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Acerte os seus pensamentos sobre o que o cerca

No documento A Vida Inteligente (páginas 89-93)

Quem julga pelo que ouve e não pelo que sabe é orelha e não juiz. Quevedo QuevedoQuevedo QuevedoQuevedo

O objetivo deste tópico é contribuir para o desenvolvimento da mente, apresentando formas que possibilitem ao leitor pensar com exatidão, no sentido do julgamento e, também, abrir a mente a novas possibilidades, novos para- digmas.

Temos visto muitas pessoas depositando seu futuro na loteria, con- vencidas de que um dia se tornarão milionárias e todos os seu problemas acabarão. Como temos enfatizado aqui, o ter antes de ser não costuma dar bons resultados. Não é por outra razão que a estatística das loterias é triste: de cada dez novos milionários da loteria, nove acabam perdendo tudo e ficando em pior situação do que antes de ganharem. O dinheiro é um bem estupendo, mas sozinho não faz milagres. A nossa felicidade está na cabeça e não no bolso.

Não há nada de errado em querer ganhar na loteria. O que pode estar errado são duas coisas: depositar nela suas esperanças de um futuro melhor e achar que só o dinheiro o fará feliz. Se você definiu o seu projeto de vida e tomou a decisão de trabalhar o seu crescimento pessoal como visto neste livro, estará preparado para conviver com a riqueza. O único senão é que ganhar na loteria, nesta altura, talvez já não constitua mais um pensamento prioritário para você...

Pior ainda: nessa história de loteria, vemos as pessoas dizerem que a primeira coisa que farão após ganharem será do tipo “mandar o patrão, o cliente, a mulher, etc., para o...”. Então, para essas pessoas, o patrão, o cliente, a mulher, etc., tiveram o seu valor até aquele momento e, agora, deixaram de tê-lo?! Quem pensa assim, sem dúvida, vive muito mal, mas não será só o dinheiro que mudará a sua vida.

O pensamento é a forma mais elevada de energia organizada, e tudo dele deriva. O pensamento tudo comanda. Se aceitamos essas afirmativas como verdadeiras, devemos também aceitar o fato de que nosso destino dependerá muito do modo como pensamos, se correta ou incorretamente.

Thomas Edison disse que a única razão porque precisamos do corpo é para carregar o cérebro. O que ele quis dizer é que tudo na nossa vida é determinado na mente, no interior do cérebro. Isso significa que somos capazes de qualquer coisa se pensarmos assim e se pensarmos corretamente, sem dúvidas.

Pensamentos são realidades, energias ou forças. Há pensamentos que envenenam e matam e há outros que dão saúde e vida. Há, portanto, pensamentos destruidores e pensamentos construtores, mas, o mais importante é que sempre podemos escolher o que pensar. “O homem é aquilo que pensa”, daí a neces- sidade de escolher cuidadosamente seus pensamentos.

O pensamento é a O pensamento é a O pensamento é a O pensamento é a O pensamento é a forma mais forma maisforma mais forma maisforma mais elevada de energia elevada de energia elevada de energia elevada de energia elevada de energia organizada, e tudo organizada, e tudo organizada, e tudo organizada, e tudo organizada, e tudo dele deriva. dele deriva.dele deriva. dele deriva.dele deriva.

Pensar corretamente acerca das pessoas e das coisas em geral é outra qualidade muito importante das pessoas bem-sucedidas na vida. Pela expressão “pensar corretamente” devemos entender a qualidade de não tirar conclusões precipitadas, não julgar as pessoas pelo que delas dizem sem que elas estejam presentes para se defenderem, não se basear no que “se ouve dizer”, refutar aquela história do “estou vendendo o peixe como comprei”.

Você pode observar à sua volta que tipo de pessoas se deixam levar por tais raciocínios, que não têm o menor escrúpulo em contaminar seu caráter aceitando, alimentando e repassando informações sem fundamento. Como você não quer ser desse tipo de pessoas, que no geral são fracassadas na vida, essa questão tinha que ser incluída neste livro.

Procure lembrar do que temos falado sobre a qualidade da mente, o papel do subconsciente, o auto-respeito, e terá facilidade em avaliar o “estrago” que o pensamento medíocre e incorreto produz em você mesmo e para o seu projeto de vida. Será fácil, a partir daí, concluir que a pessoa mais prejudicada nessa história toda será você mesmo.

As pessoas bem-sucedidas não trabalham mais arduamente que as outras, mas, entre outras coisas, buscam as formas de pensar com exatidão. Detêm um recurso de valia decisivo: a informação certa. Essas pessoas também ganham energia e tempo atendo-se apenas a fatos

importantes. As pessoas que pensam com exatidão adotam uma norma de vida pela qual se guiam e seguem sempre, quer lhes traga vantagens ou não. Tais pessoas lidam com fatos, quer afetem seus interesses ou não, pois sabem que isso as levará à posse do seu objetivo pessoal. Pensar com exatidão tem um preço temporário, mas as compensações são muito maiores. O homem que sabe que está lidando com fatos vai para o trabalho com mais autoconfiança.

Vejamos algumas regras simples de como desenvolver o pensamento exato: as fontes das informações podem ser constituídas de fatos e/ou de meras

informações. Desconsidere estas últimas. Os fatos podem ainda ser de dois

gêneros: fatos importantes ou fatos sem importância. Desconsidere estes últimos. Você deve então ficar somente com os fatos e com os fatos importantes. Como podemos saber quais fatos são importantes? Simples: são todos aqueles que se podem usar para consecução do nosso objetivo principal, ou que afetam o nosso tipo de trabalho.

Ao buscar os fatos, faz-se uso da Lei da Evidência, usada nos processos legais, isto é, baseando-se em provas concretas das alegações e não em meras opiniões ou “chutes”. Buscar os fatos é buscar a verdade e isso não pode mover a vontade apenas quando traz vantagens. Quando se tem que se valer de conhecimentos alheios, deve-se examinar tanto a evidência apresentada como a pessoa que a fornece. Se a evidência afeta o interesse da pessoa que a fornece, sua verificação se torna ainda mais necessária.

As pessoas bem-sucedidas As pessoas bem-sucedidas As pessoas bem-sucedidas As pessoas bem-sucedidas As pessoas bem-sucedidas

não trabalham mais não trabalham mais não trabalham mais não trabalham mais não trabalham mais arduamente que as outras, arduamente que as outras,arduamente que as outras, arduamente que as outras,arduamente que as outras, mas, entre outras coisas, mas, entre outras coisas,mas, entre outras coisas, mas, entre outras coisas, mas, entre outras coisas,

buscam as formas de buscam as formas debuscam as formas de buscam as formas debuscam as formas de pensar com exatidão. pensar com exatidão.pensar com exatidão. pensar com exatidão. pensar com exatidão.

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No processo de formar um pensamento, devemos tomar cuidado, pois temos a tendência de ver apenas o negativo em quem não gostamos. O hábito de depreciar inimigos e competidores é fatal para o pensamento exato. Disse Napoleon Hill: “Ninguém tem o direito de formar uma opinião que não seja baseada naquilo que se julga sinceramente ser verdade ou, então, em alguma hipótese razoável: entretanto, se nos examinarmos cuidadosamente, verifi- caremos que costumamos formar opiniões na base do que desejamos ou não acreditar”.

Toda informação deve ser submetida a um severo estudo antes de ser aceita, principalmente quando é depreciativa. Uma informação edificadora pode ser aceita sem maiores cuidados, mas a informação destruidora só poderá ser aceita mediante rigorosa inspeção.

Se você se acostumar a aceitar tudo o que lhe dizem, nunca será uma pessoa que pensa com exatidão. Neste particular, será necessário alertar para os riscos de tomar como verdades definitivas as informações veiculadas pela imprensa, mesmo aquela tida como séria. Em quase todas as ocasiões em que lemos notícias sobre algo que conhecemos bem, constatamos erros grosseiros de informação, seja por falha de investigação, seja por má vontade, seja por intenção de induzir as conclusões para determinadas direções. Tomar informações como verdades requer cuidados!

Normalmente as pessoas têm um certo preconceito sobre coisas e fatos novos, e arriscam opiniões ou meros palpites (mesmo sem conhecer todos os detalhes) para outras pessoas e, estas, acabam duplicando, passando adiante tal informação. Esse é um fato presente no nosso dia-a-dia e muitas vezes, inconscientemente, somos levados a cometer o mesmo erro. Precisamos tomar cuidado com nossas opiniões e verificar se elas se baseiam em fatos concretos ou em informações de outras pessoas que não têm conhecimento suficiente dos fatos. Esse cuidado será sempre necessário, mas especialmente quando nos dirigimos a pessoas que nos respeitam e seguem nossos “conselhos”.

Se desejarmos obter informações sobre algo ou alguém, devemos procurar pessoas que tenham informações confiáveis sobre o assunto. Se, por exemplo, você está com algum problema de saúde, a quem deverá recorrer? A um médico ou a um engenheiro? Da mesma forma, se você tem dúvidas sobre uma construção, a quem deve recorrer: a um engenheiro ou a um biólogo?

Embora existam informações nas quais podemos confiar ou que podemos relevar, isso não nos tira a responsabilidade de buscar confirmações por nós mesmos para que possamos ter uma opinião justa sobre o assunto. Quando agimos dentro da ética e fazemos uso da Regra de Ouro, negamo-nos vigorosamente a passar qualquer informação na qual não podemos confiar totalmente, primeiro porque temos escrúpulos quanto aos efeitos dessa informação sobre os interesses dos outros e, segundo, porque sabemos que o

fato de a informação não ser de nossa autoria não nos tira a responsabilidade sobre ela quando a passamos adiante.

São importantes tais considerações, pois existem pessoas que só se baseiam em informações de “ouvir falar”, tomam como verdadeiras reportagens tendenciosas que visam beneficiar alguns grupos e que de forma alguma são imparciais. Essas pessoas correm o risco de, irresponsavelmente, passar opiniões que não condizem com a realidade.

É fácil identificar esses tipos de pessoas: quando estão conversando, costumam iniciar suas frases com um “dizem por aí...”, ou “alguém me contou...”, ou ainda “você ouviu falar que...?”. O fato de serem tais conversas informais, restritas a um ambiente descontraído e inconseqüente, não isentam essas pessoas de mostrar uma faceta negativa do seu caráter.

Procure ignorar, não se deixe influenciar, e evite tomar partido em relação a denúncias e críticas. Se tiver que considerar a informação, só o faça após ouvir a parte que foi criticada, tomando o cuidado de não alimentar a desavença entre as pessoas envolvidas.

Devemos tomar muito cuidado quando damos opinião sobre uma pessoa. Se somos chamados a dar referências sobre alguém que, por algum motivo, um dia nos prejudicou, devemos ter o máximo autocontrole e dar somente informações verdadeiras, baseadas em fatos. Afinal, a mente que pode estar sendo contaminada é a nossa. Devemos ser ponderados ponto de não exagerar os defeitos da pessoa nem negar suas qualidades. Fazer o contrário é um erro comum que as pessoas cometem ao atacar com todas as suas forças seus inimigos. O efeito desse erro geralmente reverte contra a própria pessoa que o cometeu.

Embora seja mais ou menos evidente, nunca será demasiado lembrar que sentimentos como inveja, ciúme, suspeita e desejo de vingança são inimigos mortais do pensamento correto. Se já conseguimos pensar com exatidão antes de tomar decisões ou formar opiniões, ótimo: é sinal de que estamos exercendo plenamente o autocontrole, de que já formamos mais um hábito positivo e que faz parte de nossas atitudes. Estamos, pois, a caminho de nos tornarmos pessoas diferenciadas e especiais.

A preocupação com fatos afasta as ilusões e os preconceitos. Para pensar com exatidão é preciso ter o caráter mais íntegro e sólido, e ter desenvolvido o autocontrole. O pensar com exatidão é uma habilidade que se adquire e se desenvolve à medida que é exercitada. Como diz o Dr. Lair Ribeiro: “Aprenda fazendo. Não perca tempo tentando aprender tudo antes de fazer”.

É preciso aprender a pensar com paciência, analisando detalhadamente cada item do pensamento, para se evitar conclusões precipitadas e quase sempre equivocadas. Os pensamentos são sempre ditados por emoções, valores, sentimentos, mas também precisam de informações para se processar corretamente. Sem informação, o pensamento se torna ineficiente.

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No documento A Vida Inteligente (páginas 89-93)