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O PODER DA FÉ EM JESUS

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O PODER DA FÉ EM JESUS

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O PODER DA FÉ EM JESUS

Valdiney Campos

www.evangelhodejesuscristo.weebly.com

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Sumário

Nota - pag. 04 Prefácio - pag. 09 Introdução - pag. 12

Capítulo 1: É necessário nascer de novo - pag.16 Capítulo 2: A barreira do desânimo - pag.30 Capítulo 3: Pedindo bem - pag.47

Capítulo 4: Confiança para entrar no Santo dos santos - pag.86 Capítulo 5: A oferta do tempo a Deus - pag.134

Capítulo 6: A oferta da vida a Deus - pag.156 Capítulo 7: Os frutos da fé em Jesus - pag.184 Parte 1: Mansidão - pag.189

Parte 2: Humildade - pag.206

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Nota

A atitude de restringir a palavra que em nome de Jesus é escrita, cantada, ou pregada, é própria dos inimigos de Cristo.

No entanto, nesses últimos anos a palavra de Deus tem sido presa pelos próprios seguidores de Jesus, por causa do senhor desse mundo – o dinheiro, o qual tem sido o apoio do ministério da maioria daqueles que se dizem autênticos seguidores de Jesus. Para se manterem em seus cargos, eles não apoiam a confiança em Deus, e sim na falsa segurança do dinheiro.

O servo deve facilitar o acesso de todos ao conhecimento de Jesus o máximo possível, e impossível. O dinheiro não pode ser uma barreira entre o homem e a graça de Deus, caso contrário, o servo não estará trabalhando pela graça.

Jesus não permitiu que nenhum empecilho barrasse o acesso das pessoas à palavra Deus, mas ele ensinou abertamente, e de graça, a todas as pessoas que tinham ouvidos para ouvir as suas palavras, para que todos pudessem ter o conhecimento da verdade, que é o próprio Jesus:

“O sumo sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no templo onde todos os judeus se reúnem e nada disse em oculto” (João 18.20).

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Se o ato de vender um presente para obter lucros pessoais é antiético, imagina então vender o fruto do conhecimento do evangelho, que é muito mais do que um presente, mas a maior prova de amor que existe, pois não foi conquistado com ouro, nem prata, mas com o sangue do Justo, em favor injustos.

O servo não deve cobrar pelo serviço que é realizado por meio de um dom que Deus lhe responsabilizou, pois, se ele recebeu de graça, logo ele também deve oferecer de graça:

“E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10.7-8).

Como se vê na passagem, Jesus ordenou se oferecer de graça, não apenas as curas e milagres, mas também a pregação do evangelho, ou o ensino. A pregação do evangelho estava incluída na missão dos discípulos.

É necessário entender que, da mesma forma que o servo que

recebeu de Deus o dom de curar, não cobra pelas curas, ele

também não deve cobrar ou pedir oferta por qualquer outra coisa

que é realizada por meio de um dom que o Senhor lhe

responsabilizou, caso contrário o serviço não estará sendo

oferecido de graça; da parte do servo, o serviço deve ser

oferecido de graça, isto é, sem cobrar ou pedir oferta por aquilo

se oferece, no entanto, se alguém atentar para o seu trabalho,

vendo que ele realmente dedica todo o seu tempo no trabalho do

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Senhor, e quiser dar-lhe algo para o seu sustento, o servo não deve negar:

“E, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que vos for oferecido.” (Lucas 10.8).

O fruto do trabalho no evangelho não deve ser vendido em hipótese alguma, muito menos negociado. O evangelho de Jesus não necessita de força humana (venda de produtos), para se promover. A graça de Deus consiste no fato de que aquele que busca ao Senhor não precisa desembolsar nem um centavo para obter o conhecimento de Deus, ou se alimentar dele, pois essas coisas devem ser oferecidas de graça. Na realidade, o cristão deve desembolsar dinheiro para sustentar os órfãos e as viúvas, isto é, aqueles que não tem condições de trabalhar, mas jamais desembolsar dinheiro para se alimentar de Deus, ou adquirir conhecimento dele.

No entanto, a graça de Deus sobre os crentes não é anulada

pelo fato de os servos estarem trabalhando, por ignorância, de

uma maneira que o Senhor não aprova, pois Deus não leva em

conta os tempos de ignorância (Atos 3.17, 17.30), embora todos

tenham que prestar contas com ele pelas suas obras. Muitos

ouvirão no grande dia que já receberam o seu galardão, como

acontece com muitos que trabalham no evangelho tendo como

motivação receber ganhos pessoais. Jesus ensinou que aqueles

que recebem recompensa na terra pelas suas boas obras que

fazem em nome do Senhor não receberão a verdadeira

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recompensa celestial (que consiste em poder contemplar a face do Criador de todas as coisas):

“Mas quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos e serás bem aventurado; porque eles não tem com que te recompensar; mas recompensado serás na ressurreição dos justos.” (Lucas 11.13-14).

Jesus disse que todo trabalhador é digno do seu alimento, porém, não há necessidade de que o servo viva cobrando ou pedindo sustento pelo trabalho que ele oferece de graça, pois quem o sustenta é o Senhor:

“Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mateus 6.26).

Portanto, o servo deve rejeitar a preocupação com o seu sustento físico, pois, se ele entregou a sua vida para Deus, é certo que o Senhor não o desamparará. Contudo, se um dia lhe faltar as provisões necessárias, o Senhor enviará corvos a dar-lhe o alimento, ou ordenará o servo a retirar as provisões necessárias da boca do peixe (apenas o necessário, conforme aconteceu).

Portanto, o ato de pedir ofertas ou vender algo que foi ordenado a se oferecer de graça não é graça, mas é fata de fé, e sabe-se que sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11.6).

O cristão foi chamado para andar por fé e não por vista (2

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Coríntios 5.7); se o cristão anda segundo os projetos criados por ele mesmo, logo ele não anda por fé, mas anda por vista; andar por fé consiste em ser direcionado por Deus em situações imprevisíveis e às vezes impossíveis, pois, se o cristão anda segundo os seus próprios projetos, as suas próprias previsões, logo ele não anda por fé, mas por vista. (isso não significa que o crente deve largar emprego, faculdade, mas significa que ele deve estar aberto para que o Espírito de Deus que nele está o conduza nos seus propósitos).

O servo não deve se preocupar com o sustento, pois o Senhor não o deixará morrer de fome, embora possa ser necessário que ele aprenda a padecer necessidades por alguns momentos de sua vida, para que, sentindo na pele, ele aprenda dividir com os necessitados quando tiver em abundância:

“Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fome;

tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.”

(Filipenses 4.13).

Paulo disse que sabia ter abundância. Como é saber ter abundância? João responde:

“Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?” (1 João 3.17).

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Prefácio

O primeiro amor pelo Senhor é um sentimento que nunca deve ser perdido, mas aumentado a cada dia mais. Por esse motivo, o conteúdo deste livro tem como objetivo te levar a sacrificar as suas vontades terrenas e passageiras, levando-as para a cruz, junto de Cristo, para que o seu espírito seja vivificado em Cristo.

Este livro pode transmitir um algum conhecimento espiritual, no entanto, este conhecimento é limitado. O conhecimento que é transmitido no livro tem como objetivo conduzir as pessoas a amarem a Deus com entendimento, para que esse amor tenha uma base para crescer a cada dia (Mateus 22.37). Também tem, este livro, como objetivo, conduzir a Cristo aquele que ainda não viveu uma relação de amor e intimidade com o seu Criador.

Portanto, busque, através da fé, conhecer Deus e amá-lo, pois ele é disponível a se manifestar a todos que o buscam de coração aberto.

É necessário ler com o coração, isto é, com o coração aberto ao chamado do Senhor, pois o objetivo de Deus é que a sua palavra aja no coração; você só poderá viver o melhor do Espírito de Deus quando entender a sua palavra no coração.

Jesus ensinou que o verdadeiro entendimento é frutificado quando absorvido no coração, para que se entenda a mensagem de mente e coração:

"Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviram de mal grado com os seus ouvidos, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, compreendam com o coração e se convertam, e eu os cure." (Mateus 13.15).

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O homem só irá desfrutar das riquezas do Espírito Santo quando buscá-lo com a mente atenta e o coração aberto:

"Disse-me o Senhor: Filho do homem, pondera no teu coração, olha com teus olhos e ouve com teus ouvidos tudo quanto eu te disser..." (Ezequiel 44.5).

“Para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento;” (Provérbios 2.2).

Não adianta ao servo estar com a mente atenta, mas o coração fechado, e também não adianta estar com o coração aberto e não entender o que está sendo transmitido. Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvires hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto (Hebreus 3.7-8); se você entender que Deus está falando contigo por meio da mensagem deste livro, não endureça o seu coração, mas creia e confie no Senhor.

Contudo, se você acha que o seu coração não pode ser modificado, ore a Deus com fé, pedindo um milagre, pois o Senhor pode todas as coisas:

"Eu vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; tirarei o coração de pedra do vosso interior e vos darei um coração de carne. Porei dentro de vós meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos; e guardareis os meus juízos e os praticareis." (Ezequiel 36.26-27).

O Senhor chama o homem para um autêntico relacionamento

em amor, portanto, não faça do seu relacionamento com Deus

uma barganha ou uma rotina, nem fique esperando se aproximar

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de Deus apenas através de um homem de Deus. O Senhor disponibilizou gratuitamente um grande privilégio aos cristãos:

todos que aceitarem o Senhor Jesus como seu Senhor e Salvador podem ser sacerdotes do Deus Altíssimo.

É bem melhor beber direto da fonte. Não queira beber dessa Água apenas por intermédio de um ministro do evangelho, mas busque beber direto da fonte, por meio da oração, da rendição ao Senhor.

Jesus não quer apenas o seu joelho, ele quer o seu coração, e não apenas uma parte do seu coração, mas quer o seu coração por completo.

Que este livro te conduza a um quebrantamento interior e uma vida de intensa intimidade com o Espírito de Deus, amém!

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Introdução

Não espere chegar ao céu para se relacionar intimamente com o seu Criador; o Senhor já colocou o céu no interior daqueles que creem em Jesus. Quando Jesus esteve na terra, o reino de Deus estava entre os homens (Lucas 17.21), mas quando ele subiu ao céu e enviou o Espírito Santo aos servos, o Senhor passou a reinar dentro dos homens (João 14.17).

Deus está sempre disponível para se relacionar com todas as pessoas, independente do que elas tenham feito; basta ao homem ser grato pela existência, reconhecer tudo que o Senhor lhe tem feito, por meio de Jesus, e passar a se relacionar com ele. Muitos dizem que os filhos só aprendem sobre dar valor aos pais depois que os perde, mas no caso de Deus, só lhe darão valor depois de o conhecerem e entenderem o que Jesus foi capaz de fazer pela humanidade.

Contudo, observa-se que as pessoas em geral são mais

resistentes a abrirem o coração e se entregarem a uma comunhão

com o Espírito de Deus do que a se entregarem a técnicas

humanas desconhecidas, fato que se contradiz com óbvio, pois,

mesmo que o criador seja misterioso, é necessário considerar

que ao se falar de Deus, logo se fala de um ser essencialmente

bom, que possui todas as boas virtudes possíveis em si mesmo,

que não poderia agir de forma má ou injusta. A palavra: 'Deus',

significa todas as boas virtudes que podem ser expressadas, e

excede todo o entendimento que o homem tem do amor e da

justiça. Portanto, no sentido óbvio, é mais compreensível temer

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se entregar a uma técnica humana misteriosa ou desconhecida, do que abrir o coração e se entregar a Deus.

Um outro problema é que a busca incessante por confortos e conquistas terrenas tem diminuído drasticamente o primeiro amor das pessoas que um dia receberam o Espírito Santo.

Porém, o cristão não foi chamado para viver o primeiro amor, mas para amar o Senhor a cada dia mais:

"E peço isto: que vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo conhecimento" (Filipenses 1.9).

A maior parte dos cristãos está à procura de palavras que vão confortar a ‘carne’, no entanto, quando a carne é confortada, o espírito perde a vida de Deus, pois as vontades da carne lutam contra as vontades do espírito:

"Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis." (Gálatas 5.17).

O maior inimigo do espírito do homem não é satanás, mas a sua própria carne; ela está sempre lutando contra o seu espírito.

Para se aproximar de Deus, o servo não precisa de lutar contra satanás, mas ele deve lutar contra a sua própria carne, ou seja, contra os seus próprios desejos humanos.

Quando a carne é confortada, o espírito do homem perde o

conforto do Espírito de Deus. O servo deverá escolher se ele vai

satisfazer a sua carne ou o seu espírito. Contudo, é bom ressaltar

que em todas as coisas que existem nesse mundo, o que é

encontrado no interior é mais importante do que aquilo que está

no exterior. A carne perece, mas o espírito daquele que viver

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para Cristo permanecerá por toda a eternidade, e o Senhor lhe dará um novo corpo.

O que Deus mais deseja do homem não é obediência, mas um coração que o ama ardentemente, pois amando o Senhor, o servo também amará obedecê-lo:

“Pelo que amo os teus mandamentos mais do que o ouro, sim, mais do que o ouro fino” (Salmos 110.127).

Quem deseja a presença de Deus não apenas o obedece, mas concorda com os seus pensamentos, e dessa forma o cristão não dirá que evita fazer tal coisa porque não lhe é permitido, e sim porque ele não deseja agir de tal maneira.

As pessoas não irão fazer a vontade de Deus só porque existe um mandamento escrito, mas irão proceder conforme a vontade do Senhor quando entenderem a sua palavra no espírito. Se uma pessoa buscar praticar o mandamento de Deus apenas porque está escrito, ela não praticará com verdade e autenticidade.

No entanto, para conhecer um pouco mais da vontade Deus, é necessário entender o que se lê, e para entender o que se lê, é necessário meditar com o coração aberto ao agir do Espírito Santo.

O crente, em especial, não pode passar a vida inteira conhecendo a Deus apenas exteriormente. É necessário conhecer o Senhor dentro de si mesmo. O Senhor quer ser honrado no íntimo dos corações dos seus filhos.

O Senhor não virá à terra para buscar uma igreja que está quase morrendo espiritualmente, mas virá buscar uma igreja santificada e ataviada para o seu noivo, como Jesus disse na parábola das dez virgens (Mateus 25.1-13).

Não dá para ser um seguidor de Jesus e viver uma vida cristã

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básica. Jesus não viveu basicamente pela humanidade; ele deu tudo de si mesmo em favor de todos.

O homem não foi chamado por Jesus para fazer parte de uma instituição religiosa, mas foi chamado para um relacionamento intenso com o Senhor. A religião trabalha pela necessidade, mas no relacionamento com Deus, o trabalho é realizado por amor a ele.

O Senhor não recebe uma oração que não é feita de coração.

Ele só é ‘encontrado’ quando buscado de coração (Jeremias

29.13). As pessoas só terão um encontro verdadeiro com o amor

de Deus quando ligarem os seus corações com o coração do

Senhor.

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Capítulo 1

É necessário nascer de novo

A nova criatura

O homem que vive focado nas coisas terrenas não gosta de gastar tempo em comunhão com o Espírito de Deus, e isso acontece porque ele se tornou muito diferente de Deus, a natureza humana não suporta a santa e gloriosa presença de Deus. É impossível que uma pessoa tenha comunhão com outra pessoa diferente dela.

Não há problema em assumir que é um pecador, afinal de contas todos são pecadores; o fato de o homem não ser perfeito como Jesus é, já o faz pecador, mas o que o homem não pode é se conformar com o pecado. Se o pecador confessar os seus pecados, o Senhor é fiel e justo para lhe perdoar os pecados e lhe purificar de toda a injustiça:

“Se dissemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 8.9).

Portanto, é necessário ressaltar que não é a própria pessoa que muda a si mesma, mas é Deus quem transforma o seu caráter. Se uma pessoa tentar mudar o seu caráter por conta própria, ela poderá se frustrar. Contudo, a presença do Espírito de Deus pode mudar

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17 qualquer caráter, basta que a pessoa queira.

A pessoa que decide viver por Cristo não deve se esforçar, por meio das forças humanas, e tentar viver uma vida justa diante de Deus, pois ela não conseguirá. A ação que o cristão toma não se trata de tentar melhorar os seus modos e sim a busca pelo Espírito de Deus.

Quando o crente abrir o coração para o Espírito de Deus reinar, as mudanças em sua vida acontecerão espontaneamente, sem esforço humano, e ele se tornará uma nova pessoa, uma nova criatura. As modificações em Deus não acontecem por força, mas pelo Espírito de Deus (Zacarias 4.6).

O problema é que muitos que aceitam a fé não nascem de novo, mas apenas mudam exteriormente o seu comportamento. Para nascer de novo é necessário morrer para si mesmo e passar a viver em Cristo Jesus.

Portanto, o indivíduo que busca a Deus não deve buscar melhorar os seus caminhos ou melhorar o seu caráter por si mesmo, mas é necessário que ele entregue os seus caminhos ao Senhor, e passe a conhecer um outro caminho e andar nele, o qual é Jesus. Ele é o caminho (João 14.6), por isso é necessário andar nele. É necessário nascer de novo, renovar o caráter e ganhar um coração novo:

"Eu vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo; tirarei o coração de pedra do vosso interior e vos darei um coração de carne. Porei dentro de vós meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos; e guardareis os meus juízos e os praticareis" (Ezequiel 36.26-27).

Contudo, não basta abrir o coração para Deus entrar, é necessário ter disposição para perseverar na adoração, pois é na perseverança em adorar que o servo consegue fazer a vontade de Deus, e não só fazer a vontade dele, mas se agradar em fazê-la.

O ‘homem natural’ só valoriza aquilo que está diante dos seus olhos e ao alcance da sua mente. Mas uma pessoa que busca a Jesus passa a

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18 enxergar com os olhos da fé as riquezas celestiais incorruptíveis e incontamináveis. Quando o crente passa a desfrutar do penhor das

‘riquezas’ vindouras, isto é, o Espírito Santo, as coisas terrenas e passageiras perderão o valor e não serão mais prioridade em sua vida;

a sua prioridade será viver por pela esperança da vida eterna, e a própria esperança da vida eterna, que é alimentada pela fé, já enche o seu coração de uma alegria tal que o mundo não pode oferecer.

É necessário nascer de novo para entrar no reino de Deus (João 3.3), no entanto, o fato de uma pessoa ter sido tocada pelo Espírito Santo não significa que ela nasceu de novo. Muitos são chamados pelo Espírito Santo, mas poucos são os escolhidos. O Espírito Santo convence do pecado e da justiça, mas cabe à própria pessoa se entregar ao Senhor para viver uma vida de justiça diante dele.

Os cultos agonizantes e vazios que se vê em muitas igrejas não é o sacrifício espiritual (1 Pedro 2.5), e de louvor (Hebreus 13.15), que o crente oferece para Deus. O sacrifício a ser oferecido é o relacionamento com o Espírito Santo, e esse relacionamento se torna um sacrifício, não porque seja ruim se relacionar com Deus, mas porque é necessário matar a carne pecaminosa por meio de muitos jejuns e orações, e tirar tempo (um bom tempo) para o relacionamento com Deus. Contudo, depois que o servo estiver se relacionando e se alegrando no espírito, ele vai entender que esse preço de renúncia que foi pago valeu muito a pena.

É necessário entender também que a salvação é gratuita no sentido de que não é pela sua própria força moral que o homem será salvo, mas pela fé em Jesus, o qual cumpriu toda a lei, impecavelmente, em favor do homem, para garantir a sua entrada no reino eterno. A salvação consiste em viver pela fé em Jesus, contudo, para viver essa fé é necessário se entregar de corpo, alma e coração, e assim produzir frutos de justiça agradáveis a Deus, por meio do Espírito de Cristo que passa a habitar no crente, pois a fé produz obras de justiça, as quais não são suficientes para salvar, mas suficientes para confirmar a verdadeira fé, como escreveu Tiago:

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“Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” (Tiago 2.8).

As boas obras que se realiza por meio do Espírito Santo não são suficientes para salvar, mas são suficientes para comprovar a autenticidade da fé no Salvador Jesus. É necessário ressaltar que o mesmo sangue que livrou o homem da condenação também o comprou de volta para Deus (1 Coríntios 6.19-20, Apocalipse 5.9) para se tornar filho adotivo do Criador de todas as coisas (1 João 3.1-3, 2 Coríntios 6.18 até 7.1), e a eficácia desse sangue consiste em purificar o homem dos pecados (Hebreus 9.13-14, 1 Pedro 1.2, Apocalipse 7.14).

Portanto, aquele não se entregou a Jesus, o qual deu o seu sangue em favor de muitos, e não busca se purificar dos seus pecados através desse precioso sangue, ainda não vive pela fé que conduz à salvação.

O homem irá receber o Espírito Santo, e passar a se relacionar com ele, tornando-se uma nova criatura, quando abrir o coração, e começar a exaltar e santificar o nome do Senhor em espírito e em verdade.

O ser-humano carece de amar o seu Criador; o homem foi criado com essa finalidade, por isso ele só irá viver uma satisfação constante e não circunstancial, quando aprender a amar conforme o amor de Deus.

O Espírito de Deus combate o pecado

Há problemas que são comuns entre os crentes, como a irritação e a falta de paciência, mas que são claras evidências da ausência de Deus em suas vidas. Esses sentimentos opõem-se à pessoa de Deus, por isso, quanto mais uma pessoa adquire tais sentimentos, mais ela se distancia de Deus, e quanto mais ela se esvazia de tais sentimentos, mais

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20 próxima de Deus ela passa a estar.

Quando o homem peca, ele se torna escravo do pecado e passa a obedecer involuntariamente o que os seus desejos pedem. No entanto, a ‘prisão em Cristo’, que obviamente é uma ironia, é a maior experiência de liberdade que o homem pode experimentar. No mundo observa-se pessoas viciadas em internet, sexo, dinheiro, entretenimentos, contudo, não é possível ser viciado em Deus. O relacionamento com Deus é saudável; nenhum cristão é dominado por um desejo doentio e incontrolável de ler a bíblia ou orar; isso é liberdade. O cristão sente prazer em ler a bíblia e orar, mas não é dominado por tais desejos, diferente dos prazeres do sistema social que faz as pessoas perderem o controle de si mesmas.

Uma das maiores características que define o cristão é o domínio próprio, que consiste no controle dos desejos, controle diante de ofensas, e a liberdade de escolha, isto é, ser livre para escolher adorar a Deus na hora que quiser. O pecado escraviza o homem naquilo que o faz pecar, mas o Espírito Santo não escraviza o homem no evangelho.

É o próprio homem que se faz servo (escravo) em Cristo, por amor a ele.

No entanto, é necessário entender a busca pelo combate ao pecado não se trata de reprimir os desejos da carne, e sim de se encher dos desejos espirituais, os quais prevalecerão sobre os desejos da carne. As pessoas dizem que o proibido é mais prazeroso; na realidade é mais atrativo, e é mais atrativo porque as pessoas vivem se reprimindo pelo fato de tal coisa ser proibida (o sistema religioso faz muito isso), no entanto, viver se reprimindo não é saudável; o saudável é se encher do Espírito Santo para que o espírito prevaleça sobre a carne e o desejo por práticas pecaminosas, ou práticas que entristecem o Espírito Santo, sejam eliminadas da vida do crente, pois a carne luta contra o espírito (Gálatas 5.17).

Portanto, é necessário ressaltar que não é o crente quem se santifica, mas é Deus quem o santifica. O crente santifica o nome de Deus em seu coração, e com isso, a santidade de Deus passa a habitar

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21 em seu ser e dirigir os seus sentidos, a cada dia mais, de acordo com a sua busca pelo Santo Espírito. Por isso Pedro disse:

"Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações..." (1 Pedro 3.15).

É impossível ao homem resistir a todas as tentações terrenas sem a ajuda de Deus. O fato de o cristão conseguir resistir às tentações terrenas, que antes o fazia pecar, é um milagre, e esse milagre consiste em deixar que o Espírito de Deus faça morada em seu interior, e buscar que ele o encha a cada dia mais. No entanto, o fato de o servo conseguir resistir às tentações não significa que ele não tem pecado, pois a cada passo que ele dá em direção à luz de Cristo, é descoberto uma outra impureza sua, a qual é vencida com a ajuda do Espírito de Deus que habita em seu interior:

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda nas nossas fraquezas...” (Romanos 8.26).

Antes de ser tentado na carne, o homem é tentado na alma, isto é, nos seus pensamentos. As tentações que são lançadas na alma devem ser combatidas em adoração a Deus. Quando elas vierem na mente, o servo não deve tentar suportá-las, mas deve contra-atacá-las exaltando a santidade do Senhor, dizendo que o Senhor é santo. Quando elas vierem à mente do servo, ele deve jogar sobre elas a santidade de Deus até chegar o dia em que elas não serão mais capaz de incomodá-lo. Na tentação do deserto, Jesus não impediu satanás de o tentar, mas lançou sobre ele toda a santidade de Deus que estava em sua vida, e depois de vencê-lo, ele ordenou que ele fosse embora.

No entanto, há pecados em que os servos não pecam porque eles ainda não se depararam com situações que os levarão a cometer tal pecado. O servo não irá murmurar contra Deus se o Senhor não colocar diante dele uma situação difícil em que talvez ele possa

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22 murmurar. Por esse motivo o Senhor coloca à prova os corações dos servos para que eles passem a conhecerem a si mesmos e saibam o que há em seus corações:

“E te lembrarás de todo o caminho, pelo qual o Senhor teu Deus te guiou no deserto estes quarenta anos, para te humilhar, e te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os seus mandamentos, ou não.” (Deuteronômio 8.2).

O Senhor quer do servo uma fidelidade verdadeira na qual ele não irá pecar mesmo tendo motivos e razões humanas para pecar.

O homem recebeu de Deus a liberdade de se distanciar dele, e essa liberdade é uma grande prova de amor, pois Deus não deu ao homem a única opção de estar com ele, mas também a opção de ‘virar as costas’

e desobedecer. Quem ama não aprisiona. Deus colocou no jardim do Éden uma árvore com o fruto proibido para demonstrar à humanidade que ele deseja do homem um amor verdadeiro, no qual o homem obedece porque o ama e não pela falta de oportunidade de ser infiel. A verdadeira fidelidade, e o verdadeiro relacionamento de amor permanece, independente das circunstâncias, e é esse amor que o homem precisa de receber em seu coração.

Os frutos do arrependimento

Quando Jesus veio à terra, e começou a pregar o evangelho, a sua primeira mensagem foi a mensagem do arrependimento (Mateus 4.17).

São os frutos do arrependimento em Cristo que identificam uma nova criatura. O fruto do arrependimento em Cristo é o amor, e os frutos do amor são muitos, mas a mansidão e a humildade são os principais frutos do amor:

"Tomai sobre vós meu jugo e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrarei descanso para vossas almas."

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23 (Mateus 11.29).

Jesus é Deus (João 1.1,14) e Deus é amor (1 João 4.8), logo, os principais frutos do amor, ou seja, de Jesus, é a mansidão e a humildade (Mateus 11.29).

Paulo também falou sobre mais algumas características do amor:

"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não trata com indecência, não busca seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." (1 Coríntios 13.4.7).

O amor vai muito além da sensibilidade ou da simpatia. Existem muitas pessoas que são sensíveis ou simpáticas, mas não são capazes de se sacrificarem em favor do próximo, ou até mesmo entregarem as suas vidas a Jesus, e quem, conscientemente, negar o salvador e não se entregar a ele, obviamente não será salvo.

Paulo também alertou sobre as atitudes que levarão uma pessoa a não herdar o reino de Deus:

"Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus." (1 Coríntios 6.10).

"Porque as obras da carne são manifestas, as quais são:

prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, ira, pelejas, dissenções, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como anteriormente já vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus." (Gálatas 5.19-21).

Nessas duas referências Paulo não disse claramente que as pessoas

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24 que praticam tais pecados seriam condenadas, mas disse que elas não entrariam no reino de Deus, contudo, não há outro destino ao pecador consciente, que peca mesmo conhecendo Jesus, que não seja o lago de fogo:

"Mas, quanto aos tímidos, aos incrédulos, aos abomináveis, aos homicidas, aos fornicadores, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte." (Apocalipse 21.8).

Todavia, é sempre bom ressaltar que a condenação é garantida apenas para aqueles que conheceram a Jesus e desfrutaram da comunhão com o Espírito Santo (não se trata de ter sido membro da igreja ou do sistema religioso), e mesmo conhecendo Jesus decidiram conscientemente e deliberadamente, viver uma vida de pecado:

“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.” (Hebreus 10.26-27).

Os tímidos, que foi referido no versículo de Apocalipse, não são aquelas pessoas acanhadas, mas são aqueles que se intimidam diante dos homens e não assumem que são cristãos; os incrédulos são aqueles que negam a fé no Salvador; os abomináveis são as pessoas que realizam qualquer prática que Deus odeia, e isso envolve tudo que está relacionado com este corrompido sistema social (Lucas 16.14-15); os homicidas não são apenas aqueles que praticam o ato de assassinar, mas também aqueles que têm o sentimento de ira no coração e não buscam o Espírito de Deus para lutar contra esse mal sentimento; os fornicadores são aqueles que praticam relações sexuais sem compromisso, ou cobiçam em seus corações. Mas o compromisso verdadeiro é realizado em amor, e o amor verdadeiro dura para sempre, pois o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (1

(25)

25 Coríntios 13.7); os idólatras são aqueles que cultuam os falsos deuses, como o dinheiro ou qualquer coisa que se passa a ter um apego exagerado; e, para finalizar, os mentirosos são aqueles que cinicamente fazem da mentira um hábito ou um meio de obter vantagens sobre outras pessoas. No entanto, omitir não é mentir, pois em certa ocasião Deus criou uma nova situação na viagem do profeta Samuel para que, quando ele fosse questionado por Saul sobre a sua viagem, ele não revelasse a sua principal missão:

"...Enche teu vaso de azeite e vem. Eu te enviarei a Jessé, o belemita, porque dentre seus filhos me tenho provido de um rei.

Porém, disse Samuel: Como irei? Pois, sabendo disso, Saul, me matará. Então disse o Senhor: toma uma bezerra das vacas em suas mãos e dize: vim sacrificar ao Senhor." (1 Samuel 16.1-2).

Guiado pelo Espírito Santo

Depois que uma pessoa se converte e passa a desfrutar do relacionamento com o Senhor, ela percebe que tinha muitos problemas quando não o conhecia. O Espírito Santo convence o homem do pecado da justiça e do juízo, mas ele só vai entender a gravidade da sua vida pecaminosa quando passar a viver a justiça do Senhor. O Senhor perdoa o pecador, não porque o pecado é compreensível, mas porque o seu amor pelo homem é muito grande.

A escritura diz que são os pecados do homem que o separa de Deus (Isaías 59.2). O homem que é nascido da carne é carne (João 3.6), mas o que é nascido do Espírito é espírito (João 3.6). A carne pecaminosa não suporta a presença de Deus, mas o espírito renovado suporta. Deus não se une com a carne do homem, mas se une com o seu espírito (1 Coríntios 6.16-17), por esse motivo é necessário que o cristão não viva na carne, sendo dominado pelos desejos da carne, antes, ele deve viver no espírito, pois, vivendo no espírito, ele não estará separado de Deus.

Por isso, é necessário que o cristão não seja guiado segundo a carne,

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26 mas segundo o Espírito de Deus.

Depois que o Espírito Santo convence o pecador dos seus pecados, ele deve começar a agir, e o primeiro passo a ser tomado para que ele abandone uma vida de pecado é a decisão de buscar a presença do Espírito Santo. O domínio próprio, que o faz vencer o pecado, é adquirido na consagração diária, movida pela fé em Jesus. Não é necessário dizer especificamente e detalhadamente o que o crente deve renunciar, pois, quando ele se entregar ao Senhor, ele será direcionado em fé sobre o que é bom e o que faz mal em sua vida.

No princípio, a renúncia será a maior barreira para que o servo se relacione intimamente com o Senhor, mas através da consagração diária, o desejo pelo que foi renunciado diminuirá. Contudo, o desejo pelo que foi renunciado pode voltar, caso a consagração diária diminua.

O homem só poderá andar no Espírito quando ele apoiar a sua fé no sangue de Jesus e passar a perseverar na oração. Dessa forma, ele nascerá do "Espírito, tornando-se espírito" (João 3.6), e passará a

‘militar espiritualmente, embora vivendo na carne’ (2 Coríntios 10.3);

ele pensará e lutará pelas coisas espirituais e não terrenas, pois as terrenas são sombras das espirituais. As coisas terrenas são passageiras, mas as espirituais são eternas, por esse motivo a prioridade da sua vida é ‘trabalhar pela comida que permanece para a vida eterna’ (João 6.27). Com isso, ele passará a se santificar cada vez mais e se tornar, a cada dia, mais parecido com Deus, embora nunca se torne limpo o suficiente diante da santidade do Senhor:

“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo de imundícia...” (Isaías 64.6).

“... porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente.”

(Salmos 143.2).

As primeiras palavras que Jesus ensinou na oração do Pai nosso é a santificação do nome do Senhor. No entanto, Deus não necessita de ser santificado, pois a santidade vem dele. Mas o fato é que quando

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27 Jesus ensinou os discípulos a orar, dizendo “santificado seja o teu nome", significa que o homem deve santificar o Senhor em seu coração, ou seja, que o seu coração entenda a santidade do Senhor, pois o homem aprende a adorar a Deus quando reconhece a sua santidade.

Por mais que um indivíduo se santifique, jamais ele se tornará digno de receber a presença de Deus, pois a presença vem pela misericórdia e não por merecimento. Portanto, ninguém pode achar que, por causa da sua imperfeição, seja impossível se aproximar de Deus. Enquanto há vida, há possibilidade de se relacionar com Deus, pois Jesus morreu pelos pecadores da terra.

Todavia, é necessário ressaltar que não é pelo muito pedir que Deus irá enviar o Espírito Santo, mas pelo muito desejar. Nem todos que pedem desejam, mas todos que desejam, recebem o Espírito de Deus.

Deus não se manifestará àquele que tem vontade de conhecê-lo, mas àquele de deseja conhece-lo. O rei Herodes tinha vontade de conversar com Jesus e não conseguiu ouvir uma só palavra da sua boca, mas todos aqueles que desejaram ouvir Jesus falar, se fartaram com as suas palavras de vida.

Deus não deixa o cristão ‘esmurrar’ as portas do céu de desejo de encontra-lo, mas no momento em que o servo desejar o Senhor de todo o coração, ele irá ao encontro do servo imediatamente, como se fosse automático.

O Senhor é mais pronto para enviar o Espírito Santo ao homem do que os pais a darem o necessário aos seus filhos:

"Qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará em lugar do peixe uma serpente? Ou, ainda, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que o pedirem"

(Lucas 11.11-13).

O Espírito Santo não é simplesmente um bem desejado, mas ele é

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28 uma pessoa que deve ser desejada. Quando o cristão se tornar íntimo do Espírito Santo, ele vai perceber que a melhor forma de aproveitar a vida é gastar o tempo em profunda comunhão com o Autor da vida.

Depois que homem de Deus passar a se santificar no Espírito Santo, ele sentirá prazer em falar com Deus em vez de sentir angústia. Isso acontecerá porque a carne deixará de prevalecer, pois o Espírito Santo é derramado sobre a carne (Joel 2.28).

O cristão não se enche do Espírito Santo, para depois se esvaziar, e depois se encher de novo. Na realidade ele se enche do Espírito Santo a cada dia mais, de acordo com a suas decisões de renunciar algo para gastar tempo em comunhão com o Senhor em adoração. Quanto mais parecido de Cristo se tornar o cristão, mais cheio ele estará do Espírito Santo.

A partir do momento em que se recebe o Espírito Santo, não há mais necessidade de receber das pessoas conselhos básicos de como se comportar, pois o Espírito Santo, que habita no servo, revela as suas faltas quando ele deixa de fazer a vontade do Senhor:

"A unção, que recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis" (João 2.27).

O servo que tem o Espírito Santo já sabe como se portar, por isso não há necessidade de que alguém o ensine, contudo, os cristãos podem compartilhar uns com os outros um conhecimento mais profundo das riquezas de Deus. Paulo sempre almejava ter algo novo para compartilhar com os irmãos:

"Porque desejo ver-vos para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados, isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, tanto vossa como minha." (Romanos 1.11-12).

"E bem sei que, ao vos visitar, chegarei com a plenitude da benção

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29 do evangelho de Cristo" (Romanos 15.29).

Contudo, é necessário que o servo não seja dependente de homens de Deus para se aproximar de Jesus, pois Deus chamou todos para serem sacerdotes. O único mediador entre a glória de Deus e os homens é Cristo (1 Timóteo 2.5). O cristão que não busca andar em conformidade com o modelo de vida estabelecido na terra - o Senhor Jesus - se esfria facilmente.

O Senhor chamou os servos para serem sacerdotes dentro do corpo de Cristo, pois qualquer membro fora do corpo morre. Se alguém sai do corpo de Cristo, que é a igreja (não o templo, mas a reunião dos irmãos), este morrerá espiritualmente aos poucos e imperceptivelmente.

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Capítulo 2

A barreira do desânimo

A melhor opção é a mais difícil das opções

Uma das barreiras que mais impedem as pessoas de entrarem na presença de Deus é o desânimo. Se o cristão esperar se encontrar em um estado de disposição para adorar a Deus, ele vai acordar indisposto todos os dias:

"Quem observa o vento, não semeará, e o que atenta para as nuvens não segará" (Eclesiastes 11.4).

O cristão não deve esperar por sinais para encontrar ânimo para adorar a Deus, pois os sinais externos são úteis apenas para confirmar aos que ainda são incrédulos que o Senhor está no meio da igreja. O servo de Deus não deve buscar ver para crer (João 20.29). No entanto, se ele crer, ele verá a glória de Deus (João 11.40). Portanto, a motivação do cristão em adorar a Deus não vem de sinais externos, mas vem do apoio interno do Espírito de Deus. No tempo da lei de Moisés, o Espírito Santo ainda não era dado a todos; o povo contemplava grandes sinais, mas não conseguiam se mover, pois eles não tinham a ajuda interna do Espírito Santo; os sinais não foram suficientes para motivá-los a perseverarem até o fim, pois eles não viveram sob a graça do Espírito de Deus, o qual ajuda os homens nas suas fraquezas (Romanos 8.26).

Para se achegar a Deus em oração, o cristão precisa combater dois tipos de indisposições: a indisposição física e a indisposição espiritual.

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31 Os dois tipos de indisposições impedem o cristão de se achegar na presença de Deus, porém, a indisposição espiritual é a mais perigosa, pois ela pode levar o servo à apostasia.

O desânimo físico deve ser combatido à força, subjugando a própria carne, mas o desânimo espiritual é combatido depois que o servo abre o coração e sente prazer em adorar a Deus. No entanto, o sacrifício na carne que Deus deseja do servo não é um ato como, por exemplo, passar muito tempo de joelhos na mesma posição. Na realidade, o que o Senhor deseja do crente não é o seu desempenho, e sim o seu coração, isto é, o Senhor deseja que o crente também sinta o desejo de se relacionar com ele. O que o Senhor espera é um sacrifício de louvor, o fruto dos lábios que confessam o nome do Senhor (Hebreus 13.15). O sacrifício do corpo consiste em renunciá-lo e oferta-lo a Deus para que este seja um instrumento de justiça, para utilizá-lo como um instrumento de santidade, e não uma mera disposição para surrar o corpo como compensação pelos pecados, ou por pensar que Deus se agrada de sacrifícios:

“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo, e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Romanos 12.1).

Um dos maiores desafios que o cristão tem para combater é o desafio de negar os confortos da carne para receber mais do Espírito Santo. O homem de Deus não luta contra satanás para se aproximar do Senhor; para chegar mais perto de Deus o cristão luta contra a sua própria carne. Luta-se contra satanás para libertar os que estão presos nas suas prisões.

É necessário tirar forças para orar da mesma forma que se tira forças para trabalhar todos os dias pela comida que perece. Nunca espere sentir desejo pela presença do Senhor para se achegar a ele;

primeiro é necessário tomar a decisão de buscá-lo, pois é na busca que nasce o desejo.

Jesus bem disse que o reino dos céus é alcançado por força (Lucas

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32 16.16), ou seja, é necessário que o servo se esforce sem cessar para que o Senhor lhe dê a graça da sua presença, como Jesus disse na parábola da viúva persistente (Lucas 18.1-8). O Senhor se move em direção ao servo que insiste e persiste no seu empenho de falar com ele. A escritura diz que os discípulos que caminhavam na estrada para Emaús constrangeram Jesus a permanecer com eles, isto é, eles insistiram muito e Jesus aceitou o pedido deles:

“E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez com que ia para mais longe. E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.” (Lucas 24.27-28).

Jesus teria continuado o seu caminho se os discípulos não tivessem o constrangido a permanecer com eles. Eles utilizaram da força, da insistência, movida pelo um autêntico desejo, para continuar tendo Jesus em companhia.

A melhor opção não é a opção mais fácil, no entanto, é a opção que mais produz frutos para Deus, fato que resulta em satisfação para o servo que ama o Senhor. Viver com Deus não é fácil, mas é bom, pois a sua presença satisfaz. As coisas mais fáceis são sempre as piores opção, as opções que causarão uma consequência negativa posteriormente. Quanto mais frutos o servo produz para Deus, mais ele ganha em comunhão com o Senhor. No entanto, os frutos não podem ser produzidos sem a comunhão.

Trabalhar apenas para não morrer de fome é mal visto pela sociedade. A maioria das pessoas trabalha arduamente para conquistar o que há de melhor nessa terra. Contudo, é bom ressaltar que a vontade de Jesus não é essa:

"Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna..." (João 6.27).

O trabalho espiritual deve ser tratado com o mesmo empenho, ou

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33 maior, que se tem no trabalho para o sustento físico. Orar apenas para não morrer espiritualmente não é bem visto aos olhos de Deus da mesma forma que trabalhar apenas para o sustento físico não é bem visto pela sociedade.

A busca por uma proximidade maior com Deus exigirá sacrifício da mesma forma que um esportista se sacrifica ao praticar esportes com o fim de obter o preparo físico desejado, como está escrito:

“Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível.” (1 Coríntios 9.24-25).

Portanto, o cristão que deseja desfrutar da presença de Deus de uma forma mais intensa, deverá gastar horas e horas do tempo que o Senhor lhe deu, em consagração.

No entanto, o fato de o cristão ser uma pessoa separada, isto é, uma pessoa que se consagra, não significa que ele será separado de pessoas, mas significa que ele será separado da corrupção das pessoas, pois o que traz ao servo o desânimo espiritual é o relacionamento com a corrupção do mundo. O Salmo primeiro diz que feliz é o homem que não se assenta na roda dos escarnecedores, no entanto, o termo

‘assentar na roda dos escarnecedores’ deve ser compreendido como a aceitação do escárnio das pessoas, e para isso, não é necessário estar em uma roda de pessoas imorais, mas dentro da própria é possível estar assentando na roda de escarnecedores, isto é, quando se liga a TV em um programa imoral e se consente com o que está sendo falado.

Portanto, se assentar na roda dos escarnecedores consiste em se relacionar com o escárnio dos escarnecedores. Jesus se aproximava dos escarnecedores, mas ele não se assentava na roda deles, ou seja, o assunto entre eles não estava relacionado a escárnio (Lucas 5.30-32);

da mesma forma acontecia com Paulo, o qual se fez de louco (não deixando de ser santo), para ganhar os loucos (1 Coríntios 9.21). No

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34 entanto, se as pessoas não respeitarem o estilo de vida do servo, é melhor que ele se afaste delas. Portanto, se o servo se relacionar com o escárnio dos escarnecedores, ele perderá o ânimo espiritual.

Existem dias em que o cristão se encontra indisposto fisicamente, porém, mesmo indisposto, ele continuará tendo a mente de Cristo, caso o temor do Senhor seja conservado, e tendo a mente de Cristo, ele pode submeter todos os seus sentidos à mente do Senhor. Os sentidos devem obedecer a mente de Cristo:

"Antes, subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado" (1 Coríntios 9.27).

O Senhor é sempre pronto para atender aos pedidos corretos. Ele concede disposição e forças para adorar, pois tudo que o homem precisa é de adorar a Deus.

A oração nunca deixará de ser um sacrifício na carne, mas vai chegar um tempo em que a intensificação na oração produzirá um prazer interior maior do que o desconforto do sacrifício do corpo. O prazer interior encobrirá o sacrifício exterior, de forma que o sacrifício na carne não será mais um incômodo.

"Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia"

(2 Coríntios 4.16).

O cristão que deixa de ter comunhão diária com Deus está correndo um sério risco de pecar contra o Senhor e em consequência disso, morrer espiritualmente. Da mesma forma que o corpo físico morre se não for alimentado, o espírito também morrerá se não for alimentado pelo Espírito Santo.

Quanto mais tempo uma pessoa passar sem alimentar o seu corpo físico, mais fome ela vai sentir, até o corpo não suportar mais a fome e morrer. Porém, se o homem que conheceu a Cristo deixar de alimentar

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35 o seu espírito, a fome de Deus vai diminuir aos poucos e o espírito morrerá. Quanto mais o cristão alimenta o seu espírito, maior é o desejo de se alimentar do Espírito do Senhor. Vale lembrar também que o alimento é de graça e nunca acaba. Quem se alimenta do Espírito estará sempre saciado, mas continuará se alimentando por causa do saboroso alimento, como alguém que saboreia uma comida saborosa. Este alimento é a carne e o sangue de Jesus, é o Espírito Santo.

O fogo do Espírito de Deus na vida de Jesus era tão flamejante que as pessoas passavam três dias no deserto, sem comida, alimentando-se suficientemente das palavras do Senhor. Nesses três dias, é provável que Jesus tenha pregado aproximadamente quarenta horas, contudo as pessoas não se cansavam de ouvir as suas palavras, mas pelo contrário, tinham fome de ouvi-lo falar; eles não queriam sair deixar de ouvi-lo.

Quem sofre de fome física pensa apenas em alimentar o seu corpo físico, mas quando o espírito está sendo alimentado por Deus, o homem esquece das necessidades da carne.

Portanto, se o fogo de Deus que está no cristão não aumentar, os que estão frios e mornos não poderão se aquecer no fogo. Mas, se o fogo aumentar, muitos que se aquecerem nesse fogo também vão querer receber esta chama dentro de si. O fogo vai aumentar se as tochas se ajuntarem. Jesus disse a Pedro para que ele fortalecesse os seus irmãos depois que ele recebesse o Espírito Santo (Lucas 22.32).

Mesmo que todos os discípulos tenham se tornado homens de Deus depois de receberem o Espírito Santo, era necessário que eles estivessem sempre recebendo um ânimo dos seus irmãos. Portanto, a igreja tem a importância de estarem sempre animando uns aos outros, para que ninguém se se atrase no caminho.

Todas as pessoas querem o bem para si mesmo, mas muitos preferem continuar praticando mal, mesmo tendo o conhecimento do bem e sabendo das consequências das más atitudes; isso acontece porque se tornaram escravos do pecado. Contudo, existem pessoas que ainda não fazem o bem porque não conhecem os frutos do bem, por isso, é necessário que o cristão esteja sempre de bom ânimo, se

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36 enchendo do fogo de Deus, para que as outras pessoas também sejam aquecidas, pois os sentimentos de uma pessoa contagia as outras. O cristão tem essa responsabilidade, pois ele foi chamado para ser moldado a cada dia conforme a imagem de Cristo (no entanto, muitas pessoas serão condenadas, não porque conheceram a justiça do evangelho e a negaram, mas porque escolheram voluntariamente viver o mal).

Quando o cristão se torna cheio do Espírito Santo, ele passa a ter ânimo até mesmo para ler as escrituras. Os ensinamentos das escrituras se tornam atraente, pois o Espírito que nele está é o mesmo Espírito que utilizou a vida dos apóstolos para escreverem as escrituras. No entanto, o homem só conhecerá as coisas de Deus por meio da consagração e não por meio de estudos bíblicos, pois é o Espírito Santo de Deus quem revela as coisas de Deus:

“Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.” (1 Coríntios 2.11).

O Espírito de Deus não enche o cristão quando ele estuda a bíblia continuamente, mas o enche quando ele muito se consagra em adoração, e o busca de todo o coração. O Espírito Santo pode utilizar as escrituras para revelar algo ao crente, contudo, a base de tudo é sempre o Espírito de Deus.

O amor por Jesus vence a barreira do desânimo

A gratidão pela salvação precisa superar o desânimo. O servo que conhece o seu Senhor, utiliza o seu conhecimento do grande amor de Deus para vencer o desânimo, pois, quando o desânimo o tenta impedir de buscar a Deus, ele se lembra de tudo que Jesus precisou da sofrer para pagar pelos seus pecados. É por esse motivo que está escrito que o amor de Cristo nos constrange, isto é, nos impulsiona a fazer a sua vontade. Jesus sofreu por todos, não somente na cruz, mas

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37 também em todo o seu árduo ministério, e em toda a sua vida; desde a infância, Jesus viveu uma vida dura em favor do homem. É necessário reconhecer também que o fato de Jesus ser Deus, e ter se prestado a se reduzir à baixeza humana, é mais uma grande prova de amor.

O Senhor Jesus deixava de se alimentar para libertar os cativos de satanás (Marcos 3.20), e depois de dias cansativos de trabalho, ele passava horas e horas nos desertos se fortalecendo em intimidade com o Pai, e orando para as pessoas que ele iria servir no outro dia (Lucas 22.32, João 17.20, Marcos 1.37). Ele deixou de comer e dormir para servir as pessoas, e o mais impressionante é que o Senhor disse que tinha uma vida em abundância para oferecer às pessoas (isso acontece porque o homem que tem uma profunda relação de intimidade com o Espírito Santo encontra prazer mesmo que passe por adversidades no corpo e na alma).

Na sua maior prova de amor, Jesus cumpriu a sua missão terrena, carregando no madeiro o peso do pecado de toda a humanidade, até mesmo o pecado daqueles que ‘jogaram no lixo’ a salvação que lhes foi concedida, escolhendo, eles, a condenação.

O ato de vencer o sono para adorar faz parte da guerra espiritual. O homem natural vence essa batalha por motivos fúteis como trabalhar por coisas que perecem pelo uso. O Senhor deu ao servo uma boa razão e uma boa arma para que ele vença essa batalha: o amor e as palavras de Jesus. O amor por Jesus supera todas as barreiras que tentam impedir o Cristão de adorá-lo. Deus procura homens para fazê-los adoradores que não medem as barreiras para adorá-lo.

Considerando que os discípulos, mesmo sendo rudes e egoístas, se transformaram em verdadeiros adoradores, entende-se que qualquer pessoa também pode se tornar o adorador que Deus procura.

O cristão não deve olhar para as adversidades momentâneas, mas deve olhar para a glória de Deus que há de ser revelada nele. O trabalho do servo no Senhor não é vão.

A arma que combate o desânimo é o ato de amar a Deus com todas as forças. Uma pessoa desaminada não deseja a presença de Deus, embora ela saiba que é necessário desejar o Senhor. O desejo entra no

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38 cristão depois que ele busca amar o Senhor com todas as suas forças.

Se faltar forças, é necessário pedir a Deus em oração, pois ele é pronto para conceder os pedidos corretos. Tudo que o homem precisa é da presença de Deus.

No entanto, a presença do Espírito Santo não vai ao cristão porque ele se esforça para se encontrar com Deus em seu interior, mas porque ele se submete e se entrega ao Senhor de corpo, alma e espírito. Deus entra e age na vida do homem quando ele se coloca disponível para recebê-lo.

O cristão terá mais de Deus quando o seu coração sentir que a hora mais importante e esperada do dia for a hora da oração. É preciso valorizar a oração, pois este é o momento em que o cristão se encontra com o seu Criador. Para isso, é necessário trabalhar primeiro na mente, subjugando o corpo ao seu comando, para depois sentir no coração.

Primeiro é necessário querer desejar o Senhor, e o querer produzirá a busca, e a busca produzirá o desejo, e no desejo o Senhor se manifesta, pois ele não vai onde não é desejado.

Quando a mente já entende que é preciso ter Deus como prioridade, é necessário subjugar o corpo, fazendo-o priorizar a Deus, e não o próprio conforto e desejo. Depois disso, o coração desejará o Senhor, pois o que permanece na mente, entra no coração:

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai" (Filipenses 4.8).

Depois que o amor de Jesus entrar no coração do servo, ele conseguirá, por meio do amor de Jesus, dominar a mente por completo.

Estar o tempo todo pensando nas coisas de Deus é fundamental para o crescimento espiritual. O amor é uma decisão. Se o amor não fosse uma decisão, Jesus não teria ordenado os discípulos a amarem uns aos outros, porém, o amor de Jesus só pode ser praticado por meio

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39 da fé nele e não pelo esforço humano.

Deus não deve ser buscado apenas por necessidades, mas principalmente pelo desejo de estar perto dele, pois é o amor pelo Senhor que quebra todas as barreiras interiores.

O cristão que ama a Deus ardentemente quer ficar muito tempo em sua presença, e também junto dos irmãos que amam o Senhor. Mas se ele se deixar esfriar na fé, o seu amor por Deus diminuirá, e em consequência disso, diminuirá também o amor pelos irmãos, e ele se ausentará da igreja. A igreja crescerá em unidade quando o servo desejar em seu coração que os seus irmãos cresçam, sem ficar se medindo com eles. Se os irmãos crescerem, o servo que está trabalhando pelo crescimento deles também crescerá junto. É necessário entender que a igreja é um corpo, uma equipe. A finalidade é amar a Deus, salvar vidas que vivem em terríveis misérias e não viver em vaidades e tolices, buscando reconhecimento. É desprezível ver crentes subindo na cruz ensanguentada de Cristo para se exaltarem. Estão usando o sacrifício de Jesus para ganharem fama.

Deus os derrubará de lá.

Muitos crentes precisam entender que eles precisam se acrescentar à igreja e não a igreja se acrescentar a eles. É necessário entender que, embora a igreja sirva os irmãos, ela não gira em torno de um ou outro.

As frustrações e as decepções com os irmãos não são motivos para o cristão deixar de buscar o Senhor ou se ausentar da igreja, mas são motivos de buscar a Deus e trabalhar pelos irmãos ainda mais, pois muitos vivem no engano porque não conhecem a verdade, e se o servo conhece alguma verdade que os seus irmãos não estão enxergando, ele deve lutar em oração para que eles possam conhecê-la. No entanto, o caráter de uma pessoa, seja cristão ou não, não pode ser medido por causa de um erro que ela cometeu, pois as pessoas sinceras eram involuntariamente, isto é, sem ter a intenção de errar com o próximo.

Uma coisa que o Senhor muito valoriza é a sinceridade:

“Abominação ao Senhor são os perversos de coração, mas os de caminho sincero são o seu deleite.” (Provérbios 11.20).

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40 A relação com Deus precisa ser mais forte do que a relação com os homens. Se o cristão buscar a Deus com muita leitura bíblica e pouca oração, ele honrará o Senhor com os lábios, mas as suas atitudes mostrarão que ele trata o Senhor apenas como um objeto. A relação com Deus precisa ser pessoal, por meio de Cristo.

Muitos relacionam com Jesus como se estivessem tratando com uma coisa, um objeto. Uma pessoa que está manuseando um objeto, pode deixá-lo de lado por um motivo qualquer, mas o servo deve estar ciente de que na oração ele está falando com o Senhor que o criou.

Portanto, na relação com Deus, as coisas desse mundo não podem interromper o momento em que o filho está em conexão com o Pai celestial.

É necessário que o homem olhe para Jesus como ele realmente é:

uma pessoa; uma pessoa palpável, embora não fisicamente neste momento; uma pessoa que deseja ter um relacionamento de amizade com o homem, que tem sonhos para a vida de cada indivíduo; uma a pessoa que deve ser considerada a pessoa mais importante da vida de cada indivíduo.

Benefícios em honrar a Deus

Deus ama o homem mais do que ele pode amar a si mesmo, pois Jesus pagou pelas pessoas um preço de oração e consagração que elas não teriam disposição de pagarem nem para si mesmas. Jesus pagou pelo pecado de todos e abriu o caminho para os cristãos entrarem no seu reino e passar a eternidade junto dele, no entanto, muitas pessoas nem mesmo tem a disposição para se consagrarem a Deus por gratidão a tudo que ele fez por elas.

Muitas pessoas não se achegam a Deus porque são amantes de si mesmas, elas só querem o proveito próprio e serem servidas pelos outros. Contudo, é o servo que ganha ao servir o Senhor, pois, servindo-o, ele ganha mais da sua presença. Contudo, a forma com que o servo serve ao Senhor é amando o próximo como Jesus o amou, pois

Referências

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