UFPE – ´ AREA II – Prof. Fernando J. O. Souza MA129 (c´ alculo 4) – 2012.2 – turmas Q3 e Q6
SIMULADO DA 3
aUNIDADE v. 0.6.5
Orienta¸ c˜ ao: Resolver as quest˜ oes em quatro sess˜oes de 120 minutos cada, sem interrup¸c˜ ao nem distra¸c˜ ao, combinando t´ opicos diferentes em cada sess˜ao. Dar solu¸c˜ oes leg´ıveis e justificadas, escrevendo os passos, detalhes e propriedades rele- vantes. Ler as respostas ou solu¸c˜ oes de uma sess˜ao s´o depois dela. Pode ser usada uma tabela de transformadas de Laplace simples (como a do 2
0Exerc´ıcio Escolar).
Quest˜ ao 1. Para cada fun¸c˜ao F (s) abaixo, calcular sua transformada de Laplace inversa f(t):
1.a. F (s) = e
−3ss + 4
(s − 2)
31.b. F (s) = 3e
−2ss
2− 4
Quest˜ ao 2. Utilizando transformadas de Laplace, encontrar e simplificar a solu¸c˜ao expl´ıcita dos problemas abaixo
1para y(t):
2.a. y
′′(t) + y(t) = 2 u
π/2(t) − 5δ
t − 3 π 2
; y(0) = 0, y
′(0) = 0;
2.b. t y
′′(t) − t y
′(t) + y(t) = 2; y(0) = 2, y
′(0) = − 1;
2.c. y
′′(t) + t y
′(t) − y(t) = 0; y(0) = 0, y
′(0) = 3;
2.d. y
′′(t) + 4 y(t) = 7 δ t − π
4
− 4 u
3π/2(t); y(0) = 0, y
′(0) = 0;
2.e. y
′′(t) − y(t) =
2t , se t < 3;
0 , se t ≥ 3; y(0) = 0; y
′(0) = 2;
2.f. y(t) + 2 Z
t0
cos (t − v)y(v) dv = e
−t;
2.g. y
′(t) − 2 Z
t0
e
(t−v)y(v) dv = t; y(0) = 2.
1
u
c( t ) = u
0( t − c ), onde c ∈ R, e u
0´e a fun¸c˜ ao-degrau de Heaviside, tamb´em denotada
por H e por u .
Quest˜ ao 3. Sejam as fun¸c˜oes f e g definidas em [0, 2] por:
f (x) =
x, se 0 ≤ x ≤ 1;
1, se 1 < x ≤ 2. g (x) =
x
2, se 0 ≤ x ≤ 1;
0, se 1 < x ≤ 2.
3.a. Calcular a s´erie de Fourier associada a f
i, extens˜ao ´ımpar de f , ao intervalo [ − 2, 2]. Simplificar a resposta;
3.b. Repetir o Item 3.a para f
p, a extens˜ao par de f ao mesmo intervalo;
3.c. Repetir o Item 3.a para g
i, a extens˜ao ´ımpar de g ao mesmo inter- valo. A s´erie converge em x = 1 ? Em caso afirmativo, para qual valor ?
Quest˜ ao 4.
4.a. Calcular a transformada de Laplace da fun¸c˜ao peri´odica g de per´ıodo 1 determinada por:
g(x) = e
tse 0 < t < 1;
4.b. Calcular a s´erie de Fourier para a fun¸c˜ao peri´odica f de per´ıodo 2L determinada por:
f(x) = | x | se − L ≤ x ≤ L.
Quest˜ ao 5. Resolver os seguinte problemas de contorno:
5.a. y
′′(x) − y(x) = 1 − 2x, 0 < x < 1; y(0) = 0, y(1) = 1 + e;
5.b. Em termos de cada n´ umero real λ,
y
′′(x) + λ y(x) = 0, 0 < x < π; y
′(0) = 0, y(π) = 0.
Dicas para problemas de contorno. Abaixo, damos uma base para as autofun¸c˜oes de X
′′(x) = − λ X(x) com 0 ≤ x ≤ L (logo, o autovalor ´e − λ) que satisfazem as respectivas condi¸c˜oes de contorno (abaixo, n ´e natural):
Para X
′(0) = 0 = X
′(L), X
n(x) = cos n π x L
para n > 0, λ
n= n π L
2; e X
0(x) = 1 para λ
0= 0;
Para X(0) = 0 = X(L), X
n(x) = sen n π x L
para n > 0, λ
n= n π L
2.
Quest˜ ao 6. Considere-se a EDP do calor com as condi¸c˜oes dadas abaixo:
u
t= u
xxpara 0 < x < 1 e t > 0,
u(0, t) = 10 e u(1, t) = − 8 para t > 0, u(x, 0) = 0 para 0 ≤ x ≤ 1.
6.a. Escrever o problema que descreve a fun¸c˜ao estado estacion´ario v(x), e calcul´a-la;
Pelo m´etodo da separa¸c˜ao de vari´aveis para EDPs, calcular a fun¸c˜ao tran- siente w(x, t) e a solu¸c˜ao u(x, t) = v (x) + w(x, t). Para tanto:
6.b. Escrever o problema que descreve w(x, t) e, ent˜ao, reescrever a EDP e as condi¸c˜oes homogˆeneas para w(x, t) como dois problemas com EDOs (uma, em x, e a outra, em t);
6.c. Calcular a solu¸c˜ao w(x, t) da EDP submetida `as condi¸c˜oes homogˆe- neas, expressando-a como uma s´erie formal (as dicas podem ser usadas);
6.d. Assumindo a convergˆencia da s´erie, calcular seus coeficientes.
Quest˜ ao 7. Considere-se a EDP do calor com as condi¸c˜oes dadas abaixo:
u
t= u
xxpara 0 < x < 1 e t > 0, u
′(0, t) = 0 = u
′(1, t) para t > 0, u(x, 0) = sen(2 π x) para 0 ≤ x ≤ 1.
7.a. Reescrever a EDP e as condi¸c˜oes homogˆeneas como dois problemas com EDOs (uma, em x, e a outra, em t);
7.b. Calcular a solu¸c˜ao u(x, t) da EDP submetida `as condi¸c˜oes homogˆe- neas, expressando-a como uma s´erie formal (as dicas podem ser usadas);
7.c. Assumindo a convergˆencia da s´erie, calcular seus coeficientes.
Quest˜ ao 8. Considere-se a EDP da onda modificada, submetida `as condi-
¸c˜oes dadas abaixo:
u
tt+ 4 u = u
xxpara 0 < x < 1 e t > 0, u(0, t) = 0 = u(1, t) para t > 0,
u
t(x, 0) = 0 e u(x, 0) = 12 sen(3 π x) − 8 sen(4 π x) para 0 < x < 1.
8.a. Pelo m´etodo da separa¸c˜ao de vari´aveis para EDPs, reescrever a EDP e as condi¸c˜oes homogˆeneas como dois problemas com EDOs (uma, em x, e a outra, em t);
8.b. Calcular a solu¸c˜ao u(x, t) da EDP submetida `as condi¸c˜oes homogˆe- neas, expressando-a como uma s´erie formal (as dicas podem ser usadas);
8.c. Assumindo a convergˆencia da s´erie, calcular seus coeficientes.
Quest˜ ao 9. Considere-se o seguinte problema:
u
xx+ u
yy= 0, 0 < x < a, 0 < y < b u
y(x, 0) = 0, u
y(x, b) = f (x), 0 < x < a u
x(0, y) = 0, u
x(a, y) = 0, 0 < y < b Suponha-se que f (0) = 0 e R
L0
f (x)dx = 0. Usando o m´etodo de separa¸c˜ao de vari´aveis, calcular a solu¸c˜ao u(x, t) seguindo o roteiro abaixo:
9.a. Para solu¸c˜oes do tipo u(x, y) = X(x)Y (y), encontrar as equa¸c˜oes que expressam o problema acima em termos de X(x) e Y (y);
9.b. Impondo as condi¸c˜oes de contorno, calcular X(x) e Y (y);
9.c. Usando o princ´ıpio da superposi¸c˜ao, escrever u(x, y) como uma s´erie
e expressar os coeficientes dela em fun¸c˜ao de f .
SOLU ¸ C ˜ OES PARA ITENS SELECIONADOS
1.a: F (s) = e
−3ss + 2 · 2 !
(s − 2)
(2+1)Das regras 12 e 11 aplicadas, respectiva- mente, `as 1
ae 2
aparcelas com n = a = 2 e c = 3, temos f (t) = u
3(t) + 2e
2tt
2.
1.b: F (s) = 3e
−2ss
2− 2
2= e
−2s· 3 2 · 2
s
2− 2
2Da Regra 7 com a − 2, temos que:
L
−13
2 · 2 s
2− 2
2(t) = 3
2 senh(2t) Disto e da Regra 13 com c = 2, segue-se que: f (t) = 3
2 u
2(t) · senh(2(t − 2)).
2.a: s
2Y (s) − s y(0) − y
′(0)
+ Y (s) = 2 e
−(πs/2)s − 5 e
−(3πs/2), onde aplica- mos as regras 18 (n = 2 e f = y), 12 (c = π/2) e 17 (c = 3π/2). Logo:
Y (s) = 2 e
−(πs/2)s(s
2+ 1) − 5 e
−(3πs/2)s
2+ 1. Denotemos por g(t) uma fun¸c˜ao tal que G(s) = 1
s(s
2+ 1) = 1 + s
2− s
2s(s
2+ 1) = 1 + s
2s(s
2+ 1) − s
2s(s
2+ 1) = 1 s − s
s
2+ 1 , expan- s˜ao em fra¸c˜oes parciais que tamb´em podemos obter resolvendo um sistema de equa¸c˜oes lineares para os coeficientes do formato gen´erico da expans˜ao para este caso. Das regras 1 e 6 (a = 1), temos que g (t) = 1 − cos (t). Das regras 5 (a = 1) e 13 (1 ´e fun¸c˜ao constante), obtemos que:
y(t) = 2 u
π/2(t) ·
1 − cos t − π
2
− 5 u
3π/2(t) · sen
t − 3π 2
∴
y(t) = 2 u
π/2(t) · (1 − sen (t)) − 5 u
3π/2(t) · cos (t).
Resolu¸ c˜ ao alternativa por convolu¸ c˜ ao: Denotemos por h(t) uma fun-
¸c˜ao tal que H(s) = e
−(πs/2)s(s
2+ 1) = e
−(πs/2)s · 1
s
2+ 1 Pelo teorema da con- volu¸c˜ao (Regra 16) e as regras 12 (c = π/2) e 5 (a = 1), conclu´ımos que h(t) =
Z
t 0sen (t − v) u
π/2(v) dv.
Para 0 ≤ t ≤ π/2: u
π/2(v) = 0 para todo v em [0, t), donde h(t) = 0;
Para t > π/2: h(t) = Z
t0
sen (t − v) u
π/2(v) dv = Z
π/20
sen (t − v) ✘✘ u
π/2✘✘ (v) dv+
Z
t π/2sen (t − v) u
π/2(v) dv = Z
tπ/2
sen (t − v) dv = Z
t−tt−π
2
− sen (w) dw = Z
t−π2
0
sen (w) dw = − cos (w)
t−π
2
w=0
= cos (0) − cos (t − π
2 ) = 1 − sen (t).
Combinando os resultados, temos que h(t) = u
π/2(t) · (1 − sen (t)).
2.b. [Nagle et al.] Se¸c˜ao 7.5, Exerc´ıcio 36: por escrito.
2.c. [Nagle et al.] Se¸c˜ao 7.5, Exerc´ıcio 38 por escrito.
2.d. Semelhante ao 2.a.
2.e. Quest˜ao 2 no arquivo simulado 3-2e-v1 0.pdf com o seguinte erratum:
onde se lˆe “Os termos com C e D podem ser combinados como um termo 2
s
2(s
2− 1) ”,
leia-se “Os termos com C e D podem ser combinados como um termo 2
(s
2− 1) ”.
2.f: Pelo teorema da convolu¸c˜ao (Regra 16) e as regras 6 (a = 1) e 2 (a = − 1), conclu´ımos que:
Y (s) + 2 s
s
2+ 1 Y (s) = 1
s − ( − 1) ∴ s
2+ 1 + 2s
s
2+ 1 Y (s) = 1 s + 1 ∴ Y (s) = s
2+ 1
(s + 1)
3= A
s + 1 + B
(s + 1)
2+ C (s + 1)
3∴
s
2+ 1 = A(s + 1)
2+ B(s + 1) + C = As
2+ (2A + B)s + (A + B + C) ∴ A = 1, B = − 2, C = 2 ∴ Y (s) = 1
s + 1 − 2 1
(s + 1)
(1+1)+ 2
(s + 1)
(2+1)∴ Pelas regras 2 (a = − 1) e 11 (a = − 1 e n = 1 e 2 respectivamente):
y(t) = e
−t(1 − 2t + t
2) ∴ y(t) = e
−t(t − 1)
2.
2.g: [Nagle et al.] Se¸c˜ao 7.7, Exerc´ıcio 22: por escrito.
3.a. O fato de f
iser fun¸c˜ao ´ımpar j´a nos diz que f
is´o possui termos em sen nπx
2
, ou seja
∞
X
n=1
b
nsen nπx 2
, onde b
n= 1 2
Z
2−2
f
i(x) sen nπx 2
dx.
Sendo o produto de fun¸c˜oes ´ımpares uma fun¸c˜ao par, obtemos a primeira igualdade abaixo. Sendo f
iuma extens˜ao de f , que est´a definida em [0, 2], obtemos a segunda:
b
n= 6 2 6 2
Z
2 0f
i(x) sen nπx 2
dx =
Z
2 0f(x) sen nπx 2
dx = Z
10
x sen nπx 2
dx + Z
21
sen nπx 2
dx =
− 2
nπ x cos nπx 2
1 x=0
− Z
10
− 2
nπ cos nπx 2
dx + − 2
nπ cos nπx 2
2 x=1
=
− 2 nπ
✟ ✟ ✟ ✟ ✟ ✟
cos nπ 2
− 0
+ 4
n
2π
2sen nπx 2
1 x=0
+ − 2 nπ
cos
nπ 6 2 6 2
− ✟ ✟ ✟ ✟ ✟ ✟
cos nπ 2
= 4
n
2π
2h
sen nπ 2
− ❳❳ sen (0) ❳❳ i + − 2
nπ ( − 1)
n∴ b
n= 4
n
2π
2sen nπ 2
+ ( − 1)
n+12 nπ onde a primeira parcela se reescreve de v´arios modos, contribuindo apenas quando n ´e ´ımpar: sen nπ
2 =
0, se n ´e par;
1, se n − 1 ´e m´ ultiplo de 4;
− 1, sen˜ao (n − 3 ´e m´ ultiplo de 4).
Para efeito deste exame, esta resposta seria satisfat´oria devido `a comple- xidade dela para a experiˆencia esperada dos estudantes. Em todo caso, um exemplo b´asico de reescritura, constru´ıdo caso a caso, ´e: particionamos os
´ımpares positivos em 4k − 3 e 4k − 1, onde k ´e inteiro positivo (eles corres- pondem aos casos que d˜ao 1 e − 1 acima). J´a os pares positivos s˜ao da forma 2k. Simplificando as express˜oes, obtemos a s´erie abaixo, onde a ´ ultima das trˆes parcelas do termo geral ´e a contribui¸c˜ao dos pares positivos:
∞
X
k=1
2(4k − 3)π + 4 (4k − 3)
2π
2sen
(4k − 3)πx 2
+ 2(4k − 1)π − 4 (4k − 1)
2π
2sen
(4k − 1)πx 2
− 1
kπ sen (kπx)
3.b. O fato de f
pser fun¸c˜ao par j´a nos diz que f
ps´o possui termos em cos nπx
2
e constante, ou seja a
02 +
∞
X
n=1
a
ncos nπx 2
, onde
a
0= 1 2
Z
2−2
f
p(x) dx e, para n > 0, a
n= 1 2
Z
2−2
f
p(x) cos nπx 2
dx. Sendo o produto de fun¸c˜oes ´ımpares uma fun¸c˜ao par, obtemos a primeira igualdade abaixo. Sendo f
puma extens˜ao de f, que est´a definida em [0, 2], obtemos a segunda:
a
0= 6 2 6 2
Z
2 0f
p(x) dx = Z
20
f(x) dx = Z
10
x dx+
Z
2 11 dx = x
22
1 x=0
+ x
2 x=1
= 1
2 − 0 + 2 − 1 = 3
2 ∴ a
0= 3
2 e, analogamente para n > 0, a
n= 6 2
6 2 Z
20
f
p(x) cos nπx 2
dx = Z
20
f(x) cos nπx 2
dx = Z
10
x cos nπx 2
dx +
Z
2 1cos nπx 2
dx = 2
nπ x sen nπx 2
1 x=0
− Z
10
2
nπ sen nπx 2
dx + 2
nπ sen nπx 2
2 x=1
= 2
nπ
✟ ✟ ✟ ✟ ✟ ✟
sen nπ 2
− 0
+ 4
n
2π
2cos nπx 2
1 x=0
+ 2 nπ
" ❍
❍
❍ ❍
❍ ❍
❍
sen
nπ 6 2 6 2
−
✟ ✟ ✟ ✟ ✟ ✟
sen nπ 2
#
= 4
n
2π
2h cos nπ 2
− cos (0) i
∴ a
n= 4 n
2π
2h cos nπ 2
− 1 i
, se n > 0. Mas:
cos nπ 2
=
0, se n ´e ´ımpar;
1, se n ´e m´ ultiplo de 4;
− 1, sen˜ao (ou seja, se n − 2 ´e m´ ultiplo de 4). ∴ cos nπ
2
− 1 =
− 1, se n ´e ´ımpar;
0, se n ´e m´ ultiplo de 4;
− 2, sen˜ao. Um modo de se escrever esta s´erie ´e:
3 4 − 4
π
2∞
X
k=1
1 (2k − 1)
2cos
(2k − 1)πx 2
+ 1
2 cos ((2k − 1)πx)
3.c. O c´alculo da s´erie ´e semelhante ao do Item 3.a. Pelo teorema de Diri- chlet, a s´erie converge, em x = 1, para a m´edia dos seguintes limites laterais:
x
lim
→1−g
i(x) = lim
x→1−
g(x) = lim
x→1−
x
2= 1
2= 1 e
lim g
i(x) = lim g(x) = lim 0 = 0, ou seja, ela converge para 1/2 em x = 1.
4.a. [Nagle et al.] Se¸c˜ao 7.6, Exerc´ıcio 22: por escrito.
4.b. Por escrito.
5.a. [Nagle et al.] Se¸c˜ao 10.2, Exerc´ıcio 5: por escrito.
5.b. [Nagle et al.] Se¸c˜ao 10.2, Exerc´ıcio 10: por escrito.
6. Por escrito.
7. Resolvido na aula de exerc´ıcios de 08/04/2013. No final, h´a uma s´erie de Fourier em cossenos para ser calculada.
8.
u
tt+ 4 u = u
xxpara 0 < x < 1 e t > 0, u(0, t) = 0 = u(1, t) para t > 0,
u
t(x, 0) = 0 e u(x, 0) = 12 sen(3 π x) − 8 sen(4 π x) para 0 < x < 1.
8.a. Devido `a linearidade da EDP, buscamos solu¸c˜oes n˜ao-triviais dela no formato u(x, t) = X(x)T (t) que satisfa¸cam as condi¸c˜oes homogˆeneas. Assim, X(x)T
′′(t) + 4X(x)T (t) = X
′′(x)T (t) ∴ X
′′(x)
X(x) = T
′′(t) + 4T (t)
T (t) nos pontos (x, t) tais que X(x) 6 = 0 e T (t) 6 = 0. Assim, uma fun¸c˜ao de x e uma fun¸c˜ao de t s˜ao iguais, donde se conclui que elas s˜ao iguais a uma constante − λ.
Portanto:
X
′′(x) + λ X (x) = 0 para 0 < x < 1, (1) T
′′(x) + (4 + λ) T (t) = 0 para t > 0. (2) Como n˜ao desejamos T ≡ 0, as condi¸c˜oes de contorno X(0)T (t) = u(0, t) = 0 e X(1)T (t) = u(1, t) = 0 traduzem-se por:
X(0) = 0 = X(1). (3)
Como n˜ao desejamos X ≡ 0 , a condi¸c˜ao inicial X(x)T
′(0) = u
t(x, 0) = 0 traduz-se por:
T
′(0) = 0. (4)
Com isto, (1) e (3) definem um problema de contorno em X(x), enquanto
(2) e (4) definem um problema em T (t).
8.b. Das dicas fornecidas, o problema descrito por (1) e (3) tem solu¸c˜oes n˜ao-nulas dadas pelos m´ ultiplos n˜ao-nulos de X
n(x) = sen (µ
nx), autofun-
¸c˜oes do autovalor − λ
n= − µ
2n, onde µ
n= nπ para n ´e inteiro positivo.
8.c. Aplicando, a (2), os valores λ
nencontrados para λ no Item 8.b, obtemos a equa¸c˜ao caracter´ıstica r
2+ 4 + λ
n= 0 ∴ r
2= − (4 + λ
n) = − (4 + µ
2n) < 0 ∴ r = ± i p
4 + µ
2n= ± i ν
n, denotando por ν
n= p
1 + µ
2n> 0 ∴
T (t) = A cos (ν
nt) + B sen (ν
nt) ∴ T
′(t) = − ν
nA sen (ν
nt) + ν
nB cos (ν
nt).
Da condi¸c˜ao (4), temos que 0 = T
′(0) = ν
n[ − A · 0 + B · 1] = ν
nB. Mas ν
n> 0 ∴ B = 0 ∴ T (t) = A cos (ν
nt), e h´a solu¸c˜oes n˜ao-triviais, m´ ulti- plas n˜ao-nulas de T
n(x) = cos (ν
nt). Combinando linearmente as solu¸c˜oes u
n(x, t) = X
n(x)T
n(t) para formarmos uma s´erie formal como limite de tais somas parciais, e assumindo a convergˆencia da s´erie, temos a solu¸c˜ao formal:
u(x, t) =
∞
X
n=1
c
nu
n(x, t) =
∞
X
n=1
c
nsen (nπ x) cos √
4 + n
2π
2t .
Mas
∞
X
n=1