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A cura da paixão

No documento Editora Recanto das Letras (páginas 182-195)

Aos poucos concordamos Num jeito feliz de ser Que não há bela senhora Nem simpático senhor Que saiba me dizer na hora Como se desfaz de um amor.

Talvez, se indo depressa Num importante doutor, Descobriremos o motivo da doença chamada amor.

Vem chegando sozinha E infectando tudo Mas é a pior do mundo Na história até agora.

Em toda a vida vivida Ou olhares reprimidos Se entrega ao outro Um coração amassado.

Quem saberia então O remédio que houvesse Para curar uma doença

Chamada por todos que fosse?

E cure a chama que acende Mas nunca que se apaga, Da doença envolvente Atacando o coração.

Mas que cure simplesmente Da dor de uma paixão!

a

A paixão corrói o peito, o amor enaltece a alma, no coração se afaga o sentimento pelo outro.

A dança

A moça dança e balança a anca O moço olha e se aproxima A música inebria e encanta

Os olhares se trocam e os corpos se encaixam.

O calor esquenta e as mãos se juntam Tudo rima, tudo é junto

Perto e separado.

A música termina, a moça para O moço desanima e vai embora Nada mais é perto, nada mais encanta A pele esfria e o olhar apaga.

A grama

Pedi a Deus um caminho

Ele me deu uma estrada, não entendi.

Mudei o pedido, pedi uma solução, Choveu!

Procurei entender melhor o pensamento de Deus.

Pedi a Ele uma terra para fincar meus pés.

Ele me deu grama, entendi Na grama deitei e adormeci.

Quando acordei, Ele já havia resolvido tudo Pois Ele estava no controle da minha vida.

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Nas tempestades não desista; no final, Deus sempre deixa um arco-íris.

A salada

A moça era esperta e cuidava da comida Vivia rindo e contando histórias

Sempre tomando à frente

De todas as formas e cores, colorindo a vida da gente.

Às vezes, só ela ria das histórias que contava

Pois se sentia contente, ao lado daquele povo, todos amigos Veio uma notícia cômica,

Se não fosse trágica.

Em todos os exames, o colesterol aparecia Ninguém escapou do laudo

Até o jovem padre caiu naquela armadilha Por todas as casas a notícia corria

Sem preconceito ou escolha.

A batalha seria grande Tinha que fazer direito

Mas, o que se faria agora?! — todos pensavam com a mão no peito.

A moça teve uma ideia Que tal investir na salada?

Salada ninguém queria, achavam sem graça e sem gosto Mas ela provou o oposto.

Começou com poucas batatas Colocando uma por uma

Depois vieram as cenouras, que davam o colorido Beterrabas eram doces, portanto seriam bem-vindas

As vagens, imponentes, eram como fortes guerreiros em haste

Combatendo o invasor

Todas numa travessa colocada com carinho.

Era como uma obra de arte, ela ficava linda!

Havia de ser precisa, com sais minerais e proteínas No fim de cada dia, a notícia se espalhava

A moça já fez a salada!

De noite, sentavam-se à mesa À espera do santo milagre Que até o padre aguardava Com extrema esperança Que saísse daquela travessa A cura para aquela lambança.

Depois de várias obras na travessa Todos festejaram contentes Haviam vencido a batalha!

Que venham as carnes, frangos e peixes Daquele dia em diante

Mas havia de vir na frente

A salada vencedora

Para alegrar a vida da gente.

a

As coisas feitas com carinho e prazer, mesmo que não curem, trazem alegria pela dedicação.

A vida

A criança brinca na praça, Vira palhaça e ri.

A moça brinca na loja, Vira modelo e desfila.

O homem brinca com o corpo, Vira mágico e cresce.

A vida brinca com a gente,

A gente ri, desfila e vira mágico com o tempo.

Amigos

Existem pessoas que passam por nossas vidas Para nos deixar grandes ensinamentos

São pessoas comuns, às vezes abastadas, outras carentes Entram sem pedir licença e se alojam em nossos corações.

Trazem carinho, conforto e felicidade, São nossos amigos,

Que nos servem de esteio como se fossem ninhos.

Essas pessoas, amigas e solidárias, sempre dispostas a nos ouvir

Vivem a nos rodear, como anjos a nos guardar Podemos estar longe ou próximos,

Mas o seu pensamento sempre está perto e dentro de nós, Vivem em paralelo, como santos a nos vigiar.

São seres sagrados, que Deus nos envia e nos permite amar!

Agradeço a todos os meus amigos, que tanto me ajudam, Penso sempre neles com muito carinho

Esses seres que fazem sozinhos nossa vida melhor Nos sorriem quando choramos

E festejam nossas conquistas.

São como estrelas que iluminam o céu do nosso pensamento!

Na chuva ou no vento, sempre ao nosso lado Com amor e dedicação.

Peço a Deus, em oração, que aqui sempre estejam

E, quando um dia forem para longe, que não se ausentem Permaneçam a todo momento

Comigo em meu pensamento!

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Amigos são luzes que sempre se acendem quando precisamos.

As rosas

São lindas de todas as cores As brancas para situações leves As laranjas que alegria nos dão As azuis descansam nosso espírito

As vermelhas, que amor: quanto mais, melhor!

As amarelas nos elevam a alma e nos acalmam As negras, misteriosas de raro esplendor!

Champanhe eu quero, para os raros momentos Pequenas ou grandes

Com perfumes ou não

Todas imponentes e misteriosas Mas que sejam sempre belas Todas as rosas.

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As rosas são pequenas dádivas que Deus nos dá para nos alegrar, dos olhos até a mente.

Deus

Talvez fosse inspiração Melhor seja uma canção Vinda como o vento

Que nos aproxima do vazio.

Bendito seja o santo

Que vem em forma de espírito Em todas as formas complexas Por mais simples que sejam Passam da mente ao coração Convertendo-se em razão.

De um mundo corretamente perfeito

O homem certamente seja, sua maior criação.

Quanto aos mares, complexo indefinido De alimentação geral

O leite fluido do peito

Transforma-se em amor quando sugado.

Deus é a lucidez do vazio E a claridade da mente É a inconsequência da morte Na plenitude da vida.

a

De Deus, basta-me olhar o ser da supremacia.

No documento Editora Recanto das Letras (páginas 182-195)