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Capítulo Dezessete

No documento 02 - O Despertar de Grey (páginas 169-184)

Oh, Cristo. Jesus Cristo. Fodido Jesus Cristo. Eu estou apaixonado por Sirus.

Grey piscou, lutando contra o pânico enquanto Sirus caía em cima dele na sequência do sexo, seu corpo ficando totalmente relaxado. Como pude deixar isso

acontecer? Apertando os olhos fechados, Grey respirou fundo e se disse

caladamente, convencendo-se de que estava misturando paixão, respeito e simpatia com a vulnerabilidade de permitir que Sirus o fodesse. Sua cabeça estava confundindo seus sentimentos, nomeando-o como amor, quando na verdade ele nem sequer sabia como diabos se sentia esse tipo de amor. Absolutamente

nenhuma ideia. Abriu os olhos e olhou para o teto, respirando mais fácil agora. Não

havia como ele pudesse estar tão certo de que estava apaixonado por Sirus.

Ele nem mesmo tinha certeza de que era capaz dessa emoção; Sempre soubera disso.

Exceto que você quer segurar Sirus para sempre, e nunca deixar sua cama. A

voz maldita dentro dele criou seu afiado julgamento novamente, zombando pelo mentiroso que havia se tornado.

Sirus deslizou as palmas pelos lados de seu corpo e enterrou o rosto na curva de seu pescoço. “Seu coração está batendo tão rápido,” ele disse, com voz abafada. Abruptamente, ele parou e olhou para Grey, uma ruga estragando sua testa. “Você está bem?”

“Sim… Desculpe…” Colocou as mãos em seu peito, cobrindo metade da tatuagem do mustang. Seus dedos coçando para se mover por toda parte e tocar mais. Já. Bem rápido.

Nova. Grey queria criar outra memória com Sirus, e depois outra, empilhando uma atrás da outra. Queria ter tantos malditos momentos juntos que Sirus só

pensaria em Grey quando estivessem separados, mesmo quando se olhasse no espelho e visse a marca permanente de outro homem tatuada em seu peito.

Vá em frente, Greyson, a voz cínica zombou novamente, fazendo Grey ranger os dentes, tente e se diga que isso não é amor.

“Grey?” Sirus lhe deu uma sacudida firme, empurrando-o longe da voz inimiga. “Tem certeza que está tudo bem?”

“Estou bem. É apenas...” Grey abriu a boca para sombrear a cor exata de seus loucos pensamentos, mas aquela coisa maldita de verdade que compartilhavam lavou a mentira que queria derramar. “Estava pensando sobre tudo que aconteceu agora.” Tecnicamente, isso era verdade. Ergueu a cabeça e escovou um beijo suave e demorado nos lábios rígidos de Sirus, persuadindo-os a se abrir para um deslizamento de suas línguas. Baixando de volta para o travesseiro, Grey enrolou a mão em volta de seu pescoço, esfregando enquanto acrescentava, “Você foi incrível.”

Sirus se aninhou no toque, mas também o estudou com um escrutínio penetrante por um momento desconfortavelmente longo. Só quando Grey não achava que pudesse tolerar mais, apavorado que estivesse revelando algo indizível, Sirus disse, “Venha tomar um banho comigo.” Ele se abaixou e puxou suavemente o pênis de seu buraco, atraindo um calafrio através de ambos quando cortou a conexão. Esfregou sua entrada até que se fechou, e então saltou de joelhos. “Vamos.” Ele pegou sua mão e o puxou para fora da cama. “Vou lavá-lo, e depois vou aconchegá-lo debaixo das cobertas para descansar um pouco.”

Grey hesitou, parando enquanto sua atenção se desviava para janela, e então no despertador do criado-mudo. “Mas mal escureceu ainda. Não é nem sete horas.”

Rindo, Sirus se inclinou e pressionou um beijo rápido em seu rosto. “Você é tão malditamente atraente com as palavras.” Ele pegou ambas as mãos de Grey e, com um puxão, fez com que ele se movesse. “Não se preocupe, vou guardar seu segredo. Ninguém jamais saberá que você fechou os olhos e tirou um cochilo antes de ser realmente a hora de dormir.”

Sirus parou na porta do banheiro. A alegria em seus olhos suaves, e a mudança rápida em seu comportamento trouxe Grey a um impasse. Moveu-se e segurou o rosto de Sirus, seu peito apertando com a necessidade de confortá-lo, embora não soubesse o que estava errado.

Com sua respiração engatando audivelmente, Sirus virou a cabeça e beijou seu pulso. “Vamos apenas parar e apreciar este momento, agora.” Seus olhos eram lagos de prata líquida, e Grey queria cair direto dentro deles. “Não vamos nos preocupar com mais nada além desta noite.” Crueza, a necessidade de um sim, arranhava sua voz. “Ok?”

Apenas esta noite, Greyson. Deixe ir; Não se preocupe ou pense demais no momento, deixe que isso seja apenas sobre o tempo gasto com Sirus.

O coração de Grey bateu como um filho da puta, o risco potencial de dano permanente agitou suas entranhas. Ele assentiu de qualquer maneira, incapaz de se afastar deste homem. “Ok.” Tomou a mão de Sirus e o levou para o banheiro.

* * * * *

Sirus tirou as botas e os últimos de suas roupas e deslizou de volta no calor da cama, aninhando-se atrás de um Grey cochilando. “Puta merda!” Grey ganiu e saltou sobre cerca de um pé fora do colchão, girando para enfrentá-lo enquanto fazia. “Sua pele está congelada.”

“Maldição.” Sirus estendeu a mão para tocá-lo, mas rapidamente puxou de volta antes de fazer contato novamente. “Desculpe por isso. Eu nem sequer pensei que ainda estaria frio quando me arrastei atrás de você.”

Grey bateu em seu rosto daquela maneira atraente dele, estudando Sirus enquanto piscava plenamente acordado. “Sim, bem, eu não vou fazer disso um caso federal nem nada.” Empurrando-se contra a cabeceira da cama, agarrou as mãos de Sirus entre as suas e colocou a boca nelas, soprando um ar quente maravilhoso sobre seus dedos formigando. “Onde você foi? Eu nem sequer percebi que tinha se levantado.”

Sirus estremeceu quando as pontas lentamente se aqueceram sob seus cuidados. Rolando o ombro e cabeça, ele encontrou seu olhar. “Acordei por volta

das nove e meia e lembrei que não tinha fechado ou trancado a porta do galpão quando viemos para cá. Não estava tão preocupado com as pessoas, mas não queria um animal entrando lá e despedaçando o lugar.”

Grey estremeceu, parecendo realmente aflito. “Está tudo bem? Não deveria tê-lo atacado como fiz lá.” Soltou as mãos de Sirus e enfiou os dedos pelo cabelo, fazendo uma bagunça ainda maior e mais sexy da coisa castanha. “Vou substituir tudo que tiver sido danificado, por animal ou o clima. Pelo menos as coisas que posso. Obviamente, seu trabalho é insubstituível. Merda.”

“Ei.” Sirus rastejou em cima de Grey, escarranchou seu colo, e puxou o homem para baixo por seus lados antes que ele pudesse fazer uma careta. “Eu gostei por ter me atacado lá.” Esfregou o dorso de suas mãos com a ponta dos polegares, criando pequenos projetos rodando sobre sua pele quente. “Foi um maldito bom ataque frontal.” Arqueou uma sobrancelha. “Aceito um desses tipos de interrupções em qualquer dia da semana.”

Um traço de sorriso enrolou as bordas dos lábios de Grey, e linhas gêmeas de rosa atravessaram suas bochechas. “O que veio depois não foi nada mal também.”

“Não foi, hem?” Sirus se sentou sobre suas coxas e saboreou apenas estar com ele. “Você não estava esperando o plug anal, estava?”

O rosa em suas bochechas queimou para um vermelho completo e rastejou até seu pescoço. “Não posso dizer que estava, não.”

O coração de Sirus torceu no desconforto óbvio de Grey. “Você nunca tinha usado um plug, ou dildo, ou qualquer outro tipo de brinquedo com um parceiro antes?” Ele realmente não precisou que Grey respondesse a isso. “E é evidente que ninguém tinha usado um em você.”

Grey coçou o peito e quebrou o contato visual, colocando seu foco na parede. Enquanto Sirus assistia uma luta interna jogar-se para fora no rosto acentuadamente angulado de Grey, um frisson de incerteza o congelou.

Sua garganta cresceu apertada, e ele pigarreou antes de falar. “Peço desculpas se cruzei a linha e fiz algo que o fez sentir desconfortável.”

O foco de Grey saltou de volta para ele, definindo-se direto nele. “Não, por favor, não senti isso. Amei o que você fez comigo.” Tocou a face de Sirus, e a dureza se deslizou de seu rosto. “É só que,” Grey soltou uma maldição baixa, “eu sempre vi

esse tipo de coisa como algo muito pessoal, e não queria parecer um idiota na sua frente. Tenho a maldita certeza de que o fiz.”

“Oh, bebê.” Sirus se inclinou, o beijou, e se derreteu em uma maldita poça de desejo por todo o homem. “Você me deixou mais duro e mais quente do que já estive, com cada única resposta que me deu. Você nunca poderia parecer tolo aos meus olhos. Se você quiser,” Sirus ficou reto e escovou os dedos pelos cabelos de Grey, domesticando-os um pouco, “da próxima vez, pode usar qualquer coisa ou brinquedo que você quiser em mim, e ver eu me perder também. Dessa forma, estaremos quites. Ok?”

Grey abriu a boca, mas seu estômago roncou alto primeiro, batendo fora o que ele pretendia dizer.

Sirus bateu o dedo contra seu abdômen, rindo. “Esse ruído é familiar. Ok, então eu posso tomar a dica. Você quer que eu o alimente primeiro.” Ele relutantemente rastejou fora do colo de Grey, e mais uma vez o arrastou de pé, puxando-o até que ficaram rentes um ao outro. “Sanduíches funcionarão?” Sirus alcançou entre eles e deslizou a mão através do comprimento do pênis longo de Grey, tirando uma reação imediata dele. “Ou você precisa de algo mais substancial a fim de recuperar a energia para a segunda rodada?”

Com os olhos castanhos aquecidos para o verde salpicado de âmbar, Grey serpenteou a mão em volta do pescoço de Sirus e o puxou, roubando um beijo quente de boca aberta. Empurrou a língua através de seus lábios, e varreu profundamente enquanto agarrava seus quadris e afundava os dedos em sua carne com força primorosa, enfraquecendo seus joelhos. Beijou Sirus completamente o suficiente para transformá-lo em uma poça, e então recuou. “Isso deve me segurar.” Relampejou um sorriso de lobo. “Por enquanto.” Bateu no flanco de Sirus e saiu do quarto, sua bunda o convite mais atraente que já tinha sido oferecido a Sirus na vida.

Já fora de vista, no final do corredor, a voz de Grey chegou a Sirus. “Você vem?”

“É muito provável que vou,” Sirus murmurou para si mesmo. Não havia como calar seu pau em torno de Greyson Cole. “Mais de uma vez.”

* * * * *

“Você deve ter os olhos de seu pai,” Grey disse, tirando Sirus de seu silêncio.

Ambos se recostavam contra o balcão da cozinha, comendo sanduíches de peru, batatas fritas, e compartilhando uma cerveja. Nus. Comendo. E completamente confortáveis com surtos ocasionais de conversa ou silêncio sociável.

“Os olhos de sua mãe são escuros,” Grey adicionou quando Sirus olhou para ele, “de forma que deixa seu pai. Que deve ser da mesma cor intrigante de ardósia como os seus.”

Dor aguda perfurou o peito de Sirus, levando-o de volta a conversa com sua mãe hoje. A dor o fez sentir o dobro do peso e incrivelmente sozinho. A comida virou para gosto de papelão em sua boca, matando seu apetite. Abaixou o sanduíche meio comido e tomou um gole rápido da cerveja, limpando o bloqueio na garganta.

“Sinto muito.” Grey bateu o punho no balcão e murmurou um palavrão. “Foi muito estúpido de minha parte.” Remorso enchia seus olhos. “Depois dessa manhã… Eu não deveria ter mencionado seus pais.”

“Não, está tudo bem.” Sirus se virou e encostou o quadril contra o balcão, de frente para Grey.

“É meio bom que você tenha notado. Sim. Eu tenho os olhos do meu papai e a construção, e a coloração da minha mãe.”

O olhar de Grey viajou até o comprimento de seu corpo nu, concluindo em seu rosto. “É uma boa combinação.”

A pele de Sirus aqueceu de cima a baixo, e ele não conseguia tirar os olhos de Grey.

“Obrigado.”

“É apenas a verdade.” Grey limpou a boca com uma toalha de papel, abaixou-a, então a levantou novamente e a torceu entre os dedos. “Posso… Não sei… Só me diga se eu estiver impondo, e vou calar a boca. Você não vai machucar meus sentimentos. É só…” Grey franziu os lábios, e então deixou escapar, “Você

estava obviamente chateado mais cedo. É certo eu perguntar o que aconteceu com sua mãe?”

Precaução se intrometeu contra a esperança dentro de Sirus; Grey tinha fixado as regras para o breve romance, mas agora ele parecia estar mudando-as. “Você realmente quer saber?”

Grey mastigou o canto do lábio, e assentiu. “Se você quiser me dizer, eu faço.”

Oh Deus, ele realmente parece querer ouvir. Sirus tremeu, no conhecimento inebriante.

Assustador também.

“Certo.” A mão de Sirus tremia quando pegou a cerveja e tomou outro gole. Se Grey notou, ele muito docemente não reconheceu a reação. “Depois que você saiu…” Sirus prosseguiu dando a Grey um passo a passo da conversa com sua mãe, só omitindo a parte onde mencionava que poderia ter alguém sério em sua vida muito em breve. Embora tivesse pensado em Grey quando tinha dito essas palavras, ele sabia que foram apenas suas esperanças mais secretas, e não um comentário de algo real que Grey tivesse lhe dado sobre seu futuro.

Tipo o que aconteceria com eles quando as férias de Grey acabassem e ele voltasse para casa.

Quando Sirus terminou de contar o que havia acontecido com sua mãe, ele e Grey já tinham terminado a cerveja e voltado para a cama. Grey se encostou contra o pé da cama, e Sirus se sentou contra a cabeceira.

“Então foi isso.” Sirus se remexeu nos lençóis amarrotados, incapaz de se manter totalmente quieto.

Depois de compartilhar, sua garganta parecia em carne viva de novo, quase tão ruim quanto quando teve a conversa original com sua mãe. “Cabe a ela agora. Não posso fazer mais nada.”

“Sinto muito que tenha acabado assim,” Grey disse. Suavidade em sua voz e transparência em seus olhos voltados para suas palavras. “É interessante, porém, e incomum, que seu pai tenha aceitado tão abertamente enquanto sua mãe não pode. Na maioria das vezes você ouve isso do outro lado, se um dos pais está disposto a aceitar mesmo.”

“Eu não entendo o que é isso com minha mãe.” Uma necessidade enorme de compartilhar borbulhou em Sirus, uma que ele não conseguiu ignorar. Porra, e era tão bom falar com alguém que podia entendê-lo. “Acho que sua incapacidade de me reconhecer como um homem gay está toda envolvida com meu avô e a decepção que ele ainda demostra pelo fato de minha mãe ter se apaixonado e casado com meu papai.”

Grey puxou as pernas para cima e descansou os cotovelos nos joelhos, seu foco puramente em Sirus.

“Que diabo tem de tão errado com seu pai?”

Sirus sorriu, e seu coração se iluminou só de pensar em seu pai. “Meu pai é este gigante de homem do Extremo Sul, e é uma combinação estranha de um caipira liberal que ama a ópera e a música country. Ele cresceu em terra pobre, o que as pessoas chamam de lixo branco.” Um redemoinho de escuridão se moveu sobre o olhar de Sirus. “Ele odeia pra caralho essa frase, e eu também. Enfim, meu pai conseguiu ir à faculdade, e é um professor com um diploma em engenharia mecânica agora. Ele leciona em uma faculdade em DC. Ele ama falar de política, e adora uma boa disputa sobre as ideias ainda mais. Oh,” Sirus fez uma careta, “e, obviamente, ele não é grego.”

“Ah.” Grey acenou conscientemente. “A coisa de não ser grego, é a maior greve contra seu pai com seu avô?”

Amassando o rosto, Sirus deu de ombros. “É só um dos muitos. Meu avô é uma das pessoas mais conservadoras que conheço, e então eu diria que ele não gosta de praticamente nada sobre meu pai, à primeira vista. Mas minha mãe ama apaixonadamente meu pai, todos nós, os filhos, pudemos sempre ver isso tão claro quanto dia. Ela se casou com meu papai — seu nome é Whit — e se mudou de Nova Iorque em face do que ela sabia era a grande decepção de meu avô.” Sirus fez uma pausa, o puxão para entender sua mãe ainda continuava preso firmemente em seu coração. “Acho que isso machuca minha mãe profundamente que meu avô não se sentisse feliz por ela. Meu pai diz que ela ficou realmente com medo de perder o pai, quando ela escolheu se casar com ele e ignorar seus desejos.”

Sirus parou de novo, lembranças de visitas a família de sua mãe ainda vívidas em sua mente.

Sua voz baixou enquanto falava, sentindo a tensão espessa em alguns desses momentos tão vivos hoje quanto quando ele tinha estado lá pessoalmente. “Meu avô é uma dessas pessoas que até hoje, quarenta anos depois, ainda faz alguns comentários sob sua respiração que deixa todos na sala saber como ele realmente se sente, mas sem dizer claramente algo hostil em seu rosto. Minha mãe sabe que meu avô não a perdoou totalmente por desafiá-lo, e eu acho que de muitas formas ela ainda está tentando ter de volta esse amor que ele tão abertamente dá a suas outras filhas.”

“Eu acho que isso deveria fazê-la ainda mais simpatizante a aceitá-lo abertamente, não menos.” Dobrando as pernas contra o peito, Grey colocou o queixo para descansar em seus braços cruzados. “Não é?”

“Você poderia pensar, mas não consigo fazê-la falar comigo sobre o porquê ela não reconhece que sou gay, o que é tão frustrante, porque só posso tentar adivinhar de onde isso está vindo.” Tantas desculpas e razões para o comportamento de sua mãe tinham ido e vindo em sua mente ao longo dos anos. Uma tinha voltado para ele uma e outra vez, mas nunca tinha falado sobre isso com seu pai ou qualquer um de seus irmãos com medo de criar uma ruptura entre sua mãe e outro membro da família. “Acho que na mente de minha mãe, se ela reconhecer e aceitar que sou gay, então ela vai sentir como se tivesse que dizer a meu avô que seu neto é gay. No momento, meu avô não sabe sobre mim, e por muitas razões é apenas uma boa ideia nunca dizer a ele. Há outros que não sabem também, e estou bem com isso. Não vejo meu avô frequentemente, e não somos muito próximos. Ele sempre meio que me assustava quando eu era pequeno, e isso nunca passou completamente.”

Sirus olhou para Grey e encontrou um homem quieto e concentrado, ouvindo atentamente cada palavra que ele dizia. A intensidade causou um flip-flop em seu estômago e amarrou sua língua. Grey era tão atraente, inteligente, bem sucedido e decisivo em suas escolhas, que o tinha se perguntando se suas preocupações e medos pareciam pequenos e tolos para este homem. Ele começou há suar um pouco quando considerou em seus sonhos mais selvagens, que mesmo se ele de alguma forma ficasse com Grey, se seria uma pessoa interessante o suficiente para manter sua atenção por muito tempo.

Não ultrapasse a si mesmo, Wilder. Não dessa vez. Você conseguiu fodê-lo uma vez, e ele perguntou sobre sua família. Nenhuma dessas coisas equivale a uma proposta de casamento. Nem mesmo perto.

“Você quer parar?” Grey perguntou, fazendo-o perceber que deve ter ficado calado mais tempo do que pensara. “Você decidiu que não quer falar, afinal?”

“Não. Desculpe.” Sirus esfregou o rosto e limpou a preocupação. “Não foi isso.” Forçou a conversa de volta em sua mente e encontrou o ponto onde tinha parado. “Acho que reconhecer minha homossexualidade está torcido na cabeça de minha mãe com o saber que se ela o fizer, e orgulha-se de mim em todos os sentidos, e se gabar de mim ou de um parceiro, então ela terá que dizer a seu pai que sou gay. Isso vai romper qualquer laço que eles ainda compartilham, para sempre.” Matava Sirus só em pensar de cortar a comunicação com sua mãe, então seu coração sangrava por sua posição, embora o afetasse muito. “Aos olhos do meu avô, não só minha mãe foi contra seus desejos e se casou abaixo dela, mas ela foi e ainda teve um filho que acabou sendo uma bicha… Não, isso seria assim para meu avô. Não só eu não seria bem-vindo em sua casa, mas tenho certeza que ele iria negar totalmente minha mãe também.” Sirus fez uma careta. A ideia de rasgar duas

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