uma mistura híbrida de anjo e demônio, que aparentemente foi objeto de

alguma profecia sobre o Limbo. O lugar onde eu

atualmente me encontrava, não de bom grado eu poderia acrescentar. Eu não tive escolha. Um

demônio de aparência vil e até mesmo um olhar cruel invadira meu apartamento.

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Antes que eu pudesse gritar alto o suficiente para estourar seus tímpanos, ele me colocou em uma chave de braço e empurrou um pano com cheiro desagradável na minha boca. Ele me amarrou quando Claire hiperventilava.

Pobre coisa. O coelhinho nela congelou. Não é culpa dela. Alguns instintos são difíceis de combater.

O cara feio nos raptou e, nos levou para o Limbo, nem sequer deixando um rastro para os policiais seguirem. Então, como se isso não fosse suficientemente rude, ele nos prendeu a estacas e contou em detalhes sobre como ele iria nos estuprar, então esfolar nossa pele em tiras para depois comer. Aparentemente, os humanos eram uma iguaria para sua espécie.

Eu não tinha vergonha de admitir que ele me assustou. Nenhuma voz para usar, sem mãos. O que uma garota deveria fazer? Entrar em pânico? Já está acontecendo. Esperar por resgate? Por quem? Eu não tenho namorado. A única pessoa que notaria que desaparecemos era Beth, e eu não queria que minha outra melhor amiga entrasse em uma armadilha.

Estávamos tão ferradas e precisando desesperadamente de loção para a pele. O ar morto do Limbo sugou a umidade da minha pele. Ugh. Eu me senti tão ressecada. Seca.

O demônio, com sua pele escamosa coberta por uma camada fina de poeira ficou na minha frente, a fenda de seus olhos amarelos tão

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esquisitos quanto você esperaria. O cheiro dele: canela queimada e enxofre. Em

outras palavras, bruto.

“Você é uma mistura estranha”, ele disse suas palavras guturais e profundas. O movimento de sua língua bifurcada era perturbador. Não tão enervante quanto o tesão levantando sua tanga. Era eu, ou ele tinha duas cabeças?

“Mais um erro humano”, disparou uma nova voz. Minha atenção desviou do Sr.

Demônio feio para olá menino bonito, com o cabelo encaracolado e loiro, o novo orador era tudo o que meu captor demônio não era. Alto, bonito, de pele lisa e muito musculoso. Mas o que eu mais gostei foi às asas.

Grandes, brancas e fofas. Puta merda, um anjo.

Nós fomos salvas! Eu lancei um olhar animado para Claire, cujo nariz se contraiu. Ela não parecia tranquilizada em tudo. Aparentemente, por um bom motivo.

“Você deixou a mensagem?” O anjo perguntou.

Levou-me um piscar de olhos após a resposta do demônio de “Sim, com o sangue da coelhinha”, para perceber ao que o anjo se referia.

Depois da ridiculamente curta batalha com o demônio no apartamento. Porque, olá, como você luta contra um demônio? Ele passou uma

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garra sobre o braço de Claire e usou o sangue para escrever uma nota na parede do nosso apartamento. E o anjo sabia

disso.

Tanto para o bem contra o mal.

Esses dois seres estavam em conluio.

Nós estávamos fodidas. E eu sem vontade. Quem herdaria minha coleção de conchas? Meus romances eróticos escondidos na minha mesa de cabeceira?

Quem se importaria?

Minha super melhor amiga Beth aparentemente se importaria. Como a idiota adorável que ela era, ela mordeu a isca e de repente chegou ao Limbo, aterrissando em um montão desajeitado em suas mãos e joelhos, engasgando.

Sintoma de doença pelo movimento interdimensional.

Naquele absurdo momento, imaginei se alguém já havia patenteado a ideia.

“E esta é a abominação que deveria mudar o Céu e o Inferno?” Disse o anjo que eu apelidei de Bundão.

Estremeci pela minha amiga enquanto ele apontava um chute nas costelas de Beth. Ela foi atirada de

costas e ficou lá, ofegando por ar.

Eu me joguei para frente, apenas para me encontrar presa, ainda amarrada na estaca, com a besta olhando maliciosamente para mim, seus olhos brilhando de excitação.

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O demônio, sua voz musical com condescendência disse “Sim, e é difícil acreditar que essa criatura humana tenha o poder de destruir o status quo”. Zing. Beth não gostou do insulto e ficou de pé. Se eu pudesse, eu teria bombeado o punho e gritaria: Pegue- os, Beth!

“Onde estão minhas amigas?”

Perguntou corajosamente.

Demônio idiota e Anjo bundão se afastaram, dando a ela uma visão adequada.

Eu fiz o meu melhor para dar a ela a aparência de confiança. Um não se preocupe eu tenho isso tipo de olhar.

A idiota deixou seus sentimentos moles atrapalharem a escolha certa. Eu sabia o que ela diria mesmo antes de ela endireitar os ombros. “Eu vim como você pediu. Agora, deixe-as ir”.

“Por que faríamos isso?” Respondeu o demônio. “Uma vez que você esteja morta, estou ansioso para levar a mal- humorada de volta ao Inferno comigo. Enquanto Gabriel aqui demonstrou interesse no coelhinho”.

Espere um segundo. De jeito nenhum eu ia a lugar algum com aquele cara feio.

“Esse não foi o acordo”. Beth parecia absolutamente furiosa.

Raiva estava tudo bem, mas eu me perguntei se ela havia notado os exércitos que nos cercavam. Eu tinha. Uma

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horda demoníaca de um lado e um destacamento angelical do outro.

Bastardos sorrateiros surgiram do nada como se uma cortina cinza caísse para revela-los em toda a sua perigosa glória.

Grande lisonja eles acharem que minha amiga era perigosa o suficiente para merecer tal demonstração de força.

No entanto, o demônio idiota riu. “E com quem você vai contar? Você veio aqui sozinha, sua estúpida Nephilim”.

“Eu não sou um Nephilim”, Beth afirmou, o que parecia em desacordo com o fato de que ela deixou suas asas aparecerem em uma chuva de penas cinzentas. Seu queixo se inclinou em um ângulo teimoso que eu reconheci.

“Eu sou um desajuste híbrido, e acabei de aguentar merda de qualquer um de vocês. Se você não vai libertar minhas amigas, então eu acho que vou fazer isso sozinha”.

Punho total bombeando, com esse discurso. O tipo que teria pessoas torcendo em um teatro se fosse um filme. Mas esta era a vida real.

Minha vida. E isso envolvia minha melhor amiga. A idiota que se lançou no ar, batendo as asas.

A esperança começou a bater em meu peito quando Beth se dirigiu para Claire e eu. Então, fiquei um pouco preocupada quando vi a faca na mão dela.

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Eu a vi cozinhar, ela quase perdeu um dedo cortando cenouras uma vez.

Ela bateu no chão na nossa frente e puxou minha mordaça antes de atacar as cordas ao redor dos meus pulsos. Na metade do caminho, eu puxei com força suficiente para soltá- las, deixando-a livre para desamarrar Claire que, perdendo o pano na boca, gritou “Atrás de você!”

Beth se abaixou sem olhar e varreu os pés em um semicírculo, exibindo velocidade e a agilidade de um super-herói.

Quando ela estava praticando?

Como eu não podia fazer muito com meus pés ainda amarrados, me atrapalhei com os nós, enquanto minha amiga lutava com o demônio.

Mas eu tinha outras coisas para me preocupar do que se Beth poderia lidar com um demônio e um anjo.

Claire e eu meio que tínhamos dois exércitos avançando; apesar de ir atrás de nós ou uns dos outros, eu realmente não queria saber. Mas eu tinha uma

resposta esperta.

“Eu tomarei a legião à esquerda, se você manejar o exército da direita”.

A resposta de Claire? “Eep”

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As coisas pareciam realmente sombrias.

Um silêncio de antecipação pairou no ar.

A certeza da morte.

Minha morte, que não era legal.

Tipo, sério, eu não queria morrer.

Eu ainda tinha que fazer tantas coisas, como comprar sapatos ridiculamente caros que eu nunca usaria por medo de arranhá-los. Ou ter uma depilação brasileira enquanto estivesse bêbada, porque era a única maneira de alguém se aproximar do meu arbusto.

Eu queria viver, o que significava que eu tinha que fazer algo que não envolvesse a hiperventilação de Claire.

“Lana”, ela gritou. “Estou perdendo isso”.

Não é uma coisa boa. Em absoluto. “Espere aí. Eu vou descobrir alguma coisa”. Como eu não tinha uma Uzi2 ou algum tipo de varinha legal do tipo Potter, eu teria que usar a única arma que eu tinha.

Limpei minha garganta. “Hum, Claire, eu preciso de você para bloquear a minha voz”.

Minha melhor amiga me lançou um olhar.

Ela não perguntou por que, apenas assentiu.

“Os arrase. Eu sei que você consegue”.

Eu amava seu entusiasmo, só queria ter a mesma autoconfiança. Eu

2Uzi é uma família de pistolas-metralhadoras compactas.

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realmente não cantei em anos. Minha última tentativa na floresta, sem ninguém por perto, resultou em cientistas colocando em quarentena a área para estudar os cadáveres peludos da vida selvagem que tinham morrido por uma razão

desconhecida.

Eu não podia sempre controlar completamente o que saía da minha boca. Mas hoje eu não podia deixar isso importar. Eu não podia deixar o medo do palco me parar. O exército ao nosso redor não parecia se importar que tivéssemos sido apanhadas em uma briga que não era nossa. Nós seríamos esmagadas na mistura.

A menos que eu os parasse.

Onde corpos profundos de água me aterrorizavam cantar não. Apesar do massacre na floresta, eu desejava abrir a boca e gritar as notas que segurava dentro de mim.

Para deixar a melodia voar.

E agora minha chance chegou.

Viver ou morrer?

Eu escolhi viver.

A música começou suave. As primeiras notas de uma assombrosa sinfonia que eu amava surgiram trêmulas, hesitantes.

Ao meu lado, Claire se encolheu e eu tropecei. Mas ela me cutucou com o ombro. “Ignore-me. Você consegue. Mais

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alto Lana. Cante alto e forte como O Fantasma da Ópera”.

Eu poderia fazer mais alto, mas me preocupei com Claire. Eu não poderia machucar minha amiga.

Fechando os olhos, me concentrei na música deslizando pelos meus lábios, seguindo as ondas trêmulas, alargando-as para evitar Claire, formando uma bolha de silêncio protegido em torno de nós.

Enquanto a música escorria, fiquei mais confiante, a melodia emergindo tão perfeitamente, seu comando tão claro.

Abaixem suas armas. Vocês não querem lutar.

Eu moldei o tom às minhas necessidades e funcionou.

Dificilmente.

Abri meus olhos para ver os exércitos parados, seus rostos confusos, armas penduradas ao lado do corpo, cabeças inclinadas.

Havia tantos naquele campo estéril.

Tantos malditos, e eu não consegui segurá- los todos. Eu tremi. Alguns começaram

a sacudir a cabeça. Outros deram alguns passos hesitantes.

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Então uma porta se abriu no céu, e criaturas ainda mais estranhas

apareceram.

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Cap í tulo 2

As palavras da minha música tropeçaram, mas eu não morri quando o feitiço perdeu o controle.

Os demônios e anjos tinham outras coisas para se concentrar.

Uma mulher, no alto, com asas douradas, e suas asas devo acrescentar, liderava o ataque. “Atacar!” O brilho de sua espada apontou para os demônios. Ela voou e foi atrás deles. Ela não estava sozinha.

Um novo exército havia chegado. Embora uma nuvem de pequenas fadas com asas brilhantes pudesse ser chamada de exército? Eu tinha bibelôs no meu banheiro mais pontas mais afiadas do que suas espadas.

E os mocinhos que era um grupo heterogêneo do que pareciam ser elfos de orelhas pontudas, goblins de pele verde, e um monte de coisas que minha

mente não podia nem começar a compreender tendo entrado na batalha, eu finalmente tive a chance de deixar minha voz descansar.

Bem na hora também. A magia dentro de mim foi embora. Chupada quase completamente e seca pelo feitiço que eu costumava deixar inteiro. Apesar

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da situação, eu me sentia mais relaxada do que me senti em muito tempo.

E com sede. Muito mais ressecada do que nunca.

Mas não havia nada para beber nessa planície de batalha cinzenta e não havia tempo para ir procurar. Ao meu lado, Claire tremia, um animal da floresta sucumbindo aos seus instintos. Na maior parte do tempo, ela me lembrava de um coelhinho bonitinho e fofo. Sempre feliz e animada e ali por um amigo ela até segurava seu cabelo enquanto vomitava. Mas Claire também escondia os olhos ao assistir filmes de terror e dormia com uma luz noturna.

Neste momento, o instinto queria que ela corresse e se escondesse. Esconder onde? Nós estávamos cercadas. Tudo que eu podia fazer era oferecer conforto. Um puxão atraiu seu corpo encolhido contra o meu. Meu braço envolveu sua estrutura trêmula. “Está tudo bem, Bugs”. Meu apelido para ela. “Ninguém vai chegar perto de nós”. Por enquanto.

Isso poderia mudar, no entanto, enquanto a batalha se desenrolava.

Ainda incomodava minha mente que os anjos e demônios lutavam do mesmo lado. Tipo como diabos isso aconteceu? Os anjos deveriam estar pisando em cima daqueles desgraçados feios. Algum tipo de lei

sagrada.

Em vez disso, eles empunhavam armas brilhantes contra as ainda mais

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brilhantes, coloridas como jóias, espadas carregadas pelos elfos. Os anjos seguraram uma rede e corriam para os duendes e fadas, causando danos no ar com suas asas reluzentes. Eu estremeci quando eles pegaram mais do que alguns. Alguns desses membros inferiores pareciam curvados depois.

Foi horrível de assistir. No entanto, observar a luta era preferível a olhar para onde Beth estava no chão. Morta.

Eu fui incapaz de parar o golpe que a derrubou. A ferida que a deixou sangrando no chão de terra cinzenta, terra que a absorvia como uma esponja.

Tão injusto, caramba! Ela veio para nos salvar. E morreu em vez disso.

Meu coração doeu, enquanto seus namorados, atrasados para a batalha, se enfureceram. Que soou manso. Veja, Beth tinha se ligado com alguns caras seriamente maus e legais. Um djinn bronzeado chamado Gene, atualmente surfando em um

tapete, lançando bolas de fogo. Então havia Simon seu outro cara, um dragão gélido com escamas de gelo que soprava morte nas forças angélicas.

Seriamente fodido. Enquanto eu não tive nenhum problema com

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ataques aos demônios, havia algo perverso em ir atrás dos anjos.

Então, novamente, um anjo foi responsável por tudo isso. Foi sendo a palavra chave. O imbecil com os cachos dourados morreu rapidamente quando a batalha começou. Ele provavelmente permaneceria assim também, a menos que alguém pudesse recolocar a cabeça. A mulher com as asas douradas tinha sido a única a matá-lo com sua poderosa espada.

Um grito de lamento chamou minha atenção para uma nova seção do campo de batalha. Um grupo de demônios se reuniu para cercar algumas senhoras de pele verde em saias parecidas com folhas, com longos cabelos castanhos.

Seus galhos finos chicoteavam de seus troncos, dúzias deles de uma só vez, apenas para serem quebrados e fatiados, deixando-as indefesas.

Eu abri minha boca para ver se eu poderia resmungar uma nota, apenas para segurar minha língua quando um conjunto de pedaços quentes se juntava a luta corpo a corpo.

E eu quis dizer pedaços. Humanos com um número normal de braços e pernas. Músculos que possuíam seus próprios músculos. Eles pareciam nus sob o equipamento de proteção: uma placa no peito que não cobria todo o estômago, e protetores de braços e canelas. Um protetor de

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testículo com um copo duro na virilha.

Eles eram tão quentes quanto os caras de Spartacus naquele filme. Pele oleosa, músculos volumosos e habilidades de luta da velha escola. O tipo que envolvia pura força e agilidade.

Eles giravam, se abaixavam e jogaram socos sólidos. Punhais longos também apareciam, seu comprimento manejável e fácil de tecer em torno das clavas e grupos demoníacos do inimigo.

Ninguém usava uma arma, o que achei interessante. Mas magia... Alguns usavam livremente.

Aqueles que tinham, pelo menos. Os caras que pareciam ter saído de um episódio de Vikings não pareciam ter nada além de entusiasmo como sua arma secreta.

Meio quente. Todos eles eram, mas especialmente um deles. Difícil dizer a partir de onde eu me sentei no chão o quão alto eles eram, mas definitivamente havia um maior que o resto. Mais duro também.

Ele me pegou olhando, e em meio a uma batalha sangrenta, e piscou.

Eu teria dado a ele um dedo do foda-se você de volta, exceto que foi quando a merda foi para o lado, no Limbo.

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Tudo começou com uma mudança no ar. Uma brisa suave e quente insinuando...

Vida?

O chão se moveu primeiro. Um tapete verde vibrante brotou do chão, irradiando em um círculo do corpo de Beth. Exceto que ela não era mais um corpo morto. Beth tinha voltado à vida e não de um jeito zumbi e comedor de cérebro. Ela se levantou e, como se fosse à filha de alguém, abriu os olhos e voltou a viver.

Um momento épico. Todos os exércitos pararam de lutar espantados.

E enquanto nenhuma palavra foi falada em voz alta, nós todos ouvimos o anúncio. Salve a Rainha do Limbo.

Minha Melhor amiga, uma rainha louca. Merda radical.

Neste momento, eu estava sorrindo de orelha a orelha.

Beth viveu. Assim como Claire e eu, era motivo de comemoração. Por alguma razão, meu olhar se virou e procurou o cara grande que eu tinha visto antes.

Ele ainda me olhava.

Ele piscou novamente.

Em vez de lhe dar um gesto de mão rude, minhas bochechas arderam e virei meu olhar para outro lugar. Para as flores que desabrochavam do chão, um tapete vívido de cor agora em toda

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parte sob os pés. No entanto, o crescimento não tinha terminado.

O Limbo ganhou vida. A única palavra apropriada para descrever o que aconteceu.

Protuberâncias côncavas no chão inflaram, crescendo, subindo até explodirem, e uma afloração repentinamente surgiu. Eu ouvi o balbuciar da água mesmo com o barulho das pessoas exclamando. Meu lado da sereia sempre encontrava a água.

E os medrosos.

O cara grande e viking estava vindo em minha direção. Eu fingi não notar. Mas eu sabia.

Cada centímetro do meu ser decidiu se ajustar à sua abordagem.

Talvez ele tenha alguma mágica. O tipo que seduz.

Meus olhos se arregalaram. Ele deve ser um inccubus. Um ser que se alimenta de sexo.

Definitivamente não era o meu tipo.

Isso não me impediu de tremer quando ele parou logo atrás de mim.

Tão perto. Minha boca tão seca.

Normalmente, eu só tenho que cantarolar

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uma nota, para dizer a ele para se foder. Mas eu usei toda a minha magia e meus lábios

não se moviam.

Não ajudou que ele tenha se aproximado, sua respiração quente tocando meu lóbulo. “Olá”.

Apenas uma pequena palavra.

E você conhece essa expressão, aquela que diz: “Você me teve no Olá”.

De repente eu entendi.

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Cap í tulo 3

Um Olá suave. Isso foi tudo que Jory tinha a dizer quando chegou à mulher.

Ele deveria ter planejado alguma coisa. Talvez um comentário sobre sua aparência. Definitivamente não para a voz dela, no entanto.

No momento em que ele entrou no portal para o Limbo, ele ouviu. Ouviu cada nota que a sirene cantava, acertando-o como um golpe físico. A música não tinha certa delicadeza. Mais um empurrão do que uma leve cutucada, mas ela compensou com força. A melodia exigiu que ele relaxasse seus braços. Se ajoelhasse e…

Espere um segundo.

Jory nunca se ajoelhou para ninguém. Foi assim que a música perdeu sua força. Um guerreiro sempre se levantava e lutava. Seus homens, no entanto, pareciam não ter nem um pouco de sua força mental. Como os

demônios e anjos que já estavam aqui, eles ficaram de queixo caído.

Não durou, no entanto. Assim que a sirene terminou sua música, as pessoas

entraram em ação.

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Jory entre eles. O com o mínimo de mortes paga pelas bebidas esta noite. Ele

levantou o punho e gritou.

A resposta foi instantânea. Os homens que se juntaram a ele avançaram com gritos excitados. O choque da batalha encheu seus sentidos, o almíscar do esforço, a umidade da morte e do suor, os gritos daqueles que foram ao encontro de seu deus, se eles tivessem escolhido sabiamente adorar um deles.

Jory se juntou a eles, o punho balançando, o punhal estendendo seu alcance e dando-lhe uma mordida afiada contra os demônios. Ele se abaixou sob o golpe de garras e espetou, sua arma era uma força autêntica. Um pra baixo, milhares para ir.

Normalmente, nada poderia distrair Jory da luta. Ele vivia por esses momentos de adrenalina, e ainda assim ele encontrou seu olhar buscando. Procurando por aquela que tinha cantado. Ela não foi difícil de encontrar. Seu cabelo loiro com seu tom esverdeado destacava seus olhos.

Ele parou e olhou.

Seu olhar encontrou o dele. A clareza de seus olhos castanhos o cativou.

Um choque de consciência formigou. Até os malditos dedos dele. Quanto àquele

ponto entre as pernas?

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Ele culpou a sede de sangue pela ereção. Certamente não um par de olhos.

Os olhos não eram sexy. Deliciosos, sim, se forem devidamente

conservados.

Ele piscou. Esperou por ela para responder algo. Um movimento sutil de, vamos nos encontar depois disso.

Ela não respondeu, mesmo com um sorriso.

Ela se virou e ele continuou olhando, com mais força do que uma fodida lança. E ele ia ser morto se não prestasse atenção. Ele se abaixou a tempo de evitar as garras determinadas a decapitá-lo.

Mas ele mal havia vencido seu inimigo quando olhou de novo. Piscou novamente, só para que ela ignorasse. Não era exatamente surpreendente. As sirenes cantoras eram geralmente criaturas reticentes que ficavam em sua ilha, mantendo-se seguras com a magia de sua música.

Manipulando o poder. Então, como ela chegou ao Limbo?

Quem ousaria colocar uma sirene no meio da batalha? Com apenas algumas poucas remanescentes no mundo, existiam regras para mantê-las seguras. A versão sobrenatural de proteger uma espécie em

extinção. Enquanto as sirenes se prendiam aos humanos como suas vítimas, ninguém se importava com o que elas faziam. E, em troca, elas realmente não se envolviam em nenhuma política fora de sua ilha.

Então, por que ela estava aqui?

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Ela veio para testemunhar a história?

Depois de séculos e séculos de ser proibido, um Nephilim estava de volta

da extinção.

Mas antes que ele pudesse realmente imaginar o que isso significava, o Nephilim uma mulher de cabelos escuros e asas sombrias, morreu nos campos cinzentos do Limbo.

Então subiu novamente. Jory não foi o único a encarar quando isso aconteceu.

A morte foi o gatilho para uma profecia. Uma cura para uma maldição. O fim de uma era e o começo de uma nova.

Isso também significava que os combates fracassaram.

Todos pararam o que ele ou ela estava fazendo para olhar com surpresa enquanto a profecia finalmente se cumpria. Como o Nephilim que era mais que os ancestrais dela, pairava no ar. Raios de magia irradiavam dela. A maioria das pessoas apontou para o chão e exclamou enquanto a vida retornava ao espaço morto.

Jory, no entanto, sentiu as coisas um pouco mais profundas. Parecia um pouco mais longe. No horizonte dessa expansão plana e ininterrupta, a cúpula que havia fechado o Limbo se dissolveu. A magia reunida do

lado de fora daquela parede inundou o espaço. Uma corrida de vida que rasgou a terra, acordando-a e tornando-a um

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ponto de ligação fértil mais uma vez.

As portas para os outros mundos estavam abertas novamente. O Summerlands para os elfos. As montanhas para os anões e até mesmo aquele lugar onde o leão costumava governar até que essas crianças aparecessem.

O mundo tinha acabado de se tornar muito maior, e ninguém estava interessado em derramar sangue ou marcar mais pontos.

Chato. O que um homem com muita adrenalina correndo em suas veias poderia fazer?

Por alguma razão, seu olhar foi à procura da sirene.

Não foi difícil encontra-la. Desde que seus olhos se encontraram naquela primeira vez, Jory sentiu uma afinidade instintiva com ela. Com o seu objetivo traçado ele andou em sua direção, ignorando os tapas nas costas, os resmungos dos malditos anjos, nunca felizes com qualquer coisa as proposições principalmente dos demônios que fornicaram mais do que lutaram.

Jory só queria copular com uma coisa.

Uma mulher.

Ele nunca tinha dormido com uma sirene, e ele sabia que ela nunca esteve com

alguém como ele.

A mulher o viu. Ele sabia que ela fez porque ela olhou diretamente para ele.

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Seus olhos se arregalaram e seus lábios se separaram. Eles ficariam perfeitos em volta

do seu pau.

Um sorriso puxou sua boca.

A sirene virou as costas para ele.

Que quase o fez tropeçar.

O que foi aquilo? As mulheres não ignoravam Jory. Pelo contrário, elas se atiravam nele. Muito literalmente às vezes.

Ele aprendeu a simplesmente ignorá-las e arrastá-las até que elas se soltassem e caíssem.

Jogando duro para conseguir. Ele tinha ouvido falar desse truque, ele nunca teve isso usado contra ele. Isso o excitou. Ele acelerou seus passos enquanto se aproximava de seu objetivo.

Ao redor dele, as pessoas exclamavam quando as mesas apareciam, enfeitadas com toalhas de mesa quadriculadas. Bandejas de frutas, carne e doces cobriam suas superfícies. Uma fonte jorrando fluido de ouro, e uma com vermelho combinando, era cercada por uma torre de vidro.

Vinho.

Comida.

Ele diminuiu por um segundo. Nem sequer questionou sua aparência porque ele sabia que era provavelmente o trabalho daquele djinn, Gene. Aquele que fez aquele discurso ao

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conselho sobrenatural sobre os Nephilim e como ela precisava de seus exércitos. Jory foi um dos primeiros a ficar de pé e dizer rapidamente: “Estou dentro”. Ele

precisava de um treino.

Aparentemente, ele fez o movimento certo. Uma batalha revigorante, uma profecia cumprida e se afastando para que uma nova aparecesse. Sustento. Muitas mulheres rindo em sua direção, mas ele continuou se movendo até ficar ao lado da sirene, que estava conversando com uma loira que estremecia.

E foi aí que ele fez sua introdução épica. “Olá”.

Ela não respondeu; provavelmente por causa de sua voz ainda se recuperando da música.

“Eu ouvi você cantando”.

Nem mesmo uma contração de cabeça.

“Eu tenho algo que pode consertar sua garganta”, ele graciosamente ofereceu.

Ela não olhou em sua direção.

Sua amiga parou de falar e tomou conhecimento dele. Ela olhou para cima, para cima.

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Seu nariz se contraiu. “Hum, Lana. Eu acho que esse cara quer falar com você”.

“Não estou interessada”. A mulher chamada Lana se afastou dele. Isso foi mais do que jogar duro para conseguir. Obviamente, uma amante das fêmeas. Como ela poderia resistir?

PUM!

O soco sólido na parte de trás de sua cabeça não balançou Jory, mas fez com que ele olhasse para baixo e olhasse para baixo...

Uma velha enrugada, apoiada em sua bengala, a mesma que provavelmente usou para acertá-lo balançou a cabeça, os grossos fios cinzentos de seu cabelo eram um ninho de pássaro selvagem em meio a uma tempestade. “É ainda um idiota arrogante, eu vejo”.

“Ainda violenta”, foi sua resposta. Ele então sorriu e pegou a velha senhora em seus braços para um abraço que a fez dar um tapa nele e exclamou: “Me coloque no chão, seu imbecil gigantesco. Tenha algum respeito pelo oráculo”.

“Você sabe que eu respeito você”. Ele também amava a velha senhora. Deu-lhe um grande beijo na bochecha antes de coloca-la no chão. “Parabéns por acertar a profecia”.

Era a pequena fêmea à sua frente Lilith, a mais velha e única profetisa viva que previra este dia.

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Ela deu uma gargalhada. “Nunca houve qualquer dúvida que este momento iria

acontecer”.

“Então, o que vem a seguir agora?

Vai finalmente tirar férias?”

Ela olhou para ele. “Na verdade, eu vou. Mas antes de ir, algumas palavras para você”.

Jory tinha medo de poucas coisas.

Muito pouco. Não ter as pilhas para o controle remoto do Xbox, nenhuma cerveja na geladeira e quaisquer profecias que o envolvam.

Especialmente desde que o destino era uma cadela, que tinha rancor; e ele esperava ter esquecido tudo sobre o incidente.

Lilith abriu a boca, e Jory poderia gemer quando proferiu em voz profunda para ser ouvida: “O mal não parou com os Nephilins. Um erro precisa ser desfeito. As ondas nunca esqueceram. Elas se reuniram depois da batalha...”

Batalha? Eu gosto de batalhas. Um pensamento aleatório correu com o resto do discurso de Lilith.

“... Do coração e da mente. Então é isso”.

Ele esperou um momento depois de sua última palavra antes de perguntar. “E?”

“E o quê?” Lilith perguntou.

“Parece incompleto”.

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A Anciã deu de ombros. “Não é problema meu. Eu apenas dou as

profecias, não as faço”.

“Mas você acha que isso me envolve?” Ao acenar, ele acrescentou:

“Você tem certeza? Porque”.

Uma batida na canela dele o cortou. “Descubra você mesmo. Estou pronta para começar minha viagem”. O Oráculo se ajoelhou e pegou um punhado da grama recém-crescida e depois a esmagou em suas mãos, liberando a magia.

Ela inalou as partículas de grama, os olhos fechados.

As linhas de idade diminuíram, o corpo se endireitou, a bengala caiu de seus dedos flexíveis.

Uma Lilith, muito mais vibrante, estava diante dele.

“Assim está melhor”. Ela se esticou e bateu suas articulações.

“Espere, você nem sequer escreveu”.

Lilith acenou com a mão e um pedaço de papel caiu.

Ele prendeu-o com um punho e notou que estava rasgado, faltando o canto inferior direito. Junto com a

última frase incompleta da profecia.

Quanto uma pessoa que poderia consertar isso? Lilith se afastou dele e desenhou um portal no ar. Por um momento, ele viu

lampejos, ondas roxas e uma praia de areia branca. Então... Pop , se dissipou, levando o Oráculo com ele, deixando-o

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com uma nota terrível.

Ele olhou para as palavras. Elas pareciam meio sinistras.

Seria divertido.

Poderia demorar um pouco para resolver.

Ele não tinha nada mais urgente agora.

Ainda assim, ele realmente queria viver sua vida com base nas palavras em um pedaço de papel? Ele sabia que o destino não era definido em pedra, e as palavras poderiam ser interpretadas de várias maneiras. Se você perguntasse a ele, toda a profecia e essa coisa de prever o futuro seria uma farsa. Eles apenas torciam para que tudo acabasse bem.

Nesse caso, Lilith provavelmente quis dizer algo como adotar um cachorro. Ou um gato.

Ou um pássaro. Uma cantora.

Seu olhar se desviou, procurando os fios esverdeados de certo cantora.

Mas ela parecia ter desaparecido.

E tudo o que ele tinha era um nome:

Lana

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Seria a perda da Lana. Se ela tivesse ficado por perto, ele poderia tê-la arruinado

para todos os outros homens.

Agora, alguém mais teria sorte hoje à noite. Exceto, ninguém mais lhe recorreu. Ele acabou passando pela festa com uma garrafa de hidromel, uísque e ninguém com quem beber.

Quando ele voltou para casa com seus guerreiros, a festa da vitória durou quase uma semana. Uma semana bebendo e comendo, mas sem fazer nada.

Ele não ficou com nenhuma mulher solteira.

Não se achou atraído por ninguém. Nenhuma possuía uma atitude arrogante ou cheiro fresco de brisa marinha.

E nem tinha olhos hipnotizados.

No sétimo dia, de ressaca como um lobisomem após uma lua cheia, ele descobriu por que não estava interessado em ficar com mais ninguém.

A maldita sereia tinha lançado um feitiço nele com sua música.

A moça de cabelos verdes amaldiçoou-o para ser monogâmico. E eles nem estavam namorando!

Era de admirar que ele fizesse algo que nunca fizera antes em sua longa vida por qualquer mulher? Ele perguntou ao redor. Ele descobriu que o

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nome dela realmente era Lana, Lana Periwinkle para ser exato obviamente, um pseudônimo. O endereço dela? Em algum lugar na terra. O que provou ser uma tarefa bastante vaga e assustadora.

Ainda bem que ele tinha conexões em outras palavras, ele falava com o consorte da nova Rainha do Limbo, e que foi gentil o suficiente para lhe dar uma localização depois que ele alegou que a mulher deixou cair um brinco.

Quando Simon disse: “Eu posso levar”. Jory respondeu: “Depois de pegar o brinco no lixo para que eu pudesse vê-la novamente?” O dragão comprou a mentira e Jory foi caçar Lana.

E quando ele soubesse que ela estava atrás de uma porta trancada, ele rugiu, “me deixe entrar!”.

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Cap í tulo 4

BANG. Bang. Bang. Uma espiada pelo olho mágico mostrou que Conan tinha me encontrado. Não era o seu nome verdadeiro, tenho certeza, mas era o nome que eu dei ao gigante no campo de batalha que tentou entrar na minha calcinha. Não de uma forma muito boa, devo acrescentar. Suas palavras de incentivo para acalmar minha cabeça estavam lá com outros momentos dignos de medo, como “Eu perdi meu ursinho, posso dormir com você em vez disso” e meu favorito, “Você é a sortuda vencedora que ' Vai chupar meu pau hoje à noite”. Só que nenhuma dessas palavras estava funcionando.

Nunca.

Mas alguns caras não entendiam a palavra não. Conan era um deles.

Como ele me achou? Eu me inclinei contra a porta como se isso fosse mantê-lo fora. Ele não parecia

muito feliz. Eu simplesmente não conseguia descobrir o porquê. A última vez que eu o vi no Limbo, ele estava conversando com uma pequena e velha companheira que parecia estar indo para uma vibe de Yoda.

Eu não tinha ido para a festa dos vencedores, por mais interessante que parecesse. A ideia de estar perto de um

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bando de demônios e elfos bêbados, que eu ouvira dizer que estavam se pegando e esquecendo tudo sobre o fato de que eles tinham tentado matar uns aos outros não apelou. Eu já trabalhei em um bar. Eu sabia o que esperar quando eles jogavam de volta alguns copos. Eu encontrei Beth um tempo depois, e a abracei, meio que, dado que seus garotos não estavam interessados em deixá-la solta por muito tempo.

“Que bom que você não está morta”, eu sussurrei.

“Eu também acho”, ela disse de volta.

Nós poderíamos ter dito mais, mas seus homens estavam ficando moles, o vinho estava fluindo, e eu só queria um banho.

Antes que eu pudesse relaxar, porém, Claire e eu tivemos uma bagunça para limpar.

Durante o nosso sequestro, os demônios ficaram um pouco turbulentos. Rasgando travesseiros.

Manchando alguma merda nas paredes.

Idiotas.

O namorado de Beth, Gene, o Gênio... Ou djinn com mais precisão, suponho que

nos trouxe para casa com um estalo de dedos, deu uma olhada no local e bateu na porta.

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“Isso não serve. Peça-me um desejo”.

“Sério?” Foi minha resposta seca.

Claire não questionou. “Eu queria que essa bagunça tivesse sumido”.

Poof.

Nosso apartamento não tinha nada. Nada, nem uma única coisa.

Gênios, sempre tomavam literalmente as palavras. Suspirei. “Eu desejo que pareça do jeito que ele pareceu antes do ataque do demônio”.

Outra rumbly poof e Gene vacilou em seus pés. A magia necessária o drenou, mas nosso apartamento estava de volta ao normal, incluindo o sofá xadrez, a poltrona estofada e aquela foto de Claire, Beth e eu rindo, eternamente imortalizadas em uma foto tirada em nosso primeiro Ano Novo juntas. Eu sorri, mas o pobre Gene não estava. Ele parecia bastante cinza, na verdade. Veja, enquanto era fácil fazer as coisas desaparecerem...

Criação? Isso exigia algum poder. Ele precisaria se recuperar.

“Volte para Beth”. Eu empurrei Gene em direção à porta antes que Claire pudesse pedir a ele algo que pudesse matá-lo, como a paz mundial.

Eu só relaxei depois que ele se foi. Enfim só. Com Claire, que não conta.

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Ela, eu poderia tolerar.

“Eu preciso de um banho”. De um jeito ruim. Minha pele coçava, ela estava apertando com a falta de umidade. Claire sabia melhor do que entrar no meu caminho enquanto eu

ia para o banheiro, me despir.

Eu tinha meus sais marinhos borrifados na água em segundos, e não esperei que todos se dissolvessem ou até mesmo que a banheira enchesse antes de me sentar nela.

Um enorme suspiro me deixou enquanto o fluido acariciava meus membros. Eu não sabia dizer por que precisava mergulhar tantas vezes hoje em dia. Costumava tomar banho uma vez por semana e me manter hidratada.

Agora? Eu assistia televisão à noite com meus pés em um balde de água salgada. Algo estava acontecendo comigo.

Algo a ver com o meu lado da sereia, e estava acelerando.

O que quer que tenha afetado meu cabelo também. Eu não conseguia mais me manter a frente do tom esverdeado.

Nenhuma quantidade de peróxido poderia me deixar mais loira, e eu estava prestes a parar de tentar.

Claire entrou no banheiro, vestindo um pijama de algodão, dois copos na mão. Leite com chocolate para ela, um merlot para

mim.

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Minha melhor amiga tinha um dente doce, e antes de pensar, quem não gosta , devo acrescentar que ela levou isso a extremos. Como em seu quarto, havia estoques de doces por toda parte.

Dado seu fetiche por doces, você acha que seu feriado favorito era o Halloween.

Errado!

Por alguma razão, talvez por causa das orelhas de coelho dela, a hora de Claire brilhar era a Páscoa. Ela até decorava a casa para isso.

Esquisito. Eu sei. Mas eu tenho que dizer, a comida que comíamos naquele fim de semana prolongado era digna de uma calça elástica.

Claire começou a conversa como sempre fazia. “Eu pensei que íamos morrer”.

“Mas nós não morremos”.

“Você fez um bom trabalho com o canto”.

Eu não pude deixar de inchar com o elogio.

“Machucou?”

Seu nariz enrugou. “Não”.

Foi bom. Isso significava que eu aprendi alguma medida de controle.

“Que bom que acabou”.

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“Eu também acho”. Claire tomou um gole de leite com chocolate antes de perguntar: “Acho que ainda veremos Beth agora que ela é a Rainha do

Limbo?”

“Rainha do Limbo?” Eu disse com um bufo.

“Bem, ela meio que trouxe de volta à vida”.

Acho que ela teve. E se ela fosse Rainha? Então, bom para ela. Ela merecia algo de bom em sua vida. “Quem disse que ela vai morar lá?”

Os olhos de Claire perderam o foco por um segundo.

Apenas um sentimento. Beth nunca realmente pertenceu à Terra. Coisa estranha de dizer, mas eu podia entender.

Houve momentos em que também não me sentia como se pertencesse.

“Mesmo que ela decida morar no Limbo, tenho certeza que ela não vai esquecer de nós”.

“E o aluguel? Como vamos administrar isso? Isso deixa apenas nós duas para dividir o custo”.

“Eu vou pegar alguns turnos extras para cobrir as despesas”. O aluguel não era

barato, especialmente quando você precisava de um lugar com uma

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banheira enorme e tinha uma assinatura de sal que custava mais do que um

pagamento de carro por mês.

“Ou poderíamos encontrar outro companheiro de quarto”.

Com essa sugestão, eu bufei. “E exatamente como você sugere que encontremos um? Sereia disfuncional e uma coelhinha amante de chocolate procurando alguém para alugar um quarto que não vai nos vender para cientistas humanos para experiências?”

“Nós não somos as únicas estranhas ao redor”, Claire bufou.

“Não somos estranhas”, foi a minha resposta. Mentira total. Mas eu não estava prestes a concordar com essa palavra. Especial. Diferente. Exótico era a minha descrição favorita.

“Precisamos de um companheiro de quarto”, Claire insistiu.

“Se você está preocupada com o custo, não faça isso.

Eu tenho um pouco de dinheiro guardado para nos manter em dia com as contas”.

“E quando você sair?”

Por um momento, eu olhei para ela.

“Por que eu iria embora?”

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“Você não viu como aquele cara estava te encarando?”

Eu desenhei um espaço em branco. “Que cara? O demônio?”

“Não, boba”. Claire riu e revirou os olhos. “O grandão que queria...” ela baixou a voz “acalmar sua garganta dolorida”. Ela balançou as sobrancelhas, e eu fiquei boquiaberta.

Então riu. “De jeito nenhum. Ele é muito...” incrivel e sexy “arrogante para o meu gosto. Ele provavelmente gosta de assistir a si mesmo em um espelho durante o sexo”.

Isso fez Claire rir ainda mais. “Lana! Você nem sequer lhe deu uma chance. E ele era bonito”.

“Você acha que ele é tão gostoso, por que você não lhe faz um convite?” Eu ofereci graciosamente, e ainda assim deixou um gosto amargo na minha boca.

O nariz de Claire se enrugou. “Ah não. Ele é muito grande e assustador para mim”.

Minha amiga, uma verdadeira coelhinha assustada com tudo e ainda corajosa também por causa de sua natureza inocente. Claire, a primeira a levantar a mão para tentar saltar de bungee jumping ou tirolesa. No entanto, quando se tratava de namoro, ela se

esquivava de todos.

Eu, por outro lado, não achava Conan, aquele grande pedaço de homem

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assustador em tudo. Meu maior problema foi que ele consumia meus pensamentos.

Sete dias e sete noites lembrando como ele parecia. E me perguntando o que teria acontecido se eu tivesse ido com ele naquela noite. Sete dias me masturbando sob meus lençóis e não me sentindo satisfeita. Isso me fez pensar se eu fui precipitada. Não adianta se lamentar sobre isso, no entanto.

O cara não tinha como me encontrar, e eu não ia pedir ajuda a Beth.

Foi por isso que, uma semana depois, quando eu respondi a batida na porta, eu não esperava ver o rosto dele.

Mas eu vou lhe dizer uma coisa, alguém gritando para mim de manhã cedo, em vez do meu companheiro de entrega com o meu café e donuts necessários não ia dar certo.

Eu abri a porta, olhei e disse de forma bastante sucinta “Foda-se”.

O problema de bater a porta na cara de um gigante?

Um palpite fácil.

Ele não se deixou intimidar.

“Uh oh. Isso não seria bom”. A julgar pelo seu rosto zangado, a merda estava prestes a ficar real, o que me preocupou um pouco. Como eu explicaria

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seu corpo, e mais especialmente o sangue que saía de suas orelhas, para os policiais?

Novamente.

A última vez que eu matei alguém que acabou sendo um predador em série na vizinhança eu era menor de idade, então esse registro deveria estar selado. E se, porém, alguém se lembrasse? Começasse a fazer perguntas.

Eu não precisava dos homens de jalecos brancos vindo me pegar. Eu vi o que aconteceu com aquele cara em The Shape of Water. Eletrochoque e espancamento? Não era a minha ideia de um bom tempo.

O que significava que eu não deveria matar Conan, mas como no inferno eu iria enfrentar esse Neanderthal irritado. Eu permaneci firme e levantei a mão. “Saia antes que eu seja forçada a agir”. Desde a batalha no Limbo, eu ganhei uma confiança muito necessária. Pelo menos agora, eu sabia que poderia chutar alguns traseiros. Ou devo dizer ouvidos? Tanto faz. Eu não era indefesa.

Conan não pareceu intimidado. Nem ele estava mais seminu. Pelo contrário, ele tomou banho desde a

última vez que o vi, e estava vestido com um jeans apertados, usados o suficiente para que se adaptassem às coxas firmes. Uma camisa justa cobria o peito luxurioso e seus pés estavam calçados. Ele parecia um lutador

mal contido em roupas com seu longo

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cabelo loiro caindo ao redor de seus ombros.

Isso fez meus dedos coçarem para passar os dedos.

“O que você fez comigo?” Ele gritou.

“Eu? Eu não fui a única a dar pontapés nas portas das pessoas, agindo como um valentão”.

Suas sobrancelhas tentaram se juntar a uma do tamanho de Bert quando ele franziu a testa. “Você me enfeitiçou”.

“Eu não sou uma bruxa, seu idiota”. Eu era uma sereia. A maior parte do tempo.

“Sua música me quebrou”.

Eu olhei para ele de cima a baixo. “Não pareçe nada quebrado para mim”. Pelo contrário, ele parecia saudável e muito delicioso.

“Eu estou quebrado. Isso. Não funciona”. Ele fez um golpe de caratê que parou perto de sua virilha.

Ele chamou a atenção para a protuberância em sua calça e, idiota que eu era, eu espiei.

Deve-se notar que eu mencionei seus pés grandes. Será que eu deixei de observar suas mãos enormes? Tudo isso para explicar que quando vi aquela protuberância abaixo de

sua cintura visivelmente crescer, não havia como errar.

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Uma única sobrancelha arqueada foia minha resposta: “Parece em ordem para

mim”.

“Com você, talvez. Mas isso tem me falhado desde a batalha”.

Levei um segundo para entender sua acusação. “Você está seriamente me acusando de te deixar impotente?”

Eu bufei e ri. “Ouça, waffle vulgar, não me culpe porque você tem disfunção erétil”.

Ele estremeceu. “Não diga isso”.

O que, claro, significava que eu disse ainda mais devagar. “Disfunção erétil”.

“Eu não sou impotente”.

“Eu pensei que você acabou de dizer que não podia levantar”, eu disse, em um dos meus momentos menos brilhantes.

Se olhares pudessem matar... Eu queria lustrar minhas unhas e mostrar como eu o fiz tremer de raiva.

Ainda não consegui me ajudar.

Agora alguns possam se perguntar, onde diabos estava Claire durante tudo isso? Dada sua possível relação com o Coelhinho Energizador, ela acordou cedo e foi dar uma corrida. Exercício. Blech. Essa coisa de

correr e suar e saudável de merda.

Dá-me uma caixa de donuts e eu dou vários círculos em volta de você em uma biblioteca ou com um mecanismo de busca

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online. Minhas pernas e eu nos entendemos.

Eu não abusava delas e, em troca, elas me levavam aos lugares. Não muito longe.

“Você vai desfazer o seu feitiço, sirene”.

“Primeiro, quem disse que eu sou uma sirene?”

“Eu ouvi você cantar”.

“E? O que é que tem? Centenas de pessoas cantam, não, milhares de pessoas cantem todos os dias.

Você sai por aí as chamando sirenes também?”

“Nem todos têm a capacidade de forçar as pessoas a fazer o seu lance”.

“Exatamente como eu forcei você a fazer merda, amigo? Caso você não tenha notado, eu não estou cantando”. E, até onde eu sabia, no momento em que parei, qualquer influência que eu tivesse rapidamente se dissipava.

“Você quebrou o meu pau”. O brilho abaixo de sobrancelhas irritadas era uma vaca. Eu não temia nada a não ser ondas rolando em uma praia arenosa.

“Eu não coloquei um feitiço em você.

Cara, faz uma semana desde a última vez que te vi”.

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“Meu problema começou há uma semana depois que você cantou para mim”.

“Para todos”, eu exclamei. O maior show da minha vida e ninguém

nem mesmo gravou.

“Então você admite que lançou um feitiço com sua música”.

“Eu admito que fiz para ficar viva”.

“E me fazendo seu escravo!” Ele simplesmente não deixava passar.

“Ouça aqui seu bruto”. Eu tive o bastante dele. Eu segui em frente e apontei meu dedo no peito dele. “Eu. Não.

Tornei. Você. Meu. Escravo”. Se eu tivesse, ele usaria menos roupas, tiraria o pó e me faria uma jarra de café. Por mais interessante, e apesar do sutil cutucão e as minhas palavras, ele não reagiu. Nem um recuo, mesmo quando soltei um trinado de aborrecimento.

O que significava que ele não era um ser humano, mesmo que ele aparecesse como um.

“Se você não me escravizou, então explique por que o meu pau só parece funcionar na sua presença?”

Se eu fosse uma garota dada à fantasia romântica, eu diria destino. Porque não era assim que funcionava nos contos de fadas? O cara conhece a garota, se apaixona

loucamente, e se torna um pau cativado em um buraco para sempre.

Referências

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