Greyson Cole precisa sair de Raleigh. Para onde quer que se vire, ele vê pessoas se apaixonando, se casando e formando famílias. Isso já é suficiente para fazer um homem crescido querer arrancar seu próprio cabelo. E para um cínico como Grey, mais um funcionário ficar noivo sinaliza a necessidade de um período de férias há muito vencidas. Grey tem uma cabana nas montanhas que nunca sequer usou, e imagina que este é exatamente o ingresso para sair desse pesadelo de casais felizes se formando.
Grey não esperava ser saudado por um homem belicoso e seminu no minuto em que abre a porta da cabana.
Sirus Wilder conhece a irmã gêmea de Grey há anos, e ela lhe deu permissão para ficar na cabana enquanto sua residência do outro lado do lago está em obras. Sirus nunca tinha encontrado Greyson Cole antes, mas fica grato quando o homem lhe permite partilhar a cabana por alguns dias. Há espaço suficiente para que cada um pudesse se manter sozinho.
Sirus teve seu coração partido e não está interessado em uma conexão, para não falar algo mais.
Mesmo assim, Grey é, mãos para baixo, um dos homens mais sexys que Sirus já viu. Pena que ele é um idiota arrogante e seus olhos sejam tão malditamente frios. De vez em quando, porém, Sirus pensa vê uma pitada de paixão feroz no homem controlado dormindo a um quarto de distância.
Para Grey, um olhar no quase belo Sirus coloca seu pacto de celibato em sério perigo. Um problema: Grey não acredita no amor, tem até menos paciência
Disp. e Tradução: Rachael Revisora Inicial: Marcia Revisora Final: Rachael Formatação: Rachael Logo/Arte: Dyllan
com relacionamentos, e se recusa a se meter em outra parceria romântica confusa que só pode se dar mal.
Duas semanas. Dois homens duros. Ambos correndo como o inferno do amor. Cuidado. Algo tem que acontecer.
Revisoras Comentam...
Marcia: Pois é, meninas, estamos de volta a essa cabana maravilhosa onde parece que foi colocada a mão divina do amor, e dessa vez vão conhecer a história de Grey, um cara durão que não acredita no amor e está focado apenas em seu trabalho, e Sirus, um cara machucado por uma relação mal sucedida que decidiu não arriscar mais seu coração. Dois homens sem esperanças ou expectativas de um futuro amoroso. Mas, novamente, essa cabana maravilhosa, mexe seus pauzinhos e os faz ver que apesar de todos os pesares o amor está no ar, e que até mesmo eles têm um belo futuro pela frente. Mais uma vez, como sempre, a Cameron nos faz suar, e sofrer, e nos apaixonar... Vocês vão amar... Boa leitura.
Rachael: Uauuu que livro! Se vocês gostaram do primeiro vão se apaixonar por esse. O Sirus é um homem de relacionamentos e deixa isso bem claro para o Grey no primeiro encontro. Não é um homem de transas de uma noite. O Grey, é um homem fechado, sua vida se resume a família e ao trabalho, não acredita em amor e relacionamentos, e quer o Sirus por duas semanas, que é o tempo que ele ficará na cabana. Os dois cedem ao desejo, mas o que acontecerá com os sentimentos? Descubram e se apaixonem por esse casal!!! E vamos esperar pelo Noah!!!
Prólogo
Grey endureceu na visão diante dele e fez seu amaldiçoado melhor para não salivar.
Não. É. Meu. Tipo.
Ainda que o homem estivesse seminu, cheio de músculos magníficos, e de pé na arcada que levava aos quartos da cabana de Grey. A tatuagem de um mustang criada no peitoral esquerdo do homem entregava quem o tinha mandado aqui. Só sua irmã Kelsie pensaria que esse tipo de aparência rude do cara era para Grey. Bem, sua irmã, e talvez o seu melhor amigo John também.
Em momentos como este Grey amaldiçoava a semana alguns verões atrás, em que sua irmã e seu melhor amigo, finalmente se ligaram e admitiram um ao outro que estavam apaixonados. E pensar que Grey tinha fornecido à cabana, que tinha permitido que isso acontecesse. Esta cabana.
Kelsie estava muito, muito morta.
Grey nunca deveria ter dito a ela que pretendia ir para cabana.
Do outro lado da sala, o estranho agarrou a toalha na cintura e começou a ir em direção à Grey. “Quem diabos você é?” O cara rosnou. O cabelo escuro e molhado estava grudado na testa, e sua carne brilhava com umidade. O calor de seu corpo se misturou com o ar gelado pairando através da porta aberta atrás de Grey, criando um vislumbre de vapor em torno da pele do homem. “Consiga o inferno fora desta cabana agora.”
Isso tirou Grey de sua paralisia ali de pé, indo de igual para igual com um homem brutamontes que tinha que ser pelo menos de seis-pés-por-quatro. “Desculpe-me,” Grey teria batido no peito do cara para tirá-lo de seu espaço pessoal, mas imaginou que o gigante do homem nem sequer se moveria sob o empurrão, “mas esta é a minha maldita cabana, e você é o invasor de minha propriedade. Então, vá pegar suas roupas do chão, ou onde quer que no inferno estejam, e dê o fora daqui antes que eu chame as autoridades.”
“Oh.” Sua cabeça se inclinou, o cara deu um passo atrás, e grande parte da rigidez deixou sua postura. “Você é Grey? O irmão de Kelsie?”
Grey respirou fundo e resistiu ao desejo de ranger os dentes. Claro que o cara conhecia sua irmã. “Sim.” Tudo em seu exterior se assentou e acalmou. “Eu sou.”
“Sem ofensas,” o homem coçou o restolho em sua rígida — e fodidamente
sexy — mandíbula, “mas posso ver alguma identificação?”
Um, dois, três, quatro, cinco, calma, calma, calma… Fique calmo. “Sim.” Grey tirou a carteira do bolso traseiro. “Claro.” Pegou sua licença de motorista da Carolina do Norte, e a entregou ao grande homem. “Aqui está. Um Greyson Cole. Veja a foto? Este sou eu. Quer que eu lhe dê um número de telefone assim poderemos ligar para minha irmã e confirmar? Ou pode se dignar a me dizer que diabos você está fazendo em minha cabana, agora que sabe que é minha?”
“Sirus Wilder.” O homem esticou a mão, o material do apêndice ainda maior e áspero. “Tenho uma cabana do outro lado do lago. Tive um vazamento na tubulação do banheiro há três dias.”
Sirus fez careta. “O azulejo da parede do chuveiro vai ter que ser quebrado para poder consertar, e o piso do banheiro vai ter que ser substituído. Há apenas um cara que confio para fazê-lo, e ele não pode tirar tempo suficiente por mais alguns dias. De qualquer maneira, com as válvulas da casa desligadas, não tenho qualquer água. Liguei para Kelsie, e ela me mandou a chave de sua cabana. Ela me disse que eu poderia ficar aqui para poder usar o banheiro e o chuveiro até que o meu seja consertado.”
Ok, então não era exatamente uma instalação, afinal. Grey ignorou a
sensação de deflação que suspirou através dele quando aceitou que este homem não jogava em sua equipe. Não importava. Os músculos impressionantes e definidos e a cabeça com cabelos escuros e espessos, não obstante, tudo sobre Sirus Wilder gritava que ele não era seu tipo. Ainda que — Jesus Cristo — ele tivesse o peito mais insano de largo, com uma linha de pêlos que se arrastava abaixo do seu apertado-como-o-inferno estômago, onde desaparecia sob a toalha. Toalha de Grey. Merda.
Grey mudou sua postura para cobrir a contração de seu pênis. Credo, ele tinha estado celibatário por muito tempo.
Não. É. Meu. Tipo.
Sirus limpou a garganta, surpreendendo Grey em rasgar o olhar fora do peito espesso do homem, e dos mamilos acobreados de quarto-porte.
“Desculpe.” Grey cobriu rápido, “Só estava me perguntando se você vai me devolver minha licença.” Ele estendeu a mão.
“Certo.” Barras vermelhas cortaram as pronunciadas maçãs do rosto do cara. “Desculpe-me.” Sirus lhe entregou a identificação e recuou. “Deixe-me ir colocar minhas roupas e estarei fora de seu caminho.”
Grey compassou o comprimento da cabana enquanto esperava Sirus retornar. Totalmente vestido dessa vez. Por favor, Deus. Após o desastre de seu último relacionamento, Grey lembrou-se que havia renunciado aos homens para sempre. E desde que as mulheres não colocavam seu carburador em marcha, ele tinha ficado muito familiarizado com a mão esquerda nos últimos três anos. A maldição, porém, é que sentia falta de deslizar no rabo apertado de um homem e fodê-lo até que não conseguia mais se mover.
“Ok, desculpe novamente pela confusão.” Sirus surgiu completamente vestido, com uma bolsa preta jogada sobre o ombro — um ombro muito largo, coberto com flanela azul da meia-noite agora.
Merda. Grey não era de caras que vestia jeans desbotados, botas de trabalho
e flanela. “Sua irmã não deveria estar sabendo que você usaria a cabana,” Sirus acrescentou.
“Eu não apostaria nisso,” Grey murmurou baixinho.
Sirus olhou para cima, a ardósia em seus olhos se aprofundando a fumaça. “O quê?”
Engolindo a espessura súbita na garganta, Grey esfregou o peito, alisando a jaqueta de couro preto que cobria seu terno e gravata. “Nada. Só murmurando para mim mesmo.”
“Se você diz.” Sirus jogou a mochila no sofá e se moveu para pegar o casaco de um gancho ao lado da porta da frente. Quando ele encolheu os ombros em um casaco cor-de-camelo Shearling, forrado de camurça, Grey quase gozou em sua calça. O cara era tão malditamente grande. Grey não era para os grandes. Pelo menos, não maior que ele mesmo. Não tinha interesse em alguém o dominando, na cama ou fora dela.
Virando seu olhar para baixo, o único jeito de parar de olhá-lo, Grey saiu da linha para porta da frente, observando discretamente enquanto Sirus fazia seu caminho através do piso.
“Então,” Sirus parou no limiar, “obrigada pelo uso de sua cabana por alguns dias, mesmo que você não soubesse sobre isso. Sua irmã o elogia muito, então, foi bom finalmente conhecê-lo. Se você precisar de qualquer coisa enquanto estiver aqui, estou do outro lado da água. Tenha um bom dia.”
Não, não, não faça isto. Ele é um menino grande e pode cuidar de si mesmo.
“Você precisaria ficar aqui mais algumas noites?” Grey cerrou os punhos em seus lados, mesmo enquanto fazia a oferta.
Maldito do homem por mencionar Kelsie. “Você deve saber agora que aqui há dois quartos. Não preciso dos dois. Há espaço suficiente para compartilhar por pouco tempo.”
“Eu não quero incomodá-lo.”
“Você disse que não tem água.” Grey fez as palavras soarem como uma maldição. Um flash de tomar banho em um charco acima do solo balançou um pequeno estremecimento através dele; Primeiras memórias de infância, que preferia não lembrar. “Realmente não é um problema.”
Anos de negociações com pessoas que podiam lhe comprar e vender dez vezes mais trouxe seu olhar do chão para um homem que ele queria fora de sua cabana mais do que quase qualquer coisa no mundo. Olhos de ardósia escura se conectaram com os seus, e Grey engoliu o desejo imediato de retirar a oferta. “Qualquer amigo de Kelsie é bem-vindo aqui. Você pode usar o segundo quarto até que sua cabana seja reparada.”
“Obrigada.” Sirus recuou de volta, e o coração de Grey afundou. “Aprecio sua generosidade.”
“Sem problema.” Grande problema. Por que este homem não poderia ser uma daquelas pessoas que protestavam contra uma generosidade até que a outra pessoa desistisse? Ele não deveria dizer sim. “Vá em frente e acomode-se de volta,” Grey ofereceu de qualquer maneira, “e vamos ficar ao redor um do outro por alguns dias até que possa voltar para casa.”
“Ok.” Sirus atravessou o piso, seu corpo algo de uma incrível graça fluida para um homem tão grande. Fez uma pausa, direto onde tinha começado, e Grey se deslizou de volta para aqueles poucos minutos do cara em uma toalha e nada mais. Porra, Grey tinha ficado muito tempo sem ver um homem nu em pessoa. Tinha que
ser isso. Não gostava de homens musculosos. Preferia aqueles elegantemente esculpidos e aerodinâmicos, talvez alguns centímetros menor que seus próprios 1,85m de altura.
Que diabos ele tinha pensado, convidando uma pessoa que nem sequer conhecia, em sua casa? Era mais do que estúpido, era completamente arriscado. Grey deu um passo atrás, e depois outro, até que bateu contra a porta. Queria dizer a Sirus para sair, mas não conseguia. Não agora. Jesus, Grey não sabia o que diabos ele deveria fazer.
Viva com isso.
Isto tinha desastre escrito por toda parte.
Merda.
Capítulo Um
Sirus Wilder de pé dentro da cabana, silenciosamente se amaldiçoava e se xingava de dez tipos diferentes de tolo por concordar em ficar depois de dar uma olhada em Greyson Cole. Kelsie nunca tinha lhe dito que seu irmão era tão danado de lindo. 1,83m de um corpo atordoante e perfeitamente musculoso, cabelos
castanhos espessos, pele beijada pelo sol, e os olhos castanhos com manchas de âmbar mais penetrantes que Sirus já viu.
Claro, por que Kelsie mencionaria a quase perfeição física de seu irmão? Não era como se Grey apreciasse se curvar para um pau duro, ter sonhos molhados com ter a boca cheia de um pênis grosso, ou ter fantasias de gozar como um gêiser por todo o corpo de outro homem.
Sirus imaginou-se nu, e Grey se movendo para ele, afundando-se de joelhos e…
Não. Não novamente. Sirus não estava no mercado de relacionamentos, e
não fazia sexo casual. Não que isso importasse. Abotoado, elegante, e aparados em todos os sentidos, nada sobre o irmão de Kelsie falava de sexo animal quente e atrevido — Gay ou hetero. Este cara, provavelmente, colocava uma toalha grossa dobrada sob sua mulher na cama para que os lençóis não ficassem sujos. Inferno, na mente de Sirus, uma das melhores coisas sobre perder o controle era ver todo o estrago feito no rescaldo. Cair nessa mancha molhada, saber que ele tinha tirado essa reação de seu parceiro, era pura felicidade para Sirus.
Pelo menos, costumava ser. Não mais. Nada mais de cobiçar caras heteros.
Nada mais de convencer-se que luxúria era amor.
Uma dor forte torceu o peito de Sirus, mas ele rapidamente se repreendeu por deixar sua mente vagar para Paul, seu parceiro anterior, e se atirou de volta ao presente. A primeira coisa que se registrou em seu cérebro foi Greyson Cole saindo.
“Oh, ei,” Sirus largou a bolsa no chão, “precisa de alguma ajuda para trazer qualquer coisa para dentro?”
“O quê?” Grey fez uma pausa, erguendo rapidamente a cabeça de onde estava fora da porta.
Ele olhou para Sirus, mal fez contato visual, e depois desviou o olhar, fazendo Sirus se perguntar se a palavra ‘assassino’ estava gravada em sua testa.
“Ajuda?” Sirus solicitou. “Precisa de alguma ajuda para trazer suas coisas do carro?”
“Oh, não, tudo bem. Eu me viro.” Grey abotoou o casaco de couro, uma vestimenta que não faria nem um bocado maldito de bem para mantê-lo aquecido
no alto dessas montanhas nesta época do ano. “Obrigado pela oferta, no entanto. Umm, sim, você faz suas coisas e eu farei as minhas.” Grey apontou na direção geral dos degraus que levavam ao caminho de terra. “Volto logo.”
Sirus assistiu de uma dúzia de metros longe enquanto Grey se endireitava, fazendo uma virada muito precisa, e descendo os degraus no mesmo ritmo. Se Sirus não soubesse melhor, ele diria que o janota tinha um cabo de vassoura enfiado todo o caminho em sua bunda, direto para sua espinha.
Bem, inferno. Ele já podia dizer que Greyson Cole seria tonelada de diversão.
Maravilhoso.
* * * * *
Grey ficou escondido em seu quarto o tanto que pôde. Tomou seu tempo para desembalar as malas, não vendo qualquer ponto em viver fora de uma mala e de uma bolsa quando planejava ficar aqui por duas semanas, pelo menos.
A verdade era; Grey estava malditamente tentado a morar na cabana da montanha. Uma epidemia de romance tinha estourado em toda Raleigh, indo todo o caminho de volta para quando ele havia tomado à decisão de se tornar celibatário. Havia alcançado um ponto de ruptura com a felicidade de outras pessoas quando Kelsie e John lhe disseram que esperavam o primeiro filho, previsto para junho. Não era que Grey não estivesse feliz por eles; Deus sabia que tinham levado muito tempo para ficar juntos, e foram claramente feitos um pro outro. Mas o pensamento de saber que logo seria “Tio Grey” o teve anunciando que precisava de um tempo longe dos negócios e que planejava sair da cidade. Ver a dor nos olhos castanhos de sua irmã, um espelho dos seus próprios, quase o teve cedendo.
Mais tarde naquele dia um de seus funcionários invadiu os escritórios e anunciou seu noivado.
Grey fez uma rápida ligação para sua irmã, lhe disse que ficaria em contato por telefone, e foi para casa fazer as malas.
Isso tinha sido ontem. Dia dos namorados, por Cristo. O quão adorável esta cabana tinha parecido na mente de Grey, ontem.
Hoje, tinha um sexy-como-o-inferno de um estranho compartilhando seu único lugar de solidão, e dormindo com apenas uma parede entre eles. Foda-se. Grey se perguntou se Sirus dormia nu. Ele simplesmente sabia que o homem irradiaria calor como um forno e se sentiria incrível para se enroscar contra uma noite fria. Apostava que Sirus colheria o parceiro e o cobriria com seu corpo grande, provavelmente, acordaria aninhado contra os cabelos finos da nuca dessa pessoa também.
Oh, não, não, não. Grey não gostava desse tipo de merda. Era grande em um filme ou um livro, mas na realidade, uma pessoa precisava de seu próprio espaço para respirar livremente. Tinha aparecido em sua vida real, muitas vezes, porém, outros homens ridiculamente tentados a despir sua alma no primeiro encontro, e se tornaram pegajosos e carentes pelo terceiro. Grey estremecia só de pensar nisso. Ele não conseguia se imaginar nunca revelando seus segredos mais pessoais e seus medos, ainda que as outras pessoas tivessem dado tudo de si mesmo como doces de Halloween. Ele não entendia isso nem um pedaço maldito. E já estava cansado de encontros ou namorado tentando fazê-lo se sentir culpado ou a manipulá-lo a cortar uma veia para poder vê-lo sangrar. Grey jamais ia derramar suas entranhas para um parceiro. Se for isso o que era preciso para sair em mais de um encontro com uma pessoa hoje em dia, Grey seguiu em frente e decidiu que não precisava mais fazer isso. Estar só por uma noite, realmente não combinava com ele também, de forma que deixou tudo de lado e começou a puxar o bandido caolho sozinho. Havia coisas piores no mundo.
Uma batida suave soou na porta. “Grey?” A voz rica de Sirus atravessou a madeira.
“Você está com fome? Fiz o jantar. Há mais do que o suficiente para dois.”
Falando de coisas piores… Grey não conseguia tirar a visão quase selvagem
do rosto plano de Sirus fora de sua mente, mais atraente do que aqueles olhos de ardósia profunda. O cara era construído com músculos de aço, mas seus olhos lhe disseram que ele não passava todo tempo pensando em seu corpo e o trabalhando em uma academia. Inteligência. Esta era mil vezes mais perigosa do que a perfeição do físico de Sirus Wilder.
Grey se afundou e fechou os olhos. “Estarei aí.” Esfregou a fadiga do rosto. “Obrigado.”
“Sem problema.” Sapatos pesados rangeram a madeira do piso de taco, dizendo a Grey que Sirus tinha ido embora. Tomando um momento para lembrar-se de que nenhuma transação de negócios — ou homem — o tinha vencido ainda, respirou fundo, deu-se um discurso para ser forte, e se juntou a seu companheiro de cabana temporário para uma refeição.
* * * * *
Sirus brincava com as últimas mordidas de seu frango e legumes cozidos no vapor. Silêncio espesso pairava pesado no ar, e do outro lado da pequena mesa, Grey fazia um monte de olhar para seu prato agora vazio. Ninguém jamais tinha chamado Sirus de boca-motor, mas ele normalmente podia manter uma conversa decente, até com alguém que realmente não conhecia. Este homem, no entanto, o fazia se sentir com a língua-presa. Ele fodidamente não estava entendendo. Não se dando mais tempo para pensar, deixou escapar, “Posso te fazer uma perguntar idiota?”
O foco de Grey se arrebatou de seu prato, encontrando o olhar de Sirus. “Claro.” Seus lábios diluíram e sua mandíbula apertou. “Embora agora me sinta como um tolo se não puder respondê-la.”
Grey não deu um sorriso quando fez o comentário, mas Sirus fez. “Imagino que você raramente — ou nunca — tenha que se preocupar em parecer tolo.”
“Gosto de estar preparado,” Grey respondeu. “Este é só um bom negócio.” Sirus apostaria dinheiro que Greyson Cole tinha feito esse o seu lema em todos os aspectos de sua vida.
Mesmo sentado aqui no jantar, de férias, seu jeans e camisa abotoada pareciam feitas sob medida para ele. Merda. Elas provavelmente foram.
Tomando um gole de seu chá, Grey falou por trás da beirada do copo. “O que você quer me perguntar?”
Sirus tentou esconder o sorriso. “Na verdade, minha pergunta é sobre seus negócios.”
A rigidez de Grey não se soltou nem um pouco. “Então, diferente de meu parceiro, não há ninguém mais qualificado para responder do que eu. Faça.”
Então, sem brincadeira ou conversa fiada. Cheque. “Bem, eu já encontrei
John em um par de ocasiões agora, e ele mencionou que vocês possuem uma empresa capitalista de risco.” Com o rosto aquecido, Sirus adicionou, “Só estava me perguntando o que isso significa exatamente. O que você e John fazem?”
Ele rapidamente levantou a mão. “A versão reduzida já fará muito bem.” “Reduzida?” O tom de Grey fez soar como se Sirus o tivesse insultado. “Ok. Bem, digamos que você tem uma grande ideia, ou mesmo apenas uma ideia realmente boa, mas talvez radical. Você precisa de ajuda para passá-la pela primeira fase, e lançá-la em algo grande.”
“Você precisa de capital, talvez mais do que um banco lhe daria com base em apenas ter um grande conceito. Você vem até nós, faz um lance, e se acharmos que você tem uma boa cabeça em cima dos ombros, e que tudo que precisa para tornar seu sonho um sucesso, é o dinheiro, então, com os investidores que eu e John buscamos, nós conseguimos o dinheiro para você e o ajudamos nas etapas para criar um negócio rentável. Temos sido muito bem sucedidos em ler as pessoas e saber que risco tomar. Quando os lucros começam a aparecer, recolhemos algumas dessas recompensas, assim como os investidores. Eventualmente, a maioria dos donos do negócio compra nossa porcentagem e continua a ser muito bem sucedido sozinho, mas alguns ficam conosco, sendo porque sentem que precisam do apoio que oferecemos, ou sabem que querem continuar crescendo e vão precisar de mais dinheiro para arriscar. É isso que faço.” Grey finalmente sorriu, e isso foi irônico… e totalmente sexy. “A versão reduzida.”
Sirus teve a graça de corar. “Desculpe por isso.”
“Está tudo bem.” Grey se recostou em sua cadeira e esticou as pernas, cruzando-as nos tornozelos. “O que você faz?”
“Eu dirijo um caminhão.” Sirus resistiu ao desejo visceral de se desculpar por sua existência operária. “Longe de tão fascinante quanto o que você e John fazem, mas eu gosto. Consegui ver muito do país através da direção, e tenho meu próprio equipamento, assim faço meus próprios horários. Não há ninguém a quem eu tenha que reportar, e por isso eu posso ir e vir como me agradar e viver com muito ou
pouco dinheiro, como me convir. Na verdade, encontrei minha cabana ao conhecer alguém, em uma de minhas rotas. Vinha por estas montanhas e em mais um par de cidades, aí quebrei, e tive que passar algumas noites com os moradores. Conheci a mulher que possuía todas as quatro cabanas antes que ela as colocasse no mercado. Estávamos conversando sobre o que fazíamos entre alguns hambúrgueres e batatas fritas. Quando ela me disse que tinha um punhado de cabanas nos quatro cantos de um lago, eu disse, ‘Se você quiser vender uma, me liga’. Ela riu e me disse que as estava deixando prontas para venda. Trouxe-me para dar uma olhada no dia seguinte, e comprei a que está de frente a esta. Vi a água e estas montanhas e sabia que voltaria para casa.”
“De onde você é originalmente?”
“Cresci em DC. A maior parte da minha família ainda mora lá.”
Grey se estabeleceu e cruzou os braços sobre o peito. “Família grande?” “Grande o suficiente.” Sirus sorriu, mas ao mesmo tempo, seu peito apertou com velhas feridas. Melhor não pensar sobre isso. Você não pode mudá-las. O sorriso em seus lábios endureceu, mas ele o forçou a permanecer lá. “Mamãe e papai, quatro irmãos, e uma irmã.”
“Onde você foi para a faculdade?”
“Não fui.” Tentando lutar contra isso, Sirus não pôde pisar sobre a reação instintiva de justificar sua falta de educação estruturada. “Fiz relativamente bem o segundo grau, mas sempre me senti confinado, como se não conseguisse respirar. Faculdade não parecia bem para mim, então não fui.”
“Suponho que já que é o único aqui, que você não é casado, e não tem uma esposa encalhada em sua cabana sem água.”
Sirus torceu a cabeça para o lado e estudou Grey um pouco mais atentamente. “Não. Não sou casado.”
“Já foi?” Grey perguntou, mal deixando uma pausa entre uma resposta e sua próxima pergunta. “É divorciado?”
“Nunca fui casado.”
“Que tal comprometido?”
“Nem mesmo comprometido.” Sirus cruzou os braços sobre o peito e perfurou o homem com um olhar firme. “Gostaria de saber minha filiação política a
seguir? Talvez quanto que paguei por minha cabana? Ou talvez, se ou não eu reivindico uma religião em particular?”
Grey se sentou reto em frente à Sirus e nem sequer vacilou na secura de seu tom, muito menos mostrou alguma reação em seu rosto quando Sirus continuou. “Quantas perguntas você consegue responder antes que eu comece a fazer outra a você?”
Grey levantou uma sobrancelha, mas diferente disso não respondeu.
De repente precisava se mover, sentindo como se o homem pudesse ver através de suas roupas direto em sua alma, Sirus agarrou seu prato e se levantou. Moveu-se para a pia, mas fez uma pausa antes de ligar a água. Olhou por cima do ombro para a mesa onde Grey ainda estava sentado. “Está tentando descobrir se vou tosquiá-lo na calada da noite enquanto você dorme? O que exatamente você está querendo saber sobre mim com todas essas perguntas, Grey?”
A cara de pau de Greyson Cole permaneceu firme no lugar. “Só tentando fazer conversa.”
“Agora, por que eu não acredito nisso?”
Grey se levantou e se moveu para a pia para lavar seu prato também. Tão de perto, o cara de alguma maneira exalava uma fria dominação — enquanto ao mesmo tempo, tornava difícil para Sirus encontrar a respiração. “Você não tem que acreditar.” A voz de Grey cheirava a comando silencioso. “Não te devo nada.”
Rangendo os dentes, Sirus respondeu. “Idem.”
O ar no cômodo foi carregado com eletricidade, criando uma tensão que Sirus podia sentir como um toque em sua carne.
Ainda de pé, ali tão perto, Grey de alguma forma conseguiu deixar a água correr, lavou o prato e o colocou na máquina de lavar, sem nunca desistir de sua posição. “Então estamos entendidos,” ele finalmente disse. “Bom.” Com isso, ele saiu, deixando Sirus de pé na cozinha sozinho, atordoado, e confuso.
Capítulo Dois
Horas mais tarde Grey rolava na cama, amaldiçoando sua incapacidade de dormir. Ele sabia que caralho o estava mantendo acordado também: Seu comportamento com Sirus após o jantar. Porra. Não sabia que diabo tinha dado nele. Sirus estava apenas tentando ter uma conversa perfeitamente agradável, e Grey teve que transformá-la em interrogatório. Poderia muito bem ter colocado uma luz brilhante no homem e lido seus direitos. Se alguma vez tivesse agido assim com um de seus investidores ou clientes, estaria fora milhões de dólares ou um empreendimento lucrativo em potencial.
Sirus não é um negócio, idiota.
Grey rosnou no escuro quando seu pênis se agitou no moletom, lembrando-o o quão pouco Sirus tinha a ver com sua vida de volta para casa. Nunca se deixava sequer pensar em seus clientes e investidores como tendo qualquer tipo de vida além dos negócios, e muito menos vê-los como seres sexuais. Gostava de ter um negócio bem sucedido e um telhado sobre sua cabeça, que esse dito negócio fornecia, e pretendia manter sua vida próspera por um longo tempo. A maneira mais rápida de matar esse sucesso seria atravessar a linha e golpear clientes, empregados, ou investidores.
Sirus não é nenhuma dessas coisas, idiota.
Não, Sirus não tinha nada a ver com os negócios de Grey, então não entendia o que no inferno tinha dado nele para começar a atormentar o homem tão duro na cozinha. Estava claro que o cara só queria conversar e ter uma noite agradável. Não entanto, enquanto sentado em frente à Sirus na cozinha, os sinos profundos de
alerta vibraram alto em seu interior. Por instinto, tinha virado a conversa para questionamento. Nunca dê a eles nada real de você primeiro. Grey vivia com essa filosofia na maior parte de sua vida, tinha sido assim em sua adolescência, antes de colocar a frase em seu pensamento, algo que, eventualmente, arraigara em seu ser. Havia alcançado grande sucesso no segundo grau, faculdade, e nos negócios, permanecendo fiel a essas palavras.
Sirus não queria conhecer sua alma, seu idiota. Ele fez uma pergunta em uma conversa do jantar, foi você quem foi ao fundo do poço.
Uma razão, e apenas uma razão agitou a mente de Grey para explicar — embora não justificasse — seu comportamento. Três anos sem um encontro. O fato era; Não sabia mais como conversar com as pessoas quando não se relacionava ao trabalho. Diferente de sua irmã e John, todos em sua vida tinham vínculos com seu trabalho. Inferno, até John tinha, aliás. Grey podia ligar o trabalho com trocas de ideia por instinto. Até esta noite, não tinha percebido quão enferrujadas suas habilidades sociais se tornaram. Bufou no pensamento. Talvez compartilhar uma cabana com Sirus por alguns dias, não seria tão ruim. Poderia praticar conversa banal e sem sentido, e afiar suas habilidades. Costumava ser malditamente bom para conversar tolices. Tinha que ser. Se não tivesse um monte de porcarias prontas para quando saísse em seus encontros, poderia derramar suas entranhas como qualquer outra pessoa no mundo fazia.
Grey não derramava suas entranhas. No alto desse lembrete, ele brutalmente se puniu, pois Sirus não tinha pedido qualquer informação verdadeiramente pessoal. O homem teve zero interesse em sua vida além de um muito obrigado por lhe dar o uso de um quarto e, portanto Gray não tinha nenhuma razão real para se sentir tão culpado por seu comportamento. No entanto, ainda assim, não conseguia dormir. Debatia-se que sua insônia deveria estar relacionada a algo completamente diferente.
Talvez estivesse preocupado por estar longe dos negócios. Tinha comprado esta cabana há cinco anos, mas a verdade era que nunca a tinha usado. Sua irmã tinha ficado aqui mais do que ele. Ao comprar o lugar, tinha grandes planos de tirar regularmente longos finais de semana para relaxar, mas quando se tratava disso, ele sempre tinha negócios urgentes que tinham prioridade sobre as férias. Não
estava acostumado a ficar afastado do trabalho, mas hoje tinha rapidamente, sem qualquer planejamento, se tirado fora de sua rotina. Isso tinha que ser a razão de não conseguir dormir. Talvez se apenas verificasse seu e-mail e lesse algumas propostas, pudesse se certificar de que tudo em Raleigh estava bem sem ele. Talvez, então, ele pudesse deixar-se relaxar o suficiente para conseguir algum descanso tão necessário.
Rastejando fora da cama, Grey inalou nitidamente quando seus pés descalços encontraram o piso de taco, atraindo um calafrio. Não costumava dormir em mais do que um par de moletons, mas poderia ter que reconsiderar isso enquanto estivesse aqui nas montanhas. Moveu-se pelo corredor em silêncio, não querendo perturbar seu companheiro de cabana. O cara tinha um furor para ele, e enquanto seu instinto foi para inchar ainda maior e intimidá-lo com sua presença e inteligência, o fato era que Sirus Wilder poderia reorganizar o rosto e os órgãos internos de uma pessoa com alguns socos rápidos. Grey não era um homem estúpido, e não tinha descontado essa ideia nem por um segundo.
Exceto quando você agiu como um idiota durante o jantar, incitando a ira do homem sem pensar duas vezes.
Grey rosnou, comandando a voz babaca em sua cabeça para calar a boca infernal e ir dormir. Estava no processo de amaldiçoar-se por fazer barulho e, possivelmente, incomodar Sirus quando o rangido de um colchão de molas chamou sua atenção para a porta do quarto do mesmo homem — e para o fato de que estava apenas parcialmente fechada. O som de chiado veio novamente, e dessa vez seguido por um baixo e surdo gemido que o atravessou com mais potência do que o uísque mais caro do mercado. Seu pênis se agitou em uma tenda em seu moletom, forçando-o a abafar um gemido seu próprio enquanto se movia em direção ao quarto de Sirus. Logo antes de alcançar a porta, Grey encostou contra a parede do corredor, angulou o ombro no gesso, e deslizou um olhar de soslaio para dentro.
Jesus Santo Cristo.
O homem estava nu, e porra, era impressionante. Sem toalha dessa vez, Sirus estava enrolado em cima da colcha em uma flagrante nudez gloriosa. Grey engoliu em seco na imagem que o homem criava. Os ângulos contundentes de seu rosto pareciam mais duros, com sombras mais profundas preenchendo os lugares
mais ásperos. Uma linha fina e leve destacava uma boca sensual, entreaberta com uma quase muda respiração rápida. Um feixe largo de luar destacava os ombros e peito musculoso, o corte definido do estômago, as pernas longas e levemente peludas. O tom verde-oliva profundo de sua pele reluzia com quase um tom de bronze na luz natural da lua. Além disso, Grey continuava lançando seu foco de volta uma e outra vez, enquanto tentava processar mentalmente cada pedaço de Sirus Wilder, sua grande mão… Acariciava seu ainda maior e completamente-ereto, pênis.
Jesus Santo Cristo.
O homem realmente era enorme por toda parte. Grey não podia sequer arriscar um palpite sobre o cinturão e comprimento, mas porra, o pau de Sirus certamente combinava com seu corpo, não havia nenhuma dúvida sobre isso. Sua boca regou enquanto olhava, extasiado, como a cabeça brilhante do pau de Sirus entrava e saía de vista com cada puxão da mão do homem. Porra, Grey amava a boca cheia com um pau. Ele provavelmente ansiava dar uma chupada, tanto quanto ansiava por recebê-las. Sentia falta do calor suave do pau de outro homem empurrando através de seus lábios, de conseguir a primeira pitada salgada de pré-semem em sua língua, ou o deslizamento lento se construindo de seu parceiro empurrando o comprimento para dentro, enchendo sua boca com cada centímetro de seu pau. Jesus, Gray teria que relaxar a garganta e trabalhar duro para tomar Sirus inteiro, mas seu queixo caiu aberto um pouquinho bem onde estava, e imaginou o prazer em aprender a tomá-lo.
Sirus de repente começou a bombear seu pênis mais rápido através do punho apertado de sua mão, e seu corpo se contorceu todo na cama, do jeito que uma pessoa só deixava acontecer quando sabia que estava sozinha. Profundos ruídos necessários e luxuriantes escapavam daquela fodida boca adorável, vibrando em uma frequência através do ar que o atingiu como uma onda afiada e palpável.
Incapaz de se afastar ou mesmo virar a cabeça, Grey empurrou a frente de seu moletom e livrou sua ereção, tomando-a firmemente na mão. A sensação primorosa correu através dele enquanto acariciava seu pênis no tempo com os movimentos de Sirus. Manteve-se em um aperto dolorosamente forte, imaginando
que Sirus teria uma mão áspera e daria um puxão castigado a um pênis — tal como parecia dar a si mesmo agora.
Hipnotizado, Grey assistiu Sirus deslizar a mão por cima de seu corpo e enfiar dois dedos na boca, molhando-os, e então os esfregar de um lado para o outro sobre os grandes mamilos, beliscando a carne mais escura até que ambas as pontas se destacavam em pontos, fazendo Grey querer beliscá-los para ver se ele gritaria de prazer. Seu pênis saltou em sua mão e suas bolas puxaram pesadas com porra, implorando por um toque áspero. Quase gemeu com a necessidade, e só então, Sirus arrastou em seu comprimento e continuou indo, chegando entre as pernas. Brincou com suas bolas, alternando entre rodar e puxar seu saco — exatamente como precisava também. Rapidamente seguiu o exemplo, tomando seu peso com um bom puxão; Mudando de trás para frente entre seu membro e suas bolas até que não foi suficiente e ele usou as duas mãos, mordendo o lábio e lutando para combater a necessidade de lançamento.
“Mmm… Sim…” A voz profunda de Sirus se arrastou pela noite. Embora ele tivesse os olhos fechados e parecesse estar a mil quilômetros de distância em fantasia, era como se tivesse aproveitado a deixa da necessidade silenciosa de Grey. Ele segurou com as duas mãos os testículos e pênis, espalhou as pernas largas, cavou os calcanhares nos lençóis, e empurrou os quadris a sério com cada movimento. Grey achava nunca ter visto tal beleza pura masculina como viu em Sirus Wilder nesse momento, com a boca aberta e a pele esticada tensa sobre as maçãs cortantes do rosto, transpiração brilhando sobre cada centímetro de seu corpo, lançava cada linha definida de músculo duro em uma perfeição pura e sombreada.
O corpo inteiro de Grey zumbiu com a sensação e ele jurou por Deus que se sentia como se milhares de línguas lambessem toda sua carne, enviando suas terminações nervosas em um frenesi. Com o olhar bloqueado em Sirus, apunhalou sua ereção mais e mais rápida, indiferente que não tivesse lubrificação o suficiente e doesse um pouco. Doía por toda parte com a necessidade de gozar e não conseguia parar. Grey começou a empurrar os quadris em contraponto com as punhaladas de Sirus, imaginando que tinha seu pênis enterrado bem no fundo de
seu cu, e que cada vez que ele descia, Grey empurrava para cima, tomando o canal macio do homem até o cabo.
Tinha sido há tanto tempo desde que tinha tomado outro homem, de qualquer forma, quase choramingou no inferno imaginado do apertado buraco aquecido de Sirus sufocando seu pênis com calor abafado. As estocadas de seu quadril ficaram irregulares e fora de ritmo e ele começou a vazar pré-semem mais do que suficiente para lubrificar seu comprimento para o trabalho. Suas bolas espremeram e puxaram ultra apertadas ao corpo, tão rápido que nem sentiu o golpe final do jogo antes que o alcançasse e o empurrasse direto ao orgasmo.
“Ohhh, fooooda...” Ele cerrou os dentes enquanto empurrava e lançava, pulverizando porra com o mais quente choque de prazer, não parando até cuspir uma meia-dúzia de linhas leitosas sobre o umbral da porta e no chão.
Um grito rouco e masculino arrancou os olhos de Grey abertos e direto para a imagem dos quadris de Sirus se empurrando no ar, atirando uma carga no peito e pescoço… Os olhos arregalados, olhando direto para Grey enquanto o fazia. Com desejo, e não repulsa, em seu olhar.
Oh, merda.
Sirus era gay. E, além disso, Grey pôde ver nos olhos do homem: Sirus agora sabia que Grey também era.
Não, não, não. Ele não precisava desse tipo de complicação agora.
Grey puxou cada disciplina que já tinha ensinado a si mesmo em ação, e não desviou o olhar de Sirus. Ao invés, encarou o outro homem sem vacilar ou piscar, educando suas feições para a indiferença, enfiou o pênis de volta em seu moletom, e foi embora.
Nunca os deixe vê-lo suar.
* * * * *
Grey rolou na cama e esticou os braços e pernas, gemendo quando um feixe de luz solar bateu direto em seu rosto, cegando-o o suficiente para fazê-lo estalar os olhos fechados em protesto. “Ohhh, Cristo Todo-poderoso.” Cavou as palmas na testa, tentando reprimir a dor surda que já se formava ali. “Ótima maneira de
começar umas férias.” Olhou no relógio digital na mesa de cabeceira, injuriando na hora tão cedo. Sete horas da manhã; Ele tinha conseguido duas horas inteiras de sono. Grande. Sabia que era um milagre que tivesse conseguido essa pequena quantia e não se incomodou em enterrar a cabeça no travesseiro para mais. “Levante-se, levante-se, levante-se.” Com o corpo protestando a cada movimento, empurrou-se para a posição sentada e forçou-se a se levantar. Um de seus maiores segredos era o quanto detestava levantar de manhã. Para os propósitos da escola, faculdade, e trabalho, tinha se treinado a fazê-lo, mas aos trinta e três anos, ainda tinha que se dar um estímulo de fala todas as manhãs, a fim de conseguir se mover. Agarrou as roupas, mas seus pés se arrastavam especialmente pesados hoje, sabendo que não teria como adiar enfrentar Sirus para sempre.
Puta merda, Grey ainda não conseguia acreditar no que tinha deixado acontecer. Nunca deveria ter invadido a privacidade de Sirus em primeiro lugar, mas, além disso, deveria ter exibido algum controle pessoal. Não era nenhum maldito menino de dez anos puxando o pau pela primeira vez; Sabia como ignorar e se afastar da excitação e estimulação sexual, e vinha fazendo isso há anos. Nunca tinha mentido para si mesmo sobre ser gay, mas isso não significava que saltava em cada homem que mostrava interesse por ele. Porra, ele acabara recentemente de recusar discretamente um convite de um inferno de um advogado sexy que trabalhava para um de seus investidores. Grey sabia malditamente bem como se afastar de coisas que ele queria.
Só não sabia por que não tinha conseguido se afastar da porta de Sirus ontem à noite.
“Não importa o porquê, porra.” Grey trancou a porta do banheiro e se olhou no espelho, o tom áspero. Falar em voz alta sempre o forçava a processar o significado por trás de suas palavras de outra forma, ajudando-o a bater no ponto. “Basta certificar-se malditamente bem de que não aconteça de novo.” A imagem do corpo belo de Sirus, e a intensidade rígida de seu rosto se materializaram como um espectro na frente de seus olhos, fazendo-o ansiar por corpos suados, entrelaçados e quentes, e beijos de boca aberta. Num arranque, a imagem se tornou mais gráfica e Grey viu-se enrolado naquela colcha com Sirus, só que dessa vez, sentia quase
mais do que se via, virar, espalhar-se aberto, e implorar a Sirus pela foda de sua vida.
Grey se virou, com o coração disparado e as pernas tremendo como as de um potro recém-nascido.
O que diabos havia de errado com ele? Grey nunca foi parte inferior. Nunca.
Capítulo Três
“Oh, sim, sim…” Grey cavou o lado de seu rosto no colchão e enfiou a bunda para cima com cada empurrão áspero para baixo do pênis de Sirus. “Foda-me, homem, foda-me duro!” Em resposta, Sirus agarrou seus quadris e dirigiu seu comprimento enorme para casa, rasgando-o aberto e expondo sua fraqueza em todos os sentidos. “Ahh!” Grey sacudiu de repente assustado em tomá-lo — e quase cortou o dedo fora, quando saiu de sua fantasia e se encontrou de pé na cozinha tentando fatiar um tomate.
Amaldiçoando realmente dessa vez, Grey jogou a faca na pia e enfiou o dedo na boca, o sanduíche esquecido. Olhou para o relógio enquanto ia para o banheiro procurar algum antisséptico e gaze, surpreso ao ver que era quase seis horas. Tinha começado a fazer o sanduíche quase uma hora atrás, mas como o dia todo hoje, seus pensamentos continuavam se voltando para Sirus, puxando-o em um devaneio que parecia um inferno de um lote inteiro como um pesadelo.
Eu não dou uma merda. Inferno, ele nem sequer lhes deu mais.
Saindo do chuveiro esta manhã, Grey tinha se intimado psicologicamente a olhar Sirus e enfrentar o que tinha acontecido mais cedo, se recusando a esconder-se do homem só porque viram um ao outro esconder-se masturbando. Só que, ao sair do banheiro, com um discurso todo preparado, Sirus estava longe de ser encontrado. Imaginou qualquer uma de uma dúzia de possibilidades do por que o outro homem estaria fora, e não ter que suar ao adiar a conversa desconfortável. Agora, quase uma dúzia de horas depois, sem nenhum sinal dele, Grey se perguntava se seu ato de voyeur teria corrido com o cara da cabana para sempre.
Com a bandagem assegurada no dedo indicador, Grey se arrancou para o quarto de Sirus, e abriu caminho para dentro, puxando as gavetas da cômoda e as portas do armário abertas, em busca de roupas, só para encontrar espaço vazio após espaço vazio, onde pelo menos um suéter ou um par de jeans deveriam estar.
“Foda-se.” Grey girou em um círculo, enterrando as mãos no cabelo. “Eu corri com ele.”
Ótimo. O homem preferia viver em uma cabana sem água corrente do que arriscar que Grey o espionasse novamente. Perfeito. Simplesmente perfeito. Sua irmã ia matá-lo.
Grey se virou para o espelho e inclinou, apoiando as mãos sobre a cômoda. “Não, ela não vai,” ele falou com seu reflexo, “porque você está indo até a cabana de Sirus e vai consertar essa bagunça que você fez.” Ele notou a selvageria em seus olhos e a desordem de seu cabelo, e rapidamente se endireitou, forçando-se a respirar normalmente. “Obtenha o controle da situação, Greyson.” Penteou o cabelo em ordem com os dedos. “Não seja um bichano. Faça isso agora, antes que se descontrole.”
Tomando mais algumas respirações para acalmar o caos que muitas vezes tinha tentado afiar seu caminho em seu mundo, Grey fechou o armário e todas as gavetas que tinha aberto, pegou o casaco do gancho na porta, e foi em busca de seu companheiro de quarto fugitivo.
* * * * *
Grey desligou o motor da lancha logo antes de alcançar a doca de Sirus. Pelo menos, ele esperava que fosse a doca dele. Sirus tinha dito ‘a cabana do outro lado do lago’ ontem à noite durante o interrogatório de Grey no jantar, e esperava que o cara não tivesse realmente falado em termos mais gerais que pudesse incluir as cabanas do leste e oeste da água. Amarrou o barco e içou-se sobre a doca, enfiou as mãos nos bolsos do jeans, e marchou até o declive de terra para uma cabana que parecia um pouco menor que a sua. Quando foi se aproximando, os sons debulhados do Guns-n-Roses com Welcome to the Jungle atingiram seus ouvidos,
lhe extraindo uma risada. Sim, estava no lugar certo. Sirus Wilder simplesmente parecia ser um cara do tipo de música rock da velha escola.
Subindo os degraus de dois em dois, Grey deu um golpe forte na porta e inclinou seu peso atrás nos calcanhares para esperar. A música não parou e ninguém respondeu, então, depois de um minuto, Grey bateu de novo, e depois mais uma vez, sem nenhuma resposta. Tentou a maçaneta, não muito surpreso por encontrá-la destrancada.
“Olá?” Ele gritou, dando apenas alguns passos para dentro. “Sirus? É Grey.” Nada além da música continuou a saudá-lo. G-n-R partiu para a próxima faixa no CD, ou possivelmente uma fita, ou disco. Duvidava que fosse um iPod configurado. Sirus o tinha atingido como um retrocesso em muitas maneiras, embora não soubesse bem por que tinha colocado esse rótulo no homem.
“Sirus?” Não obtendo qualquer resposta, Grey foi em frente e fechou a porta atrás dele antes que o ar mais frio se varresse para dentro. Uma sala se sentava à sua esquerda, feita em um caloroso verde-musgo e profundo azul da meia-noite, com toques de couro marrom. Uma lareira de tijolos dominava a parede lateral.
Seguiu a parede que dividia a entrada para sua direita até alcançar uma abertura, parando para dar uma espiada no que sabia seria a cozinha. As madeiras escuras de alguma forma fazia a área parecer aconchegantes ao invés de úmida ou cavernosa, e um tapete tecido multicolorido se sentava sob uma mesa com duas cadeiras, iluminando o espaço pequeno.
Grey se virou. “Sirus? Você está aqui?” Fez uma última tentativa para tornar sua presença conhecida, não deixando nada ao acaso quando atravessou a sala para uma abertura na parte traseira da cabana. Entrou em um pequeno corredor com duas portas, a primeira do banheiro, e o quarto de Sirus na segunda. Passando os olhos o mais rápido que pôde, de propósito não notou nada além de um cobertor xadrez tartan e uma pilha de travesseiros cobertos em tecido branco como a neve antes de chicotear a cabeça para trás e ir direto para a porta da frente. Não precisava ter uma visão completa de onde Sirus Wilder deitava seu corpo impressionante para dormir todas as noites.
A música continuava a estrondar, então Grey desceu os degraus e circulou a cabana, seguindo a parede até chegar à parte de trás. Um galpão grande e aberto
apareceu a alguns vinte e cinco metros de distância. Luz brilhava através das portas duplas abertas e, quando Grey chegou perto o suficiente para espiar dentro, ele mudou de ideia sobre seu companheiro de quarto temporário novamente.
Uma dúzia de luzes mecânicas se pendurava de vários pontos no teto, lançando a área inteira em iluminação amarela quente. Perfeitamente alinhado em um piso de tábuas, e igualmente bem construídas paredes e telhado, havia intensificado este galpão há uma dúzia de níveis do descuidado para um espaço de trabalho sério.
Além de uma serra circular e ferramentas elétricas, outras maquinarias também enchiam uma pequena porção da área. Grey processou que pedaços enormes de madeira, pedra e chapas de metal foram enfileiradas à parede dos fundos. Deu a tudo isso um olhar superficial, então o moveu e olhou na área na extremidade da parede da direita e quase engasgou.
Puta merda.
Três maravilhosas peças de escultura tomavam a lateral-direita do espaço de trabalho.
Cada escultura combinava ideias abstratas com o que era claramente a forma humana criada em obras de impressionante beleza. Havia outras peças mais literais também, algumas em tamanho real, outras menores. Várias telas e placas de madeira esculpidas se debruçavam aqui e ali, assumindo a parte de trás do grande espaço.
Puta merda.
Sirus não estava construindo prateleiras nesta oficina. O homem era um artista.
E nesse momento — Grey mudou seu foco novamente e respirou através da visão em pé diante dele — esse artista trabalhava em uma mesa no centro do salão, de costas para as portas abertas, e nenhuma camisa à vista.
Puta merda, de novo.
Grey enrolou as mãos em seus lados, coçando para deslizar os dedos sobre as cordas espessas de músculos que afilavam até um par de jeans confortáveis que encerravam um rabo apertado em longas e musculosas pernas. O cabelo escuro se agarrava ao pescoço de Sirus, molhado com o suor que escorria em regatos
atraentes por suas costas, onde amorteciam no cós da calça. Sem cinto, a cintura havia descido, fazendo o pau de Grey contrair quando se imaginou arrancando-as, curvando Sirus sobre a mesa de trabalho, e arando a bunda firme do homem até que ele gritasse com a necessidade de gozar.
Movendo-se no espaço de trabalho, Grey viu uma gota de suor começando direto no topo da coluna de Sirus. Concentrou-se nela com o objetivo de lapidá-la com a língua antes que desaparecesse dentro do jeans. Então, desde que já estaria de joelhos, poderia simplesmente tomar um gostinho do que aquelas bochechas do rabo apertado mantinha escondido; Depois, viraria Sirus, bateria o rosto na virilha do cara e aspiraria profundamente o cheiro almiscarado de homem que não sentia ultrapassar suas narinas por tanto tempo. Grey podia praticamente sentir o gosto do suor salgado banhando sua língua.
Crash!
Com a mente totalmente presa em lamber Sirus todo, Grey tropeçou em um fio atravessando todo o espaço e tomou uma queda livre direto para o chão, só pensando rápido o suficiente para jogar as mãos e apoiar sua queda. Suas palmas receberam o impacto, e então ele caiu sobre uma camada de serragem e raspas de madeira, batendo o queixo direto no chão com um baque de crânio-chacoalhando.
Merda.
“Merda.” Sirus se virou e caiu para o chão ao lado de Grey. “Você assustou o inferno fora de mim.” Colocou as mãos em seus ombros, deslizou-as ao longo de seus braços, e então tocou em suas costas, sentindo-o todo, enviando um choque de pura consciência através de Grey, que mesmo duas camadas de roupa e uma humilhante queda idiota não conseguiam mascarar. “Você está bem?”
Calor queimou um caminho rápido de seu pescoço para o rosto. “Nada que desaparecer em um buraco para sempre não iria curar,” ele murmurou baixinho.
Sirus esticou o corpo superior e estendeu a mão para a estante debaixo da mesa de trabalho, apertou um botão em um pequeno toca-fitas que parou o rock. Silêncio súbito e absoluto tomou conta do espaço, deixando Grey consciente do quão alto à música estava. Agora, ele desejava a batida de volta em seus tímpanos em um flash.
Sirus deslizou de volta para seu lado. “O que você disse?” Colocou as mãos sob suas axilas e o arrastou de pé, como se Grey de quase dois metros, com uma armação de noventa e cinco a cem quilos não fosse nada. Sirus começou a espanar seu casaco. “Sinto muito.” Desceu por seus ombros e braços, e então ele virou suas mãos, as palmas para cima. “Gosto da música alta enquanto trabalho e não ouvi o que você disse. Oh, aqui,” Tomou seu cotovelo e o guiou para uma pia fixada no canto frontal do salão, “suas palmas estão um pouco raladas. Deve lavá-las, apenas por segurança.” Sirus ligou a água e alcançou sob a banheira enorme, voltando com uma barra espessa e branca de sabão.
“Obrigado.” Grey tomou o sabão oferecido e tentou controlar o formigamento que o atravessou quando os dedos calejados de Sirus pastaram os seus. “Uh, sim, eu não disse nada de importante antes.” Rasgou sua atenção dele e a colocou em lavar as mãos, tomando cuidado para manter o dedo embrulhado seco. “Só estava me amaldiçoando por tropeçar.”
“Desculpe por isso.” Sirus alcançou à sua esquerda, enganchou uma camisa em seus dedos e a puxou para seu lado. Desembaraçou o material preto desbotado e colocou a camisa, mas a deixou pendurada aberta. Cruzou os braços e se recostou na mesa perto da pia, a imagem masculina fria e confiante que Grey normalmente sempre mantinha.
“Tudo bem.” Raspou os nervos de Grey que Sirus afetasse calma tão facilmente, enquanto parecia que ele não conseguir encontrá-la em si mesmo quando estava perto desse homem.
Claramente inconsciente do tumulto que acontecendo dentro de Grey, Sirus sorriu e levantou uma sobrancelha.
“Trabalho aqui sozinho, e estou no ponto onde sei instintivamente onde tudo está, de forma que não tropeço ou bato em nada. Não sabia que você estava lá ou teria te avisado sobre o fio de extensão.”
Grey levantou uma sobrancelha de volta. “Acho que vou sobreviver.” Desligou a água, secou as mãos em uma toalha puída pendurada em um gancho acima da pia, e então estendeu as palmas em direção a Sirus. “Vê? Não estão nem arranhadas. Só um pouco vermelhas.”
Sirus riu, e o som retumbou das profundezas de seu corpo. “Fico feliz em ouvir isso.”
Deu a Grey um meio sorriso que de alguma forma transformou a dureza devastadora de seu rosto. “Odiaria ter que explicar a sua irmã que te causei alguma lesão em suas primeiras férias em anos.”
Grey estalou os olhos fora do sorriso de Sirus, e estreitou seu olhar. “Que diabos quer dizer com isso?” Sua voz caiu para território baixo e cortante quando sua mente começou a girar. “Você sabia que eu estava vindo para cá? Kelsie me armou isso?” Grey olhou para a pia, e então se empurrou direto em seu espaço, batendo o peito nos braços cruzados de Sirus.
Nuvens de tempestade se prepararam nos olhos de Sirus, mas Grey não conseguia se importar e não ousou recuar. Inclinou-se nele até que teve o homem maior se curvando para trás sobre a mesa atrás dele. “Você tem a porra da água. Acabei de lavar minhas mãos. Você, obviamente, não precisava ficar em minha casa ontem à noite. Que diabo está acontecendo aqui?”
As nuvens entraram em erupção e Sirus se moveu rápido, agarrou seus braços e os girou ao redor, de forma que agora era a coluna de Grey que escavava a bancada dessa vez. “O diabos que está acontecendo aqui,” A oitava baixa e intimidante de Sirus rivalizava com a sua, “é que você acabou de me chamar de mentiroso.” Ele agarrou a bancada em cada lado dos quadris de Grey, prendendo-o no lugar. “Tem certeza que quer fazer isso, amigo?”
Raios de calor carregou o ar ao redor deles, fazendo a oficina parecer uma sauna no meio da neve. Cada centímetro da pele de Grey zumbia com vitalidade, algo que não sentia dentro dele a uma eternidade. Não ousou deixar seu corpo tremer e bater-se em retirada. Olhou Sirus nos olhos, e não vacilou. “Dê uma boa olhada em mim, Wilder,” Grey respirava tão forte que seus peitos se tocavam com cada entrada de ar, “e decide se você vê algo perto de um homem que pode ser intimidado vivendo dentro de mim.”
“Talvez você não esteja intimidado comigo…” Sirus quebrou o contato visual e baixou a cabeça, examinando-o, assim como o tinha desafiado a fazer. Pareceu interminável, e Grey teve que trabalhar como o diabo para controlar o calafrio que queria atravessá-lo, enquanto se perguntava se este homem o acharia carente.
Sirus finalmente colocou sua atenção total de volta em seu rosto, e carvão profundo rodava nas profundezas de seus olhos cinzentos. “… Mas você quer malditamente algo bem masculino e vivo dentro de você.” Confiança fresca emanada dos muitos poros de Sirus, e nem sequer parecia que seu coração batia mais rápido. “Acho que estabelecemos isso por volta das cinco horas da manhã de hoje.”
Grey nunca jogou em uma posição de defesa. Esta era uma estratégia perdedora. Emoções há tempos não utilizadas espiralavam quase fora de controle, porém, e ele atacou antes de pensar, antes de avaliar, antes de prever a resposta que conseguiria de seu oponente. “E talvez você queira isso do mesmo tanto,” ele zombou, “que é o porquê você enfiou o rabo entre as pernas e correu para casa.”
Fogo quente branco queimou nos olhos de Sirus, e Grey soube que tinha interpretado mal seu oponente.
Um erro fatal.
Sirus viu a arrogância circundando Greyson Cole como uma capa de corpo inteiro e quis dar um soco no bastardo.
“Você fodido terno presunçoso,” ele disse, com a voz em um sussurro suave, mas mortal. Fumegava por dentro e não tinha ideia de como conseguia manter uma aparência tão quieta e calma.
“Você instala sua irmã com seu melhor amigo por uma semana em sua cabana, e acha que ela vai dar a volta e fazer o mesmo com você?” Consciência queimou nos olhos de Grey, e Sirus se atribuiu um ponto para o time da casa. “É isso aí, Kelsie é minha amiga, e ela me contou como ela e John finalmente acabaram juntos. E embora ela possa querer retribuir o favor um dia, o que diabos te faz pensar até por um segundo que eu concordaria em fazê-lo? Eu nem sequer tinha visto seu rosto antes de ontem à tarde. Talvez você saia por aí fodendo tudo que tem um cuzinho apertado e gosta de pau, mas isso não é comigo.” Sirus desceu o olhar e se demorou nas linhas finas do corpo de Grey que nenhuma quantidade de roupas de inverno podia esconder, e amaldiçoou baixinho no desperdício de uma coisa tão perfeita estar ligada a um tão grande idiota. “Eu realmente gosto de conhecer a pessoa com quem estou me enganchando, e gosto de pensar que eles
não,” seu foco voltou e se trancou direto nos olhos de Grey, “acredito que sou um
mentiroso quando estamos fazendo isso.”
Grey empurrou em Sirus, e, de repente, eles estavam de igual para igual, circulando e empurrando um ao outro no espaço. Os olhos castanhos de Grey escureceram para quase verdes, e um sorriso arrogante torceu seus lábios rígidos. “Você tá se achando, Wilder, se pensa que eu alguma vez me curvaria para você.”
Sirus bufou direto no rosto de Grey. “Você acha que me sinto insultado com essa declaração, Cole? Tudo que tenho que fazer é olhar para você para saber que nunca se espalharia aberto para ninguém.”
Deus, Sirus lutou o impulso de empurrar Grey no chão e penetrar sua bunda, só para provar o quanto o homem adoraria um foda entre eles. Seu pênis se agitou para fazer exatamente isso, mas ele o ignorou a resposta puramente física que isso era. “Não finja que sua recusa tem algo a ver comigo.”
“Não estou fingindo porra nenhuma.” Grey rosnou e empurrado, como se Sirus tivesse acabado de acusá-lo de assassinato. “Você é o único que tem água,” ele voltou atrás, abriu o spray, e acenou com o braço através da bacia, em um largo gesto sarcástico, “quando me disse ontem que não tinha.”
“Em minha casa,” Sirus falou cada palavra muito deliberadamente, “e ainda não tenho.” Empurrou seu braço para o lado e desligou a água. Um bastardo rico como Grey poderia não se importar, mas Sirus não desperdiçaria dinheiro só para provar um ponto. Cerrando as mãos em punhos apertados, arreganhou os dentes de volta para Grey. “Você quer ir dar uma cagada ou tomar um banho no meu banheiro para descobrir?” Agarrou seu braço e o arrastou para fora de sua área de trabalho em direção à cabana. “A água que corre no barracão não tem nada a ver com os tubos na cabana, então sim, eu posso ter água lá e ainda não tê-la em minha casa.”
Grey lutou contra seu aperto áspero, mas Sirus não conseguia parar de andar ou fazer sua mão soltar os músculos rígidos e tonificados que estavam tensos sob seus dedos cavados.
“Qual o próximo ataque seu do qual devo me defender, huh?” Sirus atirou as palavras por cima do ombro. “Eu saber que não tinha tirado umas férias há muito tempo? Adivinha o quê, idiota? Já te disse que sua irmã e eu somos amigos. Ela te ama tanto que só fala sobre você, e é por isso que sei. Não há nenhuma vasta conspiração para me levar para sua cabana e nem sua cama, então recupere o inferno sobre si mesmo. Você quer ficar sozinho, então fique sozinho. Ninguém dá uma merda pra isso.”
Grey arrancou o braço fora de seu aperto com uma explosão assombrosa de força, rosnando enquanto o fazia. Girou em torno de Sirus e o emperrou na parede da cabana com uma palma achatada contra seu peito. Seus dedos se enroscaram e cavaram em seu peitoral, e o rosto pareceu se tornar uma criação de linhas e ângulos rígidos, com uma frieza de musgo em seus olhos e lábios que diluíram a pouco mais que um risco. “Você não sabe nada sobre minha vida, ou por que estou sozinho.” Grey vacilou quando disse essas palavras; Sirus viu. Observou enquanto o homem escapava de dizer e se reagrupava. “Mas não se atreva a dizer que ninguém dá uma merda para mim. Kelsie se importa. John se importa. Eu tenho pessoas.” Seu peito arfava, e sua voz falhou. “Eu faço.”
Sirus olhou para o homem à sua frente, em uma concha dura puxando em todos os quatro cantos, lutando para conter quaisquer emoções voláteis que vivia dentro dele. Seu peito apertou e ele se afundou contra a parede à suas costas, cada tensão amarrada apertada se derretendo fora dele. “Ok,” disse suavemente, incerto de falar alto na presença de Grey agora. “Acredito em você. Peço desculpas. Você implicou que eu era um mentiroso e me deixou puto. Eu retaliei. Pode me chamar de um monte de nomes ruins, e alguns até serão verdade, mas não sou um mentiroso, e não vou simplesmente ficar calado quando alguém implicar que sou.”
Grey soltou seu domínio em Sirus e enfiou as mãos nos bolsos. “E talvez isso pareça apenas coincidências demais, então, juntei as peças e tirei conclusões que não eram justas.” Baforadas de nuvens rodavam na frente de seu rosto, provando o quão quente o homem estava por dentro, quando comparado com o ar frio de fora. “Mas você tem que entender que vim para minha cabana para ficar longe de tudo e de todos, e encontrei um homem seminu em minha sala. E em menos de vinte e quatro horas, descubro que ele também é gay. Eu não diria que isso não passaria pela cabeça de minha irmã, achar muito inteligente armar para mim da mesma forma que ajudei John a fazer com ela. Se você realmente a conhece, assim como diz que sim, então você sabe que é verdade.”
Sirus pensou na tatuada, de cabelos rosa e bola de fogo Kelsie, e riu. “Sim, suponho que você poderia pensar isso.”
Oscilando para trás nos saltos das botas de solado grosso, o olhar de Grey se moveu para direita, do outro lado do lago. “Junte isso com o fato de que você tinha ido esta manhã quando acordei, e não retornou nem uma vez durante todo o dia, e eu não sabia o que pensar. Então vim aqui para me desculpar por espioná-lo, só para encontrá-lo tendo água corrente, e comecei a questionar se —”
“Espere.” Sirus estendeu a mão e tocou o antebraço de Grey, chamando a atenção do homem de volta para eles. “Espionar-me?” Franziu a testa. “Do que você está falando? Eu provavelmente perdi a noção do tempo, mas eu realmente não tenho água. Eu estava — estou — voltando.”
Grey apontou na direção de sua cabana, confusão mapeando seu rosto. “Mas não há nada seu deixado em minha casa.”
“Sim, eu sei.” Sirus mordeu a bochecha, determinado a não rir. Ele de alguma forma não acreditava que Greyson Cole tivesse um senso de humor muito grande sobre si mesmo, ou que gostaria de admitir que houvesse saltado para conclusões tão erradas — tão rápido. Parecia bem mais ponderado do que isso. “Estive em sua casa por três dias já. Trouxe minhas coisas sujas para casa e as troquei por outras limpas. Meu aparelho de barbear ainda está lá.”
“Acho que não o vi.” Mudando sua posição novamente, Grey tirou as mãos dos bolsos, cruzou os braços contra o peito, e olhou Sirus direto nos olhos. “Olha, imaginei quando você me viu observando você se masturbar, e depois sumiu durante todo o dia, que eu o tinha assustado e corrido com você. Vim aqui com a intenção de me desculpar, mas então você tão casualmente sabia que eu não tirava férias há muito tempo, e tinha água no galpão, e meu plano foi à merda. Então, peço desculpas por isso também, além de puxar meu pau para fora enquanto assistia você se masturbar. Isso foi o que realmente vim aqui para dizer. Quando o ouvi esta manhã e vi que sua porta não estava totalmente fechada, eu deveria ter simplesmente ido embora.”
Sirus não estava tão certo de que desejava o mesmo. Tinha gozado dez vezes mais duro esta manhã quando percebeu que tinha uma audiência. Que Grey era sua platéia. “Perguntei-me se você admitiria que tivesse gozado me observando, ou agiria como se nunca tivesse acontecido.”
“Ei,” Grey baixou os braços e se moveu para Sirus novamente, “eu sei que sou um idiota, às vezes, mas não sou um mentiroso. Vim aqui querendo fazer meu comportamento correto, e lhe dizer que pode usar o quarto extra pelo tempo que precisar. Qualquer coisa, além disto, e não estou interessado. Você pode ter um corpo louco pra caralho,” Grey inclinou-se e inalou, mas abruptamente recuou, “mas não estou no mercado de parceiros. Nem agora. Nem nunca. Só quero deixar isso bem claro.”
Sirus conjurou a dor esmagadora que o consumiu no fim de seu relacionamento com Paul, e pensou sobre a evidência permanente tatuada em seu peito, que ele ainda trazia como resultado de sua cegueira. O tesão que ameaçava surgir justo nesse instante, desapareceu. “Então estamos na mesma página.” Porra,