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Capítulo Dezoito

No documento 02 - O Despertar de Grey (páginas 184-193)

Toc. Toc. Toc.

Grey olhou o relógio na lareira, e sorriu. Bem na hora.

“Espere aí!” Ele gritou, levando apenas alguns segundos para fechar seu laptop antes de ficar de pé. Não tinha conseguido se concentrar no trabalho de qualquer maneira. Não com os pensamentos de Sirus invadindo seu cérebro a cada cinco minutos… E o deixando duro. Já tinha ido ao quarto e se masturbado duas vezes, e só estava longe do homem há cinco horas.

Não falta muito para você vê-lo novamente. Excitação zumbiu por através

dele enquanto corria para a porta e a abria. Sirus vai ficar emocionado pra caralho. “Rebecca,” Grey puxou a mulher do outro lado em um abraço, “você veio.” “Claro que vim,” a mulher respondeu. Grey recuou e permitiu que ela entrasse na cabana. “Você me envia fotos de algumas belas criações, e então me texta que tenho que conhecer este homem e ver o resto de seu trabalho. Você sabia que eu ia marcar uma visita em minha agenda.” Ela bateu a neve fora das botas e desenrolou uma manta de casimira preta do corpo esguio. Quando Grey tirou o encobrimento dela e fechou a porta, Rebecca lhe lançou um olhar aguçado. “Você poderia ter me dito na primeira mensagem que ele não estava em Raleigh, no entanto, e que eu teria que passar um dia inteiro dirigindo por uma montanha para vê-lo.”

“Ele vale a pena isso.” Grey não conseguiu manter o orgulho de sua voz. Rebecca era uma velha amiga da faculdade, que agora possuía uma linha prestigiosas galerias que operavam em sete estados. Ela viajava por todo o país a procura de novos artistas, mas mantinha uma casa com o marido e filhos em Raleigh. “Você verá isso por si mesma.”

“Considerando que você nunca me abordou sobre quem ou o que vender em minhas galerias no passado, você certamente despertou meu interesse com suas fotos e mensagens.” Grey e John haviam financiado a primeira galeria de Rebecca, e então sua expansão eventual. Ela possuía seus negócios totalmente hoje.

Grey liderou o caminho para cozinha, e serviu Rebecca uma xícara de café. Entregando uma caneca para ela, e então servindo uma para si, ele disse, “Sem pressão para levar o trabalho de Sirus.” Ele puxou uma cadeira à mesa para ela antes de sentar-se. “Você não deve a mim ou a John nada. Você sabe disso.”

Rebecca alcançou sobre a mesa e apertou sua mão. “Não se preocupe. Não achei que você estivesse tentando me intimidar.” Ela puxou os longos cabelos loiros para trás e os amarrou em um nó na nuca. “Agora, por que você não me acha um biscoito, ou um bolo, ou qualquer coisa de chocolate, e me diz tudo sobre este talentoso Sirus Wilder.”

Talentoso. Sim. O interior de Grey aqueceu, e ele não conseguiu manter o

maldito sorriso fora do rosto. Sirus era talentoso. Em muitas maneiras. Doce como o inferno também.

Grey mal podia esperar para apresentá-lo a Rebecca.

* * * * *

“Mamãe colocou você para me ligar?” Sirus perguntou, com a voz apertada enquanto lutava para não gritar com Nic. “Esta oferta é tudo sobre isso?” Inesperadamente — depois de nunca ter mostrado nenhum interesse na arte de Sirus — Nic, de repente, achava que Sirus seria a pessoa perfeita para criar uma escultura enorme que a gestão do seu prédio de escritórios queria colocar no jardim exterior. “Isso é algum truque para me levar para DC?” Sirus não podia esquecer o quanto sua mãe queria que ele conhecesse aquela mulher advogada.

“Não.” A irritação atava a voz de Nic, e ao fundo soou a Sirus como se ele passasse por uma multidão. “Eu não falei com mamãe desde antes da última vez que conversei com você.”

“Parece estranho que você de repente esteja falando sobre minha arte.” Sirus segurou o celular na orelha, compassando. Circulou a grande mesa de trabalho, seu foco na série de esboços que tinha espelhados pela superfície. “Você nunca mostrou qualquer interesse antes.”

“Isso é porque não sei uma porra sobre arte e nunca sei o que dizer,” Nic estalou. “Não porque eu não me importe que você a ama. Você é meu irmão, sabe. Só porque eu não te vejo muitas vezes, não significa que não te amo e me importo com as coisas que você ama. Olha,” Sirus ouviu o que parecia ser uma porta de carro batendo, “tenho que ir ou vou chegar atrasado para uma reunião. A oferta para a obra ainda não é um negócio resolvido. O proprietário do edifício vai olhar as

propostas de cada artista interessado na comissão, e eles vão escolher o que eles querem daí. Eu ouvi sobre isso, e me fez pensar em você. Foi por isso que liguei. Faça o que quiser com a informação. Agora, antes de ir, vou te ver em maio no concerto de abertura da Diana?”

“Estou contando em estar lá.” O peito de Sirus apertou ao pensar no quão tenso a relação com sua mãe poderia estar até lá… Como também o que poderia acontecer com ele e Grey. Ele limpou a garganta, mas não aliviou quase nada da crueza dentro dele.

“Vou esperar ansiosamente então.”

“Eu também. Deve ser um bom material para provocar Di, pelo menos até o Natal.”

A risada de Nic, uma que trazia o tormento sem fim de Diana, encheu os ouvidos de Sirus. “Certo?”

“Depende de quem você está perguntando.” Sirus sacudiu a cabeça, se perguntando se Diana, às vezes, tinha lamentado ter sido adotada pela família Wilder. “Seja bom.”

“Não tem nenhuma graça nisso.” A risada breve de Nic se transformou em uma completamente encorpada. Da mesma forma rápida, o humor deixou sua voz. “Sério, porém, pense sobre a comissão, e me avise se você quiser me mandar qualquer informação adicional. Acho que você deveria considerar correr atrás disso. Preciso ir. Adeus.”

Nic suspendeu antes que Sirus pudesse dizer adeus. Sirus cortou a ligação ao final, abaixou o receptor sem fio, e tentou colocar sua atenção de volta em seus esboços. Ele não conseguia se concentrar em sua peça principal — a que continuava querendo se transformar em uma versão abstrata de Grey — assim, tinha baixado suas ferramentas e pegado um lápis para rabiscar algumas ideias para a escultura de Noah. Sirus queria algo grande, mas de alguma forma sutil, que refletisse a tranquilidade dentro do grande homem. Sabia em seu intestino que Noah ia acabar comprando a casa no leste do lago, e queria algo pronto para a casa de seu novo vizinho quando esse dia chegasse.

Seus dedos se moveram sobre a dúzia de papéis espalhadas sobre a mesa, mas seus pensamentos saltavam da peça para Noah, para o telefonema estranho de

seu irmão, para Grey e as duas noites que o homem tinha ficado em sua casa desde a conversa sobre suas famílias.

Grey parecia satisfeito e relaxado na casa de Sirus, pelo menos a maior parte do tempo. Houve flashes onde jurava que ele parecia querer ficar para sempre. Ao mesmo tempo, insistia em ir para casa todas as manhãs e trabalhar em sua cabana durante o dia, só voltando à tardezinha para jantar e passar a noite. Sirus queria atribuir a escolha de retornar à sua cabana ao fato de que ambos sabiam que estar juntos causaria distrações infinitas, como rastejar em qualquer superfície que acontecia de estar mais próxima para foder até que nenhum deles conseguisse andar. Queria acreditar que era isso o que estava por trás de Grey partir todos os dias, mas ele não conseguia fazer isso acontecer. Não conseguia sacudir a preocupação de que ele não havia lhe dado sequer uma dica de nada pessoal, desde a conversa de duas noites atrás.

Mas ele faz amor com você como se não houvesse amanhã, com um desespero que desafia as palavras. E o deixa fazer o mesmo com ele também.

Verdade. Sirus doía pelos momentos em que se enterrava dentro de Grey até o cabo, o corpo do homem o segurando como se nunca quisesse que se separassem. O jeito como ele o olhava nesses momentos, e nos momentos em que Sirus se abria e lhe dava o mesmo… Deus, se Grey apenas lhe desse sequer a metade das promessas de amanhã que transmitia durante o sexo… Se o fizesse quando não estivessem na cama.

“Toc, Toc.” A voz de Grey invadiu seus pensamentos e o teve girando ao redor para olhar a porta aberta do galpão. Sirus imediatamente comeu o homem com os olhos, avidamente, como se não tivesse tido o pau e bunda de Grey para uma refeição apenas esta manhã.

“Tenho uma amiga comigo,” Grey disse, deslizando o braço em torno de uma loira atraente. “Ela realmente está aqui para conhecê-lo, se você tiver alguns minutos.”

O foco de Sirus se voltou para mulher, que murmurou “Oi,” e se mexeu fora do abraço de Grey. Ela imediatamente foi para a peça inacabada de “Grey”, seu interesse claro, e a primeira linha de frio escorreu por sua espinha.

“Oh, uau, esta vai ficar incrível,” a mulher disse. “Quero ela quando a terminar.”

Ela disse, enquanto Grey dizia; “Esta — ali,” ele apontou, “é Rebecca Hardy, e ela possui várias galerias de arte prestigiosas.”

O ar saiu direto fora de Sirus; E ele sentiu como um soco no intestino. Queria perguntar a Grey o que diabos ele estava fazendo, mas a mulher, Rebecca, tinha as mãos em seu projeto incompleto e exigiu sua atenção antes. Sirus atravessou o chão para o lado de Rebecca e lutou contra o impulso poderoso de rasgar suas mãos fora de seu trabalho.

Rebecca olhou para cima, seu belo rosto aberto e o olhar penetrante. “Isso vai ser algo incrível,” ela disse enquanto acariciava o bloco de pedra semiesculpido. “As linhas que você tem meio-formadas já está bonito.”

“Obrigado,” Sirus murmurou. “Esta peça é muito pessoal para mim.” Seu olhar relampejou Grey, aquecendo sua pele antes de voltar para Rebecca. “Obrigado por seu interesse, mas não me vejo separando dela quando terminar.”

Assentindo, Rebecca esfregou seu antebraço, e então começou a olhar o resto de suas peças. “Claro que é pessoal, Sr. Wilder,” ela disse. “É tudo pessoal, ou não seriam nada boas. Grey não teria me contatado para vir dar uma olhada em seu material, se ele não estivesse malditamente certo de que eu ficaria interessada em vendê-las. Ele retém as porcas e parafusos de conhecimento de cada negócio que ele já ajudou a criar.” Ela relampejou um sorriso rápido para Grey. “O meu incluído.”

Grey levantou as mãos, acenando fora as palavras de Rebecca. “Não tenho nenhum interesse financeiro em como você executa suas galerias mais.” Sua atenção se deslizou para Sirus, os fios âmbar faiscando brilhantes em seus olhos. “Eu vi algo no trabalho de Sirus, e achei que vocês dois poderiam querer formar uma parceria.”

Claro que você fez. Filho da puta. O corpo inteiro de Sirus coçava para bater

Grey na parede e dar um soco em sua cara. Você não pode diretamente se

beneficiar financeiramente de minha arte, mas você vai obter algo que você quer fora dela, e você sabe disso. Sirus olhou de Grey para Rebecca, luz alvorecendo, e

cada terminação nervosa dentro dele se iluminou como a ponta de pedra de um fósforo.

Seu coração caiu direto em seu estômago. Pergunta respondida; Eu não sou

bom o suficiente para Grey, depois de tudo.

“Todo seu material é muito bom,” Rebecca disse, puxando seu foco de volta para ela.

“Embora eu seja honesta e diga que eu não poderia vender muito dele em minha loja. Este material mais literal não é realmente o que meus clientes estão interessados em comprar. Embora, maldição,” ela abaixou-se e correu as mãos em uma versão em tamanho natural de um lince, “esta tenha insanamente uma boa técnica e interpretação. Eu quase acho que ele vai arquear as costas se eu arranhá- lo atrás das orelhas.” Ela esfregou a cabeça do gato e se afastou. “Há definitivamente um alto mercado sem fim lá fora para trabalhos como estes também, ainda que não seja comigo. Vou deixar com você alguns números de telefone de galeristas que estarão interessados.”

“Obrigado. Isso é muito gentil.” Sirus mordeu o lábio e se comportou com a educação que seus pais o inculcaram, embora tudo que queria fazer era dar a volta e gritar; “Bastardo!” Na cara de Greyson Cole.

Rebecca andou para a mesa de trabalho principal de Sirus, e seus olhos imediatamente se iluminaram quando viu sua série de esboços. “Oh, agora estas ideias têm uma tonelada de potencial.”

Possessividade bateu Sirus rígido. Ele se encravou entre Rebecca e a mesa, bloqueando parcialmente sua visão. “Estas são ideias para uma peça específica, para um amigo meu.” Sirus se virou, juntou os papéis em um belo monte, e deslizou para o outro lado da mesa com os esboços presos em suas mãos. “O que eu acabar criando deles será um presente para ele.”

Os olhos de Rebecca se arregalaram, mas com a mesma rapidez, ela educou suas feições e caiu em um sorriso profissional. Sua atenção trocou rapidamente de Sirus para Grey, e então de volta para Sirus, e ele podia dizer que ela agora entendia que Grey não havia mencionado sua visita.

“Ouça,” Rebecca disse, com a voz amável, “tenho que me virar e dirigir de volta para casa, então eu realmente não posso ficar, mas te agradeço por me permitir ver suas peças. Você tem um talento de verdade, Sr. Wilder.”

Rebecca abaixou a cabeça. “Sirus, então.” Ela puxou um estojo de cartão de visitas de uma pequena bolsa e tirou um. “Meu número já está aqui, mas vou adicionar mais dois dos negociantes que eu acredito vão estar interessados em alguns de seus trabalhos.” Inclinada sobre a mesa, ela pegou um de seus lápis e rabiscou algumas linhas atrás do cartão. “Leve o tempo que precisar, mas peço que considere seriamente me dar um telefonema para podermos conversar.” Entendimento fundiu sua voz e suavizou seus olhos, lhe dando a beleza surpreendente de um apelo maternal. “Se você escolher, e se você quiser, eu posso lhe dizer mais sobre o que faço e como trabalho. Se você achar que está confortável comigo, eu realmente adoraria vender algumas de suas peças.” Rebecca pressionou o cartão em sua mão e enrolou os dedos ao redor dele, aplicando uma leve pressão. “Por favor, pense nisso. Promete-me isso?”

“Vou pensar sobre isso,” Sirus respondeu. Tinha que fazer. Inferno, não era culpa dessa mulher que ter sido lançada no meio de uma manipulação. “Obrigada pela compreensão. Foi bom conhecê-la.”

“Foi bom conhecê-lo também,” ela disse. Trocaram um aperto de mão firme. “Vou acompanhá-la até a porta.”

Sirus se virou, vendo como Rebecca se aproximava de Grey e se levantava na ponta dos pés para lhe dar um abraço. Ela apertou a bochecha para Grey e deu- lhe um beijo, então sussurrou algo que fez um sulco em sua testa e seu foco disparou para Sirus. Ela se afastou e deu a ambos um último sorriso e um aceno enquanto ia embora.

Contando cada segundo que passava, Sirus manteve seu foco unicamente em Grey. E Grey o perfurava com um olhar igualmente sondador em retorno.

Bastardo. Bastardo. Bastardo.

Sirus esperou até que ouviu a rotação do motor, então bateu o punho na mesa de trabalho e explodiu com Grey. “Seu filho da puta.” Sua voz enfurecida e baixa, parecendo vir das profundezas do inferno. “Você tinha que fazê-lo. Você não podia simplesmente nos aceitar e deixar algo que estava indo malditamente bem por si só. Você tinha que ir e colocar as mãos nisso, tentar manipulá-lo, alterá-lo, e transformá-lo em algo aceitável e digno de seu tempo e interesse.”

“Do que diabos você está falando?” Grey gritou, jogando as mãos para o ar. “Você tem alguma ideia do quão bem sucedidas às galerias de Rebecca são? Você ao menos entende que fodido grande negócio foi para ela tirar um dia inteiro para vir ver seu trabalho? Por ela manifestar interesse em alguém que ela acha que é talentoso o suficiente para promover?”

“Claro que eu sei que ela é bem sucedida.” Sirus atirou cada palavra no ar com a precisão de adagas voadoras. “Ela tem que ser não é? Você não teria nada a ver com ela se fosse o contrário.” Grey recuou, mas Sirus compôs a distância e chegou direto em seu rosto. “Mais um dos sucessos de Greyson Cole. E tudo é sobre isso para você, não é? Pegar algo único, mas pequeno e incoerente, e transformá-lo como no inferno em algo bom para vendê-lo a seus investidores. Eu incluído.”

“Eu não sei do que você está falando, ou por que está tão zangado comigo,” Grey cuspiu de volta. “Eu apenas tentei ajudá-lo. Você tem um dom artístico; Rebecca é uma das melhores em colocar esse dom ao público. Ela pode transformar sua arte em uma carreira.”

“Oh, e você adoraria isso, não é?” Os lábios de Sirus se contorceram em um sorriso de escárnio. “Nós começamos a nos abrir um com o outro, você começa a sentir algo por mim que você quer levar além do que uma aventura de férias — e eu sei que você sente.” Ele agarrou Grey e atacou sua boca com um beijo brutal, só para empurrá-lo para longe e apontar em seu rosto. “Você não se atreva porra, a me dizer que você não faz. Mas não é possível você sentir algo por mim, esse cara,” Sirus acenou os braços de cima a baixo de seu jeans e camisa de flanela manchada, “um mero motorista de caminhão. Não, não você. Não Greyson Cole, um capitalista de risco bem sucedido que possui seu próprio negócio de zilhão de dólares e sabe Deus mais o quê. Você possivelmente não pode ter sentimentos verdadeiros por um motorista de caminhão. E Deus sabe que você não se atreveria a me apresentar a seus amigos e colegas. Não como sou agora. Se eu for um artista, porém, bem, isso é respeitável, isso é admirável, isso é talvez até um pouco cobiçado. Mas um cara que dirige uma grande plataforma… Isso não é algo que você pode se vestir e colocar em seu manto para exibir. Isso não é algo que você nem mesmo mantém escondido na gaveta de seu criado-mudo.”

“Essa fodida porra.” Grey agarrou sua camisa e o empurrou na beirada da mesa, desencadeando uma força incrível. “Você precisa ter muito cuidado com as palavras que está colocando em minha boca,” ele sussurrou, com a voz letal. “Você está pintando meus motivos com alguns traços muito gerais, do qual você não sabe nada. Você poderia querer calar sua fodida boca antes de dizer algo que não vai poder voltar atrás.”

“O que você conta com ameaçador para mim?” Sirus rosnou a pergunta. “Partir?” Seu peito arfou, e colocou-se uma luta simbólica, desejando uma briga. “Você estará fazendo isso em cinco dias de qualquer maneira.”

Grey o empurrou com força, estalando sua cabeça para trás quando o levou toda a distância sobre a mesa. “Nós podemos fazer isto um inferno inteiro mais cedo do que isso, se você continuar falando.”

“Ei!” Uma voz profunda e áspera soou pelo ar cheio de tensão. “Consiga o inferno fora dele agora!”

Grey de repente foi erguido fora de Sirus e jogado em direção à porta. De pé entre Sirus e Grey, como um anjo vingador, estava Noah Maitland.

No documento 02 - O Despertar de Grey (páginas 184-193)