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Descubra o poder decisivo da persistência

No documento A Vida Inteligente (páginas 114-119)

Os que cultivam o hábito da persistência parecem gozar de um seguro contra o fracasso. Não importa quantas vezes sejam derrotados, chegam, no final, ao topo da escada. N. Hill N. Hill N. Hill N. Hill N. Hill

Quanto mais se estuda a conduta das pessoas bem-sucedidas e quanto mais se observa a conduta das pessoas que não avançam nos seus planos, mais se verifica que a grande diferença entre tais pessoas não está no talento, na inteligência, na origem, etc., mas numa simples questão de decisão firme de se manter na luta. Uma simples questão de persistência.

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pessoas que conquistam o triunfo. São geralmente pessoas que, movidas por um objetivo, persistem até a sua conclusão. Elas têm certeza do resultado final e não se importam com os obstáculos do caminho, por isso, persistem.

Desistir de enfrentar uma dificuldade é abdicar de usar as forças que recebeu, é abdicar de sentir o gosto do caminho que leva ao triunfo, é abdicar de sentir a legitimidade do triunfo. Lembre-se de que, no momento mesmo em que você diz “desisto”, uma outra pessoa, vendo a mesma situação, estará dizendo “nossa, que oportunidade incrível!”.

“A coisa mais fácil de fazer é desistir; até os idio- tas são capazes disso.” Oswaldo Cruz, o grande sani- tarista brasileiro, tinha uma frase que sempre repetia aos seus companheiros na luta pelo saneamento básico em sua época: “Não esmorecer, para não desmerecer”.

Quando você desiste da luta por alcançar algo, você não apenas deixa de conseguir o que queria (sim, porque mais cedo ou mais tarde iria conseguir), mas também contribui para o desmoronamento da personalidade, para a criação de uma personalidade derrotista.

Não devemos pensar que o nosso futuro será igual ao passado, ou seja, as coisas não precisam dar errado daqui para a frente só porque não deram muito certo até o momento presente. Quando nos convencemos disso, eliminamos da nossa mente toda tendência a programá-la negativamente, focalizando firme- mente aquilo que é nosso real objetivo. Nesse momento, a persistência torna- se automática, pois não há mais razões para desistir.

Os grandes homens, assim se tornaram, graças à persistência. Edison teve que fazer centenas de experiências até conseguir a lâmpada elétrica. Assim como ele, todos os outros notáveis acreditavam firmemente na sua idéia, tendo certeza absoluta de ser possível e viável, e nunca desistiram, mesmo tendo a grande maioria das pessoas à sua volta dizendo-lhes que nunca funcionaria, que era loucura, etc. Imaginem só se um deles tivesse desistido: a nossa vida seria a mesma? Agora, imagine como poderá ser nossa vida num futuro próximo, se cada um que tem uma idéia que julga correta, rentável e que pode beneficiar outras pessoas, a levar a cabo.

O sucesso nunca vem fácil, senão todos seriam triunfadores. Um dos obstáculos que mais derruba possíveis triunfadores é a desistência. Lembremo- nos sempre do que disse Norman Vincent Peale: “sempre é cedo para desistir”. Os vencedores são aqueles que vivem segundo esse lema e levam até o fim tudo o que vale a pena ser feito, deixando de lado a procrastinação e as desculpas. Desistir de um projeto pessoal, depois de ter lutado por ele, é mais ou menos como o sujeito que tem de nadar 1.000 metros, percorre 900 metros, acha que não suporta mais, e retorna nadando os 900 metros da volta.

Não devemos pensar Não devemos pensarNão devemos pensar Não devemos pensarNão devemos pensar que o nosso futuro será que o nosso futuro seráque o nosso futuro será que o nosso futuro seráque o nosso futuro será

igual ao passado, ou igual ao passado, ouigual ao passado, ou igual ao passado, ouigual ao passado, ou seja, as coisas não seja, as coisas nãoseja, as coisas não seja, as coisas nãoseja, as coisas não precisam dar errado precisam dar erradoprecisam dar errado precisam dar erradoprecisam dar errado daqui para a frente só daqui para a frente sódaqui para a frente só daqui para a frente sódaqui para a frente só porque não deram muito porque não deram muitoporque não deram muito porque não deram muitoporque não deram muito

certo até o momento certo até o momentocerto até o momento certo até o momentocerto até o momento

presente. presente.presente. presente.presente.

É com pesar e perplexidade que se nota que as pessoas deixam de persistir mais costumeiramente quando a decisão é sua. Quando a pessoa faz algo por ordem de outros, ela segue em frente porque não tem escolha; a decisão não é sua. Paradoxalmente, é no plano pessoal, nos projetos pessoais, justamente quando as pessoas podem realizar a sua grande obra, isto é, o seu próprio crescimento, que lamentavelmente mais falta a persistência.

Outro aspecto que se nota é que a maioria desiste logo no começo, quando se defronta com as primeiras dificuldades, sem considerar que todo empreen- dimento, até os mais banais, por ser algo novo para quem o faz, oferece alguma dificuldade inicial.

Todos nós conhecemos vários casos de pessoas que precisam ema- grecer e iniciam então, animadas e entusiasmadas, uma dieta. Na maioria dos casos, contudo, à primeira tentação, vai tudo por água abaixo e a culpa recai sempre no regime, no médico, etc. Como o objetivo não foi atingido, haverá novas tentativas, bastando que outras dietas miraculosas se apresentem. Se a pessoa não desenvolver a persistência, o fim será o mesmo. Os que, enfim conseguem, aprendem coisas por terem persistido, coisas que os desistentes nunca aprenderão.

O que acontecerá se essa pessoa deparar com as mesmas dificuldades anteriores? Vai desistir por falta de persistência e se não a desenvolver, vai desistir de novo e seguir repetindo o mesmo fracasso pela vida afora. Devemos entender que os fracassos e as dificuldades aparecem para serem superados e se não persistirmos, não aprenderemos com eles.

Quantas vezes você se pôs a realizar um projeto e, após algumas dificuldades, desistiu? No entanto, em outros projetos, apesar das dificuldades, você prosseguiu até o fim. Então, por que não persistimos sempre em tudo que fazemos?

O que acontece é que iniciamos alguns projetos sem termos certeza de seu resultado, sem visualizar seu sucesso, sem saber se é o que realmente que- remos. Precisamos então ter um objetivo pessoal bem definido na vida e este tem que ser algo que desejamos ardentemente, algo que faz parte de nós, algo que vai nos guiar até a realização.

As pessoas desistem porque gastam suas energias enfocando a dificuldade e não o resultado. Quando passam a se concentrar no resultado, suplantam todos os obstáculos que aparecem. Aí percebem que a distância não importa, só o primeiro passo é difícil e que, se a decisão foi tomada, as dificuldades que surgem no caminho não contam. Afinal, como diz o Comandante Rolim, pre- sidente da TAM, “o difícil da roda é dar a primeira volta”.

Uma vez, um gatinho perdeu-se numa noite muito fria de inverno, com muita neve, e sentiu que se passasse a noite ao relento, morreria. Avistou então

As pessoas desistem As pessoas desistem As pessoas desistem As pessoas desistem As pessoas desistem porque gastam suas porque gastam suasporque gastam suas porque gastam suas porque gastam suas energias enfocando energias enfocando energias enfocando energias enfocando energias enfocando a dificuldade e não a dificuldade e não a dificuldade e não a dificuldade e não a dificuldade e não o resultado. o resultado.o resultado. o resultado. o resultado.

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uma casa de luzes acesas, onde se via uma família em torno da lareira, e pensou que ali podia estar a sua salvação. Foi até a porta e começou a arranhá-la, na esperança de que alguém aparecesse e o recolhesse. De fato apareceu alguém, mas foi o homem da casa e, em vez de recolher o gato, mandou-o para longe com um chute. O gatinho ficou todo dolorido, mas sabia que aquela casa era sua única salvação e foi à porta novamente. De novo apareceu o homem que aplicou-lhe o mesmo tratamento. O gatinho continuou tentando, na esperança de que aparecesse uma das crianças, mas sempre aparecia o homem. No fim, todo machucado, ficou junto da porta querendo tentar outra vez mas sendo bloqueado pelo medo de mais um chute. O tempo passou, ele não resistiu ao frio e morreu. Justamente no momento daquela que seria a sua última tentativa, o homem já se havia recolhido e, na sala, estavam apenas as crianças brincando. Portanto, quem desiste corre o risco de estar desistindo quando está a um passo de conseguir o seu intento e na melhor das hipóteses, terá perdido o esforço já feito.

Os que continuam tentando, mesmo depois de algumas derrotas, ge- ralmente acabam vencendo. O fato é que o persistente tem muitas chances de vencer e o desistente não tem nenhuma. A persistência pode ser a qualidade mais importante para que uma pessoa possa atingir suas metas, pode ser aquela que fará a diferença entre o triunfo e o fracasso.

Certamente a persistência sozinha não faz as coisas acontecerem. É preciso ter um plano de ação, ter metas, conhecimento do que faz, visão de futuro e disposição para rever seus métodos e tudo o mais quando as coisas falham. O triunfo decorre da combinação da persistência com esses outros fatores. Reformule a sua forma de trabalhar quantas vezes for necessário, até encontrar a chave do mistério. Da mesma forma que encontrará quatro ases num jogo de baralho, desde que vire todas as cartas, aqui também você encontrará a chave. Se o seu objetivo é capaz de motivá-lo fortemente, você irá naturalmente prosseguir na luta até encontrar a solução. Certamente irá ter intervalos de descanso e relaxamento, mas sempre mantendo a idéia na mente, como terá feito Edison na sua jornada até criar a lâmpada elétrica. Muitas vezes, é justamente nesses momentos de relaxamento que a solução aparece como aconteceu no caso que citaremos a seguir.

Você já deve ter percebido que, quando estamos envolvidos no problema, temos mais dificuldade em perceber o que está errado. Isso é muito comum nas organizações, onde as pessoas lutam com problemas durante anos sem perceber onde está a solução e chega alguém de fora, não envolvido, e logo aponta uma solução. As pessoas que vivem essa rotina sofrem da chamada “visão de túnel”, porque só estão conseguindo ver numa direção.

Uma experiência feita numa universidade com cães famintos ilustra bem esse fenômeno. Os pesquisadores colocaram um cão diante de uma grade de

ferro e, do outro lado, um pedaço de carne fora do alcance das suas garras. Apesar de o tamanho da grade ser limitado de modo que bastaria ao cão contorná-la e abocanhar a carne, o cão ficou tentando violentamente chegar à carne através da grade, até se mutilar completamente. Depois, os expe- rimentadores colocaram outro cão, porém mais afastado da grade, de tal modo que ele pudesse perceber a sua extensão e ele, em vez de tentar apanhar a carne como o outro, deu a volta e chegou até ela sem nenhuma dificuldade. Essa experiência mostra que se as coisas não estão dando certo, devemos nos afastar um pouco para ter uma visão melhor e, aí, certamente, encontrarmos a solução. Portanto, quando encontrar um obstáculo, não abandone totalmente um projeto. Recue um pouco e refresque-se mentalmente. Faça alguma coisa simples, tal como ouvir música, passear, tirar um cochilo. Aí, quando você voltar ao seu problema, é muito provável que a solução apareça de maneira natural. A história nos dá conta de incontáveis casos de pessoas e grupos que venceram desafios que a todos pareciam intransponíveis e, com isso, nos mostra a verdade que há na afirmativa de que é necessário enfocar os resultados e não os obstáculos. Sem essa atitude, hoje não existiriam a muralha da China, as pirâmides do Egito e tantos outros feitos que nos parecem “impossíveis”. Lembre-se do grande Thomas Edison: ele fracassou centenas de vezes antes de conseguir a lâmpada elétrica.

A própria natureza nos mostra essa verdade de muitas maneiras. Tome o caso do joão-de-barro: ele constrói a sua casa repetindo, milhares de vezes, a operação de buscar e assentar minúsculas porções de barro misturado com capim. Às vezes tem que recomeçar tudo de novo após uma tempestade. Se ele fosse pensar nesse trabalho todo e não no resultado do seu esforço, isto é, na casa com que sonhou, jamais se animaria a realizá-lo.

Faça como Edison e o joão-de-barro: mantenha-se sempre concentrado no resultado e, assim, não desanimará nem abandonará a luta se fracassar algumas vezes antes de atingir o seu objetivo. Um dos maiores prazeres da vida é fazer o que dizem que você não pode fazer, e ser bem-sucedido é fazer as coisas que os fracassados não estão dispostos a fazer.

Persistir é repetir, repetir sempre, quantas vezes forem necessárias; coisas boas acontecerão para você se fizer coisas boas suficiente número de vezes. O sucesso é um hábito. Pode ser aprendido e ensinado. Quando colocado em prática persistentemente, coisas maravilhosas acontecem.

A persistência pode ser comparada à gotinha d’água que acaba furando a pedra: “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. Terminado o capítulo final da vida, ficará patente que a persistência ou a falta de persistência de uma pessoa desempenhou uma parte importantíssima no seu triunfo ou no seu fracasso.

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Plante um pensamento e colherá uma ação; plante uma ação e colherá um hábito; plante um hábito e colherá um caráter; plante um caráter e colherá um destino.

Quando buscamos nos outros e nas circunstâncias o porquê de não estarmos como queríamos, a resposta não está lá, mas, sim, dentro de nós, especialmente nos nossos hábitos. Temos de saber como se criam e como se mudam os hábitos. Os hábitos são inconscientes. O primeiro a fazer para mudar é fazê-los conscientes, é tomar consciência deles. Os hábitos vêm das ações. As ações vêm dos pensamentos. Em cerca de 80% do dia estamos a sós com nossos pensamentos. Precisamos conhecer que classe de pensamento temos, sobretudo quando estamos a sós (medo, dúvida, etc.), para sabermos por onde começar operar uma mudança.

Somos o que somos, hoje, em grande parte devido aos hábitos que desenvolvemos e que passaram a dominar os nossos pensamentos e ações. Não nascemos com esses hábitos e, sim, os criamos de maneira inconsciente. Assim como criamos hábitos indesejáveis como os que destroem a autoconfiança, pelos mesmos mecanismos podemos desenvolver hábitos desejáveis, que construam uma autoconfiança indestrutível. Basta, para isso, que estudemos o modo pelo qual os hábitos se formam e trabalharmos na substituição dos maus hábitos por outros, bons.

No documento A Vida Inteligente (páginas 114-119)