Aplica çõe s dos blogu e s n a e du ca çã o pa r a o
de se n v olv im e n t o
Ge r a r do Uz
I GESI P, Rua Rinlo n.º 64, 4º A 15920 Rianxo GALI ZA Em ail: [email protected] g
Jé ssica Be ir oa
I GESI P, Rua Rinlo n.º 64, 4º A 15920 Rianxo GALI ZA Em ail: beir [email protected] g
Joá m Eva n s
I GESI P, Rua Rinlo n.º 64, 4º A 15920 Rianxo GALI ZA Em ail: [email protected] g
Re su m o
O desenvolvim ent o –per cebido desde um a per spect iv a que int egr ar r ealidades com o a liber dade, a int egr idade física ou psicológica, a ident idade cult ur al, a sanidade ou a educação- é um a das condições necessár ias par a alcançar e/ ou m ant er a paz. Na act ualidade ex ist em dois gr andes m odelos de cooper ação par a o desenv olv im ent o, o inst it ucional e o das ONGDs, sendo que est as últ im as par t ilham o conceit o de desenv olv im ent o j á ex post o. Um a das per spect ivas na qual cum pr e agir t am bém é a t ecnológica. Dent r o dest a, os blogues são fer r am ent as que em pr oj ect os de cooper ação podem cont r ibuir a apagar duas das pr incipais bar r eir as: as bar r eir as diat ópicas e diacr ónicas - per m it indo coor denar pr oj ect os educacionais e de out r o t ipo desde a dist ância- e os cust os –ger alm ent e elevados e que se podem r eduzir dr ast icam ent e com o uso de aplicações de código liv r e- . Est a linha de act uação, conhecida com o d- lear ning, r esult ar ia num m odelo flex ív el e econom icam ent e sust ent áv el.
1 . O de se n v olv im e n t o, con diçã o n e ce ssá r ia pa r a a pa z
Na act ualidade, r esult a inegável a afir m ação de que m uit os dos
conflit os que exist em t êm com o causa o subdesenvolvim ent o. No
ent ant o, est a sent ença não r esult a polit icam ent e cor r ect a, e se não
se explicar convenient em ent e, pode- se dar m esm o a sensação de
est ar a dizer um a coisa t ot alm ent e difer ent e, j á que nest e asser t o
subj azem m uit as consider ações pej or at ivas.
É por est a r azão que decidim os encet ar a nossa assever ação
dando- lhe a volt a, quer dizer , no cant o de afir m am os que o
assegur ar m os que o desenvolvim ent o é condit io sine qua non par a
alcançar e m ant er a paz. Explicado ist o, apenas cum pre m udar os
t er m os polém icos pelos seus ant ónim os par a m ant er m os a nossa
pr em issa.
O pr im eir o ser á definir o conceit o ‘desenvolvim ent o’, j á que é
suscept ível de ser consider ado desde difer ent es per spect ivas devido,
t am bém , à sua am biguidade. Num sent ido est rit o, est ar íam o- nos
r efer indo apenas ao plano económ ico e a det er m inadas var iant es
quant it at iv as t ais com o o Pr odut o I nt er ior Br ut o ou Renda por
Cabeça, ent r e out ras; per spect iva m uit o est endida por culpa da
pr essão do Neoliber alism o Todavia, num sent ido am plo, t er iam de ser
inclusas as necessidades hum anas básicas, quer dizer , a pr ópr ia
sobr evivência, o bem - est ar , a ident idade ou a liber dade; em
definit iva, t udo aquilo quant o defende a Declar ação Univer sal dos
Dir eit os Hum anos.
A r elação ent r e paz e desenvolvim ent o j á foi est abelecida na
Car t a das Nações Unidas ( docum ent o fundacional dest a inst it uição) ,
onde se r econhece que a paz e a est abilidade ent r e os países não
apenas se vinculam com o r econhecim ent o e o r espeit o dos dir eit os
hum anos, m as t am bém com o vínculo ent r e dir eit os hum anos e
desenvolv im ent o económ ico e social:
“ Com o fim de cr iar condições de est abilidade e bem - est ar ,
necessár ias par a um as r elações pacíficas e am ist osas ent r e as
Nações, baseadas no r espeit o ao pr incípio da igualdade de dir eit os e
da aut odet er m inação dos povos, as Nações Unidas favor ecer ão: a)
níveis m ais alt os de vida, t r abalho efect ivo e condições de pr ogr esso
e desenvolvim ent o económ ico e social; b) a solução dos pr oblem as
int er nacionais económ icos, sociais, sanit ár ios e conexos; a
cooper ação int er nacional, de car áct er cult ur al e educacional; e c) o
fundam ent ais par a t odos, sem dist inção de r aça, sexo, língua ou
r eligião” . ONU ( Car t a das Nações Unidas, ar t . 55)
Dout r a par t e, os conceit os ‘paz’ e ‘desenvolvim ent o’ apar ecem
int er ligados j á desde a década de ’60, de t al for m a que um a dinâm ica
de paz im plica necessar iam ent e o desenvolvim ent o económ ico, social
e cult ur al. Desde est a per spect iva, a paz é o r equer im ent o básico
par a que efect ivização dos dir eit os económ icos, sociais e cult ur ais das
pessoas. “ A paz abr ange t udo o necessár io par a os hom ens poder em
-se r ealizar plenam ent e” ( Ar enal: 1989) .
Par afr aseando as Nações Unidas, “ o pr ocesso de
desenvolvim ent o deve pr om over a dignidade hum ana” ( ONU: 1981) .
Ainda, desde est a or ganização afir m ou- se na Cim eir a Mundial do
Desenvolvim ent o Social de 1995 que “ o desenvolvim ent o social deve
t er o ent e hum ano com o obj ect iv o pr incipal” , subm et endo as
act uações nest e sent ido à par t icipação act iva dos indivíduos e
colect ividades, ao pleno exer cício dos dir eit os hum anos e das
liber dades civis sem qualquer discrim inação e à livr e det er m inação
dos povos e r espeit o à ident idade cult ur al dest es.
2 . D ois g r a n de s m ode los de coope r a çã o pa r a o
de se n v olv im e n t o
Em função de a qual concepção de ‘desenvolvim ent o’ nos
r efer ir m os e a qual par adigm a de educação nos acolher m os, exist em
m ult idão de m odelos de d- learning ou ‘apr endizado par a o
desenvolv im ent o’. De j eit o sint ét ico, poder íam o- los r esum ir em dois,
o m odelo inst it ucional e o m odelo não- gover nam ent al, sendo que
nest e pont o falar em os do pr im eir o deles.
O m odelo inst it ucional car act er iza- se por ser m ais r est r it o que o
não- gover nam ent al, e por t er um j eit o de act uar pat er nalist
de aj uda nas que se faz m ais car idade do que aj uda r eal, e não
quest ionando nunca as causas económ icas ou sócio- polít icas que
levar am par a a sit uação act ual do m al- cham ado Ter ceir o Mundo.
Os obj ect ivos cent r am - se sobr et udo em paliar as consequências
do subdesenv olv im ent o económ ico, pr incipalm ent e a fom e e as
car ências sanit ár ias. Em r elação com dit o em linhas ant er ior es, os
cont eúdos pr edom inant es fazem finca- pé em apr esent ar a sit uação
do Ter ceir o m undo, m as sem r elacionar o seu em pobr ecim ent o
gr adual com os pr ocessos de enr iquecim ent o das gr andes
m ult inacionais e dos sist em as financeir os do Pr im eir o Mundo, no m eio
de um cír culo vicioso de est r ut ur a neocolonial. Em definit iva, nest e
par adigm a “ não se t r at a de dar ao Ter ceir o Mundo, m as de
desenvolver escala planet ár ia o sent im ent o de solidar iedade” ( For t at ;
Lint anf: 1989) ,
Am iúdo t r ansm it e um a visão das sociedades ocident ais com o
r efer ent e a im it ar , m odelo par a im por t ar , um er r o de per spect iva que
t em o seu r eflexo em at it udes t ão dispar at adas com o int ent ar
int r oduzir as novas t ecnologias em aldeias nas que nem t ão sequer
exist em as infr a- est r ut ur as adequadas ou pessoal devidam ent e
for m ado na sua ut ilização ou no ensino do seu uso.
Enfr ent ado ao m odelo inst it ucional est á o não- gover nam ent al,
m ovido por um a concepção am pla dos conceit os ‘desenvolvim ent o’ e
‘paz’, vinculado à t ransfor m ação das violências est r ut ur ais at r avés da
super ação das for m as de colonialism o ( nom eadam ent e económ ico e
cult ur al- educacional) e cont r a o poder das oligar quias locais.
Cont r ar iam ent e ao m odelo inst it ucional, o par adigm a das
Or ganizações Não- Gover nam ent ais par a o Desenvolvim ent o fom ent a
at it udes crít icas com as act uais linhas m est r as que dividem o m undo,
par t icular m ent e as est r at égias de cont r olo de car áct er neocolonial.
a concepção hegem ónica do m odelo social, económ ico e cult ur al de
Ocident e.
Ainda, não apenas foca no Sul a sua visão cr ít ica, m as t am bém
no Nor t e, par a cont est ar cer t as polít icas e ideologias que encobr em
um a r ealidade da dependência e do int er câm bio desigual. Por isso,
além de apr ofundar no conceit o e no significado pr át ico de
‘solidar iedade’, deve supor um a r evisão dos com por t am ent os que
puder em fom ent ar o m ant im ent o do act ual st at us quo, t ais com o
det er m inados hábit os de consum o.
3 . A pe r spe ct iv a t e cn ológica da coope r a çã o: o ‘d- le a r n in g’
Um dos gr andes pr oblem as que habit ualm ent e encont r am os
pr oj ect os de cooper ação par a o desenvolvim ent o das ONGDs é que
cust a m uit o esfor ço encont r ar pessoal qualificado que quiser ir
em bor a exer cer a sua pr ofissão em países em v ias de
desenvolvim ent o é com plicado, e ainda m ais ‘r et ê- los’ lá, longe de
suas fam ílias, vida e em pr ego habit uais dur ant e os per íodos de t em po
necessár ios par a a obt enção de uns result ados m ínim os. O défice de
pessoas dispost as a exer cer em de volunt ár ios –com consequência das
dificuldades par a poder com pat ibilizar est es difer ent es aspect os da
vida- é um a das gr andes eivas dos act uais pr ogr am as de cooper ação
par a o desenvolv im ent o par a os que as act uais t ecnologias j á
com eçam a ofer ecer r espost as.
Por out r a par t e, e r elacionado com o ant er ior , pessoas
int er essadas em m elhor ar a sua for m ação sim plesm ent e não podem
assist ir a aulas, pois im plicar ia per der em os seus t r abalhos. As
alt er nat ivas que cá se pr opõem per m it ir iam a est as pessoas
desenvolver as suas capacidades obt endo acesso a novas
possibilidades de m elhor a; m esm o àqueles que não t iver am a
r om pem aplicando um m odelo de educação baseado no d- lear ning –
e, dent r o dest e, fazendo uso de novas fer r am ent as com o os blogues-
são m uit as. Por um lado, o j á dit o, de poder com pat ibilizar difer ent es
facet as da vida sem t er de r enunciar , em pr incípio, a nenhum a delas.
Por out r a, no plano t ecno- económ ico, a exist ência de m ovim ent os
que agem pelo soft w ar e livr e, o que per m it e poder beneficiar - se dos
últ im os adiant es sem necessidade de pagar pelo cust o do seu
desenvolvim ent o –r edes de volunt ár ios a ofer ecer em ser viços,
pr odut o, aplicações, cont eúdos ou guias, ent r e out r os; licenças
Cr eat ive Com m ons ou GNU/ GPL, et c.-
O uso dest as fer r am ent as evit am , t al e com o acont ecer ia de
ut ilizar aplicações baixo licença ‘t r adicional’, o est abelecim ent o de
ligações de dependência com as em pr esas pr ogr am ador as
-habit ualm ent e m ult inacionais- e o consequent e im pact o negat ivo
sobr e a econom ia. A possibilidade de t er acesso ao código font e das
aplicações par a m odificá- las e adapt á- las a um as necessidades
específicas fom ent a adem ais o desenvolvim ent o endógeno dos
sect or es de pr ogr am ação aut óct ones.
Ainda, na er a da infor m ação, a for m ação t r ansfor m ou- se num a
necessidade e, nest e cont ext o, as novas t ecnologias for necem a
opor t unidade de aceder não apenas a um a educação convencional
m as out r as out r as possibilidades de desenvolvim ent o pessoal e
pr ofissional além do ensino t radicional.
Par a ar t icular est as duas com ponent es é pr eciso m ais um
r ecur so, nest e caso hum ano, que além de t er car áct er volunt ár io, ist o
é, não lucr at ivo - em bor a event ualm ent e sej a necessár io r ecor r er a
pessoal r em uner ado par a cer t as t ar efas m uit o especializadas- , deve
possuir as qualificações necessár ias que a labor r equer . A vant agem ,
ou as possibilidades, que ofer ecem est e t ipo de plat afor m as r eside no
fact o de que a colabor ação não sej a necessar iam ent e pr esencial
out r os t r abalhos ou posições que de out r a for m a excluir iam a
par t icipação. O t r abalho volunt ár io pode facilm ent e assum ir - se desde
o com put ador pessoal dom ést ico ou do post o de t r abalho nos t em pos
de lazer , pois apr esent am - se as possibilidades de assincr onia e
ubiquidade - est ar em t em pos e lugar es difer ent es de j eit o
sim ult âneo.
Nest a per spect iva, o uso da t ecnologia par a t ar efas for m at ivas
–d- lear ning- deve cent r ar - se na m udança de at it udes e de
com por t am ent os. Par ece r azoável pensar que par a conseguir est e
obj ect ivo, o labor infor m at ivo não deve ficar r eduzido a sim ples
cam panhas m ais ou m enos publicit ár ias.
Ainda, est e m odelo deve t er com o um dos seus cont eúdos
pr ior it ár ios a nova r ealidade da Globalização, j á que const it ui “ o
pr incipal desafio par a o desenvolvim ent o, t ant o no Nor t e quant o no
Sul” ( Mesa, M.: 2000) . Ent r e out r as r azões, por que na alt ur a m uit os
dos Est ados encont r am - se condicionados por acor dos t r ansnacionais
que afect am à sua sober ania e coar ct am a sua liber dade par a
t om ar em decisões nest e e m uit os out r os âm bit os.
Em bor a com abism ais desaj ust es, os países em vias de
desenvolv im ent o vão- se fazendo cada vez m ais per m eáveis à
int r odução das novas Tecnologias da I nfor m ação e da Com unicação
( TI C) , seguindo as paut as globalizador as car a a um a sit uação de
glocalidade ( global+ local) . Tal penet r ação t em dem onst r ado a sua
ver t ent e m ais dispar at ada com agent es ocident ais ( ou
ocident alizador es) t ent ando int r oduzir com put ador es em aldeias do
Ter ceir o Mundo sem água nem elect r icidade.
Sej a com o for, t udo parece indicar que as TI C ger ar ão nesses
países os m esm os pr oblem as que j á pr ovocaram na Eur opa,
par t icular m ent e nos seus sist em as educat ivos, e ist o por m or das
pr essões polít icas e sociais exist ent es. Do m esm o j eit o que não se
básicas, t am bém não adiant a im plant á- las se não vier em
acom panhadas de um a ver dadeir a for m ação ( nom eadam ent e em
m at ér ia de for m ação de for m ador es) que possibilit ar a sua
valor ização e aplicação r eal. Nout r as palavr as, com o t ir ar pr oveit o
das TI C sem se t er em cr iado as infra- est r ut ur as que lhes per m it ir em
funcionar e sem se t er em for m ado pessoas capazes de as em pr egar ?
No ent ant o, ant e um panor am a m inim am ent e fav or áv el, as
possibilidades das TI C em cam pos com o a educação par a o
desenvolvim ent o são alent ador as. Nos últ im os t em pos, a aplicação
das novas t ecnologias na educação a dist ância t em pr ovocado
gr andes sucessos e abr indo novas possibilidades, apar ecendo o que
se vir ia a cham ar e- lear ning. Cum pr ir ia per ceber est e conceit o com o
aquela for m a de apr endizado com plem ent ar ou subst it ut ivo das aulas
t r adicionais.
A for m ação em linha pode supor um a dr ást ica r edução de
cust os ( evit ando deslocam ent os, aloj am ent os, m at er iais im pr essos,
et c.) o qual, som ado à possibilidade de r ecor r er a um v olunt ar iado
vir t ual alt am ent e qualificado e m at er iais docent es de uso livr e,
r esult a num m odelo flexível e econom icam ent e sust ent ável par a a
gest ão de conhecim ent os, aplanando hier ar quias e descent r alizando
r esponsabilidades.
Desde os seus inícios, a Rede e seu desenvolvim ent o car a às
for m as que hoj e conhecidas fundam ent ou- se no t r abalho volunt ár io e
cooper at ivo. Nada indica que agor a vá deixar de desenvolver - se
nesse cam inho, m ais bem t odo o cont r ár io. O( s) m ovim ent o( s) pelo
soft w ar e livr e, em bor a sem est ar ligados necessar iam ent e às linhas
das or ganizações não- lucr at ivas, vêm funcionando de for m a sim ilar ,
cr iando r edes de ‘volunt ár ios’ a pr oduzir em e ofer ecer em ser viços,
pr odut os, aplicações ( soft w are de uso liv r e) e cont eúdos ( m anuais e
Assim , sur gir am pr oj ect os de colossais dim ensões com o o
GNU/ Linux, um sist em a oper at ivo ‘gr at uit o’, liv r e e sust ent áv el. Por
out r a banda, de for m a sim ilar aos m ovim ent os de cr iação e
desenvolvim ent o de aplicações, acham os as novas for m as de
dist r ibuição de cont eúdos, com o as licenças Cr eat ive Com m ons ou
GNU- GPL, que em bor a não são equifuncionais, ger alm ent e se
agr upam sob a denom inação open sour ce ( ‘r ecur sos de gr aça’ ou
‘soft w ar e livr e’) .
Par a ar t icular est as duas com ponent es é pr eciso m ais um
r ecur so, nest e caso hum ano, que além de t er car áct er volunt ár io, ist o
é, não lucr at ivo ( em bor a event ualm ent e sej a necessár io r ecor r er a
pessoal r em uner ado par a cer t as t ar efas) , deve possuir as
qualificações necessár ias que a labor r equer . A vant agem , ou as
possibilidades, que ofer ecem est e t ipo de plat afor m as r eside no fact o
de que a colabor ação não sej a necessar iam ent e pr esencial ( falam os
assim de e- volunt ár ios) pelo que poder ser alt er nada com out r os
t r abalhos ou posições que de out r a for m a ex cluir iam a par t icipação. O
t r abalho volunt ár io pode facilm ent e assum ir - se desde o com put ador
pessoal dom ést ico ou do post o de t rabalho nos t em pos de lazer , pois
apr esent am - se as possibilidades de assincr onia e ubiquidade ( est ar
t em pos e lugar es difer ent es de j eit o sim ult âneo) .
Cada vez m ais, os pr ocessos educacionais sit uam - se for a dos
sist em as t r adicionais ( ou for m ais) de ensino at r avés da im plant ação
de m et odologias de apr endizagem a dist ância t ecnologicam ent e
m ediadas. Quando se t r at a de im plem ent ar pr ogr am as cuj o alv o
pr incipal se sit ua nos países em vias de desenvolvim ent o, e não só,
devem - se t er em cont a cr it ér ios com o o acesso, a qualidade e cust os,
pois um a com ponent e m al planificada pode t er um im pact o
fulm inant em ent e negat ivo no conj unt o do pr oj ect o, lim it ando
As act uais infr a- est r ut ur as e m et odologias educat ivas
sim plesm ent e não est ão à alt ur a das necessidades, r ept os e desafios
da nova ‘aldeia global’, na que é preciso e ur gent e incr em ent ar o
acesso à educação. O d- lear ning, nest e sent ido, aúna as
car act er íst icas at r ibuíveis ao e- lear ning ( for m ação/ ensino
elect r ónico) , m as t am bém aquilo r efer ent e a pr oj ect os de cooper ação
e de aj uda ao desenvolvim ent o.
4 . Con t r ibu t o dos blogu e s pa r a o ‘d - le a r n in g ’
O int er esse cr escent e pelos pr ogr am as de for m ação em linha
at r ibui- se, essencialm ent e, ao r econhecim ent o da Rede com o um
veículo chave na t r ansm issão de infor m ação e no est abelecim ent o de
um a com unicação em t em po r eal e em difer ido. Som ado ist o ao fact o
de que a população que acede à int er net aum ent ou, os pr ogr essos
t écnicos ( aliados à t r ansfor m ação de cont eúdos passivos em
dinâm icos e int er act ivos) const it uem t am bém fact or es decisivos no
uso da Rede.
A aplicação de um a gam a de t ecnologias do apr endizado no
cam po do desenvolvim ent o de r ecur sos hum anos vai est r eit am ent e
ligada à m elhor a da qualidade dos sist em as, pois efect ua- se um a
r edist r ibuição da ofer t a for m at iva a par t ir da dem anda e at endendo a
necessidades específicas. Par a as inst it uições for m ador as e par a a
sociedade em ger al, as TI C ofer ecem ex per iências de apr endizado
par a quem int er essar ( em quaisquer lugar es e m om ent os, de j eit o
vir t ual) , a possibilidade de est abelecer novos j eit os de com unicação
ent r e docent es e alunos e t am bém a oport unidade de r ealizar
pr ogr essos adapt ados às exigências de for m ação das or ganizações e
às necessidades e apt idões dos par t icipant es.
Com efeit o, em quaisquer pr oj ect os de cooper ação, cada vez
falam os apenas da for m ação das populações- alvo dos pr oj ect os, m as
t am bém dos pr ópr ios cooper ant es, for aplicada à cooper ação
( inculcando noções inst r um ent ais t écnicas par a a im plem ent ação de
pr oj ect os) ou t r at ar - se de for m ação de for m ador es. Pr ecisam ent e um
dos pr oblem as cr ít icos na educação par a o desenvolv im ent o é a
escassa disponibilidade de m ais e m elhor es educador es, r esult ando
as TI C um a fer r am ent a eficaz e económ ica par a cobr ir est a
necessidade.
Encont r ar pr ofessor es qualificados que quiserem ir em bor a
exer cer a sua pr ofissão em países em vias de desenvolvim ent o é
com plicado, e ainda m ais ‘r et ê- los’ lá, longe de suas fam ílias, vida e
em pr ego habit uais dur ant e os per íodos de t em po necessár ios par a a
obt enção de uns r esult ados m ínim os.
Muit as pessoas sim plesm ent e não podem assist ir a aulas. As
alt er nat ivas que cá se pr opõem per m it ir iam a est as pessoas
desenvolver as suas capacidades obt endo acesso a novas
possibilidades de m elhor a; m esm o àqueles que não t iver am a
opor t unidade de concluir os seus est udos.
Quando se t r at a de levar a for m ação a r egiões longínquas onde
não exist em escolas e out r as est r ut ur as educat ivas for m ais, as TI C
t êm m uit o a ofer ecer , e não nos r efer im os necessar iam ent e aos
países em vias de desenvolvim ent o, pois pr oj ect os dest e t ipo vêm - se
im plem ent ando desde faz t em po em países com populações
t r adicionalm ent e disper sas com o a Aust r ália ou o Canadá.
Com binadas com a educação pr esencial, as TI C podem ser ut ilizadas
par a t r asladar m at er iais e m ét odos pedagógicos de gr ande qualidade
ou m esm o leccionar aulas nas que alunos e pr ofessor se achem em
hem isfér ios opost os. A ut ilização de com put ador es nas ( e par a as)
aulas, em qualquer lugar do m undo, t em um a sér ie de lógicas a
1. For m ar pessoal alt am ent e qualificado na ut ilização das
TI C
2. Pr opor cionar conhecim ent os básicos de infor m át ica de
for m a ext ensiva
3. Ut ilizar as TI C par a explor ar as possibilidades cur r icular es
4. Pr om over a incor por ação de inovações no nível cur r icular
e do papel do educador
5. Possibilit ar o acesso às font es de infor m ação,
nom eadam ent e à I nt er net
6. Pr om over o cont act o e int er câm bio com out r os cent r os
educat ivos at r avés das TI C
O pr im eir o dos obj ect ivos dever ia ser fom ent ar o
desenvolvim ent o da capacidade de pr odução de ideias, pr opiciando a
fluidez de expr essão e a flexibilidade do pensam ent o. As ideias
pr ópr ias devem - se adapt ar a um est ilo pessoal, quer dizer , dev e- se
pot enciar a im aginação com o fer r am ent a m ais a or iginalidade na
expr essão do pensam ent o at r avés da t om a de decisões pr ópr ias. I st o
não é possível se pr eviam ent e não educar m os os sent idos, pois é
gr aças a eles com o int er agim os com o nosso ent or no. As novas
t ecnologias possibilit am os alunos a exper im ent ar em com elem ent os
t ão difer ent es ent re si com o o áudio, vídeo, gr áficos ( em 2D ou 3D) ,
t ext o ou bases- de- dados, que nem sem pr e t êm r efer ent es físicos ou
r eais.
Out r o t ipo de faculdades que se dever iam desenvolver e que
enum er ar em os de j eit o r est r it o, sem ent r ar m os em det alhes ( por
quest ões de espaço) ser iam o r azoam ent o ver bal ( expr essão or al,
expr essão escr it a e com pr eensão leit or a) e o r azoam ent o
lógico-m at elógico-m át ico ( par a solucionar pr oblelógico-m as e pensalógico-m ent os abst r act os,
com o em r ecr iações 3D) . Em definit iva, o aluno deve apr ender a usar
per cebendo- o ser á capaz de int er agir com ele, t r ansfor m á- lo e,
som ent e depois, m elhor á- lo.
Det er m inados j á os obj ect ivos, o seguint e passo é escolher as
fer r am ent as m ais adequadas par a consegui- los do j eit o m ais ópt im o.
É pr eciso decidir , dent r o do am plíssim o leque ex ist ent e, que t ipo de
pr ogr am as cont r ibuir ão m elhor à finalidade educat iva.
1. Soft w ar e inst r ucional. Est á especificam ent e concebido
com o aplicação didáct ica, pois pr opicia a aut om at ização
de exer cícios ou de exam es de difer ent es m at ér ias.
I ncluir - se- iam aqui os t ut or iais ( cur sos de iniciação car a a
um a act ividade seguindo um a curva de apr endizado
pr ogr essivo) , os sim uladores de sit uações r eais ( que
r econst r uem cenár ios de j eit o vir t ual) , o soft w ar e
enciclopédico e o soft w ar e de apr endizagem de idiom as
( m uit as vezes de graça) .
2. Soft w ar e de uso ger al. Est a denom inação abr anger ia
soft w ar e genér ico com o os pr ocessador es de t ext o,
soft w ar e de cr iação de im agens ou repr odut or es/ edit or es
de áudio e sonido.
3. Linguagens de aut or , que per m it em cr iar e ger ir
publicações elect r ónicas capazes de int er agir com os
ut ilizador es ( com o a cr iação um blogue par a leccionar
Hist ór ia da Ar t e at r avés da inser ção de cont eúdo t ext ual,
im agens, ligação com páginas r elacionadas,
sugest ão/ consult as do alunado, et c.) .
4. Jogos com finalidades educat ivas.
5. Bases- de- dados que per m it em cr uzar dados ent r e si nos
m ais diver sos for m at os ( t ext o, vídeo, som ...) .
6. Aplicações com unicacionais. Nos últ im os anos, ao
falar m os de t ut or ias em linha apenas nos r efer íam os ao
as t ut or ias e o apr endizado em linha cont am com
fer r am ent as de apoio m ais for t es com o os blogues ( que,
cont r ar iam ent e à m aior par t e das list agens de cor r eio,
são capazes de int egr ar em de j eit o ópt im o a
m ult im edialidade e o feedback) , os ser viços de
com unicação t ext ual em t em po r eal ( bat e- papos com o o
popular Messenger ) e at é o m ais r ecent e boom pr ovocado
pela t ecnologia Voz- I P ( que em bor a exist a desde 1998,
som ent e se pôde popular izar em dat as r ecent es gr aças
aos pr ogr essos t écnicos e ao sur gim ent o de padr ões) ,
com o o afam ado Skype, um pr ogr am a que per m it e
conver sas com voz em t em o real com o se de um
t elefone- w eb est ivéssem os falando.
O obj ect ivo ger al do sist em a educacional é pr epar ar a gent e
par a a vida, que dizer , dot á- la de um a bagagem de conhecim ent os
suficient e e pot enciar a sua cr iat ividade e r aciocínio cr ít icos. Mas as
possibilidades das TI C obr igam - nos a r epensar o sist em a educacional
par a int egr á- las no seu seio dest e, dando- lhe, dest ar t e, valor
adicional. I st o per m it ir - nos- ia for m ar alunos act ivos e cr iador es no
cant o de passivos consum idor es e r epr odut or es das palavr as do
pr ofessor .
Por supost o, t am bém é necessár io r epensar o labor do docent e,
que não apenas se dever ia lim it ar a dar aulas, m as t am bém
coor denar t r abalhos em par cer ia de r esponsabilidade com par t ida;
act ividades de pesquisa, com preensão, avaliação e selecção de
infor m ação de j eit o m ult iper spect ivo e m ult idisciplinar que obr igar iam
a usar a int eligência m ais do que a m em ór ia.
A t odo ist o podem cont r ibuir as Redes, pois perm it em elabor ar
ist o, o pr ofessor poder ia t ut or izar os t r abalhos de cada aluno e
adapt á- los ao pr ópr io r it m o e apt idões dest e.
Um últ im o apont am ent o. Ao m enos pelo m om ent o, o livr o não
vai ser subst it uído do seu lugar r efer ent e no ensino. Por que? Por que
o m odo de pensam ent o im por t o pela linguagem hum ana é o
sequencial ( ou lineal) , por enquant o o m ult im édia desenvolve acções
em par alelo ( hiper t ext ual) , com plem ent ar es ent r e si m as sem sent ido
absolut o por separ ado. Sequencial e hiper t ext ual são difer ent es j eit os
de conser vação e de t r ansm issão do saber , m as no cant o de os
enfr ent ar m os t em os de ser cônscios das possibilidades der ivadas da
explor ação da sua coexist ência. Por exem plo, a linguagem sequencial
par a dar as paut as t eór icas e a hiper t ext ual ( m ult im edial em
par alelo) par a desenvolver a sua ver t ent e pr át ica ou par a
com plem ent ar a explicação.
5 . D e se n h a n do u m pr oj e ct o de coope r a çã o com blogu e s
Todo pr oj ect o cooper at ivo pr ecisa de dois elem ent os que vão
t r abalhar em par cer ia –do cont r ár io, est ar íam os falando de
‘oper at ivo’- ; na sit uação pr opost a, ser iam um gr upo de t r abalho
for âneo –indut or - e um aut óct one –r ecept or .
A seguir , im os expor os pont os básicos –com as suas
r espect ivas fases - que, ao nosso ver , ser iam pr ecisos par a expor t ar
um m odelo de cooper ação par a o desenvolvim ent o –que t om ar os
blogues com o base- que se pudesse expor t ar e do qual se pudessem
apr oveit ar difer ent es t ipos de ONGDs nos seus t am bém difer ent es
âm bit os de act uação. Não se t r at a de nenhum proj ect o concr et o, m as
de dir ect r izes a seguir –paut as- que podem ser út eis.
1.- Tom a de cont act o
1.1.- Decidir o lugar onde act uar . Ant es de com eçar a desenhar
conhecer quais os seus conhecim ent os e habilidades. Tam bém
pr ecisam os saber o núm er o de int egr ant es da com unidade par a ver
t am bém a quant os nos poder íam os dir igir –os m eios são lim it ados-
de t al for m a que puder m os t er a m elhor r át io ‘r esult ados/
população-alvo’. Est a t ar efa far - se- ia em par cer ia com a ONGD ou gr upo de
t r abalho locais.
1.2.- Avaliar as necessidades da população- alvo: não podem os
ser nós quem decidir m os por eles o que pr ecisam . O nosso pr oj ect o
cooper at ivo t em de ser acor de com as suas necessidades. Ainda, é
possível que ent re elas est ej am algum as de car áct er pur am ent e
for m at ivo –m anej o do sist em a que por em os ao seu dispor - ou
sim ples car ência de m at er ial.
1.3.- Fixar um cont act o local que sir va de m ediador ent r e os
gr upos de t r abalho exógeno e endógeno. Nalguns casos a sua t ar efa
pode ser a de t r adut or / int ér pr et e; nout r os, r esponsável logíst ico ou
cont act o com out r os gr upos ou aut or idades locais. É um a peça
indispensável nest e pr oj ect o.
1.4.- Côm put o dos m eios t écnicos, económ icos, hum anos ou
logíst icos; analisar s é possível capt ar m ais ou r edist r ibui- los.
2.- Repar t o de funções
2.1.- Com unicação/ coor denação e r elação com o cont act o local.
I st o é fundam ent al no desenvolvim ent o do pr oj ect o, j á que se não
houv er um ent endim ent o t ot al ent re o pr om ot or e o m ediador , a ideia
pode chegar m uit o dist or cida à com unidade, com o qual se per der iam
t em po e esfor ços por par t e de t odos. A t ar efa com unicacional não se
há- de r eduzir apenas aos m om ent os iniciais do pr oj ect o, m as dur ant e
t odo o pr ocesso. O que var iar á ser á a per iodicidade com a qual
m ediador e pr om ot or se por ão a falar do ger al - num pr im eir o
m om ent o- at é chegar em a r esolver quest ões m uit o pont uais quando
a andadur a do pr oj ect o sej a j á consider ável. I st o não exclui a
desenvolvim ent o após o início da exper iência r efer ida; ideias que
puder em vir de quaisquer da com unidade- alvo ou de quaisquer um a
das duas par t es.
2.2.- For m ação do pessoal necessár io par a encet ar o pr oj ect o
m ais da população- alvo do m esm o. Est e aspect o é cr ucial t am bém
par a um cor r ect o apr oveit am ent o. Se os pr ofissionais, t ant o os
volunt ár ios da com unidade quant o os for m ador es da ONGD não
conhecer em o t em a, a zona e as possibilidades económ ico- sociais que
levar apar elhado, o r esult ado final não ser á o concebido num pr im eir o
m om ent o. É t am bém m uit o im por t ant e, ao t em po que se for m am os
volunt ár ios da zona, poder habilit ar as figur as dos agent es de
desenvolvim ent o local, que devem ser pr ópr ios da com unidade- alvo –
assim velar ão m elhor pelos int er esses dos seus concidadãos.
2.3.- Logíst ica. No apar t ado que se r efer e à dist r ibuição e post a
em andam ent o das equipas infor m át icas que per m it ir ão aceder aos
blogues e adapt á- los com o fer r am ent a, cum pr e um a concisa
com penet r ação dos volunt ár ios par a obt er o m ais ópt im o r endim ent o
do invest im ent o –hum ano, económ ico e t écnico- que se fez.
2.4.- Um a espécie de ‘r elações públicas’ que t r abalhe em
conseguir or çam ent os par a o pr oj ect o. Apesar de que a ideia inicial
cont a com o apoio r eduzido do binóm io ONGD- volunt ár ios
locais/ com unidade local, a im por t ância da figur a de um ‘r elações
públicas’ que se ocupe de ger ir o valor do pr oj ect o –a nível
económ ico, m as sobr et udo social- . Est e volunt ár io, logo da r ealização
de um plano de com unicação que perm it a dar a conhecer o pr oj ect o,
int ent ar á at r air possíveis pat r ocinador es/ financiadores int er essados
em dar um a boa im agem de si própr ios ao t em po que financiam a
exper iência. Ainda, int ent ar ão concit ar o m aior núm er o possível de
acor dos e de siner gias par a achegar à iniciat iva act or es –económ icos,
sociais, académ icos, et c.- r elevant es com vinculação à com
2.5.- Aspect o t ecnológico. Em bor a não sej a est r it am ent e
necessár io, pela sua com plexidade ser ia convenient e est e pont o ficar
da m ão de vár ias pessoas –m elhor se for um gr upo r eduzido, par a
evit ar disper são- , j á que há bast ant es t ar efas a desem penhar , com o
ver em os.
3.- Planificação t écnica
3.1.- Det er m inar os r ecur sos t écnicos necessár ios
3.2.- Seleccionar har dw ar e e soft w ar e
3.3.- Quant ificar se há suficient e pessoal par a pô- lo em
andam ent o
3.4.- Ver ificar se é doado ou difícil ger ir o sist em a
3.5.- At ender as inovações que vão sur gindo –par a
im plem ent á- las, sem pr e que ist o supor m elhor as.
3.6.- Desenho do ent or no vir t ual de t al for m a que sej a
facilm ent e acessível, est r ut ur ado, m anej ável e int er act ivo. A
facilidade par a pr ocur ar e r ecuper ar a infor m ação m ais a
possibilidade de com unicação ser ão aspect os vit ais.
4.- Desenho do ent or no vir t ual.
Par a um a m aior eficácia, o blogue deve ser per cebido com um
t abuleir o –supor t e- onde deixar os ‘t em ár ios’ –a palavr a t alvez soa
dem asiado académ ica, m as usar em o- lo igualm ent e à falt a de um
conceit o m ais pr eciso- , habilit ando um a opção de com ent ár ios par a o
público poder expr im ir as suas dúvidas e m esm o discut i- las, se for o
caso.
Cum pr e lem br ar que em quaisquer pr oj ect os de cooper ação
par a o desenvolvim ent o o pr ior it ár io é r esolver as necessidades da
população- alvo. Nest e caso, os obj ect ivos do nosso ‘t em ár io’ t er ão
for çosam ent e de r ever t er num a m elhor a das condições de vida desse
público. Por exem plo, lições sobr e com o ger ir um a pequena
inst alação aquícola na cost a de Nicar água, com er cializar os seus
em pr esar iais ou de m er cado. Acham os um blogue –fer r am ent a m uit o
sim ples de ut ilizar e not avelm ent e int uit iva- ser o inst r um ent o idóneo
par a est e pr opósit o.
O desenho do blogue deve ser lim po, sem excessivos j ogos
cr om át icos que dist or çam a exper iência de leit ur a, m as com os
suficient es pont os de im pact o visual que dim inuam ou r et ar dem a
sensação de cansaço –lógica par a um público que t alvez não est ej a
afeit o a ler e, m uit o m enos, a ler num supor t e digit al- . Os t ext os
dever ão usar um a linguagem com um e acessível à população- alvo;
de ext ensão r eduzida e com plem ent ados por im agens ou m at er ial
audiovisual –se t iver m os essa possibilidade e acesso à t ecnologia
necessár ia.
Ser ia m uit o út il acr escent ar um a fer r am ent a de com unicação
inst ant ânea –bat e- papo- par a est abelecer ‘t ut or ias vir t uais’ onde
r esolver dúvidas pont uais, com ent ar a exper iência, int er cam biar
ideias e fazer um seguim ent o do pr ogr am a.
Acr edit am os que se um a exper iência dest as car act er íst icas t iver
sucesso, poder ia ser facilm ent e r epr oduzida nout r os lugar es com
necessidades sim ilar es, m as adapt ando- a às condições par t icular es
do caso concr et o. Ainda, se se fizer int er agir par t icipant es de
difer ent es im plem ent ações dest e pr ogr am a, poder - se- ia ger ar um
valor agr egado m uit o int er essant e de car a a out r as exper iências ou
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