Os grandes navegadores devem sua ótima reputação às grandes tempestades. Epicuro Epicuro Epicuro Epicuro Epicuro
Na década de 20, o americano Carl F. Rehnborg trabalhava como representante na China. Convivendo com o povo, ele observou os efeitos
provocados pela dieta inadequada das pessoas. Aí começou a estudar toda a literatura nutricional disponível. Nesse ínterim, entretanto, acabou confinado pelas forças revolucionárias num campo de concentração em Xangai. Como a alimentação no confinamento era extremamente pobre, juntava todas as plantas e folhas que podia encontrar e combinava-as com a comida obtida dos guardas. De volta aos Estados Unidos, e convencido da diferença que esse complemento alimentar havia feito para ele, e para os demais que se utilizaram da mesma comida durante o ano em que estiveram confinados, Rehnborg continuou sua pesquisa nutricional e fundou a Nutrilite, hoje a maior empresa do mundo na fabricação de complementos vitamínicos com marca própria. O propósito deste relato é mostrar que as experiências vividas por Rehnborg poderiam ter sido desastrosas para ele, como deve ter sido para outras pessoas que sofreram o mesmo confinamento, mas longe de se deixar abater, ele tirou do momento o pouco que este oferecia de positivo e o transformou na sua grande realização. Fez do azedo do limão uma bela limonada. Fez do que poderia ter sido uma grande derrota, uma alavanca para o seu crescimento.
O que são reveses? Se pudermos parar um instante para pensar, descobriremos que os reveses, os problemas e “invertidas” que temos na vida são na verdade nossos “amigos”. Se os “enxergarmos” pelo lado correto, veremos que são alavancas que nos ajudam a crescer, a aprender mais e a evitar que cometamos novamente erros que nos trazem problemas como conseqüência. Diz o ditado que “Deus dá o frio conforme o cobertor”, o que quer dizer que todo problema que se nos apresenta, traz em si a solução, isto é, só ocorre se tivermos a possibilidade de resolvê-lo ou de, pelo menos, colaborar de alguma forma para sua solução.
Alguém foi muito feliz ao definir o sucesso como sendo “a realização progressiva dos nossos sonhos”. Como fracasso é o reverso do sucesso, pode- se dizer que fracasso é “a incapacidade progressiva de realizar os nossos sonhos”.
Em tudo que fazemos e empreendemos, expe- rimentamos reveses, isto é, resultados contrários àque- les que desejamos e projetamos. Reveses são derrotas temporárias, circuns- tanciais, a que todos os que partem para a ação estão sujeitos. Só não os experimenta quem nada faz, mas o nada fazer já é uma derrota, e das piores.
Quantas vezes lembramos de que as grandes invenções também falharam várias vezes antes que se concretizassem e pudessem ser utilizadas? A primeira moto Honda foi um fracasso total, mas o seu criador não desanimou. É provável que tenha feito o seguinte raciocínio: “O que fiz até aqui é maior que zero? Então
Se pudermos parar um Se pudermos parar um Se pudermos parar um Se pudermos parar um Se pudermos parar um instante para pensar, instante para pensar,instante para pensar, instante para pensar,instante para pensar, descobriremos que os descobriremos que osdescobriremos que os descobriremos que os descobriremos que os reveses, os problemas e reveses, os problemas e reveses, os problemas e reveses, os problemas e reveses, os problemas e “invertidas” que temos na “invertidas” que temos na “invertidas” que temos na “invertidas” que temos na “invertidas” que temos na
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tive um progresso. Que progresso tiveram os que nada fizeram? Então sou um vitorioso! Tenho que seguir em frente! “Certamente devem ter pensado mais ou menos assim os grandes vencedores como Graham Bell, Thomas Edison, Henry Ford e outros. Não há sucesso possível sem risco
de fracasso. Mas, mesmo assim, se forem sensatamente aproveitados, os fracassos são degraus que nos ajudam a subir mais alto.
A derrota é um estado de espírito. Ela não tem existência própria, depende da nossa mente. Ela só existe se você aceita a sua existência. Um problema ou uma dificuldade só se tornam insolúveis quando você
pensa que não há solução. Chame as soluções usando o princípio da atração, acreditando que elas são possíveis e recuse, sempre, permitir-se dizer ou pensar que é impossível. Quem aprende a dominar esse processo jamais é derrotado. É comum associarmos fracasso à marginalidade social. Fracassados ou derrotados seriam então aqueles que vivem à margem da sociedade, sem eira nem beira. O certo, porém, seria associarmos fracasso com a mediocridade, com a aceitação das sobras da vida, com o abandono dos sonhos que todos um dia tivemos. Esse conceito, como será fácil concluir, abrange muito mais gente do que apenas os socialmente “excluídos”. O fracassado cai e não se levanta mais; o medíocre cai e permanece de joelhos e o bem-sucedido não só se levanta, mas aprende com o ocorrido, deixa-o para trás e segue em frente. Até a música popular ensina isso: “Um homem de moral não fica no chão, nem quer que mulher venha lhe dar a mão. Reconhece a queda e não desanima; levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.
Todos nós conhecemos pessoas vitoriosas que passaram por situações muito difíceis, que tiveram que superar obstáculos para muitos intransponíveis. Sofreram muitos reveses ao longo do caminho, mas não se deram por derrotados. Do mesmo modo que encontramos pessoas que “subiram na vida” ho- nestamente e podem ser consideradas vitoriosas, encontramos as que fizeram o caminho inverso: perderam tudo o que tinham. O que queremos mostrar é o fato de que não é a origem que determina o que a pessoa vai ser, mas sim sua atitude perante a vida. Não ignoramos, entretanto, que as condições sociais ajudam muito a alcançar o sucesso. O que deve ficar claro é que a origem não condena necessariamente uma pessoa ao fracasso. O “excluído”, o mediano e o bem-sucedido são possivelmente iguais em todos os aspectos, menos num: a maneira como reagem às derrotas.
Muita gente aceita os reveses como sendo coisas do destino ou da sorte. É uma versão conveniente do fatalismo, isto é, não se baseia numa convicção,
O “excluído”, o mediano O “excluído”, o mediano O “excluído”, o mediano O “excluído”, o mediano O “excluído”, o mediano e o bem-sucedido são e o bem-sucedido sãoe o bem-sucedido são e o bem-sucedido sãoe o bem-sucedido são possivelmente iguais em possivelmente iguais empossivelmente iguais em possivelmente iguais empossivelmente iguais em todos os aspectos, menos todos os aspectos, menostodos os aspectos, menos todos os aspectos, menostodos os aspectos, menos em um: a maneira como em um: a maneira comoem um: a maneira como em um: a maneira como em um: a maneira como
reagem às derrotas. reagem às derrotas. reagem às derrotas. reagem às derrotas. reagem às derrotas.
mas sim no comodismo. Afinal, é muito cômodo atribuir às forças do destino e da sorte o revés sofrido e mais ainda a alegação de que, dada a origem do revés, de nada adianta lutar contra ele, muito menos aprender com ele. É evidente que tais pessoas não estarão entre as vencedoras.
Quase todas as pessoas que se consideram fracassadas, na realidade, não o são. Na maioria das vezes, as situações que parecem fracassos definitivos não são mais do que derrotas temporárias. Todas as pessoas que o mundo considera como grandes vitoriosas passaram por situações de grandes provações e derrotas temporárias, muito mais graves do que as derrotas que a maioria das pessoas chamam de fracasso e que tomam como derrotas definitivas.
Em suma, os reveses fazem parte de tudo que fazemos, mas podemos escolher o modo como vamos reagir a eles: aceitá-los como uma derrota de- finitiva e desistir de lutar, ou analisá-los, ver onde erramos, aprender com eles, reformular os procedimentos e continuar na luta. Nem precisamos dizer qual a atitude que escolhe um vencedor. Afinal, como disse Elbert Hubbard, “fra- cassado é um homem que cometeu um erro e não soube capitalizar a expe- riência”. Fracassar é uma experiência de aprendizado que nos faz crescer. Nunca é demais repetir: sucesso ou fracasso são uma questão de escolha para qualquer pessoa.
Dessa forma, não devemos empregar o termo “fracasso” de maneira leviana; não coloquemos em nossa mente limitações que só existirão a partir do nosso pensamento. Esforcemo-nos para compreender o fato de que carregar uma “cruz temporária” não pode ser entendido como um fracasso. Não se abater com as derrotas temporárias é uma condição para a pessoa ser bem-sucedida na vida. Quando se sentir “fracassado” porque alguém lhe disse que você é incapaz de realizar determinada coisa, faça disso a sua alavanca para triunfar. Isso é transformar um revés numa vitória!
Precisamos ver que a crença básica que leva ao otimismo e à motivação é de que reveses e fracassos se devem a circunstâncias sobre as quais podemos e devemos fazer alguma coisa a fim de mudá-las para melhor. O pessimismo leva à depressão e a depressão é o pior estado de espírito que pode acometer uma pessoa. Muitas vezes a depressão decorre de duas coisas: uma predis- posição da pessoa para a depressão e o fato de encontrar-se num aparente “beco sem saída” em relação a coisas do seu dia-a-dia, como ter tirado notas baixas numa prova, por exemplo. A segunda causa provoca a depressão porque a pessoa atribui tais resultados (notas baixas) a uma suposta limitação insuperável sua, achando-se, talvez, irremediavelmente “burro”, “incapaz”, etc.. Você sabe que
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isso não existe: as únicas limitações de uma pessoa são as que ela mesma coloca na sua mente. Assim, a pessoa deve buscar as causas objetivas das derrotas e solucioná-las.
Um método bem simples consiste em ver se você “esgotou todas as possibilidades” em relação ao que se propôs a fazer. Proceda mais ou menos assim:
Liste tudo o que deve ser feito para se ter um bom resultado no seu empreendimento. Se tiver dúvidas sobre o que deve ser feito, consulte alguém que você sabe dominar a matéria.❷
Avalie o seu próprio procedimento em relação a cada item que você listou, verificando se você fez como deveria ter feito.❸
Identifique os itens onde você não procedeu exatamente como deveria: aí estão os pontos em que deve melhorar.❹
Trace um plano para melhorar nos itens identificados.Se você identificou corretamente tudo que deve ser feito, e está con- seguindo chegar ao padrão desejado, então pode estar certo de que os resultados serão completamente diferentes na próxima vez.
Portanto, se nos dermos ao trabalho de, ante um resultado negativo, reconstituir todo o processo, estudar cada parte, verificar onde ocorreram as falhas e determinar um procedimento que evite tais falhas, então estaremos tirando proveito dos reveses e não simplesmente “chorando o leite derramado” e desistindo. Errar é humano, mas persistir no erro é uma atitude incompatível com a condição de “SER PENSANTE”.
Se podemos aprender com nossos erros, melhor ainda é aprender com os erros dos outros. Primeiro, aplicando o que os outros já aprenderam depois de errarem e, segundo, substituindo as críticas por análise sobre os erros dos outros com o fim de não repeti-los. Essa sim, é uma atitude altamente inteligente. Então, todo fracasso traz sempre lições que podem transformá-lo em vitória. Perceber isto no início não é fácil, e talvez você até nem creia nesta verdade. Mas siga tentando, que vai descobrir o caminho para se convencer e aí terá descoberto uma das chaves do êxito. Para finalizar, lembremos Hermann Melville: “contratempos são como facas, que nos servem ou nos cortam, con- forme as pegamos pelo cabo ou pela lâmina”.