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*** PROJETO DE RECOMENDAÇÃO

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Academic year: 2022

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PR\1000899PT.doc PE516.816v01-00 Tradução externa

PT

Unida na diversidade

PT

PARLAMENTO EUROPEU 2009 – 2014

Comissão das Pescas

2012/0229(NLE) 14.8.2013

***

PROJETO DE RECOMENDAÇÃO

sobre a proposta de decisão do Conselho relativa à celebração do Protocolo que fixa as possibilidades de pesca e a contribuição financeira previstas no Acordo de Parceria no domínio das pescas entre a Comunidade Europeia, por um lado, e a República de Quiribáti, por outro

(13331/2012 – C7-0036/2013 – 2012/0229(NLE)) Comissão das Pescas

Relatora: Isabella Lövin

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PE516.816v01-00 2/12 PR\1000899PT.doc

PT

PR_NLE-AP_art90

Legenda dos símbolos utilizados

* Processo de consulta

*** Processo de aprovação

***I Processo legislativo ordinário (primeira leitura)

***II Processo legislativo ordinário (segunda leitura)

***III Processo legislativo ordinário (terceira leitura)

(O processo indicado tem por fundamento a base jurídica proposta no projeto de ato).

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PR\1000899PT.doc 3/12 PE516.816v01-00

PT

ÍNDICE

Página PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU...5 EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS...6

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PE516.816v01-00 4/12 PR\1000899PT.doc

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PR\1000899PT.doc 5/12 PE516.816v01-00

PT

PROJETO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA DO PARLAMENTO EUROPEU sobre o projeto de decisão do Conselho relativa à celebração do Protocolo que fixa as possibilidades de pesca e a contribuição financeira previstas no Acordo de Parceria no domínio das pescas entre a Comunidade Europeia, por um lado, e a República de Quiribáti, por outro

(13331/2012– C7-0036/2013 – 2012/0229(NLE)) (Aprovação)

O Parlamento Europeu,

– Tendo em conta o projeto de decisão do Conselho (13331/2012),

– Tendo em conta o Protocolo que fixa as possibilidades de pesca e a contribuição financeira previstas no Acordo de Parceria no domínio da pesca entre a Comunidade Europeia, por um lado, e a República de Quiribáti, por outro (13333/2012),

– Tendo em conta o pedido de aprovação apresentado pelo Conselho nos termos do

artigo 43.º, n.º 2, e do artigo 218.º, n.º 6, segundo parágrafo, alínea a), do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia (C7-0036/2013),

– Tendo em conta o artigo 81.º e o artigo 90.º, n.º 7, do seu Regimento,

– Tendo em conta a recomendação da Comissão das Pescas e os pareceres da Comissão dos Orçamentos e da Comissão do Desenvolvimento (A7-0000/2013),

1. Não aprova a celebração do Protocolo;

2. Encarrega o seu Presidente de informar o Conselho de que o Protocolo não pode ser celebrado;

3. Encarrega o seu Presidente de transmitir a posição do Parlamento ao Conselho, à Comissão e aos governos e parlamentos dos Estados-Membros e da República de Quiribáti.

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PE516.816v01-00 6/12 PR\1000899PT.doc

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EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS Introdução

O novo Protocolo ao Acordo de Parceria no domínio da pesca (APP) com Quiribáti permite o acesso dos navios espanhóis, franceses e portugueses às águas de Quiribáti entre 16 de

setembro de 2012 e 15 de setembro de 2015.

Contudo, a relatora considera que o protocolo tem, a vários níveis, potencial para

comprometer os esforços envidados pelos pequenos Estados insulares em desenvolvimento para gerir a exploração de recursos de atum e aumentar as suas receitas provenientes dos mesmos. Não contribui, por isso, para a gestão sustentável dos recursos de atum no Oceano Pacífico Ocidental e Central.

Quiribáti e as Partes no Acordo de Nauru

O Quiribáti tem muito poucos recursos disponíveis, além do peixe, na sua vasta zona

económica exclusiva (ZEE). As taxas de licença aplicadas aos navios estrangeiros constituem 20-30 % das receitas públicas1. O país tem um dos PIB per capita mais baixos da região e inclui-se entre os Estados ACP menos avançados.

As Partes no Acordo de Nauru (PNA)2, nas quais se inclui o Quiribáti, foram criadas para assegurar a gestão coordenada das pescas na ZEE pelos seus membros e para aumentar os benefícios obtidos a partir dos recursos haliêuticos. Trata-se de um instrumento vinculativo ao nível de um tratado. Os seus membros negociaram vários acordos de execução que definem termos e condições mínimos de licenciamento, tais como as disposições em matéria de localização dos navios, transbordo, encerramento de zonas, restrições às artes de pesca, compromissos de atracagem, cobertura de supervisão e um regime de aquisição e comércio de dias de pesca («Vessel Days Scheme», VDS). Os navios de pesca de países terceiros que operem nas ZEE dos países PNA devem cumprir estas disposições.

As águas das PNA fornecem 50 % do abastecimento de atum gaiado.

O regime de aquisição e comércio de dias de pesca (VDS)

Ao abrigo do VDS, os armadores podem adquirir e comercializar dias de pesca no mar, a fim de obter acesso às águas das PNA. De acordo com a Organização das Pescas do Fórum do Pacífico Sul (FFA), um órgão consultivo do Pacífico:

«O objetivo do VDS é restringir e reduzir a captura de espécies-alvo de atum e aumentar a taxa de rendibilidade das atividades de pesca […]. As PNA definem o número total de dias em que é permitido pescar nas suas águas e a repartição do número total de dias entre os vários países.»

O VDS inclui regras em matéria de repartição de esforços e outros requisitos, como uma taxa

1 Avaliação ex post do atual protocolo ao APP entre a UE e Quiribáti e avaliação ex ante com análise dos impactos de um futuro protocolo.Relatório final. Maio de 2012.

2 Ilhas Salomão, Tuvalu, Quiribáti, Ilhas Marshall, Papua-Nova Guiné, Nauru, Estados Federados da Micronésia e Palau.

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PR\1000899PT.doc 7/12 PE516.816v01-00

PT

mínima abaixo da qual não é possível vender um dia de pesca. A sua execução levou a taxas de acesso que variam entre menos de 2 000 USD/dia em 2009 e uma taxa mínima acordada pelas PNA de 5 000 USD/dia em 2012, com muitos dias de pesca comercializados a

8 000 USD/dia. Em maio de 2013, as PNA aumentaram a taxa mínima para 6 000 USD/dia.

Desde 2008, a organização regional de gestão das pescas (ORGP) competente, a Comissão das Pescas do Pacífico Ocidental e Central (WCPFC), impôs a utilização do VDS como o mecanismo de regulação do esforço de pesca por frotas de países terceiros na ZEE dos países PNA1. Por conseguinte, a UE, apesar de não ser membro das PNA, está vinculada ao respeito do VDS, uma vez que é parte contratante da WCPFC.

Obrigações da UE relativamente aos pequenos Estados insulares em desenvolvimento O Acordo das Nações Unidas sobre as Populações de Peixes (UNFSA), ratificado pela UE e pelo Quiribáti, insta os Estados a cooperarem «para aumentar a capacidade de os Estados em desenvolvimento, nomeadamente os menos desenvolvidos e os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, conservarem e gerirem as populações de peixes transzonais e as populações de peixes altamente migradores»2.

A Conferência de Avaliação sobre o UNFSA, realizada em maio de 2010, apelou também ao

«incentivo à identificação de estratégias que ajudem os Estados em desenvolvimento, nomeadamente os menos desenvolvidos e os pequenos Estados insulares em

desenvolvimento, a realizar uma parte maior dos benefícios da captura de populações de peixes transzonais e de populações de peixes altamente migradores e a aumentar os esforços regionais para conservar e gerir, de forma sustentável, essas populações». A Assembleia Geral das Nações Unidas apoia também estes objetivos3.

De acordo com o artigo 208.º do TFUE, a União Europeia terá em conta os objetivos em matéria de cooperação para o desenvolvimento «nas políticas que puser em prática e que sejam suscetíveis de afetar os países em vias de desenvolvimento».

Principais disposições do novo protocolo

O novo protocolo de três anos concede acesso a dez navios de pesca da UE (quatro cercadores com rede de cerco com retenida e seis palangreiros) com uma tonelagem de referência de 15 000 toneladas de espécies altamente migradoras por ano. Atualmente, apenas os cercadores estão a utilizar o protocolo.

De uma contribuição financeira total de 1 325 000 EUR para os dois anos do protocolo, 975 000 EUR correspondem ao acesso aos recursos e 350 000 EUR ao apoio à política setorial das pescas de Quiribáti.

De importância crítica é, contudo, o facto de o protocolo não incorporar o VDS e não impor limites ao esforço exercido em Quiribáti para além do número de navios. Ainda assim, o Quiribáti tinha deixado claro, no início das negociações, que pretendia basear o protocolo no

1 CMM 2008-01, n.os11 e 17; CMM 2011-01, n.os1 e 2; CMM 2012-01, n.º 12.

2 Artigo 25.º. Formas de cooperação com os Estados em desenvolvimento, n.º 1, alínea a). UNFSA.

3 Ver n.º 157 da Resolução 66/68 da AGNU.

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VDS1. Este aspeto está igualmente patente na avaliação ex post do protocolo anterior. A UE e o Quiribáti estão, por conseguinte, a infringir a principal medida de gestão das pescas adotada pelas PNA e pela WCPFC.

Possível perda de receitas pelos Estados insulares do Pacífico

Muitos membros das PNA veem as taxas de acesso definidas unilateralmente fora do quadro VDS acordado – como acontece no acordo UE-Quiribáti – como uma ameaça ao regime que desenvolveram cuidadosamente nos últimos anos para negociar taxas mínimas de acesso, a fim de aumentar as suas hipóteses de obter receitas justas.

A não adesão do novo protocolo ao VDS pode privar o Quiribáti e a região de receitas. Em relação aos custos do acesso ao abrigo do anterior protocolo, a sua avaliação ex post declara que «o pagamento médio de 2007 a 2011 foi de 3 350 EUR/4 675 USD por dia, ou seja, um valor próximo do atual preço de referência das PNA de 5 000 USD por dia»2. Contudo, esta média apenas se explica pelas elevadas taxas de captura de 2007. Em qualquer outro ano, os valores são significativamente mais baixos: em 2011, o Quiribáti recebeu da UE o equivalente a 3 559 USD por dia de pesca e, em 2009, apenas 2 308 USD (ver quadro 1). Os países PNA acordaram uma nova referência de 6 000 USD por dia em maio de 2013. Esta referência mínima poderá ser revista nos próximos anos. No entanto, muitas transações são concluídas muito acima dessa referência, a preços que atingem os 8 000 USD.

Ao insistir em manter-se fora do VDS, a UE está a manter uma taxa de acesso relativamente baixa que distorce o mercado regional de acesso à pesca do atum.

A necessidade de regular o esforço na região

A sobrecapacidade e o esforço excessivo de pesca são questões fundamentais que têm de ser abordadas em todas as regiões, e o Pacífico Ocidental e Central não é exceção. Neste sentido, a UE deveria apoiar ativamente as atuais iniciativas regionais para abordar a sobrecapacidade e limitar o esforço de pesca. O acesso baseado na tonelagem das capturas ou no número de navios não reflete devidamente o esforço total de pesca, nomeadamente da frota da UE, que inclui navios de grande dimensão. Nesse sentido, um regime de aquisição e comércio de dias de pesca bem definido e aplicado poderia proporcionar meios para impedir futuros aumentos do esforço na região.

O VDS deveria estipular uma ponderação adequada que refletisse a dimensão dos navios envolvidos. Uma vez que os cercadores da UE estão entre os maiores do mundo, os seus dias de pesca teriam de ser ajustados através de um fator multiplicador. Caso se considerasse um tal fator de ponderação, o preço do acesso atualmente pago pelos navios da UE teria de ser aumentado, de modo a refletir o seu maior poder de captura.

O não cumprimento, por Quiribáti, das regras das PNA relativamente ao VDS

1 «Na preparação para as negociações, ambas as partes manifestaram as suas posições iniciais relativamente a esta questão. Quiribáti informou a UE de que basearia a sua abordagem no Vessel Days Scheme.» Atas acordadas da reunião da Comissão Mista sobre a execução do Protocolo ao Acordo de Parceria UE/Quiribáti no domínio da pesca. Nadi, Fiji, 30 de maio de 2012.

2 Avaliação ex post do atual protocolo ao APP entre a UE e o Quiribáti e avaliação ex ante com análise dos impactos de um futuro protocolo. Relatório final. Maio de 2012.

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Em 2012, o Quiribáti excedeu os dias que lhe tinham sido atribuídos ao abrigo do VDS em quase 80 %1. Esses dias, nos termos do regulamento do VDS, deveriam ter sido comprados a outras PNA que, por sua vez, teriam tido a possibilidade de obter receitas, o que não

aconteceu. A pesca com navios da UE nas águas de Quiribáti contribuiu certamente para que Quiribáti excedesse os dias que lhe tinham sido atribuídos ao abrigo das PNA, e o facto de a frota da UE não se vincular ao VDS complica muito a gestão das atividades de pesca na ZEE de Quiribáti.

O não cumprimento, por parte da UE, dos limites de esforço no alto mar definidos pela WCPFC

Apesar de a Comissão da UE ter acusado as PNA de falta de transparência e de ultrapassagem dos limites de esforço de pesca aplicáveis, cabe notar que a UE também não cumpriu as regras da WCPFC no que respeita à restrição do esforço de pesca. Como é possível observar no quadro 2, a frota de cercadores da UE ultrapassou sistematicamente os limites de esforço no alto mar estipulados na CMM 2008-01 entre 2007 e 2011.

Impacto da frota de cercadores da UE nos recursos de atum na região

Apesar de ter apenas quatro navios atualmente em funcionamento no Oceano Pacífico Ocidental e Central, o impacto das capturas da UE não pode ser considerado negligenciável.

Os cercadores da UE estão entre os maiores e mais poderosos do mundo e são altamente dependentes de dispositivos de concentração de peixes de deriva flutuantes (ver quadro 3).

As suas operações resultam em capturas significativas de juvenis de atum patudo. As avaliações de unidades populacionais mais recentes realizadas pelo Comité Científico da WCPFC em 2012 indicam sobrepesca de atum patudo.

A frota de cercadores da UE que arvora pavilhão, com apenas quatro navios, foi responsável por 15,5 % do atum patudo capturado por todos os cercadores que operaram no Oceano Pacífico Ocidental e Central em 2010. Existem preocupações significativas acerca das capturas de tubarão-luzidio em pescas com redes de cerco com retenida associadas a dispositivos de concentração de peixes. Estes números contrastam visivelmente com as

alegações da UE de liderar tentativas de gerir os impactos dos dispositivos de concentração de peixe em ORGP de atum e o protocolo não incorpora medidas para diminuir os impactos da utilização destes dispositivos2.

Conclusão: desenvolver a base para um envolvimento positivo da UE no Pacífico Ocidental

Quase 60 % das capturas de atum do mundo são efetuadas no Oceano Pacífico Ocidental e Central. Por conseguinte, uma boa gestão das pescas nesta região tem relevância global.

Como um interveniente ativo na pesca e um mercado proeminente, a UE não pode

comprometer a sua posição ignorando os acordos relevantes na região, tais como o PNA e, em

1 De acordo com documentos internos apresentados na última reunião ministerial das PNA.

2 «Dado o elevado nível de capturas de juvenis de atum patudo nas pescas com dispositivos de concentração de peixes pela frota da UE, a avaliação recomenda igualmente que sejam incluídas medidas diretas no protocolo destinadas a mitigar este problema.»

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PE516.816v01-00 10/12 PR\1000899PT.doc

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particular, o seu VDS, que foi incorporado na WCPFC.

O acordo UE-Quiribáti parece ser o único acordo bilateral na região que não se baseia no VDS. O acordo de acesso multilateral com os EUA também se baseia no VDS desde 15 de junho de 2013. Por último, os acordos da UE com as Ilhas Salomão e com os Estados Federados da Micronésia nunca entraram em vigor por não incorporarem o VDS.

A relatora lamenta que as negociações bilaterais fora de um quadro regional bem estabelecido possam resultar em benefícios para alguns armadores, comprometendo, ao mesmo tempo, os esforços regionais para melhorar a gestão da pesca do atum, assim como os benefícios derivados da pesca pelos pequenos Estados insulares em desenvolvimento. A relatora pretende incentivar a Comissão a envidar todos os esforços possíveis para cooperar com a região, a fim de melhorar o VDS para assegurar que o esforço de pesca na região se mantenha dentro de limites sustentáveis e para coordenar os esforços destinados a alcançar um melhor controlo e a facilitar a execução do Acordo sobre medidas dos Estados do porto na região.

A recusa em basear o protocolo no VDS afigura-se uma infração grave das regras da WCPFC, a ORGP competente. Além disso, distorce o mercado dos direitos de acesso e pode privar Quiribáti e a região de receitas essenciais1. A Comissão Europeia insiste que o VDS padece de muitos defeitos, nomeadamente de uma alegada falta de transparência. Contudo, seria preferível que a UE tentasse melhorar o VDS enquanto parte no mesmo, ao invés de o atacar do exterior, onde está vulnerável à crítica por incapacidade de aplicar normas

internacionalmente acordadas.

A relatora recomenda que o referido protocolo seja rejeitado e que a Comissão negoceie um novo protocolo que respeite plenamente as disposições da WCPFC e das PNA, nas quais Quiribáti é parte.

1O Parlamento Europeu manifestou o seu desejo de que os acordos de pesca bilaterais assegurassem que os armadores da UE pagassem uma porção justa e baseada no mercado dos custos aquando da aquisição de direitos de acesso. N.º 43, Relatório sobre a dimensão externa da política comum das pescas. Setembro de 2012.

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PR\1000899PT.doc 11/12 PE516.816v01-00

PT

ANEXO Tables

Table 1. Payments made to Kiribati per day 2007-2011

2007 2008 2009 2010 2011 Average

Tonnes caught 8,671 12,269 10,625 12,268 13,247 11,416

Days in Kiribati 90 269 460 350 278 309

Tonnes per day 96 46 23 35 35 47

Total payment/day (€) 10,461 4,802 2,451 3,690 3,677 5,016

Adjusted days (1.5) 135 404 690 525 567 464

Total payment/adjusted day (€) 6,989 3,206 1,637 2,464 2,455 3,350 Total payment/adjusted day ($) 9,435 5,066 2,308 3,006 3,559 4,675

Table 2. Purse seine days fished in international waters 20º N – 20º S

Flag CMM

2006-01

2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

China 420 508 232 334 261 1000 13 9

Chinese Taipei 1,913 1,262 1,244 1,506 1,341 1,365 96 76

Ecuador 0 0 0 49 150 39 53 37

El Salvador 14 0 0 104 130 97 63 52

European Union 103 30 315 173 311 241 366 339

FSM 387 222 86 168 123 334 6 3

Indonesia 500 500 500 500 500 500 500 500

Japan 1,859 1,768 1,493 1,209 1,704 2,080 111 67

Kiribati 42 46 53 22 19 191 114 205

Marshall Islands 400 402 158 155 290 168 71 32

New Zealand 346 98 289 208 196 210 68 26

Papua New Guinea 1,130 1,271 404 670 592 804 78 23

Philippines 452 306 150 26 73 20 2 0

Republic of Korea 1,249 1,082 742 1,398 1,513 1,728 208 65

Solomon Islands 17 17 15 5 0 0 0 0

Tuvalu 0 0 0 0 0 36 4 5

USA 1,037 767 533 798 1,566 1,773 400 583

Vanuatu 593 369 401 379 215 103 37 27

Total 10,461 8,648 6,615 7,704 8,984 10,689 2,190 2,049

(12)

PE516.816v01-00 12/12 PR\1000899PT.doc

PT

Table 3. Types of sets by the different purse seine fleets operating in the WCPO

Free school Log Drifting FAD Anchored FAD Other

Korea 63% 18% 19% 0% 1%

Taiwan 42% 40% 18% 0% 0%

Japan 41% 42% 16% 0% 0%

USA 14% 9% 77% 0% 0%

New Zealand 27% 4% 69% 0% 0%

Vanuatu 50% 20% 22% 9% 0%

China 58% 8% 33% 1% 0%

Philippines 28% 30% 9% 32% 0%

Spain (EU) 11% 0% 89% 0% 0%

Ecuador 11% 1% 88% 0% 0%

El Salvador 13% 0% 87% 0% 0%

Total DWFN 48% 28% 22% 2% 0%

FSMA and Domestic 43% 25% 24% 7% 1%

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