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conferência Palestina

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ANO

SAO PAULO - -QuinUa-fcIi». 1.H de Fevereiro de 11147

NUM. 258

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"" " '"" " ""'

CENWOS

Toda

partir

a Inglaterra

de to/e por

motivo

ficará

às

das

e&uras a

restrições

impostas ao consumo da energia elétrica

Virtualmente suspensa em todo o

país a iluminação das ruas — Foram

adotadas excepcionais medidas na

reunião de ontem do gabinete inglês

LONDRES. 12 (AFP) - O mi-nlstro dos Combustíveis anunciou hoje quo ns restrições sobre o for-iieclmcntii da eletricidade Para 03 particulares abrangerão todo o pais n Partir de amanha.

LONDUE8,, 12 (R.) - Os cornai-mldorés domésticos de energia elétrica de toda a Inglaterra fica-rão sem eletricidade a partir de nmnnhn — informa-se oflclnlmen-ta..

LONDRES. 12 (R.) — Diante das nova» medidas adotadas pelo ml-nisterln da Combustível, sobre o fornecimento de energia elétrica, os lares. loja. e cinemas de todo o Pais, nfio receberão eletricidade, nem no período da manhã, nem na período da noite

A Iluminação das ruas será vir-tunlmcnte suspensa.

Durante as ultimas 34 horas centenas de toneladas de carvão foram economizadas, enquanto se anunciava que 38 pequenos barcos carvoeiros partiam do norte, car-regando cerca de 70.000 toneladas de carvão para o sul. onde a si tuação é critica.

LONDRES, 12 (R.) — Anuncia-se "nesta capital que a Inglaterra volfará às condições de verdadeiro "black-out"

de guerra, em cons»* quencla dos profundos cortes que serão realizados ha iluminação pu-blica das cidades britânicas.

LONDRES, 12 (R.) — O ministro do» Combustíveis e da Energia, sr. Emmanuel sinwell, enunciou hoje que os cortes dè energia ele-trica nos lares, Iniciados na ultl' ma. segunda-feira'em mais da me-tade da Inglaterra e dò Pais de Gales, serão extendidos amanhã para abranger todo o pais.

Nos novos zonas afetadas a cor-rente elétrica será cortada, mas restabelecida meia hora antes do que nas regiões já atingidas, com exceção do sudoeste da Inglaterra Nas velhas zonas e no sudoeste

a corrente elétrica nilo poderá ser utilizada pelos consumidores do* mestiços entre 0 c 12 e 14 e 16 ho* ras diariamente.

Profundos cortes na Iluminação das ruas, signlficnndo o restabeli* cimento dns condições de "black-put" de tempo de guerra, serão Impostos.

Um porta-voz do ministério dos Combustíveis e Energia revelou lambem que se agravara a situação quanto aos suprimentos de gás não sugerindo porem quaisquer restrl' ções compulsórias quanto ao «seu uso.

LONDRES, 12 (AFP) — O 'frio glaciai, acompanhado de tempes-tade de neve, que caiu dia nove sobre a Grã-Bretanha, apôs um dia de degelo, ameaça ampliar a crise industrial, agravada pela pa-ralisaçâo dos transportes, em to-do o Pais.

LONDRES, 12 (R.) — O Ministe-rio da Aeronaullcu informou hoje que segundo os seus peritos em mer tereologiu. não há perspectivas de melhora imediata das atuais con* dições atmosféricas na Inglaterra. LONDRES. 12 (R.) — Em sua reunião de hoje. o gablnente bri-tanico decidiu tomar as seguintes providencias para debelar a cri. se do carvão, que ora se observa na Inglaterra.

Vi — As restrições ao consumo de eletricidade nos lares, devem ser aplicadas em toda a Inglater-ra e Escossla, a partir' das pri-melras horas da manhã do dia 13 de fevereiro: a energia elétrica não poderá ser consumida das 8,30 às 11,30 e das 13,30 às 15,30 horas, nas regiões leste e nordeste da" Inglaterra"**' em toda á Escócia e das 9 às 12 horas na região sudo-este; em Londres, sudeste da In-glaterra. Middlands e sudoeste, os cortes de energia elétrica se pro-cessarão como até agora;

Conclui na 4.* pagina.

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Protesta a Espanha contra

a libertação de Abdel Krim

Nota entregue ao governo francês

CRUZA OS MARES A BOMBA "V-2". — A bordo do "Karamea", com destino à Austrália, onde figurará no Museu de Guerra de Camberra, cruzou os mares a bomba alemí V-2, que se vê no clichê, e que foi utilizada pelos nazistas por ocasião da batalha aerca de Inglaterra. (Foto ACME, para o

JORNAL DE NOTICIAS).

MADRID, 12 (AFP) — A Espu-nliu protestou junto ao governo francês conira a libertação de Ab-dei Krim — anuncia-se, oficial-montei

MADRID, 12 (R.) — Referindo-se à libertação "por motivos de saúde" do ex-lldcr rebelde Abdel Krim, o governo espanhol declarou que, a despeito do acordo existen-te entre a França e a Espanha, segundo o qual ambos os pulses deviam estar informados da pes-soa c dos bens de Abdel Krim, a Espanha nào tivera nenhuma noticia sobre o seu "estado de saúde".

"A decisão do governo francês tem um caráter unilateral" — acrescenta o comunicado do Mi-nisterlo do Exterior.

MADRID, 12 (AFP) Os Jornais de Madrld, anunciando em gran-des manchetes a libertação de Abdel-Krim, publicaram ao mes. .mo-tempo a nota oficial de -pro-testo sem comentários, talvez por motivo da hora adiantada em que essa nota foi apresentada.

MADRID, 12 (AFP) — O minls-tro do Exterior publicou uma no. ta assinalando que a representação da França nesta capital comuni-cou-lhe que o governo havia de-cldido. Por motivos de saúde, au. torlaar a residência de Abctel Krim e família no sul da França,

Reconhecido pela

In-glaterra o governo

búlgaro

LONDRES, 12 (R.) — A Ingla-terra reconheceu hoje, formalmente, o governo da Bulgária, como con-seqüência direta da assinatura do tratado de paz daquele pai» na car pitai da França, segunda-feira

Uma.

3-Malogro total da

anglo-arabe sobre

Exigida em Londres a independência da Terra Santa

conferência

Palestina

a

..LONDRES, (AFP) — Fracassou completamente a conferência an-glo-arabe sobre a Palestina, rea-Uzada hoje.

LONDRES.12 (AFP) — Qs de-??gatl3s ermos violentos, as novas aitabes rejeitaram, empro* postas do governo britânico so. bre a Palesílna, que lhes foram expostas pelo chanceler Bevin.

Um dos delegados árabes de-clarou que, "se for admitido mais Um judeu na Palestina, haverá derramamento de sangue em todo o Oriente Médio". A isso, o dele-gado do Iraque teria acresceu-tado: "todo o mundo árabe ex-plodirá".

LONDRES, 12 (AFP) — Os de-legados árabes apresentaram ao governo Inglês as seguintes exl-genclas para um acordo sobre a Paleailna: proclamarão Imedla-ta da independência da Paléstl-na; o fim da Imigração judaica; medidas de proteção parar os ter-rltorlos árabes.

LONDRES, 12 (AFP) — Foi dra-matica a sessão de hoje em Char-•Hon Iíòüse, quando os árabes re-jeitaram as propostas britânicas sobre a Palestina.

..A certa altura, o ministro das colônias, sr. Checch Jones, em face da Irredutível decisão dos raabes, disse-lhes: "desejai*) que abandonemos a Palestina? sois ca-pazes de alimentar a ordem?". Os delegados árabes leriam respondi-do "sim", unanimemente.

LONDRES, 12 (AFP) — Em face das exigências., dos árabes, recu. sando-se a um compromisso sobre a Palestina, o chanceler brltanl-co, sr. Bevln, advertiu que, diante da impossibilidade de um acordo, a Inglaterra seria provavelmente obrigada a levar a questão ao conhecimento da ONU.

LONDRES, 12 (AFP) — A de-legação árabe, que recusou hoje o plano britânico sobre a Pales-tina, manifestou uma hostilidade.

das mais enérgicas contra as pre-tenções dos judeus,

Um dos delegados árabes disse que os Judeus alegam "que pre-tendem desenvolver econômica-mente a Palestina". E exclamou: "Hitler dizia a mesma coisa dos Bálcãs, como também Mussolinl assim se referia em relação á Etlo. pia».

Esse delegado concluiu dizendo que "os judeus procuram apode-rar-se de um território a que não têm direito".

A reunião decorreu sempre vlo-lenta, de acordo com observado-res autorizados, os quais não opul-tam a idela de que a conferência da Palestina chega assim it um malogro total e definitivo.

LONDRES, 12 AFP) — A reu. nião de hoje em Carefon House. dos delegados árabes com o chanceler Bevin e o ministro das Colônias, sr. Creech Jones, resultou num fracasso completo. Em termos enérgicos, os delegados árabes re*

futaram o plano da Palestina, que lhes foi exposto pelo sr. Bevin.

Nó inicio da sessão, o sr. Bevin lembrou aos árabes que o Partido Trabalhista se havia manifestado? contra o Livro Branco adotado pe-lo governo britânico em 1939 é que tentou, quando subiu ao poder, en-contrar uma formula de compro-misso para a solução do eterno problema da Palestina. Contudo nenhuma parte interessada deu provas de um espirito de compre-engão e por conseqüência, foi man-tido pelo governo trabalhista o plano de 7 de fevereiro.

Fazendo um novo apelo à oon-ciliação, o Br. Ernest Bevin «ali-entou o seu desejo de levar judeus e árabes a uma vida em comum.

A esse ponto, foi Interrompido por um delegado árabe que cxcla-mou: "Seria melhor colocar-um policial junto de cada um de nós". O sr. Ernest Bevin prosseguiu observando que os Judeus e árabes aumentariam o seu prestigio st dessem provas de serem capazes de resolverem por si mesmo os seus problemas. Afirmou não Ignorar

Moscou denuncia a violação do acordo de Potsd-m

sobre a unidade pol&lvca e

Acusa círculos anglo-americanos

econômica da Alemanha

MOSCOU, 12 (AFP) — imnor-tante artigo aparecido no "Prav-da", sob a assinatura de Marini.

ailiJÜAd

NOTÍCIAS

APROVADA A

DELIMITAÇÃO

DE PODERES NA ONU

LAKE SUCCESS, 12 (AFP) — O Conselho de Segurança apro-vou.a delimitação dos podereo entre a Comissão" de Desarma-mento e a Comissão Atômica, rejeitando a proposta no senti-do de suprimir a delimitação . dos seus poderes respectivos.

O VOTO DO BRASIL LAEE-gUGGESS.-l? (AFP) — A rejeição da emenda que su-primia a delimitação de poderes da Comissão de Desarmamento e da Comissão Atômica foi apro-vada por oito votos — Brasil, China, França, Estados Unidos. Grã-Bretanha, Siria, Bélgica Colômbia contra dois —>. Rússia e Polônia. Houve uma abstenção» da Austrália.

A PRESIDÊNCIA DA UNIÃO

PAN-AMERICANA

WASHINGTON, 12 (AFP)

O Comitê Diretor da União Pan-Americana realizará no dia 12 de março próximo a eleição de seu diretor-presidente, cargo esse vago ç.om a morte do Sr. Rovve, ocorrida há dois meses, em conseqüência de um desastre de automóvel. Os meios ligados à União Pan-Americana dizem que o nome do ex-chanceler bra. silejro, Qswaldo Aranha, está lendo indicado como nroya*,_$l candidato ao cargo. Também são lembrados os noffres dos srs. Ri* cardo Alfaro, ministro do Este» rior do Panamá; Camargo, an-tigo presidente da Colômbia; Pedro de Alban, diretor em exercício da União Pan-Ameri-cana; Norman Armour. antigo embaixador norte-americano no Chile; Nelson Roclfeller

iaoaU

**¦"-nl e consagrado á política eco-nomica dos aliados na Alemanha. á difundido hoje Dela emissora desta capital, "Hoje — diz ele — deve-se constatar oue a adml-nistração das zonas ocidentais não favoreceu em nada o resta, belecimento da economia alemã, cujo rendimento permanece Inex-. nllcavelmente Inex-.inifirioxInex-.aP_niveiInex-.au- .inifiriox.aP_nivei.au-torizado. Todos os planos essen-ciais de produção industrial só. freram um fracasso. Muito re-ccnlemente ainda, o "Times" oua-lificava as zonas ocidentaise de. "zdnas de bancarrota"-. Esta oplr nião do jornal britânico explica a obstinação das autoridades. - americanas em dissimular

cuida.-dosamente —o -estado da produção industrial em sua zona de ocuna-ção".

Marlnini cita dados trabucados pelo Jornal alemão "Tagesslple-gel", segundo o qual 00% - dos empiesas alemãs seriam fechadas nas zonas ocidentais em conse-quencla da falta aguda de carvão e prossegue: "Este quadro sombrio conflrüíS o' "estado caoUcõ ds" sltuãçjío. econômica na' Alemanha -ocidental, uma analise aprofunda, da da situação permite constatai que a demora acarretada pelos aliados ao restabelecimento da economia alemã se explica pelo fato de que os interesses e mono-polios nnglo-saxonlcos vão contra as decisões tomados em Písdam Com efeito, é precisamente poi esta razão, que, no decorrer dl 18 meses os autoridades brltaní-cos e americanas de ocupação nada fizeram para deter a produ-cão das usinas de guerra e muito ao contrario freiãrgm o desenvtil-vfigento da industria de pos".

"Se se acrescentar a sabotagem organizada — diz o articulista que atualmente exercem os "car-teis" alemães, encorajados na s'ur. dina pelas autoridades, onglo; americanas, verif icSr-sé-á que se trata dè uma legitima estrate-gia econômica bem definida poi parte 4a Inglaterra e Esiados Uni-dos. Em que consiste essa estra-tegia? Em comprometer por to-dos os meios possíveis a restaura, ção econômica da Alemanha na base das decisões de Ptsdain, para prover que o desmembramento eco-nomico e, em conseqüência, poli-tico da Alemanha, é inevitável e enfim, colocar a industria das zo- 1 nas cidentaís soo a obediência do ' c.-ipl'al americano. Ao mesm< po.- uflxa

rnnmnli n—nmi m

de pressão sobre as industrias ale-mãs que são assim impelidas a ceder a vil preço suas empresas a firmas' britânicas ou ameri-canas. Solapapando a decisão de Ptsdam sobre a unidade economl-ca e polítieconoml-ca da Alemanha, certos círculos "anglo.americanos, qua imaginam poder impor sua hege-morna a outros países, preconi-zam a Inclusão da Alemanha oci-dental num bloco econômico que' , TnVinW*».. iilf-ii»— -1 a •"¦"''-O u."i...UiJ a ¦ 1—1 — ¦ ¦ A. .¦—- - ¦** j*"-*j<"* * * * ***

V-X_«**l/l/0 IW-iltt, CElüU

vez com .freqüência maior, o rio-me. de '.'Estados'Unidos da Euro-pa".

¦"...-Esfeamos no .direito.de supor que esses planos constituem um dos Wlnclpols tatorès determinantes da polllca praticada atualmente Pelos snglo-aaxonj^os na

Alemã-nha e que a pretensa "unificação das zonas britânicas e americana" não seja senão uma das princinaii etapas. Entretanto, o povo ale. mão possui o exemplo real e efe-tivo da possibilidade do desenvol-vlmenfo normal de sua economia em' bases diferentes. O exemplo lhe Vem da zona soviética, onde, Já no ano passado, sem intervenção nem auxilio dé nenhum monopo-lio estrangeiro, a produção atin. glu a 70% do nivel autorizado". "'

Ma>müu^ncriIiinzendo_têxIüà'l-" mente: "Os aliados concordaram em proceder anualmente a um con. trole ' conjunto dos resultados do desenvolvimento -da economia ale-, mã. E' chegado o momento de ia verificar em que.medida a orga-ntzação da economia da paz da Alemanha corresponde aos planos estabelecidos".

cs dificuldade provocadas pela guerra e pelas circunstancias Ws-torleas e religiosas, mas pedia aos árabes que procurassem evitar en-Irar em entendimentos com os Ju--Hleus.

"Não creio — disse ele — quo esteja acima das forças numanas, encontrar uma solação para o pro-blema da Palestina."

Concluindo, 0 sr. Bevin atfr-mou: "Se aa duas partes tnteres-sados nio podem resolver por si mesma o problema e se não aoei-tam as propostas feitas pela dele-ração britânica, a Inglaterra será provavelmente obrigada a subme-ter a questão à ONU".

Os delegados árabes rejeitaram, porem, formalmente as propostas britânicos, exigindo a independen-ela da Palestina, a cessação da imigração dos Judeus e a proteção' para os territórios árabes.

Mais tarde, o sr. Bevin comuni-cou aos seus colegas do gabinete as exigências árabes e transmitirá aos últimos a reposta do governo, na sessão de encerramento da Con-ferencia. E' porem, desde já, im-pressão geral que a Conferência da Palestina fracassou definitiva-mente.

JERUSALÉM, 12 (R.) — A sen-tença de morte.de Dov Gruner foi suspensa indefinidamente.

Foi esse um dos últimos atos do general Evening Barker, que acaba de demitir-se.

JERUSALÉM, 12 (R.) — Mem-bros da organização terrorista se-mlta "Irgun Zwai Leumi" rapta-ram esta noite, no coração de Tel Avlv, dois jovens Judeus perten-contes ao grupo socialista da ex. trema esquerda denominado "Has* somer Hatsalr".

JERUSALÉM, 12 (R.) — Dez Judeus armados, ao que se acre. dita membros da Hassomer Hat-sair, grupo da extrema esquerda, raptaram hoje dois Judeus lemeni-ta em Orange Grove, em Reho-voth.'"AcredlfA-se

que esse rapto seja-uma réplica ao ataque da noite passada, feito pela "Irgun Zwal Leumi" contra o Hassomer Hat-sa>r Club, em Tel Avlv e durante o qual um membro da organização foi seriamente ferido.

•A Hassomer Hatsalr £ um dos mais atlvqs oponentes do movi-mento terrorista da Palestina.

A Espanha recorda que, pela troca de iiu.a., a 10 de Julho de 192(1, entre o sr. Brland e u cm-bajxador espanhol cm Paris, os dois governos estabeleceram compromissos formais, estipulando que se manteriam a par da pes-soa e bens de Abdel-Krim e en. trariam cm acordo nos casos de necessidade. Em conseqüência, o governo espanhol adverte que o governo francês tomou a decisão de haver fornecido informações previas sobre a saude de Abdel-Krim, como era obrigação de fa* zê.lo. a mudança de residência do chefe árabe seria uma flngrun-te Infração.

A Espanha apresentou assim ao representante francês o mais ener-gleo protesto.

PARIS, 12 (AFP) — Sob a pre-sldencla do sr. Martlnez Barrlos, reuniu-se pela primeira vez o governo LIopls, a fim de estuda) -a declaração ministerial que

de-verá ser publicada amanhã. O ministro das Flnanaças, sr Valera, Informou que nesta reu-nião foi analisada a situação po-lltioa, flxando.se em linhas ge-rals as atividades dos diferentes departamentos para uma rápida execução dos tarefas impostas ao governo.

Diante de microfones e de ope-radores cinematográficos, o sr. LIopis declarou: "Meu governo e_um governo de ação e tem por finalidade derrubar Franco, ti;-volver a liberdade ao povo espa-nhol « restabelecer a Republica na Espanha".

Ameaça aiasirar-se ás províncias

a prevê des jornais parisienses

Exigência de aumento dos salários

«««-^í?'12 {HÍ ~ ° Coni-el«'0 Diretor da União Nacional Fran-cosa do Empregados cm Jornais distribuiu hoje a ordem di greve vtnclaís íunclonnrlos ttfminlstratlvos do todos os Jornais pro-A decisão, tomada por unanimidade, é a resposta ao nedldo formulado pelo Conselho de Oreve dos Trabalhadores em Jornnls ue Paris, cm greve ha dois dias.

Ainda 6 demasiado cedo para detcrmlnar-se esta ordem será executada em toda a França.

A gravo do Paris, com cerca de 4 meses, declarada para au* mento de salários, prosseguiu hoje, sem que houvesse Qualquer Indicio de retorno dos grevistas uo trabalho.

PARIS, 12 (AFP) — O comitê da «revê dos empregados da Imprensa parisiense, que é a sccefio parisiense do Sindicato Na-clonal dos Empregados da Imprensa, reuniu-se hoje e adotou por unanimidade a ordem do dia pleiteando à província sua solidariedade aderindo ao movimento parisiense.

O comitê de greve parisiense relembrou aos camaradas da província que reivindica a aplicação do ajuste estabelecido de comum acordo pelos dois organismos patronais e os empregados quando da conferência nacional da Imprensa.

PARIS, 12 (R.) — O governo francês recusou-se a concordar com as exigências de aumento de 257c nos salários, feitas pelos empregados dos Jornais.

Todos os sindicatos tipográficos na França haviam feito sen-tir ao governo que poderiam entrar em greve sexta-feira se este não aprovasse as suas reivindicações.

Nesse ínterim, a greve por secções dos trabalhadores de Jor-nals, nesta capital, espalhou-se para as provinciais.

A decisão do governo de apoiar as tabelas de vencimentos atuais, foi comunicada aos sindicatos dos jornais pelo sr. Plerre Burdan, ministro das Informações.

Adquiridas pela Argentina todas as

estradas de ferro de propriedade

britânica existentes naquele país

Vultosa operação financeira foi

efetuada pelo governo de Perón

BUENOS AIRES, 12 (AFP) — Foi oficialmente anunciado que a Argentina comprou as estradas de ferro de propriedade britânica si-tttadaa no país pelo preço tojal de 150 milhões de libras esterlinas.

Não é privilegio dos EE.UII.

o segredo da bomba atômica

Novas revelações de Henry Wallace

NOVA YORK, 12 (R.) — O sr. Henry Wallace, antigo Secre-tarlo do Comércio dos Estado Unidos, afirmou hoje que a Ingla-terra, a França e uma nação escandinava, cujo nome não citou, estavam construindo fábricas para a libertação da energia atô-mlca, e que "só nós, nos Estados Unidos, lográmos êxitos na ta-refa de nos Iludir e chegamos ao cumulo de acreditar que só nós possuimos o segredo da bomba atômica".

Em artigo publicado no semanário "New Republic", do qual é o redator chefe*? o sr. Wallace diz, entre outras coisas o seguinte: "A França está construindo a pilha atômica. Além disso, pelo menos uma dessas pilhas estará em funcionamento na Escandi-navla, antes do fim r>j ano. A Inglaterra está construindo uma fábrica de energia atômica capas de produzir bombas e o Canadá ]á se adiantou 80% no caminho da produção atômica.

Os Estados Unidos Já não mais estão em posição de dizer que divulgariam os segredos atômicos se outras nações demonstras-tem ser dignas de crédito".

O articulista encareceu a necessidade dos Estados Unidos se unirem às demais Nações Unidas numa tentativa para elaborar um sistema de segurança mundial.

"O

que podemos agora oferecer Já não é mais um segredo. Devemos nos comprometer, portanto, a cooperar ao máximo em condições de igualdade com outras nações, num esforço sincero para pôr em prática um desarmamento possível".

BUENOS AIRES, 12 (AFP) — Urgente — A aquisição peln Ks-tado das estradas de ferro perten. «entes as empresas britânicas, que foi oficialmente anunciada, cons-titul a maior operação financeira realizada na Argentina, tendo si. do fixado em 150 milhões de libras esterlinas, ou sejam, 2.0O2 milhões de pesos, pagaveis em libras "blo-queadas", o preço das ferrovias.

Esta operação constitui também um triunfo do nacionaPsmo econn-mico argentino, que considerava há muito tempo as estradas de ferro inglesas com uma servidão dificilmente conciliavel com 11 Prestigio argentino e contraria an» interesses do país.

As conversações, embora tenham sido longas, decorreram sem inter-rupções serias. O general Peron teve de Intervir, no ultimo momen-to. quando o preço definitivo foi fixado, servindo de arbitro entre os representantes brjtnnicos e ,¦> intransigência do sr. Miranda, che-fe da delegação argentina, que ivx baixar de uma terça parte o preço primitivamente pedido pelas com-panhias inglesas.

São de cerca de 40.000 quilome-tros de vias férreas que passam pa-ra o patrimônio argentino. Os jornais peronistas publicam noli-cias referentes ã transação cm tu-da a largura de suas paginas, qua-lificando de "histórico" o dia do ho.ie.

BUENOS AIRES, 12 (R. — O acordo firmado entre o governo argentino e a comissão brjtani.-a para a aquisição das estradas de ferro de propriedade britânica em territoHo argentino, prevê que 10-dos os empregados da9 compa-nhias afetadas terão garantidas a

Conclui na 4.* pariu-.

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^^^^,^kr'"'lMH L»^Lai^»Mij ^a^aam ¦^¦^¦SSa^Lw^L^B

ÈMBAi.£ADOR "YANKEE" NA- ITÁLIA. — O novo embaixador norte-americano na Itália, James C. Dunn, chega a Som*', em companhia de suà esposa, sendo recebido porDavid Key, encarregado dos negócios da embaixada t que

u vê também no clichê. {Foto ACME, para o JORNAL DE NOTICIAS).

esmo tem. desorganização . da tmíké

O Paraguai vive sob uma ditadura desvairada

ASSUNÇÃO, (Via radio-telé-friBeá) — A partir de 18 de ja-neko nrosun» Passado, o Pa-ratMl foi súBmettdo ndvamen-te ao Império de uma ditadora, «ae. ateia da Énra vtaivel do general Hifiao Morinifo na pre-sMeneia, coneesrita toda a forca de poder ao PartUo Colorado. Caso estranho para ama ditadu-ta americana, nâo parece conditadu-tar eata eom o apele incondicional d» exercito. Informações oficiais pablioadaa neita Capjtal revê-uai a reeeate descoberta dè un "comnlot" aatj-eelor. no Regi-méato de Artiaaarla Paragnarl e nas força» da aviação. O qne Pjtraee é qne be» p»rte da ofi-etáUiade tatk decMlàamente çõqífa o novo regime ditatorial. a o Partido Çpjorado te-eonjatmjío ccHo controle o «efeito através dossub_-oTjçials.ío "eojpptei" dô Regi-mento Faragúan foi enfocado graças a rápida Intervenção doe rmb-oficials), grande parte doa qaau) pertence às fileiras colora-das Infiltracolora-das nos quadros mi-lltares desde 9 (* junho proxi-mo passado.

Atualmente e diante da çres

eentn-IStniWBWézii"quê se

fr-glstfâ hás fileiras da ofÍelali(í3-de ofÍelali(í3-de Campo GranofÍelali(í3-de (base ml-Iltar próxima a Assunção), o governo estuda a possibilidade de criar um regir<-«<nto de 2.500 pre-ças como £H»rnlçio dentro dã própria J<ssnnção. Esta seria colocTyfí sob • contando do Co-•^•"'^atecerle Beaher. etnU

chefe de policia e homem forte 00 coloraditmo. Acredita-se qne uma medida semelhante nio aeria admitida peb oficlaUdade de Campo Grande, qne a consl-derarfa diretamente contra si. Cem o objetivo de ganhar'boa vontade do exercito, o general Morinifo fes incluir no novo or-eamento un aumento geral de M% para ee soldos militares; tf-sinalando.se, no entanto, nas ea-feras opositoras qne a medida não teve o efeito procurado, M qne a oficialidade sabe «ne qual-quer partido qne ssanmhee • poder, manteria intacta» m van-tagenj concedidas ao exercito.

- Desde qne o Partido Colorado asiumlu a totalidade do poder. a 13 de Janeiro, nio cessou a em-da de prisões de elementos fe-breristas. liberais, comunistas • estudantis. O numero de pes-sga« encarceradas é tio elevado, '

ejne o gõfSrne via-se obrigado a adaptar locais especiais piía alo-ja-los, entre eles, a Escola de Policia e o Colégio Nacional.

As cenas de violência

conti-(Exclusivo da A. P.

E. O, Wilson

L. A. para o JORNAL DE NOTICIAS)

Úoc*Jt\ sob a '-^afagtrte

..-¦•« yu»u*a»vf « -cr*"-*'""

Kojo" processa a bnséa de e]e. mentos políticos desafetos do re-gbne. Os assaltog noturnos de domicílios particulares por Par-te de membros do "Guion Ro-jó" são fatos que se registram diariamente, com sua se*foencia quase Inevitável de violência.

As condições em qne vive • fnterier do pais nie sio ts^llia*

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\ res do que aa da capital. A cro. nica registra o caSo do Jats da, Cotonls Nova Itália, detido pela policia acompanhada de elemen-tos colorados o qne denunciou, posteriormente, qne, darante o processo, foram queimados os ar-qn|vos dos contratos comerciais do Registro Civil a seu cargo. Sabe-se qne o verdadeiro motivo desses fatos vandal{cos reside no desejo de alguns caudilhos ru-raís colorados de destruírem os documentos oficia1» de sitas dlvi-'dos. Enquanto esta a situação política porque atravessa o pis, a realidade econômica nio 6 multo mais animadora. A inse-gurança geral e o temor aos acontecimentos vindouros afe-tam consideravelmente o traba-lho no campo, onde muitos fa-zendeiros não desejam residir por temor das arbitrariedades dos caciques colorados. A cates-lia da vida está assumindo as-pectòs ' jàntais registrados no país; alem dos fatores gerais que determinam tuna situação slml-lar em quase todo o mundo, hi fatores de encareclmento de o"-grm especificamente local.

Especialmente sensíveis são oa efeitos da política imposHva fis-cal- aae grava eom novos im» pusvr,", internos todos os artl-i-grs.'«ne se «ndam direUsacnte

'

ao publico em lojas oa annasens, alem dos Já elevados Impostos alfandegários pagos lebre as mer-cadoriaa importadas. Um novo decrete, qne modificando a es-trntura do regime de impostos Internos, os aumenta considera-velmente, será posto em vigor a primeiro de março próximo. Independentemene das raxões de ordem política afastam o Par-tido Colorado das demais organl-aações e que despertam a forte oposição a0 atoai regime, hi um fator de outra ordem, cuja influencia não se pode desconhe-cer, apesar de ser geralmente Ignorado no exterior. O Partido Colorado é o partido "brasllei-rista" e o é desde a sua, própria fundação. Em 1847 ocupado o Paraguai pelas forças armadas d0 Brasil, depois de sua derrota g!la rasil e Uruguai), o general Ca-Tríplice Aliança (Argentina-ballero. fundador do Partido Colorado, depôs as autoridades cor.Vintiflas com anuência e o apoio das forças brasileiras de ocupação. E como embora pare-ça incrível, os acontecimen'os de 1ST4 influem ainda e de forma poderosa sobre a política atual do Paraguai, a posição "brasi-lehisU" adotada então pelos co-lotados e mantida, embora com ootris csracteristisas, ae

lon-go dos' nlíimos 70 ano», contínua desempenhando o seu papel na política interna do pais. Não se deve esquecer qne o paraguaios dividem sua historia em dois pe* devidem sua historia em dois pe* riodos: " antes e depois de 1874", data que marca a morte dos so-ntaos imperiais do Paraguai. A nação mais poderosa da America do Sol, até, então, a mais po-bre, possivelmente, desde essa data. Reduzida depois a tuna condição de tuYlda dependência econômica em relação aos seus poderosos visinhos do nordeste

e sudoese (Brasil e Argentina respectivamente), a política in-terna paraguaia refletiu tam. bem a influencia dessa situação. Profundamente nacionalistas, o1 paraguaios vivem em cer:a me-dida um complexo determinado pelo seu glorioso brilhantismo passado e pela alia porcentagem de calido sangue guarani qne corre em suas veias; no cnlanto, os seus partidos politiccs tive-ram sempre um selo "arg?nti-nista" ou "brasilcirista". Pas-saram-se os anos e modificaram-se em grande medida as condi-ções internacionais, mas o Pa-ragrai nã" conseguiu despojar-ss apcsir ilisro d«*s"; se!f> ooe marcn a sui politira interna. E grande par*e da oprsição ooe a ditadora desperta cm amplos setores da população, especial-menti* nos meios cultos ("ar-fcntin:stes", em f/eral). deve-se a esse math: "brasHeirisla" q«e ainda conserva.

Para concluir, resta um as-pecto a assinalar, o das relações entre Morinigo e o Partido Colo-rado, habll, Morinigo soube man-ter.se no poder, apoiado, primei-- ro pelo exercito e seu homem forte, o coronel Benites Vera, por uma coalisão febrerlstalco-lorada, durante o breve inter-regno semi-democra, ico que co-meçou a 9 de junho de 1U46 e concluiu a 13 de Janeiro do ano em curso, quando ao jogar os febreristas para fora, Morinigo entregou os controlos do poder a seus novos aliados, os colorados, Apesar de que ainda vivem sua lua de mel com o preslden e, os dirigentes colorados eslão pro-curando por todos os meios ao seu alcance, fortalecer saa posf-ção a aumentar sua influencia, com o objetivo de assegurar sua permanência no poder, sejam quais forem as intenções que, para o futuro, ienha o preslden. te Morinigo. O próprio presi-. sidente do Partido Colorado aca-bi de ser designado presidenle da Suprema Corte, cargo que acaba de tornar-se vitalício. A res-;cito de sua nomeação para dirigir o mais alto tribunal do pai?, nos rircnlos o-ositcrc= se recorda que o já file-ido cor"-nel Eugênio Ca-ay, -ambem mi-lüante coloraáo. escrevia so-br- ele num artigo jornalisli-10... "O dr. Jnjn Leon Mall-r-quia. a quem não chanvtmos as-no. para não ofender a pacifica cavalgado» #"0 bom Jesus"....

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