Este relatório faz parte do acervo da Coordenadoria de Estágios do Departamento de Metodologia de Ensino e pode ter sido alterado para que nomes e imagens de alunos e alunas não estejam disponíveis na versão digitalizada do repositório da UFSC. A versão integral, no entanto,
encontra-se disponível para consulta na Coordenadoria de Estágios, localizada no Centro de Ciências da Educação, Departamento de Metodologia.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CENTRO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO DEPARTAMENTO DE METODOLOGIA DE ENSINO DISCIPLINA: PRÁTICA DE ENSINO DE ALEMÃO SUPERVISORA: ELISABETH TRAUER
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RELATÓRIO DO ESTÁGIO DE ALEMÃO
ESTAGIÁRIA: CLEUSA SCHMITT
MATRÍCULA NÚMERO : 8518101=3
SUMÁRIO l NTpnnTTr in COLETE DE DADOS . OBSERVAÇÃO DE AULA PLANEJAMENTO DO ESTÁGIO . DESENVOLVIMENTO DA EXPERIÊNCIA PLANO DE AULA
OBSERVAÇÕES REFERENTES A CADA AULA
ANEXOS .
MATERIAL DIDÃTI CO
ATIVIDADES REALIZADAS PELOS ALUNOS.
AIJvn- AlrAT T Aí" xn
CONCLUSÃO 02 04 06 13 15 15 24 33 34 38 42 44 $
03
O presente relatório tem por objetivo registrar o estágio de Alemão desenvolvido no Colégio de Aplicação em 09, 11, 16 e
18 de novembro de 1988, com alunos das 59s séri.es A, B, C e D. Faz-se necessário ressaltar, porém, que este projeto foi
pla-nejado pela equipe de estagiãri.os, juntamente com a professora das classes, Ingeburg Dekker, a supervi.sofá do estágio, Eli.sa-beth Trauer, e a professora Dolores Ruth S. de Almei.da . A
expert.ênci.a regi.strada nesse relatório foi vivenci.ada em par ticular pela aluna-estagiária Cleusa Schmitt
Um professor, ao ministrar sua aula, orienta-se em determi.na-dos princípios e técnicas que acabam por delinear a filosofia
e a pratica do seu trabalho. Foi,justamente, com a intenção de despertarmos o interesse dos alunos garantindo uma aprendi.za gem efetiva, como também um maior desenvolvimento de nossas habili.dades, que procuramos nos aproximar do método de micro ensino , Em contrapartida, entendemos que é imprescindz'vel uma automatização e compreensão das estruturas da lz'ngua para se chegar a uma competência comum.cativa real
Portanto, nossa expert.ência foi permeada por um ecleti.smo, tanto em relação aos métodos, quanto as atividades propostas Acreditando com i.sso no poder e na necessidade de diversifica-ção para o alcance do objetivo mai.or que está centrado na re-cepti.vidade e cresci.mento do aluno
'P
Intenci.onando demonstrar teoricamente...essa experiênci.a, apõe sento este relatório, no qual constam, base.lamente, as obser vagões das aulas, os anexos compostos,;,.pelos planejamentos e
trabalho dos alunos, auto-avaliação e conclusão. P
b
.b 05
Em entrevista com a professora das classes A,B,C e D, Ingeburg Dekker, coletamos alguns dados sobre as tut'mas,como também
sobre o Colégio de Apli.cação. São os seguintes
-
Os alunos já concluíram ale
e2?
lição ido livro-texto''Vorwgrts International'', tendo i.niciadoTtambém a 3e l i.ção.
- Os alunos possuem uma boa memória
A aula: ant.és.do recreio é caractere.zada pelo cansaço dos alunos, enquanto que as primeiras se mostram mai.s Tendo
As turmas são constituídas por alunos i.nteressados e desin-tere s s ados
Os alunos costumam tranferi.r os vícios de linguagem do por-tuguês para a língua estramgeira
Se caracterizam por um determinado preconceito com relação ã língua alemã
Os alunos tem atualmente três línguas estrangeiras.
As salas de aula são antipedagógicas para determinadas ati-vidades, como por exemplo, projeção de slides.
Os alunos não nutrem muita simpati.a para com os estagiári.os Ao final a professora Ingeburg demonstrou também a sua
preocu-pação com relação a ideia que os alunos adquiriam ao aprender uma língua estrangeira. Segundo a professora, os alunos deve riam aprender as línguas estrangeiras como códigos de comum.
cação di.gerentes e não rivais, pois ela considera, que nenhuma
é melhor do que a outra
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Segundo a professora ainda, devemos transmitir aos alunos uma visão positi.va da língua estrangeira com boa qualidade, não importando muito a quanta.dade.
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09-11-88 - 1e AULA - 5e Série''D''
Depois de um planejamento-prévio do conteúdo a ser ministrado, chegamos finalmente ao 19 dia de aula. Havíamos combinado, co-mo estratégia, divida-r a turma em (5) cinco grupos) sendo que
cada grupo teria a orientação de um estagiário. Após a di.visão dirigi-me para o grupo, ao qual fora-me desta.nado e propus que sentássemos no chão. Os alunos.inibi.almente ficaram espan-tados, poi.s i.sto não era habitual, mas não demoraram muito a aceitar a i.déi.a. Sentâmo-nos todos no chão e i.nici.ei a aula
que tinha como objeti.vo as fonnas de tratamento formal e infor-mal e alguns adjeti.vos (vi.de plano de aula de 09/11/88)
Senti que fiquei um pouco nervosa ao contemplar os rostos ex-pectativos ao meu redor, mas não havia mota.vos, pois a aula
estava planejada e o material em mãos. Parti então para a pra-tica B +. + q .+ +
Os alunos se mostraram interessados pelo assunto e começaram a participar a medida que os solici.tava. Porém, o que já era
de se esperar , a dia.culdade com a língua os inibiu um pouco,
fazendo-os falar bai.xo demais ou demorar muito ao se expressa-rem, o que levou os colegas a se impacientarem, provocando com isso momentos de dispersão. Isso.ocorreu tanto com as formas de tratamento quanto com os objeti.vos. Quanto à ati.vidade das
palavras-cruzadas.(vede pari.na 35)houve uma boa recepção e rea-lizaram o trabalho com atenção e sem dificuldades.Quando
perce-bemos a aula já havia terminado. Mas o grupo mostrou compre-ensão do conteúdo
26
09-11-88 2e AULA - 5'e Séri.e ''B''
Esta aula foi logo após a primeira, ou seja, saímos da 5e
sé-rie ''D'' para -a. ''B'', sem intervalo
Nesta turma, como na anterior, usamos a mesma estratégia, di-vidimos a turma em cinco(5) grupos. Assim,cada estagiário,no
seu grupo, inici.ou a 2e aula. Propus para o meu grupo, o mesmo
si.stema de nos.sentarmos no chão, ocaso.onando a mesma reação do grupo anterior, mas estes também aceitaram sem restrições 0
Quanto ao conteúdo da aula, deu-se um bom aproveitamento, ape sar de apresentarem dia-culdades com relação ã língua, princi
palmentequando solicitem a leitura das frases que constituíam o jogo das palavras-cruzadas (lide página 35) .Reclamaram
di.-zendo que era muito difícil. Argumentei dizendo-lhes que tam-bém ti.nha di.faculdades, mas que estas não deverá.am ser movi vo para nâo se tentar. Convence.-os, porém as frases saíram
sem muito ânimo,mas a interação melhorou.
Apesar de alguns contratempos, a aula transcorreu sem maiores problemas, e o grupo teve um bom aproveitamento.
27
11+11-88 3g AULA - 5a"' Série ttAtt
Seguindo a mesma estratégia das aulas anteriores, percebeu-se neste novo grupo uma característica diferente, o dinami.smo.
Jã de início, acharam ótima a idéi.a de nos sentarmos no chão, e esta vontade e colaboração esteve sempre presente no
de-correr de todas as at ividades
+
Devo ressaltar, porém, que neste grupo fiz uso de cartazes, que continham gravuras com as:. expressões dos adjetivos. A
intensão, ao acrecentar ;Edis esse recurso, era de que os alu-nos associassem as gravuras aos adjetivos, fazendo assim uma espécie de inferência do si.gnificado. Tanto nesta turma como
na seguinte a atividade foi proveitosa. Os adjeti.vos além de associados eram representados mimicamente. Essa atividade contribui muito para o sucesso da que se seguiu. A leitura das frases, que continha o jogo das palavras-cruzadas, foram feitas sem exitações e não se restringiam a uma sÓ, mas a varias, sempre trocando a ordem das frases entre eles.
O grupo teve um Ótimo rendimento, tanto nos adjeti.vos como nas formas de tratamento, e fizeram da aula algo dinâmico e agra-dável. A língua para eles não se constituiu em uma dia.culdade mas em um desafio
k
l
28
11-11-88 4e AULA -' 5e Série ''C''
Iniciamos esta aula,-que é segui.da a 5e série ''A'', com a mesma
estratégia
Com relação a este grupo, houve bastante curiosidade do mesmo
pelo assunto, porém senti nesse também uma grande dificuldade com relação à língua, principalmente, na leitura oral. Procu-rei. dar atenção a cada um individualmente, mas i.sso causou a dz spersao dos outros
Neste grupo utilizei também, os cartazes com as gravuras, com o mesmo intuito da aula anterior (vede página 27 ). A atividade foi bem acei.ta e a medida que mostrava os cartazes, os alunos
se manifestavam instantaneamente
O jogo das palavras-cruzadas prendeu bastante a atenção dos alunos, porem a leitura das frases.não foi mui.to provei.rosa
Talvez devesse ter dinamizado mais a aula
O grupo teve um bom rendimento e soube aproveitar as ativida.J
des
29
16-11-88 - 5e AULA - 5ê Séri.e ''Dt'
Esta quinta aula faz parte de um novo planejamento de ati.vi.da des feito pela equipe. Ela i.ntroduz a segunda aula a ser mi =
ni strada nas turmas .
e Assim, retornando ao grupo da 5ê série D, ini.dei as novas
a-tividades, que tinham como objetivo recapitular e fixar o
conteúdo da pri.medra aulasy como também acrescentar as
..,novas,.ex'-pressoes, um novo adjetivo e a leitura de um pequeno texto (vede plano de aula de 16.11.88 5e série D)
Comecei a aula com"recapitulação, puxando pela memória dos
alunos. Lembravam de pouca coisa, mas a medida que ia contexp tualizando as situações, as descobertas foram aparecendo.
Prossegui, então, com a leitura do texto, i.ntroduzindo antesas novas express(5es. - Esta ativi.jade foi. demasi.adamente lenta e
senti os alunos um pouco desmotivados. Mas a qüe se seguiu, a ordenação do diálogo (lide pági.na 37 ) foi bastante
compensa-dora. Foi. notável o i.nteresse dos alunos pelo material e a maneira como desenvolveram a tarefa. O mesmo ocorreu com o
exercício de recapitulação (vida pãgina36 ), na qual tiveram um pouco de dificuldade, mas que foram possl'vens de se solu-cionar
Nesta aula percebi quanto é importante as explicações prévias fornecidas para efeito de contextual i.zação do conteúdo
30
16-11-88 6ê AULA - 5e série ''B'í
Esta aula se caracterizou por vários episódios que gostaria de relatar. Inicialmente, havia decidido mudar a estratégia do grupo sentado no chão,.para a junção de
(4)
quatro carteiras, formando um quadrado, no qual nos acomodarÍamos ao redor Mas, nesta aula, alguns alunos se mostravam irrequietos e cominsdisci.plana, provocando constantes atritos entre eles. Foi em meio a esses atritos que fiz a recapitulação da aula ante-rior. Tentei. conversar com eles, de uma maneira bstante infor-mal, alertando-os de que a indisciplina iria impedir o bom andamento e aproveitamento da aula. Os alunos se mostraram sensível.s ao problema, mas Grei.o que não fui bem sucedida na ati.vidade que apliquei a seguir
Introduzi as novas expressões, seguida da leitura do texto, atividade essa que exige concentração e'. paciência. Acho que deveria ter iniciado a atividade de ordenação do dialogo ou o exercício de recapitulação dos adjetivos. Mas não o fiz, e os alunos continuaram irrequietos até o momento em que apliquei as ati.vidades supracitadas
Devo dizer com relação a esta aula,que foi muito difz'cil man-ter um trabalho com i.ndisciplina , como também recaptular
algo sÓ através da memória. Mas apesar de tudo, os alunos ainda conseguiram captar algo.
B
31
18 . ll . 88 7e AULA - 5e Série ''A't
Nesta aula retomei para a estratégia de nos sentarmos no chão Porém, por ter senti.do que na aula anterior , 5e série''B''de
16 a leitura do texto no início da aula não havia
corres-pondi.do ao esperado, resolvi. então, para essa aula mudar um
pouco os procedimentos didãticos (vi.de plano de aula de 18üll-de 1988 - 5ê série ''A'')
H
O grupo desta turma, como jã havia menci.onado na aula de ll-ll 88 da mesma turma é caracterizada por um forte dinamismo
Todas as atividades propostas foram bem aceitas e elaboradas com concentração, permitindo-me um trabalho indivi.dualizado na solução de dúvidas e consequentemente um melhor
aproveita-32
18 . ll . 88 8ê Aula - 5e Série
''C'-Comecei esta aula com a-mesma mudança de procedi.mentor didáti cos (vede plano de aula de 18-11-88 - 5e série ''C'') da aula
anterior , turma ''A''
Alguns alunos do grupo estavam irrequietos, mas ao apli.car a atividade do dialogo (vede página 37), se acomodaram um pou-co, dando maior atenção ao trabalho. Porém, a medida.que iam terminando não tinham paciência para esperar pelos colegas, o que provocava dispersão nos outros. A ativi.dade foi bem
rece-bida, oÉ. alunos demonstraram um grande interesse. O mesmo
ocorreu com o exercÍci.o de recapitulação (vede pagina 36 ) A leitura do texto foi i.ntercalada por constantes paradas pa ra chamar a atenção dos alunos, prejudicando um pouco a ativi.
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De uma maneira geral, -.os alunos tiveram um bom aproveitamento da aula, porém tive que despender muita energia para i.sso Essa foi. a Últi.ma aula ministrada por mim e por meus colegas no compêndio geral do estãgi.o.
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ANEXOS
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Á'''.36 EXERCÍCIO DE KECAPITUI,AÇÂO U 'b 't.xz"x<z 1 . Klaus ist
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2 . Lieselotte i.st 4 . Lumpi. dé;,
l 5. Inge 6. Du TEXTO DE LEITURA:lq3- a.u.p: S- =''E. kra.)n.k.
l Hans Schaudi hat einen Freund. Er llêiBt Klaus Schillinç. Er. wohnt t,ãi der "DROGERIE SCHILLING''. Klaus ist krank. Er ist
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#;#Hans fragt:"Wie gehtes, Klaus?''
Klaus saçt:"Ach. ni.cht çut. lch bin krank." .Hans sagt:"Das tut mir aber leíd.
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ORDENAÇÃO DE D IÃLOGO
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43
E mui.to difícil se auto-avaliar quando precisamos manter o princípio da imparciabilidade. No entanto, não podemos abdi. car deste ato, pois é um exercíci.o essencial para o cresci
mento .
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Ao refletir sobre o planejamento e depor.s sobre a própria
experiência, percebi que algo havia se modifi.capo neste empa
ço de tempo designado ao estágio. No início sentia-me mui.to insegura, pois tudo o que tinha aprendido se constituía em bases teóricas, e eu sabe.a que na prática, em determinadas situações, a teoria não seria sua.ciente
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Neste sentido, o estágio foi. muito importante, poi.s me colocou em contato di.Feto com os alunos, concedendo-me a oportunidade de analisar o meu comportamento e atitudes na sala de aula
Em outras palavras, verificar se ti.nha ou não aptidão para a
profissão, pois como já havia colocado teoria e pratica nem
sempre correspondem um ao outro
Constatei também um amadurecimento a que a experiênci.a esta-va me conduzindo , pois, já desci.nguia,por exemplo, as aulas que estavam planejadas daquelas que não estavam sÓI i.das o
sua.ciente para serem bem sucedidas, o que me consciente.zou ai.nda mai.s do dever do professor de estar preparado em
sa-la de ausa-la
Enfim, levarei uma boa lição do estági.o para futuros trabalhos e acredi.to que os objetivos deste,foram