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Acabe com o hábito da desculpa

No documento A Vida Inteligente (páginas 130-134)

É sempre um mistério para mim por que as pessoas passam tanto tempo se iludindo, deliberadamente, criando álibis para encobrir suas fraquezas. Se fosse usado de maneira diferente esse mesmo tempo seria suficiente para curar a fraqueza, de modo que então não seriam necessários álibis. Elbert Hubbard Elbert HubbardElbert Hubbard Elbert HubbardElbert Hubbard

Suponhamos que Alberto chegue à sua casa à noitinha, e sua mulher lembre-lhe que têm um compromisso social naquela noite. Alberto, que não tinha assimilado muito bem a idéia desse compromisso, recebe o lembrete como uma ducha de água fria, daquelas que deixa a pessoa prostrada. Aí, Alberto diz à esposa que terão que adiar o encontro, pois o seu expediente foi muito desgastante e ele está até com um princípio de gripe.

Agora suponhamos que Alberto estivesse de fato num estado físico deplorável naquela noite. Se, porém, esse encontro social lhe acenasse com a possibilidade de ganhar um milhão de dólares, ele certamente faria qualquer coisa, tomaria um estimulante, faria massagens,

acionaria o que estivesse ao seu alcance para não faltar. Isso significa que se a pessoa quer, ela faz. E, no entanto, ele cedeu à sua “zona de conforto” e preferiu quebrar a palavra dada. Por que fez isso? Simples- mente porque não teve coragem de assumir a sua vontade, recusar o convite e declarar que não queria ir àquele encontro.

Se você está seriamente comprometido com o

seu próprio crescimento, uma das qualidades que deve cultivar é ser verdadeiro com os outros e consigo mesmo, tendo a coragem de enfrentar as artimanhas do seu espírito, uma das quais é a de dissimular os fatos. Um exemplo de artimanha: você está com medo de tomar tal ação e então fica encontrando álibis, desculpas, para não fazê-lo, inclusive elegendo outras coisas como prioritárias. Isso chama-se fuga. Portanto, sempre que estiver relutando em fazer algo, examine com sinceridade os motivos, e se estiver no processo de fuga, trate de escapar dele. A receita é a mesma: a ação cura o medo!

Se você está seriamente Se você está seriamenteSe você está seriamente Se você está seriamenteSe você está seriamente comprometido com o seu comprometido com o seu comprometido com o seu comprometido com o seu comprometido com o seu próprio crescimento, uma próprio crescimento, uma próprio crescimento, uma próprio crescimento, uma próprio crescimento, uma das qualidades que deve das qualidades que devedas qualidades que deve das qualidades que devedas qualidades que deve cultivar é ser verdadeiro cultivar é ser verdadeirocultivar é ser verdadeiro cultivar é ser verdadeirocultivar é ser verdadeiro com os outros e consigo com os outros e consigo com os outros e consigo com os outros e consigo com os outros e consigo

mesmo. mesmo. mesmo. mesmo. mesmo.

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Conhecemos uma senhora recém-chegada da França, cujo marido veio trabalhar na subsidiária brasileira de uma multinacional. Ambos não conhecem praticamente nada do nosso idioma. Ela certamente teria motivos para isolar- se, ficar inativa, esperar que outras pessoas fizessem as coisas por ela. No entanto, em duas semanas de Brasil, ela já estava mon- tando um negócio próprio e, dois meses mais tarde, ini- ciando um segundo negócio em sociedade com uma bra- sileira. Trata-se, sem dúvida, de uma pessoa que não se escora nas muletas da desculpa e, certamente, será uma vencedora.

Desculpa é a justificativa ou uma “boa” razão que encontramos e que damos para os outros, ou para nós mesmos, para deixarmos de fazer algo por medo, por comodidade, por não o sentirmos como prioritário, im- portante, etc., sem assumirmos a verdadeira razão dessa decisão perante os outros e perante nós mesmos.

A desculpa, particularmente aquela classe de desculpa para não agir, para não fazer o que precisa ser feito para mudar de vida, para não colocar os planos em prática, é um hábito que indica fraqueza de caráter e constitui um dos maiores empecilhos para o triunfo. As pessoas costumam encontrar os mais diferentes motivos para justificar sua inação. A desculpa coloca sempre as coisas nas circunstâncias em que você não está. Veja alguns dos tipos mais comuns de desculpas:

•“Se tivesse instrução suficiente...” •“Se tivesse saúde bastante...” •“Se fosse inteligente bastante...”

•“Se fosse mais velho (ou mais jovem)...” •“Se tivesse mais sorte...”

•“Se fosse menos pobre...” •“Se estivéssemos no verão...”

Quando a força de vontade, a disciplina, a determinação e a sinceridade entram por uma porta, a desculpa sai pela outra. Quando temos a coragem e nos disciplinamos para levar adiante uma empreitada ou, por outro lado, assumir que tal empreitada não nos é prioritária, ou que não a queremos realizar, a desculpa torna-se desnecessária.

Quando somos capazes de enxergar a gravidade de uma situação e temos a dignidade de não nos omitirmos, lutamos contra a praga da desculpa, assu- mimos o nosso papel e fazemos o que temos que fazer, sem empurrar o problema para outros, mediante justificativas falsas.

As razões que as pessoas apresentam para não assumir alguma missão, às vezes, são sinceras. A questão é que isso não muda as coisas. Com razão ou

Desculpa é a Desculpa é aDesculpa é a Desculpa é aDesculpa é a justificativa ou uma justificativa ou umajustificativa ou uma justificativa ou umajustificativa ou uma

“boa” razão que “boa” razão que“boa” razão que “boa” razão que“boa” razão que encontramos e que encontramos e queencontramos e que encontramos e queencontramos e que damos para os outros, damos para os outros, damos para os outros, damos para os outros, damos para os outros, ou para nós mesmos, ou para nós mesmos, ou para nós mesmos, ou para nós mesmos, ou para nós mesmos, para deixarmos de fazer para deixarmos de fazerpara deixarmos de fazer para deixarmos de fazerpara deixarmos de fazer algo por medo ou por algo por medo ou por algo por medo ou por algo por medo ou por algo por medo ou por

comodidade. comodidade. comodidade. comodidade. comodidade.

Um dos medos básicos, dos quais a pessoa precisa se livrar para triunfar, é o medo da pobreza. Para se livrar do medo da pobreza, a pessoa precisa se livrar das dívidas, primeiro controlando seus gastos e suprimindo as compras a crédito e, depois, liquidando gradativamente todas as dívidas já contraídas. O hábito da economia pode curar o “medo da pobreza” das pessoas, já que ao se acostumarem a guardar uma quantia pequena de seus rendimentos, não precisarão se endividar diante de uma emergência.

Acabe com o hábito da desculpa

É sempre um mistério para mim por que as pessoas passam tanto tempo se iludindo, deliberadamente, criando álibis para encobrir suas fraquezas. Se fosse usado de maneira diferente esse mesmo tempo seria suficiente para curar a fraqueza, de modo que então não seriam necessários álibis. Elbert Hubbard Elbert HubbardElbert Hubbard Elbert HubbardElbert Hubbard

Suponhamos que Alberto chegue à sua casa à noitinha, e sua mulher lembre-lhe que têm um compromisso social naquela noite. Alberto, que não tinha assimilado muito bem a idéia desse compromisso, recebe o lembrete como uma ducha de água fria, daquelas que deixa a pessoa prostrada. Aí, Alberto diz à esposa que terão que adiar o encontro, pois o seu expediente foi muito desgastante e ele está até com um princípio de gripe.

Agora suponhamos que Alberto estivesse de fato num estado físico deplorável naquela noite. Se, porém, esse encontro social lhe acenasse com a possibilidade de ganhar um milhão de dólares, ele certamente faria qualquer coisa, tomaria um estimulante, faria massagens,

acionaria o que estivesse ao seu alcance para não faltar. Isso significa que se a pessoa quer, ela faz. E, no entanto, ele cedeu à sua “zona de conforto” e preferiu quebrar a palavra dada. Por que fez isso? Simples- mente porque não teve coragem de assumir a sua vontade, recusar o convite e declarar que não queria ir àquele encontro.

Se você está seriamente comprometido com o

seu próprio crescimento, uma das qualidades que deve cultivar é ser verdadeiro com os outros e consigo mesmo, tendo a coragem de enfrentar as artimanhas do seu espírito, uma das quais é a de dissimular os fatos. Um exemplo de artimanha: você está com medo de tomar tal ação e então fica encontrando álibis, desculpas, para não fazê-lo, inclusive elegendo outras coisas como prioritárias. Isso chama-se fuga. Portanto, sempre que estiver relutando em fazer algo, examine com sinceridade os motivos, e se estiver no processo de fuga, trate de escapar dele. A receita é a mesma: a ação cura o medo!

Se você está seriamente Se você está seriamenteSe você está seriamente Se você está seriamenteSe você está seriamente comprometido com o seu comprometido com o seu comprometido com o seu comprometido com o seu comprometido com o seu próprio crescimento, uma próprio crescimento, uma próprio crescimento, uma próprio crescimento, uma próprio crescimento, uma das qualidades que deve das qualidades que devedas qualidades que deve das qualidades que devedas qualidades que deve cultivar é ser verdadeiro cultivar é ser verdadeirocultivar é ser verdadeiro cultivar é ser verdadeirocultivar é ser verdadeiro com os outros e consigo com os outros e consigo com os outros e consigo com os outros e consigo com os outros e consigo

mesmo. mesmo. mesmo. mesmo. mesmo.

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não se pode mendigar, roubar ou comprar. Só se pode conseguir caráter cons- truindo-o com as nossas próprias idéias e ações”.

A disciplina é o fator essencial na formação do caráter e, por conseguinte, também no desenvolvimento do poder pessoal, pois o torna hábil para controlar e dominar, entre outras coisas, o apetite, a tendência para gastar além da conta, a tendência de responder “com a mesma moeda” a tudo que seja ofensivo.

Sem dúvida, a disciplina é outra característica essencial das pessoas vencedoras, pois costuma fazer a diferença entre sucesso e fracasso. De fato, colocar em prática tudo o que estamos vendo neste livro, assim como conseguir tudo o mais que almejamos conquistar, dependerá em grande parte da nossa disciplina pessoal.

A auto-sugestão é determinante no caminho ao triunfo, e para que ela faça efeito, a repetição é fundamental, e sem uma razoável disciplina pessoal ninguém consegue concentrar-se para interiorizar e mentalizar aquilo que deseja.

A disciplina está diretamente ligada ao objetivo pessoal definido. Se o objetivo for o condicionamento físico, por exemplo, a pessoa vai acordar mais cedo para exercitar-se somente se sua vontade de entrar em forma for realmente muito grande, ou seja, o fato de estar fora de forma incomoda mais do que o

esforço que irá fazer. Assim, focalizar-se no sonho, no

objetivo, é a receita para manter o entusiasmo e a disciplina. Pensar no trabalho a fazer para conseguir algo é bloquear-se. Uma vez definido e focalizado o objetivo pessoal, há que se fazer uso da lei do hábito para tornar a disciplina uma companheira constante, uma arma na conquista dos nossos desejos. Disciplina é questão de hábito e hábito é questão de disciplina.

Desenvolver a disciplina pessoal requer um autoconhecimento muito pronunciado, pois quanto mais conhecemos a nós mesmos, maior é a possi- bilidade de detectarmos as nossas falhas e suas causas e, portanto, maiores as chances de nos disciplinarmos.

Certamente você tem algum ponto em sua vida que considera falho na parte da disciplina e, mesmo sabendo-o, sente dificuldade em corrigir-se. Isso acontece, às vezes, porque somos acostumados desde pequenos a ter alguém nos disciplinando. Mesmo assim, você pode ter sucesso neste particular, bastan- do enfocar as vantagens que terá em desenvolver a disciplina por completo.

Se você acha que alguma coisa deve mudar na sua vida, então comece por disciplinar-se em melhorar a si mesmo todos os dias e em todas as áreas da vida. Não fuja das dificuldades, enfrente-as. Você não precisa entrar para o exército para adquirir a disciplina; basta enfocar os pontos fracos e trabalhá- los um a um. Identifique os pontos que deseja melhorar e assuma consigo mesmo o compromisso de mudar todos os dias, um pouco por dia.

Desenvolver a Desenvolver aDesenvolver a Desenvolver a Desenvolver a disciplina pessoal disciplina pessoaldisciplina pessoal disciplina pessoaldisciplina pessoal

requer um requer um requer um requer um requer um autoconhecimento autoconhecimentoautoconhecimento autoconhecimentoautoconhecimento muito pronunciado. muito pronunciado. muito pronunciado. muito pronunciado. muito pronunciado.

É muito fácil disciplinar os outros, principalmente quando eles estão em posição de obediência em relação a você (pai para o filho, chefe para o subalterno, etc.). É também fácil nos disciplinarmos por imposição de outros (levantar para trabalhar, cumprir horário de almoço, etc.). Mas muitas pessoas pecam quando têm que disciplinar-se por si mesmas. Um exemplo muito presente, muito comum, é o de se fazer regime para emagrecer: como depende basicamente de nos disciplinarmos a nós mesmos, em geral não levamos o projeto adiante.

A conduta padrão é a que conta para as pessoas. Se você, por exemplo, chega freqüentemente atrasado ao trabalho, os seus motivos não são levados a sério ainda que um dia você tenha tido uma razão realmente forte para atrasar- se. Se, ao contrário, você é reconhecido como alguém que nunca chega atrasado, o dia que tiver que se atrasar não vai nem precisar se explicar. O seu padrão de conduta define uma linha de raciocínio, para os outros, a seu respeito.

No documento A Vida Inteligente (páginas 130-134)