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5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

5.5 A PRAÇA DO IMIGRANTE

5.5.1 Características e análise da Praça do Imigrante

A “Praça” do Imigrante, denominada pela Lei Nº 365, do ano de 1974, é na verdade um espaço livre de área verde e APP, com características cênicas à margem esquerda do Rio Fiúza, com área territorial de aproximadamente 200,00 m². Se localiza em uma esquina, com fluxo intenso e semáforo em via arterial e coletora, entre a Avenida 7 de Setembro e a Rua Alberto Pasqualini, conforme a Figura 80. A área já foi ponto de comércio e feiras semanais, porém, atualmente é um local de preservação da vegetação e também de passagem e circulação de pessoas, que a utilizam principalmente para atalhar a esquina.

Figura 80. Vista superior e fotografias da Praça do Imigrante.

Fonte: À esquerda – adaptado do Google Earth, 2017. Á direita: acervo da autora, janeiro de 2017.

O principal elemento de destaque desta paisagem é o Monumento ao Imigrante (Figura 81), Construído em 1974 para homenagear os imigrantes alemães que colonizaram e se instalaram às margens do Rio Fiúza, e que impulsionaram o desenvolvimento do município.

A paisagem contém três acessos (Figuras 82 e 83), um para visualização do Monumento ao Imigrante e dois para o único caminho pavimentado, que foi alterado nos últimos anos de concreto para madeira (estilo deck) que não se apoia diretamente sobre o solo. Entretanto, essa pavimentação está constantemente danificada e quebrada em alguns pontos (Figura 84), e a substituição por novas peças tem de ser frequentemente realizada, que pode demorar pra ocorrer.

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Figura 81. Monumento ao Imigrante da Praça do Imigrante.

Fonte: acervo da autora, janeiro de 2017.

Figura 82. Acesso e face oeste da Praça do Imigrante.

Fonte: acervo da autora, janeiro de 2017.

Na Figura 83, além de se observar o Monumento ao Imigrante e o acesso pela ponte da Avenida Sete de Setembro à esquerda, também pode se observar o rio Fiúza à direita, com bacia visual contemplada sobre a ponte.

Figura 83. Acesso sul da Praça do Imigrante; Rio Fiúza.

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O relevo do espaço livre é suavemente ondulado com vegetação arbórea moderadamente homogênea exótica, com função de sombreamento, estética e para evitar a erosão para o Rio Fiúza, que é cercada na margem do rio.

O entorno é caracterizado nas outras faces por serviços e residências, e nota-se que as pessoas pouco aproveitam o espaço livre para descanso ou convívio, visto que possui pouco mobiliário urbano (três bancos e um poste de iluminação interno com estado de conservação regular/ruim) e em locais não atrativos para uso, principalmente noturno, como se observa na Figura 82 e 84.

Figura 84. Fotografias do caminho interno de madeira da Praça do Imigrante.

Fonte: acervo da autora, janeiro de 2017.

5.5.2 Preferência da Paisagem da Praça do Imigrante

A denominada Praça do Imigrante, em relação à amostragem e perfil dos entrevistados (Tabela 12), obteve uma coleta em igualdade nas categorias de gênero (feminino:15 ; masculino:15) e entre as faixas etárias (Até 17 anos; de 18 a 44 anos; mais de 45 anos – 5 de cada por gênero). Grande parte dos questionários foram aplicados nas proximidades do espaço livre, em áreas comerciais ou de serviços. A média de idade entre o gênero e as faixas etárias também foi semelhante, resultando em uma média total na idade de 33,23 anos. Na categoria escolaridade, as porcentagens foram pouco próximas entre os gêneros, e na média total, prevaleceu a escolaridade do ensino fundamental (46,67%), seguido do médio completo (20,00%), e superior (20,00%).

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Tabela 12. Relação do perfil dos entrevistados da Praça do Imigrante

ESCOLARIDADE MASC ULINO IDADE (ANOS) QUANTIDADE ENTREVIST. (Nº) MÉDIA IDADE (ANOS) FUNDAM. MÉDIO COMPL. SUP. INCOMP. SUPERIOR PÓS- GRAD. Até 17 5 14,40 100,00 % 18-44 5 32,80 60,00 % 40,00 % + 45 5 52,80 20,00 % 40,00 % 40,00 % MÉDIA MASC. TOTAL: 15 HOMENS 33,33 40,00 % 13,33 % 20,00 % 26,67 % 0% ESCOLARIDADE FEM IN IN O IDADE (ANOS) QUANTIDADE ENTREVIST. (Nº) MÉDIA IDADE (ANOS) FUNDAM. MÉDIO COMPL. SUP. INCOMP. SUPERIOR PÓS- GRAD. Até 17 5 13,60 100,00 % 18-44 5 30,40 40,00 % 20,00 % 40,00 % + 45 5 55,40 60,00 % 40,00 % MÉDIA FEM. TOTAL: 15 MULHERES 33,13 53,33 % 26,67 % 6,67 % 13,33 % 0 % MÉDIA TOTAL 30 33,23 46,67 % 20,00 % 13,33 % 20,00 % 0 %

Fonte: elaborado pela autora, 2018.

A respeito ao uso da praça e frequência dos entrevistados (Perguntas 1 e 2 da Figura 85), a maior parte respondeu utilizar o espaço livre de uma a três vezes por semana (44%) e de uma a três vezes por mês (30%), com predomínio em dias de semana (90%). Os horários mais frequentados pelas pessoas entrevistadas (Pergunta 3) é o da tarde (12-16h – 36%), seguido pelo entardecer (17-20h – 30%), e manhã (6-11h – 27%). E, estes permanecem na praça (Pergunta 4) predominantemente menos de 10 minutos (93%).

Figura 85. Frequência e usos na Praça do Imigrante

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Com essas informações, estabelecem-se os maiores usos em cada faixa etária (ver ANEXO G). Até 17 anos frequenta mais a praça de uma a três vezes por mês (5 entrevistados), durante a semana (9), no turno da tarde (8), por menos de 10 minutos (8).

Os entrevistados entre 18 e 44 anos utilizam mais a praça todos os dias (5) durante a semana (9), com predomínio das 6 às 11 horas (5), e no tempo de menos de 10 min (10). Na faixa etária acima de 45 anos, a opção durante a semana (9) também foi a mais selecionada. Além disso, é a faixa etária que mais frequenta a praça no período do entardecer (5) e por menos de 10 minutos (10).

Na Figura 86 nota-se que, de forma geral, os entrevistados mais realizam no espaço livre a circulação breve (25), observação da paisagem (22), observação de pessoas (17) ter contato com a natureza (15), e a utilizam de percurso para atividades físicas (11).

Figura 86. Usos e atividades realizadas pelos usuários na Praça do Imigrante

Fonte: Elaborado pela autora, 2018.

Os índices de uso mais baixos da Figura 86 acima se referem a não estar com a família, tê-la como um refúgio, interagir com outras pessoas (bairro), introspecção, pela proximidade com áreas comerciais, realizar refeições, praticar a solitude na praça, por não haver bons serviços/infraestrutura e estímulo a voltar/passar tempo. Alguns usos não foram selecionados por não ocorrerem nesta praça, como a presença de academia, transporte alternativo, eventos e presença de parquinho. Ou seja, o destaque na Praça do Imigrante é seu uso para circulação (pelo passeio externo, atalhar e para atividades físicas), contemplação da paisagem e pessoas, e para ter contato com a natureza.

Em outra questão, na Figura 87, os entrevistados podiam selecionar mais de uma opção de com quem utiliza o espaço livre. Assim, observa-se que os cidadãos mais utilizam a

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praça sozinhos (29 usuários – principalmente para circulação), com amigos (10), família (11), crianças (3), com animais (2 – para passeios) e com grupos religiosos (1).

Figura 87. Com quem os questionados utilizam a Praça do Imigrante

Fonte: Elaborado pela autora, 2018.

Os trinta entrevistados também atribuíram uma valoração conforme a Classe de Preferência, de 1 a 5 (Muito baixa; Baixa; Média; Alta; Muito alta), para cada uma das 5 fotografias. Por meio da média efetuada de cada fotografia (dados da planilha em ANEXO G), na Tabela 13 vê-se que a média total (geral) é a valoração de 3.36, o que indica uma Classe de Preferência Média para a paisagem desta Praça. A ressalvar, todas as médias femininas (F) demonstram-se mais elevadas do que as médias masculinas, e em ambos os gêneros, entre todas as faixas etárias, a faixa até 18 anos apresenta as médias mais elevadas.

Tabela 1. Médias gerais da Preferência da Paisagem

FAIXAS ETÁRIAS MÉDIA M MÉDIA F MÉDIA GERAL

Até 17 anos 3,52 3,68 3,60

De 18 a 44 anos 3,12 3,28 3,20

Acima de 45 anos 3,24 3,32 3,28

TOTAL 3,29 3,43 3,36

Fonte: Elaborado pela autora, 2018.

Em outra análise, para avaliar a preferência da paisagem da Praça, estabeleceu-se um ranking com a média geral total de valoração que cada fotografia obteve. Na Figura 88 observa-se este rankinkg com a disposição das quatro fotos que resultaram na Classe de Preferência Média e uma na Classe de Preferência Baixa. Logo abaixo de cada foto se encontra a média de valoração geral, e as médias diferenciadas entre os gêneros (em cada lado da média geral). Nota-se então, que entre os gêneros obteve-se maior concordância nas fotos 2 e 4, que representa os dois acessos em perspectivas diferentes do caminho interno da praça. A foto 2, além de ser a de maior valoração geral, concorda com a maior valoração entre os gêneros, que adiante se percebe ser o local de maior preferência dos usuários. A fotografia 5

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foi a única avaliada com média de preferência baixa, com justificativa dos respondentes pelo fato dela não permitir visualização nenhuma da praça a partir da ponte.

Assim, dentre as fotos do ranking, nas duas primeiras estão: uma vista do acesso da praça, e a vista mais conhecida e caracterizada dela, que contém grande cruzamento de veículos e o semáforo (que pode ser visualizado na fotografia também). As outras duas na sequência caracterizam outros dois caminhos, uma que acessa o monumento do Imigrante e a outra com a pavimentação de madeira que conduz à diagonal da praça. E a última fotografia do ranking representa a vista para a praça sobre a ponte do Rio Fiúza, que impede visualização direta para o espaço livre, por conta da vegetação de sua margem.

Na Figura 89, observa-se a demarcação da praça utilizando números que identificam o posicionamento das fotografias e cores para a Classe de Preferência valorizada pelos entrevistados.

Figura 88. Ranking de Preferência da Paisagem da Praça do Imigrante

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Figura 89. Classe de Preferência conforme as fotografias da Praça

Fonte: Elaborado pela autora, 2018.

Na pergunta referente à importância da interação e socialização, a grande maioria dos cidadãos não considerou importante ter esse vínculo (73%), principalmente o gênero feminino (59% do total que não considera importante). Houve apenas 27% de pessoas que ponderou ser importante a interação neste espaço, o que constituí em sua maioria pelo gênero masculino em todas as faixas etárias (75% do total que considera importante).

Ao seguir a análise dos dados, a Figura 90 aponta as fotografias eleitas como o lugar mais representativo da paisagem da praça. Todas foram citadas, com maior número nas fotos 3 e 1, em que ambas incluem o símbolo da praça: o Monumento do Imigrante, e que estão entre as primeiras que receberam maior valoração na preferência da paisagem. Interessante que as fotos 2 e 4, do caminho interno foi pouco salientado aqui. Além disso, nesta parte, apenas uma pessoa citou mais que um lugar representativo. As justificativas para tais escolhas se embasaram na foto que mais apresentava a praça (mais vista pelos cidadãos), pelo monumento, ou caminhos (mais utilizado).

Figura 90. Fotografias mais representativas da Praça do Imigrante

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Nas duas questões em relação à satisfação dos usuários quanto à qualidade e à gestão do espaço livre, obtiveram-se resultados apenas de nível médio e baixo (Figura 91).

Sobressaiu-se na questão 1, sobre a qualidade da praça, o nível médio (63%) em comparação ao baixo (37%). Na questão 2, sobre a satisfação com a gestão, obteve-se maior insatisfação: 60% em nível baixo e 40% em nível baixo. Tal apontamento acompanha um sentimento de abandono e poucos investimentos neste espaço livre, como se vê adiante.

Figura 91. Satisfação quanto à qualidade e gestão da Praça do Imigrante

Fonte: Elaborado pela autora, 2018.

Referente às questões de características descritivas e qualitativas, a primeira é sobre a definição do espaço livre em três palavras. As respostas foram variadas (dezessete no total), mas as mais recorrentes foram de aspectos positivos, que descreveram mais a Praça do Imigrante como: paisagem com vegetação, boa/bonita, com passagem/caminho, monumento, histórica, de descanso; e seis negativas: inapropriada, pequena, insegura/escura, insuficiente, feia/suja, e abandonada. Na figura 92 também se destacou alguns antagonismos, tais como “boa/bonita(11) x feia/suja/abandonada/insuficiente/pequena (13)”, e “tranquilidade(2) x inapropriada/insegura/escura(11)”. Com isso, parece que os usuários tiveram um predomínio de definição para o espaço livre com palavras favoráveis (66), em comparação com as desfavoráveis (24).

Figura 92. Palavras-chave definidas da Praça do Imigrante

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Na sequência, analisaram-se os aspectos positivos e negativos do espaço livre, que se encontram na Figura 93. Os principais aspectos positivos indicados foram em relação à vegetação da área, pelo caminho interno de passagem, o monumento, sua localização e bancos. Já dentre os negativos, foram destacadas a quantidade de lixo que fica depositado no espaço livre, bem como a falta de manutenção da infraestrutura, as condições dos bancos e pela pouca quantidade, iluminação insuficiente, frequentadores indesejados, caminho principal de madeira irregular, cerca para o rio Fiúza arrebentada, e pelas poucas opções de lazer e recreação.

Ressalta-se que alguns aspectos (conforto e imagem; mobiliário urbano) mencionados estão presentes com palavras antagônicas tanto na coluna positiva quanto na negativa, a exemplo de: “passagem x caminho”, “manutenção x manutenção”, “bancos x bancos”, “potencialidade x sem opções”, “descanso x insegurança”. O predomínio negativo se encontra em praticamente todos os antagonismos, e também revela vários aspectos que necessitam de investimentos em sua infraestrutura.

Figura 93. Aspectos positivos e negativos da Praça do Imigrante

Fonte: Elaborado pela autora, 2018.

Outra questão se vincula aos sentimentos que são despertados nos usuários quando utilizam o espaço livre ou pensam nele (Figura 94 abaixo). Houve semelhança entre o índice de sentimentos desfavoráveis (15): indiferença, desconforto, abandono, insegurança e tristeza; e os favoráveis (14): bem-estar, tranquilidade, simpatia, aconchego e felicidade. Isso pode ocorrer pelo fato do espaço livre possuir vegetação e estética, mas, carecer de infraestrutura e manutenção.

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Figura 94. Sentimentos despertados pela Praça do Imigrante

Fonte: Elaborado pela autora, 2018.

Nas sugestões de atividades que poderiam ser realizadas na praça, pensando na pequena área dela, foram citadas a implantação de um parquinho (algumas opções de brinquedos), um espaço com bancos para lazer/descanso/leitura/observação, uma academia ao ar livre, um espaço gourmet e banheiros.

Figura 95. Atividades que os entrevistados gostariam de fazer na Praça

Fonte: Elaborado pela autora, 2018.

Os ambientes preferidos no espaço livre, conforme a Figura 96 é prioritariamente o caminho interno (mais utilizado para circulação, e pela criatividade), a área vegetada, a presença do Rio Fiúza e do Monumento ao Imigrante.

Figura 96. Preferência por ambiente na Praça do Imigrante

Fonte: Elaborado pela autora, 2018.

Na última pergunta foram citados os aspectos que necessitam de maiores investimentos e melhorias (Figura 97). E, dentre as sugestões está a manutenção e acréscimo da quantidade de bancos, intensificar a iluminação, manutenção e limpeza da área, o que

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inclui instalar lixeiras, qualificar o paisagismo, a segurança e proteção do espaço livre. Estes são os maiores anseios dos entrevistados, e respondem aos aspectos negativos levantados.

Figura 97. Aspectos que necessitam de maior investimento na Praça do Imigrante

Fonte: Elaborado pela autora, 2018.

5.5.3 Contribuição para o planejamento e gestão da Praça

Por meio dos dados levantados da Praça do Imigrante, compreendeu-se que ela desperta sentimentos contraditórios (desfavoráveis e favoráveis) nos entrevistados, e seu uso é predominante de pessoas sozinhas, durante a semana, de uma a três vezes por semana/ou mês, nos períodos da tarde ou entardecer. Usos esses para circulação muito breve pela área (passagem e atividades físicas – como caminhar), e observação da paisagem/pessoas/fauna. Além disso, não consideraram importante haver interação com outras pessoas neste espaço livre.

As palavras-chave definidas pelos questionados revelam a realidade da praça, bem como a Preferência da Paisagem, que demonstra a valoração para os principais elementos dela: o caminho, monumento e a vegetação. Porém, também a consideraram inapropriada, pequena, insegura/escura, insuficiente, feia/suja, e abandonada. Além disso, houve insatisfação quanto a sua qualidade, que vai de nível médio para baixo, e sobre a gestão do espaço livre, que predominou o nível baixo.

Desta forma, pensou-se em duas alternativas para um condicionamento satisfatório para esta paisagem. Como o local praticamente não é utilizado para interação social, inicialmente, sugere-se privilegiar a característica de área verde do espaço livre, visto que ela se encontra às margens do Rio Fiúza. Portanto, esse modelo resguardaria as margens do Rio Fiúza, pois, contemplaria a retirada do deck de madeira (que se encontra em condições ruins e perigosas de tráfego dos pedestres) e a realização de um cercamento por trás do Monumento ao Imigrante – cortando cerca de um terço a diagonal da praça –, para acesso somente na parte

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frontal do monumento – que teria pavimentação (que permita escoamento superficial), alguns bancos e iluminação eficiente. Assim não haveria áreas internas com pouca visibilidade, fato que atualmente deixa a população insegura.

Uma segunda opção seria aproveitar algumas indicações dos entrevistados para realizar os investimentos necessários. Entre eles, salienta-se manutenção e limpeza frequente da área, realizar podas e paisagismo de forração, instalar bancos, iluminação e lixeiras, revitalizar o caminho com materiais duráveis em longo prazo, e ter um cercamento seguro às margens do rio. Além disso, seria interessante explorar o local para instalar um espaço de lazer com bancos com a história da praça (uma vez que a área é pequena e não comporta atividades diversas), do uso de vegetação nativa, do monumento e do Rio Fiúza, que são os potenciais do espaço livre.

Logo, ao se seguir a ideia de que a Praça do Imigrante não disponibiliza atividades e infraestrutura requerentes de uma praça, e, que os usuários pouco interagem e a satisfação é baixa em relação a sua qualidade e gestão, ela poderia vir a ser um espaço de conservação da vegetação e história. Contudo, para a definição de qual ideia seguir, seria interessante a gestão realizar uma consulta à população, de modo que a melhor valorização dos usuários seja considerada para a paisagem.

5.6 A GESTÃO PÚBLICA DOS ESPAÇOS LIVRES DE LAZER E RECREAÇÃO

Com as entrevistas realizadas, pode-se afirmar que a Secretaria responsável pela gestão dos espaços livres do município de Panambi é primeiramente a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer (que se encontra no Parque Municipal), em conjunto com a Secretaria de Obras, na qual se somam algumas ações possíveis somente pela Secretaria do Meio Ambiente (localizadas na Prefeitura Municipal), que serão descritas a seguir.

O departamento de Esportes é responsável mais diretamente na manutenção das praças e parque, além de promoverem campeonatos e jogos abertos de futebol, atletismo, e outros esportes, tanto no parque como em outras localidades (exemplo: Complexo Esportivo Piratini), e, buscarem solidar parcerias com outras instituições para a limpeza das praças. Já a Secretaria do Meio Ambiente é solicitada quando são necessárias podas e cortes de árvores - emitem laudos de autorização e compensação de árvores –, bem como, é comprometida com tudo o que é necessário de se agir/autorizar nas margens do Rio Fiúza (no Parque Municipal e na Praça do Imigrante), e que após é realizada pela equipe de obras.

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O departamento de Turismo, no que tange aos espaços livres, zela pela infraestrutura turística e de informação tanto do município, como de praças e principalmente do parque, além de se preocuparem com a promoção de alguns eventos no parque, e com a busca de parcerias com instituições/empresas para suas realizações.

No parque, para os setores, há vinte e cinco funcionários (recepcionista, designer, técnicos, responsáveis pelos setores, agente de turismo, assistente administrativo, dois vigilantes e limpeza), dos quais, no total, nove são encarregados pela limpeza do parque e praça central, que ocorre diariamente, e pela limpeza das demais praças municipais, que é definida conforme roteiro/cronograma. Então, nem todas as praças do município são atendidas semanalmente, e as visitas a elas também são controladas por preferência de urgência. Disso, as prioridades em manutenção e infraestrutura são levantadas e orçadas, para assim serem determinadas e analisadas pelos coordenadores do setor de Esporte e Lazer, em conjunto com o secretário de Obras.

Quanto aos investimentos a serem realizados, salienta-se que da arrecadação total do município, cerca de 1% é destinado a se investir nos espaços livres, no qual o parque é o mais privilegiado, seguido pela praça central. Comentou-se que os orçamentos de dois anos anteriores e mais antigos, era em suma, proposto para a solução de problemas. Porém, do orçamento total atual, pode-se, além disso, prever-se melhorias. Também, desse orçamento, pagam-se os salários dos funcionários, os campeonatos municipais, a limpeza e manutenção das áreas.

Ainda, faz parte dele o Plano Plurianual, que contém metas anteriormente previstas para o ano, do qual, em 2018 pretende-se investir em ferramentas para funcionários, melhorias na infraestrutura e manutenção de praças. No parque, em canalizações, banheiros, expansão da trilha, coletar água da chuva, melhorias na pavimentação (acessibilidade), identificação interna, instalação de área canina, de vigorar como Centro de Treinamento de Atletismo, entre outros. Em outra questão, revelou-se que as informações de eventos em nível dos espaços púbicos são disponibilizadas em mídias sociais por meio do site da Prefeitura Municipal, Facebook, e rádio.

A salientar, não há estratégias de conservação ambiental nas áreas em estudo, mas tem-se uma proposta futura (que já se iniciou a discussão e viabilidade no Conselho Municipal), de inclusão da área próxima ao parque para conservação da fauna/flora e extensão da trilha até o conhecido “Moinho Velho”, no sentido oeste às margens do Rio Fiúza. Esta interligação entre áreas já existia há mais de dez anos, porém, foi desconectada por conta de as áreas serem particulares e percorrerem pontes destruídas sobre o Rio Fiúza. Logo, a maior

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dificuldade é em relação às várias propriedades particulares, que junto com as APP somam aproximadamente a área territorial de 70 hectares. Contudo, ainda se planeja estudar os melhores enquadramentos para a obtenção de recursos, e a possiblidade de declarar estas áreas como de interesse ambiental municipal.

Acrescenta-se que no ano de 2017 houve uma pesquisa básica para a população, para conhecer o perfil de usuários somente do parque, que auxiliou na tomada de algumas decisões, conforme os coordenadores de setor. E, isso já representa um avanço, pois o poder