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pt 0021 7557 jped 93 s1 0084

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Academic year: 2018

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ARTIGO

DE

REVISÃO

Management

protocols

for

status

epilepticus

in

the

pediatric

emergency

room:

systematic

review

article

Cheuk

C.

Au

a,b

,

Ricardo

G.

Branco

c,

e

Robert

C.

Tasker

a,d

aBostonChildren’sHospital,DepartmentofAnesthesiology,PerioperativeandPainMedicine,DivisionofCriticalCareMedicine, Boston,EstadosUnidos

bQueenMaryHospital,DepartmentofPaediatricandAdolescentMedicine,HongKong,China cCambridgeUniversityHospitalsNHSTrust,PaediatricIntensiveCareUnit,Cambridge,Inglaterra dBostonChildren’sHospital,DepartmentofNeurology,Boston,EstadosUnidos

Recebidoem7dejunhode2017;aceitoem23dejulhode2017

KEYWORDS

Statusepilepticus; Seizure;

Protocol; Guideline

Abstract

Objective: ThissystematicreviewofnationalorregionalguidelinespublishedinEnglishaimed tobetterunderstandvarianceinpre-hospitalandemergencydepartmenttreatmentofstatus epilepticus.

Sources: Systematicsearchofnationalorregionalguidelines(January2000toFebruary2017) containedwithinPubMedandGoogleScholardatabases,andarticlereferencelists.Thesearch keywordswerestatusepilepticus,prolongedseizure,treatment,andguideline.

Summaryoffindings: 356articleswereretrievedand13wereselectedaccordingtothe inclu-sioncriteria.Inallsixpre-hospitalguidelines,thepreferredrouteofmedicationadministration was to use alternatives to the intravenous route: all recommended buccal and intranasal midazolam;threealsorecommendedintramuscularmidazolam,andfiverecommendedusing rectaldiazepam.All11emergencydepartmentguidelinesdescribedthreephasesintherapy. Intravenous medication,by phase, was indicated assuch: initial phase---ten/11 guidelines recommendedlorazepam,andeight/11recommendeddiazepam;secondphase---most(ten/11) guidelinesrecommendedphenytoin,butotheroptionswerephenobarbital(nine/11),valproic acid(six/11),andeitherfosphenytoinorlevetiracetam(eachfour/11);thirdphase---four/11 guidelinesincludedthechoiceofrepeatingsecondphasetherapy,whereastheother guide-linesrecommendedusingavarietyofintravenousanestheticagents(thiopental,midazolam, propofol,andpentobarbital).

Conclusions: Alloftheguidelinesshareasimilarframeworkformanagementofstatus epilep-ticus.Thechoiceinrouteofadministrationanddrugtypevariedacrossguidelines.Hence,the

DOIserefereaoartigo:

http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2017.08.004

Comocitaresteartigo:AuCC,BrancoRG,TaskerRC.Managementprotocolsforstatusepilepticusinthepediatricemergencyroom:

systematicreviewarticle.JPediatr(RioJ).2017;93:84---94.

Autorparacorrespondência.

E-mail:[email protected](R.G.Branco).

(2)

adoptionofaparticularguidelineshouldtakeaccountoflocalpracticeoptionsinhealthservice delivery.

©2017SociedadeBrasileiradePediatria.PublishedbyElsevierEditoraLtda.Thisisanopen accessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/ 4.0/).

PALAVRAS-CHAVE

Estadodemal epiléptico; Convulsão; Protocolo; Diretriz

Protocolosdemanejodeestadodemalepilépticonoprontosocorropediátrico:

análisesistemática

Resumo

Objetivo: Estaanálisesistemática dediretrizes nacionaisouregionaispublicadas em inglês tem comoobjetivoentendermelhoradiferenc¸anotratamentodoestadodemalepiléptico pré-hospitalarenodepartamentodeemergência.

Fontes: Pesquisasistemáticadediretrizesnacionaisouregionais(janeirode2000afevereiro de2017)contidasnasbasesdedadosdoPubmededoGoogleAcadêmicoelistasdereferência deartigos.Aspalavras-chavedabuscaforamestadodemalepiléptico,convulsãoprolongada, tratamentoediretriz.

Resumodosachados: Foramidentificados356artigose13foramselecionadosdeacordocom os critérios de inclusão. Em todas as seis diretrizes pré-hospitalares, o caminho preferen-cial deadministrac¸ãodamedicac¸ãofoiusaropc¸õesàviaintravenosa:todasrecomendaram midazolambucaleintranasal;trêstambémrecomendarammidazolamintramuscular;ecinco recomendaram usarodiazepamviaretal.Todasas11diretrizes dedepartamentode emer-gênciadescreveramtrêsfasesnaterapia.Noquedizrespeitoàmedicac¸ãointravenosa,por fase,temos:fase inicial---10/11diretrizesrecomendaramlorazepam e8/11recomendaram diazepam;segundafase---amaioria(10/11)dasdiretrizesrecomendoufenitoína,porémoutras opc¸õesforamfenobarbital(9/11),ácidovalproico(6/11)efosfenitoínaoulevetiracetam (indi-vidualmente,4/11);terceirafase---4/11diretrizesincluíramaopc¸ãoderepetiraterapiada segundafase,aopassoqueasoutrasdiretrizesrecomendaramusardiversosagentesanestésicos intravenosos(tiopental,midazolam,propofolepentobarbital).

Conclusões: Todasasdiretrizescompartilhamumaestruturasemelhanteparamanejodoestado demalepiléptico.Aescolhadaviadeadministrac¸ãoedotipodemedicamentovariouemtodas asdiretrizes.Assim,aadoc¸ãodeumadiretrizespecíficadevelevaremconsiderac¸ãoasopc¸ões dapráticalocalnaprestac¸ãodeservic¸osdesaúde.

©2017SociedadeBrasileiradePediatria.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´eumartigo OpenAccesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND(http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4. 0/).

Introduc

¸ão

O estado de mal epiléptico (EME) é definido como ‘‘uma condic¸ãoresultantetantodafalhademecanismos respon-sáveis por encerrar convulsões quanto da introduc¸ão de mecanismos que levam a convulsões com prolongamento anormal (após o ponto temporal t1) e uma condic¸ão que podeterconsequênciasdelongoprazo(apósoponto tempo-ralt2),inclusivemorteneuronal,lesãoneuronalealterac¸ão deredesneurais,dependedotipoedadurac¸ãodas convul-sões.NocasodeEMEconvulsivo(tônico-clônico),ambosos pontostemporais(t1aos5minutoset2aos30minutos)têm comobaseexperimentosanimaisepesquisaclínica’’.1

Assim,emcrianc¸as,hádoissubgruposdepacientesque apresentamconvulsão: aquelescom episódios breves com durac¸ão <5 minutos(antes dot1)com alta probabilidade deresoluc¸ãosemtratamento;eaquelescomepisódioscom durac¸ão>7minutos,maispropensosaevoluirpara episó-diosprolongadoscomnecessidadedetratamentoagudopara pararaconvulsão.Oconsensodaforc¸a-tarefadaLiga Inter-nacionalcontraaEpilepsia(ILAE)arespeitodaclassificac¸ão

doEMEéqueotratamentodecrisesconvulsivasdeve,para tanto,seriniciadoaproximadamenteaoscincominutos.1

Este artigo discute algumas das questões relacionadas aotratamentoanticonvulsivodeemergênciadeconvulsões agudas,prolongadaseEMEemcrianc¸ascomênfasenas dire-trizese protocolosrelacionadosaoperíodopré-hospitalar, aosservic¸osdeemergênciamédica(SEM)eaodepartamento deemergência(DE)usadosporsociedades, organizac¸õese autoridadesnacionaise regionais.Oleitorinteressado em outrotipodemanejo,investigac¸õeseacompanhamento clí-nico subsequente no departamento ambulatorial ou pelo médicodeatenc¸ãoprimáriaàsaúdedevebuscaranálisesde práticasrecenteseasrecomendac¸õesdaAcademia Ameri-canadeNeurologia.2,3

Métodos

Fontededados

(3)

dereferênciadeartigosidentificadostambémforam veri-ficadas. A estratégia de busca incluiu a combinac¸ão das seguintespalavras-chaveeminglês:estadodemal epilép-tico,convulsãoprolongada,tratamentoediretriz.

Critériosdeselec¸ão

Nesta análise qualitativa, selecionamos artigos para considerac¸ão com o uso da declarac¸ão de 2009 do grupo deItensdeRelatórioPreferidosparaAnálisesSistemáticase Metanálise(Prisma).4Osartigospublicadosforamincluídos

emnossaanálisequandoatendiamaosseguintescritérios: 1) Protocolo ou diretriz sobre o uso de tratamento com medicamentosanticonvulsivosparaconvulsãoprolongadaou EMEpublicadosde1◦dejaneirode2000a28defevereiro

de 2017; 2) Publicac¸ão que incluiu uma diretriz nacional ou regional para a populac¸ão pediátrica no ambiente de SEM ouDE; e 3) nos casos em que mais de umartigo da mesmaorganizac¸ãoousociedadefoiidentificado,incluímos apublicac¸ãomaisrecente.

Todososartigosqueatenderamaoscritériosdeinclusão foramsubmetidosàextrac¸ãodedadoseàavaliac¸ãocrítica decadaautor.Asprincipaiscaracterísticasforamresumidas apósaextrac¸ãodedados,consistiramem:autoria;período demanejo,SEMouDE;períododotratamento;emedicac¸ão recomendadaeviadeadministrac¸ão.

Síntese/análisededados

A estratégia de busca dos bancos de dados identificou 356títuloslistados.Cadaresumofoiexaminadoe344foram excluídos porque não atendiam aos critérios de inclusão. Dozeartigosforamelegíveis paraanálise completae suas listas de referência identificaram mais um artigo. Assim, 13artigosforamincluídosnasíntesequalitativaeosachados foramanalisadosdescritivamente5---17

Resultados

e

discussão

A tabela 1 descreve as características das diretrizes de tratamento. A tabela 2 apresenta o uso de medicamen-tos anticonvulsivos imediatos (‘‘STAT’’ ou statim [Latim]) por tipo, dosagem e via de administrac¸ão abordados nas diretrizes. É evidenteque as diretrizes não recomendam exatamenteamesmadosagemparacadamedicamento anti-convulsivo.Contudo,essasdiferenc¸aspoderãoserdevidasa preferênciasregionais,históricoouexperiência.Os desen-volvedoresdenovasdiretrizesdevemlevaremconsiderac¸ão adosagem eadosagem máximarecomendada,bem como quaisquernovosestudosclínicossobremedicamentos publi-cadosapós2017.

Manejopré-hospitalar

SeisdiretrizestiveramcomofocoomanejonosSEM.7,10---14Na

figura1,selecionamosoalgoritmopelosServic¸osde Emer-gência Médica para Crianc¸as (SEMC) para comparac¸ão.11

Essa diretriz foiaplicada a crianc¸as comconvulsão teste-munhadanãorelacionadaatraumaequeaindaocorressem nomomentodachegadaaoSEM.

Nogeral, todasasseis diretrizes recomendaram mida-zolambucaloumidazolamintranasaletrêsrecomendaram midazolam intramuscular.10,11,14 Cinco diretrizes

recomen-daram diazepam retal como opc¸ão.7,10,12---14 Uma segunda

dosedebenzodiazepinafoirecomendadaemduasdas dire-trizes, umaaoscincominutos11 eoutra aos10.13 Todasas

diretrizesdeclararampreferênciaporviasdeadministrac¸ão não intravenosas opcionais em vez de acesso intravenoso nachegada.Duasdasdiretrizes11,13recomendaramtentaro

acessointravenosoouintraósseoemsituac¸õesespecíficas. Por fim,apenasumadasdiretrizesforneceu critériospara transferênciadopacienteparaoDE.13

Tabela1 Característicasdadiretrizouprotocolo

Ano,n◦deref. Paísouregião Feitopor Populac¸ão(A,P) Escopo

SEM DE

2014,11 EUA Servic¸osdeEmergênciaMédicaparaCrianc¸as P S

-2015,13 RU JointRoyalCollegesAmbulanceLiaisonCommittee A,P S

-2011,7 Canadá ComitêdeCuidadosAgudosdaSociedadePediátricaCanadense P S S

2013,10 Itália LigaItalianacontraEpilepsia P S S

2014,12 Índia Associac¸ãodeNeurologiaInfantil(Índia) P S S

2016,14 Global ETATdaOrganizac¸ãoMundialdeSaúde P S S

2000,5 RU Associac¸ãodeNeurologiaPediátricaBritânica P - S

2009,6 Aus/NZ PesquisaPediátricaInternacionalColaborativaemDEs P - S

2012,8 EUA SociedadedeCuidadosNeurocríticos A,P - S

2012,9 RU InstitutoNacionaldeExcelênciadeAtendimentoeSaúdedoNHS A,P - S

2016,15 EUA SociedadeAmericanadeEpilepsia A,P - S

2016,16 Espanha SociedadeEspanholadeNeurologia A,P - S

2017,17 HongKong SociedadedeEpilepsiadeHongKong A,P - S

A,adulto;Aus/NZ,AustráliaeNovaZelândia;DE,DepartamentodeEmergência;ETAT,avaliac¸ãodetriagemetratamentodeemergência

pediátrica;EUA,EstadosUnidosdaAmérica;NHS,Servic¸oNacionaldeSaúde;P,pediátrico;RU,ReinoUnido;S,sim;SEM,Servic¸osde

(4)

Tabela2 Medicamentosanticonvulsivosimediatosnormalmenteusados,viadeadministrac¸ãoedosagem

Medicamento Viadeadministrac¸ão

Retal Bucal(B)/Intranasal(N) Intraóssea

(IA)/Intramuscular(IM)

Intravenosa

Diazepam Bólus Bólus Bólus

0,2-0,5 mg/kg/dose15,17

IO:0,25mg/kgx2doses6 0,15-0,2mg/kgx2

doses15,17

0,5

mg/kg/dose5,6

0,2-0,3mg/kgx2doses12

0,5mg/kgx2 doses7

0,25mg/kgx2doses6

0,3mg/kgx2dose7

0,5mg/kg10

Dosemáxima Dosemáxima

10mg;620

mg15,17

<5anos,5mg;7

≥5anos,10mg;7

10mg10,12,15,17

Lorazepam Bólus Bólus Bólus

0,1mg/kgx2 doses7

B:0,1mg/kgx2doses7,10 0,1mg/kgx2

doses5,7,10,12,15,17

Dosemáxima Dosemáxima Dosemáxima

4mg7 B:2,5mg10;4mg7 4mg5,7,10,12,15,17

Midazolam Bólus Bólus Bólus

B:5-10mg17 IO:0,15mg/kgx2doses6 0,15mg/kgx2doses6

IN:0,2mg/kg7 IM:0,15mg/kgx2

doses6

0,15-0,2mg/kgx2 doses12

IM:0,2mg/kgx2 doses7,10

0,2mg/kgx2doses10

Dosemáxima

IN:5mg/nostril7 Dosemáxima

IM:5mg;1013-40kg,5

mg;15>40kg,10mg;15

10mg17

Fosfenitoína Bólus Bólus

(EF,equivalentesdafenitoína) IM:20mgPE/kg7 20mgPE/kg7,12,15

Dosemáxima Dosemáxima IM:1000mgPE7 1000mgPE;71500mg

PE15

Fenitoína Bólus Bólus

IO:20mg/kg6 15-20mg/kg16,17

18mg/kg5

Dosemáxima 18-20mg/kg10

IO:1000mg7 20mg/kg6,7,12

Dosemáxima

1000mg11,16

Fenobarbital Bólus

10-20mg/kg16

15mg/kg/dose15,17

15-20mg/kg10

20mg/kg6,12

(5)

Tabela2(Continuac¸˜ao)

Medicamento Viadeadministrac¸ão

Retal Bucal(B)/Intranasal(N) Intraóssea

(IA)/Intramuscular(IM)

Intravenosa

Ácidovalproico Bólus

20mg/kg12

25-45mg/kg16

30-45mg/kg10

40mg/kg15,17

Dosemáxima

1500mg;103000mg15,17

Levetiracetam Bólus

20mg/kg16

20-30mg/kg12

60mg/kg15,17

Dosemáxima

4500mg15,17

Tratamento em SEM Pré-Hospitalar

Variância (n = 6)

Sem acesso IV/IO

1º Midazolam

1º Diazepam

1º Lorazepam

2º momento de administração de medicamento (2)

1º Midazolam

2º Midazolam 2ª BDZ

• R (5)

• B (1), R (2), IN (1), IM (1)

• 5 minutos (1) • Bucal

• ou Intranasal

• ou Intramuscular

• 10 minutos (1) • B (6), IN (6), IM (3)

Momento

Sem acesso IV

• Bucal

• ou Intranasal

• ou Intramuscular

• 2º Midazolam

• or lorazepam Chegada no SEM

Convulsão contínua Verificar Histórico

e tratar

Sem acesso IV/IO

5 minutos

Acesso IV

Ligar para o controle

Transportar para o DE

Con

vulsão contínua ou con

vulsões recorrentes

• or diazepam

Figura1 TratamentodeSEMpré-hospitalares.

B,bucal;BDZ,benzodiazepina;DE,departamentodeemergência;SEM,sistemadeemergênciamédica;IO,intraóssea;IN,intranasal; IM,intramuscular;IV,intravenosa;R,retal.

Nota:Onúmeroentreparênteseséonúmerodadiretriz,entreseisdiretrizesnessacategoria(vejaotextoparaobtermaisdetalhes).

ComentáriosobrediretrizesdeSEMpré-hospitalares

Ao considerar as seis diretrizes pré-hospitalares, o midazolam via bucal ou intranasal foi recomendado por todaselas.Essadiretrizprovavelmenterefleteaeficáciado midazolamemcomparac¸ãocomodiazepameafacilidade

(6)

seguro quanto o diazepam retal com relac¸ão à incidên-cia de depressão respiratória.18 A eficácia do midazolam

intranasalésemelhanteoumaisefetivadoqueodiazepam retal.O midazolam intranasal tambémtemum tempode administrac¸ãomaiscurtoeumaac¸ãomaisrápidapara inter-romperaconvulsãodoqueodiazepamretal.Omidazolam intranasalé de fácil administrac¸ão, porém temum breve efeito nasal irritante. A análise sistemática mostra que o midazolam,porqualquervia,émelhorparainterrompera convulsãodoqueodiazepam,porqualquervia.19

Além da eficácia e fácil administrac¸ão, a benzodia-zepina não intravenosa depende da disponibilidade, da experiência e da preferência do local. Por exemplo, de acordo com Osborne et al.,13 as ambulâncias no Reino

Unido não dispunham de midazolam, então a equipe de SEMadministrariaomidazolambucalouintranasaldo pró-prio paciente, caso disponível, do contrário, o diazepam retal seria usado devido à dificuldade do acesso intrave-nosoemcrianc¸as.Porrazõessemelhantes,odiazepamretal normalmenteestavadisponívelefoirecomendadona dire-triz pré-hospitalar da Liga Italiana contra Epilepsia.10 A

diretriz14 daavaliac¸ão detriageme tratamento de

emer-gência (ETAT) da Organizac¸ão Mundial de Saúde (OMS) recomenda que quando as preparac¸ões oral e intranasal domidazolamedolorazepamnãoestiveremprontamente disponíveis, especialmente em ambientes com recursos limitados, as preparac¸ões intravenosas disponíveis podem ser administradas pelas vias oral ou intranasal. Por fim, o midazolam intramuscular foi recomendadoem três das seisdiretrizes.10,11,14 Essaadministrac¸ãoexigeexperiência

adicional, é efetiva e segura. Por exemplo, no Teste de Medicac¸ãoAnticonvulsiva RápidaAntes daChegada (Ram-part),omidazolam intramuscularfoitãoefetivoquantoo lorazepamintravenosonoambientepré-hospitalar.20Houve

taxassemelhantes deintubac¸ãoendotraqueal e recorrên-ciadeconvulsõesnosgruposdomidazolamedolorazepam. No geral, todas as diretrizes recomendaram a via de administrac¸ãonãointravenosa.

Duasdasdiretrizesrecomendaramtentaroacesso intra-venosoouintraósseoapenasemsituac¸õesespecíficas.11,13O

algoritmopelosSEMC11 nosEstadosUnidosconsideraobter

acessointravenosoouintraósseoquandootempode trans-porte esperado for longo ou quando exigido para outros aspectosdocuidadodopaciente, comofluido intravenoso ou outros medicamentos. O algoritmo13 pelo Joint Royal

CollegesAmbulance LiaisonCommittee(JRCALC)doReino Unido recomenda umasegunda dose de diazepam caso a convulsãocontinueapósodiazepamretal,deveser adminis-tradaporviaintravenosaouintraóssea.Contudo,conseguir acesso intravenoso pode ser difícil em uma crianc¸a com convulsão contínuano ambientepré-hospitalar. Isso exige prestadoresdeSEMtreinadoseequipamentosquepoderão não ser encontrados em ambientes com recursos limita-dos(consulteadiretrizdaETAT14).Alémdisso,aconvulsão

poderá parar antes de obter acesso intravenoso, tornar o procedimentodesnecessário;11 o temponecessário para

obteracessointravenosopoderáprolongarotemponacena eatrasaraadministrac¸ãodemedicamentos.13

Duas das diretrizes recomendaram administrar uma segunda dose de benzodiazepinas no ambiente pré-hospitalar.11,13 As outras quatro diretrizes não

incluí-ram essa opc¸ão. Recomenda-se manter as vias aéreas, a

respirac¸ãoeacirculac¸ãoadequadasenquantoopacienteé transferidoparaoDE,7,10,12,13bemcomoentraremcontato

comocentrodecontrolemédicoparaobterorientac¸ão.11

Umadiretrizforneceuorientac¸ãosobrecritériospara trans-ferênciaparaohospital.Adiretriz13doJRCALCrecomenda

atransferência parao hospitalem casos decrianc¸as com menosde umano,crianc¸as em suaprimeiraconvulsão ou primeiraconvulsãofebrile casosdeconvulsõessucessivas oudificuldade de monitoramento.A diretriz13 do JRCALC

também recomenda uma transferência de tempo crítico parao hospital caso quaisquerdos seguintes sinais sejam observados: dificuldade com problemas nas vias aéreas, narespirac¸ão, nacirculac¸ãooudedeficiência;lesãoséria na cabec¸a; EME após falha no tratamento; ou infecc¸ão subjacente.

Manejonodepartamentodeemergência

Onze diretrizes tiveram como foco o manejo no

DE.5---10,12,14---17 Para comparac¸ão, selecionamos o

algo-ritmo da Sociedade Americana de Epilepsia (AES) com relac¸ãoàcriseconvulsivacomdurac¸ãodepelomenoscinco minutos.15 Aestruturadessealgoritmoseguetrêsfasesde

terapia(figuras2---4etabela3).Aprimeirafasedeterapia éa estabilizac¸ão iniciale aadministrac¸ãodeuma benzo-diazepina.Asegundafasedeterapiaéaadministrac¸ãode um segundo medicamento anticonvulsivo que não seja a benzodiazepinaem caso de falha das benzodiazepinas. A terceirafasedeterapiaéaadministrac¸ãodeumanestésico geralnoapoiodeterapiaintensivaquandooEMEsetornar resistenteapelomenosdoismedicamentosanticonvulsivos daprimeiraedasegundafasesdaterapia.

Omomentoparainiciarcadafasedeterapia foi seme-lhanteemtodasasdiretrizes.Nafaseinicialdeterapia,nove dasdiretrizesrelataramummomentodeinícioigualou ante-riorao algoritmodaAES.5---7,9,10,12,15---17 Oacometimento da

segundaedaterceirafasedeterapiafoiigualouanteriorao momentodeiníciorelatadopelaAESemcincodasdiretrizes quedeterminaramomomentodeinício.5---7,12,15Aintubac¸ão

endotraquealfoi considerada na fasedeestabilizac¸ão em duasdasdiretrizes8,15enocontextodeintubac¸ãode

sequên-ciarápidaemquatrodasdiretrizes.5---7,9

No que diz respeito à via de administrac¸ão de medi-camentosanticonvulsivos,oacessointravenosopoderáser obtidoapóso estágiode terapiapré-hospitalar (figura1). Quandonão houver acesso intravenoso noinício do está-giodetratamentonoDE,asdiretrizesrecomendamacesso intraósseonafasedetratamentoinicial(n=1)6ou

secun-dária(n=2).5,7Emambasasfases,asbenzodiazepinasea

fenitoínapoderiamseradministradaspelaviaintraóssea.

ComentáriosobreotemponoDE

Não houve discrepância significativa entre asdiretrizes a respeitodomomentoparainiciarcadafasedeterapiacom medicamentos anticonvulsivos. Todas as diretrizes reco-mendam ‘‘iniciar o cronômetro’’ quando uma convulsão durar mais de cinco minutos, o que pode ser levado em considerac¸ãosemprequeumpacientecomconvulsãoativa chegar aoDE. Esse pontotemporaltambém é compatível comanovadefinic¸ãoeclassificac¸ãodaILAEdeEME.1Uma

(7)

Variância (n=11)

Momento de início

0 min (4), 5 min (5)

Sem acesso IV

Acesso IV 1º Midazolam

1ª fase do tratamento no DE

1º Diazepam

1º Lorazepam

• B (8), IN (5), IM (8), IO (1)

• R (7), IO (1) • ou Diazepam (R)

• ou Fenobarbital (IV)

• Midazolam (B,IN) • Midazolam (IM)

• ou lorazepam •ou diazepam

• R (7), IO (1)

1ª BDZ

• Lorazepam (10) • Lorazepam

• ou Diazepam • Diazepam (8)

• Midazolam (4) • Clonazepam (1)

Estabilização no DE

ABCDEFG Monitoramento e

IVA

5 minutos

Con

vulsão contín

ua ou con

vulsões recorrentes

2ª BDZ Repetir terapia 1ª BDZ 1ª BDZ

Terapia inicial Alternativas

20 minutos

Figura2 PrimeirafasedotratamentonoDE.

ABCDEFG,suportedeestabilizac¸ãocomintervenc¸ãodeviasaéreas,respirac¸ão,circulac¸ão,dextrose,neurologiaessencial,fluidos, quadrogeral; BDZ,benzodiazepina;DE, departamentodeemergência;SEM,sistemadeemergênciamédica;IO,intraóssea;IN, intranasal;IM,intramuscular;IV,intravenosa;IVA,acessointravenoso;R,retal.

Nota:Onúmeroentreparênteseséonúmerodadiretriz,entre11diretrizesnessacategoria(vejaotextoparaobtermaisdetalhes).

nasdiretrizescomrelac¸ãoaoperíodonecessárioparauma fasedeestabilizac¸ãoeosdiferentesintervalosentre admi-nistrar as opc¸ões de medicamentos anticonvulsivos (veja abaixo).

PrimeirafasedaterapiaanticonvulsivanoDE

No que diz respeito à escolha do tratamento com

medicamentos anticonvulsivos, uma benzodiazepina foi recomendada por todas as diretrizes na fase inicial de terapia(figura 2e tabela 3).O lorazepamintravenosofoi recomendadoem10dasdiretrizes,5---10,12,14,15,17seguidopelo

diazepam intravenoso em oito das diretrizes.6,7,10,12,14---17

Naimpossibilidadedeobteracessointravenoso,o medica-mentoanticonvulsivorecomendadocommaisfrequênciafoi omidazolam:midazolam intramuscular(n=8),6---8,10,12,15---17

midazolambucal(n=8)6,7,9,10,12,15---17oumidazolam

intrana-sal(n=5).6,7,12,15,16 Comoopc¸ão,odiazepamretal(n=7)

foicomumenterecomendado.5,7,8,12,15---17Umadoserepetida

de benzodiazepina foi recomendada em cinco diretrizes, quatro levaram em considerac¸ão a dose pré-hospitalar recebida,6,7,9,10eumaexcluiuadosepré-hospitalar.5O

feno-barbital intravenoso foi recomendadocomo umaopc¸ão à benzodiazepinaemduasdasdiretrizes.8,15

Comentáriosobreaprimeirafasedaterapia

anticonvulsivanoDE

O lorazepam e o diazepam intravenosos foram as benzo-diazepinasintravenosasmaiscomumenterecomendadasna primeirafasedeterapia.Todasasdiretrizesrecomendaram o lorazepam intravenoso, exceto a diretriz da Sociedade Espanhola de Neurologia.16 Na Espanha, em 2016, o

lora-zepam intravenoso não estava disponível, então, em vez disso,oclonazepamintravenosoerarecomendado.O loraze-pamouodiazepamintravenosossãoeficazeseseguros.Por exemplo,emumensaioclínicocontroladoerandomizado,21

(8)

Variância (n=11)

Momento de início

• 10 minutos (3) • 20 minutos (2) • 25 minutos (2)

• IO (3), IM (f-PHT 1) • Fenitoína

• or Valproato • ou Levetiracetam • ou Fenobarbital • IM (1)

• R (2)

• Fenitoína (10) • Fenobarbital (9) • Valproato (6) • Fosfenitoína (4) • Levetiracetam (4)

Sem acesso IV

Acesso IV

Fenitoína (PHT)

Fenobarbital

Paraldeído

2ª terapia

Dose única IV

Con

vulsão contínua ou con

vulsões recorrentes

2ª fase do tratamento no DE

20 minutos

40 minutos

Figura3 SegundafasedotratamentonoDE.

DE, departamento de emergência; f-PHT, fosfenitoína; IO, intraóssea;IN, intranasal; IM, intramuscular; IV,intravenosa; R,retal.

Nota:Onúmeroentreparênteseséonúmerodadiretriz,entre onzediretrizesnessacategoria(vejaotextopara obtermais detalhes).

Quandoumadose repetidadebenzodiazepinaé neces-sária devido a uma convulsão contínua, quatro das 11 diretrizes6,7,9,10 recomendaram levar em considerac¸ão se

alguma dose de benzodiazepina pré-hospitalar foi admi-nistrada, pois a dosagem dos SEM afetaria a escolha do próximomedicamentoanticonvulsivo.Curiosamente,essas quatro diretrizes foram publicadas após 2008, quando Chinetal.22 mostraram quenoacometimentoda

comuni-dade referente ao EME convulsivo na infância não houve associac¸ão entretratamento com medicamentos anticon-vulsivospré-hospitalar ouo usodemaisdeduas dosesde benzodiazepinascomadurac¸ãodoEMEpormaisde60 minu-tos.Além disso, essetratamento commaisdeduas doses debenzodiazepinasfoiassociadoàdepressãorespiratória. Apenasumadiretriz,de2000,recomendounãoconsiderar otratamentodeSEManteriores,5combasenapossível

vari-abilidadedadosagempré-hospitalar.

SegundafasedaterapiaanticonvulsivanoDE

Na segunda fase de terapia (figura 3 e tabela 3), as recomendac¸ões das diretrizes para medicac¸ão intrave-nosaincluíam: fenitoína(n =10),5---10,12,14,16,17 fenobarbital

(n=9),6---10,14---17ácidovalproico(n=6),8,10,14---17fosfenitoína

(n=4)7,12,14,15 elevetiracetam (n= 4).8,15---17 Na

impossibi-lidadedeobteracesso intravenoso,afenitoína intraóssea foirecomendada em três diretrizes5---7 e asoutras opc¸ões

apresentadasforamfosfenitoína7oufenobarbital14via

intra-musculareparaldeídoretal.5,7

3ª fase do tratamento no DE

Variância (n=11)

Momento de início

• 30 min (2) • 35 min (1) • 40 min (2) • 45 min (1)

• Tiopental (9)

• Tiopental • ou Midazolam

• Atendimento na UTI

• cEEG • ou Pentobarbital

• ou Propofol

• Midazolam (7) • Propofol (6) • Pentobarbital (3)

Repetir a 2ª terapia (4)

Repetir a 2ª terapia

3ª terapia

Anestesia

Anestesia

Veja a figura 3

40 minutos

60 minutos Monitoramento

Estado epiléptico contín

uo

Figura4 TerceirafasedotratamentonoDE.

cEEG,eletroencefalogramacontínuo;DE,departamentodeemergência;UTI,unidadedeterapiaintensiva.

(9)

Tabela 3 Comparac¸ão de medicamentos anticonvulsivos usados em cada uma das três fases de terapia e suas vias de administrac¸ão(vejatambémastabelas1e2)

Ano,n◦deref. Grupo Terapias daprimeirafase Terapias dasegundafase Terapiasdaterceirafase

LZ DZ MZ PHT f-PHT PB VPA Lev Par TH MZ Pfl Pent

2000,5 BPNA iv r iv,io iv

2009,6 PREDICT iv,io iv,io im,b,in,io,iv iv,io iv iv iv

2011,7 CPS iv,r iv,r im,b,in,iv iv,io iv,im iv r iv iv iv

2012,8 NCS iv r im iv iv iv iv iv iv iv iv iv

2012,9 NICE iv b iv iv r iv

2013,10 LICE iv iv im,b iv iv iv iv iv iv

2014,12 AOCN iv iv,r im,b,in,iv iv iv iv

2016,14 OMS iv iv iv iv,im iv

2016,15 AES iv iv,r im,b,in iv iv iv iv iv iv iv iv

2016,16 SEN iv,r im,b,in,iv iv iv iv iv iv iv iv

2017,17 HKES iv iv,r im,b iv iv iv iv iv iv iv

Grupos:AES,SociedadeAmericanadeEpilepsia;AOCN,Associac¸ãodeNeurologiaInfantil(Índia);BPNA,Associac¸ãodeNeurologia

Pediá-tricaBritânica;CPS,SociedadePediátricaCanadense;HKES,SociedadedeEpilepsiadeHongKong;LICE,LigaItalianacontraEpilepsia;

NCS,SociedadedeCuidadosNeurocríticos;NICE,InstitutoNacionaldeExcelênciadeAtendimentoeSaúdedoServic¸oNacionaldeSaúde;

OMS,Organizac¸ãoMundialdeSaúde;Predict,PesquisaPediátricaInternacionalColaborativaemDepartamentosdeEmergência;SEN,

SociedadeEspanholadeNeurologia.

Terapias:DZ,diazepam;f-PHT,fosfenitoína;Lev,levetiracetam;LZ,lorazepam;MZ,midazolam;Par,paraldeído;PB,fenobarbital;Pent,

pentobarbital;Pfl,propofol;PHT,fenitoína;TH,tiopental;VPA,ácidovalproico.

Vias:b,bucal;im,intramuscular;in,intranasal;io,intraóssea;iv,intravenosa;r,retal.

Comentáriosobreasegundafasedaterapia

anticonvulsivanoDE

A fenitoína intravenosa foi a terapia mais comumente recomendadaparaoEMEresistenteàbenzodiazepina. Jun-tamentecomafosfenitoínaintravenosa(opró-fármacoda fenitoína),foiaterapiadesegundafasepreferidaemtodas asdiretrizes.Hádiversasrazõespelasquaisafosfenitoína deveser recomendadaem vezdafenitoína:ela nãoexige oexcipientepropilenoglicol;elaapresentamenosriscode hipotensãoedisritmiacardíaca;elanãocausasériareac¸ão deextravasamento,síndromedaluvaroxa;epodeser admi-nistradaviaintramuscularquandooacessointravenosonão forpossível.7

Ofenobarbitalintravenosofoirecomendadoemnovedas 11diretrizes.6---10,14---17Duasdiretrizesrecomendaramo

feno-barbitalapenasseopacientetiverrecebidofenitoína.9,16O

motivodissoéqueofenobarbitaltemmaisefeitos colate-raiscalmantesdoqueafenitoína(porexemplo,depressão respiratória e sedac¸ão), principalmente quandoas benzo-diazepinasjá foramusadas.Asevidências comrelac¸ão ao uso do fenobarbital intramuscular têm como base a prá-tica pediátrica em malária cerebral.23 Por exemplo, uma

doseintramuscularde20mg/kgreduzafrequênciadas con-vulsões,porém causaumrisco maiselevadodedepressão respiratória e mortalidade, principalmente nos indivíduos quejáreceberamváriasdosesdediazepam.23

O ácido valproico foi recomendado em seis das 11 diretrizes.8,10,14---17 O ácido valproico pode ser

hepato-tóxico e podelevar à hiperamonemia. Três das diretrizes indicam que ele deve ser evitado ou usado com cautela em crianc¸ascom doenc¸ahepática (oususpeita dedoenc¸a metabólica)eem crianc¸ascom menosdedoisa trêsanos com a etiologia da convulsão incerta.10,12,14 O ácido

val-proicocausamenoshipotensãooudepressãorespiratóriaem comparac¸ãocomafenitoínaouofenobarbital.Porexemplo,

emumensaioclínicocontroladoerandomizado,apesardea injec¸ãointravenosarápidadeácidovalproicoter interrom-pido convulsõesem umataxa comparável aofenobarbital intravenoso(90% em comparac¸ão com77%,sem diferenc¸a estatística), a taxa de efeitos adversos foi menor (24%, em comparac¸ãocom 74%)eogrupofenobarbital apresen-tou maisletargia, vômito ou depressãorespiratória.24 Em

comparac¸ãocomafenitoínaintravenosa,oácidovalproico é tãoefetivoquanto ela nocontrole daconvulsãoe mais bemtoleradocomrelac¸ãoaoriscodehipotensãoe depres-sãorespiratória,porémcausaumleveaumentodasenzimas dofígado.25Nogeral,oácidovalproicopodeserconsiderado

umaopc¸ãoefetivaparaasegundafasedaterapia medica-mentosaanticonvulsiva.

O levetiracetam foi recomendado em quatro das 11 diretrizes.8,15---17 Eletemas vantagens deboa

tolerabi-lidade, administrac¸ão intravenosa durante umperíodo de temporelativamentecurtoeausênciadeefeitos hemodinâ-micosesedativos.10Issoposto,nãoexistemensaiosclínicos

randomizados controlados do levetiracetam no EME con-vulsivo pediátrico. Um estudo piloto randomizado aberto demonstrouequivalênciadaeficácianocontrolede convul-sõescomolorazepamequehámenosdepressãorespiratória ehipotensãoassociadasaoseuuso.26

(10)

TerceirafasedaterapiaanticonvulsivanoDE

Naterceirafasedeterapia(figura4etabela3),quatro dire-trizes incluíram a opc¸ão de repetir a terapia da segunda fase.7,10,12,15Novediretrizesrecomendaraminduzira

anes-tesiacomtiopental;5---9,12,15---17todasasquatrodiretrizesque

recomendaramrápidaintubac¸ãonasequênciasugeriramo tiopentalcomoagente deinduc¸ão.5---7,9Sete dasdiretrizes

recomendaram usarinfusão demidazolam,7,8,10,12,15---17 seis

recomendaram infusão de propofol,6,8,10,15---17 e três

reco-mendaraminfusãodepentobarbital.7,8,15

Comentáriosobreaterceirafasedaterapia

anticonvulsivanoDE

No momento de iniciar a terceira fase do tratamento com medicamentosanticonvulsivos, quatrodas 11 diretri-zes incluíram a opc¸ão de repetir a terapia da segunda fase.7,10,12,15 A diretriz7 do Comitê de Cuidados

Agu-dos da Sociedade Pediátrica Canadense recomendou uma combinac¸ão que usa duas terapias medicamentosas da segundafase,separadasporumintervalodecincominutos, antesdeavanc¸arparaainduc¸ãodaanestesia.Adiretrizdo grupo daAssociac¸ão de NeurologiaInfantil(Índia, 2013)12

considerouocenárioquandonenhumacamadaunidadede terapiaintensivaestiverdisponívelerecomendouoseguinte antesdeusar umainfusão de midazolam:ácido valproico efenobarbital;oulevetiracetam.Adiretriz10 daLiga

Itali-ana contraEpilepsiarecomendou oácido valproicoapós a terapiadasegundafase,casooatrasoouadificuldadena intubac¸ãoendotraquealsejamesperados.

Por fim, a respeito da escolha do agente anestésico, as diretrizes não apresentam recomendac¸ões claras com relac¸ãoàpreferênciaentretiopental,midazolam,propofol e pentobarbital.Em vezdisso, aescolha domedicamento específico fica a critério do especialista local. Deve ser observado,contudo,que emboraopropofolsejausadona práticaadultadoEMEpersistente, orisco desíndromeda infusãodopropofolem crianc¸aséinaceitávele,portanto, a infusão contínua não é recomendada em vários países. Noquedizrespeitoaoutrosagentesanestésicos,osdados sobre tratamento de terapia intensiva do EME pediátrico persistentesãodebaixaqualidade,emborademostremuma hierarquiaemestratégias:midazolamnoinícioporinfusão contínua,entãobarbituratose,porfim,tentativadeoutras terapias para anestesia.27,28 E recentemente um estudo

observacionalprospectivodedoisanosavaliouousode infu-sãocontínuadoagenteanestésicoempacientespediátricos (faixaetária,ummêsa21anos)eEMEpersistentenão res-pondeuaduas classesdemedicamentosanticonvulsivos.29

OGrupodePesquisaemEMEPediátricodosEstadosUnidos constatouque,emseus11centros,omidazolameo pento-barbitalcontinuamaserosprincipaisagentesdaterapiade infusãocontínua.

Conclusão

Lidar comumacrianc¸a quechega aumaemergência com umaconvulsãoé umdesafioe sabercomolidardamelhor formacomintervenc¸õesagudaseacompanhamentoéparte

fundamental da prática pediátrica.30 As diretrizes sobre

terapia de medicamentos anticonvulsivos para convulsão ouEMEantese depoisdachegadaao DE sãoimportantes documentosdereferêncianaterapia aguda.Nestaanálise sistemáticaqualitativade13diretrizesregionais/nacionais, constatamos que cada uma delas compartilha estruturas semelhantes com relac¸ão à prática e aos pontos tempo-rais. Diferentes vias de administrac¸ão da benzodiazepina sãoviáveisnafasepré-hospitalar(SEM)enaprimeirafase daterapianoDE.Aescolhadabenzodiazepinadependedo acessointravenoso,dadisponibilidadenolocal,das habili-dadesdosprestadoresdeservic¸osdesaúdeedosrecursos.O ácidovalproicoeolevetiractamapresentamperfisde efei-toscolateraismelhoresdoqueafenitoínaouafosfenitoína. A comparac¸ão direta da eficácia e seguranc¸a de diferen-tes terapias dasegunda fase para o EME aguarda futuros estudosclínicos.Por fim,quandosetratadeusar agentes anestésicosem crianc¸as,amaiorpartedasexperiênciase daliteraturausaomidazolame,então,opentobarbitalpor infusãocontínua.

Conflitos

de

interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse.

Referências

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Imagem

Tabela 1 Características da diretriz ou protocolo
Tabela 2 Medicamentos anticonvulsivos imediatos normalmente usados, via de administrac ¸ão e dosagem
Figura 2 Primeira fase do tratamento no DE.
Figura 3 Segunda fase do tratamento no DE.
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Referências

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