“Vamos, filho, vai ser divertido.” O pai de Grey estava ao lado da piscina acima do solo em seu quintal, a água da chuva recolhida dentro fria e cheia de galhos de árvore e folhas mortas. As roupas de Jeremiah Cole se penduravam livremente de seu corpo alto e magro, e seu cabelo demasiado longo roçava seus ombros com mechas grossas e escuras. “Ajude sua irmã, e espirre ao redor para se limpar. Aqui.” Jeremiah jogou uma bola de praia multicolorida sobre a largura da água, forçando Grey a saltar para pegá-la. “Faça isso em um jogo, e você terá terminado antes que perceba.”
Kelsie permaneceu ao lado de Grey, uma brisa rápida do outono erguendo seu cabelo longo e o soprando em seu rosto. Sua irmã já tinha começado a tremer, o nariz corrido com o início de outro resfriado, e ela nem sequer tinha tirado as roupas ainda. Grey podia ver o tom purpura assumindo os lábios de Kelsie, e notou a maneira como ela agarrava seu cachorro de pelúcia, com medo de entrar na água fria.
Grey olhou para irmã, e então a água novamente, e um nó familiar de ódio que não conseguia controlar bateu em seu estômago, e cresceu em uma bola que parecia maior do que a inflada de praia que ele segurava.
“Continue então, crianças.” Jeremiah sorriu para seus filhos enquanto atravessava o a grama seca e excessivamente alta para a porta dos fundos de sua casa. “A mamãe vai trazer algumas toalhas em poucos minutos.”
“Papai!” Grey gritou, com sua voz marcante e mais penetrante do que qualquer garoto de nove anos deveria ter. Seu pai se virou, e seus olhares se encontraram através de vinte pés de distância. O coração de Grey correu novamente, dessa vez carregada com uma pontinha de medo, sabendo que seu pai era um homem, e, portanto muito maior que ele.
“Por favor,” Grey pediu, com a dor saindo em seu tom. “Kelsie…” Ele segurou a mão de sua irmã na dele, absorvendo o frio em seus dedos. “Ela não está se sentindo muito bem. Vamos para um motel tomar um banho quente e dormir com um aquecedor ligado.” Eles não tinham água ou eletricidade em sua pequena casa agora. Raramente tiveram. “Só pela noite.”
Por só um segundo, o olhar de Jeremiah se estreitou, e uma lasca real de incerteza gelou seu caminho através da espinha de Grey, mais fria que a água que ele sabia esperava por ele em sua banheira improvisada. “Não me diga como cuidar de minha família, menino,” seu pai sussurrou, apontando o dedo em sua direção. “Agora leve sua irmã lá dentro e consigam-se limpos. Não quero ouvir mais nada sobre isso.” Em um piscar de olhos, Jeremiah voltou com seu sorriso auto. “Agora se divirtam! Sua mãe e eu sairemos daqui a pouco para checá-los.”
Jeremiah desapareceu dentro da casa. Enquanto Grey ficou lá, olhando para a porta desocupada, suas entranhas cresceram incrivelmente quentes. Sua pele parecia que ia explodir em chamas, e ele desejou com todas as fibras de seu ser poder atirar uma bola de fogo nesta casa horrível onde eles nunca tinham água ou eletricidade, onde eles nunca podiam ter a visita de amigos, e onde eles nem sequer comiam todos os dias. Grey desejou que a casa queimasse até o chão, ou que uma escavadeira entrasse e a derrubasse, ou que o Deus do qual sua mãe sempre falava atingisse um raio gigante de luz direto sobre ela, ou enviasse um furacão para bater nela e…
Kelsie entrou em um ataque de tosse e o puxou fora de seus pensamentos destrutivos. Sua irmã estava pálida e mais magra do que ele sabia que ela deveria ser, e ele sabia do que havia aprendido sobre nutrição na escola que o pouco que ela comia deixava o seu sistema imunológico fraco.
Grey tentava lhe dar um pouco de sua comida quando podia, mas as porções eram repartidas pelo tamanho da pessoa em sua casa, então ele não conseguia muito mais do que ela a maior parte do tempo. O modo como viviam, de um modo que às vezes parecia pior do que animais, não era certo. Grey sequer tinha que ir à escola para saber disso.
Outra rajada rápida de ar varreu o lote aberto do quintal, e Kelsie tremeu e tossiu novamente. Onde calor já havia enchido o sangue de Grey, gelo rapidamente substituiu a queimadura. Grey sabia que era inteligente. Cada professor que ele já teve lhe disse isso. Ele ia para a biblioteca da escola sempre que podia e estava sempre lendo toneladas de livros. Seu professor, Sr. Meacham, disse que ele era tão bom em seu trabalho porque ele era um pensador e bom em resolver os quebra- cabeças.
“Grey,” Kelsie sussurrou, os olhos castanhos largos, “Eu não quero entrar na piscina.”
Ela apertou seu cachorro contra o peito. “Estou com muito frio.”
Olhando em volta, fazendo um balanço do que tinha disponível, Grey correu pelo quintal e roubou uma de suas camisetas e uma colcha rota da linha de lavagem. “Aqui, tome isso.”
Ele os empurrou para Kelsie, e então correu para o pátio em uma pilha de lixo e pegou um grande recipiente de plástico. Estava descorado, mas não mais sujo do que o próprio charco. Arrastando-o para o lado de sua irmã, ele agarrou um balde menor, e começou a encher a balde de plástico com a água de chuva do charco. Quando o encheu até o meio, ele tirou a colcha das mãos de Kelsie. “Ok,” moveu-se para trás dela, “use minha camiseta como esponja. E apenas se limpe com a água do balde menor. Vou segurar isto,” com dois cantos da colcha em suas mãos, ele levantou os braços tão altos e largos quanto pôde, criando uma parede de tecido,
“E você pode ter privacidade.” Não que eles tivessem vizinhos por perto, mas ainda assim, já tinham nove anos agora. “Espero que não fique tão frio.”
“'Kay.” A voz alta de Kelsie alcançou Grey através do tecido. “Acho que será melhor agora. Obrigado, Grey.”
“Sem problema.” Ele sabia que seus braços se cansariam em pouco tempo. “Só se apresse.”
Hoje, Grey entraria na piscina e tomaria um banho na água de chuva coletada. Não tinha escolha. Esta noite, ele e Kelsie iam congelar sob suas cobertas quando o sol se pusesse. Grey não podia fazer nada sobre esse assunto também.
Mas logo, as coisas iam mudar. Grey era inteligente. Ele sabia que Kelsie só ficaria mais doente quando chegasse o inverno. Entre suas alergias e resfriados, ela quase nunca parava de assuar o nariz. Enquanto estava lá segurando a colcha, escutando o tagarelar dos dentes de sua irmã enquanto se limpava, Grey pensava no quão inteligente seus professores sempre lhe disseram que era. Logo em seguida, no quintal, Grey chegou à conclusão do quanto ele tinha que ser inteligente. Tinha que ser inteligente o suficiente para superar sua mãe e seu pai, e ainda se manter e a sua irmã. Tinha que conseguir Kelsie — muito mais do que ele próprio — fora desta casa, para sempre.
Grey ficou lá no frio e começou a pensar…
* * * * *
Na cama, Grey sacudiu e balançou a cabeça, lutando com o sonho, mesmo quando ainda estava dormindo. Uma pequena parte de seu cérebro tentava forçar a lógica e consciência em sua mente e corpo adormecidos, lhe dizendo para se tranquilizar e que o passado não podia mais machucá-lo. Grey se estabeleceu, forçando a memória de infância fora da cabeça. No entanto, a noite continuou, e ele deslizou de volta no tempo de novo…
* * * * *
Grey fechou os olhos e enterrou o rosto no travesseiro de seu namorado, o tempo todo cantando mentalmente para si mesmo, você é gay, você quer isso; Só
faça; é parte do que você faz quando está com um cara. Respirou fundo, e
logicamente se lembrou de que tinha aceitado bem o dedo de Joe, e até tinha ficado um pouco duro com isso. Um pênis não seria tão diferente.
Então por que seu coração batia tão rápido? Por que seu peito apertava tão forte que ele achava que poderia vomitar ou desmaiar? Por que ele queria sair dessa cama e jurar que nunca mais se abrir para outro homem novamente?
“Encontrei.” A voz de Joe atravessou seus pensamentos frenéticos, e pareceu que só um segundo depois a cama abaixou sob seu peso. “Eu sabia que tinha uma caixa no banheiro.”
Joe rastejou entre suas pernas, e o cabelo em suas pernas rasparam contra a parte interna de suas coxas, empurrando a incerteza de Grey cerca de mil entalhes. O som de rasgar ricocheteou em seus ouvidos como em estéreo, e ele soube que Joe tinha aberto a embalagem do preservativo e embainhado seu pênis em uma camada de látex. Alguns segundos depois, o peso dele cobriu Grey e algo pressionou em sua entrada, e, oh merda, Joe empurrava mais lubrificante em seu buraco.
Grey estremeceu no puxar do anel. Joe bateu em suas nádegas com a outra mão e murmurou, “Porra, você tem um belo rabo, Cole.” Ele retirou o dedo e algo maior o substituiu, e imediatamente aplicou pressão. “Mal posso esperar para fodê- lo.”
Antes que o próximo frisson de segundos pensamentos pudesse ondular todo o caminho na coluna de Grey, Joe tomou seus quadris em um forte aperto, arrastando-o quase fora de seus joelhos, e esfaqueou o pênis toda a distância em seu cu com uma punhalada atolada, engolfando Grey em dor ígnea e roubando o fôlego de seu corpo. Mal conseguia engolir através do desconforto quente ofuscante da primeira punção de Joe em seu canal, mas mordeu o lábio para limpar e deixou Joe ir nele, permitindo-lhe ter seu comprimento dentro e fora de seu buraco virgem com golpes cada vez mais ásperos.
Grey se agachou na cama em suas mãos e joelhos, tomando isso em sua bunda de uma maneira que sempre imaginou que ia adorar, e forçou-se a não gritar e mostrar fraqueza na frente deste outro menino. Daria uma desculpa em uma semana ou assim e se separariam, mas ninguém jamais saberia que era porque
Grey tinha descoberto que não poderia fazer isso de novo. Nunca rolaria e daria a alguém o poder de lhe causar dor, nem mesmo temporariamente, nem mesmo para foder.
Especialmente não para foder.
Oh, Cristo. Grey sufocou quando Joe puxou toda a distância fora, enviando sua bunda em uma série de estranhos espasmos e a cerrar. Então, forçou sua passagem toda a distância aberta quando empurrou seu pau novamente. Essa foda
tá doendo tanto. Grey não ousou pedir a Joe para parar, mas porra — ele chupou o
sangue de seu lábio cortado— ele sabia que seria melhor se Joe apenas abrandasse um pouco e deixasse seu corpo se ajustar…
* * * * *
…“Vire-se, bebê,” uma voz profunda — não a de Joe — se esgueirou na cabeça de Grey, “vou te dar exatamente o que você quer.”
Sirus. Oh, sim, Sirus faria isso melhor.
Espere. Grey sacudiu, meio dentro e meio fora de seu sonho, confusão o
deixando em pânico.
Eu não conhecia Sirus na faculdade. Joe não se transformou em outro
homem enquanto estava naquela cama. Eu o deixei terminar, e então fui embora como se nada estivesse errado. Eu nunca o deixei me ver suar. Ele nunca soube por que terminei nosso relacionamento.
“Ele não importa mais.” A voz de Sirus sussurrou em seu ouvido — em sua mente — mais uma vez. “Eu sei como cuidar de você.” Ele pressionou uma linha de beijos por sua espinha, terminando com a boca em sua orelha. “Agora role,” ele se ergueu e lhe deu espaço para se mover, “e vou te mostrar o quanto você vai ansiar me ter em sua bunda.”
Grey tremia enquanto se virava, com a mente e corpo pairando em algum lugar entre necessidade extasiada e medo miserável. Instalou-se confortavelmente em suas costas, respirando profundamente antes de olhar para cima… direto nos olhos de Sirus. Então Sirus se ajoelhou entre suas coxas, o rosto duro de alguma forma belo, e o sorriso de alguma forma suave e sexy exatamente ao mesmo
tempo. Grey olhou abaixo no comprimento do corpo de Sirus, deixando sua atenção vagar até que caiu em seu pênis. Grosso e longo, o membro se esticava reto e rígido de seu trecho de cabelo escuro, e apontava direto para seu cu.
Grey expunha seu cu rosado… porque de repente ele tinha seus cotovelos sob os joelhos e as pernas espalhadas altas e largas em ambos os lados do peito, dando-se a Sirus. Seu buraco cerrou visivelmente e seu canal contraiu num espasmo forte.
“Oh, sim.” Sirus fez um ruído de clique de apreciação, seus olhos bloqueados na entrada de Grey. “Olhe seu doce corpo me implorando para te encher.” Grey não sabia como aconteceu, mas a ereção de Sirus de alguma forma cresceu ainda mais, não parando até que a cabeça coberta de porra tocou em seu anel.
Não! Grey abriu a boca e tentou dizer que não queria e que ele nunca
implorava, mas as palavras não saíam de sua garganta. Ao invés, com a voz crua, olhou nos olhos de Sirus e ordenou, “Foda-me, Sirus. Foda-me bo —”
Sirus não o deixou terminar a palavra final passando por seus lábios. Jogou a cabeça para trás e rugiu, espetando seu pau enorme no cu de Grey, rasgando-o aberto com dor doce…
* * * * *
Grey convulsionou no início, sofrendo a sensação vertiginosa de cair quando se empurrou fora do sono. Seus olhos se abriram no final do sonho poderosamente real, seu fôlego entrecortado enquanto lutava para apagá-lo de sua mente. Piscou repetidamente, descuidado da luz brilhante que listrava através da janela e feria seus olhos, querendo apenas que os restos do estranho sonho — pesadelo — saíssem de sua cabeça.
Por que ele sonharia com o charco que ele e Kelsie se banhavam quando crianças? Pouco depois disso, Grey tinha pesquisado sobre a família de sua mãe no computador da biblioteca local e encontrado o número do telefone de uma avó que ele mal podia se lembrar de ver mais de quatro ou cinco vezes em sua jovem vida. Grey ligou para ela, e lhe disse sobre o que estava acontecendo naquela casa, sobre o quão doente Kelsie ficava o tempo todo, e sua afastada avó tinha vindo e os
levado para seu apartamento imediatamente, onde viveram com ela daquele dia em diante. Tinha assustado a merda fora dele para fazê-lo, mas Grey tinha tomado o controle de sua vida e a da sua irmã fora das mãos de seus pais e fez as circunstâncias um milhão de vezes melhor.
Grey tinha solucionado a situação com Joe quase da mesma maneira. Sabia que era gay. Não podia parar de ser gay; Era atraído e queria os homens. Esse encontro com Joe, no entanto, havia lhe ensinado uma lição valiosa. Ele nunca seria submisso, não importa o quão secundário fosse à parte, com um parceiro. Supôs que qualquer relacionamento que até mesmo pensasse em começar depois disso, ele teria que definir as regras e parâmetros do que faria ou não. Depois de Joe, Grey tinha procurado as partes inferiores de seus parceiros e mais uma vez encontrado sucesso em tomar o controle de sua vida. Pelo menos até que os rapazes começavam a querer partilhar suas famílias e histórias. Como resultado, Grey também tinha encontrado sucesso com o fim dessas parcerias, até que, finalmente, tinha tirado uma sabática licença de namoro totalmente.
Então, por que agora, menos de uma semana de conhecer este novo homem, sua mente continuava torcendo o papel que Sirus ia desempenhar neste encontro de férias? Grey não queria esse entrelaço de saber informações pessoais sobre Sirus, então não conseguia entender por que diabos ele continuava fazendo perguntas sobre seu trabalho e família. E por que, por que, por que diabos ele continuava sonhando com Sirus Wilder o fodendo? Grey não fazia parte inferior.
Não. Fazia.
Grey sabia o quanto ser o fim receptor de uma foda doía. Até onde estava preocupado, ele poderia muito bem ser amarrado com correntes, algemas, ou cordas antes de deixar alguém tão grande quanto Sirus segurá-lo e invadir seu corpo. Grey franziu o cenho e começo a suar, mas porra, seu pau tinha endurecido excitado em seu moletom também. Sua bunda cerrou, como se agarrando a uma invasão de Sirus. Amaldiçoou, puto consigo mesmo por permitir esse tipo de confusão em seus pensamentos e sonhos.
“Você ganhou?” Sirus murmurou, fazendo Grey saltar novamente.
Merda. O coração de Grey bateu forte e rápido o suficiente para fazê-lo suar
cama. Grey olhou por cima do ombro, encontrando o escrutínio de Sirus mais do que estava pronto para lidar, e se virou para olhar a parede novamente. “O que disse?” Perguntou, com a voz ainda grossa de sono e a intensidade de seu sonho.
Sirus se deslocou para mais perto de Grey e deslizou o braço ao redor de sua cintura. Descansou a cabeça logo atrás dele, e seu fôlego se espalhou sedutoramente em sua nuca. “Perguntei se você ganhou,” Sirus disse novamente. “Parecia que você estava tendo uma boa luta em seu sono, então me perguntei se você venceu quem estava lutando em seu sonho.”
Seu coração começou a martelar ainda mais forte. Sabia que Sirus podia senti-lo através da mão que ele tinha em seu estômago, mas não conseguia fazê-lo abrandar. “Não uma luta.”
A conversa anterior sobre Grey estar deitado amarrado em nós e não o deixar sair fabricou uma história. “Só um… Sonho estranho. Confuso. Perturbador.”
“Quer falar sobre isso?” Sirus esfregou os dedos em um padrão calmante em seu abdômen, e pressionou um beijo casto atrás de sua orelha. “Você pode, sabe.”
“Não, obrigado.” Grey estremeceu só de pensar em compartilhar algo tão pessoal com outra pessoa, muito menos este homem, com quem continuava sonhando, em formas que nunca havia sonhado com outro ser humano antes. Enfiou-se sob as cobertas e esperou que Sirus acreditasse que fosse só frio. “Prefiro esquecê-lo completamente e começar o dia com uma nota mais agradável.”
“Bem,” Sirus fez cócegas em seu estômago e mordiscou sua nuca, “se você tirar seu olhar mortal da parede e olhar pela janela, a bela vista de lá deve fazê-lo sorrir. Veja,” ele pegou a cabeça de Grey e a angulou para lá, “está nevando.”
Pela janela, branco cobria o chão e revestia a montanha coberta de árvores até onde os olhos podiam ver, tornando a terra uma cena de filme. “Oh, uau.” A admiração silenciosa na voz de Grey foi quase um sussurro. Aqui, onde não havia carros ou pedestres para pisotear a neve, o sol brilhava sobre uma camada de puro branco, criando tais clarões de luz que doía olhar para ela.
“Lindo, não?” Sirus disse suavemente.
Grey cobriu a mão de Sirus em seu estômago, e se recostou em seu peito largo.
“Sim.” Tudo que tinha borbulhado dentro dele acalmou, e ele jurava que sentia como se ele e Sirus fossem às duas únicas pessoas no mundo. Olhou pela janela na pureza da natureza e deixou-se desfrutar do momento. “É incrível. É uma fotografia viva.”
Sirus pressionou sua barriga e o deitou de costas, onde ele então rastejou em cima e povoou a parte inferior do corpo entre suas pernas. Com os braços escalonando sua cabeça, Sirus olhou em seus olhos, o calor o iluminando de dentro roubando direto no coração fechado de Grey.
“É quase de tirar o fôlego quanto você,” Sirus disse. Mergulhou abaixo quando fez essa declaração e capturou a boca de Grey em um beijo lento e fácil.
Jesus. Grey gemeu no primeiro toque dos lábios, e seu corpo inteiro relaxou,
acolhendo o peso maravilhoso de Sirus. Seus dedos arranharam as costas nuas. A pele do homem era tão malditamente quente e os ombros tão fodidamente largos que Grey queria tocar e saborear até que pudesse recriar cada centímetro quadrado de músculos em sua memória sozinho. Manteve-se indo até que teve os dedos